Acordando
MEAK
A11

Acordando ler resumo

Alex corre. Está segurando uma faca suja de sangue. Dilan encosta Alex em uma árvore. A faca cai no chão.
Acha que pode se livrar de mim só com isso? (Dilan)
Dilan olha para o chão. A terra está remexendo. Dilan solta Alex. Alex corre. Dilan revira os olhos. Corre atrás e arrasta Alex de volta. Encontra alguém no chão.
Andrews... (Dilan)
Andrews se levanta.
Quanto tempo eu fiquei preso, Dilan? (Andrews)
Cinco séculos. Deve estar com fome. (Dilan)
Tô seco. (Andrews)
Alex tenta fazer Dilan soltar seu braço.
Deu trabalho, mas pode ficar. (Dilan)
Dilan joga Alex no chão.
Tá precisando mais. (Dilan)
Alex levanta. Andrews puxa Alex pela perna. Derruba. Sobe em cima de Alex. Segura e morde. Alex grita. Ainda tenta empurrar Andrews, empurrando com os pulsos que Andrews segura. Andrews empurra os pulsos de Alex contra o chão. As mãos de Alex afrouxam. A respiração fica mais espaçada. As mãos fraquejam. Os olhos fecham. Andrews se afasta. Se joga para o lado. Senta. Levanta do chão. Ajeita os trapos que está vestindo.
Parece que mudou de idéia quanto aos humanos. (Dilan)
Parece que nenhum deles se preocupou em me tirar daqui. (Andrews)
Você sabe por que nós não te libertamos. (Dilan)
Ainda tô com sede. (Andrews)
Agora sim. (Dilan)
Sorri. Fecha o rosto.
Espera... Como aprendeu a... (Dilan)
As pessoas falam. Falam o tempo todo. (Andrews)
Dias depois. Angely está andando. Toca o telefone.
Mel? ### Esqueci completamente... ### Tá, eu tô indo. Tchau. (Angely)
Lanchonete. Angely senta-se junto a Kat, Edmont e Mel.
Se atrasou. (Edmont)
Tava no mundo da lua. (Angely)
Bom, é o seguinte: o tempo não estica. Ficar fazendo viagens e trabalhar não tá rolando. Até pensei que poderia ser útil, porque poderíamos cobrir uma área maior, mas não, Kat não sonha nada fora daqui. Então, ou nos livramos da banda, ou da agência. (Mel)
Agência? (Kat)
Encaram Kat.
Se nos livrarmos da banda, como vamos nos sustentar? (Edmont)
Arranjamos empregos. (Mel)
Eu não posso arranjar um emprego! (Kat)
Você tem a empresa de Halen e Rith. (Edmont)
Se vamos terminar a banda, o momento é esse. Nossa agenda finalmente tá livre. (Mel)
Até que enfim encontrei vocês! (Samuel)
Não é uma boa hora. (Angely)
Marquei um show pra depois de amanhã. (Samuel)
Depois de amanhã? Não tem tempo para armar um show em... (Mel)
Eu já tinha marcado. (Samuel)
Podemos saber por que não nos consultou? (Edmont)
Sabia que iam recusar. (Samuel)
E marcou assim mesmo? (Mel)
Eu não recuso! (Kat)
Que bom, faz sem a gente que eu quero ver... (Edmont)
Gente, não podemos acabar a banda assim! (Kat)
Estão pensando em acabar com tudo??? Justo agora que estão no auge??? (Samuel)
Mel respira fundo.
É o último show. (Mel)
Não podem! (Samuel)
Era isso que eu tava dizendo! (Kat)
Por que não? (Edmont)
Além desse tem mais cinco! (Samuel)
Tudo bem, serão os últimos seis, depois anunciamos o fim. (Mel)
E o que eu faço??? (Samuel)
Procura emprego. (Edmont)
Não vão ter mais tempo se tivermos empregos fixos, vão ter menos! (Kat)
Não é só uma questão de tempo, é lugar, é tudo. (Edmont)
Eu não quero terminar com a banda! (Kat)
Angely se esconde atrás de Edmont.
Então sustenta isso sem... Angely, o que tá fazendo??? (Edmont)
Olha quem entrou! (Angely)
Agatha, Victor, Annie, Danny, Helene, Raphael, Denise e Bryan se sentam numa mesa próxima.
Melhor eu ir. (Angely)
Peraí, te dou carona pra casa. (Edmont)
Edmont e Angely se levantam e saem.
Ei, nós estávamos conversando! (Kat)
Kat, melhor ir todo mundo pra casa e pensar sobre isso direito. (Mel)
Mel se levanta e sai. Derik chega.
Que aconteceu, que cara é essa? (Derik)
Tão querendo terminar com a banda. (Kat)
Por que? (Derik)
Bom, vou deixar vocês sozinhos. (Samuel)
Samuel sai. Derik senta na frente de Kat.
Acham que não dá tempo pra banda e pra agência. (Kat)
Nunca vi nenhuma das duas coisas interferir na outra. Não fica com essa carinha, vai? (Derik)
Lado de fora.
Será que aceita? (Angely)
Acho que sim. (Edmont)
Vai passar na casa de Dara? (Mel)
É. (Edmont)
Vai pra casa, Mel? (Angely)
Vou. (Mel)
Posso ir com você? (Angely)
Tá. (Mel)
Mel sobe na moto, Angely sobe atrás. Saem.
Fugindo de Denise... dá um sorriso, mas desfaz Mas Denise tá aqui... (Edmont)
Edmont vê duas pessoas entrarem no bar. Franze a testa. Entra de volta. Senta-se no balcão.
Edmont não ia embora? (Kat)
Pode ser que tenha ficado com sede. (Derik)
As duas pessoas se sentam em uma mesa.
Onde estão os outros? (Andrews)
Estão por aí, todos vivos. Argo agora vive no subterrâneo. (Dilan)
E dá pra viver lá? (Andrews)
Dilan ri.
Dá, dá sim. Tá vendo aquelas duas olhando pra cá? (Dilan)
Poderiam ser mais discretas. (Andrews)
Você disse que as pessoas falam, não ouviu nada disso? (Dilan)
Não vou me acostumar tão fácil com isso. (Andrews)
Dilan se levanta. Andrews segue. Vão até a outra mesa. Edmont fica olhando.
Por que tanto olha praquela mesa? (Kat)
Acho que eu sei. Vamos sair daqui? (Derik)
Por que? (Kat)
Tá vendo o espelho atrás do balcão? (Derik)
Kat olha.
Bom, as duas não viram. Vamos indo. (Derik)
Mas... (Kat)
Vamos! Nem eu nem você lutamos. (Derik)
Ainda. (Kat)
Edmont olha para Kat. Kat olha para Edmont. Baixa a cabeça e sai, Derik segue.
Sabe que nós estávamos falando de bruxaria? (Dilan)
Sério? (Monique)
Já fizeram isso? (Andrews)
Já. (Teresa)
Não têm medo da igreja? (Andrews)
Monique e Teresa riem. Dilan se aproxima do ouvido de Andrews. Dali a pouco, estão andando pela cidade.
Sobre aquele negócio de bruxaria... (Dilan)
Fizemos pra uma garota. (Monique)
Por que? (Andrews)
Viu uma coisinha que nós tínhamos feito de errado e ameaçou dedurar. (Teresa)
Quem tem coragem de ficar em pé lá? (Dilan)
Dilan aponta uma janela.
Eu tenho! (Monique)
Vem então. (Dilan)
Dilan pega Monique pela mão. Entram no prédio. Teresa fica olhando para Andrews, mas Andrews olha para o céu.
1009
Adolescentes correndo. Uma das pessoas cai. Outra volta. A pessoa que caiu está chorando.
Levante, não pode desistir agora! (Andrews)
Não adianta, elas vão me pegar... (Walkíria)
Eu sei onde podemos encontrar uma igreja, tá logo ali... (Andrews)
Walkíria se levanta. Continuam correndo. Dois padres, ao verem vindo correndo, entram e fecham as portas. Andrews chega ofegante e bate na porta.
Abram! (Andrews)
Não vão abrir... (Walkíria)
Não abrigaremos uma bruxa! (padre)
Mas ela não é mais bruxa, é disso que estamos fugindo! (Andrews)
Está enfeitiçado por ela! (padre)
Desgraçados! Abram! (Andrews)
Walkíria senta no chão. Andrews bate nas portas com as duas mãos. Chuta a porta. Para. Está ofegante.
Levanta. (Andrews)
O que vai fazer? (Walkíria)
Vamos fugir. (Andrews)
Não podemos fugir a vida toda... (Walkíria)
Não precisaremos da vida toda. (Andrews)
Walkíria chora. Andrews abaixa perto de Walkíria.
Não chore. Prometi pra sua mãe que cuidaria de você. Ela foi como uma mãe pra mim e eu vou cumprir minha promessa. (Andrews)
Andrews acorda. Walkíria está dormindo. Andrews passa a mão no rosto de Walkíria. Se levanta e sai. Anda pelos arredores. Sobe em uma árvore. Pega frutas. Enrola na blusa. Volta para a casa. Sala principal. Olha ao redor. Sobe a escada. Entra em um quarto. Sai. A respiração trava. Volta. Anda devagar. Cai no chão. Walkíria está na cama. Uma mão na estaca que atravessa seu peito. Na outra, um crucifixo. Andrews vai até Walkíria. Puxa Walkíria para seu colo. Tira a estaca. Aperta contra seu peito. Pousa a estaca com cuidado sob a cama. Beija a mão que estava na estaca. Abraça Walkíria. Fecha os olhos.
Eu te amo... (Andrews)
Sua dor vai ser eterna! (Lara)
Andrews abre os olhos. Dá um beijo na testa de Walkíria. Coloca de volta na cama. Levanta, olhando para Walkíria. Vira. Olha para Lara.
Você quem fez isso? (Andrews)
Não que eu tenha precisado enfiar a estaca. Fizemos tudo por ela, era até um homem antes! Mudamos de cidade pra que ninguém soubesse disso! Mas você não me quis e quis essa traidora. Como achou que isso ia terminar? (Lara)
Ela era tão doce... Não queria tão mal aos outros como vocês. (Andrews)
Mas você não é "doce" como ela. (Lara)
Andrews vai até Lara, em poucos passos. Encosta Lara na parede, pelo pescoço, usando apenas uma mão.
Você não é tão forte assim! (Lara)
Chama ódio. Se Deus não me ajudou a proteger, que o diabo me ajude a me vingar! (Andrews)
Lara olha para os dentes de Andrews e arregala os olhos. Andrews olha para o espelho atrás de Lara. Sorri. Morde o pescoço de Lara. Lara tenta empurrar Andrews. Bate com a mão fechada nas costas de Andrews. Cada vez mais fraco. A mão treme. Solta. Andrews se afasta. O corpo cai, sem vida.
Eu achei que devia ter medo da noite... Que que essa luz de merda protegeu a gente?! (Andrews)
Andrews bate a janela e tranca. A luz que entra é pouca. Olha para o espelho. Pega e atira no chão. Cacos por todo lado. Se aproxima de Walkíria. Pega no colo. Outro espelho. Walkíria parece flutuar no seu colo, não há sua imagem. Franze a testa. Se aproxima. Se contrai, dando um passo violento para trás. Coloca Walkíria na cama. Pega o topo do pé da cama e levanta um pouco a cama do chão. Pousa de volta. Vai para a frente da cama. Levanta a cama pela base, com apenas um dedo.
Não sou mais humano. (Andrews)
Vai até o raio de sol que está entrando. Coloca a mão na frente. Queima. Andrews vira a mão para cima.
Sou outra coisa. Superior. (Andrews)
E seu sangue será a semente, para dar outra vida aos que escolher. (pessoa)
Andrews vira bruscamente para a pessoa.
Agora você vai viver de matar. Só sangue terá gosto. Suas feridas não te perturbarão como aos humanos. O espelho e o sol são teus inimigos, um te revela e outro te fere, por ter recusado ambos. Suas crianças serão mortas pelo que levou seu amor humano, por que serão de sua responsabilidade como era Walkíria. Precisaram de autorização pra entrar em casas com donos humanos, pois são invasores do mundo. Quanto a praga de Lara, não podia mudar, então rearranjei: será eterna sua lembrança, mas não irá envelhecer. (pessoa)
E você, quem é? O diabo, que chamou? (Andrews)
A pessoa sorri.
Não entenderia. (pessoa)
E eu, quem sou? (Andrews)
Deixa os humanos darem nome. Adoram dar nomes, a tudo. (homem)
2022
Ei, está me ouvindo? (Teresa)
Ah? (Andrews)
Eu disse que odeio altura. (Teresa)
E eu odeio bruxas. (Andrews)
Andrews encosta Teresa na parede pelo pescoço e mostra os caninos. Teresa grita. Andrews solta Teresa e pega uma estaca no ar, atrás de si. Olha para Edmont.
Está atrapalhando meu jantar. (Andrews)
Talvez fosse isso que quisessem dizer com inconveniente. (Edmont)
Acho que vou ter que te ensinar bons modos. (Andrews)
Alto do prédio. Dilan olha Monique do escuro.
Eu adoro o vento! olha para baixo Que tá acontecendo? (Monique)
Vem cá. (Dilan)
Pra quê? (Monique)
Monique sai da janela.
Vem e vai ver. (Dilan)
Monique se aproxima de Dilan. Dilan beija os lábios, depois o pescoço de Monique. Morde o pescoço. Monique se afasta bruscamente.
Qual o problema? (Dilan)
Você me mordeu. (Monique)
Eu? (Dilan)
Dilan sai do escuro.
Te mordi? (Dilan)
Monique olha pra Dilan. Dilan ainda está com os dentes normais. Monique coloca a mão no pescoço. Olha para a mão. Sangue.
Que que tá acontecendo??? Por que eu tô sangrando??? (Monique)
Dilan arregala os olhos.
Não tá sangrando. (Dilan)
Tô sim, eu sinto! (Monique)
Estende a mão para Dilan.
Olha minha mão! Tá suja de sangue! (Monique)
Dilan solta os ombros, vira um pouco a cabeça e volta os olhos ao normal.
Acho que você bebeu demais. (Dilan)
Eu não tô bêbada! (Monique)
Não tem sangue nenhum aí. (Dilan)
Mas eu tô vendo! (Monique)
Dilan suspira e olha para o lado.
Se soubesse que era louca, não tinha saído daquele bar com você... (Dilan)
Não sou louca! (Monique)
Dilan volta a olhar pra Monique, abre mais os olhos.
É sim. Primeiro diz que eu te mordi, depois que está sangrando! (Dilan)
Olha minha mão! (Monique)
Dilan olha para cima. Respira fundo. Volta a olhar para Monique.
Tô vendo. Tá limpa. (Dilan)
Que barulho é esse??? (Monique)
Monique vai até a janela e olha para baixo.
Que estão fazendo??? (Monique)
Ah? (Dilan)
Dilan franze a testa e vai até a janela. Fecha a boca e balança a cabeça para os lados.
Tá vendo? Tá mesmo ficando louca. Não tem nada lá em baixo. (Dilan)
Não estou louca, você me mordeu e está saindo sangue! (Monique)
Só falta dizer agora que sou um vampiro. (Dilan)
Dilan respira fundo. Sai da janela.
Se acalme. (Dilan)
Dilan pega Monique pela mão e trás pra perto de si.
Bebeu demais. (Dilan)
Dilan abraça Monique.
Não há sangue nenhum. (Dilan)
Monique abraça Dilan de volta. Chora. Dilan morde Monique. Monique afasta. Grita. Dilan segura Monique pelos braços.
O que tem de errado com você??? (Dilan)
Monique empurra Dilan.
Sai de perto de mim! (Monique)
Dilan olha para o teto e respira fundo de novo. Olha para Monique.
Quer um conselho? Nunca mais beba. Isso afeta você completamente! (Dilan)
Eu não sou louca! (Monique)
Não. Só está um pouco bêbada. (Dilan)
Dilan se aproxima de Monique. Abraça. Dá um beijo na testa. Passa a mão no cabelo.
Tô achando que alguém te drogou. (Dilan)
Acha? (Monique)
Meu anjo, vampiros não existem. (Dilan)
Dilan abraça Monique. Beija Monique. Monique afasta. Coloca a mão na boca. Olha para a mão. Sangue. Dilan passa a mão no rosto de Monique.
Tudo bem. Eu cuido de você. (Dilan)
Dilan beija Monique. Desce para o pescoço. Morde. Monique abraça Dilan. O abraço fica mais fraco. Os braços soltam. Dilan solta Monique, que cai no chão, inerte. Olha para o nada. Vai até a janela. Olha para baixo.
Procurando alguma coisa? (Edmont)
Sim. Meu anel caiu lá embaixo. (Dilan)
Caiu? (Edmont)
Essa maluca bêbada jogou, antes de desmaiar. (Dilan)
E espera ver daqui? Cadê a outra pessoa? (Edmont)
Não sei. Ficou lá, com a garota. (Dilan)
E você? (Edmont)
Subi com essa bêbada. Viu ele, caça-vampiros? (Dilan)
Como sabe que caço vampirs? (Edmont)
Do mesmo modo como você sabe que sou vampiro. E que essa garota não tá desmaiada droga nenhuma. (Dilan)
Dilan sobe na janela e se vira pra Edmont.
Mas te garanto que bêbada ela tava. (Dilan)
Dilan pula. Edmont vai até a janela. Dilan cai em pé. Olha para Edmont. Sorri. Corre. Edmont desce pelas escadas, correndo. Já na rua, olha para os lados. Joga uma estaca no chão.
Manhã. Edmont está com um livro.
Que aconteceu? (Angely)
Nada. (Edmont)
Onde esteve? (Angely)
Na casa de Dara. (Edmont)
Dara ligou aqui. Tinha preocupação. Que tá procurando? (Angely)
Vampir que seja imune a estacas. (Edmont)
Ah? (Angely)
Enfiei uma estaca no coração e fugiu. (Edmont)
Tem certeza que acertou o coração? (Angely)
A menos que o coração seja contorcionista... (Edmont)
Andrews está na cama em um quarto.
Parece outro mundo. (Andrews)
1300
Andrews se levanta da cama. Uma pessoa está em pé, perto da porta.
Veio me matar? (Andrews)
É o que quer, não é? (pessoa)
Tem como desfazer tudo que eu fiz? (Andrews)
A pessoa balança a cabeça para os lados.
Não consigo caçá-los. Ficaram espertos. Se rodeiam de outros. Até se juntam a bruxas. Não devia ter ensinado a outros. (Andrews)
Você pode passar o resto da sua vida enumerando o que não devia ter feito. Não será desfeito por isso. (pessoa)
E o que adianta então? Não tenho a quem apelar. (Andrews)
E os humanos? (pessoa)
Andrews ri. A pessoa continua séria. Andrews para.
Estamos falando da mesma coisa? (Andrews)
Dos vampiros que criou. (pessoa)
Quer que eu fique tentando transformar outros para ver se derrubo os primeiros? E como controlo esses outros? (Andrews)
Não transforme. Apenas ensine. (pessoa)
Vão ser quebrados como gravetos. (Andrews)
Se juntar muitos gravetos, você não consegue quebrar tão fácil. (pessoa)
Sempre há como pegar um humano sozinho. (Andrews)
Eles ainda não sabem o que você sabe. Como destruir suas crias. (pessoa)
2022
Nilo entra no quarto do hotel, cuja porta está aberta.
Senhor, deseja alguma coisa? (Nilo)
Não. (Andrews)
Nada mesmo? (Nilo)
Escuta... se levanta da cama Se eu quiser alguma coisa, chamo. (Andrews)
Tem certeza? (Nilo)
Tá me irritando. Não vai querer me ver irritado. (Andrews)
Sim senhor. (Nilo)
Nilo sai do quarto.
Esses caras acham que podem tudo, só por que têm dinheiro. (Nilo)
1400
Uma mesa. Cinco ao redor.
Bom, acho que sabem por que chamei todos aqui. (Argo)
Que história é essa de ensinar os humanos a nos caçar??? (Kassandra)
Isso é inadmissível! (Virgine)
Temos que pegar Andrews. Enlouqueceu. (Rust)
E faremos o que com ele? (Argo)
Amarramos ao ar livre e esperamos amanhecer. (Kassandra)
Tá certo. Só Andrews não pode morrer por estacas. (Rust)
Ele já acabou com boa parte dos vampiros. Podemos ser os próximos. (Dilan)
Kassandra revira os olhos.
Sempre achando que tudo vai dar errado. (Kassandra)
Somos em cinco, Dilan. Não haverá problemas. (Argo)
Quatro. Dilan sempre amarela. (Rust)
Não implique. Ele vai ajudar, não vai, Dilan? (Kassandra)
Quem garante que, sendo a fonte de tudo, quando ele morrer nós não voltaremos a ser meros humanos? Ou pior... (Dilan)
Me impressiona o tamanho da sua coragem. (Rust)
Pode-se comparar ao tamanho do seu... (Dilan)
Posso te mostrar se quiser. Aí tira a prova. (Rust)
Dilan se encolhe.
Rust, ele tá certo. Andrews disse que aconteceria. (Argo)
Rust bufa.
Eu lembro de você me dizer isso, quando eu quis acabar com Andrews. Era mentira. Quis livrar rabo. (Rust)
Melhor que prendamos Andrews. (Argo)
Depois matamos os caça vampiros. (Kassandra)
Mas... Como? (Dilan)
Acho que eu tenho uma idéia. Tem um livro. (Virgine)
Noite. Andrews está afiando um pedaço de madeira, sentou em uma pedra. Para e olha para o lado.
Que está a fazendo aqui? (Andrews)
Vim falar contigo. (Kassandra)
Kassandra se encosta em uma árvore.
Tentar fazer eu desistir de caçar vocês? (Andrews)
Podes pegar todos os outros, mas nós cinco somos mais fortes. Que deu em tua cabeça pra vir caçar a gente? (Kassandra)
Um século e só agora vem me perguntar? (Andrews)
Só me deu curiosidade agora. (Kassandra)
Andrews volta a afiar a estaca.
Sei que tá aprontando. (Andrews)
Por que me julga assim? (Kassandra)
Só usa esse tom de voz com suas presas. (Andrews)
E você, não tem mais caçado? (Kassandra)
Estou livre. (Andrews)
Está, mas não é. O que te virou a cabeça? (Kassandra)
Andrews para e olha para Kassandra.
Você era minha preferida. (Andrews)
Quer dizer a única que não tem raiva de você. (Kassandra)
Dilan não tem raiva de mim. (Andrews)
Dilan é um puxa-saco. (Kassandra)
No entanto agora se uniu a Argo e conspira contra mim. (Andrews)
Tá fazendo tão mal juízo de mim... (Kassandra)
Kassandra vai na direção de Andrews. Andrews aponta a estaca para Kassandra.
Adoro me sentir em perigo. (Kassandra)
Foi o que disse na primeira vez que te vi. (Andrews)
Agora os que caçam bruxas também nos caçam. (Kassandra)
Caçam vocês . (Andrews)
E o que te faz pensar que não caçaram você também? (Kassandra)
Vou voltar a ser igual aos outros. (Andrews)
E quem te disse isso? (Kassandra)
Uma pessoa que tinha uma grande força. (Andrews)
Ah, é? (Kassandra)
Kassandra ri.
Uma força maior igual a da outra pessoa, mas inclinada ao lado contrário. (Andrews)
E por acaso tinha uma auréola? (Kassandra)
Andrews se levanta. Cambaleia.
Eu sabia, armou pra mim... (Andrews)
Já devia saber. (Kassandra)
Meu grupo não vai desistir, eu criei eles pra persistir... (Andrews)
Humanos. É só o que são. (Kassandra)
Andrews cai. Dali a pouco, Rust está com uma pá. Virgine também. Virgine joga sua pá de canto. Rust joga um pouco de terra sobre um monte. Virgine toca o ombro de Rust. Rust olha para Virgine. Virgine baixa a cabeça e volta. Rust bufa baixo e joga a pá também.
Agora daqui ele não sai. (Virgine)
Andrews e Edmont estão lutando. Edmont atinge Andrews no coração. Andrews encara Edmont. Corre. Edmont corre atrás. Um grito. Edmont olha para cima. Entra no prédio. Kat acorda. Vai até o banheiro. Passa água no rosto. Vai até o quarto de Agatha. Agatha dorme.
Mel... (Kat)
Mel entra no escritório.
Temos que ensaiar para os shows. (Mel)
Estamos fazendo uma coisa. (Edmont)
Mais alguma visão de Kat? (Mel)
Não. Foi vampir diferente que Ed encontrou. (Angely)
Diferente como? (Mel)
Imune a estacas? (Kat)
Como sabe?... (Edmont)
Edmont levanta, com os olhos arregalados. Solta a respiração e os ombros.
Que pergunta idiota. (Edmont)
Tudo bem, o que foi dessa vez? (Mel)
Subterrâneo da cidade.
Que aconteceu dessa vez? (Virgine)
Está faltando alguém. (Argo)
Rust. (Kassandra)
Ele some às vezes. (Virgine)
Que pena. (Andrews)
Acho que todos aqui já sabem que ele voltou a sanidade. (Argo)
Por que ninguém me avisou que esse desgraçado tinha acordado? (Virgine)
Obrigado pela parte que me toca. (Andrews)
Andrews se senta.
Soube que cada um de vocês criou características próprias. Argo vive no subterrâneo. Rust é tido como um fantasma. Virgine tem um grupo pra destruir os caça-vampiros. Kassandra seduz as vítimas. Dilan as enlouquece. (Andrews)
Como sabe disso? (Dilan)
Tenho uma ligação com vocês, esqueceram? Muitas vezes sei exatamente o que estão fazendo. (Andrews)
Papo furado. Por que não descobriu a nossa armação? (Virgine)
Estava distante. Não física, mentalmente distante. (Andrews)
Virgine se levanta.
Virgine... (Argo)
Tenho mais o que fazer do que escutar essa ladainha, Argo. (Virgine)
Ladainha? (Andrews)
Voltou e quer se adaptar a esse mundo. Bem. Mas não queira minha ajuda. (Virgine)
Por que fala assim comigo? (Andrews)
É o primeiro? Resiste mais do que nós? Foda-se. Continuo não gostando de você e não vou ficar aqui demonstrando um falso respeito pelo ser mais desprezível que conheço. (Virgine)
Virgine sai. Dilan se levanta.
Ela tem mais o que fazer fora, eu não tenho mais o que fazer aqui. (Dilan)
Dilan sai também. Kassandra olha pra Andrews, que sorri. Kassandra cruza os braços.
Reagiram melhor que Rust. (Andrews)
Andrews levanta e sai.
Sabe de alguma coisa? (Argo)
Não. O que será que ele tá pensando? (Kassandra)
De todos nós, é o mais imprevisível. (Argo)
Melhor nós não mexermos mais com ele. (Kassandra)
Noite. Andrews está no balcão de um bar. Olha uma mesa.
Tá, Stephany, quem seria o cara perfeito pra você? (Samanta)
Gente, não me mete nessa história... (Stephany)
Ah, não! Todas nós dissemos! (Jenny)
Eu não... (Stephany)
Vai dizer que você é lésbica? (Lili)
Não é isso. (Stephany)
Então fala. Estamos entre amigas. (Amanda)
Muito amigas... Da onça! (Stephany)
Stephany aponta o próprio corpo com as mãos, de cima a baixo.
Isso foi uma aposta. (Jenny)
Fala logo! (Amanda)
Stephany suspira.
Ele tem que ser diferente. Meio selvagem. (Stephany)
Ê, Stephany! (Samanta)
Quero que ele descubra, olhando pela primeira vez em meus olhos, meu pior medo e me force a perdê-lo. (Stephany)
Quem ia imaginar... (Jenny)
Você, hein, Stephany... (Amanda)
Parecia tão comportada... (Samanta)
Descubra o medo no olhar, seja selvagem, você quer um vampiro... (Lili)
Andrews se aproxima da mesa, para atrás de Stephany. Samanta cutuca Amanda. Jenny olha também. Então Lili.
Que deus grego... (Lili)
Andrews dá um sorriso.
Queria ver você dizer isso na cara do cara de quem tá falando. (Stephany)
Ele tá perto o suficiente pra ter ouvido. (Samanta)
Grego sim. Deus não. (Andrews)
Stephany sai bruscamente da cadeira. A cadeira cai no chão. Andrews levanta a cadeira e coloca no lugar.
Não liga, ela chegou na cidade hoje. (Jenny)
Tá um pouco assustada. (Amanda)
Eu imagino o que faria se eu fosse um vampiro. (Andrews)
Ia te agarrar! (Samanta)
Samanta, Amanda, Jenny e Lili dão risada. Andrews olha fixamente nos olhos de Stephany.
Tá escutando? (Lili)
Ah? (Andrews)
Eu tenho que ir. (Stephany)
Não, você apostou. (Samanta)
Já paguei, vim até aqui com essa roupa ridícula e fiquei algum tempo. (Stephany)
Stephany vai para o caixa. Andrews olha algum tempo. Vai em direção a saída. Lili cutuca Jenny. Jenny levanta e segura o braço de Andrews.
Não vai conseguir nada. (Jenny)
Que? (Andrews)
Ela não deixa ninguém encostar nela... (Jenny)
Tem medo disso, eu percebi. (Andrews)
Você tá sozinho? (Jenny)
Desculpe, senhorita, tenho que ir. (Andrews)
Andrews sai.
Senhorita? Hã, agora sei por que olhou pra esquisitinha comportada. (Jenny)
Stephany chega na porta de casa. Derruba a chave. Suspira. Pega do chão.
Não te disseram que é perigoso andar na rua a essa hora? (Andrews)
Stephany derruba a chave de novo.
Por que me seguiu??? (Stephany)
Por que fugiu do bar? (Andrews)
Você não tem sotaque de nada pra ser estrangeiro. Disse que é grego... (Stephany)
E sou. (Andrews)
Então devia ter mais o sotaque de português de Portugal. (Stephany)
Andrews se aproxima de Stephany. Stephany se afasta.
Tá com medo de mim? (Andrews)
Eu tenho que entrar. (Stephany)
Stephany abre a porta e Andrews segura seu braço.
Não parece com elas. (Andrews)
Não sou elas. (Stephany)
Do que tem medo? (Andrews)
Me olhando desse jeito, ainda pergunta? (Stephany)
Stephany puxa seu braço. Entra. Tranca a porta. Dá um puxão. Coloca a bolsa no sofá. Deita em uma rede.
Elas também... Nem pra me avisar que tinha um cara atrás de mim. Ele deve ter ouvido o que eu disse. Quando se aproximou, percebeu. Ele quer bancar o engraçadinho comigo. Não vai conseguir. (Stephany)
Andrews segue andando.
Oi... Eu sou novo na cidade... Preciso saber onde... (Paulo)
Andrews encosta Paulo na parede. Morde. Paulo se debate. Perde as forças. Andrews solta Paulo. Lambe a lateral da boca. Abaixa a limpa a boca na roupa de Paulo. Pega a carteira. Abre. Senta-se no chão.
Paulo. Não sabe o que fiz. Um holandês casado e sério, um russo bandido e rebelde, uma inglesa freira revoltada, uma prostituta francesa que gosta do perigo e um italiano vagabundo e egocêntrico. Talvez devesse deixar eles viverem. Tiveram ao menos a coragem de me enfrentar. Os humanos, nem isso. (Andrews)
Andrews joga a carteira de volta em Paulo.
Deixe que a natureza cuida dessas duas espécies em que cada um se julga melhor que o outro. Tenho planos para menina. Talvez ela seja menos escorregadia que Kassandra e menos revoltada que Virgine. Acho que vou ter que me livrar daquelas amigas dela. Tem um excesso de perfume, mas acho que darão um bom jantar. (Andrews)
Andrews ri.
MEAK.
Tô um caco... (Edmont)
Sabe pra quando são os outros? (Mel)
Esqueci de perguntar. (Edmont)
Somos artistas que não têm a menor idéia do que têm na agenda. (Mel)
Por que me deixaram aqui dormindo? Cadê Kat? (Derik)
Dormiu no carro. (Angely)
Angely entra na sala, com Kat no colo. Pousa no sofá.
Quando vão ser os outros cinco? (Angely)
Não sabemos. (Edmont)
Toca o telefone. Edmont atende.
Alô? ### Samuel... ### Quando vão ser os outros? ### Amanhã??? ### E depois??? ### Marcou seguido??? ### Em outros países??? ### Tá, tá, tá. Pelo menos isso acaba logo. ### Tudo bem. (Edmont)
Edmont desliga o telefone.
Não tenho mais paciência pra Samuel. (Edmont)
Bom, nos próximos cinco dias, estamos com compromissos. (Mel)
Dia do segundo show. Noite. Casa de Stephany. Lili atende a porta.
Oi. (Andrews)
Que tá fazendo aqui? (Lili)
Acredita se eu disser que vim te ver? (Andrews)
Não sei. Estava mais interessado na Stephany. (Lili)
Posso entrar? (Andrews)
Eu não disse?... (Lili)
Eu sei que suas amigas não estão aí. (Andrews)
O que me garante que não vai ficar me enrolando até Stephany chegar? (Lili)
Então sai você aqui. (Andrews)
Dali a pouco, Lili anda com Andrews pelo bairro. Um beco.
Por que acha que me engana? (Lili)
Por que acha que te engano? (Andrews)
Lili dá um sorriso.
Que tal irmos à sua casa? (Andrews)
Nossa, como você é direto! (Lili)
Então? (Andrews)
Quarto de Lili. Andrews beija Lili. Lili fecha a porta do quarto. Andrews pega Lili e joga na cama. Lili senta. Andrews continua beijando. Passa ao pescoço. Lili olha o espelho atrás da porta. Para. Andrews se vira pra trás. Pega o rádio relógio e atira no espelho.
Sete anos de azar pra mim. (Andrews)
Você... Você é... Um... (Lili)
Não precisa dizer, eu já sei. (Andrews)
Andrews continua beijando Lili. Lili pega um isqueiro. Andrews se afasta de Lili bruscamente. Arranca o casaco, que está pegando fogo. Pisa no casaco. Apaga o fogo.
Podia ter morrido sem sofrer. Mas acho que não posso deixar isso impune. (Andrews)
Duas horas depois. Amanda, Samanta, Jenny e Stephany entram em casa.
Por que tá triste assim? (Amanda)
É que o grego não tava lá. (Samanta)
Também, do jeito que ela tratou o pobre... (Jenny)
Por favor, gente... (Stephany)
Amanda sai da sala. Stephany se joga no sofá. Um grito. Jenny e Samanta se entreolham correm na direção do quarto. Stephany revira os olhos.
Ah, meu Deus... Stephany! (Jenny)
Que foi?... (Stephany)
Stephany se levanta. Vai até o quarto, arrastando os pés. Entra. Para.
Eu sabia que não devíamos ter deixado ela aqui! (Samanta)
Gente, a culpa não é nossa... É? (Amanda)
Melhor chamar a polícia. (Stephany)
Dia do terceiro show. Jenny está andando.
Você não parece bem. (Andrews)
Jenny dá um passo para trás, segurando a bolsa.
Que tá fazendo aqui? (Jenny)
Que originalidade! Andando pela cidade. (Andrews)
Quase me mata do coração. (Jenny)
Sou tão feio assim? (Andrews)
Jenny solta o corpo.
Não é isso, é que... (Jenny)
Sua amiga morreu ontem e você tá assustada. (Andrews)
Como sabe? (Jenny)
Sou bem informado. Pra onde vai? (Andrews)
Voltar pra casa de meus pais. (Jenny)
Isso te deixou tão abalada assim? (Andrews)
Não acha suficiente? (Jenny)
Não. Na verdade, posso te deixar mais assustada que isso. (Andrews)
Jenny trava. Dá mais passos para trás.
Do que você tá falando? (Jenny)
Andrews encosta Jenny na parede. Jenny chuta entre as pernas de Andrews. Andrews cai. Jenny corre, olhando para trás. Andrews aparece na frente de Jenny, segura pelos braços. Jenny grita. Andrews joga Jenny no chão.
Onde acha que vai? (Andrews)
Socorro! (Jenny)
Sempre gritam a eminência da morte. Isso é uma coisa que não mudou e creio que nunca mudará. (Andrews)
Jenny se levanta. Andrews joga Jenny no chão de novo. Sobe em cima de Jenny. Morde. Jenny se debate. Andrews se afasta. Olha para o rosto de Jenny. Sorri. Volta a morder Jenny.
Dia do quarto show. Stephany, Amanda e Samanta entram em um quarto de hotel.
Será que isso não pára? (Stephany)
Quem está fazendo isso??? (Amanda)
Como vamos saber??? (Samanta)
Isso parece um pesadelo... (Amanda)
Melhor ficarmos todas juntas. (Stephany)
Ela tá certa. (Samanta)
Uma batida a porta.
Tem um senhor chamando uma garota chamada Amanda que está aqui. (Ronaldo)
Amanda olha para Samanta. Para Stephany. Sai.
Que tá fazendo aqui? (Amanda)
Isso já é frase decorada delas?! Eu sei quem está fazendo isso. (Andrews)
Sabe? (Amanda)
Vim proteger vocês. Na primeira noite não consegui, na segunda não consegui encontrar vocês. (Andrews)
Por que estão fazendo isso??? (Amanda)
Não sei. Mas eu preciso tirar vocês daqui. (Andrews)
Vou chamar elas... (Amanda)
Não. Ele vai desconfiar. Melhor eu levar uma de cada vez. (Andrews)
Por que eu primeiro? (Amanda)
Andrews revira os olhos.
Sorteei. Agora vamos. (Andrews)
Armazém abandonado.
Que lugar é esse? (Amanda)
Andrews para na porta, se encosta no batente, e fica olhando para Amanda. Amanda olha em volta. Para, de costas para Andrews. Olha para o chão. Olha para Andrews. Uma lágrima cai do canto de seu olho.
Por que está fazendo isso? (Amanda)
Estou com sede. (Andrews)
Andrews se aproxima de Amanda. Amanda tira um canivete do bolso, segura firme. Andrews olha para a mão de Amanda. Ri. Se aproxima. Amanda corta o rosto de Andrews. Andrews mostra os dentes. Amanda puxa o ar de uma vez. Olha para o chão. Abre a mão devagar. O canivete cai no chão. Andrews pega a mão de Amanda. Beija. Puxa Amanda para si. Morde. Amanda aperta os olhos. Relaxa os olhos, mas sem abrir. Solta o corpo. Andrews segura mais forte. Afasta. Pega Amanda no colo. Deita Amanda no chão. Fica por cima de Amanda. Volta a morder.
Dia seguinte, dia do quinto show. Delegacia.
Se quiserem podem ficar na minha casa... (Brad)
Droga nenhuma! Nada pode nos proteger! Eu sei, eu sinto! (Samanta)
Ele só atacou quando estávamos sozinhas. (Stephany)
Dane-se! Vamos morrer de qualquer jeito! (Samanta)
Podem ficar na minha casa... (Brad)
Eu quero voltar pro hotel. (Samanta)
Mas... (Stephany)
Se você não for, eu vou sozinha! (Samanta)
Samanta levanta e sai. Stephany olha para Brad. Segue Samanta. Hotel. Samanta senta-se na cama. Stephany encara Samanta, cruza os braços.
Vamos ficar aqui dentro? (Stephany)
É. (Samanta)
Até quando? (Stephany)
Não sei. (Samanta)
Não vamos descobrir nada aqui dentro. (Stephany)
Não temos que descobrir nada, temos que continuar vivas! (Samanta)
A gente não vai continuar viva se não descobrir nada! (Stephany)
Então vai você! (Samanta)
Stephany vira na direção da porta.
Não! Não me deixa aqui sozinha! (Samanta)
Então saímos juntas. (Stephany)
Duas horas depois. Uma rua atrás de prédios na cidade. Stephany e Samanta andam. Samanta tem os braços em volta do corpo, travados.
Não estamos sozinhas, ele não vai atacar. Não estamos sozinhas, ele não vai atacar. Não estamos sozinhas, ele não vai atacar. Não estamos sozinhas ele não vai atacar não estamos sozinhas ele não vai atacar. (Samanta)
Tá falando comigo ou é pra se convencer??? (Stephany)
Não se afasta de mim! (Samanta)
Tudo bem. (Stephany)
Stephany cai. Andrews segura. Samanta continua andando.
Não se afasta. Ninguém vai se aproximar, só atacou elas sozinhas... Stephany... (Samanta)
Samanta olha pros lados. Fica com a respiração mais forte. Solta os braços. Fecha os punhos.
Procurando alguém? (Andrews)
Samanta olha para os lados. Não há ninguém a vista.
Onde você está??? (Samanta)
Andrews segura Samanta por trás, pela cintura. Samanta tenta se virar, mas Andrews segura mais forte. Chega a boca perto do ouvido de Samanta.
Que foi? Eu não mordo. (Andrews)
Me solta, por favor. (Samanta)
Andrews solta Samanta. Samanta vira para Andrews, dando dois passos para trás.
Antes que ela repita isso também... Que faz aqui? (Andrews)
Me perdi. (Samanta)
É perigoso pra uma moça sozinha, andando por aí, a essa hora. (Andrews)
Sabe o que aconteceu com as outras? (Samanta)
Andrews dá um passo em direção a Samanta, Samanta dá mais dois passos para trás.
Que foi? Peraí, não tá achando que... (Andrews)
Andrews dá risada.
Acha que sou um monstro? (Andrews)
Você é quem tá dizendo. (Samanta)
Andrews começa a andar na direção de Samanta. Samanta continua indo para trás. Termina na parede. Andrews coloca os braços em volta de Samanta.
Tudo bem. Digamos que seja. (Andrews)
Andrews se aproxima novamente do ouvido de Samanta.
Então menti. Acabei de dizer que não mordo. (Andrews)
Você é um vampiro. (Samanta)
Andrews ri. Volta para a frente de Samanta.
Foi o que dissemos aquele dia que te atraiu? (Samanta)
A brincadeira de vocês sobre vampiro? (Andrews)
Samanta move a cabeça para cima e para baixo.
Não, foi Stephany. O desconforto dela de estar com aquelas roupas e entre vocês dava pra notar há quilômetros. Deviam aprender que algumas pessoas simplesmente não são como todo mundo quer. (Andrews)
Andrews passa a mão no rosto de Samanta.
Lili tentou me fritar, Jenny me chutou, Amanda cortou meu rosto... E você? Que vai fazer? (Andrews)
Samanta encolhe os ombros e volta.
Tem alguma coisa que funcione? Alguém que já tenha fugido? (Samanta)
Andrews beija o pescoço de Samanta. Samanta fecha os olhos.
Você gosta? (Andrews)
Vai impedir de me matar? (Samanta)
Não. (Andrews)
Dane-se. Não vou estar aqui pra saber o que vão falar ou pensar de mim. (Samanta)
Samanta beija Andrews. Andrews levanta pelas pernas e Samanta cruza as pernas atrás das costas de Andrews. Stephany acorda. Se levanta. Olha ao redor. Anda um pouco. Arregala os olhos. Samanta abre a camisa de Andrews. Stephany coloca a mão na frente da boca. Corre.
Delegacia.
Por favor, me ajuda... (Stephany)
Mudou de ideia?! Convenceu sua amiga?! (Brad)
Brad olha ao redor.
Cadê sua amiga?! (Brad)
Ainda posso ficar na sua casa??? (Stephany)
Sua amiga... (Brad)
Stephany balança a cabeça para os lados. Brad respira fundo.
Claro, eu te levo. (Brad)
Dia do sexto show. Casa de Brad.
Não tem motivos pra ter medo. (Talita)
Mas eu tenho. (Stephany)
O cara pode olhar pra você também. (Talita)
Eu não acho que ele... (Stephany)
Do que estão falando? (Brad)
Stephany levanta do sofá.
Nada. (Stephany)
Talita olha para Brad. Olha para Stephany. Ri. Sai da sala. Brad olha para Stephany. Stephany encolhe os ombros e volta.
Manhã seguinte. MEAK.
Cara, até que enfim terminou. (Edmont)
Kat parecia triste. (Mel)
Eu percebi. (Angely)
Talvez devêssemos levar mais em consideração a opinião de Kat. (Edmont)
Será que conseguiríamos levar isso em frente? (Angely)
Podemos tentar. Por Kat. Afinal, parece que o trabalho de Kat é só dormir, mas depois que começou a sonhar como se fosse a própria vítima... (Mel)
Acho que antes de avisar Samuel devemos terminar o que começamos. (Edmont)
Concordo. (Angely)
Tem que ser de dia, já que só morre com sol. (Mel)
Toca o telefone. Mel atende.
Alô? ### Lembro, o que foi? ### Por que? ### Assassinato? ### Stephany? ### Onde está? ### Você sabe onde moramos. ### Pode. ### Até. (Mel)
Mel desliga o telefone.
Era Brad, pediu pra trazer uma pessoa pra cá. (Mel)
Por que? (Edmont)
Segundo as palavras de Brad, enlouqueceu, dizendo que foi vampir quem matou quem conhecia e agora tá com medo que venha atrás de si. (Mel)
Ceticismo. (Edmont)
Kat está em casa, na cama.
Por que você tá assim? (Derik)
Querem acabar com a banda. Pior é que têm razão. (Kat)
Não gosto de te ver assim. Dorme um pouco, você não dormiu nesses últimos dias direito. (Derik)
Eu tenho medo de dormir. E se eu tiver outro daqueles sonhos? (Kat)
É tão real assim? (Derik)
Kat senta na cama.
Sabe quando você vê alguém morrer? Bom, você nunca vai saber a dor dessa pessoa, por mais longe que sua imaginação vá. É como se morresse toda vez que durmo. (Kat)
Derik se senta ao lado da cama e passa a mão no rosto de Kat.
Fica calma, tá? Não pode te fazer mal, é um sonho. (Derik)
A mim não, mas e às pessoas que realmente viveram isso? (Kat)
Tarde. MEAK. Porta da frente. Brad toca a campainha.
Tem certeza que aqui é seguro? (Stephany)
Tenho. (Brad)
Já vai... (Mel)
Mel abre a porta
Oi, entra aí. (Mel)
Brad e Stephany entram. Stephany olha em volta.
Por quanto tempo vou ficar aqui? (Stephany)
Até pegarmos esse cara. (Brad)
Não acredita em mim, não é? (Stephany)
Bom, eu vou deixar ela aqui e voltar para o trabalho. (Brad)
Brad sai. Stephany se senta no sofá.
Mora sozinha? (Stephany)
Com minha família. (Mel)
Seus pais? (Stephany)
Não. franze a testa Irmãos. (Mel)
Posso ajudar em alguma coisa aqui? (Stephany)
Pode. Brad me disse que você falou de vampir... (Mel)
Também acha que estou louca? (Stephany)
Depende. (Mel)
Ele não acredita em mim. Dá pra ver nos olhos deles, me olha como se eu fosse uma pobre menina louca. (Stephany)
Sinceridade? Brad acha que você ficou com trauma, por que suas amizades morreram. Acha mesmo que pirou. (Mel)
Por que ele tá me ajudando então? (Stephany)
Sabe que alguém matou suas amizades e que não foi você. É policial, pretende descobrir uma explicação lógica pras mortes. (Mel)
E você? Também acha que estou louca? (Stephany)
Pra você isso se parece com um manicômio? (Mel)
Então acredita em vampiros. (Stephany)
Não, mentem demais. (Mel)
Stephany sorri.
Você conhece vampiros!!! (Stephany)
Stephany desmancha o sorriso. Baixa a cabeça. Olha para Mel.
Acho que uma de minhas amigas está com ele. (Stephany)
Por que acha isso? (Mel)
Eu senti uma pancada na cabeça. Quando acordei e procurei, ele estava beijando ela e ela não reagiu contra. (Stephany)
Talvez estivesse inconsciente, ou até não reagisse por medo. (Mel)
Acha mesmo? (Stephany)
É uma hipótese. (Mel)
Você deveria ser psicóloga. (Stephany)
Espera aqui só um instante. (Mel)
Mel vai até a cozinha. Olha em volta. Vai até a mesa. Pega uma folha. Volta para a sala. Entrega a folha a Stephany. Stephany arregala os olhos.
Era assim? (Mel)
Como sabe??? (Stephany)
Achei que não ia ser, mas tinha que tentar. Quando viu pela primeira vez? (Mel)
Estava num bar, com... (Stephany)
Suas amizades? (Mel)
Todas elas. Começamos a falar, queriam minha descrição de um homem perfeito, depois disseram que descrevi um vampiro. Talvez ele tenha ouvido. Acha que isso pode ter feito diferença? (Stephany)
Só se assistiu algum filme recente e quis brincar com vocês. Mas talvez não tenha feito diferença nenhuma. (Mel)
Será que Samanta ainda está viva? (Stephany)
Só se sua hipótese de que estão junto for verdadeira. (Mel)
Stephany baixa a cabeça. Levanta. Vai até a janela. Olha para fora. Vira para Mel.
Você disse que tem irmãos... (Stephany)
Estão dormindo. (Mel)
Acho que conheço você... (Stephany)
Não precisa pensar nisso. Somos pessoas normais. Falando disso, cadê sua família? (Mel)
Sou órfã. (Stephany)
Mel abre mais os olhos.
Foi mal. (Mel)
Quanto tempo vou ficar aqui? (Stephany)
Tempo suficiente pra pegarmos Andrews. Depois você pode voltar ao seu apartamento, à sua vida. Brad me disse que você morava com as pessoas que... (Mel)
Fiz uma aposta, tive que ir com elas a um bar e aí que tudo começou... (Stephany)
Se não tivesse ido, talvez tivesse matado do mesmo jeito. franze a testa Que aposta? (Mel)
Não costumo sair muito de casa. (Stephany)
Sobre aquele negócio de descrição de "homem perfeito", o que você disse? (Mel)
Tenho que falar? (Stephany)
Disse que comentaram que queria vampir, talvez só tenha ouvido isso. Por que disseram isso? (Mel)
Veja o medo no olhar, seja selvagem... Era só uma brincadeira, queria assustar elas. Não era pra ninguém ter ouvido. (Stephany)
Angely e Edmont descem a escada. Edmont está sem camisa. Stephany olha para o chão.
Brad que trouxe. (Edmont)
É, Stephany. Não vai acreditar, é Andrews. (Mel)
Angely olha para Stephany. Olha para Edmont, sinaliza a própria camiseta. Edmont sobe.
Não tem mesmo idéia de onde possa estar? (Mel)
Não. (Stephany)
Gente, eu tive uma idéia. (Edmont)
Fala. (Mel)
Não sei se vai aceitar, mas... Se Andrews está trás de você... (Edmont)
Nem termina! (Mel)
Percebeu o que tá sugerindo??? (Angely)
Tá, esquece, foi uma idéia idiota. (Edmont)
Me usar de isca? (Stephany)
Não vamos querer arriscar sua vida. (Angely)
Por que não? (Stephany)
Angely, Edmont e Mel olham para Stephany.
Isso não faz sentido. (Mel)
Ele está trás de mim, o que eu tenho a perder? (Stephany)
Que tal sua vida? Nem pensar. (Angely)
Vou perder a vida se ele me pegar. (Stephany)
Não tenha tanta certeza. (Kat)
Outro sonho? (Angely)
Andrews sabia que Kat estava vendo e ouvindo enquanto falava. (Derik)
Estava conversando comigo enquanto eu observava. (Kat)
Como podia saber? (Edmont)
Não sei. Foi estranho. (Kat)
Andrews na cama. Abre os olhos. Sorri.
Não adianta tentar isto, menina. Não vão conseguir me matar. Vou chegar ao meu objetivo, independente de quantos obstáculos tenha que derrubar. Depois que eu pegar ela, pego você. Só quando não conseguir acordar vai perceber que desta vez não é um de seus sonhos. Só aí vai ver que é realmente você a vítima. Sabe o que vou fazer? (Andrews)
Kat se apoia no sofá. Derik ajuda a se sentar.
E daí? (Edmont)
Não consigo me lembrar do resto. (Kat)
Andrews sabe quem somos. (Angely)
Temos que agir de uma forma que nunca agiríamos. (Mel)
Com licença... Vocês disseram que nunca me usariam como isca. (Stephany)
Não mesmo! (Angely)
Talvez devêssemos. (Edmont)
De jeito nenhum! (Angely)
Angely, que vale não nos ajudar se está correndo risco aqui? (Mel)
Não vai embarcar nessa loucura, vai??? (Angely)
Angely olha para Stephany. Stephany olha para Angely. Baixa a cabeça. Volta a olhar. Angely se senta no sofá. Olha para Edmont. Então para Mel.
Façam o que quiserem. Não vou ajudar vocês nesse plano suicida. (Angely)
Angely se levanta. Sai da sala.
Bom, o que faremos afinal? (Derik)
Como Mel já tinha dito, tem que ser de dia. (Edmont)
Só o sol mata um vampiro? (Stephany)
Só o sol mata nesse caso. (Kat)
Por que? (Stephany)
É quem começou tudo. (Mel)
Stephany baixa a cabeça. Se senta no sofá. Passa os braços na frente do corpo.
Ainda quer fazer isso? (Edmont)
Eu tenho que fazer isso. (Stephany)
Não estamos te obrigando a nada. (Mel)
Mas eu estou. (Stephany)
Que vamos fazer? (Kat)
Primeiro teremos que atrair Andrews. (Derik)
Isso é óbvio, o problema é "como?"! (Kat)
Então pergunta direito. (Derik)
Alguém tem alguma sugestão? (Mel)
Mel olha para Kat. Para Derik. Para Edmont.
Nem uma ideiazinha? Pode ser sem sentido, a gente refina. (Mel)
Vou voltar pra casa. (Stephany)
Não acha seguro aqui? (Edmont)
Esse é o centro da questão: é seguro aqui. Enquanto estiver aqui, Andrews não virá atrás. (Mel)
Calma, a gente vai levar Stephany em casa e esperar que apareça?! Angely tinha razão, isso é suicídio! (Derik)
Não podemos deixar Stephany ir enquanto não pegarmos Andrews! (Kat)
Mas não pegarão ele enquanto não me deixarem ir. (Stephany)
Stephany levanta. Olha para Edmont.
Onde você vai ficar? (Edmont)
Toca o telefone.
Alô? ### Brad... ### Aqui do meu lado. ### Tá bem, sim. ### Tá, já estamos indo. (Mel)
Mel desliga o telefone.
Querem que você vá à delegacia. (Mel)
Será que acharam Samanta? (Stephany)
Delegacia.
Você tem que vir comigo. (Brad)
Pra que? (Edmont)
Arranjem um advogado pra ela. (Brad)
Pra que? (Stephany)
Sei que você talvez seja uma futura vítima, que não matou suas amigas... (Brad)
Stephany balança a cabeça para os lados.
Ah, meu Deus... (Stephany)
Não vou deixar vocês prenderem Stephany! (Edmont)
Sei que é inocente, mas não tenho testemunhas. (Brad)
Acha mesmo que eu vou deixar isso assim?! Trago, vocês jogam numa cela e eu vou feliz pra casa?! (Edmont)
Eu vou ajudar no que puder, mas não é ameaçando que você vai ajudar. (Brad)
Volta pra sua casa. (Stephany)
Que??? (Edmont)
Andrews não tem como me pegar aqui. Não vai entrar em uma delegacia no meio da cidade, matar todo mundo e me levar embora. Volta e tenta pegar ele. Por favor. (Stephany)
Edmont encara Stephany. Balança a cabeça para os lados. Sai.
Uma sala na delegacia.
Quando Lívia morreu, estava com suas amigas? (Roger)
O nome da Lili era Lívia? (Stephany)
Roger encara Stephany.
Estava. (Stephany)
Quer dizer que suas únicas álibis estão mortas? (Roger)
É, mas... (Stephany)
E Jennifer? (Roger)
Estava com Amanda e Samanta. (Stephany)
Engraçado. De novo suas testemunhas não estão mais entre nós. E quando Amanda morreu? (Roger)
Senhor, eu juro... (Stephany)
Bom, de Samanta não precisamos perguntar. Saiu daqui com ela, só vocês duas, segundo o detetive Andrews. (Roger)
Andrews? (Stephany)
É meu sobrenome. (Brad)
Stephany olha para Brad e arregala os olhos. Olha para Roger.
Vão me prender? (Stephany)
Só terminar o interrogatório... (Roger)
Não vou responder mais nada. (Stephany)
Stephany... (Brad)
Não. (Stephany)
Ela é inocente, senhor, só não tem como provar... (Brad)
Pode me algemar. (Stephany)
Menina, desacato a autoridade... (Roger)
Tá desrespeitando minha inteligência. (Stephany)
Isso vai ser pior pra você. (Roger)
Pior que já tá? Impossível. (Stephany)
Stephany, pensa bem... (Roger)
Eu já disse que não respondo mais droga nenhuma. (Stephany)
Noite. Stephany está em uma cela. Vem alguém da polícia trazendo outra pessoa. Abre a cela. Empurra a pessoa. Tranca. Vai embora.
E aí, que andou aprontando? (Dalila)
Sou inocente. (Stephany)
Quando chega, todo mundo é. (Dalila)
Qual seu nome? (Stephany)
Dalila. Andei roubando aqui, atirando ali, falsificando acolá... Tô aqui só até me transferirem. E você? (Dalila)
Stephany. Acham que matei minhas amigas. (Stephany)
Quantas? (Dalila)
Quatro. (Stephany)
Matar eu nunca matei, não... (Dalila)
Eu não matei elas! (Stephany)
Pessoas em outras celas olham para Stephany.
Tá querendo fama? (Dalila)
Stephany olha pros lados. Se senta no chão, apoiando os cotovelos nos joelhos e a cabeça nas mãos.
Que besteira... (Stephany)
É, agora não adianta arrepender. (Dalila)
Eu já disse que não... (Stephany)
Olha para Dalila. Dalila cruza os braços.
Esquece. (Stephany)
E seus pais? (Dalila)
Sou órfã. (Stephany)
Com essa cara de riquinha? (Dalila)
Eu tenho... Tinha emprego. (Stephany)
E pra onde vai quando sair? Casa de namorado? (Dalila)
Não sei. (Stephany)
Tem uma vaga na minha cama! (Lauro)
Cala a boca! Você fede... (Stephany)
Acha que vai ficar cheirando a perfume aqui dentro??? (Lauro)
Tô falando da sua alma putrefata! (Stephany)
Dalila ri.
MEAK.
Então? (Kat)
Ficou lá. (Edmont)
Pra que? (Derik)
Edmont se senta no sofá.
Acham que Stephany quem matou as pessoas. (Edmont)
Cadê Mel? (Angely)
Saiu pra ir atrás de Andrews. (Kat)
Sem ninguém?! (Angely)
Eu tinha ido na delegacia. (Edmont)
Delegacia?! (Angely)
Stephany tá na cadeia. Acham que matou as pessoas. (Edmont)
Legal. Durmo e já virou tudo de ponta cabeça. (Angely)
Não exagera, a Stephany não foi culpa nossa e a Mel tem vinte e sete anos, esqueceu? (Derik)
Vocês é que esqueceram da ótima pontaria de Mel! (Angely)
Edmont olha para Angely. Então para Kat.
Tem sonífero aí? (Kat)
Sonífero? (Derik)
Se tiver algum problema, só vou descobrir dormindo. (Kat)
Edmont vai até a cozinha. Abre o armário. Mexe nas coisas. Pega um vidro. Volta para a sala.
Só dessa vez, não é pra ficar tomando sonífero a torto e direito, tá? (Edmont)
Tá... (Kat)
Kat vai na direção de Edmont. Estende a mão para pegar o vidro. Edmont levanta o vidro no alto.
Vai pegar um copo d’água, Angely. (Edmont)
Kat senta no sofá, bufa. Angely vai até a cozinha. Volta com um copo d’água. Edmont tira um comprimido do virdro e entrega a Kat.
Um só? (Kat)
Não tem tomado nada pra dormir, tem, Kat? (Derik)
Por que tá perguntando? (Kat)
Isso não é recomendável. (Angely)
Posso dormir no quarto de Mel? (Kat)
Pode. (Edmont)
Kat coloca o comprimido na boca. Angely estende o copo de água para Kat, mas Kat passa reto e sobe a escada. Derik olha para Angely, para Edmont e segue Kat.
Que acha? (Angely)
Não sei. (Edmont)
Pode fazer muito mal pra Kat usar remédio sem ser receitado. (Angely)
É uma pessoa sensata, não faria isso. (Edmont)
No quarto de Mel, Derik entra. Kat já está na cama, dormindo. Derik franze a testa. Volta para a sala.
Acho que foi meio rápido o efeito. (Derik)
Um barulho. Sobem a escada correndo. Kat está no chão, de joelhos, com as mãos no chão. Arranha o chão. Tenta se levantar. Cai, com o rosto e o corpo todo no chão. Derik trava. Olha para Edmont e Angely. Kat treme.
Me ajudem... Por favor... Eu não consigo... Proteje Stephany... (Kat)
Kat para de se mexer. Derik abaixa perto. Passa na mão nos cabelos. Edmont pega Kat no colo e coloca na cama. Verifica o pulso. Se afasta. Olha para Angely. Derik se aproxima e passa a mão no rosto de Katerine.
Por que ainda tá dormindo?? Devia ter acordado... Não devia?! Sempre acorda... (Derik)
Talvez por que a pessoa ainda está presa. (Edmont)
Será que é Mel? (Angely)
Algum tempo, algum lugar
Óbvio que era Mel. Quem mais saberia que Kat poderia estar olhando? (Xien)
Tenho que admitir, essa parte deu arrepio até em mim. (Uehfo)
Essa criatura aí tinha que aparecer agora? Não podia ter, sei lá, esperado mais uma geração? (Xien)
Podia. Podia ter sido uma antes. Muitas antes. Mas foi nesse momento. (Uehfo)
Não pode nem me contar se matamos? (Xien)
Não gostou muito de Andrews, né? (Uehfo)
Não sei porque, não. Pera, falou que sentiu arrepios, você sabe o resto então?! (Xien)
Uehfo desaparece.

Resumo do Capítulo

Dilan acorda Andrews por acidente, um vampiro que dormia há 500 anos. Andrews diz que desistiu de ajudar os humanos, por ter permanecido sob a terra. Após alguns dias, Dilan leva Andrews para o Brasil. Mel, Edmont, Angely e Kat discutem sobre o fim da banda, que apenas Katerine quer continuar. Quando os outros saem do bar, Edmont vê os dois vampiros entrarem, e passa a segui-los. Andrews se lembra de quando se tornou vampiro: ele não fora transformado por outro vampiro, e sim por uma entidade desconhecida, que lhe disse que transformasse outros. Edmont ataca Andrews. Se surpreende ao descobrir que a estaca não mataria. No hotel, Andrews se lembra de quando se arrependeu e passou seus descendentes, após outra entidade aconselhar a ensinar a humanos a caçar. E de quando suas cinco crias diretas, Argo, Rust, Virgine, Kassandra e Dilan, decidiram usar o feitiço para enterrar Andrews. Junto com isso, Kat vê em sonho a cena em que Edmont e Andrews lutavam. Mel recebe informação de onde estão por informante. Andrews visita quatro de suas cinco crias em uma reunião. Virgine ainda odeia Andrews, Argo se controla, Dilan e Kassandra não se importam. Em um bar, Andrews conhece Stephany, que está com amigas. Mel, Edmont, Kat e Angely vão fazer os shows finais. Enquanto isso, Andrews mata as amigas de Stephany. A última, Samanta, se entrega, e Stephany acha que era aliada de Andrews. Brad (policial) pede ajuda de Mel para proteger Stephany. Mas Stephany tem que voltar a delegacia, pois se tornará suspeita e é presa. Quando Edmont volta para casa, descobre que Mel houvera saído. Em sonho, Kat reproduz falas de alguém que pede para que Stephany seja protegida.

Dara Keon