Vingança
MEAK
A17

Vingança ler resumo

Manhã. Angely está em seu quarto, na cama. Rádio ligado.
E é tão tarde agora
Fala logo o que quer e vai embora
Ninguém te suporta mais
Suas desculpas infernais
Suas prioridades banais
Mel entra no quarto.
Isso é comigo? (Mel)
Angely desliga o rádio.
Era de Edmont essa. (Angely)
Eu sei. Por que a gente não sai? Você precisa respirar... (Mel)
Já estou respirando demais pro meu gosto. (Angely)
Mel baixa a cabeça.
Desculpe, eu não queria falar grosseria. (Angely)
Tudo bem. (Mel)
Eu queria ter dito antes que fosse embora. (Angely)
Dara já sabia. (Mel)
Na casa de Psique, Psique está na cama. Toca a campainha. Psique abre os olhos. Cobre a cabeça com um travesseiro. Campainha insiste. Psique joga o travesseiro na parede. Senta na cama. Olha para uma camisa preta jogada na cama. Puxa para si. Cheira. Joga longe. A campainha toca novamente. Psique levanta da cama. Vai até o guarda-roupas. Abre. Pega um roupão. Veste. Sai do quarto. Atravessa a sala. Chega a porta.
Michael, eu já disse que... (Psique)
Psique abre a porta. Carlos com uma prancheta, ao lado de uma caixa grande. Psique fecha mais o roupão em cima.
Sim? (Psique)
Um pacote grande pra senhora. Tá pesado, precisei se ajuda pra tirar do caminhão. Tá vindo um cheiro meio estranho, quase que eu levei de vol... (Carlos)
Tenho que assinar, certo? (Psique)
Ah, claro! (Carlos)
Carlos entrega a prancheta a Psique. Psique assina e devolve. Carlos empurra a caixa pra dentro, com esforço.
Não quis ser grossa, é que não gosto muito de ficar de roupão na frente de estranhos. (Psique)
Não tem problema, eu nem curto. (Carlos)
É gay? (Psique)
Carlos solta os ombros. Sai. Psique abre a boca e fecha de novo. Fecha a porta. Olha para a caixa no meio da sala. Cruza os braços. Chega perto e cheira. Tampa o nariz. Vai até a cozinha e busca uma tesoura. Olha para a caixa. Dá uma volta olhando. Pega um papel, que estava grudado. Abre. Lê. Pega o telefone. Disca.
Sim? (Mel)
Preciso falar com você. (Psique)
Psique? Que foi? (Mel)
Por favor, pode vir até minha casa? (Psique)
Claro. Qual o endereço? (Mel)
Um tempo depois, Mel e Psique estão na sala.
Você parecia mal no telefone, que foi? Não pegou... (Mel)
Não, não, nada a ver com o vírus. Também não é nada com seu irmão... Bom, não com o que vive com você... (Psique)
Então... (Mel)
Lembra do Michael? (Psique)
Ex? (Mel)
Ainda não é ex, não assinou os papeis. (Psique)
Tá atrás de você, é isso? (Mel)
Também não. (Psique)
Tá falando de Edmont. (Mel)
Ele não é humano, é? (Psique)
Como assim? (Mel)
Ele se... Transformou em Angely e veio atrás de mim, há algum tempo. (Psique)
Não se trans... É uma história complicada. Mas veio atrás de você por que? (Mel)
Bem... É... Eu não sei como dizer... (Psique)
Mel abre mais os olhos.
Foi por Edmont que trocou Michael? (Mel)
Não troquei. Ele veio atrás de mim, quase me forçou... (Psique)
Forçou? (Mel)
É verdade! Ele disse que queria falar com Mike só que ele tinha viajado então ele me beijou eu mandei ele ir embora ele me pegou no colo me jogou na minha cama eu tentei empurrar mas ele é mais forte que eu... (Psique)
Mel senta no sofá e fita o chão, com os lábios e o corpo travados.
Tá! Na verdade... Eu acabei cedendo... Ele me segurou no começo, mas aí... Eu... (Psique)
Edmont forçou ou não? (Mel)
Ok! Eu amo o Mike, mas ele nunca foi de me perguntar se eu tinha alguma fantasia! Ou se eu sentia alguma coisa! (Psique)
Mel solta o corpo, bufa.
Tá, e você se apaixonou. O que eu tenho a ver com isso? (Mel)
Não me apaixonei! Ele é muito bom de cama, mas não é só isso que faz uma mulher gostar de um homem! (Psique)
Nem precisa ser só homem e mulher... Enfim, porque me chamou aqui afinal? E que diabos guardou nessa caixa? Tá fedendo. (Mel)
Ele não quis mais me deixar em paz... Eu não achei justo fazer isso com Michael. Aí resolvi terminar. (Psique)
Psique senta ao lado de Mel.
Mas aí comecei a observar o hábitos do Edmont e desconfiar de algo. Sempre achei que fosse bobagem. Depois que me falou do seu amigo... (Psique)
Ligou os pontos. (Mel)
Na verdade, não tive oportunidade de confirmar. Ele não veio mais aqui. E aí, chegou uma caixa. (Psique)
Esse cheiro... (Mel)
Como se tivesse alguma coisa morta. (Psique)
Psique levanta, vai até a estante, pega um papel, volta e entrega a Mel.
Devia ver, ao saber de nós. Mas eu disse o que tínhamos realmente e que ainda amava, como você mesmo me disse tantas vezes. Me pediu pra não te machucar... Deu pena!
É a letra de Edmont. (Mel)
Estou com medo de abrir. (Psique)
Mel rasga a fita em cima da caixa. Abre. Arregala os olhos. Psique se aproxima. Mel segura.
Melhor não. (Mel)
Psique tira o braço de Mel da sua frente. Se aproxima e olha. O corpo de Michael. Em pedaços. Psique dá dois passos para trás. Cai. Mel segura. Coloca no sofá. Psique grita. Se encolhe. Mel abraça Psique. Psique chora. Se afasta de Mel.
Psique... (Mel)
Psique levanta e corre até a cozinha. Pega uma faca, mas Mel tira de sua mão. Encosta Psique na parede. Psique grita de novo. Tenta acertar a própria cabeça na parede. Mel segura os dois pulsos com uma mão só e coloca a mão atrás da cabeça de Psique. Psique chora. Solta o corpo. Mel larga os pulsos e abraça Psique novamente. Pega Psique no colo. Leva até o quarto. Deita na cama. Psique vira para o lado da janela. Mel senta-se ao lado. Passa a mão na cabeça de Psique.
A culpa é minha... Eu não devia ter aceitado isso... (Psique)
Se acalma, não vai adiantar nada agora. (Mel)
Devia ter falado com Michael. (Psique)
Edmont teria feito o que fez na sua frente. (Mel)
Eu amava o Mike... Pedi pra ele se afastar, mas... (Psique)
Temos que sair daqui. Enquanto é dia. (Mel)
Por que??? (Psique)
Vai vir atrás de você. (Mel)
Que venha! Que me mate! (Psique)
Não pode fazer isso. (Mel)
Não, eu quero morrer! (Psique)
Temos que dar queixa na polícia, antes que achem que você que fez aquilo. (Mel)
Ah? (Psique)
Eu vou fazer isso. (Mel)
Uma hora depois, na sala.
Como tem certeza que não foi sua amiga? (Brad)
Chegou pelo correio. Pode verificar, não tem impressões digitais de Psique. Fui eu quem abri. (Mel)
E só tem a caixa? Mais nada? (Brad)
Mel entrega a carta a Brad.
Psique não fala quem é a pessoa. (Mel)
É, foi o amante. E ela tá em perigo. (Brad)
Vou levar pra minha casa. (Mel)
Já te disse que não trabalha no serviço de proteção às testemunhas? (Brad)
Que deveria ter protegido Stephany? Ou Clarice? Íris, talvez... (Mel)
Tá, tá, já entendi. E como pretende esconder ela do cara? (Brad)
Do mesmo jeito que escondi Íris e Clarice da polícia. (Mel)
Brad olha o bilhete.
Cuidado com ela. (Brad)
Por que? (Mel)
Tem algo estranho nisso. Por que ela te chamaria pra abrir pra ela? (Brad)
A caixa fedia. (Mel)
Mel vai até Psique.
Vamos? (Mel)
Pra onde? (Psique)
Pra minha casa. Não vai se atrever a tentar te pegar lá. (Mel)
MEAK. Mel volta dos quartos.
Você sabia? (Mel)
Do que? (Angely)
Que Psique e Edmont tinham um caso. (Mel)
Não. (Angely)
Não está mentindo pra mim, tá? (Mel)
E por que eu mentiria? (Angely)
De noite, Mel vai até a cozinha. Pega um copo d’água. Alguém segura por trás. Mel joga por cima do próprio corpo. Pega uma faca. A pessoa desarma. Mel chuta a pessoa e acerta contra o armário, a pessoa levanta e investe novamente, Mel joga em cima da mesa. Pega a faca novamente. A pessoa tira o capuz.
Vai fazer o que com isso? Me matar? (Edmont)
Talvez. (Mel)
Eu devia saber que ia proteger Psique. (Edmont)
Edmont olha para a sala. Mel olha também. Olha de volta, Edmont sumiu.
Por que esse barulho todo? (Angely)
Nada, era só uma barata. (Mel)
Angely olha em volta.
De que dimensão? (Angely)
Eu me assustei. (Mel)
Angely franze a testa e sai. Mel coloca as coisas no armário. Arruma a mesa no lugar. Toca a campainha.
Quem será a essa hora? (Mel)
Edmont está andando pela cidade.
Está querendo testar se o sol te mata? (Beatrice)
Edmont para.
Não. Hoje não. (Edmont)
Vai amanhecer daqui há alguns minutos. (Beatrice)
Não percebi que era tão tarde. (Edmont)
Beatrice se aproxima. Passa a mão no rosto de Edmont. Edmont fecha os olhos.
Essa vingança vai acabar te matando. (Beatrice)
Edmont abre os olhos.
Vingança? (Edmont)
Não tente me enganar. Por que mandou os pedaços do marido da médica pra ela? Será que é por que ela e Mel que mataram Dara? (Beatrice)
Como sabe disso? (Edmont)
Eu te segui, bobinho. (Beatrice)
Edmont afasta a mão de Beatrice com uma mão, com a outra pega Beatrice pelo pescoço e encosta no muro.
Vai me matar por isso? (Beatrice)
Acho que não teremos tempo de nos esconder. (Edmont)
Vamos fritar os dois. (Beatrice)
Quem te garante? Talvez eu continue. Mas você... Ah, você, meu amor... Vai pro inferno sem dúvida! (Edmont)
Pare com isso. (Beatrice)
Por que? (Edmont)
Já vai amanhecer... (Beatrice)
Tá com medo? (Edmont)
Quer saber? Tô sim. (Beatrice)
Gosto de medo. (Edmont)
Perdeu nossa aposta? Se for isso... (Beatrice)
Não deveria ser mais forte que eu? Tem mais anos do lado de cá... (Edmont)
Mas eu era humana. Você não. E não são tantos anos a mais assim. (Beatrice)
Edmont ri. Ainda com a mão no pescoço, coloca o corpo de Beatrice em frente ao seu, de costas para si, olhando para leste.
Olha só, já vai nascer. (Edmont)
Por favor... (Beatrice)
Vai perder o momento. (Edmont)
Começa a nascer o sol. Beatrice tenta abrir as mãos de Edmont. Edmont solta o pescoço, segura Beatrice no colo, corre e pula através de uma vidraça lateral do prédio, ainda para leste. Solta no chão. Beatrice olha para trás e olha para Edmont. Edmont vai até outra sala e volta com um pedaço grande de madeira, coloca em frente a janela. Beatrice não sai do chão, olhando para Edmont. Se levanta. Está tremendo, com os olhos marejados. Edmont vai até Beatrice e abraça.
Tá vendo como você é frágil? Se eu quiser acabar com essa sua existência, acabo. Olha só, a criatura super cruel está tremendo e chorando como uma criança, nos meus braços... (Edmont)
Beatrice olha nos olhos de Edmont. Dá um beijo em seus lábios. Edmont passa a mão na cabeça de Beatrice. Pega no colo. Leva para a outra sala.
MEAK. Angely abre os olhos. Vira de lado. Na cabeceira, a caixa de veludo.
Bom dia. (Angely)
Angely se levanta. Coloca uma blusa de capuz. Sai. Bate na porta do outro quarto.
Entra. (Psique)
Angely abre a porta do quarto. Psique está na cama, sentou-se.
Oi. (Psique)
Tá melhor? (Angely)
Não sei. (Psique)
Pode pegar o que quiser na geladeira. (Angely)
Obrigado. (Psique)
De nada. (Angely)
Estou falando de me proteger. (Psique)
Então a resposta é a mesma. Tenho responsabilidade sobre Edmont. (Angely)
Eu dei chance. (Psique)
Você dormiu com Edmont, não pediu que matasse Michael. (Angely)
Não tem raiva de mim? (Psique)
Por quê? (Angely)
Handhara. (Psique)
Angely baixa a cabeça. Olha novamente para Psique.
Fez o que era o certo. (Angely)
Angely sai. Psique levanta e vai ao corredor.
Pode ficar sossegado. (Psique)
Angely se vira.
Não vou ir pro lado dele. (Psique)
Angely baixa a cabeça. Continua andando. Desce. Vai até a cozinha. Abre a geladeira. Olha. Fecha.
Oi. (Psique)
Oi... franze a testa Já me falou oi... (Angely)
Faz algum tempo que não convivo com ninguém, só Mike. Acho que meu vocabulário está curto. (Psique)
Quantos anos de casamento? (Angely)
Chuta. (Psique)
Cinco? (Angely)
Doze. (Psique)
Quantos anos você tem? (Angely)
Casei com quinze. (Psique)
Vocês eram bem jovens... (Angely)
Na verdade, só eu. Ele tinha vinte e quatro. (Psique)
Quarto de Mel. Zenon está na cama, sentou-se. Mel coloca uma blusa.
E se seu irmão me pegar aqui? (Zenon)
Qual o problema? (Mel)
Não queria parecer folgado. (Zenon)
Por passar a madrugada aqui? (Mel)
A madrugada, o dia... (Zenon)
Você dormiu no chão. (Mel)
Eu sei, mas... (Zenon)
Aliás, ainda não entendi essa história do seu esconderijo ter pegado fogo... (Mel)
Não acredita em mim? (Zenon)
Eu vou tomar café e falo com Angely. Não é de implicar com ninguém, ainda se fosse... (Mel)
Mel cruza os braços e encara Zenon.
Que foi? (Zenon)
Seu esconderijo não pegou fogo porra nenhuma, tá aqui por que acha que preciso de proteção contra Edmont. (Mel)
E não precisa? (Zenon)
Edmont não se atreveria a fazer nada comigo! (Mel)
Vi ele entrar aqui ontem, ia entrar também quando ouvi o barulho, mas vi Edmont sair correndo e ouvi Angely descer. (Zenon)
Olha aqui... (Mel)
Mel! (Angely)
Mel sai. Vai até a cozinha.
Sim? (Mel)
Temos que fazer compras, tá faltando tudo. (Angely)
Não entendi por que você não vai... (Psique)
Mel não deixa. (Angely)
Se depender de Angely, só vamos ter arroz e feijão. (Mel)
Ah, tá. (Psique)
Tudo bem, eu vou lá. Vou só me trocar e já saio. (Mel)
Mel sobe. Angely dá dois passos para trás. Apoia na mesa.
Que foi??? (Psique)
Angely encosta Psique na parede. Beija. Psique empurra Angely.
Angely! olha nos olhos Edmont... (Psique)
Mel desce a escada. Edmont vira para a janela.
Bom, eu tô... Algum problema? (Mel)
Não, nenhum. (Psique)
Psique olha para o chão. Mel franze a testa. Sai. Edmont puxa Psique pra junto de si.
Por que não me entregou? (Edmont)
Não faz nada comigo, por favor... (Psique)
Não tá com medo de verdade. Mas vai ficar. (Edmont)
Edmont solta Psique. Vai até a porta. Olha para Psique. Veste o capuz. Sai.
Eu não ia deixar ele fazer nada. (Zenon)
Esperava que atacasse ele! (Psique)
A gente não pode matar ele... (Zenon)
Por que não? (Psique)
Bom, é uma longa história. (Zenon)
Angely anda de um lado pro outro. Beatrice sentou-se na cama.
Não adianta ficar assim. (Beatrice)
Angely para e olha para Beatrice.
Por que faz isso? (Angely)
Não preciso ter motivo. (Beatrice)
Angely se aproxima de Beatrice. Ajoelha em sua frente.
Tem medo de Edmont? (Angely)
Medo? Eu? (Beatrice)
Angely passa a mão no rosto de Beatrice.
Não pode mentir pra mim. (Angely)
Beatrice abraça Angely. Angely passa a mão na cabeça de Beatrice.
Como vocês podem ao mesmo tempo ser tão iguais e tão diferentes? (Beatrice)
A melhor explicação é termos dividido o útero. (Angely)
Tarde. Edmont está andando pela cidade. Usa óculos escuros. Entra em uma lanchonete. Acomoda-se em uma mesa.
Tinha esquecido como é bom andar a luz do dia. (Edmont)
Milena, na mesa ao lado, franze a testa. Vira para Edmont.
Oi?! (Milene)
Nada. (Edmont)
Você não é... (Milene)
Saturn? Sim. (Edmont)
Pode me dar um autógrafo? (Milene)
Claro. (Edmont)
Milene pega o caderno na bolsa e uma caneta. Edmont pega. Escreve. Devolve. Milene olha e franze a testa. Edmont levanta.
Ei! (Milene)
Sim? (Edmont)
Como sabe meu nome? (Milene)
Vi quando abria o caderno. (Edmont)
Edmont sai.
Com a rapidez que passei as folhas, não poderia ter enxergado... Não parece pintado o cabelo dele... (Milene)
Hospital.
Estou procurando Psique. (Edmont)
Não veio... E tão cedo não vai vir. (Roberto)
Por causa da viuvez? (Edmont)
Que amante que ela foi arranjar, não? Como uma pessoa pode cometer uma atrocidade dessas? (Roberto)
Não sei. Eu fiz uns exames, queria o resultado... (Edmont)
Não é possível, não tem como outra pessoa entrar na sala dela. (Roberto)
Tá, valeu. (Edmont)
Edmont sai. Passa por um espelho. Volta. Sua imagem está levemente transparente.
Esconderijo de Edmont.
Dessa vez durou menos tempo... (Edmont)
Beatrice está dormindo ao lado de Angely. Edmont ri.
Vai acordar. (Angely)
Angely tira o braço com cuidado de baixo de Beatrice. Levanta.
Não sabia que tinha vocação pra babá. Nem pra babaca. (Edmont)
Por que tá dizendo isso? (Angely)
Só quer dormir com você e te jogar fora. (Edmont)
Não sou adolescente inocente que precisa proteger. (Angely)
Dizer que você é inocente seria um eufemismo. (Edmont)
Por que fez aquilo com Michael? (Angely)
Não basta Melody se envolvendo nos meus casos? (Edmont)
Edmont, por que não para com isso??? (Angely)
Beatrice senta-se na cama.
Quem é quem? (Beatrice)
Voltamos ao normal. Durou menos dessa vez. (Edmont)
Quanto mais vezes for feito, menos dura. (Beatrice)
Parem com isso, por favor. (Angely)
Não gosta de ficar um tempo no meu lugar ou não quer que tome o seu? (Edmont)
Não quero que faça coisas erradas aproveitando a confiança que têm em mim, nem quero que fique na minha memória as coisas que fez! (Angely)
Pois eu adoro ter a minha lembrança e "lembrar" o que você fez. (Edmont)
Dessa parte eu não sabia... (Beatrice)
Não te perguntei nada. (Edmont)
Por que trata Beatrice assim? (Angely)
Se intromete demais no que não deve. Tá defendendo sanguessuga agora? (Edmont)
Beatrice quer ficar com você, apesar de eu tentar, mas deixa Psique em paz. (Angely)
Por que, quer pra você? Boa escolha, é muito... (Edmont)
Amava Michael e você já destruiu isso. Será que não basta? (Angely)
Não. (Edmont)
Angely olha para o chão. Olha para o lado. Olha novamente para Edmont.
É por causa de Dara? (Angely)
Não entendo como pode proteger essas pessoas. (Edmont)
Tá pensando em se vingar de Mel também? (Angely)
Não estou pensando, eu vou. (Edmont)
Mel é família! (Angely)
Dane-se! Não pensou nisso quando matou Dara! (Edmont)
Por favor... (Angely)
Edmont empurra Angely, que fica em frente a janela. Beatrice levanta, Edmont encara, Beatrice se senta na cama.
Tá vendo a diferença? Você pode sair no sol, eu não! Você tem o dever de ser legal, mas eu não! (Edmont)
Você escolheu isso. (Angely)
Escolheram por mim! (Edmont)
Beatrice se levanta.
Você quem me procurou, você queria isso! (Beatrice)
Cai em cima de você. Isso sim. (Edmont)
Edmont sai. Beatrice se senta, olhando para baixo.
Era o que queria. Sempre quis isso... Ter uma desculpa pra ser ruim. (Angely)
Angely olha para Beatrice.
Gosta mesmo de Edmont, né? (Angely)
Beatrice olha para Angely, endireita o corpo.
Eu só gosto de mim. Sou uma vampira, fui criada por um vampiro para ser o que sou. (Beatrice)
Antes de me convencer disso, convença a si. (Angely)
E por que duvida? (Beatrice)
Angely se senta ao lado de Beatrice.
Por que tá mentindo. (Angely)
Só teve um que eu amei. Andrews. (Beatrice)
Esqueceu que tô com as lembranças de Edmont por causa do feitiço. (Angely)
Não faz diferença. Andrews gostava de mim. Eu vou esquecer Edmont por que não gosta. (Beatrice)
Beatrice se levanta. Sai.
MEAK. Angely se senta no sofá, soltando o corpo, apoia os cotovelos nas pernas e a cabeça nas mãos.
Com licença... (Psique)
Angely olha para Psique.
Que bom que é você! (Psique)
Edmont fez alguma coisa? (Angely)
Não, ele percebeu que Zenon estava aqui. (Psique)
Zenon? Como chegou? Era dia... (Angely)
Ele passou a madrugada aqui. (Psique)
Não sabia... (Angely)
Eu acordei quando ele foi pro... (Psique)
Quarto de Mel. Seu quarto fica do lado. Eu tava ouvindo música, não ia mesmo ouvir. (Angely)
Ele não dormiu com ela... Bom, pelo menos não ouvi barulho nenhum depois que eles entraram. (Psique)
Dormi no chão. Foi o lugar mais perto que encontrei, tava amanhecendo já. (Zenon)
Eu entendi por que Mel quer morar só. (Angely)
Nós não... (Zenon)
Não estou censurando vocês, Mel faz o que quiser. Só me dei conta que Mel provavelmente quer poder trazer gente pra casa sem pedir autorização. (Angely)
Eu tô falando a verdade, acha que teria medo de dizer se estivéssemos juntos??? Eu gri... (Zenon)
Zenon para. Olha para Psique. Então para Angely.
Eu preciso ir. (Zenon)
Zenon sai. Angely e Psique se entreolham. Mel desce a escada.
Oi, Ang. Eu fiz as compras e, quando voltei, você não tava. (Mel)
Aconteceu de novo. Aquele negócio de trocarem de corpo... (Psique)
Mel olha para Angely.
Tem idéia de como isso acontece? (Mel)
Beatrice descobriu um feitiço. (Angely)
Beatrice está em uma biblioteca. Vira as páginas de um livro grande. Para.
Achei... Irmão gêmeos, blablabla, troca de corpos, blablabla... É não tem nada sobre memória aqui. (Beatrice)
É por que você não é uma bruxa. Quando uma garota normal faz um feitiço, ele nunca sai direito. (Inês)
E você, quem é? (Beatrice)
Vampira então, o feitiço vai se dissipando. É que vocês não deviam estar vivos. (Inês)
Você é bruxa ou caça vampiros? (Beatrice)
Nenhum dos dois. Uma das últimas de uma raça quase extinta. Mas tenho certeza que se interessaria mais pelo que tenho a contar sobre o cara com quem minha mãe se casou. (Inês)
Por que? (Beatrice)
Seu amante matou ele. (Inês)
Já tive vários amantes, todos eles matam, e matam muito. Não tenho idéia de quem seja. (Beatrice)
Seu primeiro amante. E o tal de quem falo é o cara que fez o seu parto. (Inês)
Como assim? (Beatrice)
Não quer saber a verdade sobre seu nascimento e crescimento acelerado? (Inês)
Primeiro quero saber o que é você. E porque eu tô com vontade de te agarrar. (Beatrice)
Uma fênix. Descobri depois do seu amigo aparecer. Minha mãe contou o que meu pai fez com você. (Inês)
E o que vai querer por isso? (Beatrice)
Apenas que me escute com atenção e não interrompa. Detesto guardar segredos que estejam prejudicando ou já prejudicaram alguém. (Inês)
Madrugada. Angely bate a porta do quarto de Mel. Mel abre.
Sim? (Mel)
Tá aí? (Angely)
Não tô tendo um caso com Zenon. (Mel)
Mel abre a porta e sai da frente.
Pode entrar. (Mel)
Angely entra.
Foi preocupação comigo, por causa de Edmont, daí teve a brilhante idéia de dizer que o esconderijo pegou fogo. (Mel)
Me disse que foi por que tava amanhecendo e foi o lugar mais perto que encontrou. (Angely)
Nem pra manter a mesma mentira... (Mel)
Mel, eu sei o que Edmont andou fazendo. (Angely)
Como assim? (Mel)
As nossas memórias, nessa troca... Não sei como dizer. (Angely)
Você sabe o que Edmont fez e Edmont sabe o que você fez antes da troca? (Mel)
Sim. Mas não só imediatamente antes da troca. Edmont já alimentava algo por você, antes de se tornar o que se tornou. (Angely)
Psique desce a escada para a sala. Está com uma bolsa.
Não pode ir embora, Edmont não desistiu ainda... (Angely)
Nem vai. (Psique)
Eu tenho certeza que posso fazer desistir. (Angely)
Não, não pode. Quando ele me encontrar, eu vou tentar. Se não conseguir... (Psique)
Morre. (Angely)
É. Isso. Morro. (Psique)
Está desistindo de viver? (Angely)
Eu criei essa situação. (Psique)
Não podia saber que ia matar Michael. Ou o que era. (Angely)
Eu devia ter pedido o divórcio e explicado pra Mike. (Psique)
A primeira pessoa que eu tive na vida não sabia que existiam vampirs. Morreu por que permitiu a entrada em casa. (Angely)
Eu traí ele, você não! Foi meu amante, minha traição que matou Mike! (Psique)
Você quer dizer alguém da minha família. (Angely)
Psique olha para baixo.
Desculpe, eu... (Psique)
Estou dizendo apenas que é nossa obrigação te proteger. (Angely)
Não é, não. (Psique)
Sim, é. Se eu não existisse, já tinham matado Edmont. (Angely)
Não é culpa sua essa ligação. (Psique)
Andei descobrindo coisas que Edmont fez. Às vezes tenho vontade de me matar. (Angely)
Michael adoraria te ajudar nessa crise... Se estivesse vivo. (Psique)
Beatrice anda com Inês.
Então, nunca fui humana. (Beatrice)
Aparentemente, não. Parece que essa pedra controla sua doença. Aliás, qualquer esmeralda. As pedras têm poderes, só que não é com coisas do mundo, é com coisas que vêm de magia também. Mas Elian aparentemente ficou feliz com isso. (Inês)
Aquele maldito... Queria um corpo de mulher pra trepar, mas uma cabeça de criança pra dominar. (Beatrice)
Tava me perguntando quando ia se dar conta. (Edmont)
Já sabia de Elian?! (Beatrice)
Edmont franze a testa.
Só o que te contei. Tava falando de você ser bissexual. (Edmont)
Não sou... (Beatrice)
O cheiro do seu sangue, é o mesmo quando olha pra qualquer pessoa. Possivelmente a palavra certa é pansexual. (Edmont)
Deve ser porque sou um animal. (Beatrice)
Au. Assim machuca. (Edmont)
Você... (Beatrice)
Ok, vou fingir que não notei sua falta de atenção. E aí, do que falavam então? (Edmont)
Estava me falando do desgraçado que me transformou. Como vai sua vingança? (Beatrice)
Acho deve ter me reconhecido, pra ficar me olhando desse jeito... (Edmont)
Beatrice franze a testa e olha para Inês.
Tenho alguns CDs, mas não parecia tão atraente nas fotos da Saturn. (Inês)
Bom, eu vou procurar algum cara bem forte, alto e cheio de vida, já que desse aí não consigo me alimentar. (Beatrice)
Edmont e Inês estão na cama.
Não tem medo? (Edmont)
De você? Não. Já estive com outros vampiros. Aliás, nenhum deles foi tão rápido. (Inês)
Edmont franze a testa.
Como assim? (Edmont)
Não lembro do momento em que tirou minha roupa. Não sei com que roupa eu volto pra casa agora... (Inês)
Até amanhã de noite vai ter tempo de pensar nisso. (Edmont)
Inês senta na cama.
Amanha a noite? (Inês)
Está amanhecendo e aqui não tem saída sem luz. Não vai me deixar aqui moscando sem ninguém, vai? (Edmont)
Ela falou de uma vingança... Do que falava? (Inês)
Tomaram algo que era meu. (Edmont)
Um objeto? (Inês)
Uma pessoa. (Edmont)
Queria transformar ela... Ou ele... em vampiro? (Inês)
Estava doente. Era o momento que eu esperava. Mas não deixaram. (Edmont)
E quem eram essas pessoas? (Inês)
Família e uma pessoa que, por acaso, traía o casamento comigo. (Edmont)
E vai matá-los? (Inês)
Mel e Psique. Angely não posso. E também, amava Dara. Já sofreu por isso e vai sofrer com a morte de Mel. (Edmont)
Mas... (Inês)
Edmont sobe em cima de Inês e beija.
Está falando demais pro meu gosto. (Edmont)
Vai me matar? (Inês)
Não. Você não é da raça humana. (Edmont)
Como sabe? (Inês)
Seu... cheira ...cheiro e seu... lambe ...gosto. (Edmont)
Inês beija Edmont. Segura o corpo de Edmont contra si. Edmont tira as mãos de Inês de suas costas e coloca contra a cama.
Não vai me arranhar de novo. (Edmont)
Inês sorri de canto de boca. Continuam se beijando.
MEAK. Manhã. Toca o telefone. Mel abre os olhos. Senta na cama e pega o telefone.
Alô? ### Tá. (Mel)
Mel pousa o telefone na mesa de cabeceira. Levanta. Se veste. Vai ao quarto de Angely. Vê Psique na cama. Vai sair e quase bate em Angely.
Dormi no chão. (Angely)
Mel olha para o chão e vê o colchão.
Psique tava com medo que Edmont viesse. (Angely)
Não achei que tivesse... (Mel)
Tudo bem. Eu ia te chamar pra dormir aqui no quarto também, enquanto a sede de vingança de Edmont não passasse, mas não ia caber você e Zenon também. (Angely)
Foi ao meu quarto? (Mel)
Não, eu ouvi quando chegou no meio da noite e você atacou Zenon. (Angely)
Então não ouviu, viu. (Mel)
Ouvi quando quebrou o abajur. E não imagino Zenon entrando aqui e tentando te acertar com o abajur. Nem conseguindo te acertar. (Angely)
Agatha quer falar com você. (Mel)
Que horas são? (Angely)
Tá no telefone, esperando. (Mel)
Angely vai até a sala e pega o telefone. Desliga. Mel chega.
Desligou. (Angely)
Deve estar vindo pra cá. (Mel)
Uma hora depois, toca a campainha. Estão tomando café.
Chegou. (Mel)
Quem? (Psique)
Angely se levanta. Vai até a sala. Abre a porta. Mel segue. Psique também.
Não me apresenta? (Agatha)
Angely olha pra trás.
Psique tá... (Angely)
Agatha vai até Psique.
Não perdeu seu marido, aquele que foi... (Agatha)
Esquartejado e mandado pelo correio pra mim. (Psique)
Ai, eu entendo você! Eu tive um namorado que, quando descobriu que era traído, quase me... (Agatha)
Agatha! (Mel)
Ah, desculpa. Vim falar de Kat. (Agatha)
Que houve? (Mel)
Achei remédio tarja preta na cozinha. Até onde sei, nem psiquiatra Kat frequenta. (Agatha)
Remédio de que? (Mel)
Pra dormir... Acho... (Agatha)
É por causa daquela história de sonhar com coisas que vão acontecer? (Psique)
Que?! (Agatha)
Angely coloca a mão na frente do rosto.
Que foi? (Psique)
Agatha não sabia disso. (Mel)
E dos vampiros? (Psique)
Agatha arregala os olhos e olha para Angely.
É nisso que andaram se envolvendo?! (Agatha)
Katerine tem sonhos de coisas e nós vamos atrás pra resolver. Não estamos arriscando a vida de Kat. (Mel)
Foi isso que... (Agatha)
Agatha senta-se no sofá.
Júlio? (Mel)
Agatha olha para Mel.
E fantasmas, existem? (Agatha)
Angely baixa a cabeça.
Sim. (Mel)
Será... Que eu conseguiria falar com meu pai? Queria saber se... (Agatha)
Angely olha para Agatha.
A gente nunca tentou isso. Mas, aparentemente, as pessoas vão pra outro lugar. (Angely)
Já viram algum fantasma? (Agatha)
Angely volta a baixar a cabeça.
Meg. (Mel)
Por que não me disseram? (Agatha)
Só Angely via. (Mel)
Por que meu pai não ficou aqui comigo? (Agatha)
Depois que a vida termina, as pessoas precisam seguir seu caminho. (Angely)
Será que é por vocês serem de outro planeta? Por isso conseguiu manter Meg aqui? (Agatha)
Psique arregala os olhos. Mel solta o corpo no sofá. Olha para Angely.
A gente tá tipo vivendo o contrário do primeiro de abril hoje? Existe alguma tradição dessas por aqui? (Mel)
Eu sabia que você não era humano! (Psique)
Ela sabia da Kat, sabia de vampiros e não sabia disso?! (Agatha)
A gente não costuma distribuir manuais das nossas estranhezas pra quem a gente conhece. (Mel)
Talvez devêssemos. (Angely)
Ei, eu ainda estou aqui! (Psique)
Na verdade, nem eu, nem Kat, nem Edmont, muito menos Mel somos desse planeta. (Angely)
Ah, meu Deus! (Psique)
Não vamos fazer nada com você. Só queremos ajudar. (Angely)
Você não voa nem nada disso, não é? (Psique)
Mel franze a testa.
Era fã de histórias de Superman? (Mel)
Psique arregala os olhos.
Vocês lêem mentes! (Psique)
Não, eu só chutei! (Mel)
Psique pega a bolsa que estava no sofá.
E não me sigam! (Psique)
Psique sai.
Não podia ter dito que era coisa da cabeça de Agatha? (Mel)
Ei! (Agatha)
Eu não consigo mentir. (Angely)
Bom, agora temos que dar um jeito de convencer de voltar. E antes que escureça. (Mel)
Vou atrás. (Angely)
Não, eu vou. Tenho até uma idéia. (Mel)
Mel pega uma jaqueta e sai.
Psique está andando na rua.
Psique! (Mel)
Psique continua andando. Mel corre até Psique e segura-lhe o braço.
Angely imaginou tudo. (Mel)
Não vai me convencer! (Psique)
É sério, Michael não te disse? Angely toma remédios... (Mel)
Ha-ha-ha! (Psique)
Por que não vamos ao consultório pra ver isso? Perguntamos a alguém de lá. (Mel)
E Agatha, é doente também?! (Psique)
Agatha acredita em Angely. (Mel)
Vamos lá e, se não tiver nada disso, eu falo com a impressa que foi seu irmão que matou meu marido. (Psique)
Consultório.
Ué, não tem ninguém aqui... (Psique)
Melhor, nós mexemos nos arquivos. (Mel)
Não podemos fazer isso! (Psique)
Podemos, sim, você casou com Michael e eu estou procurando arquivos de família. (Mel)
Dentro do banheiro, Edmont segura Ana, assistente de Michael, tampado a boca. Psique e Mel entram na sala de atendimento. Psique olha os armários. Mel acha a ficha de Angely, na gaveta. Abre.
Ótimo. (Mel)
Mel fecha a ficha.
Achei! (Mel)
Psique vai até Mel e pega a ficha. Abre e lê.
Isso é desde a morte da primeira namorada dele? (Psique)
Sim. (Mel)
Ele disse que via ela chamando e chegou a tentar suicídio?! (Psique)
Não viu a marca no pulso? (Mel)
Nossa... Mas por que ele fica inventando esse tipo de coisa? (Psique)
Eu não entendi direito quando Michael explicou... Não entendo por que não usava computador! (Mel)
Ele não gostava. Se visse o número de desastres que ele arrumava pra não usar... (Psique)
Bom, agora que já vimos isso, podemos voltar? (Mel)
Claro. (Psique)
Mel pega a ficha e guarda. Saem encontram Edmont na cadeira da recepção. Psique dá um passo atrás.
Que feio, invadindo o escritório alheio... (Edmont)
Como se não tivesse feito o mesmo. (Mel)
Mas eu não preciso ter educação. se levanta Sou vampir. (Edmont)
Não temos medo de você. (Mel)
Psique abre a cortina atrás de si e puxa Mel para o sol.
Fale por você. (Psique)
Edmont ri.
Se eu não quiser queimar meu braço pra te pegar aí, posso simplesmente esperar anoitecer. (Edmont)
Edmont se encosta na mesa e cruza os braços.
Vieram fazer o que aqui? (Edmont)
Não te interessa. (Mel)
Não precisa dessa grosseria... (Edmont)
Pegar a ficha do seu irmão. (Psique)
Ficha? Angely parou a terapia quando descobrimos que Meg era real. (Edmont)
Mel baixa a cabeça.
Então é verdade... (Psique)
Seja o que for, Angely não mente. Já sei, acabou deixando escapar que somos canibais! (Edmont)
Psique arregala os olhos.
Brincadeira. Quer dizer, em parte, já que agora eu vivo de pelo menos uma parte de seres humanos. Mas eu não sou ser humano, nem nunca fui, então resta dúvida. (Edmont)
Psique olha pela janela.
Vai pular? Não vai sobreviver, confie em mim. (Edmont)
Mel pega uma cadeira e joga na direção de Edmont. Edmont desvia a cadeira que acerta a parede.
Se ainda fosse aquelas cadeiras de antes, feitas de madeira... (Edmont)
Edmont dá um passo em direção Psique e Mel. Psique abre a janela e empurra Mel. Edmont puxa Psique e joga no chão.
Por que fez isso? (Edmont)
Já vi Mel se recuperar de coisas bem piores. (Psique)
Bem inteligente, com certeza sobrevive. (Edmont)
No chão, pessoa se juntam em volta de Mel. Mel tenta levantar o braço, não consegue.
Lá em cima... (Mel)
Mel fecha os olhos. Abre novamente. Teto branco. Senta-se. Está em uma cama.
Angely... (Mel)
Angely olha para Mel e vai até a cama. Abraça Mel. Mel afasta.
Eu... (Mel)
Ontem de manhã você caiu de um prédio. Lembra direito o que aconteceu? (Angely)
Só lembro que foi Psique que me jogou. (Mel)
Eu não te disse que ela era perigosa? (Brad)
Também lembro de alguma coisa com Edmont... (Mel)
Provavelmente seu irmão tentou te salvar. (Brad)
Posso falar com Mel a sós? (Angely)
Eu só vim mesmo confirmar o que as testemunhas disseram. Deram a descrição da médica e agora você disse que foi ela... Você provavelmente pegou ela com o amante, por acaso no último lugar que qualquer um imaginaria, e ela te jogou lá de cima. (Brad)
Só lembro de Psique e de Edmont... (Mel)
Brad abre a boca e fecha em seguida.
Que foi? (Angely)
Nada. Tenho que ir. (Brad)
Brad sai. Mel tira o lençol, mas Angely para Mel. Sai do quarto.
Tá achando que quem tinha um caso com Psique era Edmont? (Angely)
Brad olha pra Angely.
Qualquer um perguntaria isso com um tom mais indignado... Até você, se achasse o contrário. (Brad)
Angely baixa a cabeça.
Foi só pra saber. (Angely)
Brad estranha. Angely se vira.
Acho que você não só acha, sabe que é seu irmão. (Brad)
Prende Edmont então. Faz o que quiser, já não faz diferença. (Angely)
Angely volta ao quarto.
Delegacia.
E aí, descobriu algo? (Klane)
Oi pra você também. (Brad)
Não enrola! (Klane)
Conhece Edmont Lorrage Kallend? (Brad)
Já ajudei o irmão dele com uma bomba... (Klane)
A médica quem jogou Melody lá de cima. Melody diz que não lembra de nada, exceto de ter visto a médica e o irmão dela. (Brad)
A assistente do psicólogo foi encontrada morta e o consultório estava de ponta cabeça... Peraí, tá querendo dizer que o tal amante... (Klane)
Não é difícil ela ter trocado um psicólogo de trinta e seis por um cantor de vinte e três. Devem ter matado o cara e ficaram planejando o que fazer, o cara tava morto há dias. (Brad)
É, o esquartejamento parece ter sido muito depois da morte. (Klane)
Como ninguém sabia que ela tinha um amante e ninguém desconfiaria quem era... (Brad)
É, até que, pra um policial, você consegue raciocinar bem. (Klane)
Klane sai.
Ei! (Brad)
Inês chega em seu apartamento. Vê um corpo no chão. Baixa. Pega o pulso.
Podiam pelo menos levar o corpo, ou jogar pela janela. (Inês)
Fiquei com fome enquanto esperava. (Edmont)
Inês levanta e se vira.
Ah, achei que fosse algum amigo dela... (Inês)
Parece que já se acostumou com esse tipo de coisa. (Edmont)
É, e estou acostumada também a nunca mais ver os que fazem isso. Há muitos caça-vampiros nessa área. (Inês)
Mas eu sou especial. (Edmont)
Inês encolhe e solta os ombros.
Tá... (Inês)
Edmont puxa e beija Inês. Madrugada. Inês está na cama só com o lençol. Edmont está de calça, em uma cadeira. Vai até a janela.
Não acreditei quando enfiou a espada em Modret. Foi fraqueza. Henry era só ser humano. Eu era uma criança e venci Henry. (Edmont)
E Angely te venceu. (Inês)
É. Mas não preciso me preocupar, é incapaz de matar. (Edmont)
Edmont se vira e encosta na janela de costas.
Não sei por que estou te contando isso. Não contei pra ninguém, nem pra mim eu falo isso. Você faz bruxaria? (Edmont)
Não. Fênix. (Inês)
E o que é isso? (Edmont)
Não sei muito. Mas sei que posso reconhecer um vampiro de longe. (Inês)
É? E por que não foge? (Edmont)
Posso reconhecer por que me sinto atraída por vampiros. (Inês)
Edmont vai até Inês.
E se eu quiser te matar? (Edmont)
Zenon está andando na rua. Olha para o horizonte. Entra em um bar.
Estamos fechando. (Daniel)
Mas eu... (Zenon)
Não pode ficar aqui, vou fechar agora. (Daniel)
Você não está entendendo, preciso de um lugar pra ficar durante o dia... (Zenon)
Estou sim, isso aqui não é abrigo pra vampiro. (Daniel)
E pra uma vampira, tem abrigo? (Beatrice)
Edmont te expulsou do apartamento? (Zenon)
Não, apenas demorei demais com a caça. Não vai nos deixar ficar? (Beatrice)
Não quero morrer. (Daniel)
Não preciso da sua permissão pra ficar. Se deixar, eu posso até ser doce. Mas se resolver nos expulsar, vai se arrepender imensamente. (Beatrice)
Zenon olha para Beatrice.
Não quero um favor seu. (Zenon)
Zenon olha para Daniel.
Tem uma saída pelo esgoto aqui? (Zenon)
Que nojo. (Beatrice)
Já tô acostumado. (Zenon)
Daniel revira os olhos.
Eu te mostro. (Daniel)
Daniel sai e Zenon segue. Daniel volta.
Já disse que não é dormitório de vampiro isso aqui. (Daniel)
E se eu não quiser dormir? (Beatrice)
Manhã, 8:00. Hospital. Angely para o carro na frente. Sai. Olha para o hospital. Olha para o carro.
Não vem? (Angely)
Acha que alguém nota se sair alguma fumaça de mim? (Zenon)
Angely entra no hospital. Alguns minutos depois, sai com Mel.
Tem certeza que não... (Angely)
Tenho! Você acha que sou de vidro??? (Mel)
Mel vai até o lado da direção.
Você vai de carona, não dirigindo. (Angely)
Ei! (Mel)
Angely entra e destrava a porta de carona.
Não abra muito essa porta, por favor. (Zenon)
Ah, não, pra que veio também??? (Mel)
Só queria... (Zenon)
Mel escancara a porta do carro. Zenon se encolhe no canto atrás da carona. Mel entra e fecha.
Isso por que eu pedi... (Zenon)
Exatamente porque pediu. (Mel)
MEAK.
Mas você tem que ficar de repouso! (Zenon)
Repouso o escambal, vou achar Psique... (Mel)
Toca o telefone. Angely atende.
Nesse estado você não consegue... (Zenon)
Alô? (Angely)
Tirou diploma de medicina do cu agora?! (Mel)
Quê??? (Angely)
Não é como se precisasse de diploma! (Zenon)
Tá, eu falo pra Mel. (Angely)
Ah, é, realmente, quem tem diploma eu não escuto também, afinal o diploma é válido pra entender de seres humanos! (Mel)
Tá, tudo bem, tchau. (Angely)
Angely desliga.
Se eu tô dizendo que vou atrás de... (Mel)
Não precisa. Já encontraram. (Angely)
Noite. Delegacia. Brad e Klane conversam.
Então, eles provavelmente brigaram. (Brad)
Ela deve ter achado que estava ficando arriscado e... (Klane)
Não estava fazendo isso pela própria vontade. (Mel)
Como assim? (Brad)
Edmont forçou a ficarem junto. Ameaçou matar Michael. Então Psique terminou. (Mel)
Como sabe disso? (Klane)
Ela tava na casa da Melody. (Brad)
Isso deve ter facilitado os encontros dela com Edmont. (Klane)
Não, Psique dormiu no quarto de Angely. (Mel)
Brad franze a testa e Klane levanta as mãos, com as palmas pra cima.
Angely dormiu no chão. Devem ter visto no jornal que a pessoa com quem Angely tava morreu faz pouco. E é a segunda vez que isso acontece. Não é como se Angely estivesse procurando alguém no momento. (Mel)
Eu vi isso... Essa que foi recente, não era ex do outro? (Klane)
Psique e você que deram a injeção na garota, não é? (Brad)
Só agora vocês deduziram que Edmont tá com raiva?! (Mel)
Então você também tá correndo risco! (Brad)
Sei me defender muito bem. (Mel)
Ele esquartejou um cara, torturou essa médica até a morte, acha que vou te deixar sozinha??? (Brad)
Mais não! Agora só falta Dancan querer me emprestar guarda-costas! (Mel)
Mel sai.
Mais um? (Brad)
Ela é famosa, não é o único que tá de quatro por ela, amigo. (Klane)
Não tô de quatro por ela! (Brad)
Não, tá de cinco. (Klane)
Klane levanta e sai. Do lado de fora, Mel encontra Zenon.
E aí? Era? (Zenon)
Não viu o estado em que estava. (Mel)
Eu imagino. (Zenon)
Olha aqui, eu... encara Zenon Quem é esse? (Brad)
Uma das pessoas que tá achando que Edmont vai surgir de debaixo da cama e me atacar. (Mel)
Zenon. (Zenon)
Brad Andrews. (Brad)
Andrews... Interessante... (Zenon)
Ajudou Stephany a escapar de quem gerou vampirs. (Mel)
Quem gerou?! Aquele vampiro que esteve aqui era o primeiro? (Brad)
Se está se referindo à Andrews, sim. (Zenon)
Mel encara Zenon.
Ele é caça-vampiros? (Brad)
Sim. (Mel)
E por que ele está te protegendo do seu... (Brad)
Brad se cala. Engole seco.
Entendeu porque você não pode fazer nada? (Mel)
Ajudei com... (Brad)
Me disseram. Andrews te jogou no chão, aí você correu com Stephany. Vai precisar de mais que isso pra enfrentar Edmont. (Zenon)
Vamos logo. (Mel)
Brad olha para o carro. Puxa Mel pra perto de si. Mel dá um empurrão em Brad.
Que pensa que tá fazendo??? (Mel)
É o vidro. Reflete as coisas a volta. (Zenon)
Mas não reflete você. (Brad)
Sim, é, mas tá me ajudando, agora dá licença! (Mel)
Peraí, vampiros são maus! (Brad)
Vou te esperar lá perto do seu carro. (Zenon)
Zenon atravessa a rua e vai até o carro, encostando-se, com os braços cruzados.
Zenon tem autorização pra entrar na minha casa, se quisesse me matar, já tinha feito. (Mel)
Talvez esteja esperando! (Brad)
Esperando o que? (Mel)
Você mora com Angely, talvez esteja esperando Angely sair! (Brad)
Claro, esqueci, não é estaca que mata vampiro, é pinto. (Mel)
Mel cruza os braços.
E se ele estiver com Edmont??? (Brad)
Zenon e Edmont se odeiam. (Mel)
Talvez seja teatro! (Brad)
É de antes da transformação de Edmont. (Mel)
Mas talvez seja esse cara que tenha transformado ele em vampiro ou talvez sejam aliados... (Brad)
Impossível! (Mel)
São vampiros, Melody! (Brad)
Tá parecendo um disco quebrado agora! (Mel)
Não pode confiar em vampiros! (Brad)
Como pode saber que todo mundo é ruim?! (Mel)
Eu não sei. (Brad)
Mel encara Brad. Brad puxa e beija Mel. Zenon desencosta do carro, descruza os braços e franze a testa. Desfranze e olha para o chão. Olha de novo para Brad e Mel. Sai. Brad afasta de Mel.
Que diabos foi isso? (Mel)
Desculpa, eu... (Brad)
Tá achando que isso aqui é novela? Que vou pedir sua proteção porque me beijou? Para de assistir desenho infantil, tá te fazendo mal. (Mel)
Mel vai até o carro. Olha para os lados. Bufa.
Legal, só tem criança na minha vida mesmo. (Mel)
MEAK. Angely está fazendo flexão na sala. Mel entra.
Tentando ficar mais forte? (Mel)
Só mantendo. (Angely)
Angely para.
Pensando em arranjar um emprego. (Angely)
E no que está pensando? (Mel)
Guarda-costas, segurança... Algo do tipo. (Angely)
Vai ficar engraçado você de segurança de alguém com fama. (Mel)
Não sei exatamente o que vou fazer, mas parar aqui é que não. (Angely)
Kat não tem tido mais sonhos. (Mel)
Talvez não haja tantas criaturas estranhas no mundo como pensamos. (Angely)
Ou talvez não criem tantos problemas, ou haja muito mais gente caçando do que supomos... (Mel)
Qualquer que seja a resposta, se não teve sonhos, não precisamos nos preocupar. (Angely)
E se tiver perdido esses poderes? Não devia ter sonhado com o que houve com Psique? (Mel)
Angely se levanta.
Podemos falar com Kat. Se tiver perdido esse, perdeu o outro também. (Angely)
Boa idéia. (Mel)
Casa de Kat. Agatha atende a porta.
Oi... (Agatha)
Kat tá? (Angely)
Agatha, cadê meu CD? (Kat)
Que CD? (Agatha)
Aquele que você provavelmente pegou! (Kat)
Emprestei um pra Helene. (Agatha)
Era meu! (Kat)
Agatha revira os olhos.
Ainda é. Eles querem falar com você. (Agatha)
Agatha sai.
Cara-de-pau! Mas vai ver o que vai acontecer com o vestido azul de veludo! (Kat)
Não sabia que a situação tava tão ruim assim aqui. (Mel)
Se quiser tem um quarto... (Angely)
De jeito nenhum! Não saio, a casa é minha também! (Kat)
Vende a sua parte pra Agatha. (Mel)
Eu não vou desistir assim tão fácil. Só um instante e eu já volto pra falar com vocês. (Kat)
Kat sai.
Essa casa não era de Kat e Meg? (Mel)
Não lembra do acordo que fizeram, pra usar o outro terreno pra testes da empresa? (Angely)
Sim, mas era herança. Agora fica só no nome de Kat, pode expulsar Agatha daqui a hora que quiser... (Mel)
Isso seria desonesto! (Angely)
Eu faria. Conviver com Agatha deve estar uma merda. (Mel)
Angely encara Mel.
Que foi? (Mel)
Devia ser mais tolerante. (Angely)
Tá defendendo a Agatha? (Mel)
Pra onde iria se fizesse isso? (Angely)
Edmont tinha razão. Você é legal demais pra esse mundo. (Mel)
Kat volta feliz.
Que você fez? (Angely)
Peguei o melhor batom de Agatha e gastei inteiro desenhando no papel de parede que trocou a pouco tempo. Aliás, desenhei principalmente no pôster de... (Kat)
Kat! (Angely)
Tudo bem, agora podemos conversar? (Mel)
Sobre o que? (Kat)
Vocês não sabem perdoar, não??? (Angely)
Não quando se faz as coisas de propósito pra azucrinar ou prejudicar. (Mel)
Agatha tem que aprender que... (Kat)
Vocês vão ficar revidando o resto da vida, até morrerem! (Angely)
Não foi pra falar disso que vieram, foi? (Kat)
Angely solta os ombros e o ar.
Não. É sobre os sonhos. (Angely)
Não tive mais nenhum. (Kat)
Nós estávamos pensando, e se você perdeu esse poder? (Mel)
Oi de novo. (Agatha)
Oi. (Angely)
Agatha senta-se no sofá e pega uma revista.
Pode deixar eu conversar em paz? (Kat)
Por que eu não posso ouvir? (Agatha)
Olha aqui... (Kat)
Vamos pro seu quarto. (Angely)
Kat, Mel e Angely sobem. Kat fecha a porta.
Então? (Kat)
Você não tem tido mais os sonhos, então... (Mel)
Ouvi passos. (Angely)
Ah, não, eu vou matar... (Kat)
É só curiosidade. (Angely)
Boa idéia, vou usar o provérbio "curiosidade mata" pra me defender no tribunal! (Kat)
Kat, deixa pra lá... (Angely)
Angely, distrai. (Mel)
Eu? (Angely)
Não está defendendo tanto? (Mel)
Angely olha pra Kat e Mel. Sai do quarto e fecha a porta atrás de si.
Oi outra vez... (Agatha)
Está atrás do que exatamente? (Angely)
Vocês ficam escondendo as coisas. Cresceu como meu irmão, que merda aconteceu pra ficar assim? (Agatha)
A gente pode sair daqui então? (Angely)
Agatha bufa. Sai. Angely segue. Mel está com o ouvido na porta.
É, foram. Agora sim, vamos falar dos sonhos. Kat... (Mel)
Mel se vira. Kat está na cama. Mel se aproxima e pega o pulso. Kat abre os olhos.
Pára de gracinha. (Mel)
Estava só testando se perdi esse. (Kat)
Bom, se não perdeu esse, não perdeu o outro. Acho. (Mel)
E por que acharam que eu tinha perdido? (Kat)
Bom, não tem tido mais sonhos. (Mel)
Talvez por que não haja problemas. (Kat)
Psique morreu. Você não sonhou com isso. (Mel)
Não dormi no dia que Psique morreu. (Kat)
Como não? (Mel)
Estava com Derik. (Kat)
Mel franze a sobrancelha.
Que foi? Ah, não, nós não fizemos o que tá pensando! (Kat)
Só espero que não faça isso só pra imitar pessoas adultas. (Mel)
Eu sei. Tava tentando... Mas Derik diz que não quer agora. Diz que não pode. (Kat)
Bom, Derik tem 19. Achei estranho sequer querer namorar com você. (Mel)
Não sou uma criança! E são só cinco anos de diferença! (Kat)
O que é mais que um terço do que você já viveu até hoje. Daqui a um tempo, cinco anos realmente não farão diferença. Mas hoje é muito pra vocês. (Mel)
A gente namora há um tempão e Derik nem me beija direito! (Kat)
Aliás, lembrei de outra coisa. Que Agatha falou. (Mel)
Claro, só quer ferrar minha vida... (Kat)
Remédios. Tarja preta. Não quero mais você tomando isso. (Mel)
Mas eu preciso... (Kat)
Não, não precisa. Você dorme todo dia, se tiver que sonhar algo, consegue sonhar naturalmente. (Mel)
Kat vai até uma cômoda. Pega um vidro e entrega a Mel.
Podemos voltar a falar de Derik? (Kat)
Noite. Angely está no quarto de Agatha.
Tem certeza que isso é assim? (Agatha)
Tenho. (Angely)
Finalmente entendi então! (Agatha)
Agatha vira para Angely. Angely pega o caderno e entrega a Agatha.
Me mostra que entendeu. (Angely)
Agatha pega o caderno. Começa a escrever. Mel vem a porta.
Vamos? (Mel)
Claro! (Angely)
Angely sai.
Que droga. Bom, pelo menos aprendi alguma coisa... Pedir ajuda não dá certo mesmo! (Agatha)
MEAK.
Então, Kat não perdeu mesmo os poderes? (Angely)
Não, me mostrou que ainda sabia aquele troço do desmaio. Mas disse que não teve mais sonhos. (Mel)
Casa de Kat.
Tá, agora vamos tentar de novo... (Kat)
Kat deita na cama. Fecha os olhos. Um objeto flutua no ar. Vai indo até a cama, mas cai antes de chegar. Kat abre os olhos.
Droga, ainda não consegui. (Kat)
Kat se senta na cama e vê Derik na porta.
Quer me matar do coração??? (Kat)
Ainda não contou pra Mel e Angely. (Derik)
Quero ter certeza que consigo, e dominar isso, antes de sair falando. (Kat)
Não vai adiantar passar as noites em claro tentando. Isso acaba atrapalhando seu outro poder. (Derik)
Não vê??? É minha chance de ajudar mais! (Kat)
Podia ter previsto que Psique ia morrer. (Derik)
Naquela noite eu descobri isso, se não se lembra. (Kat)
Kat... (Derik)
Eu juro que falei a verdade, não tava conseguindo voltar. (Kat)
Então é melhor descansar hoje. (Derik)
Mas... (Kat)
Mas, não. E se Edmont for atrás de Mel? Você vai poder prever se estiver querendo pegar Mel também. (Derik)
Tá, você venceu. Pode ficar aqui comigo? (Kat)
Claro. Adoro ver você dormir. (Derik)
É ironia? (Kat)
Não, tô falando sério. (Derik)
Não gosta de me ouvir falar, é isso??? (Kat)
Não, é que, quanto mais tempo eu passo com você, melhor. (Derik)
Pára de falar assim! Sabe que não gosto quando fica falando desse jeito! (Kat)
Tá, tudo bem, não falo mais! Não quero te deixar... (Derik)
Kat puxa o cobertor e deita. Derik senta na cama.
Também não precisa ficar com raiva. (Derik)
Não tô com raiva. vira para Derik Mas tô com frio. (Kat)
Derik deita ao lado de Kat e abraça.
Madrugada. Kat acorda, se vira, Derik cai no chão, Kat senta na cama.
Preciso falar com Mel! (Kat)
Calma, Kat! Não era você, lembra? E vamos evitar... (Derik)
Temos que ir rápido! (Kat)
Qual o problema? (Derik)
Edmont. Amanhã. Durante o dia. (Kat)
Kat levanta da cama. Derik, do chão. Kat pega o telefone. Disca. Espera. Desliga. Disca novamente. Espera. Desliga de novo.
Droga, vamos ter que ir pra lá! (Kat)
Como??? A pé??? (Derik)
Você nem pra aprender a dirigir! (Kat)
Não tenho identidade e eu vôo, não precisava! (Derik)
É isso mesmo, você vai voando e pede pra Mel vir me buscar aqui. (Kat)
Kat pega uma bolsa.
Por que não Angely? (Derik)
Por que Agatha vai querer prender Angely aqui. Vai logo! (Kat)
MEAK. Aurium pousa na janela de Mel. Mel abre os olhos. Senta e olha para a janela. Pega o celular. Aperta o botão de ligar. Nada. Levanta e vai até Derik. Pega a bolsa, tira o bilhete:
Mel, venha rápido.
Deve ter tido algum sonho muito urgente pra me chamar de madrugada... (Mel)
Casa de Kat.
Bom, se é pro dia, a gente joga no sol se for necessário. (Mel)
Mas... (Kat)
Derik, cuida de Kat. Vou voltar pra casa e falar com Angely. Já tá amanhecendo e, se eu demorar mais, vou pegar trânsito. (Mel)
Amanhece. Meio de um túnel, em uma estrada.
Que merda! (Edmont)
Eu avisei que ia amanhecer. (Beatrice)
Edmont vai andando na direção do final do túnel.
Cuidado, alguém ainda passa e te pega pelo meio! (Beatrice)
Mel entra no túnel. Passa e vê alguém que sentar-se no chão no meio do túnel. Olha no retrovisor. Franze a testa. Olha para frente. Enfia o pé no freio, mas atropela. O carro acerta a parede do túnel. Mel bate a cabeça e desmaia. Beatrice vai até Edmont. Agacha ao lado.
Avisei pra não ficar no meio do caminho. (Beatrice)
Edmont senta. Mexe o corpo.
Merda, não podia ter olhado pra frente, não?! E você também, deu pra ter visão agora?! E pára de falar "eu avisei"! (Edmont)
Edmont se levanta. Beatrice levanta também.
Não me matou, mas isso dói. (Edmont)
Será que ao menos temos café da manhã de graça? (Beatrice)
Só se tiver morrido. Se tiver sobrevivido, vou jogar no chão e passar com o carro em cima até anoitecer e podermos sair daqui. (Edmont)
Edmont e Beatrice vão até o carro.
Vai se fingir de anjo dela agora? (Beatrice)
Por que eu faria isso? (Edmont)
Nossa aposta. (Beatrice)
Mel precisa pagar pelo que fez primeiro. (Edmont)
Edmont pega o telefone. Disca.
Mas não vai ser as... Alô? Tem uma emergência... (Edmont)
Edmont se afasta de Beatrice. Beatrice passa a mão no rosto de Mel.
Não me admira Edmont querer você. ri Não sei se Edmont tem razão sobre minha sexualidade, mas acho que, com você, até sendo hétero. (Beatrice)
Edmont volta.
Pronto. Daqui a pouco tem uma ambulância aqui. (Edmont)
Acabou de se matar. Deu no jornal que matou Mike e Psique. (Beatrice)
Por que não me avisou?! (Edmont)
Desculpa, eu tinha esquecido. (Beatrice)
Você vai me ajudar agora. Vamos sair daqui. (Edmont)
Desculpe... Vamos? Eu não preciso fugir. (Beatrice)
Quando chegarem, me levam e descobrirão o que sou. E você tá comigo. (Edmont)
Sou uma adolescente que estava passando! Não sei quem é você. (Beatrice)
Edmont cruza os braços.
Vai ter que explicar por que não quer sair no sol. (Edmont)
Casa de Kat. Edmont e Beatrice chegam na varanda. Soltam o estofado do carro no chão. Edmont empurra para o canto da varanda.
Não podemos entrar. Vamos ficar aqui, na varanda o resto do dia? Quando o sol for se pôr, atinge este lado. (Beatrice)
Vamos entrar. Não fale e finja insegurança. Sei que é capaz. (Edmont)
Edmont bate a porta. Agatha atende.
Oi, Edmont... Quem é sua amiga? (Agatha)
Convide a entrar... (Edmont)
Ah, pode entrar, garota... (Agatha)
Beatrice entra, olhando pros lados. Edmont entra atrás.
Não está mais ouvindo a gente. Quando examina os lugares desse jeito, desliga das pessoas. (Edmont)
Tem algum problema? (Agatha)
Acha que é vampir. (Edmont)
Ah, meu Deus... (Agatha)
Não se preocupe. Me disse que se arrepende. É só não tocar, nem ameaçar. (Edmont)
E se for mesmo?! (Agatha)
Edmont ri.
Agatha, isso... (Edmont)
Angely e Mel já me falaram. (Agatha)
Edmont fecha a expressão. Baixa a cabeça. Olha de novo para Agatha.
Já testei. Mas não consigo convencer. (Edmont)
Não era melhor ligar pra um sanatório? (Agatha)
Se tratava com Michael. Michael tentou se aproveitar. (Edmont)
Ah, por isso tão dizendo que você matou ele! (Agatha)
Beatrice... (Angely)
Beatrice olha para Angely. Depois para Edmont.
Ela tem problema, Angely. Aliás, você... (Agatha)
Eu sei. Vem comigo. (Angely)
Beatrice continua olhando para Edmont. Edmont mexe a cabeça para baixo e para cima. Angely estende a mão para Beatrice. Beatrice segura a mão de Angely. Sobem a escada. Entram em um quarto. Angely arrasta um guarda-roupas para a frente da janela.
Mel acabou de sofrer um acidente. Edmont ligou pra emergência, por isso tivemos que sair do túnel. (Beatrice)
Mel tá... (Angely)
Nada de grave. Mas a gente podia ter feito algo. E não fizemos. (Beatrice)
Beatrice deita-se na cama. Angely cobre Beatrice e dá um beijo na testa. Angely volta a sala.
Tá dormindo. (Angely)
Vocês querem alguma coisa? (Agatha)
Água. Pode buscar pra mim? (Edmont)
Claro! (Agatha)
Agatha sai.
Beatrice tá mesmo dormindo? (Edmont)
Me contou o que fizeram. Podia ter deixado Mel pra morrer. (Angely)
Sabemos que não ia morrer. (Edmont)
Pelo acidente, não. (Angely)
Edmont olha na direção da escada.
E o que fez? (Edmont)
Tá dormindo. Se quiser ir lá verificar... (Angely)
Acredito em você. O que quer? (Edmont)
Pretendia se vingar de Mel em Kat. (Angely)
Como sabe que... (Edmont)
Não veio até aqui só pra ter abrigo. Achou que a guarda estaria baixa. (Angely)
Edmont ri.
Vai deixar Kat e Mel em paz. (Angely)
Se não o que? (Edmont)
Posso enfiar uma estaca em você, depois em mim. (Angely)
Eu deixo. (Edmont)
Jura por Modret? (Angely)
Edmont levanta. Vai a escada.
Jura por Modret? (Angely)
Edmont para.
Juro. (Edmont)
Algum tempo, algum lugar
Então Edmont prometeu não encostar mais em Mel por ameaça de Angely? (Xien)
Vai falar de si na terceira pessoa? (Uehfo)
Não sei quem sou. Fica mais fácil. (Xien)
Depois do que houve com Dara, Edmont meio que pirou. Mas acho que Edmont nunca encostaria em Mel ou Kat de verdade. Ou ao menos não conseguiria ir até o fim. (Uehfo)
Como sabe? (Xien)
E como você saberia? (Uehfo)
Não faço ideia. (Xien)
Vamos continuar então? (Uehfo)
Xien estende a mão. Uehfo segura a mão de Xien.

Resumo do Capítulo

Psique recebe uma caixa. Fica com receio de abrir e chama Mel. Diz a Mel que tem um caso com Edmont, mostra um bilhete que estava junto, com o letra de Edmont. Mel abre a caixa. Tenta impedir Psique de ver, mas não consegue. Psique vê o corpo de Michael em pedaços. Tenta se matar, Mel impede. Mel coloca Psique na cama e chama a polícia. Mostra a caixa e a carta a Brad, não diz que é de Edmont. Fala que irá proteger Psique em sua casa. A noite, Edmont tenta derrubar Mel. Diz que tinha certeza que Mel protegeria Psique e some. Angely chega e Mel mente sobre Edmont ter estado ali. Edmont encontra Beatrice. Beatrice fala que a vingança vai acabar matando Edmont, e que sabe que foi ele quem mandou os pedaços de Michael a Psique. Edmont ameaça segurar Beatrice até o sol nascer, mas puxa e entra. Beatrice abraça Edmont. No dia seguinte, Psique agradece a Angely pela ajuda, Angely diz que Edmont é sua responsabilidade. Mel dá bronca em Zenon, ao se dar conta de que Zenon mentira ao dizer o esconderijo tinha pego fogo, que estava ali por causa de Edmont. Angely é trocado de novo de lugar com Edmont. Encosta Psique contra a parede. Mel aparece, Edmont se vira, Mel sai. Edmont sai. Zenon aparece. Conta a Psique que não podem matar Edmont. Angely pergunta a Beatrice porque continua fazendo isso. Angely pergunta se Beatrice tem medo de Edmont. Beatrice se cala. Na cidade, Edmont anda na luz do dia. Milene pede um autógrafo a Edmont. Milene estranha, pois achara que era Angely. Edmont tenta entrar no consultório de Psique, mas a pessoa na recepção diz que apenas Psique consegue entrar na sala. Volta para o esconderijo, pois vê sua imagem começar a sumir no espelho. Encontra Beatrice dormindo ao lado de Angely. Angely pergunta sobre Michael. Beatrice acorda. Angely pede de parem as trocas. Edmont fala sobre trocarem as lembranças. Beatrice diz que não sabia sobre as lembranças. Edmont destrata, Angely pergunta porque faz isso. Edmont diz que não queria a transformação. Sai. Beatrice diz que vai esquecer Edmont pela falta de amor. Angely chega em casa. Conta a Mel que a troca acontece por um feitiço que Beatrice fez. Beatrice vai até a biblioteca. Encontra Inês, que lhe diz que o feitiço não sai direito sem ser bruxa. Diz a Beatrice que seu padastro fez o parto em que nasceu, e que Elian matou. E que teria feito algo com Beatrice. Angely conta a Mel sobre a memória compartilhada, e que Edmont sentia algo por Mel. Mais tarde, Psique tenta ir embora, mas Angely pede que fique, que não se culpe, que tem mais culpa de Psique. Inês conta a Beatrice que Beatrice nunca pertenceu a espécie humana. Edmont chega e faz piada em relação a sexualidade de Beatrice. Beatrice responde que é um animal. Edmont revela que também é pansexual. Beatrice sai. Inês e Edmont vão pra cama. Inês pergunta sobre a vingança, Edmont começa a falar, mas para. Voltam ao que faziam. De manhã, Mel atende o telefone e chama Angely. Agatha desligou. Um tempo depois, aparece. Fala de remédios tarja preta de Katerine está tomando. Psique fala do poder de Kat, de prever o futuro, e dos vampiros. Acabam falando sobre Meg. Agatha diz que talvez o fato de serem de outro planeta tenha algo a ver com Meg ter ficado. Psique, que não sabia dessa parte, sai. Mel segue. Convence Psique a ir até o escritório de Michael, dizendo que Angely imaginara tudo e Agatha acreditava. Mel pega a ficha de Angely e mostra a Psique. Na ficha, fala inclusive sobre Angely ter visto Meg. Quando vão sair, encontram Edmont. Edmont diz que Angely parou a terapia quando descobriram que Meg era real. Edmont vai na direção, Psique joga Mel pela janela. Mel acorda no hospital. Angely pergunta sobre o que houve. Mel só lembra de Psique ter jogado da janela e de Edmont estar lá. Brad chega, ouve, fala com Angely e Mel que acha que Mel achou Psique com amante, por isso Psique atirou Mel pela janela. Brad sai. Angely segue e pergunta se Brad acha que Edmont era amante de Psique. Brad estranha o tom. Angely diz que Brad pode prender Edmont, que já não faz diferença. Brad chega a delegacia e fala com Klane. Desconfiam que Psique e Edmont mataram Michael e que planejaram tudo, por isso o corpo teria sido esquartejado muito depois de morto. Inês chega em seu apartamento e acha um corpo. Edmont aparece. A noite, estão conversando e Edmont fala sobre Modret. Diz que não costuma falar disso. Inês diz que é Fênix e que existe uma relação diferente entre Fênix e Vampiro. Zenon entra em um bar, tentando fugir do amanhecer e encontra Beatrice. Zenon sai pelo esgoto, não querendo ficar no mesmo lugar que Beatrice. Angely vai buscar Mel no hospital, com Zenon. Chegam em casa, Mel e Zenon discutem, pois Mel quer ir atrás de Psique. Mas recebem uma ligação e Angely diz que encontraram Psique. Mel vai até a delagacia. Brad descobre que Edmont está atrás de vingança. Segue Mel, que está com Zenon. Percebe que Zenon é vampiro. Brad e Mel discutem. Brad beija Mel e Zenon sai. Mel se enraivece com Brad, depois com Zenon. Em casa, encontra Angely e falam sobre os poderes de Kat. Especulam que possa ter perdido, por não ter mais sonhos. Vão até Kat. Kat e Agatha estão brigando. Agatha fica na sala. Kat resolve conversar com Mel e Angely no quarto. Agatha vai escutar atrás da porta. Mel e Kat falam para Angely distrair Agatha. Kat descobre que não perdeu o poder de desmaio. Mel fala que Kat não sonhou com Psique. Kat diz que estava com Derik. Mel estranha e Kat diz que não fizeram nada, que Derik não quer. Mel lembra que Agatha tinha falado sobre o remédio tarja preta, Kat entrega o remédio a Mel. A noite, Mel e Angely voltam a MEAK. Kat, em sua casa, tenta flutuar um objeto durante o desmaio. Derik chega e discutem sobre Kat ficar treinando isso. Kat concorda em descansar. Acorda de madrugada, pede a Derik que leve um recado e traga Mel. Mel vem e diz a Kat que vai falar com Angely. A caminho, atropela Edmont dentro de um túnel. Edmont chama a emergência. Beatrice diz que saiu no jornal que matara Psique e Michael. Edmont e Beatrice vão até a casa de Agatha, usando o estofado do carro. Edmont diz a Agatha que Beatrice acha que é vampira. Agatha fala que sabe que existem. Edmont mente que testou e não é, mas não consegue convencer Beatrice. Angely chega. Leva Beatrice até o quarto. Volta a sala. Edmont pede um copo de água a Agatha, para que fiquem sós. Angely fala a Edmont que sabe que pretendia se vingar em Katerine. Ameaça matar a si e a Edmont. Faz Edmont jurar por Modret que deixara Kat e Mel em paz.

Dara Keon