Quatro, não três
MEAK
A04

Quatro, não três ler resumo

20 de dezembro
Angely e Edmont olham para o teto, do chão da sala da casa que receberam.
2018 tá acabando. Qual o balanço desse ano? (Angely)
Nós ainda não descobrimos nada. Kat não apareceu. Mel foi embora. (Edmont)
Edmont senta no tapete e olha pra Angely.
Nem um bilhete. Ela podia ter um pouco de consideração. (Edmont)
Angely senta também.
Que acha? (Angely)
Devíamos terminar logo com isso. (Edmont)
Como? (Angely)
Sei lá. Podíamos começar procurando onde a Mel deixou a chave. (Edmont)
Não deixei. (Mel)
Edmont e Angely levantam.
Mel?! (Angely)
Por que você sumiu?! (Edmont)
Eu tava procurando algo. Acho que encontrei. (Mel)
Kat entra na sala. Angely vai até Kat e lhe abraça. Se afasta. Olha para Kat.
Como?! (Angely)
Onde você estava? (Edmont)
Não sei. Senti uma tontura. Depois acordei num lugar estranho. A Mel me encontrou. (Kat)
Então você lembra. (Edmont)
Eles...? (Kat)
Kat olha para Edmont. Edmont acena para baixo. Os olhos de Kat marejam. Kat baixa a cabeça. Angely abraça-lhe novamente.
Ao menos você está com a gente. (Angely)
Temos que contar pra Meg e pra Agatha. (Edmont)
Kat se afasta de Angely e olha para Mel e depois para Edmont.
Talvez seja um choque. (Mel)
Mas eu quero ver elas! (Kat)
Calma. (Edmont)
Vão se assustar. (Mel)
Me leva lá? (Kat)
É melhor chamar elas aqui. (Edmont)
E se descobrirem algo? (Mel)
As entradas estão trancadas. (Angely)
De que estão falando? (Kat)
Chaves? (Edmont)
Angely tira do bolso. Mel mostra a sua. Edmont pega o telefone e digita um número. Aguarda.
Agatha? ### Vem pra cá. ### Não, não posso dizer por telefone. ### Traz a Meg. ### É importante. ### Tá, até logo. (Edmont)
Chaveiro legal. (Kat)
Elas vão vir. (Edmont)
Bom, se era pra dar merda... (Mel)
Agatha vai até a casa de Meg.
Eu não quero sair daqui. (Meg)
Mas ele disse que é importante. (Agatha)
Dane-se, eu quero que tudo se exploda. (Meg)
Meg, você não pode ficar assim. (Agatha)
É fácil pra você dizer isso. (Meg)
Eu perdi meu pai também, esqueceu?! (Agatha)
Não, eu não esqueci. Mas você é mais forte que eu. (Meg)
Agatha respira fundo.
Meg, vamos. (Agatha)
Eu não consigo. (Meg)
Por favor. (Agatha)
A campainha da casa toca. Mel atende.
Oi. (Mel)
Edmont nos chamou... (Agatha)
Eu sei. Entra. (Mel)
Agatha e Meg entram.
Senta. (Edmont)
Por que? (Agatha)
Acho melhor sentar. (Angely)
Agatha e Meg se sentam no sofá.
Bom, teve o enterro de Júlio, Rith e Halen... (Mel)
A gente tava lá. (Meg)
Lembra que não encontraram a Kat? (Edmont)
Encontraram? (Agatha)
Eu encontrei. (Mel)
Meg baixa a cabeça.
Como ela estava? (Meg)
Viva. (Kat)
As pessoas olham para Kat. Mel olha para Edmont. Meg se levanta. Vai até Kat. Perde as forças e cai. Edmont segura. Agatha fica em estado de choque, no sofá. Edmont pega Meg no colo e coloca no outro sofá.
Eu sabia que isso não ia prestar. (Mel)
Agatha, acorda. (Angely)
Viva. (Agatha)
É, nós percebemos. (Edmont)
Viva. (Agatha)
Tá, não precisa dizer. (Mel)
Viva. (Agatha)
Já sabemos! (Angely)
Viva. (Agatha)
Quer parar de repetir isso??? (Kat)
Agatha vai para o banheiro. Se tranca.
Legal... (Mel)
Que vamos fazer com elas? (Kat)
Kat chacoalha Meg.
Acorda... (Kat)
Edmont vai até a porta do banheiro.
Eu vim de outro planeta, vamo lá, isso não é tão estranho assim! (Edmont)
Calma, Kat, não precisa fazer isso. (Angely)
Se eu te jogar em cima dela, ela acorda rapidinho! (Kat)
Mel pega uma garrafa que trazia na bolsa, abre e bota embaixo do nariz de Meg. Meg acorda, levanta do sofá e olha pra Kat.
Pode encostar, não sou um fantasma. (Kat)
Meg abraça Kat com força.
Eu disse que podia encostar, não esmagar! (Kat)
Meg se afasta.
Deixa eu olhar pra você... Minha irmãzinha, tá viva... (Meg)
Meg abraça Kat de novo.
Vou morrer sufocada se continuar me apertando. (Kat)
Não, morrer, não! Eu vou cuidar de você, eu juro! (Meg)
Pode começar deixando eu respirar. (Kat)
Meg se afasta novamente. Olha pra Mel.
Você quem achou ela? (Meg)
Foi. (Mel)
Onde ela estava? (Meg)
Tava pela cidade. (Mel)
Fizeram alguma coisa com você? (Meg)
Me ignoraram. (Kat)
Prometo que eu nunca mais deixo você correr perigo. (Meg)
Deixar? Quem disse que deixou? Além do mais, não quero ser superprotegida. (Kat)
Agatha abre a porta do banheiro. Vai até Katerine.
Você tá bem? (Agatha)
Tô, ninguém me mordeu não... (Kat)
Kat franze a sobrancelha.
Que foi Kat? (Agatha)
Nada. (Kat)
Vamos pra casa? (Meg)
Vai me sustentar? (Kat)
Tem a empresa dos nossos pais. franze a sobrancelha Se não faliu. (Meg)
Jeremy tá cuidando de tudo. (Agatha)
Agatha vai até Edmont e abraça-lhe. Meg olha pra Angely. Angely desvia o olhar.
Ainda tá namorando com o Bryan? (Kat)
Tô. (Meg)
E eu que achei que existia vida inteligente entre os adolescentes... (Kat)
Tá meio tarde... (Angely)
Bom, é melhor a gente ir. (Meg)
Chove. Na casa abandonada, Elian e Beatrice se beijam. Elian tenta colocar a mão embaixo da roupa de Bea, mas Bea se afasta.
Pare. (Beatrice)
Por que? (Elian)
Eu tenho medo. (Beatrice)
Medo de que? (Elian)
Não sei. (Beatrice)
Eu não vou te fazer nada de mal. (Elian)
Elian se aproxima de novo, mas Beatrice novamente se afasta.
Mas é errado. (Beatrice)
Elian fica com raiva.
Então é isso? Quem foi que colocou isso na tua cabeça? (Elian)
Ninguém. (Beatrice)
Não ias pensar nisso sozinha. (Elian)
Achas que eu não penso? (Beatrice)
Pensas sim, mas em coisas úteis, não numa besteira dessas! Então por isso que nunca me deixaste ir mais adiante? Eu sei que és nova, por isso nunca tentei nada de uma vez. (Elian)
É pecado. (Beatrice)
Pecado??? Vês??? Já estás a falar como uma freira! (Elian)
Não, não estou, mas eu não posso... (Beatrice)
Humanos... Depois me perguntas por que os mato. (Elian)
Não fique bravo. (Beatrice)
Beatrice abraça Elian.
Como não??? Estás a me fazer de idiota! Por causa de humanos! (Elian)
Se não queres que eu ande com humanos, me leves logo! (Beatrice)
Não quero que saias mais daqui, entendeste? (Elian)
Não queres é que tenha eu vontade própria. (Beatrice)
Esses humanos estão a te virar a cabeça. (Elian)
Então por que não me levas? (Beatrice)
És nova demais. (Elian)
Só sou nova para o que queres que eu seja! (Beatrice)
Não é isso. (Elian)
Eu vou dormir. (Beatrice)
Beatrice se tranca num quarto. Elian começa a bater na porta.
Beatrice, abra esta porta! (Elian)
Não! (Beatrice)
Como queres ser tratada como adulta?! (Elian)
Não queres que eu continue sendo criança?! Pois bem, assim agirei! (Beatrice)
Não cresces, não podes ser tratada como crescida! (Elian)
Tu que não deixas eu cuidar de minha vida! (Beatrice)
Eu cuidei de ti muito bem até agora! (Elian)
Mas eu quero cuidar de mim! (Beatrice)
Não podes, não tens idade! (Elian)
Mas pra ficar contigo eu tenho idade, não é?! (Beatrice)
Melhor abrires logo esta droga desta porta! (Elian)
Não, eu não vou abrir, quero ela fechada! (Beatrice)
Como se fechá-la te adiantasse algo! (Elian)
Adianta, te mantém afastado! (Beatrice)
Elian derruba a porta.
Se não abres, vai ao chão. (Elian)
Por que fazes isso? (Beatrice)
Esta casa é enorme e está quase sem portas por causa dessa tua brincadeira de trancá-las. Sabes muito bem que portas não me adiantam. (Elian)
Está tudo caindo aos pedaços. Não aguento mais morar aqui. (Beatrice)
É o lugar que temos. (Elian)
Sei que podes arranjar outro. (Beatrice)
Mas eu não quero outro. (Elian)
Amanhã eu vou embora. (Beatrice)
E posso saber pra onde vais? (Elian)
Não. (Beatrice)
Tu também não sabes. (Elian)
Qualquer lugar é melhor que este. (Beatrice)
Não há pra ti outro lugar. (Elian)
Eu arranjo. (Beatrice)
Vais fazer o que? Virar prostituta? (Elian)
Melhor que ficar perto de ti. (Beatrice)
Vem comigo. (Elian)
Elian pega a mão de Bea e descem a escada. Vão até o jardim.
Vês isso? aponta uma lápide Eu já estive aí embaixo. Tua mãe foi enterrada aqui do lado, vês? aponta pra outra Isso tem um valor pra mim. (Elian)
Eras da minha família? (Beatrice)
Ela ficava presa lá. aponta um quarto no fundo do jardim Meu irmão nunca aceitou a traição da minha cunhada. Ela só tinha o nome dele, não o sangue. Um dia eu me cansei e disse que ia falar tudo à imprensa. Ele mandou me matar. Mas mandou uma vampira, Elian se senta e toca a lápide do túmulo de Lara e ela não me matou. (Elian)
Por isso nunca me falaste nada sobre minha família. (Beatrice)
Por isso que te afasto dos humanos. se levanta Pareces tanto com tua mãe, desde pequenina. passa a mão no rosto de Beatrice Só que ela se assustava comigo. Cresceu cheia de pudores, cheia dos valores desses malditos humanos, que fingem ser o que não são. Fingem-se comportados, muito amigos, e fazem pior do que nós. Tantos valores inúteis, apontam uns aos outros, julgam os que dizem aquilo que todos pensam escondidos... Por isso quero levar-te, para não cresceres nesta hipocrisia. (Elian)
Sou diferente. (Beatrice)
Como assim? (Elian)
Eu tenho doze. Disseram-me que parecia ter dezoito. (Beatrice)
Vamos entrar, o sol já vai nascer. (Elian)
Entram na casa.
Amanhece. Meg acorda. Vai até a casa de Agatha e vão até o escritório da empresa, falar com Jeremy.
Nossa, isso tá tão diferente de quando viemos aqui da última vez. (Meg)
Realmente... Tem certeza que é aqui mesmo? (Agatha)
É, eu liguei, o Jeremy confirmou. (Meg)
Dentro do escritório, Jeremy na cadeira, com os pés em cima da mesa, fazendo dobradura com papel.
Aposto que vão querer chegar mandando em tudo. (Jeremy)
Meg e Agatha entram no escritório e Jeremy se levanta rapidamente da cadeira.
Com licença... (Meg)
Sim? (Jeremy)
Jeremy olha Meg e Agatha de cima a baixo.
Queríamos falar com Jeremy. (Agatha)
Mas já percebemos que ele não está aqui. (Meg)
Fale. (Jeremy)
Só podemos falar com ele. (Meg)
Estão falando com ele. (Jeremy)
Meg e Agatha ficam olhando.
E o óculos? (Meg)
E o aparelho? (Agatha)
Não preciso mais. (Jeremy)
Cabelo lambido, suspensório... (Meg)
Você era manco e gaguejava. (Agatha)
E vocês duas tinham dez anos. (Jeremy)
Bom... (Meg)
Tem certeza que é você mesmo? (Agatha)
Jeremy pega a carteira de identidade e coloca sobre a mesa.
Meus olhos melhoraram, meus dentes vieram pro lugar, afinal era para isso que eu usava aparelho, o gel e o suspensório foram pro lixo, fiz fisioterapia e fono. (Jeremy)
E por que ainda trabalha aqui? (Meg)
Meg leva uma cotovelada de Agatha.
Parece que são minhas novas chefes. (Jeremy)
Temos que assumir os negócios de nossos pais. (Meg)
Por que que eles nunca mais trouxeram a gente aqui? (Agatha)
Você tem namorado. (Meg)
Bom, vocês tem alguma idéia do que fazer aqui? (Jeremy)
Qual seu cargo? (Meg)
Presidente. (Jeremy)
Não temos a mínima ideia. (Agatha)
Podia nos explicar. (Meg)
Pode ser que isso tome tempo de vocês. (Jeremy)
Sabe, eu tava louca pra trabalhar! (Meg)
Podemos dar uma volta na empresa e eu explico tudo pra vocês. (Jeremy)
Todo o prédio é a empresa? (Agatha)
É. (Jeremy)
Que chato! (Meg)
Mel está na delegacia.
Bom, os corpos não tinham sangue... (policial)
O da criança também? (Mel)
Não, o da garotinha estava só sem sinais vitais. (policial)
E declaram como morte por isso? (Mel)
É. Nem sei como ela podia estar viva. (policial)
Valeu. (Mel)
O que está fazendo aqui? (delegado)
Nada. (Mel)
Não se vem fazer nada na delegacia, temos mais o que fazer aqui. (delegado)
Tá, vou fazer nada em outro lugar então. Fica entre nós, tá? (Mel)
Tá. (policial)
Que fica entre vocês? (delegado)
Nada. (Mel)
Mel sai da delegacia.
Que ela te perguntou? (delegado)
Nada. (policial)
Impressão minha ou vocês adoram essa palavra? (delegado)
Mel volta pra casa.
Que descobriram, crianças? (Mel)
Por que ela fala assim com a gente? (Edmont)
Duas palavras: cinco anos. (Mel)
E você aproveita. (Angely)
Descobrimos que somos os primeiros donos oficiais desta casa. (Edmont)
Nós? (Mel)
É. Nós três. (Angely)
Então a casa não tem história, não tem nada? (Mel)
Esse fantasma é esperto. (Edmont)
Por que acha que é um fantasma? (Mel)
Foi o melhor nome que encontramos. Não dá pra ficar chamando de "isso". (Angely)
E você, o que descobriu? (Edmont)
Corpos sem sangue. (Mel)
Vampiros existem? (Angely)
Ou um vampiro ou um maluco que pensa que é um. (Edmont)
Podemos procurar isso. Tem um monte de livros aqui. (Mel)
Lá vamos nós então... (Angely)
Noite.
Encontrei algo... (Angely)
Espero que explique alguma coisa. (Edmont)
Não podem andar à luz do sol, não gostam de igrejas e objetos relacionados a ela. Suas feridas cicatrizam rápido. Sem reflexo... (Angely)
Por isso aquele espelho enorme na sala. (Mel)
Bebem sangue, tem dentes caninos grandes e afiados que aparecem quando vão se alimentar... (Angely)
Ok, então alguma coisa é verdade. E aquele negócio de alho? (Mel)
Mentira. (Angely)
Como mata? (Edmont)
Sol e estaca. (Angely)
Só? (Edmont)
É. (Angely)
Quais as outras mentiras? (Edmont)
Caixões. E aquele negócio de levar um pouco de terra. (Angely)
Mais alguma coisa? (Mel)
Ninguém se transforma sendo simplesmente mordido. Depois disso, tem que receber o sangue de outro vampiro, antes de morrer completamente. Depois tem que ser enterrado, se não, não acorda. (Angely)
E fogo? (Edmont)
Não adianta, se regeneram. (Angely)
Não tem mais nada? (Mel)
Edmont toma o livro das mãos de Angely. Angely encara Edmont, que não olha de volta.
Depois de transformados não envelhecem. E não voltam a ser humanos. (Edmont)
Mas e a personalidade? (Mel)
Educação zero... (Angely)
Eles se sentem mais livres, por ficarem mais fortes e resistentes, mas não se tornam piores do que já eram. É como encher a cara. (Edmont)
É, mas pra se tornar por vontade própria tem que ser ruim. (Mel)
Não necessariamente é por vontade própria. (Angely)
Por isso são ruins. (Mel)
Eles apenas se libertam. (Angely)
Vai defendê-los? (Edmont)
Não é isso que estou dizendo. (Angely)
Eu vou ver Agatha. (Edmont)
Pra que? (Mel)
A gente namora, não posso? (Edmont)
Vai acabar cansando desse jeito. (Mel)
Acha mesmo? (Edmont)
Bom, se ficar vendo toda hora... Tudo bem que é monogamia, mas... (Mel)
Tá, então eu vou ligar. (Edmont)
Edmont sai.
Acho que não entendeu. (Mel)
Edmont é meio possessivo com quem namora. (Angely)
E você? (Mel)
Eu??? (Angely)
Calma, só queria saber. (Mel)
Mel sai do escritório. Angely pega outro livro na prateleira.
Toca a campainha na casa de Meg.
Já vai! Ô, desespero! (Kat)
Kat atende a porta.
Ah, é você... (Kat)
Tentei ligar pra Agatha, nem o telefone de casa, nem o celular atendia. Aí fui na casa dela. Não tinha ninguém. Liguei no telefone daqui... (Edmont)
Por isso aquele dragão fez barulho de telefone... (Kat)
Que dragão?! (Edmont)
No meu sonho. (Kat)
Ah... Bom, como eu tava dizendo, o telefone daqui nada, nem celulares... Tava dormindo até essa hora? (Edmont)
Como sabe? (Kat)
Primeiro eu pensei: ou ela tava dormindo, ou adora andar de pijama. Depois olhei pra sua cara e pensei: ah, ela tava mesmo dormindo, com essa cara de travesseiro... (Edmont)
Que veio fazer aqui? (Kat)
Agatha tá aí? (Edmont)
Não. Aliás, nem a Meg. (Kat)
Será que elas saíram? (Edmont)
Não, foram raptadas! (Kat)
Kat, pode acontecer. (Edmont)
Você levou a sério?! (Kat)
Sei lá, do jeito que esse mundo tá ficando... (Edmont)
"Fui ver a empresa". Acho que foram ver o cara que cuida de tudo por lá. (Kat)
Onde fica essa empresa? (Edmont)
Como espera que eu saiba? (Kat)
Sei lá! (Edmont)
Olha, se você tá com ciúmes da sua namorada, azar seu, não vem descontar em mim! (Kat)
Kat bate a porta na cara de Edmont.
Ei! (Edmont)
Vai procurar ela! (Kat)
Que deu em você??? (Edmont)
Só por que você é meu irmão mais velho não quer dizer que possa gritar comigo assim! (Kat)
Tá, tchau. (Edmont)
Kat não responde. Dali a pouco, Angely está no escritório, fecha o livro. Sai do escritório. Vai até a cozinha. Faz um sanduíche. Vai para a sala. Edmont está olhando para a TV, trocando os canais, um atrás do outro.
Sanduíche? (Angely)
Acha que elas fariam isso? (Edmont)
Isso o quê? (Angely)
Gente, ainda não decidimos o que vamos fazer. (Mel)
Ela saiu. (Edmont)
Edmont, ela tá viva! (Angely)
Podia ter me avisado. (Edmont)
Agatha não precisa falar o que faz ou deixa de fazer. (Mel)
Mesmo assim. (Edmont)
Não pode ficar querendo que ela fale tudo que faz. (Angely)
Isso é possessividade. (Mel)
Angely, descobriu mais alguma coisa? (Edmont)
Não. (Angely)
Temos que encontrar mais alguma coisa, só assim não dá. (Edmont)
Como vamos encontrar quem está fazendo isso? (Angely)
Escutam um barulho. Correm para o escritório. Nada. Angely olha a mesa. Agora há dois olhos no símbolo. E a sigla é MEAK.
Quem é K? (Angely)
Bom, isso nós vamos ter que descobrir. (Mel)
Depois que nós descobrirmos o fantasma fala quem é. (Edmont)
Aparece um papel sobre a mesa: Alguém novo no grupo.
Juro que nem imaginava essa parte! (Edmont)
Edmont se senta. Depois se levanta.
Eu vou sair. (Edmont)
Mais tarde, Agatha e Meg chegam na casa da Meg.
Nossa, como ele tá diferente... (Agatha)
E você nem ficou babando, né? (Meg)
Como se você não tivesse ficado. (Agatha)
Ah, mas você tem namorado! (Meg)
E você não? (Agatha)
Bryan não conta. (Meg)
Agatha, o... (Kat)
Ah, mas aquele cara ficou lindo! (Agatha)
Kat começa a rir.
Agatha... (Meg)
Como eu ia imaginar que ele ia ficar tão... (Agatha)
Agatha... (Meg)
Que foi? Que cara é essa? (Agatha)
Olha pra trás. (Kat)
Agatha olha pra trás e vê Edmont. Kat ri mais ainda.
Meu amor, você tava aí... (Agatha)
É, eu tava. (Edmont)
Se fu! (Kat)
Kat cai na gargalhada.
Eu tava falando... (Agatha)
Pensei que tinham ido na empresa. (Edmont)
Fomos. Ela tava falando do presidente. (Meg)
Agatha encara Meg. Edmont encara Agatha.
Já vi que está muito bem, então acho que vou indo. (Edmont)
Edmont, espera... (Agatha)
Só pra saber, ele tem quantos anos? (Edmont)
Vinte e seis. Mas nós só olhamos. (Meg)
Tá. (Edmont)
Agatha segura o braço de Edmont.
Eu só tava falando. Você é melhor que ele. (Agatha)
Então quer dizer que já ficou sabendo de tudo sobre ele. (Edmont)
Não! (Agatha)
Só olhou? (Edmont)
Por que acha que eu te trairia? (Agatha)
Claro, com um namorado desses até parece que ela ia querer outro! (Meg)
Agatha encara Meg.
Não precisa ficar com ciúmes, a Meg tá olhando pra ele e pensando no... (Kat)
Kat vai falar, mas Meg tampa a boca.
Então, Edmont, não vai ficar com... (Agatha)
Edmont segura Agatha e beija. Continuam se beijando. Meg e Kat se entreolham. Agatha encosta Edmont na parede.
Ô, querem continuar com isso, continuem na casa dela! (Meg)
Param de se beijar. Edmont olha para Meg. Depois olha para Agatha.
Tchau Meg, tchau Kat... (Agatha)
Tchau. (Kat)
Edmont e Agatha saem.
Ai, queria eu estar com o Angely essa hora. (Meg)
Vai lá que eu garanto que ele aceita. (Kat)
Você quase não queria me dedurar pro irmão dele, né? (Meg)
Dedurar?! O quê?! Todo mundo já sabe! (Kat)
Mas o Angely não. E eu até beijei ele!!! (Meg)
E começou a namorar com outro. E fica escondendo. Tem razão, ele devia mesmo vir até você. (Kat)
Kat sobe a escada. Meg se joga no sofá. Levanta e sobe a escada.
Você parece diferente desde que acordou. (Meg)
Eu? (Kat)
Não quer conversar sobre o que houve. Geralmente você fala comigo. E acho que não está falando com ninguém. (Meg)
Impressão sua. (Kat)
Impressão minha? Falou com quem, com os livros? Kat fica em silêncio Tá, tudo bem, não quer dizer... Não posso fazer nada. (Meg)
No dia seguinte, 2:30 da tarde, Meg e Kat almoçam. Toca a campainha. Kat vai abrir.
Oi, eu sou o Bryan... (Bryan)
Ah, é você... Deixa que eu vou chamar. (Kat)
Kat vai até a cozinha.
Meg, é o seu namorado. Angely é mais bonito. (Kat)
Meg olha para trás de Kat.
Não liga não, Bryan, sabe como é, irmã mais nova... (Meg)
Tudo bem. Vai assim? (Bryan)
Aonde? (Meg)
Esqueceu? Um mês de namoro... (Bryan)
Bryan, não tô com clima pra comemoração. (Meg)
Vamos, não vai adiantar ficar em casa. (Bryan)
Tem a minha irmã também... (Meg)
Ei, não vem me usar de desculpa! (Kat)
Sua amiga não fica com ela? (Bryan)
Não sei... (Meg)
Tô indo, tchau, eu não sou desculpa! (Kat)
Kat... (Meg)
Kat sai.
Então? (Bryan)
Tá, eu vou me arrumar. (Meg)
Kat chega na casa de Agatha.
Agatha... (Kat)
Aqui! (Agatha)
Kat vai até o quarto.
Não tô atrapalhando não, né? (Kat)
Não, o Edmont já foi. (Agatha)
Kat vê a foto que Agatha está olhando.
Quantos anos você tinha aí? (Kat)
Cinco. Você ainda nem era nascida. (Agatha)
Quando nossos pais se conheceram, eu já era nascida, né? (Kat)
Era. (Agatha)
Agatha baixa a cabeça.
Chora não, pela lei da natureza eles iriam antes de nós. (Kat)
Eu sei. Eu queria tanto me acostumar com isso... (Agatha)
Sou a mais nova de vocês e ainda sim sou mais forte. (Kat)
Agatha dá uma risada tímida.
Vou dar um passeio, quer vir junto? (Kat)
Vou curtir um pouco mais minhas fotos aqui, mas obrigada. (Agatha)
Kat vai à casa abandonada. Beatrice está olhando pela janela.
Beatrice? (Kat)
Estás viva! (Beatrice)
Beatrice se vira e abraça Kat. Afasta.
Eu não sei como, mas estou. (Kat)
Que bom... (Beatrice)
Nossa, mas você tá diferente de da última vez que te vi... (Kat)
Não nos vemos faz mais de um ano. Também mudaste. (Beatrice)
Quantos anos você tem? (Kat)
Doze. (Beatrice)
Jurava que era mais velha que eu... Eu tenho quase dez, não era pra estarmos tão diferentes. (Kat)
Esqueças isto. É melhor ires agora. (Beatrice)
Por que? (Kat)
Se Elian ver-te aqui, ficará furioso. (Beatrice)
Fala tanto desse cara... (Kat)
Vá! (Beatrice)
Kat sai.
Que tens? Estás alterada... (Elian)
Nada. (Beatrice)
Falando com humanos de novo. (Elian)
Eu? (Beatrice)
Estavas sim. Ouvi voz de criança. (Elian)
Pare de neurose. (Beatrice)
Que horas são? (Elian)
Beatrice vai até a janela.
Pela altura do sol, três horas. (Beatrice)
Não consegui dormir muito tempo. (Elian)
Vou dormir de dia também? (Beatrice)
Não é que eu seja obrigado, mas que farei eu de dia? Melhor ficar acordado à noite. (Elian)
É mesmo, no lugar onde moramos não tem nem jeito de saires e não pegares sol. (Beatrice)
Nos mudaremos depois que fores transformada. (Elian)
E quando vai ser isso? (Beatrice)
Terás que esperar algum tempo ainda. (Elian)
Quando? (Beatrice)
Quando deixares de ser criança. (Elian)
Deixarei de ser criança quando me transformares. (Beatrice)
Beatrice sobe e se tranca em um quarto.
Até a noite, se não abrir, vais ver outra porta no chão, me ouviu?! (Elian)
Na MEAK, Angely, Edmont e Melody estão no escritório.
Eles precisam de autorização pra entrar. Precisamos dar um jeito de dizer isso a Agatha e Meg. (Angely)
Mudei de ideia, acho que não acharemos mais nada nesses livros. Bem que podia ter um ritual pra você invocar eles... (Edmont)
Já teriam acabado com o problema. (Mel)
Eu vou ver o lugar onde eles morreram. Vou pegar a Kat. (Angely)
Acha que pode saber de algo? (Mel)
Pode ser. (Edmont)
Casa de Kat. Kat está no quarto. Ouve um latido e sai.
Oi, que você tá fazendo aqui? se abaixa e passa a mão na cabeça do cachorro Que fofura! (Kat)
O cachorro coloca no chão uma caixa que segurava. Kat pega. Abre. Tira uma folha com o símbolo, um chaveiro de dois olhos e com três chaves, e uma bolsinha escrito MEAK.
De onde é isso? Hein? (Kat)
Kat guarda a chave, a bolsinha e o papel na caixa e leva pra dentro. O cachorro segue.
Quer alguma coisa? Está com fome? (Kat)
Kat vai até a cozinha. Pega um pedaço de carne na geladeira. Bota no chão. O cachorro fica olhando para Kat.
Também é vegetariano? (Kat)
Kat pega um pacote de bolachas e dá um pra o cachorro, que come.
De onde você veio? Não tem coleira... (Kat)
Conversando sozinha? (Angely)
Quer me matar do coração?! (Kat)
É seu? (Angely)
É. (Kat)
Não sabia que você tinha um cachorro. (Angely)
Nem eu. (Kat)
Ah, tá... E a Meg? (Angely)
Vai ficar sabendo. (Kat)
Ela tá aí? (Angely)
Saiu com Bryan. (Kat)
Que bom. (Angely)
Isso é ironia? (Kat)
Não, é que preciso falar com você. (Angely)
Fala maninho. (Kat)
É sobre o dia que seu pai, quer dizer, seu tio... (Angely)
Tá, eu entendi. Rith. O dia que ele morreu? (Kat)
É. Você pode me levar aonde estavam? (Angely)
Tá com a moto aí? (Kat)
Eu não vou levar você de moto. (Angely)
Por que não? (Kat)
É perigoso. (Angely)
Então eu não levo você até lá. (Kat)
Tá, tá bom, vamos até a minha casa. (Angely)
Angely e Kat vão até a quarta casa.
Angely, Kat sabe? (Mel)
Ela tem uma exigência: quer ir de moto. (Angely)
Bom, a idade mínima é de 10 anos, então acho que pode. (Mel)
Viu?! (Kat)
E o Edmont? Cadê? (Angely)
Adivinha. (Mel)
Tá, esquece que eu perguntei. (Angely)
Tem dois capacetes? (Mel)
Não tinha pensado... (Angely)
Kat tira um capacete da mochila que trouxera.
Como arranjou isso? Quanto tempo faz que está pensando nisso? (Angely)
Desde que vi que tinham motos. (Kat)
Colocam o capacete e sobem na moto. Kat segura na cintura de Angely e saem.
Mel vai até a cidade, de moto. Para em uma lanchonete. Encontra Meg com Bryan.
Oi, tudo bem? (Mel)
Oi. (Meg)
Estamos comemorando um mês de namoro. (Bryan)
Um mês? Tanto tempo assim? (Mel)
E o Angely, como está? (Meg)
Tá bem. (Mel)
Deixa esse viadinho pra lá. (Bryan)
Bryan... (Meg)
É viadinho. O que eu posso fazer... (Bryan)
Acho que você queria que fosse. (Mel)
Bryan se levanta da mesa.
Tá insinuando que eu sou viado?! (Bryan)
Chamar você de gay não seria insulto e usar isso como insulto seria rebaixar todas as pessoas gays ao seu nível. Me refiro ao fato de que você sabe que Meg gosta de Angely, não de você. E, se fosse gay, Meg continuaria com você. (Mel)
Por que, se estiver ensinuando, posso te mostrar que... (Bryan)
É, você não entendeu. (Mel)
Por favor, Bryan, eu não gosto disso. (Meg)
Por que tem tanta certeza que ele não é bicha? Ele tá comendo você? (Bryan)
Mel dá um soco em Bryan.
Meu Deus! (Meg)
Tenho um problema quando ouço preconceito, uma coceira no punho, sabe? Desculpa te fazer presenciar isso... Não, pera, foi você quem escolheu manter esse traste na sua vida. (Mel)
Mel sai. Meg ajuda Bryan a se levantar.
Deve gostar daquele viadinho. (Bryan)
Bryan, por favor. (Meg)
Tá, eu não falo mais dele. (Bryan)
Que bom. (Meg)
Sinceramente, eu não sei o que todas essas garotas vêem nele. (Bryan)
Ele não fica bancando o machão. (Meg)
Qual é? Minha irmã, essa daí, agora você também??? (Bryan)
Quer saber? Terminou. Eu não agüento mais isso. Tchau. (Meg)
Meg sai.
Vai se arrepender! Ele é um mão virada! (Bryan)
Angely leva Kat à cidade onde os corpos foram encontrados.
Nessa casa toda quebrada? (Angely)
Não tava assim. Eu desmaiei. Eles devem... Ter tentado resistir. (Kat)
Disseram que você não tinha sinais vitais. (Angely)
Como assim? (Kat)
Parecia morta. (Angely)
Eu?! (Kat)
Bom, além de tudo quebrado... (Angely)
Angely olha ao redor. Procura algo pelo chão. Vai até outros cômodos. Volta a sala. Senta. Baixa a cabeça.
Será que vampiro tem impressão digital? (Angely)
De repente... (Kat)
Você chegou a ver quem era? (Angely)
Um homem. Não consegui... Eu... (Kat)
Kat baixa a cabeça e seus olhos ficam marejados.
Tudo bem se não quiser falar. (Angely)
Só vi ele soltar o corpo da minha mãe. Aí desmaiei. (Kat)
Que tinha acontecido no dia? (Angely)
Eu e o sr. Júlio tínhamos saído. Ele me levou pra tomar sorvete. Quando voltamos, já estavam mortos. (Kat)
Daí desmaiou. (Angely)
É. Então só lembro de ter acordado num lugar fechado. Empurrei pra baixo e me vi cercada de gavetas. Então fugi pela janela. (Kat)
Provavelmente acordou no necrotério. (Angely)
Eu fiquei com medo quando acordei. Só pensava em correr. O medo passou quando vi um rosto conhecido. (Kat)
Mel. Bom, nada que possa ajudar por aqui. Então, vamos embora? (Angely)
Tá. (Kat)
De noite, na casa abandonada, Elian está na frente da porta trancada.
Não vais mesmo abrir, não é? (Elian)
Não! Agirás como um animal e derrubarás de novo?! (Beatrice)
Elian derruba a porta.
Então achas que sou um animal? (Elian)
É como ages. (Beatrice)
Elian joga na cama Beatrice e sobe em cima.
Me solte! (Beatrice)
Disse que parecias criança e passaste a agir como uma. Não me chamaste de animal? Pois bem, gostei eu desta idéia agora. (Elian)
Socorro! (Beatrice)
Elian beija Beatrice. Beatrice tenta empurrar, mas não consegue, Elian é mais forte.
Pare com isso, eu vou gritar. (Beatrice)
Não, não vais. (Elian)
Elian arranca o bracelete que Beatrice trazia no braço. Os olhos de Beatrice ficam mais claros. Beatrice beija Elian. Rasga a camisa. Elian beija Beatrice. Joga na cama. Arranca a roupa. Olha Beatrice. Beatrice puxa Elian.
Horas depois, Elian coloca o bracelete em Beatrice. Beatrice acorda. Se vê sem roupa. Puxa o lençol pra si.
Agora não és mais criança. (Elian)
Que houve? (Beatrice)
Não lembra mesmo? (Elian)
Beatrice olha para lugar nenhum. Depois olha para Elian.
Era eu? (Beatrice)
Sim. Mas livre, como estará quando eu te transformar. (Elian)
A gente pode... Sem tirar... (Beatrice)
Você é perfeita. Eu te quero de qualquer jeito. (Elian)
Quero saber como é, com o bracelete. (Beatrice)
Eu te amo. Mas preciso que abra mão de certas coisas. (Elian)
Beatrice se levanta, com o lençol. Vai até a janela.
O que eu senti... Foi... diferente. (Beatrice)
Era puro instinto. Agiu de forma pura, como os animais. Como deve ser. (Elian)
Beatrice solta o lençol. Vira-se para Elian.
Que vão pro inferno os valores humanos. (Beatrice)
E os seus amigos? (Elian)
Danem-se todos os humanos. (Beatrice)
Entendeste. (Elian)
Elian vai até Beatrice. Beija a boca, o pescoço. Beatrice aperta os olhos. Afasta o rosto de Elian, sangue na boca. Beatrice olha e beija. Elian volta ao pescoço de Beatrice. Beatrice abraça. Depois de algum tempo, o corpo de Beatrice amolece nos braços de Elian. Elian pega Beatrice no colo e deita na cama. Corta o próprio pulso e coloca na boca de Beatrice. Beija, limpando o sangue que estava na boca.
Manhã. Casa de Meg.
Vai continuar muda como na outra manhã? (Meg)
Eu já disse que não é nada! (Kat)
Tá, tudo bem. (Meg)
Toca a campainha. Meg atende. São Agatha e Edmont.
Entrem. (Meg)
Agora tem com quem conversar. (Kat)
Nós temos fazer a CCA, esqueceu? (Agatha)
Ah, é... Tá com o seu cartão aí? (Meg)
Tô. Podemos ir agora. (Agatha)
Que é isso?! (Kat)
Confirmação de Continuidade do Aprendizado. (Meg)
Rematrícula? (Kat)
É. (Agatha)
Então por que complicam?! (Kat)
Kat, pega lá o seu cartão, aproveita e pega o meu também, tá na cabeceira. (Meg)
Ê, prigui! (Kat)
Kat sobe.
Então, ontem você saiu com o Bryan? (Agatha)
Eu terminei com ele. (Meg)
Sério? Até que enfim garota! (Agatha)
Eu detesto a mania dele de chamar o Angely de viado. (Meg)
Eu também, mas fazer o que? (Agatha)
Humanos são criados com preconceito. (Edmont)
Isso não seria preconceito seu? (Meg)
Considerando que vivo aqui desde os 12, pode ser que seja. (Edmont)
Vai com a gente? (Meg)
Eu já fiz a minha e a do Angely. (Edmont)
Kat chega na sala.
Eu não tô afim de ir. (Kat)
Depois sou eu que sou preguiçosa. (Meg)
Nós fazemos a sua. Mas onde você vai ficar? (Agatha)
Ela pode ficar na minha casa. (Edmont)
Sério? (Agatha)
É, podem ir. (Edmont)
Tá vendo? Aguentar a irmãzinha chata... Isso é que é namorado. (Agatha)
Agatha beija Edmont.
Que você fez com ele anteontem? (Meg)
Eu? (Agatha)
Bom, vamos indo. (Meg)
Tá. Tchau, meu amor. (Agatha)
Olha, se quiser pegar o carro pra levar a Kat pra algum lugar, pode pegar. Não leva ela na moto, não importa se ela implorar. (Meg)
Não pode? (Edmont)
Claro que não! Ela tem 9 anos! Não fez isso, fez?! (Meg)
Eu?! Não! (Edmont)
No escritório, Angely e Mel na mesa, em lado opostos.
A garota nasceu há doze anos, certo? (Angely)
Certo. (Mel)
E a mãe dela morava na casa abandonada, certo? (Angely)
Tem algo que vocês não me contaram? (Mel)
Uma menina mora lá. (Angely)
E o que tem a ver com as mortes? (Mel)
Uma vez ela pediu que eu devolvesse uma cruz que Kat havia dado a ela, por que um cara que estava com ela havia se machucado com a cruz. (Angely)
Então se machucam com cruzes. (Mel)
Pode ser que ela seja a próxima. (Angely)
Casa abandonada.
Beatrice! (Angely)
Tem alguém aí?! (Mel)
Mel e Angely entram nos quartos na parte debaixo. Sobem. Se separam. Angely entra nos quartos, diversas portas arrombadas. Uma hora, ouve um barulho de algo voando. Corre. Encontra Mel, no corredor.
Acho que chegamos tarde. (Mel)
Sempre tarde demais. (Angely)
Não disse que tinha doze anos? (Mel)
E tinha. (Angely)
Parece ter mais idade. (Mel)
Quando tinha seis parecia ter nove. (Angely)
Então a cada dois anos cresce três? (Mel)
Crescia. (Angely)
Angely entra no quarto. Chega perto. Cobre com um lençol.
Temos que parar isso. (Angely)
Que vamos fazer? (Mel)
Coloque uma roupa nela. Dizem que a mãe foi enterrada no jardim, vamos colocar ela lá também. (Angely)
Fez sexo. Só tem doze anos. Se eu pego essa coisa... (Mel)
Eu vou arranjar um caixão. Procure uma roupa pra ela. (Angely)
Sem família. Deve ter crescido aqui. (Mel)
Angely e Edmont estão na MEAK.
Como não vimos isso? (Edmont)
Não sei. Como vamos trazer um caixão pra cá? (Angely)
Meg deixou levar o carro se precisassem. (Kat)
Você tava escutando? (Edmont)
Por que não me avisou que ela tava aqui? (Angely)
Meg deixou eu pegar o carro pra levar você a algum lugar. (Edmont)
Eu não conto pra ela. (Kat)
Talvez tenha sido o mesmo que matou Rith, Halen e Júlio. (Angely)
Ou talvez não. (Edmont)
É melhor irem logo. (Kat)
Dali a pouco, Angely e Kat estão na cozinha.
Angely, eu preciso falar com você. Aliás, preciso que vocês três estejam aqui. (Kat)
Não parece criança. É sério. (Angely)
É, realmente sério. (Kat)
Não gosto disso. (Angely)
Entardece. Toca o telefone na MEAK.
Saiu com o Edmont... ### Ela pode passar mais algum tempo aqui? ### Não, não vai me atrapalhar. ### Tudo bem, já disse, não foi ela que pediu. ### Tá, então depois eu levo ela aí. (Angely)
Angely desliga o telefone.
Elas deixaram? (Kat)
Deixaram. (Angely)
Bom, não é dos melhores, mas eu consegui. (Edmont)
Vamos levar pra casa abandonada. (Mel)
Noite. Chegam perto de alguns túmulos. Mel e Edmont estão com pás. Começam a cavar. Angely entra na casa. Sobe as escadas. Entra no quarto. Baixa a cabeça. Volta a olhar para Beatrice. Pega no colo. Desce. Kat abre o caixão. Angely coloca Beatrice dentro. Kat empurra a tampa para fechar. Acaba batendo. Edmont e Mel olham pra Kat. Kat baixa a cabeça. Mel coloca a mão no braço de Edmont. Edmont volta a cavar, Mel também. Terminam. Pegam o caixão, Mel e Edmont nas cordas as alças inferiores, Kat e Angely nas superiores. Mel e Edmont puxam as cordas para trazer o caixão para cima do buraco. Descem o caixão devagar. Mel e Edmont pegam as pás. Jogam a terra. Angely abraça Katerine. Chegam na MEAK. Sobem as escadas. Mel entra no seu quarto. Tira as roupas. Entra no chuveiro. Liga. Volta e dá um soco no espelho. Volta para o chuveiro. Edmont sentara-se no chão, com a cabeça entre as mãos. Ouve. Balança a cabeça. Levanta. Pega a toalha. Vai para o banheiro. Kat também ouve. Está na cama, deitou-se. Angely dá um beijo na testa de Kat e encosta a cabeça de Kat em seu peito.
Madrugada. Elian aparece no jardim da casa. A terra começa a se mexer. Uma mão. Outra. Elian puxa. Traz Beatrice a tona. Beatrice bate na roupa. A terra cai. Elian pega um lenço e limpa o rosto de Beatrice.
Agora és minha. (Elian)
Se beijam.
Vamos embora daqui. (Elian)
Primeiro vamos até o lago. (Beatrice)
Por que? (Elian)
Por favor. (Beatrice)
Está bem. Mas temos que ir logo. (Elian)
Vão até um lago próximo. Elian estranha. Beatrice fica lá algum tempo. Depois puxa Elian.
Que estás fazendo? (Elian)
Eu quero. (Beatrice)
Aqui? (Elian)
Agora. Você me prometeu. Com o bracelete. (Beatrice)
Passado algum tempo, Elian olha para o horizonte. Pega Beatrice no colo e corre para a casa. O sol entra e Elian queima a mão ao fechar a porta.
Não devíamos ter ficado aqui! (Elian)
Beatrice baixa a cabeça. Elian dá um sorriso.
Não precisas ficar assim. (Elian)
Mas ficaste bravo. (Beatrice)
Não, não fiquei, não. Amanhã nós vamos, está bem? (Elian)
Beatrice sorri. Elian pega o queixo de Beatrice.
Isso, assim ficas melhor. (Elian)
Queria ver a cidade. (Beatrice)
Vais ver. Eu prometo. Beatrice esfrega o olho de sono Vamos dormir. Seus os olhinhos querem fechar. (Elian)
Ainda falas como se eu fosse criança. (Beatrice)
Minha menina. (Elian)
Beatrice dá outro sorriso.
Mel, Angely e Edmont estão na cozinha, tomando café.
Por que ela parecia tão mais velha do que realmente era? (Edmont)
Vou amanhã ao hospital onde nasceu, verificar isso. (Mel)
Kat, você disse que tinha algo pra nos dizer. (Angely)
Kat sai de trás da parede. Olha para as pessoas.
Se não quiser falar agora, vamos entender. Nove anos de idade não é tempo pra ter visto tantos corpos. Não assim. olha para Angely e Edmont Nem de jeito algum. (Mel)
Na verdade, são três coisas. Primeiro vou mostrar algo que descobri. Não se assustem. (Kat)
Kat fecha os olhos e caí. Angely pega no colo e leva para a sala. Coloca no sofá. Checa o pulso. Mel e Edmont vêm. Angely coloca os dedos no pulso. Olha para Edmont e Mel. Levanta.
Será que era isso? (Angely)
Deve ser. Não ia morrer por querer nos dizer algo. Eu acho. (Mel)
Kat puxa o ar forte. Angely assusta e dá um passo atrás, quase caindo. Edmont segura.
Anulou os próprios sinais vitais. (Mel)
Como fez isso?! (Edmont)
Eu não sei como, mas... (Kat)
Foi isso que você fez. No dia. (Mel)
Quando vi ele, fiquei com medo. Depois, quando acordei, me assustei. (Kat)
Acordar numa gaveta de necrotério assustaria qualquer um. (Edmont)
Tem também o sonho estranho. (Kat)
Que sonho? (Angely)
Eu sonhei que um garota corria, era alcançada, caía no chão, depois ela e o cara se beijavam. Aí tinha sangue no chão. Tudo muito confuso. (Kat)
Não viu rostos? (Edmont)
Não. Era como se não conseguisse prestar atenção nisso. Sabe quando você passa na rua? Vê muitas pessoas, mas não vai lembrar o rosto delas se te perguntarem. (Kat)
Tem tido esse sonhos desde quando? (Edmont)
Desde que Mel me encontrou. (Kat)
Dois dias. (Mel)
Mais algo estranho? (Edmont)
Posso ir ao terceiro andar? (Kat)
Kat, nós não... (Edmont)
Vamos. (Angely)
Angely, não. (Mel)
Angely sobe a escada com Kat. Depois abre a portinha que tem no corredor. Sobem.
Nossa... Meg e Agatha nunca vieram aqui? (Kat)
Nunca pediram. (Angely)
Por que fez isso?! (Edmont)
Tá enlouquecendo? (Mel)
A sigla. (Angely)
Tá achando que o K é ela? (Edmont)
Tinham dois olhos no símbolo. (Angely)
Que vêem o futuro. (Mel)
Kat vai até a mesa.
É isso! (Kat)
Que? (Angely)
Ouvem um latido. Kat vai descer pela portinha, mas Angely toca o ombro. Angely abre a outra porta.
Pode descer por aqui. (Angely)
Obrigado. (Kat)
Kat desce correndo. Edmont, Angely e Mel descem também. Um cachorro, com uma caixa.
Mas, eu tinha guardado isso... Como você pegou? (Kat)
Que é isso, Kat? (Mel)
Era isso a terceira coisa que eu queria mostrar a vocês. (Kat)
Kat pega a caixa entrega a Angely. Todos entram na casa, inclusive o cachorro. Angely abre e tira a chave, o papel e a bolsa.
Esse é o símbolo que está na mesa. (Edmont)
Com o novo desenho. (Mel)
Isso aqui é pra que? (Angely)
O cachorro pula e pega a bolsa.
Ei! (Angely)
O cachorro pousa a bolsa no chão e late.
Que ele quer? (Edmont)
Kat pega a bolsa e coloca no cachorro.
Legal, ele vai querer ir pra escola com a gente? (Edmont)
Como entendeu o que queria dizer? (Mel)
Cabe uma folha dentro da bolsa. (Kat)
Acho que inclusive tem alguma coisa ali. (Angely)
Edmont tira a bolsa do cachorro e há algumas folha dentro desta.
Que isso? Cão-correio? (Kat)
Um mensageiro. (Angely)
Já ouviu falar em celular? (Kat)
É pra quando não pegar? (Mel)
Por que tudo isso? (Edmont)
No espelho:
Resolvam o caso.
Pelo menos ele não quer façamos uma casa de mãos nas costas. (Angely)
Espelho:
Depois que resolverem, decidirão se querem continuar com isso.
Bom, até agora não mudei de idéia. Se for pra escolher entre uma vida normal e isso, prefiro ainda a vida normal. (Edmont)
No espelho, a palavra depois é sublinhada.
Tá, já entendemos! (Edmont)
Bom, é melhor irmos logo. (Mel)
O problema vai ser pra encontrar esse cara agora. (Edmont)
MEAK, 10:00hrs da manhã. A campainha toca. Mel atende.
Que horas são? (Mel)
Cadê a Kat?! (Meg)
Edmont, Angely! Venham aqui! (Mel)
Na cozinha.
Que horas são? (Angely)
Dez da manhã... (Edmont)
Acho que devíamos ter levado a Kat pra casa. (Angely)
Edmont! (Meg)
Angely! (Agatha)
Edmont e Angely se levantam rápido.
Você pediu pra ela ficar mais algum tempo, mas não imaginei que seria tanto tempo assim! (Agatha)
Que queriam?! Raptar minha irmã?! (Meg)
Não precisa disso. (Mel)
Olha aqui, nós ficamos preocupadas! (Agatha)
Meg puxa Kat pra perto de si.
Já pensou se acontecesse alguma coisa?! (Meg)
Nós não mordemos! (Edmont)
Gente, ela não corria perigo aqui. (Angely)
Ah, é? E aquela coisa que matou nossos pais?! (Meg)
Claro, mais fácil vocês protegerem do que nós... (Mel)
Por que, vocês são especiais por acaso?! (Agatha)
Mel encara Agatha.
E daí que são aliens?! (Agatha)
Oh... (Edmont)
"Oh..." mesmo, eu sou alien também, lembra?! (Kat)
As pintinhas atrás do seu pescoço não te dão super-poderes. De verdade, são inúteis agora, e, quando eram úteis, você fodeu com tudo. (Mel)
Ela é minha irmã, eu decido onde ela fica ou não protegida. (Meg)
Cuidem vocês dois disso, vocês que arranjaram a encrenca. (Mel)
Mel vai pro quarto.
Vamos embora, Kat. (Meg)
Olha, desculpa, nós estávamos fazendo algo e acabamos perdendo a noção do tempo. (Edmont)
Tudo bem. Acho que nós estávamos preocupadas à toa. (Agatha)
Preocupadas à toa?! Eles não têm nem noção de tempo e... (Meg)
Meg está falando e Angely interrompe, com um beijo.
Uh, até que enfim! (Kat)
Ela terminou o namoro? (Edmont)
Nossa, você ainda não sabia??? (Agatha)
Ficam em silêncio. Angely e Meg continuam se beijando. Agatha beija Edmont.
Nossa, a preocupação de vocês comigo me comoveu. (Kat)
Kat vai até o quarto de Mel.
Será que aqui em cima dá pra arranjar um balde de água fria? (Kat)
Mel ri.
Acho que não. (Mel)
Que merda essa história de vela... (Kat)
Tá, vamos descer lá antes de começar a escutar barulhos estranhos. (Mel)
Você acha que... (Kat)
Angely não, mas Edmont eu não duvido. (Mel)
Tarde. Casa de Meg.
Natal tá chegando... (Kat)
Quando é? (Meg)
Amanhã. (Kat)
Já?! (Meg)
É... Ninguém nem viu o tempo por aqui. (Kat)
Entra na casa o cachorro.
Que isso?! (Meg)
Meu presente de Natal. (Kat)
Não acha que ele é um pouquinho grande? (Meg)
Vai, por favor, deixa! (Kat)
O cachorro late.
Tá, tudo bem, mas fala pra ele não chegar perto de mim! (Meg)
O cachorro deita no chão e olha para Kat, com o focinho sobre as patas, olhos para cima. Toca o telefone. Meg desvia do cachorro. O cachorro balança o rabo. Meg atende o telefone.
Alô? (Meg)
Meg, você notou uma coisa? Já é vinte e quatro de dezembro! (Agatha)
É, eu e Kat acabamos de perceber. (Meg)
Nós temos namorados, né? (Agatha)
Agora posso dizer que sim... Acho. Podemos ir até a cidade. (Meg)
É. Tem a Kat também, você... Isso vai dar o maior rolo... (Agatha)
Faz o seguinte: vamos até a cidade, levamos a Kat... (Meg)
Me deixa na casa deles! (Kat)
Faz alguma idéia do que compro pro Angely? (Meg)
Me deixa na casa deles! (Kat)
Kat tá aí? (Agatha)
Tá. Por que ela quer tanto ficar lá? (Meg)
Sei lá. (Agatha)
Nós vamos pra cidade? (Meg)
Vamos levar ela? (Agatha)
Não sei. Acho que vou atender o pedido dela. (Meg)
Tá. Edmont tá tocando a campainha aqui. Eu vou aí daqui a pouco. (Agatha)
Pergunta pra ele se ela pode ficar lá. (Meg)
Tá, eu pergunto. Até logo. (Agatha)
Até. (Meg)
Meg desliga o telefone.
Eu não vou junto. (Kat)
Por que quer tanto ficar na casa deles? (Meg)
Eles são meus irmãos também! (Kat)
Tá, tudo bem. Edmont tava lá e ela vai perguntar se ele cuida de você. Mas dessa vez não vai passar a noite lá! (Meg)
Vem, Aurium. (Kat)
Kat vai pro quarto e Aurium a segue. Meg senta no sofá.
Peraí, do que ela chamou o cachorro?! (Meg)
Agatha abre a porta.
Estava no telefone? (Edmont)
Falando com Meg. Eu vou ter que sair agora. (Agatha)
Por que? (Edmont)
Acredita que eu esqueci o dia do Natal? (Agatha)
Nossa... (Edmont)
É, agora não sei onde vou encontrar presente. (Agatha)
Bom, é melhor correr então. (Edmont)
Ah, eu queria te pedir um favor... (Agatha)
Kat? (Edmont)
Não vai dar trabalho, né? (Agatha)
Bom, vai ser meio chato ficar cuidando de uma criança, mas tudo bem, por você eu faço esse sacrifício. (Edmont)
Bobo. (Agatha)
Agatha e Edmont se beijam.
Na MEAK, Kat chega com Edmont.
Ainda bem que deixaram você vir aqui. (Mel)
Elas tinham esquecido do Natal. (Edmont)
Então eu não tinha que comprar presentes? olha pra cima Ah, pera, não comprei. (Mel)
Agora saíram as pressas. (Kat)
Vamos terminar aquele desenho que estávamos tentando fazer. (Angely)
Ah, é! (Kat)
Eu tô indo no hospital. (Mel)
Eu vou procurar na cidade algum lugar que seja propício a um vampiro. (Edmont)
Anoitece. Mel entra em uma sala de registros.
Não, não... aqui! Menini... (Mel)
Mel pega fichas e coloca na bolsa. Sai da sala.
Que está levando aí dentro desta bolsa? (enfermeira)
Meu caderno. (Mel)
Caderno? (enfermeira)
É, hoje me liberaram, eu tô saindo. (Mel)
Que você tinha? (enfermeira)
Era só uma alergia. (Mel)
Alergia a que? (enfermeira)
Frutos do mar. Eu comi um sanduíche e me fez mal. (Mel)
Tá... (enfermeira)
Bom, eu tenho que ir, tem gente me esperando. (Mel)
Peraí, como vou saber se te autorizaram mesmo a sair? (enfermeira)
Não vai. (Mel)
Melody sai correndo. A enfermeira corre atrás.
Algum tempo, algum lugar
Porque Katerine não foi morar com a gente? Era minha família, afinal. Independente de quem eu for... (Xien)
Bom ponto. (Uehfo)
É a resposta?! (Xien)
Vai descobrir. (Uehfo)
Xien suspira.
Meg já tinha perdido Rith e Halen, imagino que não ia ser legal tirar Kat também. (Uehfo)
Bom, já sabiam que éramos alienígenas, porque não saber do resto? Moraríamos todo mundo junto e... (Xien)
Casamento não é tão simples quanto você acha, Don Juan. E essa história toda ainda vai ficar mais complicada. (Uehfo)

Resumo do Capítulo

Mel encontra Katerine, viva. Elian diz a Beatrice é irmão do marido da avó dela, que a mãe dela viveu presa por ser fruto de uma traição. Ele teria se revoltado, o irmão mandou uma vampira matá-lo e ela o transformara. Os três descobrem que são os primeiros donos oficiais da casa e que vampiros existem. Elian tira o bracelete de Beatrice, junto com sua racionalidade, conseguindo dormir com ela. De novo com o bracelete, ela diz que não se importa mais com humanos. Ele a transforma. Os meninos encontram-na e enterram-na. Katerine conta que consegue parecer morta e tem sonhos sobre as coisas que acontecem mais tarde. Os três mostram para Kat a casa, as armas e os livros. Descobrem que Kat é a quarta pessoa da MEAK. Mel consegue as fichas médicas da família de Beatrice.

Dara Keon