Descendência
MEAK
B02

Descendência ler resumo

18/01/2003. Angely chega a sala, de roupa preta. Kat e Mel estão no sofá.
E aí, quando as aulas começam? (Kat)
Março. Mel, só tem vaga pra dar aula de matemática. (Ang)
Então vou ter que arranjar outro serviço. (Mel)
Mel olha a roupa de Angely. Angely baixa a cabeça.
Talvez não devêssemos fazer luto. (Kat)
Não tinham visto que só comprou roupas pretas? (Derik)
Isso pode acabar te fazendo mal. (Kat)
Não sei se vai ter um momento em nossas vidas que as pessoas vão parar de morrer ao nosso redor. (Mel)
Kat olha para Mel.
A gente tem que se preocupar em arrumar esse lugar. (Ang)
Espero que seja de verdade o ouro. (Mel)
Não estavam usando antes já? (Ang)
Nem tanto. A maior parte do tempo Zenon e Beatrice traziam a comida. Só impus a Beatrice que não matasse ninguém. (Mel)
Demos um quarto a Alan. (Derik)
Pedimos pra verificar. (Mel)
Espero que seja. (Ang)
Toca o celular de Mel. Mel atende.
Oi. ### Estela tá bem. ### Que? ### Voltando pra casa? ### Então o casarão já é nosso... ### Sim, Melody Lorrage e Angely Kallend. (Mel)
Mel, eu preciso de um identidade também! Derik Kgalir! (Derik)
Alan, eu tava esquecendo de Derik... ### Já tinha falado? ### Isso mesmo. ### Tá, eu sei, esqueceu que eu já tive que ter identidade feita antes? ### Não vou esquecer. ### Sim, vamos cuidar bem de Estela. ### Tchau. (Mel)
Mel desliga.
Pelo menos agora sabemos que é de verdade. (Derik)
Um nome a menos na assinatura. (Ang)
Vamos precisar reformar tudo isso aqui. (Mel)
Inês entra na sala, esfregando o olho.
É mais fácil derrubar. (Inês)
Estava dormindo? (Mel)
Inês acena para baixo com a cabeça.
Acho que vamos precisar de ajuda para a reforma. (Kat)
Fevereiro
Noite. Ang vai até o sótão. A porta está emperrada.
Devia ter chamado alguém pra ver isso hoje, sabia que tinha esquecido alguma coisa... (Ang)
A porta se abre. Angely franze a sobrancelha. Entra. Vários quadros cobertos. Descobre alguns. Uma pessoa, na maioria deles.
Ela parece um anjo... (Leo)
Como entrou aqui? (Ang)
Me ouve?! (Leo)
E vejo também... Por que? (Ang)
As pessoas normais não... (Leo)
Desde quando está assim? (Ang)
Morto? (Leo)
Não era a palavra que eu ia usar. (Ang)
Não há outra. (Leo)
Então, desde quando ninguém te vê ou ouve? (Ang)
Perdi a conta dos anos. (Leo)
O que te prende aqui? (Ang)
Não sei, talvez o fato de eu ter me suicidado. (Leo)
Angely franze a sobrancelha.
Por que fez isso? (Ang)
Se eu te explicar só um pedaço, não vai me entender. Se for explicar minha vida toda, vai dormir. (Leo)
Prometo que não. (Ang)
Angely se senta em uma cadeira.
Desde pequeno eu me dava muito bem com minha prima. Meu pai não entendia isso... Geralmente não há muito acordo, já que éramos quase irmãos. Um dia, quando eu já tinha uns dezoito anos, meu pai me disse que ia fazer algo que já devia ter feito há anos... Fiquei com medo. (Leo)
Passado
Leo caminha com Heric. Entram em uma casa. Homens bebendo e mulheres com pouca ou nenhuma roupa.
Pai, não disse pra minha prima que isso é pecado? (Leo)
Essas mulheres são, como vou dizer...? Próprias para isso. (Heric)
Heric vai até Dolores. Leo olha para Flávio. Vai até Flávio.
Pra que serve esse lugar? (Leo)
Flávio ri. Dolores pega a mão de Leo.
Vem que eu te mostro. (Dolores)
Dolores leva Leo pela mão. Leo olha para Heric. Sobem para um quarto. Dolores fecha a porta. Se aproxima de Leo e pega nos botões da camisa. Leo se afasta.
Que que você tá fazendo?! (Leo)
Com a roupa não tem como fazer... Bom, até tem, se quiser. (Dolores)
Meu pai não deixa minha prima nem chegar perto de homens... (Leo)
Querido, ela é uma moça de família. (Dolores)
E você nasceu do que?! (Leo)
Odeio quando os pais não falam com os filhos antes de sair de casa... (Dolores)
Dolores se senta na cama. Olha para Leo. Aponta a cama com os olhos.
Não vou te forçar a nada. Já fizeram comigo, não acho legal. (Dolores)
Leo se senta.
Mulher de família não faz essas coisas com qualquer um, faz só com o marido. E não faz do jeito que a gente faz. Por isso inclusive que eles vêm aqui, porque homem precisa dessas coisas. (Dolores)
E como sabem que todo homem precisa? Ou quem é mulher que faz isso ou não? (Leo)
Quem faz é quem precisa fazer. Ou quem se apaixona pelo cara e o cara não quer mais. Quem se entrega antes da hora. Ou quem já nasce aqui. São tantos casos... E homem precisa... (Dolores)
Por que? (Leo)
É natural. (Dolores)
Dolores se levanta.
Olha pra mim. Não sente nada? (Dolores)
Leo balança a cabeça para os lados. Dolores tira a parte de cima. Leo balança de novo a cabeça para os lados.
Será que você gosta de homem? (Dolores)
Se mudou faz pouco tempo? (Leo)
Dolores sorri.
Agora está estranhando que nunca me viu? (Dolores)
É, eu... (Leo)
As pessoas não se misturam com a gente. (Dolores)
Leo franze a sobrancelha.
Nos consideram... Acham que a gente é pecadora, que vai pro inferno. (Dolores)
Então eu vou pro inferno? E meu pai? (Leo)
Dolores ri. Balança a cabeça para os lados.
Você é homem. Homem pode fazer o que quiser. Nem isso seu pai te disse? (Dolores)
Como assim?! (Leo)
Dolores se senta na cama. Olha nos olhos de Leo. Olha para baixo.
A culpa sempre vai ser nossa. (Dolores)
Que raios te faz aceitar isto?! (Leo)
Dolores olha para Leo.
Não sou só eu... (Dolores)
Deveriam se rebelar! (Leo)
E do que viveríamos? (Dolores)
Dolores levanta, pega a parte de cima e veste de volta.
Vocês são todos iguais. Até por nos culparem a culpa é nossa. (Dolores)
Não era isso que eu... (Leo)
Queria dizer?! Pois foi o que disse! (Dolores)
Desculpa... Eu sou muito novo... (Leo)
E que idade você acha que eu tenho?! (Dolores)
Dolores olha para fora. Limpa as lágrimas do rosto. Vai até o espelho. Pega um papel e limpa a maquiagem borrada. Vira-se e sorri para Leo.
Não vai contar pro seu pai, né? Olha, pode fazer o que quiser comigo, eu... (Dolores)
Leo abre mais os olhos e levanta da cama. Balança a cabeça para os lados. Sai do quarto. Dolores sai atrás. Descem as escadas. No meio do salão, Heric se aproxima, Leo empurra.
Seus hipócritas! Eu tenho nojo de todos aqui! São uma vergonha! (Leo)
Leonardo sai correndo. Heric olha para Dolores.
Ele não quis, eu tentei, juro! (Dolores)
Depois eu me acerto com você. (Heric)
Heric sai. Chega em casa. Vai ao quarto de Leo. Nada. Vai ao quarto de Pandora. Leo está com a cabeça no colo de Pandora.
Seu... (Heric)
Vais expulsar ele de casa? (Pandora)
É claro que vou! Não quero um filho que não gosta de mulher! (Heric)
Pois eu vou junto. (Pandora)
Não, vai se casar, como está marcado! (Heric)
Pandora levanta da cama. Vai até Heric.
Meu noivo estava naquele lugar? (Pandora)
Mas é claro! Ele é homem, não é como esse maricas! (Heric)
Antes esse maricas que homens como o senhor. (Pandora)
Heric arma o braço para dar um tapa, Pandora segura. Heric puxa o braço. Leo pega Pandora pela mão e corre.
Presente
Foi a última vez que vi meu pai. (Leo)
Complicado. (Ang)
Você vai a esse tipo de lugar? (Leo)
Nunca fui. Mas deveria. A gente ajuda pessoas. Deve ter bastante gente precisando de ajuda. (Ang)
Ang... Nossa, conseguiu abrir a porta sem arrombar? (Mel)
Só abriu. (Ang)
Você, dando patada?! (Mel)
Era literal. (Ang)
Então é melhor chamar alguém para tirar espíritos daqui. (Mel)
Mel se vira para fora. Um vaso voa em sua direção. Ang pega.
Não é necessário. Não vai fazer mal a ninguém. (Ang)
Mel franze a testa e vira de volta.
Não era literal. Tem mesmo espíritos aqui? (Mel)
Não vai fazer mal. (Ang)
Melhor você ir dormir que tá tarde. (Mel)
Tá. (Ang)
Ang não se mexe. Mel cruza os braços.
Não vai? (Mel)
Angely sai. Mel olha ao redor.
Olha, se quiser conversar com Angely, conversa de dia. De noite tem que dormir, apesar de se comportar como se não precisasse dessas coisas. (Mel)
Mel sai, fechando a porta.
Dia seguinte. Pessoas no salão de entrada.
Bom, hoje nós estamos quase terminando tudo, só falta lá em cima... (Mel)
E o pagamento! (Rodrigo)
Não esquecemos disso. Assim que terminarmos, trocaremos o resto que temos por dinheiro e pagaremos vocês. Eu creio que ainda sobre muito. Mas olha, tenho nome de todo mundo e o que fizeram. Se trambicaram aqui, vou saber. (Mel)
Cidade. Loja de ferramentas.
Nossa, vocês devem ter muito dinheiro e coragem... (Dário)
Coragem? (Ang)
Reformar aquela casa enorme não é coragem? (Dário)
Ah! (Ang)
Por que, tem tido algum problema na casa? (Dário)
De que tipo de problema tá falando? (Ang)
Ang chega em casa. Vai para o sótão.
Não sei seu nome ainda... (Ang)
Leonardo. (Leo)
Eu queria falar com você, sobre umas histórias que me contaram... (Ang)
Os vampiros adoravam trazer suas vítimas para cá. Por isso o caçador se instalou aqui. (Leo)
Ah... (Ang)
Leonardo senta-se no chão, joelhos junto ao tórax, com a cabeça sobre os joelhos. Batida na porta.
Ang, estávamos esperando você chegar para começar aqui... Por que trancou a porta? (Mel)
Que foi? (Ang)
Vão querer vender meus quadros! (Leo)
Prometo que não deixo. (Ang)
Vai dizer o que? (Leo)
Que tal a verdade? (Ang)
Te internam. (Leo)
Pode mover algo para provar. (Ang)
Ontem foi a primeira vez que consegui isso. (Leo)
Inês entra por uma janela.
Foram buscar algo para arrombar. (Inês)
Eu falo com as pessoas, Leo. (Ang)
Quem é Leo?! (Inês)
O filho é seu? (Leo)
Angely, último aviso... (Mel)
Leo, por favor... (Ang)
Leo solta a porta. Mel entra.
Que tava fazendo aí? (Mel)
Vamos reformar, mas os quadros ficam. (Ang)
Quadros? (Mel)
Mel descobre um. Olha. Puxa o lençol de outros dois.
De quem são? (Mel)
Nossa, são bonitos... (Kat)
Podem servir de decoração da casa. (Ang)
Por causa disso trancou?! (Mel)
Ang aponta Leo com os olhos.
Ah, tá... Se quer assim... (Mel)
Angely vai para um canto.
Me disse que ontem tinha sido a primeira vez que tinha feito isso... (Ang)
Segurar a porta eu consigo, mover objetos não. (Leo)
Falando sozinho? (Inês)
Depois te explico. (Ang)
Explicar o que? (Kat)
Desculpe, falava com Inês. (Ang)
Cadê as compras? (Mel)
Deixei na copa. (Ang)
Rodrigo, Antônia e Carina chegam com materiais e ferramentas.
Bom, Angely, leva os quadros? (Mel)
Claro. (Ang)
Noite.
Tô em pedaços. (Mel)
Não parou o dia inteiro. (Ang)
Derik chega, de cabeça baixa.
Que foi? (Ang)
Kat não tem tempo pra mim, se ocupou conversando com Estela, não fala comigo. (Derik)
Tô com fome. (Inês)
Bom, gente, tô indo. (Ang)
Ang e Inês saem.
Acho que sobramos. (Mel)
Não tô com sono. (Derik)
Bom, pelo menos Kat não tá tentando te agarrar. (Mel)
Pára um tempo, depois tenta de novo... (Derik)
Silêncio.
Quando foi a sua primeira vez? (Derik)
Ang está com Inês e Leonardo na cozinha.
Não entendo como não é meu pai e me ouve... (Inês)
É nossa conexão. (Ang)
Aquela mulher é sua irmã? (Leo)
Melody? (Ang)
Sim. (Leo)
Mais ou menos. (Ang)
Que tipo de conexão? (Inês)
Rodrigo e Antônia chegam perto da porta da cozinha.
Não disse que ele falava sozinho? (Rodrigo)
De repente ele lê pensamentos... (Antônia)
Às vezes ele fala olhando para ela, mas às vezes ele fala com o nada! (Rodrigo)
Bom, por enquanto isso não prejudica ninguém... (Antônia)
Tão ouvindo e vendo bem? (Mel)
Antônia e Rodrigo se endireitam. Ang olha para a porta, ao mesmo tempo em que Inês e Leo.
Por que não se aproximam mais e dizem o que tavam falando? (Mel)
Desculpe, nós... (Antônia)
Se eu deixei ficarem aqui não foi para espionarem Angely ou debaterem o comportamento. (Mel)
Estamos indo. (Rodrigo)
Saem da cozinha.
Acho que ela ainda gosta dele... (Rodrigo)
Eu ouvi isso. (Mel)
Passos subindo a escada.
Acho que vão estranhar você falar sem obter resposta. (Mel)
Inês coloca a mão na barriga e senta-se no chão. Angely abaixa perto de Inês.
Que houve? (Ang)
Era pra eu nascer pelo dia 19, Lua Nova... Não entendo... (Inês)
Mel, eu acho que... Que tá acontecendo?! (Derik)
Algum problema com ela? (Nat)
Acho que vai nascer... (Mel)
Não está no tempo certo... (Nat)
Como sabe? (Ang)
Quem é você?! (Derik)
Desculpe, Natasha Zandí... Pode me chamar de Nat. (Nat)
Ah, ouvi algo sobre você quase entrar em coma quando vampirs... (Derik)
Derik! (Mel)
Não sou um dos inocentes daqui. Vamos levar ela pra perto de água doce. (Nat)
Aquele lago perto do cemitério... (Derik)
Não, não pode ser perto de corpos. Tem uma lagoa enorme aqui na ilha. (Nat)
E pode? (Mel)
Eu não sou normal, meu pai não é! (Inês)
Inês me lembrou de uma coisa, Edmont não é comum, talvez... (Ang)
Está ouvindo ela?! (Nat)
Tenho uma conexão com Edmont. (Ang)
Edmont é o pai? (Nat)
Sim. (Mel)
Realmente, ele ser diferentepode afetar ela. (Nat)
Mas como sabia que era de vampir? (Mel)
Ficam menos agressivas e falam quando é de manigê. (Nat)
‘Mani...’ o que?! (Derik)
Tá doendo, não dá pra deixar pra falar depois??? (Inês)
É uma raça... (Nat)
Inês tá sentindo muita dor. (Ang)
Ah, desculpe... Precisávamos do pai dela... (Nat)
Pra que? (Derik)
Carregá-la. Sabem onde ele está? (Nat)
Não posso ser eu? (Ang)
Bom, é um caso a parte, talvez sirva... (Nat)
Qual o problema de ser outra pessoa? (Mel)
Se outra pessoa tocar nela a partir de agora, a criança corre o risco de morrer. (Nat)
Tô sentindo dor, não cócegas! Vão ver o que vou fazer quando sair saqui! (Inês)
Então vamos... (Derik)
Não, só eu e ele vamos. (Nat)
Por quê??? (Derik)
Por que sim! Parem de perguntar, já tô sentindo a dor dela daqui! (Nat)
Ah, mas não tá mesmo!!! (Inês)
Angely pega Inês no colo e sai, com Natasha.
Isso não é justo! (Derik)
Engraçado, você acabou de dizer que está com saudades das seis crianças de Dancan, e agora vai nascer... (Mel)
Sabe que no dia do nascimento, apesar de não serem crias minhas, quase fiz um buraco no chão? (Derik)
Crias de quem? (Kat)
A gente veio pegar alguma coisa pra comer, vimos Angely sair com Inês... (Estela)
Inês vai ter a criança. (Mel)
Mas, se é a criança controlando o corpo da mãe, o certo não seria dizer que Inês vai nascer? (Estela)
Inês já era o nome original... (Kat)
Inês morreu. (Mel)
A gente não devia ter dado outro nome? (Derik)
Natasha, Ang e Inês estão no meio do caminho.
Desmaiou... (Ang)
É natural, o corpo da mãe tá morrendo. (Nat)
Então eu estava mesmo conversando com a criança? (Ang)
Elas só conversam com o pai, mas geralmente não há convivência. (Nat)
Não alimentei Inês com carne humana, eu... (Ang)
Não precisava ser humana. Comem carne humana porque seus pais nem sabem de sua existência, é a maioria dos casos. (Nat)
Não caçam? (Ang)
Não, elas seguem seus pais. (Nat)
Tá querendo dizer que... (Ang)
Sim, elas se alimentam dos restos que eles deixam pra trás, os corpos. Quando ela fica com fome, ele fica com sede. (Nat)
E faz diferença não ter sido assim? (Ang)
É até bom! Quando têm companhia do pai durante essa fase, não se entregam tão fácil a vampiros quando crescem. (Nat)
Como sabe tanto? Não parece ter muita idade. (Ang)
A primeira coisa que aprendi foi sobre as fênixs. (Nat)
Mesmo assim... (Ang)
Tenho 63 anos. (Nat)
Manigê? (Ang)
Foi bom ter calhado de eu encontrar ela antes do nascimento. (Nat)
Você não envelhece? (Ang)
Envelheço um ano em três, comparando a um humano. (Nat)
E fênixs? (Ang)
Quatro em um, até os cinco anos. (Nat)
Depois morrem? (Ang)
Não, apenas param o crescimento. Depois dos três anos, ou seja, doze, só morrem quando engravidam de um vampiro. (Nat)
Chegam ao lago. Angely coloca Inês no chão. Nat olha para o lado.
Melhor fazermos isso rápido, se não a criança morre sem ar. É um dos jeitos de se matar uma fênix criança. (Nat)
Por que tenho a impressão que o lago não tem nada a ver com o nascimento da criança? (Ang)
Nat olha para Angely.
Por que não sou uma boa atriz? (Nat)
Que pretende fazer? (Ang)
Se eu prender ela a mim, vai estar mais protegida de seus próprios instintos. (Nat)
Mas será que Inês quer isso? (Ang)
Me responda você, acha que ela prefere ficar perto de mim ou daqui a três anos se entregar ao primeiro vampiro que aparecer? (Nat)
Melhor nós tirarmos Inês dali logo, tô sentindo alguma coisa estranha. (Ang)
Natasha abaixa perto de Inês. Pousa a mochila no chão. Tira uma faca e uma toalha. Coloca a toalha no ombro. Corta a barriga. Coloca as mãos dentro. Tira um bebê. Levanta e vai na direção do lago. Ang se põe na frente.
Calma, quer deixar a criança suja desse jeito? (Nat)
Ang sai. Nat vai ao lago. Coloca a criança em um braço. Tira a toalha do ombro, molha e limpa a criança. Pousa no chão a toalha suja.
Que faremos com... (Ang)
Vai se desfazer sozinho. (Nat)
Ang tira a camisa e leva para Nat. Nat enrola a criança.
Não vi cordão umbilical. (Ang)
Se desfez, na hora que ela desmaiou. Foi quando a criança perdeu o controle do corpo da mãe. (Nat)
Silêncio. Nat olha para Ang. Ang está olhando para Inês. Nat olha para Inês. Entrega Inês a Ang, que sorri.
Bom, chamou ela pelo nome da mãe, agora vai ficar com esse nome. (Nat)
Então eu deveria ter chamado por outro nome? (Ang)
Geralmente, como já disse, ninguém conversa com elas. Por isso só assumem um nome após o nascimento. (Nat)
Mas, se estão sem ninguém, como a criança nasce? (Ang)
Ficam sempre perto de centros, seus pais são inconscientemente forçados a isso. Não é difícil alguém encontrar uma grávida no chão, morta. Já decidiu? (Nat)
Acho que prefere a sua companhia do que... (Ang)
Eu não acho. (Edmont)
Nat e Ang olham pra Edmont.
Os instintos não podem ser renegados assim. (Edmont)
Não tem direito a uma opinião. (Nat)
Eu gerei, quem decide sou eu. (Edmont)
Pai não é quem faz, é quem cuida. (Nat)
Se eu não me engano, não me deram essa oportunidade. (Edmont)
Se eu não me engano, ela quem escolheu. (Nat)
Angely entrega a criança a Natasha. Se aproxima de Edmont. Pega a espada da mão de Edmont e crava no próprio tórax. Edmont se desfaz. Angely cai no chão de lado. Natasha se aproxima. Põe a mão na espada, Angely segura.
Faça o que... tem que fazer e... volta pro... casarão... (Ang)
Mas o que digo aos outros?! Olha, ele tá morrendo lá na beira do lago, mas eu não tenho nada a ver com isso! (Nat)
Diga que... encontramos Edmont... e tive que... segurar aqui... pra você fugir com... Inês, apenas... isso... Promete?... (Ang)
Mas... (Nat)
Confia... em mim... (Ang)
Você quem sabe. (Nat)
Nat vai até a beira do lago. Lava a faca que usou para tirar Inês e faz um pequeno corte no próprio braço. Com seu sangue, desenha um círculo na testa de Inês. Com água do lago, desenha de novo, por cima. Olha para Angely, que está de olhos fechados. Sai.
MEAK. Nat chega com Inês no colo. Derik vai até Nat.
Posso pegar? (Derik)
Claro... (Nat)
Nat entrega Inês a Derik, que se senta no sofá. Nat se aproxima de Kat e Estela.
Não parecia assim tão... (Nat)
Babão? (Estela)
Apegado a crianças. (Nat)
O que Estela disse já é um eufemismo. (Kat)
Cadê Angely? (Mel)
Encontramos o irmão dele. (Nat)
E...? (Mel)
Nat fica olhando para Mel. Olha para o chão. Olha de novo para Mel.
Não sei! Acho melhor eu voltar para buscar ele. (Nat)
Nat sai. Mel olha para Kat. Kat sobe. Estela segue. Mel se senta ao lado de Derik.
Lago. Ang está no mesmo lugar. Nat se aproxima. Pega o pulso. Balança a cabeça para os lados. Retira a espada. Angely abre os olhos e puxa forte o ar. Nat dá um passo para trás. Coloca a mão na cabeça. Desmaia. Edmont reaparece. Ang se levanta. Abaixa perto de Nat.
Mas me parecia normal... (Ang)
Está só dormindo. (Edmont)
Eu sei. (Ang)
Edmont mostra os dentes.
Mas daqui a pouco não vai estar mais. (Edmont)
Não vou deixar você fazer isso. (Ang)
Por que não? (Edmont)
Não finge que não sabe. (Ang)
Vai levar a criança para longe. (Edmont)
E quer que eu acredite que é esse seu motivo? (Ang)
Essa criança é minha. (Edmont)
Você não pode cuidar de uma criança. (Ang)
Edmont ri.
Tá me julgando? (Edmont)
A criança não é vampir. (Ang)
MEAK. Mel está em uma cadeira. Derik no sofá com a criança. Kat em um canto, Estela do lado.
Agora a casa está quase toda reformada, podemos comprar os móveis. (Mel)
Primeiro os dessa coisa fofa. (Derik)
Não é você quem decide! (Kat)
Bom, pelo menos de um berço precisa. (Mel)
Derik sobe.
Tá com ciúmes da criança? (Estela)
Derik não parava de falar disso, agora tá babando... (Kat)
É só uma criança... (Mel)
Vou dormir! (Kat)
Kat sobe.
Nunca vi desse jeito. (Mel)
Também tô estranhando. (Estela)
Nat disse que ia buscar Ang, mas daqui a pouco tá amanhecendo e nada. (Mel)
Talvez ele esteja procurando ela e ela procurando ele. (Estela)
Mel olha para o relógio.
Tá demorando demais. (Mel)
Calma. Deve estar bem. (Leo)
Mas e se não estiver? (Mel)
Melody franze a sobrancelha. Quase derruba a cadeira ao se levantar.
Quem falou isso? (Mel)
Me ouve?! (Leo)
Era só o que faltava, o fantasma do Angely existe! (Estela)
Achava que não existia? (Mel)
Consegui ser ouvido! Agora só falta ser visto... (Leo)
Bom, ver ainda não estamos vendo. (Mel)
Kat chega a sala. Derik vem atrás, trazendo Inês.
Mas Kat, não... (Derik)
Que caras são essas? (Kat)
Estela pega a criança das mãos de Derik, como quisesse proteger.
Ei! (Derik)
Não precisa me olhar desse jeito, não vou pegar a criança. (Leo)
Quem é você? (Mel)
Os quadros são meus. (Leo)
Seus?! Mas você... (Estela)
Eu quem fiz, é minha prima... (Leo)
Ah, tá! Eu tinha certeza que isso era voz de homem! (Estela)
Mel revira os olhos.
E o que ainda tá fazendo aqui se já morreu?! (Derik)
Sempre gentil. (Kat)
Ei... Ainda tá aí? (Mel)
Qual seu nome? (Estela)
Silêncio.
Kat, vai dormir. (Mel)
Mas o que eu fiz??? (Kat)
Não é problema com você, é que Angely tá demorando muito. (Mel)
Ah, tá... (Kat)
Kat sai. Estela segue Kat, levando a criança. Derik deixa-se cair no sofá.
Se era pra ficar com essa cara, por que não pediu pra Estela deixar a criança? (Mel)
Não é isso. (Derik)
Que foi então? (Mel)
Kat tá comigo só por pena. (Derik)
Hein?! (Mel)
Nem me chama mais quando vai dormir... (Derik)
Não sei o que é mais ridículo, Kat com ciúmes de bebê ou você com ciúmes de Estela! (Mel)
Kat tá com ciúmes? esboça um sorriso, mas desfaz Tá mentindo pra me deixar feliz. (Derik)
Ao invés de ficar pensando bosta, sobrevoa a ilha e vê se encontra Angely. (Mel)
Bom, já que Kat não liga mais pra mim mesmo... (Derik)
Mel encara Derik. Derik vai até a janela, se transforma em pássaro e voa. Mel pega a roupa e leva para cima. Depois, vai ao quarto de Kat. Estela está segurando Inês.
Será que não deveríamos levar a um hospital? (Mel)
Talvez. Mas quem fica cuidando da Kat? (Estela)
Eu cuido! (Leo)
Será que podemos confiar? (Estela)
Angely disse que não tem nada de errado. E, se tiver, a gente bota pra correr. (Mel)
Saem.
Será que existe reencarnação? (Leo)
Manhã. MEAK. Natasha chega. Mel e Derik estão na sala.
Melody, pode me ajudar? (Nat)
Algum tempo depois, Ang está no sofá. Dorme. Mel e Nat estão na cozinha.
Juro que não sei... Primeiro ele enfiou aquela arma nele mesmo e o outro sumiu, depois eu voltei e tirei a arma, senti tontura e desmaiei... Quando acordei ele tava assim! (Nat)
Ang causou o primeiro sumiço de Edmont. Você tirou a arma, Edmont reapareceu. Devem ter ficado ali até amanhecer. Mas por que? (Mel)
Há um certo ritual, pra proteger a criança de se entregar a um vampiro facilmente. Edmont não queria que fizesse. Se eu morrer, o ritual é desfeito. (Nat)
Certo, então por isso Angely ficou, pra te defender. A propósito, tem alguma idéia do porquê desmaiou? (Mel)
Não sou humana e não suporto ficar perto de um vampiro sem uma fênix menor por perto. (Nat)
Quando amanheceu, Edmont se vingou. Angely desmaiou por causa de Edmont virar cinzas. Edmont sumiu e não havia mais impedimento, por isso você acordou. O que significa fênix menor? (Mel)
Criança. (Nat)
E se não for uma criança que estiver perto de você... (Mel)
Desmaio e ela se entrega. (Nat)
Mesmo com o pacto? (Mel)
Possivelmente quando o vampiro percebesse que ela não se entregaria, ele me mataria. Aí o pacto estaria desfeito. (Nat)
Dia seguinte. MEAK. Cozinha.
Esse lugar parece tão pacato. (Mel)
Ih, se quiserem problemas agora, vão ter que ir para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais... (Nat)
Nem brinca, com o trabalho que tivemos com essa casa... (Mel)
Às vezes até gostam de lugar afastado, mas aí aparece alguém se achando muito foda, chama a atenção, e chove caça-vampiro. (Nat)
Nat pousa uma mamadeira no balcão.
Saíram daqui por que estavam morrendo todos. Os mais corajosos ficaram, os mais espertos fugiram. (Nat)
Alan luta tão bem assim? (Mel)
Ele foi só o último que ficou, pra vender a casa. (Nat)
Ah, claro... (Mel)
Angely chega com Inês no colo.
Estranho pensar que, daqui a três meses, pode estar andando... (Ang)
Andando?! (Mel)
Não falou pra Mel? (Ang)
Esqueci. (Nat)
Bom, eu posso cometer algum erro, então... (Ang)
Kat chega na porta.
É o seguinte, as fênixs crescem quatro anos em um, comparadas a vocês. Aos cinco param de envelhecer. Quando crianças podem morrer sufocadas, afogadas ou se todo seu sangue for roubado. Já adultas só morrem se engravidarem de um vampiro. Para isso é preciso que eles façam sexo e depois ele beba o sangue todo dela. Caso ele não faça a última parte, não há gravidez, consequentemente continua viva. (Nat)
E o tal pacto? (Ang)
Se forem procurar, o nome é "Lua esconde Marte". Liguei ela a mim e agora ela só vai se entregar se ele conseguir beijá-la. Elas tem costumes diurnos, eles noturnos, então é fácil evitar o contato. (Nat)
Você tinha dito que era manigê. (Mel)
Eu tinha uma mãe haimagê e uma dumani. Procure as duas raças. (Nat)
É uma fusão? (Mel)
Sim. Dumanis envelhecem um ano em cinco, por isso a fusão dá a média, um em três. (Nat)
Noite. Nat está na sala. Derik está com Inês.
Tá brincando comigo... (Nat)
Eu juro, eram seis crianças! (Derik)
Que habilidade... Sorte da mulher com quem você casar! (Nat)
Ou azar. (Kat)
Que foi? (Derik)
Ainda pergunta? (Kat)
É mais fácil alguém levar você de mim que o contrário! (Derik)
Nat pega Inês dos braços de Derik.
Como assim?! (Kat)
Acho que ela tá com fome, com licença... (Nat)
Natasha se retira.
Isso mesmo que ouviu. (Derik)
Acha que eu te enganaria??? (Kat)
Não foi isso que eu disse. Mas, já que citou, só conta quando se está junto. (Derik)
E nós não estamos??? (Kat)
Desde que tudo acalmou, você não lembra mais que eu existo! (Derik)
Então você quer terminar, é isso??? (Kat)
Derik baixa a cabeça.
Você quem terminou. (Derik)
Tá, então procura alguém que te aguente, por que eu também já cansei! Desaparece da minha vida! (Kat)
Derik olha pra Kat com os olhos em lágrimas. Sai. Kat sobe, entra em um quarto. Chuta a cama.
Nunca mais vou namorar alguém menor de duzentos anos! (Kat)
Nossa, que isso?! (Estela)
Derik disse que eu acabei com nosso namoro, vê se pode! (Kat)
É... Bom... Não andava dando lá muita atenção pra ele... (Estela)
Só ficava babando em cima de Inês! (Kat)
É só um bebê! (Estela)
Daqui a cinco anos, não vai ser mais! Vai estar em fase adulta! Se ainda fosse criança de Derik... (Kat)
Então é isso... (Estela)
Kat senta no sofá.
Derik nunca vai te trocar. (Estela)
Vai acabar se apegando. Prefiro que vá agora do que me faça sofrer mais depois. (Kat)
Derik está na mureta da praia. Está com uma garrafa de tequila. Vira um gole. Beatrice se senta ao seu lado.
Achei que tivesse ido embora, ou morrido, sei lá... (Derik)
Achei que Mel mataria Edmont. (Bea)
E agora vai levar minha cabeça de presente pra Edmont? Esforço em vão, não vai machucar Kat com isso. (Derik)
Não falei com Edmont ainda, depois de tudo aquilo. (Bea)
Algum recado para Angely? (Derik)
Kat te deu um pé? (Bea)
Se interessou por Kat agora? (Derik)
Por que não poderia ser em você? Apesar de já ter bebido bastante... (Bea)
Fala a verdade, o que você quer comigo? (Derik)
Beatrice desce da mureta e estende a mão a Derik.
Vem... Eu te mostro. (Bea)
Minha vida eu já deixei naquele casarão, o que tenho a perder? (Derik)
Angely chega no quarto de Estela.
Não tá conseguindo dormir? (Ang)
Pensando em Alan. Ele não ligou mais. (Estela)
Deve ter muito a fazer, com o casamento. (Ang)
Dois meses... Eu aqui sofrendo e Kat dá um pé no Derik por que acha que ele vai ir atrás da Inês quando ela crescer! (Estela)
Que? (Ang)
Sótão. Kat deitou-se no chão.
Estela não entende. (Kat)
Queria que pudesse me ver... (Leo)
Kat senta.
Posso tentar um coisa! (Kat)
Kat levanta e vai até a parede, senta, com as costas na parede. Sai de seu corpo. Vai até Leo.
Agora eu tô te vendo! (Kat)
Leo se aproxima de Kat.
Está ainda mais linda. Parece com ela. Será que existe reencarnação? (Leo)
Kat ri.
Acho que não é o caso. Você consegue sair daqui? (Kat)
Tenho medo... (Leo)
Vamo, eu te levo. (Kat)
Consegue ficar o tempo quiser assim? (Leo)
Se eu não mover nada, acho que sim. (Kat)
Leo sorri.
Frente do templo.
Reconstruiu... (Derik)
Tem mais. Vou te mostrar. (Bea)
Beatrice pega Derik pela mão e entram. Vão até o salão. Derik olha para as caixas.
São seis agora. (Derik)
Sim. Fico imaginando se destruísse sete vezes. (Bea)
Ah, entendi, você arranjou cinco pessoas e tá querendo saber como isso funciona... (Derik)
Beatrice encosta Derik na parede.
É agora que você... (Derik)
Beatrice beija Derik. Derik corresponde.
MEAK. Manhã. Kat está na sala, se encolheu no sofá.
Que foi? (Ang)
Derik me traiu! (Kat)
Estela me disse que vocês tinham terminado. (Ang)
Isso não era motivo para ir correndo atrás de Beatrice! (Kat)
Achei que não... (Ang)
Aliás, foi Derik quem terminou! Aposto que tava tudo planejado! (Kat)
Kat... (Ang)
Ainda bem que não estamos mais junto! (Kat)
Acho que você... (Ang)
Cara-de-pau, ainda fingiu que tava triste com a separação! (Kat)
Derik tinha bebido? (Ang)
Hein?! (Kat)
Não creio que fosse atrás de alguém que mata se quisesse te trair simplesmente. (Ang)
Queria me deixar mal, isso sim! (Kat)
Angely, viu Katerine? (Mel)
Ang olha para Mel, então para Katerine.
Ai, até esqueci de voltar ao normal! (Kat)
Kat fecha os olhos. Abre novamente.
Que foi? (Ang)
Leo tá aqui? (Mel)
Não tô conseguindo voltar! (Kat)
Talvez seja por causa da raiva que está sentindo. (Ang)
Raiva?! (Mel)
Explica! (Kat)
Estou falando com Kat, tá fora do corpo. (Ang)
Manda voltar, precisamos conversar. (Mel)
Não tá conseguindo. (Ang)
Como não?! (Mel)
Me ajudem, por favor! (Kat)
Talvez seja raiva... (Ang)
Raiva de que? (Mel)
Ang olha para Kat. Então para Mel.
Kat terminou com Derik e Derik foi atrás de outra pessoa. (Ang)
Não fui eu quem quis terminar e não foi simplesmente atrás de outra pessoa, foi atrás de Beatrice! (Kat)
Disse algo? (Mel)
Me deu uma bronca, disse que quem terminou foi Derik e disse que a outra pessoa é Beatrice. (Ang)
Mel arregala os olhos. Nat chega com Inês no colo.
Que tá acontecendo? (Nat)
Kat consegue sair do corpo, mas não tá conseguindo voltar agora. (Ang)
Tira essa criança maldita daqui! (Kat)
Você tá se descontrolando... (Ang)
Que foi, Angely? (Mel)
Não quer Inês aqui... (Ang)
Então acho que vim trazer uma boa notícia. (Edmont)
Edmont se encosta na porta. Está com um capuz. Ang entra na frente de Natasha.
Vamos lutar se novo? Tá ficando entediante já, sem poder usar força de verdade. (Edmont)
Por que não desiste, já que você sempre perde? (Mel)
Seus relacionamentos nunca dão certo, mas você continua fingindo pras pessoas. (Edmont)
Edmont, vai embora. (Ang)
Não enquanto não puder levar a criança. (Edmont)
Deve estar interessado no poder dela de controlar o fogo. (Nat)
Edmont ri.
Não precisa disso. (Mel)
Talvez queira vender ela... (Nat)
Se eu não puder levar a criança, levo Katerine. (Edmont)
Kat? (Ang)
Angely olha para Kat, que levantou-se e olha para o tórax que Edmont.
Tá com uma pedra estranha... (Kat)
Angely olha para Edmont.
Do que tá falando?! (Mel)
Já levei Leonardo. Vocês quem decidem, duas vidas por uma. É uma boa oferta, melhor pensarem nisso. (Edmont)
Edmont sai. Ang olha de novo, Kat não está mais.
Tava blefando, não tava, Angely? (Mel)
Não. (Ang)
Deve ter usado algum objeto. E o que faremos? (Nat)
Mel olha pra Inês. Olha para Nat.
Isso nunca. (Nat)
Como vamos resolver isso? (Mel)
Temos que ir atrás dele e tirar o tal objeto à força! (Nat)
Não tem como. Temos que convencer a devolver. (Ang)
Mas isso, só entregando Inês! (Nat)
E se a gente tentasse enganar? Com algum feitiço que parecesse... (Mel)
Ele reconheceria a criança. (Nat)
Reconhece pelo cheiro. (Ang)
Não vou deixar ficar com Kat por causa de Inês! (Mel)
Gente, sem briga, eu... (Ang)
Eu sei que é difícil para você escolher entre duas filhas, mas vai ter que fazer isso! (Nat)
Angely, o que você vai fazer? (Mel)
Nenhuma vida é mais importante que outra, droga, não dá pra escolher assim! Tenho que salvar Kat E Inês! (Ang)
Temos. (Mel)
Angely olha para Mel.
Temos que salvar. E não é só Kat. Derik. (Mel)
Eu procuro. (Ang)
Tarde. Templo. Derik está com cobertas. A roupa está jogada pelo templo.
Ainda bem que não é ponto turístico. (Ang)
Derik abre os olhos. Senta-se.
Pode se vestir, eu fico olhando pra ver se ninguém vem. (Ang)
Cadê...? (Derik)
Quem? (Ang)
Esquece. (Derik)
Angely sai. Olha para o céu. Derik aparece.
Katerine sabe com quem você esteve. (Ang)
Kat fez alguma coisa??? Aconteceu alguma coisa??? (Derik)
Tava conversando com Leo e não conseguiu voltar para o corpo. Acho que foi raiva. (Ang)
Mas eu falei pra não ficar fazendo isso a torto e direito... Peraí, não seria "não tá conseguindo"??? Não tem mais jeito agora??? Que aconteceu com o corpo??? (Derik)
Edmont levou Kat e Leonardo. Só vai devolver se entregarmos Inês. (Ang)
Você não pode encontrar Edmont? (Derik)
Poder eu posso, mas, se fossem fazer um plano, eu teria que me afastar. Poderia descobrir. (Ang)
Eu vou. (Derik)
Então, passe em casa e fale que eu volto assim que isso terminar. (Ang)
Por que? Você pode ajudar... (Derik)
Não. É forte demais essa ligação. (Ang)
E o que vai fazer? (Derik)
Procurar Zenon. Talvez possa ajudar. (Ang)
MEAK. Derik chega. Mel e Nat olham em sua direção.
Cadê Angely? (Mel)
Foi procurar Zenon. (Derik)
Pra que? (Mel)
Pra não agüentar a pressão. (Nat)
Angely não fugiria assim. (Mel)
Que pressão? (Derik)
Melody quer que Angely entregue uma filha por outra. (Nat)
Não foi isso que eu disse! (Mel)
Você queria sim! (Nat)
Filha? (Derik)
Se fosse pra trocar Inês por Kat, iríamos pegar Inês de volta depois. (Mel)
Kat é só de Mel. (Derik)
Nós somos família, isso não faz diferença! (Mel)
Então por que não pega Kat do mesmo jeito que quer pegar Inês depois? (Nat)
Gente... (Derik)
Não dá pra pegar fantasma! (Mel)
E acha mais fácil pegar um bebê?! Por que acha que ele preferiu levar sua filha?! (Nat)
Acho que vou atrás de Angely... (Derik)
Pra me torturar, é isso que Edmont gosta de fazer! (Mel)
Como se Inês fosse ter alguma outra serventia pra ele! Você mesmos disseram que ele não precisa dela! (Nat)
Querem parar com isso??? (Derik)
Mel e Nat olham para Derik, com raiva.
Brigar não vai levar a nada. Nem me matar, como estão querendo agora. Aliás, posso apostar um rim que é isso que Edmont tá querendo, confusão. (Derik)
Eu vou querer seu rim se fizer isso de novo. (Mel)
Derik olha para Mel. Baixa a cabeça. Olha para Nat.
Cadê Inês? (Derik)
Tá lá em cima, dormindo. (Nat)
Ou Edmont já levou!!!! (Derik)
Derik sobe correndo.
Derik desse a escada com Inês.
Temos que pedir a alguém pra ficar com Inês. (Derik)
Tá dando ordens? (Mel)
Vocês tão aí brigando, de cabeça quente... (Derik)
Ela quer entregar um bebê a um vampiro! (Nat)
Não é a porra de "um bebê", o nome é Inês, viveu do meu lado por dois anos, então não me diz que eu simplesmente quero entregar e você, que mal chegou nessa merda, se importa horrores! (Mel)
Nat olha para Mel. Baixa a cabeça. Olha para Derik.
Engraçado, Katerine não era a sua namorada? Não amava tanto ela? E tá de "cabeça fria"? (Nat)
Só vim aqui por isso. Vou deixar pra me desesperar depois, quando tiver que explicar o que eu fiz. (Derik)
Leo e Kat estão em uma sala vazia.
Queria te pedir desculpa. (Leo)
Pelo que? (Kat)
Teu namorado. (Leo)
Eu ia descobrir mais cedo ou mais tarde. (Kat)
E por ter te feito sair do corpo. (Leo)
Não me forçou a nada. (Kat)
E também por... (Leo)
Pede tanta desculpa que parece que vamos morrer! (Kat)
Leo baixa a cabeça.
Desculpa, não era isso que eu queria dizer. Eu sei que você... Você já... (Kat)
Estou morto? (Leo)
Ainda não contou como isso aconteceu. (Kat)
Me matei por causa da minha prima. (Leo)
A menos que tenha morrido pra salvar a vida... (Kat)
Não, é... Foi só um jeito de dizer. (Leo)
Que aconteceu? (Kat)
Ela fugiu de casa comigo e, um belo dia, ou melhor, uma bela noite, descobrimos que não sabíamos onde estávamos ou para onde iríamos. (Leo)
E... (Kat)
Ela se desesperou. Disse que achava que ia ter que virar mulher da vida. (Leo)
Passado
Mas ninguém nunca te tocou! (Leo)
Nem nisso você me ajuda! (Pandora)
Queria que eu te usasse??? (Leo)
Pelo menos eu serviria pra alguma coisa... (Pandora)
Você tá nervosa... (Leo)
Desculpe. Mas eu não vou ficar aqui. Quando eu arranjar alguma coisa, eu volto. (Pandora)
Presente
E voltou? (Kat)
Não. Eu fui atrás dela. Expulsaram ela por causa da confusão que eu armei e ela se ofereceu pro primeiro que passou. Encontrei o corpo dela sem sangue no dia seguinte. (Leo)
Vampiro. (Kat)
Esculpi um caixão pra ela, coloquei ela dentro e a joguei no mar. Fiquei olhando e não suportei ver ela afundar. (Leo)
Sinto muito. (Kat)
Que bonitinho. (Edmont)
Kat e Leo olham para Edmont. Edmont está em uma cadeira. Levanta-se.
Não vejo a hora de entregarem logo Inês e eu mandar vocês embora. (Edmont)
Edmont sai.
Que será que ele quer dizer com ‘mandar embora’? (Leo)
Beatrice está com mordaça e amarras vindo do teto. Edmont entra.
É, sua tática deu algum resultado. Merece um presente. (Edmont)
Edmont tira a mordaça.
Por que isso? (Bea)
Sabe que se comportou mal. (Edmont)
Vai me deixar aqui mais um nascer? (Bea)
Não sei ainda. (Edmont)
Só vai fazer isso se quiser agradar Katerine e Melody. (Bea)
Edmont ri.
Acha que caio nisso? Esse tipo de psicologia você pode usar com Elian, Zenon, Rust, Dilan e até Andrews, mas comigo não. (Edmont)
Não quer jogar água benta também, não? (Bea)
Só mais um amanhecer. Amanhã de noite te tiro daqui. (Edmont)
Edmont beija Beatrice. Sai.
Edmont... (Bea)
Se eu precisar de você, pensarei em te tirar daí... (Edmont)
Derik e Estela chegam a uma casa, com Inês.
Oi... Eu não lembro exatamente seu nome... (Estela)
Giovanna Isabela. Chama de Isa. (Isa)
Podemos entrar? (Derik)
Vocês são... (Isa)
Lembra do Alan? Acho que ele salvou você... (Estela)
Do maluco que andava matando todo mundo, claro que lembro! Entrem. (Isa)
Já na sala, tomando água, Derik e Estela sentaram-se. Inês está no sofá.
Quer dizer que esses loucos acham que são vampiros? (Isa)
Sim, e, por isso, só entram se convidar. (Derik)
E agora estão atrás da criança, acham que ela é alguma espécie de deusa, sei lá... (Estela)
Por isso querem que eu esconda ela aqui? (Isa)
É só não convidar a entrar que nada vai acontecer, acham que desintegram se entrarem sem convite. (Derik)
E também nunca sair daqui com a criança. (Estela)
Se precisar sair, é só ligar para esse número... (Derik)
Derik entrega um cartão. Estela encara Derik.
Ela ainda não aceitou. (Estela)
Bom, seu primo salvou minha vida, o que custa eu ajudar a criança? (Isa)
Noite. MEAK.
Espero que não tenham se matado... (Estela)
Não fariam isso. (Derik)
Só por que nós chegaríamos aqui antes de conseguirem. Mel queria entregar Inês, Nat não queria... (Estela)
Mel! (Derik)
Natasha! (Estela)
Ué, onde foram? (Derik)
Nat chega, com a roupa meio suja de terra e sangue, pá, faca e luvas. Encosta a pá em um canto, deixa a faca em uma mesinha e tira as luvas. Derik e Estela se entreolham.
Resolvi o problema. (Nat)
Co-como assim? (Derik)
Não vamos precisar entregar Inês. (Nat)
Estela e Derik se entreolham novamente.
Que bom, né, Derik? (Estela)
Agora você pode ir embora... (Derik)
Nat estranha.
Ir embora? (Nat)
Mas também, se quiser ficar, não faremos restrição! (Estela)
Sei... (Nat)
É sério, você faz o que você quiser! (Derik)
Nat pega a pá.
Não estou reconhecendo vocês... (Nat)
Nós temos que ir! (Estela)
Esqueceu a pedra... (Mel)
Mel entra com uma safira azul pequena. Derik e Estela relaxam o corpo.
Nossa, que caras são essas? (Mel)
Nós pensamos que... (Derik)
Nada! Que pedra é essa? (Estela)
Inês carregava essa pedra, ajudava a não se entregar tão facilmente a vampirs, já que não tinha a proteção. (Mel)
Estamos falando da Inês mãe, não da criança, que só tem esse nome também por causa da confusão de vocês. (Nat)
E daí? (Derik)
Essa pedra de proteção das fênixs também protege vampiros. (Nat)
Como sabiam que Inês tinha a pedra? (Derik)
Beatrice me falou que Inês entendia algo de feitiços, Nat conhecia esse. Chutamos. (Mel)
Achamos que Edmont vá querer usar a fênix para proteger alguém, então ofereceremos a pedra no lugar de Inês, por Kat e o fantasma. (Nat)
Só mais uma perguntinha, pra que a pá? (Estela)
Para pegar a pedra de dentro do corpo da fênix. (Nat)
Uma pá a gente precisa para enterrar um corpo... (Derik)
Ou desenterrar. (Mel)
Eu tinha enterrado o corpo da fênix, queriam que eu deixasse lá para qualquer um ver? (Nat)
Bom, disse pro Angely... (Estela)
Eu mudei de idéia e resolvi enterrar... Qual o problema de vocês dois?! (Nat)
Nenhum. (Derik)
Estela e Derik saem.
Por que eles estavam tão estranhos? (Nat)
Não pergunta para mim. Não sabe mesmo por que o corpo não se desintegrou como deveria? (Mel)
Cozinha.
Nossa, que susto que deram na gente... (Derik)
Eu não me assustei tanto assim. (Estela)
"Nós temos que ir!" (Derik)
Também não foi assim! (Estela)
Não, esqueci de fingir que ia sair correndo... (Derik)
Você tava com muito mais medo que eu! (Estela)
Droga, esquecemos! (Derik)
Ah? (Estela)
Derik volta a sala, junto com Estela.
Lembrei o que queria falar, Inês está na casa de uma pessoa que Alan ajudou. (Derik)
Melhor, deve saber sobre vampirs... (Mel)
Na verdade ela sabe sobre malucos de uma seita, que acha que Inês é algum tipo de deusa. (Estela)
Por que mentiram?! (Nat)
Alan mentiu antes. (Derik)
Mel e Nat encaram Derik e Estela.
Num olha qu’essa cara, não, queriam que disséssemos o quê, "olha, tem um vampiro atrás da criança... A propósito, Alan mentiu, você realmente quase virou janta de um ser que era pra estar enterrado!"??? (Estela)
Vamos falar com Edmont, ver se aceita a oferta. (Mel)
E se não aceitar? (Derik)
Primeiro temos que achar ele. (Nat)
Onde? (Mel)
Edmont boceja está aqui... (Nat)
Ou outro vampiro. (Estela)
No singular, ou no plural? (Derik)
Nat se apoia em Mel.
Os caçadores mataram... (Nat)
Mataram...? (Mel)
...todos os boceja vampiros da ilha... (Nat)
Mel ampara Nat. Ajuda a deitar no sofá. Nat dorme.
O que vamos fazer agora? (Kat)
Nos entreguem a criança. (Bea)
MEAK. Íris e Henrique entram atrás de Beatrice.
Achei que não pudessem entrar sem serem convidados... (Mel)
Não se aplica a lugares públicos. (Estela)
Bem que Ang podia chegar com Zenon agora... (Derik)
Aquele vampiro idiota é amigo deles? (Íris)
Mel franze a sobrancelha.
Sim, é. (Bea)
Conhece Zenon? (Mel)
Trombei com ele antes de virar. Tava tentando invocar um... (Íris)
Quantos anos tem? (Mel)
Tenho 17. Tava enganando aquele bando de criança. É fácil num fim de mundo. (Íris)
Não conheço você de algum lugar? (Derik)
Esteve no Rio? (Íris)
Ia pra Itália? (Mel)
Íris franze a sobrancelha.
Como sabe? (Íris)
Edmont sabe, Angely sabe. Vivo conversando com Angely. (Mel)
Íris cruza os braços.
Não contei isso pra ele. (Íris)
Viemos aqui para discutir sua vida ou pegar a criança? (Henrique)
Íris descruza os braços e desfranze a sobrancelha. Mel olha para Beatrice.
Você quem transformou Íris. Furou nosso acordo. (Mel)
Pelo contrário. Salvei Íris. Não fui eu quem mordeu e arrancou todo o sangue. (Bea)
Chama isso de salvação? (Mel)
Viemos pegar a criança! (Henrique)
Não tá aqui. (Derik)
Não? (Íris)
Se estivesse, Natasha não teria dormido. Tenho certeza que já tinha explicado isso a vocês. (Bea)
Então vamos matar todo mundo. (Henrique)
Vem cá. (Bea)
Eu? (Henrique)
É. (Bea)
Henrique se aproxima e Beatrice o pega pelo colarinho.
Pode repetir o que Edmont disse? (Bea)
Pra pegarmos a criança, mas não tocarmos em ninguém. (Henrique)
Ótimo. Quanto tempo levou mesmo para recuperar seus dentes? (Bea)
Dez dias... (Henrique)
Que bom saber que lembra dessas duas coisas. (Bea)
Ele não precisa saber. (Íris)
Beatrice larga Henrique e olha pra Íris.
Vão em frente. Edmont vai fazer algo comigo, mas vou continuar com vida. Já vocês... (Bea)
Você já não tá com vida. (Derik)
Beatrice olha para Derik.
Engraçado, ontem você não achava isso! (Bea)
Estela olha para Derik. Beatrice olha para Mel.
Aliás, querem tentar? Comecem por Melody. (Bea)
Não gosta dela? (Íris)
Beatrice segura uma risada.
Até que vocês me divertem. Fiquem na de vocês, vai, não tô afim de voltar só. (Bea)
Temos outra oferta para Edmont. (Mel)
Na praia, meia-noite. É o prazo final. (Bea)
Beatrice, Íris e Henrique saem.
Ótimo. (Mel)
E o que vamos fazer? (Derik)
Primeira coisa... (Estela)
Estela dá um tapa em Derik.
Isso é pela Kat. (Estela)
Se eu merecesse só isso... (Derik)
Vamos ter que levar a pedra para Edmont. (Mel)
Nat abre os olhos. Se levanta.
Já foram. (Derik)
Mel encara Derik. Derik olha para Mel. Olha para Nat.
Imagino que já sabia. (Derik)
Temos que fazer um plano... (Nat)
Se tentarmos pensar em enganar Edmont, Kat e Leonardo já eram. (Mel)
Não precisamos enganar ele. É só pegar a pedra de volta depois. (Nat)
Eu tentei pegar Kat e Leo, mas não tem como! (Ang)
Todo mundo olha para a porta. Ang está com lágrimas nos olhos.
Vamos oferecer isso em troca de Kat e Leonardo. (Mel)
Mel mostra a pedra. Ang limpa os olhos. Pega a pedra e fica olhando.
Olho da Lua... (Ang)
Que?! (Estela)
Como sabe o nome? (Nat)
Edmont sabe. Alguém um dia achou que estava com isso, por não morrer. (Ang)
Então é esse o nome disso...? (Mel)
Por que? (Derik)
É que o calor que o sol transmite é o que ilumina a lua e dá vida as fênixs. Quanto aos vampiros, a Lua é o símbolo da noite, proteção contra seu maior inimigo. (Nat)
Quando essa pedra foi criada? (Estela)
A primeira vítima de Aléxis usava isso. Tanto quando matou o amor dele quanto quando foi morta. (Nat)
Aléxis?! (Derik)
Andrews. (Ang)
Ah, é, por isso que Alan não sabia de quem falávamos. (Derik)
Mas ele não é o primeiro! (Estela)
São duas linhagens de vampiros. E quatro raças criadas diretamente junto com a criação dos vampiros e a minha, criada indiretamente. (Nat)
Podemos deixar as explicações para depois? (Mel)
Nat olha no relógio.
São onze e meia já. (Nat)
Então vamos! (Derik)
Não, você e Estela ficam. (Mel)
Por que??? (Estela)
Não sabem lutar. (Mel)
Então nós vamos pra onde tá Inês. (Derik)
Fica na... (Estela)
Não! (Ang)
As pessoas olham para Angely.
Edmont vai saber se eu souber. (Ang)
Ele tá certo. (Nat)
Mas você não devia saber sobre o que Edmont ia fazer então, a pedra? (Estela)
Nem sempre é síncrono. (Ang)
Mas não podemos arriscar. (Mel)
Vou indo na frente, vocês explicam pra Mel onde é. (Ang)
Angely chega a praia. Beatrice, Henrique e Íris estão esperando.
Íris? (Ang)
Íris se vira.
Como sabe meu nome? (Íris)
Não percebeu que é Angely? (Bea)
Aquele que tem uma ligação com o...? (Henrique)
Exatamente. Veio aqui matar Edmont? (Bea)
Vim oferecer uma pedra por outra. (Ang)
Angely olha para Íris.
Por que aceitou isso? (Ang)
Isso o que? (Íris)
Virar vampir. (Ang)
Parece que a ligação de vocês não é tão forte assim, pra não saber... (Íris)
Acha que dá pra acreditar que queria poder? (Ang)
Beatrice revira os olhos.
Você não sabe o que é ser discriminado. (Henrique)
Como se conheceram? (Ang)
Ele me ajudou e eu soube retribuir. (Íris)
Agora nós fazemos o que queremos, somos livres! (Henrique)
Têm mesmo certeza disso? (Ang)
Tentando desmanchar meu grupo? (Edmont)
Temos outra proposta para você. (Mel)
Leo e Kat vieram com Edmont.
Estou ouvindo. (Edmont)
Ang, Edmont tá com a pedra no bolso esquerdo da camisa! (Kat)
Eu também te ouço, Katerine. (Edmont)
Você quer Inês pra que? (Mel)
Fui eu quem trouxe ao mundo, não fui? (Edmont)
E cresceu tempo suficiente entre atlantes pra saber que isso não significa nada. (Mel)
Você não pode transformar em vampir, nem precisa dos poderes. Isso é birra. (Ang)
Birra... Boa palavra. Veio de mim, por que eu desistiria? (Edmont)
Nem pelo Olho da Lua? (Mel)
O que é isso? (Íris)
Uma pedra que faz de qualquer de nós plenamente imortal. (Bea)
Seria bom, não ia mais me sentir um bumerangue. (Edmont)
Achei que fosse usar Inês para proteger alguém. (Mel)
Quem? Beatrice? (Edmont)
Talvez. (Mel)
É, até que posso usar para isso também. (Edmont)
Liberte e nós te entregamos a pedra. (Mel)
Não, você entrega para Angely, eu liberto e Angely me entrega. (Edmont)
Por que? (Mel)
Angely não consegue trapacear. (Bea)
Mel entrega a pedra a Ang. Edmont pega uma citrino amarela dentro do bolso da camisa. Trocam.
Como libertamos? (Mel)
Descobre, você é inteligente. Fizeram um mau negócio. (Edmont)
Edmont sai. Beatrice segue. Íris e Henrique olham para Mel. Seguem também.
Que quis dizer com isso? É falsa? (Mel)
Não. Agora esperaremos um dia de sol sem raios dele na noite anterior. (Ang)
Hoje é lua nova. (Mel)
Madrugada. Derik está andando pela rua. Kat e Leo seguem.
Você de novo. (Bea)
Vai me matar agora? (Derik)
Não. Vou deixar você dizer a Kat que aceitou transar comigo por que achou que eu ia te matar. (Bea)
Mas nunca vai acreditar. (Derik)
Criança esperta. (Bea)
Acho que vou mesmo deixar o caminho livre. (Derik)
Livre pra quem? Gosta de você. (Bea)
Por que tá fazendo isso? (Derik)
Isso o que? (Bea)
Me torturando. Kat tá com raiva de mim, não vai querer me ver nunca mais na frente. Por que não me mata logo de uma vez? (Derik)
Não faço trabalho de suicidas. Não quer mais... (Bea)
Beatrice se aproxima de Derik, mas Derik afasta.
Que fofura! Ainda bem que não encontrei alguém igual a você antes, se não tinha casado e tava com um monte de crianças. (Bea)
Você tinha doze anos quando se transformou. (Derik)
Nessa época você tinha 14, grande diferença. Com 19, parece ter menos idade que eu com 12. (Bea)
Chegam em casa, com a pedra. Colocam no quarto de Ang, que dorme.
Você viu? (Kat)
Não acredito que ainda acha que ele te ama! (Leo)
Mas ama! (Kat)
É??? Duvido que ele fosse capaz de ficar aqui por você! (Leo)
Do que tá falando?! (Kat)
Leo bufa.
Esquece. (Leo)
Tarde. Ang está sob o sol. Kat está perto, olhando para Leo.
Por que essa cara? Logo vai ficar livre de mim. (Leo)
Não tenho culpa de não ter me apaixonado por você. (Kat)
Ele te traiu. (Leo)
Eu tinha terminado. Derik me ama. (Kat)
Acredita que ele seria capaz de qualquer coisa por ti? (Leo)
Acredito. (Kat)
Pois tenho certeza que ele não ficaria aqui por sua causa. (Leo)
Do que tá falando? (Kat)
Quer mesmo saber? Pois vou te mostrar! (Leo)
MEAK. Hall de entrada. Derik está no sofá, de cabeça baixa. Mel está em outro sofá. Um vaso voa na direção de Derik, Mel puxa Derik, o vaso acerta uma parede. Estela e Ang entram.
Que foi isso?! (Estela)
Ang, destrói a pedra! (Kat)
Qual o problema?! Tem medo de eu te provar que ele não fica por você?! (Leo)
Uma faca vem da cozinha, Ang segura. Um outro vaso, Kat desvia. Ang entrega a pedra a Melody, coloca Derik contra a parede e proteje com seu corpo. Mel sai, puxando Estela consigo.
Que vamos fazer agora?! (Estela)
Temos que destruir a pedra! (Mel)
Mas e se Kat não conseguir voltar depois??? Ou pior, se morrer??? (Estela)
Mel olha pra Estela. Olha para o céu. Olha para a pedra.
A gente reza pra existir a tal "intuição materna". (Mel)
Que? (Estela)
Mel joga a pedra no chão, fecha os olhos e pisa na pedra. Uma luz se espalha.
MEAK. Hall de entrada. Natasha tem duas malas perto de si. Mel está de braços cruzados, encostou-se na parede.
Tem certeza que não quer ficar? (Mel)
Tenho. Edmont pode tentar levar ela de novo, não quero isso. (Nat)
O que será que vai fazer com a pedra? (Mel)
Quem sabe não acaba devolvendo? (Nat)
Duvido muito. (Mel)
Derik se recupera? (Nat)
É daquele tamanho todo, mas é forte. (Mel)
Eu realmente nunca ia imaginar vocês amigas! (Estela)
Estela traz Inês. Entrega a Nat.
Eu posso pegar, só mais uma vez? (Ang)
Claro... (Nat)
Nat entrega para Ang.
Vou pegar uma coisa lá na cozinha... (Ang)
Ang leva Inês para a cozinha.
Olha, você vai com Nat, mas eu não tô te deixando, tá? Nat vai cuidar de você. Sabe que eu não poderia, sabe que ainda não consegui resolver... Mas eu prometo que, quando conseguir, vou atrás de você. Você entende, né? (Ang)
Inês sorri. Ang dá um beijo na testa de Inês. Pega um brinquedo, coloca na mão de Inês e volta para a sala.
Bom, acho que é hora de me despedir de vocês. (Ang)
Tá querendo dizer ela, né? (Nat)
Foi legal te conhecer também, eu... (Ang)
Ang entrega Inês a Mel e abraça Nat.
Cuida bem de Inês, tá? (Ang)
Pode deixar. (Nat)
Se afastam.
E se cuida também... (Ang)
Tá. (Nat)
Pode mandar cartas pra mim. Sabe, pra falar sobre, mandar fotos, essas coisas. (Mel)
Vou fazer isso. (Nat)
Derik chega mancando.
Ei, ia sem deixar eu me despedir?! (Derik)
Derik chega do lado de Mel. Dá um beijo na testa de Inês.
Parece que as crianças não ficam muito tempo perto de mim. (Derik)
Um dia você vai ter os seus. (Nat)
Não sei, Kat... (Derik)
Que tem eu aí, hein? (Kat)
Estávamos falando de crianças. (Estela)
Bom, por enquanto só quero saber de me recuperar do susto... E agradecer por ter meu corpo de volta! (Kat)
Falando nisso, você não vai mais usar isso, entendeu? (Mel)
Mas... (Kat)
Mas nada. Isso é uma ordem. (Mel)
Eu vou tomar conta. (Derik)
Vai, é? (Kat)
Vou... (Derik)
Quero dormir, vai tomar conta de mim? (Kat)
Claro... (Derik)
Derik sorri. Saem.
Tudo voltando ao normal. (Mel)
É. Bom, deixa eu ir, antes que perca o barco. (Nat)
Qualquer problema ou dificuldade... (Ang)
Eu venho pra cá. (Nat)
Mel entrega a criança para Nat. Ang e Nat saem. No quarto, Kat está na cama e Derik sentou-se ao lado.
Tô com pena de Leo. (Kat)
Pena?! (Derik)
Acho que achou que eu fosse a reencarnação. (Kat)
Tentou me matar! (Derik)
Acho que sabia que ia embora e eu voltaria pro meu corpo quando destruíssem a pedra. (Kat)
Pois eu acho que isso era obsessão. (Derik)
Talvez. Mas não tinha culpa. (Kat)
Sorte nossa que sumiu. (Derik)
Não fala assim... (Kat)
Está no lugar que merece agora, ou o céu ou... (Derik)
Olha para baixo. Olha para Kat.
O céu. (Derik)
Porto. Natasha está em um barco. Angely está olhando, do porto.
Tenho pena dele. Pagar pelo que o irmão faz... Será que isso é justo? (Nat)
Inês sorri. Atrás de uma árvore, uma criança, coberta com um pano branco, de olhos cinzas, olha para Natasha com Inês. Olha para Angely.
Algum tempo, algum lugar
A luta levou dois anos? (Xien)
Não. Levou dois anos pra que encontrassem. (Uehfo)
E Beatrice só se afastou e fingiu que nada aconteceu? (Xien)
Era um acordo. E acabou. (Uehfo)
Mel considerou que tinha se vingado? (Xien)
Tá querendo pular parte. (Uehfo)
Ok, só me diz quem mordeu Íris! (Xien)
Você não sabe mesmo? (Uehfo)
Não. (Xien)
Então paga pela burrice até descobrir. (Uehfo)
Ei! (Xien)
Vai dizer que também não sabe porque Edmont queria Inês? (Uehfo)
Isso eu sei. (Xien)
Xien franze a sobrancelha.
Isso faz de mim Edmont? (Xien)
Uehfo estende a mão a Xien.

Resumo do Capítulo

Mel, Ang e Kat discutem sobre luto. Mel diz que acha que sempre haverá pessoas morrendo. Alan liga e avisa que o ouro é verdadeiro, e que a casa será passada pra Mel e Ang. Falam em reformar. Tempos depois, estão em reforma. Ang vai ao sótão e a porta, que estava emperrada, abre. Encontra Leo, que lhe conta que se suicidou. Conta da noite em que Heric, pai, levou a um prostíbulo. No passado, Dolores leva Leo para o quarto e acaba por falar sobre regras impostas que Leo desconhecia. Leo foge para casa. Heric encontra Leo no quarto de Pandora. Leo foge com Pandora, prima. No presente, Mel chega e Angely fala sobre Leo. Dia seguinte, Dário, em uma loja de ferramentas, fala sobre histórias do casarão. Leo justifica a Ang que vampiros traziam vítimas. Leo não quer abrir a porta para mais ninguém, por causa de seus quadros. Ang promete guardar. Leo abre a porta. Mel deixa os quadros ficarem. Inês entra em trabalho de parto. Natasha aparece. Derik diz que ouviu algo sobre Nat ter desmaiado quando vampirs apareceram. Fala sobre fênix, confirma que Inês pode ser diferente, por causa de Edmont. Nat diz que pode fazer o parto. Ang vai junto. A caminho, Nat fala sobre como geralmente funciona e que fênix costumam se alimentar dos corpos que quem gerou deixa para trás. Que, tendo convivência com quem gerou durante a gestação, já não se entregam tão fácil. No lago, Nat conta que pretende fazer um feitiço para prender Inês a si, para que Inês possa resistir a vampirs. Angely autoriza, mas Edmont aparece. Angely usa a espada de Edmont conta si. Diz a Nat que leve Inês e diga que Edmont apareceu, por isso ficou. Nat faz o feitiço e vai para a MEAK com Inês. Ao chegar, não consegue explicar e volta ao lago. Tira a espada de Ang e desmaia. Ang e Edmont discutem sobre Inês, pois Edmont quer matar Nat e levar Inês. Em casa, Kat tem ciúmes de Inês e Mel se preocupa com Ang. Mel, Estela, Kat e Derik conseguem ouvir Leo. Leo some. Mel pede que Kat vá dormir, por causa de Ang. Mel e Estela levam Inês ao hospital. No dia seguinte, Nat traz Ang e conta o que houve. Conta sobre desmaiar por causa de vampiro. No dia seguinte, contam sobre fênix crescerem mais rápido e não envelhecerem. Fala sobre o feitiço, e sobre ser manigê. Kat e Derik brigam, Kat termina com Derik. Diz a Estela que acha que Derik vai lhe trocar quando Inês tiver mais idade. Derik bebe e Beatrice encontra. Estela conta a Ang que Kat terminou com Derik. Kat fala com Leo. Sai do corpo para ver Leo. Resolve levar Leo para ver a ilha. Beatrice e Derik vão para o templo, que se refez, agora com seis caixas. Beatrice beija Derik e Derik não resiste. Ang encontra Kat em casa. Kat tenta voltar para o corpo, não consegue. Edmont aparece e usa uma pedra para levar Kat e Leo, diz que quer Inês. Mel e Nat discutem. Ang sai para procurar Derik. Manda Derik para casa e diz que vai procurar Zenon. Derik aparta uma briga verbal de Nat e Mel. Leo e Kat conversam. Leo conta sobre ter brigado com Pandora, pois não tinham mais como se manter. Pandora acabara morrendo por causa de um vampiro e Leo se matara. Beatrice está em uma sala, com amarras. Edmont diz que libertara na noite seguinte. Derik e Estela levam Inês a Isa, que Alan salvara antes, mas mentira sobre vampirs. Voltam a MEAK. Nat e Mel voltaram ao corpo para pegar uma pedra que serviria de proteção, para trocar por Kat e Leo. Beatrice aparece, com Íris e Henrique. Mel pergunta se Beatrice transformou Íris. Beatrice diz que não foi quem bebeu o sangue. Beatrice diz para Mel para irem para a praia meia-noite. Ang chega e diz que não consegue soltar Kat e Leo. Mel mostra a pedra. Ang diz que alguém um dia achou que Edmont usava essa pedra, o Olho da Lua. Ang vai na frente para a praia, para que contem a Mel onde está Inês. Ao chegar, fala com Íris, perguntando se queria mesmo virar. Edmont chega, em seguida Mel. Edmont aceita. Fazem a troca das pedras. De madrugada, Beatrice encontra Derik novamente. Derik se nega a fazer qualquer coisa dessa vez. Kat e Leo viam. Leo se enraivece de Kat acreditar no amor de Derik. Ataca Derik. Ang e Kat protegem. Mel destrói a pedra. No dia da partida de Nat com Inês, Ang pega Inês longe das outras pessoas e diz que irá buscar, mas tem que resolver o problema com Edmont primeiro. Quando estão no porto, Nat com Inês no barco e Ang olhando de terra firme, uma criança de olhos cinzas observa.

Dara Keon