Sacrifício
MEAK
A20

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Atualmente
Novembro de 2023. Kat entra na MEAK. Mel desce a escada.
Tá tudo bem com você? (Kat)
Tá. Por quê? (Mel)
Liguei e ninguém atendeu. Faz uma semana que voltou do hospital e não falaram comigo. (Kat)
Foi mal. Tô querendo ficar um pouco no meu canto. (Mel)
Ah. (Kat)
Silêncio.
Pensei em viajar ou coisa do tipo. Pra espairecer, sabe? (Kat)
Eu tô mais pra ficar lendo em casa mesmo. (Mel)
Entendi. (Kat)
Silêncio.
Veio aqui com algum outro motivo? (Mel)
Queria ver se estavam bem só. (Kat)
Eu tô. (Mel)
O que tem lido? (Kat)
Tá entediante lá com Agatha? (Mel)
Kat olha pra baixo.
Agatha aquietou de repente. (Kat)
Você contou? (Mel)
Kat olha para Mel. Olha para baixo.
Você ficou um mês no hospital. Eu... (Kat)
Não tem problema. Nem faz mais sentido esconder nada. É até bom que saiba, pra se proteger de Edmont, enquanto não resolvemos isso. (Mel)
Kat olha para Mel novamente.
Resolver? (Kat)
Edmont é um problema que nós precisamos resolver. (Mel)
Como? (Kat)
Eu não sei ainda. (Mel)
É sobre isso que anda lendo. (Kat)
Mel senta-se no sofá. Aponta o outro sofá para Kat. Kat se senta também.
Estou procurando em tudo que posso. Online, livros. As poucas coisas que achei sobre, tentei contra-feitiços, nada. Estou começando a pensar que pode ser algo atlante. (Mel)
Ou pode ser algo que Nilrem fez. (Kat)
Talvez eu já tivesse encontrado referência. (Mel)
Não se tiver sido criado por Nilrem. (Kat)
Mel abre mais os olhos. Franze a testa, olhando pra baixo. Dá um soco na mesa, Kat se encolhe.
Desgraça. Nem depois da morte deixa a gente em paz. (Mel)
Será que também não poderia ter colocado algo em Edmont? Pra se transformar... (Kat)
No final das contas foi a cria da cria de Nilrem que fez isso. (Mel)
Talvez Beatrice também não tenha culpa. Não é como se tivessem oferecido uma outra vida. (Kat)
Edmont e Beatrice foram falhas nossas. Mas agora têm culpa pelo que fazem. Temos que parar isso. (Mel)
Chegou a falar com Angely sobre? (Kat)
Não tenho falado muito com Angely. Ninguém por aqui tá muito pra conversa, acho. (Mel)
Tem algo que eu possa fazer? (Kat)
Quando eu for procurar coisa de novo, te chamo. Agora vou treinar um pouco. (Mel)
Posso treinar com você... (Kat)
Melhor não. Eu poderia te machucar. (Mel)
Kat baixa a cabeça.
Vou pra casa então. Bom treino. (Kat)
Uma hora eu te inscrevo em alguma aula de luta. Mas deixa ao menos você ter uns 16. (Mel)
Promete? (Kat)
Sim. (Mel)
Kat sorri. Levanta e vai até a porta, Mel segue e abre a porta. Kat abraça Mel e sai. Mel fecha a porta. Volta ao sofá e se deixa cair. Olha para o teto. Olha para a escada. Se inclina para a frente e apoia os cotovelos nos joelhos, a cabeça nas mãos. Solta os braços. Olha para a escada novamente. Levanta e sobe a escada.
Kat chega em casa. Agatha e Derik estão na sala.
E aí? (Derik)
Não acho que melhorou. Mas ao menos agora sei o que está fazendo. (Kat)
E... (Agatha)
Procurando um jeito de separar Edmont e Angely. (Kat)
Vai... Edmont... (Agatha)
Edmont não é mais quem conheceu. (Derik)
Eu percebi algo diferente. Mas não é outra pessoa. (Agatha)
Não é mais uma pessoa. (Derik)
E alguém aqui é?! Porque, até onde sei, sou o mais próximo disso aqui, e tenho essa coisa na nuca que atrai naves espaciais!!! (Agatha)
Edmont matou pessoas, Agatha. A gente nunca devia ter ignorado isso. (Kat)
Kat vai para a cozinha. Agatha senta no sofá. Derik vai até Kat. Abraça Kat, que estava de frente para a pia.
Não somos tão ruins quanto Edmont? (Kat)
Derik franze a sobrancelha.
Como assim? (Derik)
Esperamos que atacasse alguém de nós. (Kat)
Acho que não tem a ver com mortes. (Derik)
Como não? (Kat)
Kat se desvira. Derik afasta um pouco.
Eu disse que eu venho de outra realidade. (Derik)
Você disse bastante coisa. (Kat)
Eu estudei coisas. Uma das coisas era sobre cultura atlante. (Derik)
Você sabe alguma coisa sobre. (Kat)
Sei. Pelo que sei, a morte não é um problema. (Derik)
Então porque Mel... (Kat)
A criança? (Derik)
Sim. (Kat)
Arrancaram você de Mel quando Mel achou que você era ao menos algo de bom. Foi isso que Mel disse, lembra? (Derik)
Era a segunda chance. Mas eu tô aqui agora. (Kat)
Mas tiraram muito de você de Mel. O estranho é que Mel não acha que alguém tenha obrigação de gestar um feto. (Derik)
Isso nem de longe quer dizer que alguém tenha o direito de te tirar isso. (Kat)
Tem razão. (Derik)
Não sei porque Edmont fez o que fez. Edmont não se preocupa com a gente muito menos com um grande mal para o mundo. (Kat)
Não foi por sadismo. Angely não teria deixado. (Derik)
Não vi Angely lá. Acho que não estava em casa. Mel disse que não têm se falado muito. (Kat)
Edmont também não deu sinal de vida. (Derik)
Acho que não teria coragem de aparecer mesmo. (Kat)
Acha mesmo que Edmont matou Dancan? Pode ter sido Argo. (Derik)
Tenho certeza. E isso não precisava ter feito. (Kat)
Acho que o motivo de Edmont ter se intrometido nunca vamos saber. (Derik)
Vai ser um segredo eterno entre Mel, Edmont e Angely. (Kat)
Beatrice está em um galpão. Existe roupa jogada por todos os lados, sujas de cinzas. Olha para tudo. Senta-se em um canto do galpão.
Sabe que eu era quem os outros achavam que viveria menos? (Kassandra)
Com a vontade que comentam que Rust tinha de morrer, isso é bem estranho. (Beatrice)
Isso é verdade. (Kassandra)
Que quer aqui? (Beatrice)
Você tá entrando em cada ninho de seguidores da Virgine e matando todo mundo. (Kassandra)
E daí? Tá com pena dos seus sobrinhos? (Beatrice)
Kassandra ri.
Se houvesse parentesco, acho que era mais fácil eu me importar com os meus, não acha? (Kassandra)
Se importava com Elian? (Beatrice)
Kassandra fecha a expressão.
Se te usassem de encubadora em coma, você se importaria? (Kassandra)
Porque não matou? Teria poupado bastante dor de cabeça. (Beatrice)
O mesmo feitiço. Mas você resolveu isso. (Kassandra)
Beatrice franze a testa.
Não matei Elian. (Beatrice)
Kassandra franze a testa. Desfranze.
Acho que me confundi. Mas você ajudou. (Kassandra)
Como assim eu... (Beatrice)
Vamos falar do presente. (Kassandra)
Beatrice levanta.
Não tenho nada pra falar com você. (Beatrice)
Ih, tá querendo tomar o lugar de Virgine agora? Por isso o show de cinzas? (Kassandra)
Não te interessa. (Beatrice)
Porque eu diria que você está mais pra Rust. (Kassandra)
Não me interessa o que diria. (Beatrice)
Beatrice segue na direção da saída.
Tem certeza? Vocês têm bastante em comum. (Kassandra)
Beatrice para. Olha para Kassandra. Revira os olhos pra cima, balança a cabeça para os lados. Sai.
Ei! Tô falando a verdade! (Kassandra)
Antes
Zenon bate a uma porta. Ísis abre. Zenon faz um movimento pra entrar. Volta. Olha para Ísis.
Acharam algo pra revogar convite? (Zenon)
Quem me dera. Entra aí. (Ísis)
Ísis vai para o sofá. Zenon entra e fecha a porta.
Que houve? (Zenon)
A casa agora é minha. (Ísis)
Seu pai... Se mudou? (Zenon)
Eu queria ter te chamado. Achei até que fosse aparecer. Não deu pra te esperar. (Ísis)
Zenon senta no sofá.
O que houve? (Zenon)
Preciso da sua ajuda. (Ísis)
Você tem sua irmã, não vai atrás de vingança. (Zenon)
Eu não vou atrás de nada. Nem sei lutar. Quem tava sendo treinada era Clara. E é pra ela não ir que preciso que vá. (Ísis)
Quem foi? (Zenon)
E aí que complica. (Ísis)
Não sabe? (Zenon)
Virgine. (Ísis)
Caralho. (Zenon)
Pois é. (Ísis)
Tem um pessoal que me ajudou a matar Andrews... (Zenon)
Rust matou Andrews. Rust está morto. (Ísis)
Onde te contam essas coisas? (Zenon)
Tenho vários contatos. baixa a cabeça Mais ainda depois do enterro. (Ísis)
Zenon baixa a cabeça. Levanta a cabeça e levanta do sofá.
Vou indo. Falar com Mel. A gente só precisa ver como fazer, você enrola Clara, dizendo que precisa ficar forte de verdade ou vai morrer também. (Zenon)
Vai ser difícil. Meu pai costumava dizer que é teimosa como a mãe dela era. (Ísis)
Ao menos tem o sangue da mãe. Deve se tornar das mais fortes, pelo que ele comentava. (Zenon)
Zenon vai em direção a porta. Ísis abre. Zenon sai.
Atualmente
Katerine chega a MEAK. Bate na porta. Passos. Chaves. Mel abre a porta.
Oi. Angely tá em casa? (Kat)
Provável. Algum problema? (Mel)
Um. Não tenho visto Angely. (Kat)
Também não. (Mel)
Tem certeza que Angely não... (Kat)
Cortou os pulsos? Eu teria sentido o cheiro. (Mel)
Pode nem estar em casa. (Kat)
Então tem mais alguém vivendo na casa e eu não sei. (Mel)
Talvez esteja sentindo culpa pelo que aconteceu. (Kat)
Então vai ter que resolver isso. Já sobreviveu outras vezes. E Edmont não vai querer que morra, então... (Mel)
Kat franze a testa.
Que foi? (Mel)
Kat desfranze a testa. Olha pra baixo.
Eu ia sugerir que falasse com Angely. (Kat)
Não, você não ia. Tem um mínimo de noção. (Mel)
Kat olha pra Mel.
Culpa Angely? (Kat)
Mel cruza os braços e encara Kat.
Eu sei que Angely talvez fosse a única pessoa pudesse impedir Edmont... (Kat)
Angely sabe que poderia impedir. Veio me pedir desculpa no hospital. (Mel)
Kat baixa a cabeça novamente.
Acho que vou indo. (Kat)
Mel vai até a porta. Abre. Kat sai.
Kat chega em casa. Derik levanta do sofá. Kat balança a cabeça para os lados. Derik solta o corpo no sofá. Agatha levanta de sopetão.
Chega. Eu vou lá. (Agatha)
E vai fazer o que? (Derik)
Dar um basta nisso. Vou falar com Mel e, se não adiantar, vou falar com Angely. Angely pode vir morar com a gente, não precisa ficar... Ficar... (Agatha)
Pagando o que Edmont fez? (Kat)
A gente podia procurar um feitiço pra prender Edmont, como prenderam Andrews. (Derik)
Kat senta no sofá.
Angely ia cair junto. (Kat)
Mas a gente podia colocar Edmont numa jaula e alimentar ele... (Agatha)
Ia se recusar a comer, pra derrubar Angely. (Kat)
Uma hora iria aceitar. (Derik)
E quem de nós vai viver tanto pra manter isso? (Kat)
Derik franze a sobrancelha.
Não te falaram? (Derik)
O que? (Kat)
Não sei você, por ser meio atlante, mas atlantes não envelhecem. Não têm doenças. Só podem morrer se forem mesmo mortos por coisas externas ou se decidirem assim. (Derik)
Então teria que se matar? (Kat)
Não... Tipo... Só morrem. (Derik)
Acho que Mel adoraria ser carcereira de Edmont pela eternidade. (Agatha)
A gente pode ir contar pra Mel a ideia... (Derik)
Não! (Kat)
Porque? (Agatha)
Primeiro a gente acha o feitiço. Aí chamamos Angely e Angely pega Edmont. Então falamos com Mel. (Kat)
Dezembro de 2014. Manhã. Derik e Agatha estão na sala. Kat chega.
E aí? Tudo pronto? (Kat)
Bom, quase. (Derik)
Falta o principal. (Agatha)
O que? (Kat)
Edmont. (Agatha)
Kat encara Agatha.
Falar com Angely? (Derik)
Vamos rezar pra Mel não estar em casa? (Kat)
Vocês precisam passar por Mel, eu não. (Derik)
Eu poderia escalar a janela. (Kat)
E correr o risco de se machucar? Eu voo, Kat. E surdina é minha especialidade. (Derik)
Aurium sobrevoa a MEAK. Pousa no telhado. Levanta voo novamente. Pousa na janela, que está fechada. Segura perto da fechadura com o bico. A fechadura começa a ficar vermelha. Solta do lado de dentro, caindo no chão, fazendo barulho. Aurium voa. Sobrevoa novamente a MEAK e pousa na janela. Abre a janela. Angely está na cama. Aurium dá uma volta no chão. Bate as asas. Angely continua sem se mexer. Aurium berra. Nada. Aurium vira Derik. Se aproxima de Angely e coloca a mão no pulso. No começo do toque, voa contra a parede contrária. Senta-se.
Agora fodeu. (Derik)
Toca o telefone na casa de Kat. Kat vai pegar, Agatha corre e atende.
Fala. (Agatha)
Kat tá aí? (Derik)
Não. Fala. (Agatha)
Angely tá com um feitiço. (Derik)
Como assim?! (Agatha)
Kat pega o telefone.
Não acorda. Fui encostar, tomei um tranco. (Derik)
Mel tá aí? (Kat)
Agatha disse que você... (Derik)
Derik! (Kat)
Não. (Derik)
A gente vai praí. (Kat)
Tá. Até. (Derik)
Kat desliga o telefone. Barulho de carro.
Agatha! Espera! (Kat)
MEAK. Kat entra no quarto. Olha para Derik, que ainda está no chão. Olha para Angely. Agatha chega. Se aproxima da cama. Kat segura seu braço, mas Agatha se faz soltar. Derik sai da parede onde estava e puxa Kat mais para o lado da porta. Kat volta para o lado da parede. Agatha encosta em Angely e também toma o tranco, mas Kat segura.
Obrigada. (Agatha)
De nada. Você tá melhor. Antigamente eu teria deixado você se quebrar. (Kat)
Vou entender isso como um elogio. (Agatha)
E é. (Kat)
Ligar pra Mel? (Derik)
Parece uma boa ideia. E pra qualquer pessoa que cace que a gente conheça. (Kat)
Só consigo lembrar de mortos. (Derik)
Tarde. Mel entra no quarto. Olha para o teto. Vai na direção de Angely. Kat vai na direção de Mel. Mel toca Angely. Nada acontece. Kat franze a testa.
Tenta. (Mel)
Kat se aproxima. Toca. Nada. Derik se aproxima. Mel segura seu braço.
Você não. (Mel)
Por quê? (Agatha)
Essa coisa no teto é atlante. (Mel)
Um feitiço atlante? Sabe o que significa? (Kat)
É um feitiço de sono. (Mel)
Como desfaz? (Derik)
Não sei. Acabei de te dar toda a informação que tinha. (Mel)
Antes
Mel está na cozinha, bebendo de um copo. Termina o que está no copo, vira para lavar na pia. Lava o copo e coloca na lateral direita da pia.
E aí? (Zenon)
Não sei. (Mel)
Como assim?! (Zenon)
Não sabendo. (Mel)
Me diz que é impossível, mas não diz "Não sei"! (Zenon)
Mel encolhe os ombros e solta. Vai para a sala. Zenon segue.
A gente tá falando da Virgine. Ela e Kassandra são as vampiras... As primeiras... (Zenon)
Eu sei. Argo foi Beatrice que matou, Dilan foi Rust e Rust foi aquela criança que te enfeitiçou. (Mel)
Pesquisei o feitiço. Era meio recíproco, ela ficava mais forte. (Zenon)
Essa sua necessidade de se provar às vezes é cômica, às vezes é irritante. (Mel)
Zenon cruza os braços.
Que necessidade de... (Zenon)
Acha que não sei que disse isso porque Rust tinha acabado de te derrubar? (Mel)
Zenon solta os braços.
Onde as pessoas descobrem essas coisas?! (Zenon)
Edmont contou. (Mel)
Quando?! (Zenon)
Enquanto eu voltava depois de me drogarem. (Mel)
Você tá melhor daquilo? (Zenon)
Fico melhor quando as pessoas não perguntam. (Mel)
Mel pega um prato na sala. Volta para a cozinha. Zenon segue.
E aí? (Zenon)
E aí o que? (Mel)
Sobre Virgine... (Zenon)
Zenon, eu tenho me ocupado de outras coisas recentemente. Estou estudando coisas. E não tenho tempo pra isso. Vai atrás outras pessoas que cacem. Aí cê se resolve. (Mel)
Mel pousa o prato na pia e vai para a sala. Zenon segue. Mel sobe. Zenon se joga no sofá. Franze a testa.
Por que Ísis não foi atrás de caça-vampiros? (Zenon)
Zenon desfranze a testa e abre mais os olhos.
Angely! Angely vai me ajudar! (Zenon)
Zenon coloca a mão entre o queixo e a boca.
Só precisa ser um plano que não precise matar ou mentir. (Zenon)
Zenon e Angely chegam na casa de Ísis. Bate na porta. Ísis abre.
Não é querendo desdenhar, olha para Angely inclusive adoro as músicas de vocês, olha para Zenon mas essa é toda a ajuda que trouxe? (Ísis)
Talvez o irmão venha. (Zenon)
E aí eles vão cantar até a Virgine morrer? (Ísis)
Me trouxe contando com Edmont? (Angely)
Não sei se conhece Virgine, mas se seu plano era isca, devia ter trazido a Melody. (Ísis)
Ninguém vai ser usado de isca aqui. O irmão dele é vampiro. (Zenon)
Trouxe. (Angely)
Não foi exatamente isso... Você é forte... É essa coisa de você não matar... (Zenon)
Se o irmão dele é vampiro, eu tô meio na dúvida do que exatamente você tá querendo matar... (Ísis)
A gente pode entrar? (Zenon)
Ísis dá espaço. Zenon e Angely entram. Ísis olha ao redor. Fecha a porta. Zenon senta-se no sofá. Angely encosta em um canto.
Qual o plano? (Ísis)
Fazer um plano. (Zenon)
Ísis cruza os braços.
Parece bom. E o plano B? (Ísis)
Irmos até Virgine tacando fogo em tudo no caminho? (Zenon)
Pretende atrair Edmont por me colocar em risco. (Angely)
Não! Claro que não! Você me salvou já... Eu... (Zenon)
Ísis encara Zenon.
Ele é imortal, tá?! Não me olha com essa cara! (Zenon)
Isso é...? (Ísis)
Teria que matar Edmont junto. (Angely)
Se atrair você dois... (Ísis)
Sim. (Angely)
Era isso que eu precisava saber. (Virgine)
Atualmente
Beatrice está andando em uma rua. Segura um braço que vinha com uma estaca em sua direção. Joga contra outra pessoa. Crava a estaca em uma terceira. A segunda se levanta, Beatrice tira um facão das costas e corta-lhe a cabeça. Crava uma estaca na primeira, que ainda estava no chão.
Parabéns. Agora também estão te atacando de volta. (Kassandra)
Assim que alguém me derrubar, aí vão poder contar alguma vantagem. (Beatrice)
Eu sei o que Edmont é, porque é mais forte. Conheci alguém assim. Até conheço uns feitiços. Só parece fugir da cultura, atlantes não consideram qualquer tipo de volta da morte como certa. (Kassandra)
E daí? (Beatrice)
Você não tem o mapa em nenhuma das duas mãos. (Kassandra)
Porque acha que eu seria atlante? (Beatrice)
Seria um primeiro bom motivo pra Edmont aceitar a transformação. (Kassandra)
Angely disse uma vez que Edmont só tava procurando um motivo pra ser ruim. (Beatrice)
Existem outros lugares pra ter o mapa. (Kassandra)
Vai me vasculhar? (Beatrice)
Poderia ser divertido. Tem significados pra esses lugares. Mas só sei o de Tioure, no peito do pé. (Kassandra)
Beatrice senta no chão. Tira as botas. Estende os pés.
É, não é. (Kassandra)
Eu não tenho tempo pra... (Beatrice)
E essa pedra no seu braço? (Kassandra)
Não tem nada embaixo. (Beatrice)
Podia... (Kassandra)
Podia. Parar de me seguir, podia mesmo. (Beatrice)
Me deu curiosidade de saber porque tá fazendo isso. (Kassandra)
Azar seu. (Beatrice)
Eu poderia ajudar. (Kassandra)
Pode ajudar me deixando em paz. (Beatrice)
Beatrice coloca as botas de volta e segue andando.
Paz? Você parece mais estar procurando uma guerra. (Kassandra)
Beatrice continua andando.
Kat está na mesa da cozinha com um livro. Fecha. Derik e Agatha estão ao redor, com livros também.
Será que existe algum livro sobre feitiços no planeta de alguém que sequer soube que existíamos? (Kat)
Na minha Realidade, sim. (Derik)
E como a gente chega lá? (Kat)
Tem o templo de transporte. Mas o fato de eu ter conseguido chegar aqui não quer dizer que conseguiremos chegar lá. (Derik)
Como assim? (Kat)
As conexões entre as realidades não são necessariamente de via dupla. Não cheguei a conhecer nesse nível. (Derik)
Não sente saudade da sua família? (Agatha)
Vocês vão perder parte da família se a gente começar a falar de mim. (Derik)
Não podemos ficar viajando pra procurar... (Kat)
A gente arriscaria não voltar. Ou voltar tarde demais. (Derik)
Porque Mel não está aqui ajudando? (Agatha)
Foi procurar atlantes que tem contato, da época que vieram. (Kat)
Barulho da porta da sala. Todo mundo levanta. Kat vai até a sala.
E aí? (Kat)
E aí...? (Mel)
A pessoa que foi encontrar. (Kat)
Disse que ia procurar, não encontrar. (Mel)
Não encontrou? (Kat)
Não. (Mel)
Mel sobe a escada. Kat volta a cozinha.
Mel tá agindo de uma maneira muito estranha. (Derik)
Kat baixa a cabeça.
Mel perdeu a criança. Edmont arrancou. Não sei se um dia vai voltar a ser quem conhecemos. (Kat)
Se tudo que afeta Angely afeta Edmont, Edmont deve estar dormindo em algum lugar também, não? (Agatha)
Se foi no Sol, deve estar morrendo e revivendo diversas vezes. (Derik)
Agatha vai até a mesa e senta-se em uma cadeira.
Me perdoa, mas não vou conseguir te abraçar e dizer que vamos salvar Edmont. (Kat)
Eu amo os dois. Se ao menos conseguíssemos separar, ao menos eu ainda teria Angely. (Agatha)
Kat vai até Agatha e abraça.
Vamos salvar Angely. (Kat)
Agatha afasta. Enxuga os olhos com as mãos.
Mel poderia ter feito isso? (Agatha)
Kat arregala os olhos. Olha para Derik.
Se foi Mel, estamos bem mais ferrados do que imaginávamos. (Derik)
Kat vai para a sala, corre na direção da escada e sobe. Derik e Agatha vão atrás. Kat entra no quarto de Mel. Nada. Entra no de Angely. Apenas Angely. Agatha e Derik chegam.
Alguém ouviu Mel sair? (Kat)
Derik sai do quarto e olha pela janela.
A moto não tá aqui. (Derik)
Acha que Mel fugiu? (Agatha)
Mel não precisa fugir da gente, Agatha. (Derik)
Acho que deve ter só saído. (Kat)
Mas é bem estranho, quando entrou fez barulho, agora nada? (Agatha)
Kat baixa a cabeça.
Noite. Kat, Derik e Agatha estão na cozinha. Kat anda de um lado a outro. Derik está em uma cadeira. Agatha sentou-se no chão. Kat para, endireitando o corpo, olhando para a sala. Vai. Agatha segue. Derik respira fundo. Vai também.
Deviam trancar a porta. (Beatrice)
O que você quer aqui? (Kat)
Mel saiu e te deixou pra substituir? (Beatrice)
Se queria falar com Mel, volta outra hora. Não tá em casa e, a hora que chegar, temos algo pra falar bem mais importante que qualquer coisa que você queira. (Derik)
Edmont sumiu. (Beatrice)
Viu? Bem mais importante. (Derik)
Você não era tipo... meio... muda? (Agatha)
Era teatro. (Beatrice)
Beatrice foi quem transformou Edmont. (Kat)
Agatha puxa Katerine para trás de si.
Claro. Edmont tirou uma criança de Mel, tô aqui pra tirar a outra, acordei com uma vontade louca de virar churrasco. (Beatrice)
O que espera que a gente faça se Edmont te largou? (Kat)
Me largou... ri Se Edmont resolvesse me largar, ia fazer questão de dizer isso com todas as letras na minha cara. (Beatrice)
Não ia ser a primeira vez que Edmont abandona quem ama. (Kat)
Edmont não me ama. Nunca amou. (Beatrice)
E porque veio aqui? (Derik)
Vim ver Angely. Mas, com toda essa comissão aqui, deve estar acontecendo uma merda bem grande, e Angely deve ter ido com Mel. (Beatrice)
Angely tá em coma. (Agatha)
Beatrice arregala os olhos. Sobe correndo. Kat vai atrás. Derik revira os olhos e se joga no sofá.
Não vai? (Agatha)
Cansei. Depois vocês me contam. (Derik)
Agatha senta ao lado de Derik. Na parte de cima, Beatrice entra no quarto e olha para Angely. Se aproxima. Kat entra.
Melhor não encostar. (Kat)
Beatrice pega em Angely e chacoalha. Kat franze a testa.
Acorda, caralho! (Beatrice)
Kat puxa Beatrice.
Para! (Kat)
Angely não pode ir embora assim! (Beatrice)
Não vai embora! (Kat)
Mas como isso aconteceu?! (Beatrice)
Olha pro teto. (Kat)
Beatrice olha. Vai até a cama de Angely. Puxa a cama para o centro do quarto, com Angely em cima. Sobe. Não alcança o teto.
Tem uma escada de armar na cozinha... (Kat)
Beatrice sai. Kat começa a empurrar com esforço a cama para o lugar. Na cozinha, Beatrice acha a escada. Tem uma caixa de ferramenta grande ao lado. Beatrice pega uma em cada mão, passa rápido pela sala e sobe. Agatha e Derik se entreolham. Sobem atrás. Beatrice coloca a escada. Começa a tirar a tinta do teto com a unha. No cimento, ainda a marca. Agatha e Derik chegam. Beatrice tira parte do cimento com a unha. Ainda a marca. Beatrice desce, abre a caixa de ferramentas. Pega uma pequena marreta. Sobe. Começa a destruir o teto.
Beatrice, não vai adiantar... (Kat)
Beatrice continua marretanto. Abre o teto. Aparece a marca no telhado. Beatrice sobe no telhado pelo buraco. Kat sobe na escada.
Beatrice! (Kat)
Isso não pode ser um daqueles feitiços que mata a pessoa se for quebrado? (Derik)
Se fosse, Angely já teria dado algum sinal. (Beatrice)
Barulho de telha quebrando. O barulho cessa. Silêncio.
Beatrice? (Kat)
Sai lá fora e me diz que eu tô vendo coisa. (Beatrice)
Derik vira pássaro e entra no teto pelo buraco que Beatrice fizera. Sobe no telhado pelo outro. Olha para o céu. O mesmo símbolo. Desce de volta ao quarto. Vira cachorro, pega as roupas na boca e vai até o banheiro. Fecha. Alguns instantes sai, com roupa.
Acho que, se a gente for pro céu com um aspirador, essa porra vai aparecer pintada em Saturno. (Derik)
Beatrice desce.
E agora? (Beatrice)
Mel era o plano. (Derik)
Mas pode ser que Mel tenha feito isso. (Agatha)
Por causa do que Edmont fez? (Mel)
Todo mundo olha para Mel.
Antes
Uma invasão armada na sala. Zenon olha para Ísis.
Por quanto? (Zenon)
Acabei de perder meu pai, mas ainda tenha uma irmã. (Ísis)
Vai pagar a faculdade dela? (Zenon)
Não foi dinheiro... (Ísis)
Zenon olha pra Virgine.
Ofereceu a vida eterna? (Zenon)
Eu tentei. Mas não aceitou. (Virgine)
Devolve ela. Você prometeu. (Ísis)
Alguém já te contou que Clara é caça-vampiros de sangue, Zenon? (Virgine)
Zenon arregala os olhos. Vai na direção de Ísis, mas Donna lhe segura.
Angely!!! (Zenon)
Não quer mesmo? Vai poder voltar com a garota que te largou por você ter medo do papai homofóbico e não sair do armário. (Virgine)
Não. Você me devolve Clara e nos deixa em paz. (Ísis)
Ísis, foge, ela não vai te devolver a Clara! Clara pode já estar... (Zenon)
Não está. Clara aceitou meu convite. (Ísis)
Ísis arregala os olhos. Virgine segura e morde Ísis. Zenon tenta se soltar, em vão. Virgine solta Ísis, já sem vida. Donna solta Zennon, que vai até Ísis. Zenon olha para Angely.
Essa sua política de não matar, só mata mais. (Zenon)
Angely olha fixo para a frente.
Tem uma vida a menos aqui, e você não fez nada... (Zenon)
Zenon vai para cima de Angely. Joga Angely no chão. Nada. Sobe em Angely e dá um soco. Nada. Virgine ri.
Tá divertido pra você?! (Zenon)
Sua burrice sempre me diverte. Não tá mesmo vendo que ele tá enfeitiçado? (Virgine)
Zenon levanta. Olha para Angely imóvel. Olha para Virgine.
O que você fez com ele? (Zenon)
Atualmente
Mel deixa a bolsa no chão.
Que tá acontecendo aqui? Tem alguém achando que Angely tá em coma por falta de sol? (Mel)
Eu tava tentando quebrar o símbolo. (Beatrice)
Parece que não funcionou. (Mel)
A merda foi parar no céu. (Beatrice)
O feitiço que acham que eu fiz. (Mel)
Você tá com raiva do Edmont. (Agatha)
Aí enfeiticei Angely. (Mel)
Poderia fazer isso pra pegar Edmont. (Agatha)
E porque não faria isso direto em Edmont? (Mel)
Pode ter feito e funcionou nos dois. (Agatha)
E o símbolo ficou em Angely. (Mel)
Pode ter ficado em ambos. (Agatha)
Bom, se acham que fiz, sabem que não vou desfazer. Então, boa sorte com o projeto teto solar. (Mel)
Mel sai do quarto.
Vocês esperam aqui. (Kat)
Porque? (Beatrice)
Se amanhecer, pode ficar no quarto de Mel, aqui não é uma boa e a sala tem uma janela muito grande. (Kat)
Katerine sai. Desce a escada e pega um capacete em cima de um armário. Veste. Sai. Mel olha no retrovisor. Volta. Para. Kat sobe. Mel arranca.
Mel para a moto na frente do casarão queimado. Descem. Kat desce, com uma sacola no braço. Entra. Mel coloca a trava na moto e entra. Kat arrumou as coisas em cima de uma mesa de metal. Mel puxa uma cadeira e senta. Kat senta também. Mel pega um sanduíche e morde. Mastiga. Engole.
Tinha razão sobre comer. (Mel)
É o que seres vivos costumam fazer. Reparei pelo jeito que tava acelerando a moto. (Kat)
E aí, o que tinha pra me contar? (Mel)
Você disse que só atlantes podiam tocar em Angely. (Kat)
Sim. (Mel)
Acha que Beatrice pode ser atlante? (Kat)
O mapa poderia estar em outros lugares. Nem todo mundo sabe disso. (Mel)
Esse todo mundo atlante é tipo ao menos o tamanho da população de São Paulo? (Kat)
Não faço ideia. Os registros de lá se perderam, não tenho certeza se haviam réplicas aqui. (Mel)
Seria possível procurar alguém que tenha conhecido Doki? (Kat)
Acho mais fácil a gente procurar quem eu conheci, e isso já é difícil. (Mel)
E sobre Beatrice? (Kat)
É possível, se for algum... Não tem um jeito decente de falar isso em português... Algum tipo específico de atlante. Quem é metade atlante tem o mapa na mão direita, por exemplo. Edmont deve ter visto o mapa na sua mão e achado que você não era de Hery, por isso não tentou mais nada. (Mel)
Será que Edmont sabe? (Kat)
Acho que deve conhecer bem o corpo de Beatrice, mas o mapa pode estar até no coro cabeludo ou dentro da pálpebra, então poderia não ter visto. (Mel)
Acha que Beatrice poderia ter feito o feitiço? (Kat)
Não saberia. Nem sabe que é atlante. (Mel)
Então acha que é. (Kat)
Tocou em Angely e não tomou um tranco? (Mel)
Sim. (Kat)
Então tenho certeza. (Mel)
Não sabe mais nada sobre o feitiço? (Kat)
Eu sei que conheço três criaturas atlantes. Quatro agora. Você não faria isso. Beatrice, só se tiver feito por acidente, com algo que aprendeu de Elian, que tenha aprendido de Nilrem, que tenha roubado de Doki. (Mel)
Não tinha pensado nisso, pode ter sido Edmont... (Kat)
Ou Angely. (Mel)
Angely? (Kat)
Angely tentou pedir desculpas. Mais de uma vez. A última vez eu falei que não tinha como uma desculpa me devolver Glória, então... (Mel)
Você tinha escolhido um nome. (Kat)
Mel baixa a cabeça.
As pessoas fazem isso quando geram fetos que pretendem ver nascer. Dancan me disse que gostava desse nome. Eu escolheria algo atlante. (Mel)
Mel morde novamente o sanduíche.
Acha então que... (Kat)
Angely ou Edmont. Podem estar em luta agora até, de alguma forma. (Mel)
Acha que Angely vence? (Kat)
Angely nunca perdeu pra Edmont. (Mel)
Então você não vai interferir. (Kat)
Talvez Edmont seja algo que Angely precise resolver. (Mel)
MEAK. Beatrice está ao lado de Angely. Mexe no cabelo de Angely. Derik entra no quarto. Olha para Angely. Olha para Beatrice. Vira pássaro e voa novamente pelo teto. Volta. Cachorro, carrega as roupas para o banheiro e volta com roupas.
Você é atlante? (Derik)
Quantas pessoas vão me perguntar isso ainda? (Beatrice)
Derik franze a testa.
Quem...? (Derik)
Não interessa. Porque tá perguntando? (Beatrice)
Derik desfranze a testa.
Porque você devia ter tomado um choque e ido parar contra a parede. (Derik)
Por quê? (Beatrice)
Porque foi o que aconteceu comigo e com Agatha, mas não com Kat e Mel, e Mel disse que só não aconteceria com atlantes. (Derik)
Por quê? Faz sentido se o feitiço fosse feito por Mel, Mel impediria qualquer um de encostar em Angely, mas... (Beatrice)
É um feitiço atlante. (Derik)
Beatrice levanta de sopetão.
Sério?! Por que não me disseram isso antes?! (Beatrice)
Você não perguntou... (Derik)
Derik franze a testa novamente.
Você conhece feitiços atlantes? (Derik)
Não. Mas sei quem pode nos ajudar. (Beatrice)
Tá amanhecendo. (Derik)
Noite seguinte. Beatrice crava uma espada no peito de uma criatura, que se desfaz em pó.
Quando terminar os de Virgine, vai atrás dos de Argo? (Kassandra)
Mexia com feitiçaria quando era humana? (Beatrice)
Alguma coisa. Mas você fazendo uma pergunta pessoal, isso é novidade. (Kassandra)
Nem tão pessoal. Disse que conhecia algo sobre atlantes, inclusive feitiços. (Beatrice)
Kassandra sorri.
Quer aprender? (Kassandra)
Quero desfazer um. (Beatrice)
Kassandra desmancha o sorriso.
Sempre tem alguém que quer furar o balão da festa. (Kassandra)
Você queria saber porque eu tô caçando o clã de Virgine. (Beatrice)
Porque Edmont sumiu. (Kassandra)
Já sabia? (Beatrice)
Não te vi mais perto dele, não vi mais ele... Porque achou que isso era um grande mistério? (Kassandra)
E porque tava perguntando? (Beatrice)
Porque era divertido. (Kassandra)
Tem alguma coisa que queira saber que eu possa te falar? (Beatrice)
Porque virou a nova decoradora da Saturn. (Kassandra)
Beatrice abre a boca.
Mentira, eu vi aparecer no céu o que tava tentando destruir. (Kassandra)
Beatrice cruza os braços e encara Kassandra.
Eu vejo além do que outros vêem. O que quero saber é algo que eu não tenha visto. (Kassandra)
Sabe que sou atlante. (Beatrice)
Do mesmo tipo de Rust. Mas eu nunca soube qual era o tipo dele. (Kassandra)
Pode passar um scanner em mim depois. Me ajuda a desfazer o que fizeram em Angely. (Beatrice)
Kassandra estende a mão. Beatrice aperta. Kassandra puxa Beatrice e beija. Beatrice corresponde. Kassandra afasta.
Não te ensinaram como se sela um contrato? (Kassandra)
Kassandra vai em direção a porta.
Se bem que só esse beijo já valeria. (Kassandra)
Antes
Mel chega a casa de Ísis. Está com uma besta. Tira uma bússola do bolso. Anda pela sala. Em um momento, a bússola aponta uma direção. Mel para. Olha para o chão. Uma marca de sangue. Abaixa e cheira.
A última vez que vi alguém que não era vampiro cheirando sangue faz séculos. (Kassandra)
Você vive há séculos, isso já é uma informação errada. (Mel)
Ok. Mas posso te ajudar com o que está procurando. (Kassandra)
E o que acha que estou procurando? (Mel)
Loiro, alto, olhos azuis... Nossa, que descrição clichê. (Kassandra)
Viu Angely entrar aqui? (Mel)
Seu feitiço não diz pra onde foi? (Kassandra)
Mel revira os olhos. Guarda a bússola. Segue na direção que apontava, saindo da casa. Kassandra segue.
Que foi? (Kassandra)
Por um segundo eu achei que fosse mesmo me dar uma informação útil. (Mel)
O feitiço não é bom o suficiente? (Kassandra)
Aponta alguns metros, como um faro, depois eu preciso checar de novo, de algum lugar que tenha estado. Não posso fazer isso com a moto porque é muito pouco espaço. (Mel)
Sabe o que mais tinha naquela sala? (Kassandra)
Mel vira para trás.
Se disser móveis eu juro que vou deixar a busca de lado pra te transformar em pó, porque pó não fala e não segue ninguém. (Mel)
Nossa. Beatrice foi mais paciente. (Kassandra)
Andou seguindo Beatrice. E agora tá me seguindo, pra um lugar onde Angely esteve. Edmont tá no meio disso? (Mel)
Não. Ainda. Mas Zenon está. (Kassandra)
Tinha roupas e pó na sala. (Mel)
Zenon tentou resistir a ser levado. Angely, por outro lado, estava carregado. (Kassandra)
Virgine? (Mel)
Aquilo na sala eram uniformes. Rust costumava dizer que não sabia porque Virgine não pintava um alvo na bunda deles de uma vez. Tenho saudade de Rust às vezes. (Kassandra)
Mel aponta a besta para Kassandra.
Posso resolver isso num segundo. (Mel)
Ou pode me ouvir e encontrar seu irmão. (Kassandra)
Uma moto chega até um celeiro. Para. A pessoa da carona corre para dentro. Tira o capacete.
Tava ficando calor já... (Kassandra)
Não ia ser uma grande perda. (Mel)
Ei! (Kassandra)
Não sei como vocês nunca acham que viveram demais. (Mel)
Porque nunca é demais. Sempre tem algo novo a ser descoberto. Mesmo que pareça que já sabe tudo. (Kassandra)
É no subsolo? (Mel)
Depois não vai dizer que te traí. (Kassandra)
Mel revira os olhos.
Eu sei, você me disse que Virgine está esperando. (Mel)
Tem mais coisa. Mas eu nunca posso contar tudo. (Kassandra)
Kassandra vai para o fundo do celeiro. Levanta palhas. Uma caixa aparentemente velha. Abre. É metal por dentro e tem uma tranca.
Tá falando sério? (Mel)
Bom, clichês existem por um motivo. Acha que tem lugar melhor pra se enfiar e não ser encontrado que um caixão? (Kassandra)
Kassandra entra e senta-se.
A pessoa abre, mexe em você, você não respira, só pode ser um defunto. (Kassandra)
Kassandra fecha a caixa. Barulho de tranca. Mel segue na direção de uma porta no chão. Abre. Pula. Um corredor. Segue alguns metros. Apontam-lhe uma arma.
Vim falar com Virgine. (Mel)
Larga a arma. (Ky)
Não. (Mel)
Ky olha para o teto. Abaixa a arma.
Vem. (Ky)
Ky segue pelo corredor. Mel segue. Chegam a uma sala grande, redonda, com um tapete redondo, colunas. Uma pessoa jovem está no meio, treinando.
Virgine! (Ky)
A pessoa para. Virgine vem de trás de uma coluna.
Continua, Clara. Eu volto daqui a pouco. (Virgine)
Virgine vai até Melody.
Parece um espaço bom pra lutar. (Mel)
É o lugar dos seus sonhos pra morrer? (Virgine)
A gente sempre pode testar. (Mel)
Atualmente
MEAK. Kat entra. Derik abraça Kat.
Derik, menos, fiquei um dia fora. (Kat)
Derik afasta.
Edmont virou vampiro, Angely tá em coma e Mel resolveu que não vai ajudar, e pode ser... (Derik)
Não é. (Kat)
Como sabe? (Agatha)
Eu tava com Mel. Não quer ajudar porque acha que Angely fez o feitiço para conseguir parar Edmont. (Derik)
Parece divertido. (Kassandra)
Quem é você? (Kat)
Beatrice foi buscar alguém que... (Derik)
Conhece feitiços atlantes. (Beatrice)
Quando eu saí daqui a gente não confiava em Beatrice, agora a gente confia tanto que pode trazer quem quiser? (Kat)
Bom, alguém que conhece feitiços atlantes não pode ser... (Derik)
A única cria ainda viva de Andrews? (Kassandra)
Derik sorri. Olha ao redor.
Gente, Kassandra tava brincando... (Derik)
Fecha a expressão.
Não tava? (Derik)
Uma cria de Andrews ajudou vocês a atirarem Andrews pela janela. Dá pra parar de brincar de traçar linha entre bem e mal aqui? (Beatrice)
Não sou má. Só quero trepar pra sempre. (Kassandra)
Silêncio.
Ok, o que Kassandra nos trouxe? (Kat)
Nada ainda. Preciso ver. (Kassandra)
E essa era a briga. Você disse que reconheceu o símbolo no céu, então sabe qual o feitiço. Pode nos dizer. (Beatrice)
Ok. Vou dar uma pista. (Kassandra)
Não queremos pistas, isso não é um jogo. Para de jogar, Kassandra. (Beatrice)
E vocês vão acreditar no que eu disser? (Kassandra)
Se fizer sentido... (Kat)
E quem disse que o mundo faz sentido? Aliás, quem disse que tudo que faz sentido é real? Fazia sentido que Mel tivesse colocado o feitiço, e você chegou aqui dizendo que não. (Kassandra)
Fala de uma vez. (Beatrice)
Kassandra vai em direção a escada. Kat segura-lhe o braço.
Sabia que parece bastante com a sua mãe? Quase tanto quanto Angely e Edmont entre si. (Kassandra)
O que sabe de Angely e Edmont? (Kat)
Menos do que eu gostaria. Mas sei bastante. Se me deixar subir, eu vou explicar tudo que eu puder. (Kassandra)
Porque quer tanto subir?! (Beatrice)
A pergunta certa é: porque não quer que eu suba? (Kassandra)
Hein?! (Beatrice)
Como se houvesse algo sobre o feitiço que não quer que eu saiba. (Kassandra)
Kat, Agatha e Derik olham para Beatrice.
Faz todo sentido do mundo, te trago aqui pra resolver algo que eu criei! (Beatrice)
Poderia ter criado e deu errado. (Kassandra)
Beatrice cruza os braços. Kassandra ri. Kat solta o braço de Kassandra, cruza os braços e encara.
Desculpa, eu não resisti. Beatrice não fez o feitiço. Essa parte eu já sei. Só não me quer perto do anjinho. (Kassandra)
E o que não sabe? (Kat)
Posso subir e descobrir? Ou vão querer que eu entregue o quebra-cabeças desmontado que eu tenho na cabeça enquanto Angely está num sono que pode nem voltar? (Kassandra)
Kat sobe a escada. Kassandra segue. Beatrice vai atrás. Derik vai seguir, mas Beatrice segura.
Vocês ficam. Pode ser perigoso. (Beatrice)
Desde quando você cuida de alguém aqui? (Derik)
Desde que Kat vai estar lá em cima, já é alguém que vou ter que proteger, e não quero Kat fazendo besteira porque vocês estão lá. Melody me despedaça com uma faquinha de manteiga se algo acontecer com Katerine. (Beatrice)
Kassandra entra no quarto. Olha para Angely. Se aproxima.
Vai voar longe se não for atlante. (Kat)
Sossega. Não vou encostar. Não preciso de tanto. (Kassandra)
Kassandra tira o capuz. Cobre Angely. Senta-se por cima do capuz. Beatrice chega.
Você também... (Beatrice)
Não, criança. É o capuz. Não ando com ele só porque é bonito, apesar de ser um bom motivo. (Kassandra)
Kassandra coloca as mãos no rosto, virando para o teto. Junta as mãos. Vai abrindo na direção do rosto de Angely. Ficam abertas. Kassandra abre os olhos.
Antes
Virgine joga Mel no chão. Mel levanta. Vai até Ky. Pega a espada da mão de Ky.
Conseguiu empatar. (Mel)
Não achou que tinha tirado as duas primeiras espadas de mim por si só, achou? (Virgine)
Não. (Mel)
Mel vira para Virgine.
Na primeira até achei, pensei que você talvez só tivesse juntado todo mundo aqui porque criou, o status, a inteligência. Mas na segunda eu percebi que tava de sacanagem comigo. (Mel)
É divertido. Mais com homens, nem sabe a quantidade merda que já ouvi ao pegar a última espada. (Virgine)
Oferta de rendição? (Mel)
Até mais indecente que isso. (Virgine)
Me diz que corta fora no final. (Mel)
Claro. Matar só não ia ter graça, eles morreriam com cara de "não perdi minha dignidade". É impressionante como não imploram pra viver, mas sempre oferecem qualquer coisa pra manter o pau no lugar. (Virgine)
Sinceramente queria te deixar viver. (Mel)
Mel gira a espada.
Curiosidade: Zenon ainda vive? (Mel)
Zenon?! Esse desgraçado matou meu pai e minha irmã! (Clara)
Mel franze a testa e olha para Clara.
Quantos anos você tem? (Mel)
Suficiente! (Clara)
Não sofreu transformação. (Mel)
Ainda não. Mas vai. (Virgine)
Mel estica a testa.
Tá esperando virar maior de idade pelo menos? (Mel)
É o mínimo. (Virgine)
Vou me vingar de Zenon. (Clara)
Desculpa te decepcionar, mas Zenon não fez nada. (Mel)
Virgine revira os olhos. Clara olha para Virgine.
Inclue na aposta. (Mel)
Quer Clara? (Virgine)
Vai me apostar? (Mel)
Tanto faz se foi Zenon. O pai delas podia ser inteligente, mas era do tipo que acha que pessoas como eu devem ser esconder. (Virgine)
Mas e Ísis?! (Clara)
Aceitou se esconder. (Virgine)
É muito feio querer arrombar a porta do armário alheio. (Mel)
O que você entende disso?! Já passou por alguma coisa que pudesse ser chamado de tortura?! (Virgine)
Uma maldição usou e abusou de mim quando eu mal era uma criança, me arrancou a única coisa boa que ia me dar. Depois eu vim pra outro planeta e fiquei fugindo só por ser diferente. Iam me abrir e fazer experiências, como fizeram com outras pessoas como eu, se me pegassem. Quem me ajudou morreu na mão da cria da primeira pessoa que citei. Aí eu resolvo ajudar as pessoas e, quando é comigo, não posso sequer tomar uma decisão sobre meu próprio destino. Me arrancaram de novo minha alegria. É suficiente pra você? (Mel)
Agora eu também queria te deixar viver. Podemos ir atrás deles. (Virgine)
Já morreram. Falando em morte, que tal pararmos de fingir que existe alguma aposta aqui e lutarmos de uma vez? (Mel)
Virgine vai na direção de Mel. Clara atira com uma besta. Acaba acertando Mel no estômago. Solta a besta no chão. Mel cai. Virgine olha para Clara e sorri.
Era para acertar você! (Clara)
Eu sou a única coisa que te restou. Você não vai fazer isso. (Virgine)
Mas assim a luta fica injusta. (Edmont)
Mel olha para Edmont. Escorre de seus olhos duas lágrimas, que evaporam, e seus olhos ficam roxos. Seus cabelos ficam vermelhos. Mel arranca a estaca do estômago e vai na direção de Edmont. Virgine segura Mel pelo tórax com a esquerda, colocando a espada em seu pescoço com a direita.
Ainda estamos lutando. (Virgine)
Mel faz o braço da espada abrir, empurrando para fora e cortando seu próprio queixo, passa por baixo do braço esquerdo de Virgine, se reergue, enfia a mão dentro do tórax de Virgine e puxa para fora. Virgine arregala os olhos. Nas mãos de Mel, o coração de Virgine desfaz em pó.
Não estamos mais. (Mel)
Virgine se desfaz em pó. Mel olha para Edmont. Edmont trazia uma espada. Joga a espada no chão. Mel vai em sua direção. Edmont fecha os olhos.
Atualmente
Kassandra cai para trás. Beatrice se aproxima. Passa a mão no rosto de Kassandra. Kassandra segura a mão de Beatrice. Pisca. Senta-se. Sai de cima de Angely. Sai do quarto. Kat segue.
Eu preciso... Preciso... (Kassandra)
Respirar? (Kat)
Seria ótimo. Pena que não faço mais isso. (Kassandra)
Um copo de água? (Kat)
Pode ser. (Kassandra)
Kat desce. Kassandra desce junto. Beatrice vai atrás. Vão até a cozinha. Agatha e Derik estão na sala, no sofá. Olham para a cozinha.
A gente vai? (Derik)
Tô com preguiça. (Agatha)
Acho que, se a gente ficar bem em silêncio, consegue ouvir daqui. (Derik)
Kat entrega um copo de água para Kassandra. Kassandra bebe todo e entrega de volta a Kat. Kat pousa na pia. Kassandra olha para o copo e olha para Kat. Kat pega o copo, coloca mais água de uma garrafa. Entrega. Kassandra bebe.
Mais? (Kat)
Você é vidente, tenho certeza que entende o que tô sentindo. (Kassandra)
Kat entrega a garrafa. Kassandra toma toda. Vai para a sala. Senta em um sofá. Kat e Beatrice chegam. Kat senta ao lado de Derik. Beatrice fica na porta, recosta-se no batente.
Virgine morreu. (Kassandra)
Foi isso que viu?! É isso que é tão importante?! (Kat)
Melody arrancou o coração de Virgine... Com as mãos vazias... (Kassandra)
Bom, aí tecnicamente não estavam mais... (Derik)
Kat encara Derik.
Continua. (Derik)
Isso foi depois de Edmont aparecer. Melody se transformou. Eu já tinha ouvido disso, mas achava que era balela. Não sei porque ia achar que é balela, a pessoa não conseguia mentir pra salvar a própria vida... (Kassandra)
E o que é? (Agatha)
Mel tá normal. (Kat)
Não é uma transformação irreversível. E acho que Melody não chegou a perder toda a racionalidade. (Kassandra)
O que é a transformação? (Agatha)
É como um... Um frenesi... Fica mais forte, mas não se controla tanto... Como adrenalina em humanos, mas bem pior... (Kassandra)
Edmont... (Beatrice)
Não sei. Quando Melody foi na direção de Edmont, Edmont largou a espada e fechou os olhos. Como se soubesse que não ia conseguir fazer nada. E algo me expulsou de volta, como se fosse uma energia grande demais. (Kassandra)
Angely pode não estar dormindo por causa do feitiço? (Beatrice)
Não. É o feitiço. Mas o feitiço foi feito antes. Aliás, depois que verificarem tudo, Virgine tinha pego Zenon, não faço ideia do que... (Kassandra)
Zenon me procurou, falou pra procurar vocês. Eu sabia que Edmont tinha ido até Virgine. Tava caçando cada resquício que achava. Achei que Virgine tinha conseguido matar Edmont. Mas não foi Virgine. (Beatrice)
Beatrice baixa a cabeça.
Angely não teria morrido? (Derik)
Talvez o feitiço tenha salvo Angely. (Agatha)
Agatha levanta.
Talvez Mel tenha conseguido separar Angely e Edmont. Mas não... (Agatha)
Mel não matou Edmont. (Kat)
Como sabe? (Beatrice)
Mel me disse que acha que estão... (Kat)
Já te passou pela cabeça que Mel pode estar mentindo? (Beatrice)
E quem não pode estar mentindo aqui?! (Kat)
Eu. Não tenho motivos pra isso. (Kassandra)
Você mente por diversão. (Kat)
Vocês não estão divertidos neste momento. (Kassandra)
E como vou saber o que considera divertido?! (Kat)
Ver minha última irmã morrer. Não foi divertido. (Kassandra)
Ok, que tal supor por um instante que a informação que temos é verdadeira? E tentar juntar as peças daí? (Derik)
Como? (Beatrice)
O que Zenon estava fazendo? (Derik)
Zenon foi caçar Virgine porque ela matou um amigo dele e a filha pediu ajuda. Mas era uma emboscada de Virgine, que sequestrou a outra filha do cara pra fazer a primeira colaborar. Aí Angely foi enfeitiçado, não faço ideia se não pode ter sido Virgine mesmo. Virgine levou Zenon e Angely. Quando Mel foi resgatar, matou Virgine e bateu de frente com Edmont. (Kassandra)
Depois, Mel fingiu que nada aconteceu, até a gente achar Angely em coma. (Agatha)
Aí me disse que acha que foi Angely que fez isso. (Kat)
O que não deve ser, Angely tinha ido ajudar Zenon. (Agatha)
Então pode ter sido Edmont. (Kat)
Eu estava procurando Edmont, destruindo tudo no caminho, quando achei Zenon prisioneiro e Zenon me falou pra procurar vocês, porque Angely tinha sofrido o feitiço. (Beatrice)
Se fosse Virgine, não teria passado o feitiço? (Derik)
Nem todo feitiço passa com a morte do feiticeiro. (Kassandra)
Tem mais alguma coisa que saiba? (Kat)
Um barulho muito forte de algo quebrando. Kassandra corre para a cozinha. Vai todo mundo. Olham para o teto.
Era aqui em cima que ficava o quarto de Angely, né? (Kassandra)
Era. (Derik)
Então agora eu sei que Angely sumiu. (Kassandra)
Casarão. Toda a estrutura do quarto de Angely caíra sobre a parte de cima. Mel puxa pedras de cima. Pega Angely no colo. Desce. Sai. Coloca Angely dentro de um carro. Sai.
MEAK. Tarde. Kat, Agatha e Derik chegam. Derik tem um livro embaixo do braço. A janela está coberta com papéis cartão.
Achamos. Vai dar pra achar o quarto de Angely. (Derik)
Angely não deve mais estar lá. (Beatrice)
Melody estava usando uma bússola pra rastrear Angely. (Kassandra)
Bússola?! (Agatha)
Enfeitiçada. (Kassandra)
Conhece o feitiço? (Kat)
Não. Melody deixou a bússola no quarto. (Kassandra)
Porque não usamos isso então, ao invés de ir a biblioteca?! (Derik)
Só rastreia alguns metros, e aí a pessoa tem que ter estado no próximo lugar para rastrear. (Kassandra)
Tipo migalhas de pão. (Kat)
Exato. (Kassandra)
Vamos fazer o do quarto. (Kat)
Mel chega ao celeiro. Pega Angely no colo. Entra. Pousa Angely no chão. Abre a porta no chão. Coloca Angely no ombro e pula. Pousa Angely no chão e pega novamente no colo. Vai pelo corredor até a sala. Atravessa a sala e entra em uma porta. Coloca Angely em uma cama.
Achei que não vinha hoje. (Edmont)
Melody vira para Edmont. Edmont tem seus pulsos em correntes no teto. Seus olhos têm venda. Tem cortes pelo corpo. Há muito sangue no chão abaixo de si.
Como estão os ouvidos? (Mel)
Voltaram ao normal. (Edmont)
Quer dizer que posso furar de novo. E os olhos? (Mel)
Não sinto desde a última vez que arrancou. Talvez tenham um limite. (Edmont)
Mel pega uma chave de fenda.
Tá falando a verdade? Vou arrancar mais devagar dessa vez, se estiverem aí. (Mel)
Não estão. Mas pode conferir se quiser. (Edmont)
Mel levanta a venda. Abaixa.
É, sem olhos ainda. Vou ter que brincar de outra coisa. (Mel)
Ainda está marcando quantas vezes cada parte do corpo? (Edmont)
Me ouviu chegando? (Mel)
Não. Senti cheiro. Angely também. (Edmont)
Por isso está falante. Acha que vou terminar com isso. (Mel)
Ou que teve problemas em esconder. (Edmont)
Não preciso esconder muito tempo. Realmente não vai durar mais tanto. (Mel)
Mel troca a chave de fenda por um alicate. Se aproxima de Edmont.
Isso pra mim. Pra você, pode deixar que vou fazer parecer uma eternidade. Não é por isso que as pessoas se transformam nisso? Para viver eternamente? (Mel)
Sabe que não precisamos disso. (Edmont)
Então porque virou? (Mel)
Porque eu não vim ao mundo pra salvar pessoas. (Edmont)
Engraçado. (Mel)
Mel olha para o alicate.
Esse últimos dias tenho tido a mesmo sensação. (Mel)
Então não salve. (Edmont)
Não estou. Inclusive porque as pessoas já descobriram a essa hora que tem algo errado. Deixei uma pista bem gritante. (Mel)
Mel devolve o alicate e olha para a mesa com ferramentas.
O que não fiz ainda? (Mel)
Não me matou. (Edmont)
Estávamos falando de vocação. Acho que vim ao mundo para parar coisas como você. (Mel)
Então porque está se tornando uma coisa como eu? (Edmont)
Você machuca gente inocente. (Mel)
Gente culpada é mais divertido. Olham para meus dentes, acreditam em inferno, e acham que vão pra lá. (Edmont)
Dentes! Eu tava esquecendo disso. (Mel)
Mel pega o alicate novamente.
Noite. Estão na frente do casarão incendiado.
Vai continuar dizendo que não foi Mel? (Agatha)
Pode ser só coincidência. Pode ser que seja Edmont. (Kat)
A moto de Mel tá aqui. (Agatha)
Pode ser que você só não queira aceitar. (Derik)
Por que vocês ainda estão divagando? (Beatrice)
Beatrice... (Kat)
Não, gente, que diferença faz agora? A gente só tem que seguir a pista! (Beatrice)
Ah, isso! (Kassandra)
Kassandra abre a bússola. Indica para uma direção.
É, definitivamente esteve aqui. (Kassandra)
Vai demorar uma vida isso. (Derik)
Tem ideia melhor? A menos que conheça quem foi o ponto para Melody pousar na Terra... (Kassandra)
Tá falando sério?! (Agatha)
Sim, isso existe, é... (Kassandra)
Agatha levanta o cabelo e vira de costas.
Melody quase arrancou meu pescoço quando viu isso! (Agatha)
Cara, ceis têm uma sorte do cacete. Melody foi a última? (Kassandra)
Acho que sim... (Agatha)
Cê tá com celular? (Kassandra)
Sim, eu... (Agatha)
Ótimo. Manda uma mensagem com a sua localização para Katerine. (Kassandra)
Agatha franze a testa.
Agora? (Agatha)
Não. Quando vir Melody. (Kassandra)
Como as...? (Agatha)
Kassandra joga Katerine longe. Depois Beatrice. Puxa Agatha para si e morde. Derik vira cachorro e morde a perna de Kassandra, mas Kassandra não solta Agatha. Beatrice vem correndo e enfia uma estaca no ar. Kassandra sumira com Agatha. Derik gane. Katerine vem correndo.
Que diabos foi isso?! (Kat)
Eu não faço ideia! Sabia que Kassandra fazia umas coisas sem explicação às vezes, mas isso?! (Beatrice)
Kassandra solta Agatha. Agatha cai.
Ah, não, não foi tanto assim! (Kassandra)
Kassandra? (Edmont)
Kassandra olha para Edmont. Arregala os olhos.
É. Mistério resolvido. (Kassandra)
Que você tá fazendo aqui? (Mel)
Kassandra olha para Agatha.
Eu queria saber onde estavam. (Kassandra)
Empurra Agatha com o pé.
Era um ponto seguro, não era? (Kassandra)
Já percebeu que não vai sair daqui, não é? (Mel)
É hora do meu prêmio. Tenho direito a um último pedido? (Kassandra)
Dava direito ao último pedido? (Mel)
Desde que não fosse "não me mate". Mas isso é mais coisa que acontece em filme, geralmente as pessoas gritam, correm, tentam me acertar com coisas. (Kassandra)
E o que você acha que tem direito? (Mel)
Não acho. Podem até negar. Quero um beijo de vocês. (Kassandra)
Chegou a tempo. Tava decidindo qual dente arrancar primeiro. (Mel)
Dor e sangue nunca foram excludentes de prazer. (Kassandra)
Kassandra se aproxima de Edmont. Beija Edmont. Sorri. Vira-se para Mel.
Não vai cravar a estaca enquanto estiver me beijando, certo? (Kassandra)
E o que acabou de falar sobre dor e sangue? (Mel)
Dor e sangue. Não dor e cinzas. (Kassandra)
Não vou fazer isso. (Mel)
Kassandra olha para Mel. Mel levanta as mãos para cima. Kassandra puxa Mel e beija. Mel solta os braços. Abraça Kassandra de volta. Param. Kassandra se afasta. Sorri.
Sabe que é bom saber de tudo, finalmente? (Kassandra)
Tudo o que? (Mel)
Você não iria acreditar. (Kassandra)
Kassandra abre os braços.
Mas eu já não me importo. (Kassandra)
Mel pega uma besta. Atira em Kassandra. Kassandra se desfaz em pó. A estaca cai no chão. Agatha abre os olhos. Senta-se no chão. Arregala os olhos ao ver Edmont. Levanta na direção de Edmont. Mel segura.
Que você fez? Edmont!!! Edmont!!! (Agatha)
Nem com as suas forças no lugar você ia conseguir se soltar, você perdeu muito sangue, para de tentar! (Mel)
Não! Edmont!!! (Agatha)
Mel sai com Agatha. Volta algum tempo depois.
Não vai matar Agatha. (Edmont)
Agatha ainda é importante pra você. Seria perfeito. Mas Agatha não tem culpa. (Mel)
Colocou junto com Clara. (Edmont)
Sabe que Clara ouve seus gritos. Não tem lugar aqui dentro que não dê pra ouvir. Acho até que Virgine usava esse lugar de propósito, que construiu desse jeito pra isso mesmo. (Mel)
Mel senta-se em uma cadeira.
Clara ouve seus gritos. Mas Clara não se importa. (Mel)
Mesmo que abafasse, sabe que Agatha agora sabe. (Edmont)
Pois é. E Agatha deve mandar o sinal para Derik e Kat em pouco tempo. (Mel)
Não tirou o celular. (Edmont)
De que ia adiantar? Não vou poder continuar. (Mel)
Mel se aproxima de Angely.
Acho que suas sessões comigo acabaram. (Mel)
Sabe o que vai ter que fazer. (Edmont)
Sei. E dói. (Mel)
Toca o celular de Katerine. Katerine pega.
Agatha! (Kat)
Um carro freia ao lado de Derik e Kat.
Sabe ler mapa? (Beatrice)
Sim! (Kat)
Ótimo. Entrem rápido. Não sei quando o dono vai notar. (Beatrice)
Roubou o carro?! (Derik)
Eu devolvo! Se sobrevivermos... Agora entra! (Beatrice)
Kat e Derik entram no carro. Beatrice arranca. Algum tempo depois, estão no celeiro. Beatrice entra com o carro atravessando a porta.
Que você fez?! Podia machucar alguém! (Derik)
Tá de cinto? (Beatrice)
E dentro do... Disso?! (Derik)
Esse lugar é da Virgine. Foi aqui que achei Zenon. (Beatrice)
Beatrice vai até a porta. Estava aberta. Pula. Ajuda Derik a descer, depois Kat. Vai pelo corredor. Entra em uma sala. Vazia.
Edmont!!! (Agatha)
Beatrice corre, Kat e Derik seguem. Chegam a um lugar com diversas jaulas. Agatha e Clara estão nas duas únicas ocupadas. Agatha se aproxima da grade.
Ela enlouqueceu! Não viram o que ela fez com ele! (Agatha)
Angely? (Kat)
Edmont! (Agatha)
E Kassandra? (Derik)
Ela matou. (Agatha)
Mel tá certa. (Zenon)
Beatrice olha para Zenon.
Sabe quando tem o boss menor e o maior? (Beatrice)
Zenon é o menor? (Derik)
Isso. Se eu for pro maior, não tenho a menor chance. Então vão. (Beatrice)
Derik e Katerine passam por Zenon e saem.
Você é a única aqui que seria forte pra impedir Mel. (Zenon)
Sabia que deixaria passarem. Mas não é força. Mesmo porque, o que Kassandra descreveu... (Beatrice)
A gente vai lutar? (Zenon)
Não precisa. Mel mandou você me segurar. E eu não vou tentar sair daqui. (Beatrice)
Kat e Derik chegam a sala onde Mel está. Mel está em uma cadeira em frente a Edmont.
Precisava de vocês aqui. (Mel)
Entendo que esteja com raiva, mas acha mesmo que torturar Edmont vai... (Kat)
Me acalmar? Já fez. (Mel)
E Angely? (Kat)
Pra que você acha que era o feitiço? (Mel)
Mel levanta.
Mas eu não vou continuar. Acho que já foi suficiente. (Mel)
Vai soltar Edmont e Angely? E tirar o feitiço? (Derik)
Sabem que não podemos fazer isso. (Mel)
Mel... (Kat)
Sabe que precisamos fazer. (Mel)
Vai de uma vez. (Edmont)
Meu problema não é você. (Kat)
Eu sei. Mas Angely queria se matar. Então vai de uma vez. (Edmont)
Mel se aproxima de Angely. Beija-lhe a testa.
Não vou te pedir que fique deste lado. (Mel)
Mel... (Kat)
Não dá mais. A gente não pode deixar Edmont por aí. (Mel)
Melody vai até Katerine. Coloca a estaca na mão de Katerine. Pega Katerine pela outra mão e traz para perto de Edmont. Pega um martelo. Posiciona a estaca na altura do coração de Edmont. Entrega o martelo. Caem lágrimas dos olhos de Katerine. Melody se aproxima de Angely. Pega uma estaca que estava ao lado. Posiciona no coração de Angely.
Tem que ser no mesmo instante. Preciso que conte, Derik. (Mel)
Não, eu... (Derik)
Se não fizer isso, está arriscando a sua vida e a de Katerine. Conta. (Mel)
Derik olha para o teto. Passa a mão no rosto.
No três? (Derik)
Quatro. (Mel)
Ok. Quando eu falar quatro. (Derik)
Derik fica entre Melody e Katerine.
Um. (Derik)
Derik fecha os olhos.
Dois. (Derik)
Derik limpa os olhos com as mãos.
Três. (Derik)
Derik engole seco. Respira fundo.
Quatro. (Derik)
Derik se encolhe e tampa os ouvidos. Mel crava a estaca em Angely e Kat em Edmont. Uma luz, um estouro.
Derik levanta do chão. Melody está no chão ao lado de Angely. Katerine aos pés de Edmont. Edmont quebra as correntes. Tira a venda. Seus olhos são vermelhos como bolas de sangue. Edmont encosta Derik na parede. Angely corta a cabeça de Edmont, que se desfaz em pó e volta. Luzes fortes. Derik tampa os olhos. Outro estouro. Derik abre os olhos. Um símbolo no chão. Derik olha para Katerine e para Melody. Melody se senta no chão.
Acabou? (Mel)
Derik faz sinal com a cabeça para os lados. Aponta o símbolo no chão. Kat se senta.
Que é isso? (Kat)
Angely... Edmont... Viajaram... (Derik)
Outra Realidade? (Mel)
Isso. (Derik)
Mel levanta e olha o símbolo.
Tem como saber qual foi? (Mel)
Eu... (Derik)
Vamos pra casa. Por favor. (Kat)
MEAK. 2025.
Eu não sei ainda como fizeram aquilo. (Derik)
Mas nós podemos ir atrás. (Mel)
Cada realidade tem um símbolo. Precisamos achar de onde aquele era símbolo. É possível que esteja conectada a esta, mas é possível também que tenhamos que caçar na próxima um símbolo para outra. Com a rapidez que fizeram aquilo, nunca conseguiríamos alcançar. (Derik)
Então deveríamos ficar aqui esperando?! (Mel)
Não. Deveríamos ir. (Derik)
Por quê? (Kat)
Porque são nossa responsabilidade. (Mel)
E se Edmont e Angely estiverem lutando, o que podemos fazer? (Kat)
Nada. Mas precisamos saber se foi Angely que sobreviveu. (Mel)
E se for Edmont? (Kat)
Exato. (Mel)
Se Angely não conseguiu parar Edmont... (Derik)
A gente vai ter que conseguir. (Kat)
Algum tempo, algum lugar
Eu não devia estar sentindo nada? (Xien)
Tipo? (Uehfo)
Tipo memória voltando, uma epifania talvez? (Xien)
Como se a história tivesse terminado? Não tem mesmo a sensação de que algo está faltando? (Uehfo)
A sensação de que algo está faltando me acompanha há bastante tempo. (Xien)
Então, se ainda está aí... (Uehfo)
Mas era a luta! A que eu estava esperando! Não foi uma luta?! (Xien)
Isso não quer dizer que foi essa, ou que foi agora. (Uehfo)
Tá de sacanagem comigo? (Xien)
Uehfo some.
Pera! Não! Eu quero ouvir o resto! (Xien)
Xien olha ao redor. Uehfo reaparece.
Tem certeza? (Uehfo)
Não me importa o que seja. Eu preciso saber. (Xien)
Uehfo estende a mão a Xien.

Resumo do Capítulo

No presente, Mel e Kat conversam. Kat contara tudo a Agatha. Mel diz que está procurando como derrubar Edmont. Falam sobre isso, Kat especula que poderia ser algo que Nilrem criou. Mel fala sobre Beatrice ser cria da cria de Nilrem, Kat diz que Beatrice não tem culpa. Mel diz que Beatrice e Edmont são falhas e que agora têm que resolver. Kat pergunta sobre Angely, Mel diz que não têm se falado. Mel promete a Kat que começará a treinar com 16 anos. Kat vai para casa e fala com Derik e Agatha sobre. Agatha se altera. Kat diz que Edmont está matando pessoas. A sós, Derik diz a Kat que sabe algo da cultura atlante e que acha que não tem a ver com mortes. Falam sobre o que houve, que nunca saberão porque Edmont fez o que fez. Beatrice conversa com Kassandra. Kassandra quer saber porque Beatrice está matando seguidores de Virgine. No passado, Zenon encontra Ísis. Ísis conta que seu pai morreu, diz que foi Virgine e pede ajuda de Zenon para que Clara, sua irmã, não vá atrás e acabe morrendo. No presente, Mel e Kat conversam sobre Angely ter culpa sobre o que houve. Mel conta que Angely pediu desculpa. Kat vai para casa e têm a ideia de prender Edmont e alimentar, e Mel, que pode viver tanto quanto Edmont e Angely, por ser atlante, poderia cuidar disso. Depois de algum tempo, juntam tudo que precisam para o feitiço. Derik vai até a MEAK. Encontra Angely dormindo. Não consegue acordar com barulho e, ao tentar tocar, voa contra a parede. Chama Kat e Agatha. Agatha tenta tocar, também toma tranco. Chamam Mel. Mel toca Angely e nada acontece. Mel aponta uma marca no teto e diz que é um feitiço atlante. No passado, Zenon pede ajuda para Mel, para pegar Virgine. Mel diz que não pode, que está fazendo outras coisas e estudando. Zenon pede ajuda para Angely. Vão até a casa de Ísis. Angely se dá conta que Zenon queria atrair Edmont, por isso chamou Angely. Contam a Ísis que Angely e Edmont precisam morrer ao mesmo tempo. Virgine aparece. No presente, Beatrice mata mais três seguidores de Virgine, que vieram atrás de si. Kassandra especula que Beatrice poderia ser atlante. Beatrice deixa Kassandra falando. Na MEAK, Kat, Derik e Agatha pesquisam. Mel volta e não parece demonstrar muito interesse. Derik fala sobre o templo de transporte entre Realidades, e que tem livros sobre atlantes na sua. Diz que nem sempre de onde a pessoa veio consegue voltar, e que poderiam não conseguir voltar ou ser tarde demais. Agatha fala que Mel pode ter feito o feitiço. Mel saiu sem que notassem. A noite, Beatrice chega a MEAK. Fala sobre Edmont sumir. Contam que Angely está em coma. Beatrice tenta destruir o símbolo no teto, mas não consegue. Agatha fala sobre a desconfiança em Mel. Mel aparece. No passado, na casa de Ísis, uma invasão armada. Virgine pegara Clara e estava chantageando Ísis. Zenon diz a Ísis que fuja, mas Virgine morde Ísis. Zenon grita por Angely, e bate em Angely depois que Virgine mata Ísis, até Virgine lhe chamar a atenção que Angely está sob feitiço. No presente, Mel nega ter feito, e sai, dizendo que se virem sós. Kat segue. Mel e Kat vão para o casarão. Conversam sobre Beatrice ser atlante. Mel descarta que Beatrice poderia ter feito o feitiço. Diz que Angely poderia ter feito, por culpa. E podem estar em luta e que Edmont poderia ser assunto de Angely, que não irá interferir. Na MEAK, Derik pergunta a Beatrice se é atlante, e cita o feitiço. Beatrice lembra-se de Kassandra dizer que conhecia feitiços atlantes. Kassandra concorda em ajudar, com a condição de saber que tipo de atlante Beatrice é. No passado, Mel vai a casa de Ísis com uma arma. Encontra Kassandra, que lhe diz que Virgine levara Zenon e Angely. Kassandra guia Mel até onde Virgine está. No presente, Kassandra vai até a MEAK. Com resistência, Kat e Beatrice acabam deixando Kassandra subir ao quarto de Angely. Kassandra usa uma capa para sentar-se sobre Angely. No passado, Mel e Virgine lutam. Mel conta a Clara que Zenon não matou sua família. Clara, tentando acertar Virgine, acerta Melody. Edmont aparece com uma espada. Mel se transforma, com olhos roxos e cabelo vermelho. Vai na direção de Edmont, Virgine tenta impedir, Mel lhe arranca o coração com a mão nua. Edmont larga a espada e Mel continua em sua direção. No presente, Kassandra cai no chão. Se levanta, meio sem orientação. Fala sobre Mel se transformar após Edmont aparecer e sobre arrancar o coração de Virgine. Conta que o que Mel teve foi como a adrenalina para humanos, só que muito mais forte. Conta sobre Edmont se render sem lutar. Fala sobre Zenon, Beatrice diz que Zenon lhe procurou, e que estava atrás do clã de Virgine por isso. Kassandra conta sobre Zenon e Ísis. De repente a parte da casa onde ficava o quarto de Angely é arrancada. Vai parar o casarão abandonado. Mel pega Angely, coloca em um carro e sai. No dia seguinte, Kat, Agatha e Derik acham um feitiço para achar o quarto. Kassandra fala na bússola de Melody para prosseguir o rastreio depois. Mel leva Angely até o esconderijo de Virgine. Coloca em uma cama, na mesma sala onde está Edmont. Conversa com Edmont, que tem torturado há tempos. De noite, acham o quarto caído em cima do casarão. Kassandra fala de outro jeito de encontrar Mel: o ponto de Mel para pousar na Terra. Agatha mostra a marca. Kassandra diz a Agatha que mande um sinal com sua localização para Kat. Joga Beatrice e Kat longe. Morde Agatha. Derik morde sua perna. Kassandra e Agatha somem. Reaparecem onde está Mel. Diz a Mel que, como último pedido, quer beijar Mel e Edmont. Consentido o pedido, Kassandra diz que é bom saber de tudo. Mel indaga. Kassandra diz que não acreditaria, mas que não importa. Abre os braços. Mel mata Kassandra. Agatha acorda. Se desespera. Mel coloca junto com Clara. Diz a Edmont que terá que parar. Kat, Beatrice e Derik chegam ao esconderijo. Vão até Agatha. Encontram Zenon. Beatrice fica. Kat e Derik vão até Mel. Mel diz que tem que matar Edmont e Angely. Edmont diz que Angely queria se matar, e diz que façam logo. Posiciona Kat para que crave a estaca em Edmont. Se posiciona na frente de Angely. Pede que Derik conte. No quatro, cravam as estacas. Um estouro. Kat e Mel no chão. Edmont se solta, ataca Derik, Angely defende. Luzes. Um símbolo no chão. Mel e Kat acordam. Derik diz que viajaram entre Realidades. Decidem que têm que ir atrás; caso Edmont tenha vencido, vão ter que parar, mesmo sem ajuda de Angely.

Dara Keon