Honestidade Perigosa
MEAK
A15

Honestidade Perigosa ler resumo

Tarde. Aeroporto.
Não sei por que viemos buscar ela. (Brad)
Ela me ajudou. (Talita)
Te ajudou... (Brad)
Por favor, não faz isso... Sabe que ela não teve culpa! (Talita)
Daqui a dez anos vai vir buscar Manuel também? (Brad)
Ela passou muito tempo naquela ilha. (Talita)
Muito tempo??? Deveria apodrecer o resto da vida lá! (Brad)
Se não fosse ela, eu ainda estaria sem memória, presa pelo Manuel. E sabe-se lá mais o que. (Talita)
Se não fosse ela, você estaria em casa e teria tido uma vida normal. (Brad)
E você ainda seria um mauricinho, torrando o dinheiro do pai, ao invés de ter virado policial. (Talita)
Íris chega, Brad encara. Carro. Íris olha para o retrovisor central.
É, parece que ela dormiu. (Íris)
Você só se livrou dessa por que é uma ótima advogada. Faça mais uma gracinha dessas e nada vai me impedir de ir atrás de você e devolver você naquela ilha pro resto da sua vida. (Brad)
Tá. (Íris)
Dia seguinte. Íris entra em um escritório. Lokslay faz sinal para se sente. Íris puxa a cadeira e se senta.
Então, saiu da prisão à pouco tempo? (Lokslay)
Sim, senhor, mas... (Íris)
Podemos dar um jeito nisso. Ninguém vai descobrir. (Lokslay)
Como assim? (Íris)
Cometeu um erro. Todos cometemos erros. Foi solta por bom comportamento e a garota nem lembra disso direito. Até foi te buscar no aeroporto. (Lokslay)
Como sabe? (Íris)
Estávamos de olho em você. Soube se defender muito bem. (Lokslay)
Me corrija se eu estiver errada, mas acho que fui presa. (Íris)
Não havia como não ser. Estou falando do segundo julgamento. Mesmo estando completamente envolvida, conseguiu ser uma advogada fria. Frieza á a coisa mais importante num tribunal. (Lokslay)
Isso quer dizer que estou contratada? (Íris)
Isso quer dizer que já estava contratada. Só que ainda não sabia. (Lokslay)
Senhor, mandou me chamar? (Carl)
Leve a srta. Íris à sala de Rômulo. Diga que mandei levar ela junto ao julgamento e depois ocupara o lugar da nossa recente... Demissão. (Lokslay)
Íris se levanta, aperta a mão de Lokslay. Sai, acompanhando Carl. Chega a uma sala. Uma cadeira virada para a janela. Carl dá dois toques na porta e sai, em passo rápido. Íris olha para Carl e franze a testa.
Mais um iniciante? (Rômulo)
Como sabe? (Íris)
Rômulo se vira. Encara Íris.
Ele sempre manda os iniciantes pra mim. Sente-se. (Rômulo)
Esse julgamento que ele falou... (Íris)
Íris se senta.
Já está ganho. (Rômulo)
Como sabe? (Íris)
Nessa empresa ninguém perde um caso. Se perder, não perde duas vezes. (Rômulo)
É, seu chefe disse que ia tomar o lugar de alguém que tinha sido demitido. (Íris)
O que fez pra impressionar o cara? Soltou algum assassino? (Rômulo)
Não, foi um caso de um mulher que fugiu com uma menor. Até tinha assassinato, mas essa não era a parte grave. (Íris)
Do jeito que fala friamente, parece que já matou alguém. (Rômulo)
Rômulo ri.
Tribunal.
Vamos dar continuidade ao julgamento. Defesa... (Dora)
A acusação chama a testemunha Clarice Fernand. (Israel)
Já ganhamos. (Rômulo)
Clarice entra no tribunal. Íris, com o corpo solto na cadeira, se ajeita. Clarice está com uma bolsa de mão e luvas. Rômulo franze a testa. Clarice se senta na cadeira de testemunha.
Só um instantinho. (Clarice)
Clarice levanta e vai até Rômulo.
Olha, não queria ofender, mas devia ter pensado um pouco antes de fazer isso. coloca a bolsa sobre a mesa Ninguém me compra. (Clarice)
Meritíssima, ela está... (Rômulo)
Ah, não quer de volta? Tudo bem. (Clarice)
Clarice pega a bolsa. Vai até Dora e coloca na frente, na mesa de juiz.
Eu tive o cuidado de não deixar minhas impressões digitais. Depois pode mandar pra um laboratório e ver que esteve nas mãos do advogado ali. (Clarice)
Clarice volta a seu lugar.
Eu posso fazer uma declaração antes das perguntas? É que não sei se vão perguntar tudo o que eu preciso dizer e eu tenho certeza que, depois disso que acabei de fazer, vou estar morta daqui há alguns dias. (Clarice)
Dora arqueia as sobrancelhas.
Foi ameaçada? (Dora)
E precisa? (Clarice)
Três horas depois.
Recesso. A sentença será dada às três da tarde de hoje. (juiz)
Clarice sai da sala. Íris vai atrás. Clarice sai do tribunal. Sobe em uma moto. Coloca capacete.
Clarice! (Íris)
Clarice baixa os ombros. Abre o capacete. Vira para Íris.
Não vou sair com você. (Clarice)
E quem te disse que é isso que eu quero? (Íris)
Por favor, eu percebo quando estou sendo olhada. Ainda mais quando é alguém tão discreto! (Clarice)
Tá, eu olhei. Mas não é por isso que vim atrás de você. (Íris)
Seja o que for, eu tenho que ir. Não terminei de arrumar minha mudança ainda. (Clarice)
Mudança?! (Íris)
Não sou burra de ser testemunha de assassinato e continuar no país. (Clarice)
Clarice fecha o capacete e sai com a moto.
Pena que eu tenho que ir. Até que ela era... (Clarice)
Clarice olha no retrovisor. Rômulo chega perto de Íris.
Velho, depois dizem que ser bi é o dobro de opções! É o dobro de encrencas! Dedo pobre do caralho... (Clarice)
17h. Íris toca uma campainha.
Tá aberta! (Clarice)
Íris entra. Ninguém. Espera um pouco. Vai até a cozinha. Segura o braço de Clarice, que vinha com uma frigideira. Clarice solta o próprio braço. Joga a frigideira na pia. Abre a gaveta. Íris fica olhando, com a boca entre-aberta e as sobrancelhas franzidas. Clarice pega uma faca. Íris desfranze as sobrancelhas, dá mais um passo pra trás, levanta as duas mãos espalmadas na frente do corpo.
Não vai conseguir tão fácil. (Clarice)
Do que tá falando? (Íris)
Acha que me engana? Te vi falando com o júnior. (Clarice)
Júnior?! (Íris)
Sabe muito bem de quem estou falando. Não tem cara de assassina, sabia? (Clarice)
Talvez por que eu não seja uma!!! (Íris)
Então tá devendo algo a eles? (Clarice)
Sou advogada... Pode largar essa faca? (Íris)
Eles não mandam advogados pra fazer o serviço... (Clarice)
Íris tira a faca da mão de Clarice. Encosta Clarice na parede, com a faca no pescoço.
Se quisesse te matar, faria isso agora. Não foi isso que vim fazer aqui. (Íris)
Íris solta Clarice. Bota a faca na pia. Clarice encara Íris.
Pratica nas horas vagas? (Clarice)
Morar numa cadeia te força a aprender alguma coisa. (Íris)
Está atrás de mim por que eles te soltaram? (Clarice)
Íris olha para o teto. Bufa. Olha pra Clarice.
Não vim aqui pra te matar. (Íris)
Já sei, foram eles que te colocaram na cadeia! (Clarice)
Eles me contrataram pra trabalhar pra empresa. (Íris)
Quanto tempo faz? (Clarice)
Hoje. Eu fui com Rômulo assistir o julgamento... Aliás, quem é júnior? (Íris)
Não sabe que Rômulo é filho de Lokslay? (Clarice)
Não, não sabia. (Íris)
Provavelmente terá outro colega amanhã. Contratam outro quando um comete um erro. (Clarice)
É, me falaram que alguém tinha sido demitido... (Íris)
Demitido? Do que, da vida? (Clarice)
Íris franze a testa.
Como assim? (Íris)
Inocência sua, né? Acha mesmo que, a essa hora, esse tal tá mesmo na agência de empregos? (Clarice)
Que tá querendo dizer? (Íris)
Deve estar pedindo emprego pra São Pedro a essa hora. Ou pro capeta. (Clarice)
Como pode ter certeza? (Íris)
Clarice baixa a cabeça.
Por que eu já vi acontecer. (Clarice)
Quem era? (Íris)
Não importa. Então, o que veio fazer aqui afinal? (Clarice)
Clarice arregala os olhos.
Você acha mesmo que está correndo perigo de vida? (Íris)
Fui idiota de achar que mandariam você. (Clarice)
Íris se vira. Vê uma criatura. Grande. Quase não cabe na cozinha.
De onde saiu isso??? (Íris)
Não sei, mas acho que não veio jogar cartas. (Clarice)
Corre. (Íris)
Isso te engole com uma mordida! (Clarice)
Eu vou depois que estiver segura. (Íris)
Clarice vai para a área de serviço. Mais uma criatura, na frente da sacada.
Tenho uma má notícia! (Clarice)
Uma flecha atravessa a criatura. Grita. Vira-se. Tenta bater em Mel, mas Mel corta a cabeça com uma espada. A outra criatura entra na área de serviço. Dara vem atrás e corta a cabeça com um machado. Íris vem, mancando. Mel vai para a cozinha. Dara segue. Volta.
Tão esperando chegar mais??? (Dara)
Clarice e Íris se entreolham. Seguem Dara. Entram no elevador. Este abre, Dara vai sair, Mel segura. Do lado de fora do elevador, Nadine olha para o machado de Dara e a espada de Mel.
Tá cheio, eu vou no próximo. (Nadine)
Tem espaço... (Íris)
Clarice encara Íris e aperta o botão de fechar o elevador. Fecha. Abre no térreo. Descem. Saem do prédio. Chegam ao carro. Kat vai para o banco do carona. Mel entrega a espada para Dara. Entra no banco do motorista. Dara abre o porta malas e coloca as armas. Entrega a chave para Mel e entra no banco do passageiro. Suspira fundo. Abre a porta. Íris e Clarice se entreolham. Entram.
Todo mundo inteiro? (Kat)
Acho que sim... (Íris)
Melhor não voltarem pra cá. Alguém sabe que você veio atrás de Clarice? (Mel)
Acho que não. (Íris)
Você vem com a gente. (Dara)
Pra onde? (Clarice)
Olha, não é que fala? (Dara)
Pra nossa casa, é claro. (Mel)
Não conheço você? (Clarice)
Vamos logo, antes que descubram que não morreu. (Kat)
Entram em uma casa.
Essa não é a casa de vocês. (Íris)
É, desde que a nossa explodiu. (Mel)
Mel... Onde foram? Liguei pra casa de Kat o dia inteiro... (Angely)
Clarice olha para Angely. Angely está sem camisa.
Sabia que conhecia vocês de algum lugar. (Clarice)
Fugiu da prisão? (Kat)
Houve um novo julgamento e eu sai. (Íris)
Isso é fácil, você é advogada. (Clarice)
Tem quantos quartos na casa? (Mel)
Sobrando temos um. (Angely)
Não sabe quantos quartos tem a sua casa? (Clarice)
Angely quem achou essa casa e nos mudamos hoje. Na verdade, Angely cuidou da mudança, eu fui salvar a pele de vocês. (Mel)
Vou levar Kat pra casa. Clarice e Íris ficam, certo? (Dara)
Ei, eu estou aqui e tenho opinião própria! (Clarice)
Você é suicida por acaso? (Kat)
Eu vou me mudar. Não vão me encontrar. (Clarice)
Só não vão te encontrar se você entrar no computador global e deletar sua identidade. Mas antes você teria que vender todos os seus bens e tirar todo o dinheiro do banco. (Mel)
Só temos um quarto sobrando. (Angely)
Você já disse isso. (Dara)
Só Clarice vai ficar aqui, Angely. (Kat)
Íris fugiu com Clarice, certo? (Angely)
Mas ninguém sabe. (Íris)
Quem está atrás de Clarice? (Angely)
As pessoas da empresa onde trabalho. (Íris)
Mel, Kat e Dara encaram Íris. Angely dá uma meia risada.
Eu não disse que sou eu. (Íris)
Então ficam aqui no mesmo quarto? (Mel)
Eu durmo na sala. (Íris)
Acha que eu vou te atacar de noite por acaso??? (Clarice)
Não é isso! Era você quem tava dizendo que eu tava te cantando! (Íris)
É sim. Você vai dormir no quarto comigo e vai ficar escutando eu roncar! Só de raiva! (Clarice)
Clarice sai. Angely segue.
Eu só queria ser legal. (Íris)
Acho que deve estar com medo por causa das coisas que apareceram. (Mel)
Ah... (Íris)
Cozinha.
Íris não quis dizer que... (Angely)
Ela só não quer estar lá quando eles me pegarem dentro do quarto... Já bastou aquelas coisas no meu apartamento. (Clarice)
Ninguém vai te deixar pra virar janta. (Angely)
Vão esperar vocês dormirem. (Clarice)
Se quiser posso passar a noite com você, se sentir mais segurança. (Angely)
Cadê seu irmão? (Clarice)
Ah? (Angely)
Seu irmão... Edmont. (Clarice)
Por que está perguntando? (Angely)
Eu já vi a Katerine, a Melody, você... Mas ele... (Clarice)
Saiu de casa. Foi pouco antes da explosão. (Angely)
E foi pra onde? (Clarice)
Angely coloca a mão na boca de estômago, arregala os olhos e cai.
Ah, meu Deus... Que foi??? (Clarice)
Nada... (Angely)
Angely se encolhe no chão, aperta os olhos.
Melody! Katerine! Angely tá passando mal! (Clarice)
Em outro lugar, Edmont está com uma estaca do estômago. Sorri. Olha para Cristóvão. Dá-lhe um chute, acertando contra a parede. Angely se levanta, ainda com a mão no estômago, apoiando em Mel. Edmont dá um chute leve em Cristóvão, que não acorda. Arranca a estaca do estômago. Grita. Angely também. Angely desmaia. Mel pega no colo e leva para a sala. Coloca no sofá.
Angely... Acorda! (Kat)
Que aconteceu com ele??? (Clarice)
Nada. Vou deixar no quarto, melhor. (Mel)
Mel pega Angely no colo novamente e vai para o quarto. Coloca na cama. Passa a mão na cabeça.
Isso já aconteceu outras vezes? (Íris)
Já, tem um problema desde que acertaram no estômago. Passou alguns dias no hospital. (Mel)
Então não é melhor levarmos ele pro... (Íris)
Não, vai ficar bem. (Mel)
Dia seguinte. Angely acorda. Vai até a cozinha. Mel, Clarice e Íris estão a mesa.
Já está melhor? (Mel)
Sim. Cadê Dara? (Angely)
Foi pra casa. E Kat também. (Mel)
E se eles vierem aqui? (Clarice)
Do que tá falando? (Íris)
Vocês não vão poder impedir, vão? (Clarice)
Temos armas aqui. (Mel)
Como vão proteger ela? (Íris)
Silêncio.
Vão mandar a empresa pelos ares por acaso? (Íris)
Acho que não é algo muito recomendável. (Angely)
Será que eles me acham na África? (Clarice)
Já entendi, temos que pensar no que vamos fazer. (Mel)
Podíamos fazer uma troca. (Angely)
Trocar o que? (Íris)
Sei lá, algo que queiram mais. (Angely)
Em um porto, Rômulo está em uma cadeira perto do mar, com correntes pelo corpo, prendendo a cadeira.
Acho que me decepcionou. (Lokslay)
Não sabia que aquela vadia ia fazer isso! (Rômulo)
Nós temos uma política na empresa... (Lokslay)
Sou seu filho! (Rômulo)
Não misturo negócios com família. (Lokslay)
Não pode fazer isso comigo! (Rômulo)
Seu pai vai lamentar sua morte. Mas o dono da empresa não pode deixar isso impune. Vou te dar um último pedido, como gratificação por ter nos servido por sete anos. (Lokslay)
Deixe minha filha viva... (Rômulo)
Pode ser. Sua mulher, infelizmente, sabe demais. (Lokslay)
Rômulo arregala os olhos. Lokslay chuta a cadeira, que cai no mar.
Lokslay entra em sua sala. Carl estava limpando a mesa. Para e endireita o corpo.
Bom, parece que temos duas vagas aqui. (Lokslay)
Fez isso mesmo, senhor? (Carl)
Ele deveria ter investigado o passado dela. (Lokslay)
Mas ele era seu filho... (Carl)
Pois é. Além de tudo, me desapontou sendo meu filho. Nunca faça uma besteira, Carl. (Lokslay)
Nova MEAK. Mel para a furadeira. Íris levanta uma prateleira com mãos francesas. Angely aparafusa.
Por que não pagou alguém pra fazer isso? (Íris)
Não precisava. (Angely)
Alguém em casa? (Denise)
Não devia ter comprado uma casa perto da casa de Denise. (Mel)
Denise entra na cozinha.
Olha, a porta tava aberta... (Denise)
Denise olha Angely de cima a baixo. Angely fica sem graça e sai.
Oi... (Íris)
Denise. (Denise)
Íris. (Íris)
Querem ajuda? (Denise)
E você consegue carregar alguma coisa? (Mel)
Posso ajudar em coisas pequenas. (Denise)
Não precisamos... (Angely)
Segura a prateleira pra mim? É levinha. (Íris)
Claro. (Denise)
Mel revira os olhos e sai.
Íris, eu... (Clarice)
Clarice olha pra Denise.
Sim? (Íris)
Nada. (Clarice)
Clarice sai pro jardim.
Sua namorada? (Denise)
Como todo mundo sabe que eu... (Íris)
Não pareceu que ia elogiar minha roupa quando me olhou. (Denise)
Não tenho namorada. (Íris)
Não? (Denise)
Mel e Angely estão no quarto de Angely.
Eu sei, mas não era pra mim que você devia falar isso tudo! (Mel)
Não gosta de mim, gosta de Edmont. (Angely)
Não é mais a mesma pessoa. (Mel)
Eu sei, mas... (Angely)
E se o que sentiu por Edmont foi atração física? E se for você que ama? (Mel)
E se for o contrário? (Angely)
Impossível. (Mel)
De onde conhecem Íris? (Clarice)
É uma longa história. Droga... (Mel)
Que foi? (Angely)
Entrevista de emprego, passou do horário. (Mel)
Toca um telefone perto.
De quem é isso? (Angely)
Atende. (Mel)
Angely pega o telefone.
Alô? mudo Quem tá falando? (Angely)
Isso deve ser da Íris. (Clarice)
Tem algum Íris Skawænthy aí? (pessoa)
Chama Íris lá. (Angely)
Clarice vai até a cozinha. Denise e Íris estão se beijando. Íris para e afasta Denise.
Desculpe, é que seu telefone tocou. (Clarice)
Eu... (Íris)
Tá lá com o Angely. (Clarice)
Clarice sai.
Achei que ela não fosse sua namorada. (Denise)
Olha, esquece isso, tá? (Íris)
Ela? (Denise)
Não!... O que aconteceu... (Íris)
Íris sai.
Que pena. (Denise)
Jardim.
Sim, sou eu. ### Aonde? ### Como vou saber se posso acreditar em você? ### Tá. ### Estarei... desligam do outro lado Que falta de educação! (Íris)
Da empresa? (Mel)
Mais ou menos. (Íris)
"Mais ou menos"? A pessoa estava com um pé dentro do prédio e outro fora? (Mel)
Ele pertence à empresa, diz que está querendo falar comigo, que estou correndo perigo. (Íris)
E precisava dizer? Peraí, você não vai, vai? (Mel)
Qual o problema? (Íris)
Você é assim mesmo ou só finge bem? Angely... Angely?! (Mel)
Ah? (Angely)
Legal, ainda bem que tá prestando atenção! (Mel)
Angely baixa a cabeça.
Desculpe. (Angely)
Temos um problema aqui, sabia? (Mel)
Angely levanta a cabeça. Olha nos olhos de Mel. Seus os olhos mudam de cor pra cinza.
Resolve, não é a pessoa mais velha e mais esperta aqui? (Angely)
Angely sai. Mel franze a testa.
Nossa, ele costuma agir assim, do nada? (Íris)
Mel olha para o horizonte. Íris vai atrás de Angely. Chega na cozinha, Angely e Clarice estão se beijando. Sai. Clarice empurra Angely.
Por que fez isso?! (Clarice)
Íris volta e encara Angely.
Achei que queria. Do jeito que me olhou quando chegou. (Angely)
Angely sai.
Tenho certeza que os olhos dele são azuis! (Clarice)
Como assim?! (Íris)
Quem tem olhos cinzas é o Edmont! Tava com olhos cinzas! (Clarice)
Hotel. Edmont e Beatrice estão na cama. Edmont passa a mão no rosto de Beatrice. Beatrice abre os olhos. Olha os olhos. Estão azuis.
Tem algo errado nos seus olhos. (Beatrice)
Edmont beija Beatrice. Beatrice se senta. Edmont abraça Beatrice.
MEAK. Cozinha.
Ele tava tentando me agarrar aqui na cozinha, você veio aqui, viu, e não fez nada??? (Clarice)
Eu achei que... (Íris)
Achou o que? Que sou igual àquela coisa com quem você tava se atracando aqui??? (Clarice)
Olha, aquilo não foi nada! (Íris)
É? Não parecia! (Clarice)
Nem sei por que tô te dando satisfações, já me enrasquei por sua causa! Que você tem contra eu beijar ela??? Se eu quiser ir pra cama com ela, eu vou! (Íris)
Então vai mesmo! Tomara que pegue uma doença dessa... (Clarice)
Mel chega à cozinha.
Por que tão brigando? (Mel)
Não estamos brigando. (Íris)
Não, talvez disputando quem grita mais alto. (Mel)
Desculpe, sei que não tô na minha casa... (Íris)
Sabe, é? Não parece, fica agarrando qualquer uma no meio da cozinha! (Clarice)
Então é isso? Tá com ciúmes? (Mel)
Eu tô brava por que ela nem fez nada quando Angely... (Clarice)
Clarice se cala.
Angely fez o que? (Mel)
Íris e Clarice se entreolham.
Falem de uma vez! (Mel)
Ele beijou ela. (Íris)
Clarice sai da cozinha.
Eu bem que notei uma diferença nos olhos... (Mel)
Melhor resolvermos logo o problema dela. (Íris)
Que problema? (Mel)
A empresa. (Íris)
Ah, eu tive uma idéia. Posso ir lá, fingindo que quero emprego. (Mel)
Noite. Psique está saindo do hospital. Alguém segue. Psique chega em casa. Vai até a cozinha. Quem seguiu observa da janela.
Nem pra ligar pra mim... Que droga. (Psique)
Toca a campainha. Psique volta para a sala. Abre a porta.
Não era seu irmão que tinha olhos... (Psique)
Deve estar confundindo. (Angely)
Me seguiu até aqui? (Psique)
Michael e você têm um casamento? (Angely)
Sim, como sabe? (Psique)
Chutei. Me deram o endereço e... (Angely)
Ele foi viajar. (Psique)
É? (Angely)
Angely entra.
Tá duvidando? (Psique)
E se eu estivesse? (Angely)
Por que eu mentiria? (Psique)
Angely fecha a porta.
Volta hoje? (Angely)
Semana que vem. (Psique)
Angely dá um sorriso. Puxa Psique pra junto de si e beija. Psique corresponde. Mas depois empurra.
Que pensa que tá fazendo??? Não traio meu marido! (Psique)
Nem por mim? (Angely)
Você acha que só por que... (Psique)
Não, não é por que sou artista. É por que eu quero você muito mais do que qualquer um poderia querer. (Angely)
Sai daqui! (Psique)
Psique abre a porta e Angely fecha. Vai até o quarto. Psique segue.
Eu vou gritar! (Psique)
Angely joga Psique na cama.
Eu sei. (Angely)
Angely beija Psique. Psique corresponde. Então agarra em Angely com os braços e as pernas.
MEAK. Sala. Clarice e Íris estão nos sofás, de braços cruzados, olhando pro chão.
Estão agindo como crianças! (Mel)
Ela é que... (Clarice)
Olha, eu vou sair, ver se consigo descobrir algo. Quando eu voltar, espero que isso esteja resolvido. Entenderam? silêncio Entenderam? (Mel)
Sim. (Íris)
Tá. (Clarice)
Mel sai.
Casa de Psique. Psique está na cama. As pernas estão dobradas, os braços abraçam as pernas.
Que foi que eu fiz?... (Psique)
Psique levanta. Senta-se de volta na cama, por um puxão.
Agora você tá comigo. (Edmont)
Edmont abraça Psique por trás. Beija-lhe o pescoço.
Por que tá fazendo isso, Edmont? (Psique)
Por que eu quero. (Edmont)
MEAK.
Sua irmã saiu. (Íris)
Ah... (Angely)
Agora tá azul... (Clarice)
Do que está falando? (Angely)
Seus olhos. Estava agindo estranho quando saiu... (Íris)
É? (Angely)
Não lembra? (Clarice)
Eu sei que tava aqui no jardim e, no momento seguinte, estava com Beatrice... (Angely)
E essa é quem? (Íris)
Onde foi Mel? (Angely)
Na delegacia. (Íris)
Delegacia.
Melody... (Brad)
Vim pedir proteção policial pra uma pessoa que ajudou a prender alguém que cometeu assassinato e pra alguém que tentou proteger essa pessoa. (Mel)
Acha que podem matar a testemunha? (Brad)
Também vim dar queixa de uma firma de advocacia. (Mel)
Roger entra na sala de Brad.
Andrews, temos dois fugitivos pra você... O que ela tá fazendo aqui de novo??? (Roger)
Desde quando é proibido entrar na delegacia? (Mel)
Mas é proibido roubar arquivos. (Roger)
Não vim roubar arquivos, vim ver meu namorado. (Mel)
Seu namorado? Você é namorado dela? (Roger)
Brad abre a boca. Fecha. Bota a mão na cintura de Mel.
Tem algo contra? (Brad)
Tenho serviço pra você. pousa duas folhas na mesa Mataram o filho de Lokslay e fugiram. Descobre onde estão. (Roger)
Mel olha as folhas. Roger sai. Mel encara Brad.
Que foi? (Brad)
Agora já pode tirar a mão daí. (Mel)
Ah, desculpa... (Brad)
Brad tira a mão da cintura de Mel. Mel sai. Brad senta. Levanta. Senta de novo.
Acho que ela esqueceu. (Brad)
MEAK.
Não podemos contar com a polícia. (Mel)
Por que? (Íris)
Por que vocês mataram a cria de Lokslay. (Mel)
Ah??? Não matamos ninguém! (Clarice)
Não é o que diz a polícia. (Mel)
Falou que estávamos aqui??? (Íris)
Falei. Tô com policiais nos bolsos nesse momento. (Mel)
Temos que sair do país! (Clarice)
Você realmente não gosta daqui, né? (Íris)
Não, nunca vão achar que estão aqui. (Mel)
Mas e se... (Clarice)
Vão dormir e amanhã resolveremos isso. (Mel)
Mel vai até o quarto de Angely.
Quero saber por que brigou comigo e tentou agarrar Clarice. (Mel)
Ah? (Angely)
Não finge que não sabe. (Mel)
Era isso que estavam falando... (Angely)
Angely... (Mel)
Eu tava no jardim com você num instante e, no outro, estava com Beatrice. (Angely)
Não me... (Mel)
Mel emudece.
Que foi? (Angely)
Angely olha pra trás e vê uma imagem fraca.
Acredita em mim agora? (Angely)
Edmont entra no quarto de hotel.
Como fez isso? (Beatrice)
Isso o que? (Edmont)
Trocou de lugar com seu irmão. (Beatrice)
Edmont encosta Beatrice na parede bruscamente.
Não gostou de passar algum tempo com Angely? (Edmont)
Se quer saber, ele é melhor que você. (Beatrice)
Edmont afasta-se de Beatrice. Encara. Pega Beatrice pelo pulso. Sai pela janela, e sobe até o terraço.
Repete o que disse. (Edmont)
Que vai fazer? Me jogar daqui? (Beatrice)
Edmont se afasta. Olha Beatrice de cima a baixo.
Estragar isso? Não. (Edmont)
Edmont puxa Beatrice e beija.
Manhã seguinte. Angely vai até a mesa do café da manhã e ninguém consegue olhar em sua direção.
Que eu fiz dessa vez? (Angely)
Nada. (Clarice)
Tinha alguém no seu quarto ontem? (Íris)
Acho que não. (Angely)
Bom, eu tenho que ir. (Mel)
Onde? (Angely)
Arranjar dinheiro. (Mel)
Escritório da casa de Lokslay.
Não sabia que tinha diploma de advogada... (Lokslay)
Na verdade, não tenho. (Mel)
Lokslay, que estava de costas pra porta, vira-se pra Mel.
Então há algum engano, me disseram que vinha procurar emprego... (Lokslay)
Sei de uma pessoa que vocês não... Desligaram. Ainda. (Mel)
Tenho meus assassinos. (Lokslay)
Com aquele nível de incompetência? Eu consegui matar. (Mel)
Então foi você... (Lokslay)
É. E sei onde estão. (Mel)
E o que vai querer pela informação? (Lokslay)
Quem disse que vou dizer? (Mel)
Se está protegendo elas, por que... (Lokslay)
Não estou protegendo. Não vou dizer onde estão, eu farei o serviço. (Mel)
Ah... E se eu não confiar em você? (Lokslay)
Então vão continuar respirando e te denunciando felizes. (Mel)
Qual é a proposta? (Lokslay)
Quero uma certa construção que se localiza perto daqui. (Mel)
É nosso principal ponto... (Lokslay)
Não tão perto assim. (Mel)
A pousada? (Lokslay)
Soube que foi a primeira propriedade da família Lokslay e que só lembram quando se vai fazer os testamentos na família. (Mel)
Pra que quer aquilo? Tem perigo de cair na sua cabeça... (Lokslay)
O que vou fazer é da minha conta. Aceita ou não? (Mel)
Agora fiquei curioso. Se você quer é por que vale alguma coisa... (Lokslay)
Não tanto quanto valem as mortes pra você. (Mel)
Então você sai perdendo. (Lokslay)
Eu disse pra você . Tem a ver com família. Sim ou não? (Mel)
Mandarei transferir para o seu nome assim que uma delas, pelo menos, estiver morta. (Lokslay)
Testemunha primeiro. (Mel)
Por que não a advogada? (Lokslay)
Tenho certeza que quer o contrário. (Mel)
Mel sai da sala. Pega o elevador. Desce. Sobe na moto. Coloca o capacete. Olha no retrovisor. Vai até uma pousada abandonada. Entra. Sobe as escadas. Ouve um barulho. Volta a recepção.
Sabia que estava aqui. (Mel)
Edmont solta um corpo.
Beatrice ainda vive? (Mel)
Sim. E Angely? (Edmont)
Você sabe isso bem melhor do que eu. (Mel)
Eu poderia te matar. (Edmont)
Isso aqui agora é meu, sabia? (Mel)
Mais um motivo. (Edmont)
Não pediu licença pra entrar. (Mel)
Pedi... (Edmont)
Edmont chuta de leve o corpo.
Ah, claro. (Mel)
Te fiz um favor. Tava te seguindo. (Edmont)
Eu sei. Era pra continuar seguindo. Ia despistar e ia voltar com o rabo entre as pernas. Provavelmente acabaria na morte de qualquer jeito. Beatrice não vai ficar muito tempo com você, é volúvel. (Mel)
Não quer a mim, quer Angely. Só que nunca vai conseguir. (Edmont)
Pensei que... (Mel)
Ficou ao lado de Beatrice algum tempo, mas não aconteceu nada. No máximo um beijo. Como eu dizia, tá comigo por que quer Angely. (Edmont)
Um dia descobre que não pode conseguir. (Mel)
Nesse dia eu já vou ter largado faz tempo. (Edmont)
Angely um dia vai morrer. É mais difícil, mas a gente morre. (Mel)
Aí é que está. Será que Angely vai? (Edmont)
Nunca vai aceitar virar vampir. (Mel)
Não é disso que estou falando. Talvez não aconteça com Angely porque não acontecerá comigo. (Edmont)
Ou talvez o contrário aconteça. (Mel)
Vou pagar pra ver. (Edmont)
Tarde. MEAK.
Por que demorou tanto? (Angely)
Problemas. (Mel)
Resolveu alguma coisa? (Íris)
Resolvi tudo. (Mel)
Como assim? (Clarice)
Ainda não podem sair daqui, mas já sei exatamente o que fazer. (Mel)
Angely franze a testa. Clarice e Íris se entreolham. Mel vai para o quarto. Angely segue.
Que fez afinal? (Angely)
Nada. (Mel)
Parece diferente. (Angely)
Queria ter uma vida normal. (Mel)
Não é tão ruim assim. (Angely)
Você viveu seis anos. Eu até hoje não pude parar pra respirar. (Mel)
Bom, somos de Saturno. (Angely)
Eu vi uma casa legal... (Mel)
Vai querer se mudar de novo? (Angely)
Talvez fosse melhor você ter sua casa e eu a minha. (Mel)
Por que? (Angely)
Privacidade. Por exemplo, agora eu queria ficar só e você veio atrás de mim. (Mel)
Desculpe. (Angely)
Angely baixa a cabeça e sai.
Angely, não era essa a intenção... (Mel)
Mel sai.
Desculpa, eu fui meio... (Mel)
Não foi nada. Vou dar uma volta. (Angely)
Mel chega a sala. Vai até a cozinha. Íris fecha a geladeira.
Mel, eu tava pensando naquele dia na floresta... (Íris)
Ou em Clarice e quer fugir do assunto de qualquer jeito. (Mel)
Íris baixa a cabeça.
Ela não gosta de mim. (Íris)
Claro, quem sabe não aprontou aquele escândalo por que tava afim de Denise? (Mel)
Isso na verdade faria sentido... (Íris)
Mel suspira fundo e sai.
Que foi? (Íris)
Clarice chega na cozinha.
Será que poderemos voltar as nossas vidas normais? (Clarice)
Íris olha na direção da porta, por onde Mel saíra. Beija Clarice. Afasta. Clarice fica olhando para Íris.
Não vai falar nada? (Íris)
Eu... É... (Clarice)
Não vai me dizer que é hétero...? (Íris)
Não! (Clarice)
Ou que sou macho demais pra você... (Íris)
Eu sou pan. (Clarice)
Ah? (Íris)
A gente pode continuar com a outra coisa que você tava fazendo? (Clarice)
Ah... Claro. (Íris)
Noite. Angely sai da casa de Psique. Vai até a pensão abandonada.
Por que está fazendo isso? (Angely)
Isso o que? (Edmont)
Sabe do que estou falando. (Angely)
Não acha Psique muito... (Edmont)
Com compromisso. Monogâmico. (Angely)
E daí? (Edmont)
Não é Edmont que conheci. Nunca faria isso. (Angely)
Você dormiu com... (Edmont)
É diferente. (Angely)
Só por que Psique usa aliança? (Edmont)
Não, por que me drogaram. (Angely)
Ah... Vou me lembrar de usar umas coisas na próxima vez. (Edmont)
Estou falando sério! (Angely)
Acha que fazer alguém trair é ruim? Do que acha que tenho me alimentado? (Edmont)
Angely se cala.
Falando em problemas, se eu fosse você, ficava perto de Mel. Acho que tá aprontando alguma. (Edmont)
MEAK. Angely chega. Franze a testa. Cheira o ar. Vai até o fogão e desliga o gás.
Mel! (Angely)
Angely vai até o quarto. Mel está tirando coisas do guarda-roupas.
Que tá fazendo? (Angely)
Nada. (Mel)
Esqueceu o gás ligado. (Angely)
Que cabeça... (Mel)
Podia explodir a casa. (Angely)
Tá, desculpa! (Mel)
Onde estão Íris e Clarice? (Angely)
Devem estar no quarto, já viu que horas são? (Mel)
Olha o relógio na cabeceira.
Três da madrugada. Não sabia que era tão tarde. (Angely)
Vai dormir, então. (Mel)
Manhã. Casa de Dara.
Dara está? (Angely)
Não. (Denise)
Onde foi? (Angely)
Melody ligou e ela foi. (Denise)
Então está na minha casa. (Angely)
Não tenho certeza. (Denise)
Hotel. Beatrice está dormindo. Edmont chega. Sobe em cima de Beatrice. Beatrice abre os olhos.
Que está fazendo aqui? (Beatrice)
Foi você quem fez aquilo. (Edmont)
Aquilo o que? (Beatrice)
Não finge que não entendeu. (Edmont)
Não sei realmente do que tá falando. (Beatrice)
Edmont pega uma pedra no pescoço de Beatrice. Arranca a corrente.
Então o que é isso? (Edmont)
Fiz sim. Algum problema? (Beatrice)
Devia ter lido direito. Não vai conseguir Angely assim. Nem assim, nem de outro jeito. (Edmont)
Duvida? (Beatrice)
Que tal uma aposta? (Edmont)
Fale. (Beatrice)
Mas precisamos de um prazo. (Edmont)
2030? (Beatrice)
Edmont se levanta.
Se você não conseguir, fica comigo pra sempre. (Edmont)
Beatrice se senta na cama.
Mas isso não vai ser um grande sacrifício. (Beatrice)
Edmont coloca a pedra sobre um móvel.
Eu quero assim. (Edmont)
Se eu vencer, mata todos que eram seus amigos quando era humano. (Beatrice)
Fechado. (Edmont)
Handhara também. (Beatrice)
Edmont se vira pra Beatrice.
Não acredita tanto que ele não vai ceder? (Beatrice)
Aceito. (Edmont)
Beatrice ri. Edmont vai até Beatrice e beija.
Eu nunca fui humano, mesmo... (Edmont)
Tarde. Angely chega em casa. Encontra Íris com Clarice na cozinha. Se vira de costas.
Têm certeza que vão fazer isso aqui? (Angely)
Se afastam. Íris olha para o chão. Clarice enrubrece.
Onde Mel foi? (Angely)
Saiu logo cedo e não disse onde. (Íris)
Eu precisava falar. (Angely)
Chegou isso pra você. (Clarice)
Clarice pega uma carta sobre a mesa e entrega a Angely. Angely abre. Lê.
Angely, Kat tá agindo muito, muito estranho! (Derik)
Quem é esse? (Clarice)
Namorado da irmã dele. (Íris)
Você é namorado da Mel? (Clarice)
Kat. (Derik)
Ah, bom... (Clarice)
Clarice sai da cozinha.
E se fosse Mel??? (Derik)
Primeiro que você não tem idade, segundo que iria ser o maior dos cornos. (Íris)
Angely? Angely?! (Derik)
Derik pega a carta de Angely.
Droga, o que tá escrito aqui??? (Derik)
Daquí, eu sei várias línguas... (Íris)
Íris pega a carta de Derik.
Dessa época. E planeta. (Íris)
Angely! (Derik)
Ah? (Angely)
Que diabo de língua é essa? (Íris)
Nenhuma. (Angely)
Angely pega a carta. Sai. Derik segue.
Angely... (Derik)
Olha, não tem nada aqui que... (Angely)
Não é isso. É sobre Kat. Tá agindo muito estranho. (Derik)
Como? (Angely)
Acho que a companhia de Agatha não tá fazendo muito bem. (Derik)
Acha que tá traindo você? (Angely)
Não... Por que, você acha??? (Derik)
Não acho que seria do feitio. (Angely)
Ah, bom... (Derik)
Silêncio. Angely encara Derik.
Que é? (Derik)
Qual é o problema afinal? (Angely)
Ah, claro! É que anda querendo dormir comigo. (Derik)
E daí? (Angely)
Mas tem quatorze anos! (Derik)
Ah, está falando dormir de... (Angely)
Derik encara Angely.
Já tentou conversar? (Angely)
Desviar do assunto e fugir conta? (Derik)
Angely encara Derik.
Dara, Mel e Kat estão em uma lanchonete.
Nossa... Mas aquilo não é uma casa, é uma mansão! (Dara)
Eu sei. E aí? (Mel)
Olha, eu ainda não sei se... (Kat)
Que temos a perder? (Dara)
Silêncio.
Então, quando vamos fazer? (Dara)
Temos que tirar Angely de dentro da casa. (Mel)
Não vão me forçar a fazer isso, né? (Dara)
Bom, você... (Mel)
Peraí, Kat pode fazer isso! (Dara)
Por que eu??? (Kat)
Por que é o trabalho mais fácil. (Dara)
Dara tem razão. (Mel)
Se é assim tão fácil, por que não faz você??? (Kat)
Como esperam que tire de lá se não consigo nem mais olhar nos olhos??? (Dara)
Novo silêncio.
Tá, eu faço. (Kat)
Casa de Agatha.
Ela saiu. Por que? (Agatha)
Precisávamos falar. (Derik)
Derik, você tá com medo da Kat? (Agatha)
Não, por que? (Derik)
Pra ter trazido um guarda-costas desse tamanho... (Agatha)
Não estou aqui pra proteger... Derik tá com vergonha de falar, tem um problema... (Angely)
Que problema? (Agatha)
É que... (Angely)
Derik encara Angely.
Então? (Agatha)
Melhor não dizer. (Angely)
Vai ficar esperando pra falar com ela? (Agatha)
Não, eu tenho coisas pra fazer lá em casa. Sabe como é mudança... (Angely)
Não se mudaram, compraram tudo novo. Quando vem da loja, vem pessoas pra montar. (Agatha)
Eu e Mel decidimos montar. (Angely)
Agatha vira para Angely.
Espera ela. Não vai demorar muito. (Agatha)
Tá, só que quem tem que falar com Kat sou eu e não Angely. (Derik)
Então por que ele viria? (Agatha)
Derik acha que Kat tem ninfomania também. (Angely)
Valeu, amigo da onça!!! (Derik)
Derik, Agatha lidou com isso, se for... (Angely)
Kat vai descobrir que eu contei e aí sim nem você e Edmont juntos seguram ela! (Derik)
Ah, você tá querendo dizer... (Agatha)
Sim. (Angely)
Preciso de uma armadura... (Derik)
Agatha ri. Derik encara Agatha. Depois olha pra Angely.
Sabe onde se localiza o abrigo nuclear mais próximo? (Derik)
Não estou rindo dela, estou rindo de vocês... (Agatha)
Claro, pimenta nos olhos dos outros é refresco! (Derik)
Por que? (Angely)
Não sabem que isso não é contagioso? (Agatha)
Não estamos achando que é contagioso. (Angely)
Talvez se eu fosse morar em plutão... (Derik)
Kat não tem nada. (Agatha)
É muito perto. (Derik)
Eu não sei, não vi nada, Derik que disse... (Angely)
Simples: está com medo de perder Derik. (Agatha)
Acho que... Ah??? (Derik)
Isso mesmo que ouviu. (Agatha)
Tenho a leve impressão que você fez parecer um pouco mais do que era do caminho pra cá. Acho que você conversa com Kat, eu vou pra casa, ok? (Angely)
Gosto da primeira idéia, mas não da segunda! (Agatha)
Agatha, eu... (Angely)
Não podemos conversar? (Agatha)
Acho melhor... (Angely)
Tá me evitando? (Agatha)
Tenho mesmo que ir. (Angely)
Tchau. (Derik)
Kat entra em casa.
Como eu vou... (Kat)
Eu preciso conversar com você. (Derik)
Não posso agora... (Kat)
É sério, Kat. (Derik)
Eu tenho algo muito importante pra fazer! (Kat)
Isso é mais importante! (Derik)
Kat solta os ombros. Se senta no sofá.
Noite. MEAK. Íris e Clarice estão no sofá. Angely entra.
Sabe onde a Melody foi? (Íris)
Não, por que? (Angely)
Ela disse que resolvia isso ainda hoje... (Clarice)
Sinceramente, não tenho a menor idéia. (Angely)
Ela estava estranha. (Clarice)
Como assim? (Angely)
Perguntou se faríamos qualquer coisa pra nos vermos livres disso. (Íris)
Angely franze a testa.
Ah, eu terminei de montar a estante. (Íris)
Eu vi... Podia ter me esperado. (Angely)
Não foi assim tão difícil. (Clarice)
Não vamos ficar aqui sem fazer nada. (Íris)
Angely olha Íris.
Acho que seria melhor que usassem o quarto... (Angely)
A gente... (Íris)
Os botões tão trocados. (Angely)
Clarice prende um riso. Íris enrubrece.
Casa de Brad.
Você saiu de casa anteontem, quer me matar de preocupação??? (Talita)
Eu não disse que aquele cara não prestava??? Olha aqui... (Brad)
Não muda de... (Talita)
Brad coloca as folhas com as fotos de Íris e Clarice sobre a mesa.
...assunto. (Talita)
Essa garota acusou um empresário de matar o pai dela. Há alguns dias ela e Íris mataram o filho do tal cara por vingança. (Brad)
Como pode dizer que... (Talita)
Me colocaram no caso. Só me contaram que eles mataram o tal almofadinha. Daí eu fui atrás de algum motivo que a garota pudesse ter para... (Brad)
Peraí, por que ela??? (Talita)
Porque a Íris é lésbica e ela não parece. (Brad)
Eu sou lésbica. Tá falando asneira. (Talita)
Bom, procurando no passado dela eu descobri que o pai dela era advogado na mesma empresa e se matou logo após perder um caso... (Brad)
MEAK.
Essa é a versão da polícia. (Clarice)
E você acha que eles mataram seu pai? (Íris)
Tenho certeza. Você esteve lá, sabe que é verdade. (Clarice)
Mas acho que meu testemunho não ia adiantar muito. (Íris)
Manhã seguinte. Delegacia.
Você tem que fazer isso! (Mel)
Olha, eu não posso ficar me sujando assim... (Brad)
Se sujando??? Ninguém vai descobrir! Sei que quer isso. Sei o que sente sobre isso. Pedi pra Angely que levasse para uma casa no centro, está tudo lá, vai parecer acidente. Sabe que eu não faria se não tivesse um motivo! (Mel)
Eu não sei, é arriscado! (Brad)
Nem pela gente?! Sabe o que fazemos, o que já fizemos! (Mel)
Brad olha pra Mel.
Tá, tudo bem, eu faço. (Brad)
Noite. Angely passa andando rápido pela sala da casa.
Onde vai? (Íris)
Sair. (Angely)
É a carta de ontem? (Íris)
É. (Angely)
Galpão.
Que história era aquela na carta? (Angely)
Apenas queria que viesse até aqui. (Edmont)
Pra que? (Angely)
Tem alguma coisa errada... (Edmont)
Isso eu já notei e disse. (Angely)
Não estou falando de eu ter "morrido". (Edmont)
Que mais poderia ser? (Angely)
Kat e Derik estão assistindo um filme. Toca o telefone. Kat pega.
Alô? (Kat)
Angely ainda está em casa? (Mel)
Não. (Kat)
Ótimo, eu e Dara vamos... (Mel)
Têm certeza? Agora? (Kat)
Mel tapa o telefone.
Perguntou se temos certeza. Nenhum problema pra você, certo? (Mel)
Temos que ir logo, antes que Angely volte. (Dara)
Mel volta ao telefone.
Vamos fazer. (Mel)
Boa sorte. (Kat)
Obrigado. Precisaremos. (Mel)
Mel desliga. Kat se aninha nos braços de Derik.
Que foi, Kat? Você tá quase chorando... (Derik)
É uma coisa... Mas é o único jeito... Me abraça... (Kat)
Derik abraça Kat. Franze a testa.
Manhã seguinte. Lokslay chega ao escritório. Mel está em sua cadeira.
Acho que já leu o jornal. (Mel)
Mel joga sobre a mesa um jornal. Lokslay franze a testa e pega. Vê três fotos: Íris, Clarice e um incêndio. Título: "Rua sem saída". Lokslay sorri.
Esses caras gostam de uma boa ironia. Fez parecer uma fuga que deu errado? (Lokslay)
MEAK. Angely chega, com um jornal na mão.
Mel! (Angely)
Não está. (Edmont)
Foi você quem fez isso... Mel tinha pedido pra eu levar em segurança... (Angely)
Não fui, não. Aliás, tanto a idéia quanto o lucro foram de Mel. (Edmont)
Não pode ser. (Angely)
Sabe que Mel é uma pessoa inteligente. (Edmont)
Kat sabe disso? (Angely)
Está nisso. Aliás, não só Kat como Handhara também. (Edmont)
Tá mentindo... Só pode estar... (Angely)
Não é tão ruim assim, Angely. (Edmont)
"Não é tão ruim"??? Achei que você ainda tinha recuperação... (Angely)
Ei, ei, ei... (Edmont)
E agora arrastou todo mundo junto... Isso só pode ser um pesadelo... (Angely)
Não se aflija tanto. Que tal assistirmos um pouco de TV? (Edmont)
Que??? (Angely)
Talvez se acalme. (Edmont)
Eu não vou ficar aqui assistindo... (Angely)
Acho que não entendeu... aponta uma arma pra Angely Não estou pedindo. (Edmont)
Vai te ferir também. (Angely)
É, mas caído aqui no chão não vai poder fazer nada de qualquer jeito. (Edmont)
Escritório de Lokslay.
Serviço limpo e rápido. (Lokslay)
Cumpriu sua parte? (Mel)
Por que não cumpriria? Uma coisa tão simples... (Lokslay)
Tanto quanto matar seu filho? (Mel)
Rômulo me decepcionou. E muito. Por que o disfarce? (Lokslay)
Deveria ter descoberto que Clarice nunca aceitaria suborno. Não desta empresa. (Mel)
Não a culpo. Tivemos que... Demitir o pai dela. (Lokslay)
Detesto eufemismos. Por que não fala matar? (Mel)
Matar é um termo muito forte. (Lokslay)
Termos fracos são para pessoas fracas. (Mel)
Tudo bem. Que tal assim: "Eu matei meu filho, eu matei Rômulo Lokslay Júnior"? (Lokslay)
Como se isso fosse grande coisa perto da sujeira de tudo isso aqui... (Mel)
Me admira saber de tanto. (Lokslay)
Fingi para Clarice que não mataria se me contasse tudo. Tinha guardado os arquivos do pai. Aliás, deveria cobrar algo a mais por eles. Aposto que você pagaria. (Mel)
Senhor... (Carl)
Estou ocupado. (Lokslay)
Mas... (Carl)
Quanto? (Lokslay)
É interessante pensar que, enquanto as pessoas honestas pagam seus impostos e mal conseguem viver por isso, você está aqui, com grana, e sem tirar um tostão do seu bolso pra ajudar. (Mel)
É fácil. É só ter pessoas que te devem favores. (Lokslay)
Quanto pagaria para eu queimar toda a sujeira da sua empresa? (Mel)
Senhor... (Carl)
Não sei. Que vai querer dessa vez? (Lokslay)
Um sorriso. (Mel)
Ãh? (Lokslay)
Pra câmera. Devia ter escolhido uma roupa melhor, a gente tá ao vivo. Agora que tem fama, o que pretende fazer? (Mel)
Sua... (Lokslay)
Olha o horário, tem crianças assistindo. Ah, quero declarar que qualquer coisa que venha a me acontecer é única e exclusivamente culpa de Lokslay. Mas eu realmente duvido que você vá conseguir tocar em um fio de cabelo meu. (Mel)
Tá blefando. (Lokslay)
Na verdade, não. Era isso que eu tava tentando avisar. (Carl)
Lokslay olha pra Carl. Brad entra na sala, com mais policiais.
Bom, acho que não vamos precisar interrogar esse. (Brad)
Brad algema Lokslay. Puxa para fora da sala. Lokslay ainda fica encarando Mel. Brad empurra Lokslay para dentro do elevador. Desce. Sai do prédio. Lokslay olha para Clarice e Íris. Encara até entrar no carro.
Acho que ele vai precisar de advogado. (Clarice)
Adoraria perder esse caso! (Íris)
Lanchonete. Dara, Derik e Kat estão comendo.
Nem me esperaram?! (Mel)
Ainda bem que chegou, tava queimando a minha mão já. (Dara)
A comida tava quente? (Derik)
Não, sua besta, de bancar a vela. (Dara)
Kat tava com medo. Podiam ter me contato! (Derik)
Só de pensar em explosões, já fico com nervoso. (Kat)
Mas nós conseguimos. Lokslay vai pra cadeia. (Mel)
Não precisava pintar um alvo na bunda. (Kat)
Não vai fazer porra nenhuma. Tudo que eu podia fazer contra já fiz, e sou um alvo a vista demais. E, mesmo que tente, tá achando que somos só seres humanos. (Mel)
Ô, assim eu vou me doer! (Dara)
Pena que não possamos consertar o resto do mundo. (Derik)
Quem sabe, um dia... (Dara)
Angely suspira. Se joga para trás no sofá. Levanta. Olha para os lados. Senta-se novamente.
Bom saber que você ainda tem um coração. (Angely)
Algum tempo, algum lugar
Então a gente conseguia trocar de corpo? (Xien)
Ixi, desistiu da terceira pessoa e vai falar no plural! (Uehfo)
Ah, sei lá! (Xien)
Foi um feitiço. (Uehfo)
Parece divertido. (Xien)
Edmont parecia achar isso. Angely nem tanto. (Uehfo)
Ei! Eu só tava falando que parece legal desaparecer em um lugar e aparecer em outro. (Xien)
Que seja. (Uehfo)
E essa aposta, quem... (Xien)
Uehfo some. Xien solta os ombros. Senta no chão.

Resumo do Capítulo

Brad e Talita vão buscar Íris no Aeroporto. Um escritório de advocacia, Lokslay, contrata Íris. Rômulo, filho de Lokslay, leva Íris a um julgamento. No julgamento, Clarice, testemunha de defesa, entrega a juíza uma prova de que Rômulo tentou usar suborno. Íris tenta falar com Clarice, Clarice pensa que é cantada e vai embora. Então vê Íris falar com Rômulo. Íris vai até a casa de Clarice, Clarice reage, tentando se defender de Íris. Íris diz que não foi para matar Clarice, então criaturas grandes aparecem. Mel e Dara salvam Íris e Clarice. Levam para a MEAK. Angely passa mal e desmaia, após alguém acertar Edmont no estômago. Lokslay mata Rômulo pela falha. Angely fala com Mel sobre Dara. Mel tenta convencer Angely a falar com Dara. Uma pessoa liga para Íris. Mel e Íris falam sobre, Angely não presta atenção. Fica com os olhos cinzas, dá uma resposta grosseira a Mel e entra na casa. Em outro lado, Edmont fica com os olhos azuis. Abraça Beatrice. Em casa, Angely beija Clarice. Vai embora. Clarice e Íris brigam. Longe dali, Angely segue e seduz Psique. Mais a noite, enquanto Psique se lamenta por ter traído o marido, pergunta a Edmont porque fez isso. Angely de verdade chega em casa e Clarice fala que os olhos voltaram a ser azuis. Mel vai a delegacia e descobre que Clarice e Íris têm suas fichas como suspeita de matar Rômulo. Mel fala para Angely do que aconteceu. Beatrice pergunta a Edmont como trocou de lugar com Angely. Mel vai até Lokslay e se oferece para matar Íris e Clarice. Depois, conversa com Edmont sobre Beatrice e Angely. Angely e Edmont falam sobre Psique. Edmont diz que fazer Psique trair o marido não é nada, e pergunta a Angely do que Angely acha que tem se alimentado. Angely tenta falar com Dara, mas Mel tinha chamado. Edmont fala com Beatrice, descobre que Beatrice quem fez o feitiço. Fazem uma aposta que Beatrice não conseguiria Angely. Se Beatrice não conseguir no prazo, fica com Edmont para sempre. Se conseguir, Edmont mataria todos que eram amizades quando era humano. Edmont aceita, pensando no erro de Beatrice: nunca fora humano. Derik diz a Angely que acha que Kat também é ninfomaníaca. Dara, Mel e Kat conversam em uma lanchonete, sobre um plano. A recompensa é um casarão. Angely vai para casa. Íris e Clarice dizem que Mel falou que resolveria tudo naquele dia e que agia estranho. Angely atende a uma carta que chamou. No dia seguinte, Angely vê uma notícia no jornal e vai falar com Mel. Encontra Edmont, que diz que Mel, Dara e Kat armaram tudo. Edmont liga a TV. Enquanto isso, Mel vai ao escritório de Lokslay. Faz com que Lokslay diga com todas as letras sobre as pessoas que matou e que tinha encomendado o assassinato de Clarice e Íris. Então diz a Lokslay que estão em rede nacional. Lokslay é preso. Em casa, Angely sente-se melhor ao se dar conta que Edmont ajudou.

Dara Keon