Inseparáveis e Imortais
MEAK
A06

Inseparáveis e Imortais ler resumo

11:00. Edmont e Mel estão em um hotel. Toca o celular de Edmont.
Angely? (Edmont)
Não tá aqui. (Angely)
Droga... (Edmont)
Pegaram. (Angely)
Como sabe? (Edmont)
Deixaram um recado. (Angely)
Mas não poderiam entrar! (Edmont)
Não, atiraram o recado pela janela, tá quebrada. (Angely)
Estão com Kat. (Edmont)
Como assim?! (Mel)
Não sei, mas atiraram um recado pela janela. (Edmont)
Nós vamos pra cidade procurar também. (Angely)
Tá. (Edmont)
Edmont desliga o telefone.
Tarde. Elian vai à casa da pessoa que fizera o parto de Lara.
Fizeste o que te disse? (Elian)
Por que não pede pra entrar? (médico)
Já pedi uma vez. (Elian)
Disse tudo que combinamos. Agora falta você pagar. (médico)
Claro. (Elian)
Elian mostra os dentes. A pessoa se afasta. Paralisa. Elian encosta na parede e morde. A pessoa vai perdendo as forças aos poucos. Elian se afasta e o corpo cai no chão, sem vida. Elian puxa o ar mais forte. Olha para trás. Uma pessoa estava em pé, olhando para Elian.
Que fez com ele? (Inês)
Está morto, não vês? (Elian)
Elian chuta o corpo.
Estou perguntando como matou ele. Não estou vendo cortes, e, pela cor da pele, está sem sangue. (Inês)
Também queres ser médica? (Elian)
Minha pior nota é em biologia. Mas isso até um analfabeto vê. (Inês)
Não pareces tão nervosa quanto deverias... (Elian)
Tem alguma coisa estranha com você. (Inês)
De mim não sei, mas tu tens algo estranho. (Elian)
Eu? (Inês)
É... Elian se aproxima Teu perfume é diferente do de garotas comuns. (Elian)
Não uso perfume. (Inês)
Teu perfume natural, teu cheiro... (Elian)
Inês olha pra trás de Elian.
Você é bruxo? (Inês)
Não... (Elian)
Então o que fez com aquele espelho? (Inês)
Elian se vira e vê o espelho sem reflexo. Ri. Olha de novo para Inês.
Sou um vampiro. (Elian)
Isso não existe. (Inês)
Elian mostra seus dentes. Inês tenta encostar nos dentes de Elian, mas Elian segura as mãos de Inês e encosta na parede. Inês olha nos olhos de Elian e beija Inês. Então Elian acorda. Abraçou Inês, que dorme.
Que aconteceu? (Elian)
Inês acorda.
Ainda está aqui... (Inês)
Por que não estaria? (Elian)
Da última vez acordei sozinha. (Inês)
Elian levanta. Começa a pegar as roupas. Não tira os olhos de Inês, com a testa semi franzida.
Eu preciso ir. (Elian)
Não, por favor! (Inês)
Elian sai.
Edmont está andando pela cidade. Ouve um barulho. Corre. Beatrice esta perto de um corpo.
Quanto tempo. (Edmont)
Continuas a cara de teu irmão. (Beatrice)
Não, Angely tem a minha cara, nasci primeiro. (Edmont)
Vieste procurar a pequena? (Beatrice)
Já percebi que não tá aqui. Nem Elian. (Edmont)
Às vezes caçamos juntos, outras vezes separados... (Beatrice)
E como vou saber que não tá se escondendo, esperando? Quem sabe isso não é uma armadilha? (Edmont)
Sei me proteger sozinha. Vejo que tens uma estaca... (Beatrice)
Eu não queria que terminasse assim. Mas vou ter que te matar. (Edmont)
É o que vamos ver. (Beatrice)
Edmont vai pra cima de Beatrice. Beatrice chuta a estaca de Edmont longe. Edmont vai tentar pegar, Beatrice atira Edmont contra a parede. Edmont joga um líquido em Beatrice. Beatrice se queima e se afasta. Edmont bate com uma lata de lixo em Beatrice. Beatrice cai de costas. Edmont sobe em cima de Beatrice, tira uma algema do bolso e prende Beatrice.
Mate-me. (Beatrice)
Elian tem algo que queremos. Agora nós temos algo que Elian quer. (Edmont)
Vais arrepender-te! (Beatrice)
Edmont liga pra Angely.
Edmont? (Angely)
Vão pra casa. E venham no armazém perto do shopping, de carro. (Edmont)
Por que? (Angely)
Peguei Beatrice. (Edmont)
Não estava com Elian? (Angely)
Não. Estava caçando só. (Edmont)
Mel voltou em casa, não tava muito bem. (Angely)
E Elisa? (Edmont)
Foi atrás de Elian. (Angely)
Tudo bem. Vem logo. (Edmont)
Num prédio abandonado, Elisa está no chão. Diversos machucados pelo rosto, a mão direita segura o braço esquerdo. A estaca está cravada no joelho direito.
A gente ainda pode brincar mais. Pode até brincar de outros jeitos. (Elian)
Covarde... (Elisa)
Nisso há sete anos, já deverias saber que todos somos. (Elian)
De manhã, no quarto de Angely, Beatrice está com correntes na cama. Se mexe. Olha para Angely e Edmont com olhar de desespero.
Por que ficou com Elian? (Angely)
Solte-me daqui... (Beatrice)
Não acredito que ainda tenta se fazer de inocente. (Edmont)
Cadê Kat? (Mel)
Eu não queria, foi ele... (Beatrice)
Ainda vive? (Angely)
Soltai-me, eu vos levo lá... (Beatrice)
Como espera que acreditemos??? (Mel)
É só me soltares... (Beatrice)
Vamos esperar anoitecer. Daí você nos leva. (Mel)
Por favor... (Beatrice)
Pára de falar desse jeito, como se fosse inocente, tá me irritando já! (Mel)
Eu?... (Beatrice)
Chega, eu vou procurar Elisa, vê se não vão cair na lábia! (Mel)
Mel sai.
Onde é? (Edmont)
Vais soltar-me? (Beatrice)
Você vem conosco. Mas nos diga onde é primeiro. (Edmont)
Mel chega a um prédio. Sobe as escadas. Sente um cheiro diferente. Corre. Vê uma pessoa de costas. Se aproxima devagar. Olha para os lados. Sente o cheiro no ar. Vira a pessoa. Elisa. Agacha perto. Coloca a mão no pulso. Coloca a mão na frente do rosto. Levanta. Pega o celular. Disca.
Mel? (Angely)
Estou ouvindo barulho de movimento, onde você tá??? (Mel)
Beatrice disse onde era. (Angely)
E vocês acreditaram?! (Mel)
Olha, nós estamos com Beatrice, Elian não vai fazer nada. (Angely)
Já fez, matou Elisa! (Mel)
Agora?! (Angely)
O corpo tá gelado, acho que faz um tempo. (Mel)
Elian não sabia que estávamos com Beatrice ontem. (Angely)
É, é provável. Mas vocês foram correndo sem mim. olha para Elisa Podem estar pintando um alvo na bunda. (Mel)
É nossa única chance. (Angely)
Onde vocês estão indo? (Mel)
Algum tempo depois, Edmont, Angely e Beatrice chegam a um armazém abandonado. Sobem a uma sala.
Chama. (Edmont)
Elian! (Beatrice)
É melhor aparecer! (Edmont)
Edmont sente tontura e cai. Angely olha para os lados. Sente também. Cai.
Adoro quando sou subestimada. (Beatrice)
Onde está a mais velha? (Elian)
Logo chegará. Tire a algema. Não quero ter que arrebentar essa droga. (Beatrice)
Gosto assim. (Elian)
Elian vai até Beatrice e beija.
Mas precisarás de ajuda. Pra amarrares eles. (Beatrice)
Amarrá-los? (Elian)
A garota vai chegar armada. Se vir eles, vai soltar a arma pra desamarrá-los (Beatrice)
Bem pensado. (Elian)
Cuidas dela sozinho? (Beatrice)
Claro. (Elian)
Anoitece. Mel chega, com uma besta. Sobe até a sala. Olha pros lados e não vê nada. Solta a arma e vai até Edmont e Angely, desamarra. Elian pega a arma de Mel. Mel para. Se vira e chuta a arma que está na mão de Elian, tirando uma estaca da calça. Tenta cravar a estaca em Elian, mas Elian joga Mel no chão. Mel se levanta e não vê mais Elian.
Crianças, acordem... (Mel)
Mel desamarra Angely e Edmont.
Que aconteceu? (Angely)
Eu falei pra não confiar em Beatrice. (Mel)
Pelo menos Kat tá aqui. (Edmont)
Mel se aproxima de Kat. Passa a mão no rosto. Kat acorda, com susto. Mel desamarra. Abraça.
Mel chega com Kat em casa.
Kat! Onde estava??? (Meg)
Olha, desculpa por... (Mel)
Sua irresponsável! (Meg)
Meg, eu tenho doze anos, sei me cuidar, não briga com Mel por minha causa não, eu tô bem. Cansei, vou subir. (Kat)
Kat vai pra seu quarto.
Angely e Edmont estavam com Kat. (Mel)
Eles vão ver amanhã. (Agatha)
Ah, se vão. (Meg)
Na MEAK.
E aí? (Angely)
Que acha? (Mel)
Droga... (Edmont)
São relacionamentos de vocês. Só não discuti com Meg porque Kat deu bronca antes. (Mel)
Eu vou dormir. (Angely)
Manhã. Elian entra no quarto do hotel. Olha para a cama. Vai até o banheiro. Volta. Vai até a cabeceira da cama. Pega um pedaço de papel marcado com batom na cabeceira.
Não é a mim que queres. Fique com ela.
Não... Por favor... Não podes ter feito isso... (Elian)
Elian dá um soco no espelho, que despedaça. Senta-se na cama, com a cabeça apoiada nas mãos.
Malditos. (Elian)
Mel atende a porta de casa.
Eles já acordaram? (Meg)
Conhecem a casa. (Mel)
Obrigado. (Agatha)
Agatha e Meg sobem a escada.
Não quero nem ver no que isso vai dar. (Mel)
Mel, eu tive outro sonho. (Kat)
Elian? (Mel)
Beatrice largou Elian. (Kat)
Não esperava que fossem leais entre si. (Mel)
Elian tá com raiva. (Kat)
Não precisa ficar com medo, não pode entrar na sua casa. (Mel)
Já estou com medo. (Kat)
Tudo bem, nós vamos proteger você, tá? (Mel)
Mel abraça Kat. No quarto de Edmont.
Me solta. (Agatha)
Eu já disse que não fizemos por mal... (Edmont)
Não colou. (Agatha)
Fomos treinar num lugar perto daqui, o carro quebrou, choveu, por favor, acredita em mim... (Edmont)
É mentira. (Agatha)
Edmont bufa. Dá um soco na parede. Agatha dá um passo atrás.
Desculpa... Quer a verdade, então? (Edmont)
Fale. (Agatha)
Sequestraram Kat. (Edmont)
Eu não acredito que está fazendo isso... (Agatha)
Pergunte a Kat, então. (Edmont)
Posso mesmo? (Agatha)
Por que acha que Mel te telefonou, perguntando se estava lá? (Edmont)
Então você estava com ela??? (Agatha)
Edmont pega o rosto de Agatha entre as mãos e olha nos olhos.
Nós três saímos pra procurar, acredita em mim... (Edmont)
Tudo bem, eu acredito. (Agatha)
Edmont e Agatha se beijam. No quarto de Angely.
Por favor... (Angely)
Não. Enquanto você não aprender a ser responsável, eu não volto. (Meg)
Não queríamos preocupar vocês. (Angely)
É minha irmã. Deveriam ter contado. (Meg)
Mas agora já sabe. (Angely)
Além do que, sei que está escondendo algo. (Meg)
Não estou... (Angely)
Angely, não minta. Sei que esse sequestro tem algo a mais. (Meg)
Angely baixa a cabeça.
Não vai dizer? (Meg)
Não posso. (Angely)
Tudo bem. Quando resolver que confia em mim, podemos voltar a nos falar. (Meg)
Meg sai do quarto.
Vamos? (Meg)
Parece que não se entendeu com Angely. (Edmont)
Agatha?!... (Meg)
Ele já me contou, a Kat foi seqüestrada, eu já sei... (Agatha)
Só isso? (Meg)
Só, por que? (Edmont)
Por favor, vamos logo. (Meg)
Tchau, meu amor... (Agatha)
Agatha beija Edmont e sai do quarto.
Será que contou? (Edmont)
Agatha e Meg vão até o jardim. Mel está com Kat no balanço.
Vamos, Kat? (Agatha)
Tchau, Mel. (Kat)
Não precisa ter medo, tá? (Mel)
Tá. (Kat)
Kat se levanta do balanço e segue Agatha e Meg. Mel espera um tempo. Então levanta e entra na casa. Vai até o quarto de Edmont.
Então? (Mel)
Bom, eu falei de sequestro, como combinamos, caso não acreditassem. (Edmont)
E Angely? (Mel)
Esse é meu medo. A cara que Meg tava, o jeito que falou quando Agatha disse o que eu tinha contado... (Edmont)
Melhor nós irmos falar com Angely. (Mel)
Mel e Edmont vão até o quarto de Angely. Não está lá. Vão até a varanda.
Angely, você não... (Mel)
Só falei o que combinamos. (Angely)
Tá chorando? (Mel)
Angely passa a mão no rosto.
Vocês brigaram? (Edmont)
Meg não acreditou? (Mel)
Acha que eu não confio. Disse que estou escondendo mais coisas... (Angely)
Talvez devesse contar. (Edmont)
E acha mesmo que iria ficar com menos raiva? Nunca iria me perdoar. (Angely)
Pelo menos saberia a verdade. (Mel)
Quando matarmos Elian, eu falo. (Angely)
Por mim vocês podem contar. Só não sei o que vão fazer. (Mel)
Isto tudo tem que ficar só entre vocês. (Jak)
Mel sai da varanda. Angely fica olhando a imagem de Meg, que desaparece no horizonte. Edmont entra também.
Angely tá mal. (Mel)
É... Mas não podemos parar por causa disso. (Edmont)
Ah, eu até tava esquecendo de contar. Kat me disse que teve outro sonho. (Mel)
Que foi dessa vez? (Edmont)
Beatrice abandonou Elian. (Mel)
Isso é bom ou é ruim? (Edmont)
Pode ser bom, por que pode ser um sinal de que Beatrice não é tão ruim. (Mel)
Mas ainda temos alguém pra caçar. (Edmont)
Bom, de volta à ação. (Mel)
De tarde, Mel vai até a pensão onde Elian e Beatrice estiveram pela primeira vez. Para a moto e estranha a porta arrombada. Entra. Tudo quebrado. Começa a vasculhar os quartos. Em um deles, encontra uma pessoa de costas.
Atire. (Elian)
Não vai me enganar. (Mel)
Sei que viu algo diferente em mim. A sua reação na casa, daquela vez. (Elian)
Devo ter notado que tinha algo errado. (Mel)
Não. Seu olhar. Foi de quem me reconhecia. (Elian)
Não interessa o que foi. Interessa o que você é. (Mel)
Como se as pessoas que eu matei nunca fossem morrer... (Elian)
Foi com essa conversa que enganou Beatrice? (Mel)
Ela fugiu de mim. (Elian)
Fez bem. (Mel)
Ficou com ciúmes. (Elian)
Ciúmes de que? (Mel)
De ti. (Elian)
Aquilo não foi nada. (Mel)
Não foi o que ela achou. (Elian)
Tanto não foi nada que estou aqui, com uma besta apontada para você. (Mel)
E por que ainda não atiraste? (Elian)
Mel atira. Erra. Elian chuta a arma. Mel tenta bater em Elian, mas vão parar no chão. Mel tenta empurrar, mas não consegue.
Devias ter treinado um pouco mais. (Elian)
Mel tenta empurrar ainda, mas Elian é forte.
Me solta. (Mel)
Por que? (Elian)
Me larga. (Mel)
Tua voz. (Elian)
Que tem? (Mel)
Tá cada vez mais fraca... (Elian)
Não, não tá. (Mel)
...mais doce, mais suave... (Elian)
Me solta, por favor. (Mel)
Elian beija Mel.
Em casa, Angely e Edmont estão olhando um mapa.
Angely, tem certeza que não quer ir lá e contar? Podemos ir. (Edmont)
Você tá bem com Agatha. Poderia destruir isso. (Angely)
Também não gosto de mentir pra Agatha. (Edmont)
E vamos dizer o que? (Angely)
Que tal assim... (Edmont)
Angely olha para a porta, arregala os olhos, levanta a mão.
Não, pera, agora deixa. "Olha, vocês lembram que somos ets, né? Então, não são só ets que existem." (Edmont)
Edmont... (Angely)
Peraí, deixa eu continuar. "Sabe aquela casa abandonada? Tinha vampir dentro. E aquela pessoa que citamos, era família, e transformou em vampir também..." (Edmont)
Edmont... (Angely)
Eu não terminei ainda. "Agora a gente tá caçando, e foram quem sequestrou Kat, pegaram a gente também, mas Mel conseguiu resolver tudo." (Edmont)
Edmont... (Angely)
Já tô terminando, que impaciência!... "Agora parece que a segunda pessoa largou, mas a gente ainda tem que achar a primeira. Então é melhor não sairem de casa a noite." Que tal? (Edmont)
Angely coloca a mão no rosto.
Que? (Edmont)
Isso é sério. (Angely)
Talvez não devesse citar o laço familiar. (Edmont)
Edmont... (Angely)
Calma, eu tô só tentando descontrair... (Edmont)
Angely pega Edmont e vira para a porta.
Isso era verdade? (Agatha)
A-Agatha... (Edmont)
Eu acho que eu não tô muito bem... (Agatha)
Agatha sai.
Por que não me avisou?! (Edmont)
Eu tentei! (Angely)
Um barulho de algo caindo no corredor. Edmont sai e vê Agatha no chão. Tira um dardo tranquilizante do pescoço de Agatha.
Que merda é essa?! (Edmont)
Elas não devem saber. (Jak)
Coloca na minha cama... (Angely)
Na sua?! De jeito nenhum! (Edmont)
Edmont pega Agatha no colo e leva pra seu quarto. Angely segue.
Edmont coloca Agatha em sua cama.
Será que acreditou? (Edmont)
Não sei. (Angely)
Vai contar pra Meg. (Edmont)
Será? (Angely)
Acha que não? (Edmont)
Angely abaixa perto de Agatha.
Agatha, acorda... (Angely)
Toca a campainha. Angely desce e atende.
Que bom que você chegou! (Angely)
Que aconteceu?! (Kat)
Edmont começou a brincar, como que ensaiando pra contarmos toda a verdade. Só que Agatha tava ouvindo. (Angely)
Falou muita coisa? (Kat)
Só não falou do que houve com Halen, Rith e Júlio. (Angely)
Bom, já sabem que somos aliens. (Kat)
Bom, você... (Angely)
Vejo o futuro. Provavelmente porque nasci em Saturno. (Kat)
Nunca ouvi falar sobre coisas assim acontecerem. (Angely)
Não, eu entendo, Edmont... (Agatha)
Agatha, eu juro que tava brincando... (Edmont)
Não vai comentar com ninguém, vai? (Angely)
Agatha, senta no sofá e se acalma. (Kat)
Agatha se senta.
Angely me falou o que estavam falando. Não é verdade, ok? (Kat)
Edmont ajoelha em frente a Agatha, pega o rosto de Agatha entre as mãos.
Acha que, se isso existisse, não tínhamos falado pra vocês? (Edmont)
Edmont beija Agatha. Pega Agatha pela mão e sobem a escada de novo.
Eu não entendo, quando chegamos Agatha não reagiu assim. (Angely)
Quando chegaram Agatha tinha onze anos. Crianças entendem melhor essas coisas. Adolescentes fazem tempestade em copo d’água. Então cresceu com isso, acostumou. (Kat)
Então quer dizer que você é criança? (Angely)
Não me confunda. Hoje em dia se cresce mais rápido que antes. (Kat)
Não é assim também... (Angely)
Mel tá aí? (Kat)
Acho que não. (Angely)
Que pena, volto outra hora então. (Kat)
Kat... (Angely)
Sim? (Kat)
Acha que Meg vai me perdoar? (Angely)
Kat suspira.
Eu não sei. (Kat)
De noite, na pensão, Mel está com Elian.
Vieste aqui pra me matar... (Elian)
Eu não devia ter feito isso. (Mel)
Por que não? Preocupada com teu namorado? (Elian)
Eu não tenho. (Mel)
Então só conheces cegos. (Elian)
Mel se levanta e se veste.
Vais embora? (Elian)
Eu devia te matar. (Mel)
Não mataste por que então? (Elian)
Eu não sei. (Mel)
Venha comigo. (Elian)
Foi isso que fez com Beatrice? (Mel)
Ela tem fraquezas que vocês desconhecem. (Elian)
E usou a fraqueza pra derrubar. Covarde. (Mel)
Não tenho toda a culpa. Ela pedia pra que eu a transformasse. (Elian)
Mentira. (Mel)
Eu só esperei ela se tornar mulher e atendi o pedido. (Elian)
Madrugada. Mel entra na MEAK.
Nossa, até que enfim... Achou? (Angely)
Não. Eu passei por Agatha, parecia ter visto passarinho verde... (Mel)
Não era verde. (Edmont)
Tá, esquece. (Mel)
Descobriu. (Angely)
Como, descobriu? (Mel)
Edmont começou a fazer uma brincadeira, como se fosse contar. Ouviu. (Angely)
Como reagiu? (Mel)
Ficou com medo. Jak jogou um dardo em Agatha, para não fugir. Depois que acordou, tava com medo. (Angely)
Daí eu chamei pra conversar no meu quarto. (Edmont)
Não precisa completar. (Mel)
Pode ficar sossegado, não vai comentar nada com Meg. (Edmont)
Não sei se fico feliz ou triste. (Angely)
Temos vampir pra pegar. (Edmont)
Eu fico. (Mel)
Por que? (Angely)
Eu tô com cansaço. (Mel)
Tá, tudo bem. (Edmont)
Bora? (Angely)
Bora. (Edmont)
Manhã. Beatrice está em um hotel. Entra no quarto vizinho. Uma pessoa se veste. Um corpo na cama. Olha para Beatrice. Depois olha de cima a baixo.
Quem é você? Nunca te vi... (Zenon)
Beatrice. Também não te conheço. (Beatrice)
Zenon. Já ouvi falar de você, mas não achei que tivesse sido transformada tão nova. (Zenon)
Não imaginas o quanto. (Beatrice)
Que sotaque é esse? (Zenon)
De quem me transformou. (Beatrice)
Faz quantos anos? (Zenon)
Pouco mais de dois. (Beatrice)
Então seu sotaque não tem fundamento. (Zenon)
Ele me raptou e criou. (Beatrice)
Nossa. Isso é que é querer perfeição... (Zenon)
Não deu muito certo. (Beatrice)
Por que? Morto? (Zenon)
Não ainda. (Beatrice)
Pretende fazer o serviço? (Zenon)
Não perderei meu tempo. (Beatrice)
E você é vidente pra saber se ele vai morrer? (Zenon)
É um fraco. (Beatrice)
Devia ficar ao lado dele. Ele te transformou. (Zenon)
Para que? (Beatrice)
Tudo isso é frieza? (Zenon)
Por que me enches de perguntas? (Beatrice)
Só queria saber. (Zenon)
Beatrice se aproxima de Zenon. Zenon desvia e senta numa cadeira.
És mais belo que ele. (Beatrice)
Quem era? (Zenon)
Ninguém. (Beatrice)
Quantos anos você tinha quando ele te transformou? (Zenon)
Beatrice se senta no colo de Zenon, uma perna de cada lado, com o rosto quase encostado.
Adivinha. (Beatrice)
Dezoito? (Zenon)
Doze. (Beatrice)
Beatrice vai beijar, mas Zenon se afasta, franzindo a testa.
Não tá falando sério. (Zenon)
Por que não? (Beatrice)
Se olha no espelho... fecha os olhos e chacoalha a cabeça Alguém devia se livrar dessa expressão. (Zenon)
Não fui uma garota comum. (Beatrice)
E ele?! (Zenon)
Odiava que me comportasse. (Beatrice)
Beatrice desabotoa a camisa de Zenon. Beija. Zenon não tenta impedir dessa vez. Passa para o pescoço. Desabotoa a camisa de Beatrice. Continua beijando. Beatrice olha para o espelho, atrás de Zenon, se levanta e chuta a besta que estava na mão de uma pessoa. Derruba no chão, senta sobre a pessoa, tira-lhe a estaca da cintura e atravessa o peito da pessoa com a mesma.
Qual o problema? Cobras não podem morder a própria língua? (Beatrice)
Beatrice arranca a estaca. Puxa a pessoa, sentando. Morde o pescoço. Zenon se senta atrás da pessoa e morde do outro lado. Param. Beatrice sai de cima da pessoa. Zenon pega o corpo e joga pela janela. Encosta Beatrice na parede e beija. Elian acorda. Levanta e vai para o banheiro. Passa água no rosto. Dá um soco no espelho da pia.
Traidora! Vagabunda! (Elian)
Arranca o armário da parede. Vai para o quarto. Quebra todas as portas do guarda-roupas. Arranca o criado mudo e joga contra o espelho no teto. Caem alguns cacos em Elian. Fica olhando para os braços. Tira os cacos. Sacode o lençol da cama, para tirar os que ali estão. Senta-se na cama, de cabeça baixa. Se joga para trás.
Você sabia que ela não seria sua. (Kassandra)
Elian se levanta bruscamente. Arruma o cabelo e a roupa.
Quanto tempo... (Elian)
Desde que decidiu ficar com Lara. (Kassandra)
Não quero me lembrar disso. Estás com ciúmes? (Elian)
Ciúmes? Não sou eu quem foi abandonada por aqui. Achei que tinha me dito que ia criar a menina como se fosse sua filha. (Kassandra)
Por que vieste atrás de mim? (Elian)
Atrás de você? Quanta pretensão... Sabe que ando livre pelo mundo, vou a todos os lugares sem ir a lugar algum. (Kassandra)
Talvez por isso não tenha eu ficado contigo. (Elian)
Kassandra ri.
Eu que te dispensei. (Kassandra)
Que quer comigo então? (Elian)
Vim te avisar pra parar de achar que é imortal. Se tem uma coisa que essa vida de vampiro não tem, essa coisa é eternidade. (Kassandra)
Está preocupada comigo? (Elian)
Kassandra ri. Se aproxima e passa sua mão no rosto de Elian.
Não te amo. Mas acho que você ainda precisa se ferrar mais antes de morrer. Não seria justo pelo que fez com sua irmã, com sua filha ou com sua neta. Nem pelo que tentou fazer comigo. (Kassandra)
Kassandra sai.
O dia já está na metade quando Edmont e Angely chegam em casa. Mel está com o desenho de Elian na mão.
Eu tô caindo... (Edmont)
Angely percebe que Mel não presta atenção.
Que foi, Mel? (Angely)
Ah? (Mel)
Bom, taí no mundo da... o telefone toca Alô? ### Dancan? ### Mel? Mel faz sinal de negativo Não, não tá. ### Tá, eu falo. (Edmont)
Edmont desliga.
Por que não quer falar com Dancan? (Edmont)
Não tô muito bem. (Mel)
Tem alguma coisa a ver com...? (Angely)
Não, não é nada com Dan. (Mel)
Angely se senta ao lado de Mel.
Tô falando de Elian. (Angely)
Elian? (Mel)
Que você tá segurando o desenho. (Edmont)
Por que acha que tem algo a ver? (Mel)
Bom, estamos caçando. (Angely)
Não é por ser Elian, sim por ser vampir. (Edmont)
Ah, tá. olha para Angely e Edmont Eu tô com sono. Vocês deviam ir falar com as pessoas. Principalmente você, Angely. (Mel)
Mel sobe a escada. Angely baixa a cabeça.
Quer falar com Meg? (Edmont)
A pergunta é: Meg quer falar comigo? (Angely)
Vamos descobrir. (Edmont)
Talvez seja melhor não saber. (Angely)
Eu vou falar com Agatha. (Edmont)
Edmont vai até a porta, para, ainda de costas.
Vem. Vai ser melhor. (Edmont)
Angely se levanta do sofá.
Agatha abre a porta de casa.
Oi... (Agatha)
Agatha abre um sorriso. Edmont beija. Meg, que estava na sala, sobe a escada. Angely vai atrás.
Não faz isso comigo. (Angely)
Acabou. Você não confia em mim. (Meg)
Não é isso. (Angely)
Então o que é? (Meg)
Esse segredo, não é só meu. (Angely)
Ah, é? Quem mais está nisso? (Meg)
Angely fica em silêncio. Meg entra no quarto e bate a porta. Angely passa a mão na porta. Desce. Passa direto por Edmont e Agatha.
Angely, Ang... (Edmont)
Deixa, deixa. Ele precisa de tempo. (Agatha)
Meg fica em sua cama, olhando para a parede. Angely pega a moto e sai.
Anoitece. Angely passa por um beco. Para a moto. Desce e volta para o beco. Vê uma pessoa correr e depois alguém jogar a pessoa ao chão. Vai correndo na direção.
Sinto muito, mas estou com sede. (Elian)
Ei! (Angely)
Que cara chato... (Elian)
Que está fazendo? (Angely)
Elian se vira para Angely, mostra os dentes.
Que achas que estou a fazer? (Elian)
Você... (Angely)
Não, o coelho da páscoa. (Elian)
Angely vai atacar, mas Elian puxa a pessoa para a sua frente.
Covarde. (Angely)
Melody disse o mesmo. (Elian)
Disse que não tinha te encontrado. (Angely)
Elian ri.
E tu acreditaste. (Elian)
Solta. Eu tenho mais sangue. (Angely)
Bom argumento. ri, depois diz no ouvido da pessoa Parece que isso vai ter que ficar pra outra hora... beija o pescoço ...quando estivermos sozinhos. (Elian)
Elian atira a pessoa pra cima de Angely. Caem no chão.
Você está bem? (Angely)
Estou... (Dara)
Dara se levanta. Angely também. Olha para os lados. Para cima.
Parece que fugiu. Qual seu... (Angely)
Olha para trás. Dara sumiu.
Nome. (Angely)
Angely chega em casa. Vai até a cozinha.
Onde esteve? (Edmont)
Por aí. (Angely)
Caçar? (Edmont)
Não sei bem, mas encontrei. Salvei uma pessoa, mas sumiu. (Angely)
Se não disse nada, deduzo que conseguiu nada. (Edmont)
Na verdade, consegui algo. (Angely)
Mel chega perto de porta da cozinha.
Que? (Edmont)
Descobri que Mel encontrou Elian. (Angely)
E não fez nada? (Edmont)
Mel abre mais os olhos.
Elian não disse nada além disso. (Angely)
Mel solta os ombros, suspira, coloca a mão na frente dos olhos.
Mas acho que tem algo errado. (Angely)
Talvez tenha ficado com vergonha de não ter conseguido pegar... (Edmont)
Angely encara Edmont
Tá, não faz sentido. (Edmont)
Devíamos falar com Mel. (Angely)
Será que tem alguma coisa com Elian? Elian enganou Beatrice. (Edmont)
Beatrice tinha doze anos. (Angely)
Sabe que a morte não é o maior dos crimes para o nosso povo. E Mel se ferrou bastante na mão de humanos, vai saber o que foi que desenterrou para atrair. (Edmont)
Devíamos falar com Mel. Acho que não dormiu ainda. (Angely)
Mel sobe a escada e vai para seu quarto. Deita na cama, mas logo levanta.
Se eu estiver dormindo, vão me acordar... Pensa, pensa, pensa! (Mel)
Mel corre para o banheiro e liga o chuveiro. Batem na porta do quarto.
Que é? (Mel)
Precisamos falar com você! (Angely)
Agora?! (Mel)
Não, estamos dando um aviso prévio pra nos encontrar o ano que vem! (Edmont)
Tô tomando banho! (Mel)
Vai sair logo? (Angely)
Acabei de entrar! (Mel)
Droga. (Edmont)
Vamos atrás de Elian, amanhã falamos com Mel. (Angely)
Madrugada. Casa de Meg.
Meg, você tá acordada? (Agatha)
Tô, que foi? (Meg)
Nada. (Agatha)
Então dorme. (Meg)
Alguns minutos depois.
Meg? (Agatha)
Ah? (Meg)
Nada. (Agatha)
Tá, então me deixa dormir. (Meg)
Mais alguns minutos depois.
Meg? (Agatha)
Que é?! (Meg)
Nada. (Agatha)
Merda, eu tô com sono, sabia?! (Meg)
Kat entra no quarto.
Gente, eu não encontro Aurium... (Kat)
Tudo bem, eu vou procurar ele com você. (Agatha)
Agatha e Kat saem. Meg levanta. Anda de um lado pra outro. Olha pela janela.
Bom, agora eu durmo. (Meg)
Volta pra cama. Derruba um retrato. Pega do chão. Angely. Toca o retrato.
Por que você mente pra mim, meu anjo? Não deveria ser capaz de mentir. Eu te amo, sabia? (Meg)
Meg guarda o retrato na gaveta. Vê uma caixa de música. Pega. Abre.
Não tem jeito, você tá no meu quarto inteiro... Não acho que esteja me traindo. (Meg)
Meg pega a foto de volta da gaveta.
Eu te escolhi porque você é um anjo. Por que está escondendo algo de mim? Será que vocês estão fazendo alguma coisa errada? Será que eles estão envolvidos nisso? Será que tem a ver com o planeta de vocês? Será que vocês vão embora? (Meg)
A campainha toca.
Já vai... (Meg)
Meg vai atender. A pessoa está com a mão no estômago. Há sangue na roupa.
Que aconteceu com você??? (Meg)
Por favor, me ajude... (pessoa)
Entra... (Meg)
Meg ajuda a pessoa. Leva até o sofá.
Qual seu nome? (Meg)
Elian. (Elian)
Quem fez isso? (Meg)
Eu. (Elian)
Por que??? (Meg)
Onde estão suas irmãs? (Elian)
Agatha não é... (Meg)
Elian empurra Meg no sofá e fica por cima.
Teu namorado está atrás de mim, sabias? (Elian)
Você é louco... (Meg)
Elian mostra os dentes para Meg. Toca o rosto. Uma lágrima desce. Elian limpa.
Eu sabia que ele estava escondendo algo... (Meg)
Pois é, se ele tivesse contado... (Elian)
Elian abaixa, deitando sobre, e se aproxima do ouvido de Meg.
Eu não teria entrado. (Elian)
Não é culpa dele. (Meg)
Tanto faz, irei matá-lo também. (Elian)
Elian dá um beijo forçado em Meg. Meg chuta no meio das pernas. Elian vai ao chão. Meg corre para a cozinha. Pega uma faca. Elian chega e abre os braços. Meg crava a faca na ferida. Elian grita e vai para trás. Coloca a mão na faca. Arranca. Dá risada.
Eu, de livre e espontânea vontade, enfiei uma faca maior que essa em mim pra entrar aqui. Porque achou que me machucaria? Quer tentar de novo. (Elian)
Elian oferece a faca para Meg, virando a parte cortante para si. Meg pega. Dá passos para trás. Elian ri novamente.
Eu podia ser bonzinho e apenas matar-te. Mas me parece que tu precisas sofrer. (Elian)
Edmont e Angely estão na cidade.
Temos mais três horas. Depois, amanhece e podemos começar a procurar nos hotéis e blablabla... (Edmont)
Três horas?! É muito tempo... (Angely)
Tem uma coisa, sobre Mel. (Edmont)
O que? (Angely)
Notou algo diferente da última vez que conversamos sobre Elian? (Edmont)
Você comentou que parecia ter feito algo errado. (Angely)
Muito estranho isso. Talvez não hoje, mas antes, talvez tenha tido algo com Elian, sem saber de nada. (Edmont)
Sei lá. Podemos voltar depois? (Angely)
Por que? Que foi? (Edmont)
Um pressentimento estranho, alguma coisa muito ruim... (Angely)
Como assim? (Edmont)
Tem alguma coisa errada. (Angely)
MEAK.
Cadê a Kat? (Agatha)
Tava na cozinha, brincando com Aurium. (Mel)
Kat! (Agatha)
Vem, Aurium... (Kat)
Kat entra na sala, Aurium segue.
Vamos pra casa? São quatro da manhã, já... (Agatha)
Kat e Agatha saem. Mel pega uma panela na geladeira. Coloca no fogão. Depois de algum tempo, coloca a panela na mesa e pega um prato. Angely e Edmont chegam.
Alguma coisa? (Mel)
Mel, nós queríamos falar com você... (Edmont)
Sobre o que? (Mel)
Não, nós não encontramos. Eu tava com um pressentimento estranho, achei que algo tinha acontecido com você.... Agora eu percebi que não é com você. É outra pessoa. (Angely)
Quem preve o futuro é Kat. (Mel)
É sério. Tem algo errado com alguém que eu conheço. Acho que vou lá ver se estão bem. (Angely)
Kat e Agatha estavam aqui agora pouco, será que vai acontecer algo no caminho? (Mel)
Meg ficou só em casa?! (Angely)
Toca o telefone. Edmont atende.
Alô? ### Calma, que foi??? ### Tá, nós já vamos aí... (Edmont)
Edmont desliga o telefone.
Que aconteceu? (Mel)
Agatha tava em desespero... (Edmont)
Angely empalidece.
Talvez Kat tenha feito aquela coisa de novo. (Mel)
Deve ser. Como vamos explicar dessa vez? (Edmont)
Podemos dizer que ficaram com impressão por causa da outra vez, que Kat não tinha morrido. (Mel)
Boa idéia. Mas é melhor sermos convincentes. (Edmont)
Angely se levanta e sai correndo. Mel e Edmont se entreolham. Correm atrás.
Edmont entra na casa. Agatha está no sofá. Está tremendo.
Que aconteceu? (Edmont)
Agatha levanta e abraça Edmont. Edmont olha para Kat, que se encolheu no sofá. Mel chega. Kat olha para Mel e balança a cabeça para os lados. Mel vai ao sofá e abraça Kat. Angely desce a escada e vai até a cozinha. Edmont vai ir atrás, mas Agatha aperta mais o abraço. Edmont olha para Mel.
Deixa. (Mel)
Na cozinha, Angely abaixa. Puxa o corpo para seu colo. Abraça. Seus olhos enchem de lágrimas.
Eu devia ter contado... (Angely)
Olha para a parede.
Meus pêsames.
Passa a mão no rosto e nos cabelos. Arranca a faca, que estava cravada no peito. Passa um braço por baixo dos joelhos, o outro atrás das costas. Levanta com o corpo no colo. Sai pela porta da cozinha. Segue andando. Chega em casa. Pousa o corpo no balanço e vai até o porão. Mel chega.
Que está fazendo? (Mel)
Vou atrás. (Angely)
Angely, esfria a cabeça... (Mel)
Ela tem razão. Nada se consegue de cabeça quente. (Jak)
Suas malditas lições não salvaram Meg! (Angely)
Angely, Jak tem razão. (Edmont)
Não contei nada pra Meg, mandou não contar! Viu o que aconteceu?! (Angely)
Angely... (Edmont)
É muito fácil falar! Se você não tivesse morrido, eu te matava agora! (Angely)
Não, não faria isso. (Jak)
Ah, não?! (Angely)
Tenho certeza que não. (Jak)
Angely senta no chão.
É claro que não.... A culpa não foi de Jak... olha para o chão Foi minha... (Angely)
Isso é loucura! (Edmont)
Jak não me obrigou a seguir o que disse... Eu devia ter prevenido Meg... Devia ter previsto que viria atrás de Meg... (Angely)
Tá falando mais besteira. (Edmont)
Não está raciocinando bem, Angely. (Jak)
Poderia não ter morrido! (Angely)
Angely... (Edmont)
Angely vai até o balcão. Se apoia, com a cabeça baixa.
Eu deveria ter contado... Ou pelo menos deveria estar aqui, ter protegido... (Angely)
Se acalma. (Edmont)
Como?! (Angely)
Nós vamos pegar esse bosta. E vamos fazer isso por Elisa, por Rith, por Júlio, por Halen, por Meg e por todo mundo que já matou e torturou. (Edmont)
Mas a culpa é minha! (Angely)
Não foi! (Edmont)
Novembro de 2021
Kat chega na MEAK.
Você sabe onde está Mel? (Kat)
Não. Desde o enterro de Meg... (Edmont)
Pessoal... (Mel)
Mel, onde você tava?! (Edmont)
Achei que poderia ter ido atrás de Beatrice, mas não foi. Viram o jornal? (Kat)
Mel entrega o jornal a Edmont. Edmont vê a reportagem de frente:
Massacre na igreja. Os policiais se recusam a entrar para investigar.
Acha que foi Elian? (Kat)
Pelo que Elisa disse, foi. (Mel)
Angely entra. Kat pega papel e caneta.
Que está fazendo? (Edmont)
Anotando o endereço da igreja. (Kat)
Tem razão, provavelmente deve ter ficado perto da igreja... (Mel)
Não, está na igreja. (Kat)
Como sabe disso? (Angely)
Um sonho. (Kat)
Kat está na porta da igreja, com um apito na boca. Aurium está junto. Elian vê Kat. Se aproxima, devagar. Vai tentar pegar Kat, mas Aurium ataca. Elian joga Aurium no meio da rua. Kat apita.
Não vai encostar em Kat. (Edmont)
Qual o problema? Já sei, ela lembra-te a tua namorada... Não tenho eu culpa se acabaste com o meu jantar, tive que procurar outro. (Elian)
Tá falando com a pessoa errada. (Edmont)
Então ele era sensível demais pra aguentar que o amor da vida dele morresse? Oras, até as freiras que mais torturei são melhores do que isso... (Elian)
Edmont vai para cima de Elian. Consegue dar um soco e jogar Elian no chão. Vai cravar a estaca, Elian desvia. Edmont franze a testa. Pega a cabeça de Edmont e acerta na parede.
Quais suas últimas palavras? (Mel)
Vais mesmo fazer isso? (Elian)
Não se atreva a se aproximar. (Mel)
Depois daquele dia? Ainda tens coragem pra me matar? (Elian)
Acha mesmo que não? (Mel)
Onde arranjaste essa coragem? (Elian)
Não devia mexer com a minha família. (Mel)
Também ameaçaste naquele dia. (Elian)
Isso não é uma ameaça. (Mel)
Fraca. (Elian)
Mel atira, mas erra. Elian joga Mel em cima de Edmont e foge.
Merda! (Mel)
Da próxima vez, eu atiro. (Edmont)
E eu luto. (Mel)
Kat vai até Aurium e Aurium se levanta.
Aurium tá bem! (Kat)
Obrigado pela preocupação. (Edmont)
Casa de Agatha e Kat. Edmont e Mel estão descendo a escada. Edmont se segura na parede.
Que foi, Edmont? (Mel)
Não sei... Tontura... (Edmont)
Vamos pra casa, você deve estar com fome e sono. (Mel)
Quero pegar Elian. (Edmont)
Amanhã. (Mel)
Chegam na MEAK.
Angely... Angely! (Edmont)
Angely, você tá em casa??? (Mel)
Não devíamos ter deixado sem ninguém. (Edmont)
Sobem correndo. Entram no quarto de Angely. Está na cama. Edmont respira fundo. Senta ao lado de Angely. Sente um cheiro estranho. Puxa o cobertor. Está tudo cheio de sangue. Olha o braço de Angely. Um corte na vertical, do pulso até o meio do braço. Edmont coloca os dedos no pescoço. Mel pega o telefone.
Angely abre os olhos. Teto branco. O mundo parece embassado. Um bip constante. Olha para o lado. Edmont está olhando pra si.
Agora que acordou, pode me explicar por que porra fez isso? (Edmont)
Por que me trouxeram pra cá? (Angely)
Talvez porque você tenha tido um certo incidente com o braço. Você quase morreu. (Edmont)
Essa era a ideia. (Angely)
Deve estar realmente feliz te vendo assim. (Edmont)
Deve mesmo. A culpa foi minha. (Angely)
Para com essa merda. (Edmont)
Eu não tenho o direito de estar aqui. (Angely)
Bom, mas você está. (Edmont)
Edmont levanta e sai. Vai à MEAK.
Então, está bem? (Mel)
Fisicamente, sim. Quero matar eu mesmo aquela coisa. (Edmont)
Kat está dormindo. Alguém se senta à beira da cama. Está com uma capa preta.
Que lugar é esse? (Kat)
Kat se vê acordar em uma cama antiga, em um quarto antigo, com uma roupa antiga. Olha no espelho e percebe que não é a mesma pessoa. E que não tem controle sobre seus atos naquele instante. Apenas assiste de dentro do corpo de Aimeé.
Aimeé... (Diego)
Que tá fazendo aqui? (Aimeé)
Vim te ver. (Diego)
Ah? (Aimeé)
Está melhor? (Diego)
Sim. Não se preocupe. (Aimeé)
Não vou te morder, não precisa ficar com tanto medo. (Diego)
Trai seu próprio pai. (Aimeé)
Não tenho culpa se sua mãe vive correndo atrás de mim. (Diego)
Se dissesse não ela pararia. (Aimeé)
E por que eu diria não? (Diego)
Se tivesse caráter diria. (Aimeé)
Me dê um motivo convincente, um único motivo. Viro padre se me convencer de que devo parar. (Diego)
Saia do meu quarto. (Aimeé)
Qual o problema? Ah, esqueci! Tem ciúmes de mim... (Diego)
Eu?! (Aimeé)
Pode falar, eu já sei. (Diego)
Nunca! (Aimeé)
Acha que não sei como me olha? (Diego)
Isso é delírio seu! (Aimeé)
É? (Diego)
Se senta na cama. Vira de sopetão e beija Aimeé. Aimeé empurra Diego e se levanta da cama.
Como se atreve?! (Aimeé)
Bem que gostou. (Diego)
Saia já daqui! (Aimeé)
Diego se levanta e vai encurralando Aimeé.
Não saio. (Diego)
Vai embora! (Aimeé)
Não vou. (Diego)
Estou mandando! (Aimeé)
Não está. (Diego)
Vou chamar seu pai. (Aimeé)
Não vai. (Diego)
Fique longe... (Aimeé)
Não quer. (Diego)
Diego beija Aimeé novamente. Levanta Aimeé e coloca sobre um móvel, ficando entre suas pernas. Começa a beijar-lhe o pescoço. O pai de Diego chega ao quarto, e joga Diego no chão. Aimeé se assusta. A mãe de Aimeé chega também. Diego sorri.
Eu, eu... (Aimeé)
Melhor sairmos daqui. (Desirre)
Leva ela daqui. Sei julgar onde está o problema. (pai de Diego)
Aimeé e a mãe saem. Kat acorda. Vê Aurium com uma capa preta ao seu lado. Abraça.
Quem é essa pessoa? Aurium... Eu já vi... Pera... Não é a pessoa que Beatrice... (Kat)
Kat levanta e sai.
Noite. MEAK. Edmont sai. Tem uma espada nas costas, uma besta na mão, um cinto com várias estacas.
Terceira Guerra Mundial? (Kat)
Hoje eu pego Elian. (Edmont)
Que aconteceu? Onde está Angely? (Kat)
No hospital. (Edmont)
Kat arregala os olhos.
Elian pegou Ang?! (Kat)
Não, tentou se matar. (Edmont)
A troco de quê?! (Kat)
Acha que tem culpa, por que não avisou Meg. (Edmont)
Que absurdo! Se for assim, todo mundo tem! Qualquer pessoa podia ter falado pra Meg! (Kat)
Angely não tem forças. Nunca teve. (Edmont)
Kat franze a testa.
Vai atrás de Elian só? (Kat)
Não, eu e minha sombra. (Edmont)
E Mel? (Kat)
Tá no hospital. (Edmont)
Vou com você. (Kat)
Nem pensar. (Edmont)
Eu posso te ajudar! (Kat)
Sonhou algo errado? (Edmont)
Eu... (Kat)
Fale. (Edmont)
Nada. (Kat)
Então eu vou. (Edmont)
Pode me levar no hospital? (Kat)
Claro. (Edmont)
Vão até a moto. Edmont entrega um capacete à Kat.
Por que diz que Angely não tem forças? (Kat)
Porque é verdade. (Edmont)
Por que acha isso? (Kat)
Sabe que é e que sempre será assim. (Edmont)
Edmont veste o capacete. Sobe na moto. Liga. Kat fica olhando para Edmont. Edmont puxa o acelerador. Kat solta os ombros e suspira. Coloca o capacete e sobe na garupa. Saem.
Kat chega no hospital e vai até o quarto. Não há ninguém.
Com licença! (Kat)
Sim? (enfermeira)
Havia alguém aqui... (Kat)
Aquele da banda? (enfermeira)
Sim, essa pessoa mesmo. (Kat)
Tivesse chegado há alguns segundos tinha pego ele aqui ainda. É fã? (enfermeira)
Não, na verdade, eu sou família, inclusive sou da banda também... (Kat)
Ai, desculpa... Eu nem reconheci... É que eu nem olho direito pra você e a mais velha, eles são tão... (enfermeira)
Não foi nada. Saiu com Mel, certo? (Kat)
Quem? (enfermeira)
A outra pessoa que você disse que não repara. (Kat)
Foi. Acho que sim. (enfermeira)
Foram pra onde? (Kat)
Não sei. (enfermeira)
Valeu. (Kat)
Kat sai. Na entrada do hospital, vê Mel próximo a um carro.
Mel! (Kat)
Mel olha pra trás. Kat se aproxima do carro.
Entra logo no carro, tem gente olhando pra cá. (Mel)
Entram. Angely está no banco de trás.
Adormeceu aí. (Mel)
Ainda bem. (Kat)
Por que? (Mel)
Tava mal, né? (Kat)
Mel está dirigindo para casa. Kat olha para trás. Volta a olhar para a frente.
Que foi? (Mel)
Tá mesmo dormindo né? (Kat)
Sim, por que? (Mel)
Eu tive um sonho muito estranho com a pessoa por quem Beatrice deixou Elian. (Kat)
Fez isso por outro alguém? (Mel)
Não deixou exatamente por causa da outra pessoa, encontrou depois que deixou Elian. (Kat)
Tá, e daí? (Mel)
Também é vampir. (Kat)
Foi esse o sonho que teve? (Mel)
Não, isso eu já tinha visto em outro sonho. (Kat)
E o que era o de agora então? (Mel)
Bem... (Kat)
Kat... (Mel)
Era de antes de se transformar. (Kat)
E... (Mel)
Eu tava como se assistindo de dentro do corpo de uma pessoa... Filha da madrasta da pessoa que Beatrice encontrou. Entrou no quarto, a pessoa que eu tava no corpo pediu pra que saísse, disse que não, foi encurralando... (Kat)
Não vai me dizer que... (Mel)
Por pouco não. O pai da pessoa que Beatrice encontrou entrou no quarto. (Kat)
Essa merda não devia ter censura? Você nem tem 13 anos... (Mel)
Eu queria saber é por que diabos eu tinha que ver isso! (Kat)
De repente você vai descobrir que não foi só a pessoa que virou vampir, ou que alguém vai ir atrás de Elian, ou... (Mel)
Impossível! (Kat)
Mel se cala.
Mel e Kat chegam na casa de Kat.
Ah! Merda! (Kat)
Que foi? (Mel)
Edmont foi... (Kat)
Foi aonde? (Agatha)
Kat se cala.
Onde ele tem andado? Não liga mais pra mim... (Agatha)
Foi ao hospital buscar Angely. (Kat)
É? Me levam lá? (Agatha)
Essa hora já saíram. (Mel)
Então posso esperar na sua casa. (Agatha)
Bem, é... (Kat)
Agatha! (Mel)
Que é?! (Agatha)
Vai achar que está ficando em cima demais. (Mel)
Angely está mal, eu e Mel até saímos de lá pra conversarem. Afinal, tem o lance fraterno... (Kat)
E dividiram a gestação ainda! Edmont deve estar muito mal também. (Mel)
Eu posso ir lá pra animá-lo um pouco. (Agatha)
Claro, e Angely fica segurando vela! Agatha, se toca! (Kat)
Kat encara Agatha e sai. Mel balança a cabeça. Segue Kat. Entram no carro.
Acha que acreditou? (Kat)
Acho. Onde ia dizer que Edmont foi? (Mel)
Na cidade. Foi atrás de Elian. (Kat)
Então nós também iremos. (Mel)
Achei algo estranho em Edmont. Disse Angely não tem forças. (Kat)
Espero que aquela briga não volte. Pera, você não devia ter ficado em casa? (Mel)
Agora já falou que vou junto. (Kat)
Kat aponta para fora. Mel olha e vê Edmont. Muda de faixa e passa a acompanhar.
Ei, quer carona? (Mel)
Eu? (Edmont)
Não me parece ser um perigo. (Mel)
E qual seria o destino? (Edmont)
Perdeu a moto? (Kat)
Joguei contra Elian. Elian pulou e acertou um muro. Avisei o seguro. Mas deve ter dado PT. (Edmont)
Conseguiu pegar? (Kat)
Ainda não. (Edmont)
Podemos voltar e... (Mel)
Não. (Edmont)
Tudo bem. (Mel)
Vão pra casa? (Edmont)
Onde é o estacionamento mais próximo? (Mel)
Mel e Kat estão na frente de um prédio.
Será que está aqui? (Kat)
Tomara. (Mel)
Kat e Mel vão subindo os andares. Sobem até o último. Kat senta no chão, suspira. Mel olha mais uma vez ao redor. Dá a mão para Kat e a ajuda a levantar. Viram-se para a porta. Kat arregala os olhos e dá dois passos atrás.
Não foi difícil seguir-vos. (Elian)
Mel aponta a besta, mas Elian chuta. Joga Mel no chão. Kat pega a arma e tenta disparar, mas erra. Elian joga Kat na parede. Mel levanta e chuta Elian, que cai de costas no chão. Mel tira uma estaca. Vai cravar em Elian, mas Elian segura o braço de Mel e joga novamente no chão.
Ei! (Edmont)
Elian se vira pra Edmont. Edmont pegara a besta de Mel.
Adivinha? Minha mira é melhor. (Edmont)
Edmont atira. Acerta no meio do peito. Elian olha para baixo e coloca a mão na flecha. Olha de volta para Edmont. A pele de Elian fica amarela e vermelha como fogo, depois cinza. Se desfaz, depois musculos, depois ossos. Caem as roupas no chão, com o monte de cinzas. Kat se levanta do chão e se aproxima. Passa a mão nas cinzas. Mel vai até Kat. Vira Kat e abraça.
Vocês estão bem? (Edmont)
Não. (Kat)
Edmont joga a arma no chão e pega uma caixa. Junta as cinzas e coloca dentro da mesma.
Vamos pra casa? (Edmont)
Como sabia que estávamos aqui? (Mel)
Segui vocês. Não viria atrás de mim. Tem essa ideia torta de que mulher é mais frágil. (Edmont)
E como não percebeu? (Kat)
Não sei. Talvez um anjo tenha me ocultado. (Edmont)
Angely dorme em sua cama. Sorri. Edmont também.
Dias depois, Kat, Mel, Angely e Edmont estão no jardim. Jak aparece.
Parabéns. Última lição: não deixe seu adversário te irritar. Que decidiram? (Jak)
Há três anos atrás estávamos quase nos tornando normais. (Edmont)
Não vão desistir de ajudar as pessoas, vão? (Jak)
Talvez isso não seja pra nós. (Mel)
Não temos idade. (Edmont)
Vocês? Eu tenho só treze anos! (Kat)
Estão falando sério? (Jak)
Todos se entreolham.
Não. Mas a sua cara foi sensacional. (Edmont)
Ótimo. Agora, estão por sua conta. (Jak)
Legal. (Kat)
Ah, sobre o Egito... (Jak)
Que? (Angely)
Não te disse que eles passariam no teste e aceitariam nossa herança? (Sarah)
Você... (Edmont)
Amor, assim assusta eles. (Jak)
Que porra é essa? (Mel)
Não podíamos entregar a vocês uma agência sem ter a menor idéia do que eram capazes... (Sarah)
...com todo o trabalho que tivemos. (Jak)
Jak dá o braço à Sarah.
Vamos? (Jak)
Claro. (Sarah)
Jak e Sarah desaparecem. Se entreolham. Kat entra na MEAK. Mel segue. Angely vai também. Edmont olha um segundo para onde Jak desapareceu. Balança a cabeça. Entra.
Que vamos fazer agora? (Angely)
Fingir que somos normais, ajudar as pessoas, tocar... (Kat)
Peraí, peraí, peraí... Que tal a gente dormir primeiro? (Edmont)
Tempos depois, a noite, Edmont e Angely estão dormindo, em seus respectivos quartos. Em seus sonhos, o enterro de Beatrice. No tornozelo havia algo. Era prata, tinha uma esmeralda. Acordam ao mesmo tempo. Saem de seus quartos e se encontram no corredor.
Tem alguma idéia do que é isso? (Angely)
Não. Mas quer saber o que me incomoda de verdade? (Edmont)
O que? (Angely)
Por que diabos Mel tinha tanto medo de alguém que cheira como se tivesse parentesco com Nilrem? (Edmont)
Algum tempo, algum lugar
Não consigo identificar o que senti sobre Meg. (Xien)
Faz muito tempo. E não vai saber assim tão fácil quem era você. (Uehfo)
Maldição... (Xien)
Por quê?! (Uehfo)
Não você... Nem Meg. Quem fingiu que era múmia. E porque a gente não devia contar para Meg e Agatha?! Já sabiam que a gente vinha de outro planeta... (Xien)
As coisas podem ficar um pouco mais confusas do que você imagina. (Uehfo)
Como assim? (Xien)
Uehfo some.
Merda. (Xien)

Resumo do Capítulo

Elian mata o homem que fez o parto de Beatrice, que pagara para mentir para Mel. A filha dele, Inês, aparece. Elian se sente atraído por ela, sem saber o porquê. Percebe que ela não é humana, mas fica perturbado após dormie com ela e foge. Edmont captura Beatrice. Mel encontra a caçadora morta, por Elian. Edmont e Angely são guiados por Beatrice para uma armadilha. São capturados. Mel aparece, luta com Elian, mas ele acaba fugindo. Beatrice deixa Elian, Kat vê isso em sonho. Meg briga com Angely, por ele não contar tudo a ela. Mel encontra Elian. Tenta lutar, mas os dois acabam dormindo juntos. Beatrice conhece Zenon. Elian pressente e fica com raiva. Kassandra, vampira que o transformou, aparece e o adverte que acabará morrendo se continuar pelo caminho que está. Angely salva uma garota de Elian, Handhara. Edmont e Angely desconfiam que existe algo entre Mel e Elian. Elian mata Meg, se fingindo de ferido para entrar na casa. Angely se culpa pela morte, por não ter contado tudo a Meg. Elian mata pessoas em uma igreja. Os quatro vão encontrá-lo, mas ele acaba fugindo. Angely corta os pulsos, mas Edmont e Mel conseguem encontrar a tempo. Kat sonha com o passado de Zenon. Conta para Mel. Edmont vai atrás de Elian. Mel e Kat vão também. Elas o encontram, mas Elian consegue derrubar Mel. Edmont quem mata Elian. Os quatro aceitam ficar com a agência. Angely e Edmont sonham com o bracelete de Beatrice. E Edmont conta a Angely que percebeu que Mel tinha medo de Elian, e que Elian é parente Nilrem.

Dara Keon