Julgamento
MEAK
B03

Julgamento ler resumo

MEAK. Angely está na sala com um livro. Mel se senta ao seu lado.
Como tá a coisa do controle? (Mel)
Angely fecha o livro. Baixa a cabeça.
Na verdade, isso mais baixa poder que temos. (Ang)
Pra não explodirem Realidades? (Mel)
Mais ou menos por aí. (Ang)
Sabe de Zenon? (Mel)
Ang olha para Mel.
Zenon? (Ang)
É, disse que ia procurar há uma semana... (Mel)
Eu pensei mesmo em procurar, mas acabei indo atrás de Edmont. (Ang)
Ah, tá... Onde será que tá agora? (Mel)
Zenon# tem um braço em volta de seu pescoço.
Não aprovo sua mudança de comportamento. (Clítia)
Novidade pra você, não vim aqui pedir sua aprovação! (Zenon#)
Devia, já que não pode me derrubar. (Clítia)
Clítia joga Zenon# no chão. Pega a besta que Zenon# trazia e aponta para Zenon#.
Vai me matar? (Zenon#)
Eu já vi você assim uma vez. Vai passar e você vai voltar pra mim. (Clítia)
Zenon# levanta do chão. Clítia abaixa a besta. Zenon# encosta Clítia contra a parede.
Não conta mesmo com isso, conta? (Zenon#)
Clítia inverte, encostando Zenon# contra a parede.
Não acho que vá voltar. Tenho certeza. (Clítia)
Clítia se afasta, sorri e sai.
Pelo menos estou mantendo ela longe de Alan. Se desse pra impedir o outro desastre também... (Zenon#)
Dentro de um quarto, Branca está se vestindo. Helena está na cama, com um lençol sobre o corpo.
Acho que ele vai aceitar isso... (Branca)
E como vamos contar?! "Olha, eu não quero mais casar com você porque..." (Helena)
Helena, se acalma! (Branca)
Como?! (Helena)
Vou buscar um copo d’água pra você. (Branca)
Branca sai do quarto. Alan está no chão, sentou-se ao lado da porta. Branca paralisa.
Alan, eu... (Branca)
Bem que me disseram que relação de sogra e nora não dava assim tão certo. (Alan)
Alan entra no quarto. Helena empalidece.
Acho que não devia ter dito que a casa tava no nome da minha mãe, né? (Alan)
Não precisa ser sarcástico. (Branca)
Devo ter aprendido isso com eles... Rir pra não chorar. (Alan)
Pode encontrar outra pessoa... (Branca)
Bravo! bate palma É essa sua desculpa? É mais fácil encontrar uma mulher normal do que uma sapatão? Então quer dizer que sou muito sortudo, conheço duas! (Alan)
Pára com isso! Pare da falar como esse sarcasmo, como um... (Branca)
Um vampiro? Pode ficar sossegada, se eu fizer como meu pai fez quando descobriu que você não gostava da fruta e for atrás de uma vampira, vai ser só pra ela me matar! (Alan)
Branca dá um tapa na cara de Alan. Alan olha para Branca.
Desculpe, não vou te perturbar a lua-de-mel de vocês duas. (Alan)
Alan sai.
Alan, espera! (Helena)
Helena se enrola no lençol e vai atrás de Alan.
Não é o que você tá pensando... (Helena)
Eu nunca vou saber, não sou mulher pra virar sapatão. (Alan)
Pára com esse sarcasmo e me escuta! (Helena)
Eu escutei tudo, não preciso escutar mais. (Alan)
Helena baixa a cabeça. Branca chega.
Vou pedir abrigo a algum amigo meu, amanhã venho buscar roupas. (Alan)
Alan olha para Branca.
Só o que comprei com meu dinheiro. (Alan)
Alan entra em um bar. Vê Diógenes. Diógenes está olhando fixo em uma direção. Alan senta-se em outra mesa e pega o celular. Disca. Diógenes pega o celular e atende.
Não procura, mas estou dentro do bar. (Alan)
Oi pra você também... (Diógenes)
Pode voltar aqui depois? Tô precisando dum lugar pra ficar. (Alan)
Assim que eu terminar. (Diógenes)
Ótimo. Vê se não esquece qual o bar dessa vez. (Alan)
Ele tá saindo, tchau. (Diógenes)
Diógenes desliga. Sai. Clítia se aproxima de Alan.
Bem inexperiente seu amigo. (Clítia)
É? (Alan)
É uma emboscada, qualquer vampiro percebe quando tá sendo vigiado. (Clítia)
Talvez o seu amigo é que seja inexperiente. (Alan)
Rust não é meu amigo. (Clítia)
Rust?! (Alan)
É, a nova isca da Virgine. (Clítia)
Alan se levanta correndo e sai do bar.
Vai de mãos vazias? (Clítia)
Clítia suspira fundo.
Idiota. (Clítia)
Zenon# está andando com uma besta. Fareja o ar. Esmeralda esbarra em Zenon#.
Que foi??? (Zenon#)
Monstros... (Esmeralda)
Esmeralda continua correndo. Zenon# vai andando e ouve vozes. Rust encostou-se em uma parede. Oswald sentou-se em cima de Diógenes.
Não vai querer mesmo? (Oswald)
Não, pode ficar. (Rust)
Bom, sobra mais! (Oswald)
Rust sai. Oswald crava os dentes em Diógenes. Zenon# aponta a besta e percebe que não tem estaca. Olha ao redor, vê um cabo de vassoura, pega e quebra. Oswald olha para Zenon#. O cabo de vassoura quebrado atravessa Oswald. Oswald vira cinzas. Zenon# vai até Diógenes.
Obrigado... (Diógenes)
Melhor eu... (Zenon#)
Sair de perto dele? Também acho. (Alan)
Zenon# olha pra Alan.
Mandei se afastar dele agora, desgraçado! (Alan)
Zenon# se afasta, Alan chega perto de Diógenes.
Ele precisa de ajuda, temos que... (Zenon#)
Cala a boca!!! (Alan)
Não foi... (Diógenes)
Diógenes fecha os olhos.
Não precisa de ajuda. Tá morto. (Alan)
Não é o que você tá pensando... (Zenon#)
Será que eu só vou ouvir isso hoje??? (Alan)
Helena te traiu... (Zenon#)
Só eu que não tava sabendo, é isso??? (Alan)
Não, é que eu... (Zenon#)
Alan pega o cabo de vassoura quebrado.
Eu não quero te machucar. (Zenon#)
Que pena, isso não é recíproco! (Alan)
Zenon# coloca a besta no chão e chuta para Alan.
Acha que sou idiota? Que vai me comover e vou acreditar que é bonzinho, como fez com a Melody? (Alan)
Se acha mesmo que mereço, então atira logo. Se não, pára de gastar meu tempo. (Zenon#)
Se você merece?! Percebe-se mesmo que você não sabe o valor da vida alheia... (Alan)
Me expressei mal. (Zenon#)
Alan pega a besta, tira uma estaca da cintura e arma.
Vai se expressar mal no inferno agora. (Alan)
Não mereço um prêmio? (Clítia)
Alan e Zenon# olham para Clítia.
Pelo que? (Alan)
Te entreguei minha criação. (Clítia)
E isso te torna boa moça. (Alan)
Quem te garante que não? (Clítia)
Seu jeito de falar. (Alan)
Sarcasmo é um vício que não se larga. (Clítia)
Tenho direito a um último pedido? (Zenon#)
Não. (Alan)
Mata ela antes de mim. (Zenon#)
Clítia ri.
Para você poder fugir? (Clítia)
Se ele atirar em mim, você pode fugir também. (Zenon#)
Que dilema... (Clítia)
Clítia olha para Alan.
Acreditar em quem matou seu amigo ou em quem entregou o assassino? (Clítia)
Alan olha para Zenon#.
Não vai acreditar nela, vai? (Zenon#)
Ela não mentiu pra mim. (Alan)
Zenon# chuta o braço de Alan. Pega a besta. Olha em volta.
Droga! (Zenon#)
Pode me matar, não tem ninguém olhando! (Alan)
Alan se levanta.
Por que não atirou nela??? (Zenon#)
Vai bancar o bom garoto agora?! (Alan)
Zenon# joga a besta no chão com força. Se desfaz em pedaços.
Não consegue enxergar mesmo um palmo na frente do seu nariz! Depois não sabe porque foi trocado pela própria mãe! (Zenon#)
Zenon# se vira. O cabo de vassoura quebrado atravessa seu estômago. Zenon# cai.
Não sei se posso te matar, mas isso eu posso fazer. (Alan)
Dia seguinte, 6:00. Zenon# acorda. Levanta. Se queima em um raio de sol que entrava por um buraco.
Cuidado, as paredes desse lugar tão parecendo peneiras. (Clítia)
Olha para um canto.
Que foi? Não fui eu quem quis atrapalhar seu suicídio, Clítia quem insistiu pra carregarmos você. (Edmont)
Trocou Beatrice? (Zenon#)
Os conceitos de vocês de relacionamentos são engraçados. (Edmont)
Ang abre os olhos. Desce da cama de cima da beliche.
Mel... Mel, preciso falar... (Ang)
Mel pega o relógio, abre os olhos, fecha e estica o relógio para Angely.
Eu sei, Mel, mas eu tive um sonho muito estranho, acho que era real, era com Zenon... (Ang)
Mel pousa o relógio de volta na cabeceira.
Me deixa dormir, esse poder é de Kat. (Mel)
Angely sai. Vai a cozinha. Pega um pão. Passa geleia. Pega um copo. Coloca café. Pega o pão e o café e sobe. Entra no quarto novamente. Abaixa ao lado de Mel. Mel abre os olhos.
Isso é jogo sujo. (Mel)
Vou me trocar, toma seu café e se troca também, temos que sair. (Ang)
Valeu. (Mel)
7:00. Mel desce. Angely está no sofá da sala.
Então, vamos? (Ang)
Ang, você só sonhou... (Mel)
Não, eu vi o que Edmont tava vendo. (Ang)
Mel franze a sobrancelha.
Zenon tava com Edmont?! (Mel)
Se feriu, Clítia e Edmont encontraram. (Ang)
E Clítia é... (Mel)
Quem criou Zenon. (Ang)
Sabe exatamente onde estão? (Mel)
São Paulo. (Ang)
Tão longe?! (Mel)
Não fica assim tão longe. O barco em que vieram não foi menos de um dia? (Ang)
Naufragamos. (Mel)
Alan tá correndo perigo. (Ang)
Não disse que era Zenon?! (Mel)
Zenon foi proteger Alan, se prenderam... (Ang)
O que tem o Alan aí? (Estela)
Mel e Ang olham para Estela. Duas pessoas entram na sala. Estela olha em sua direção.
Tia? (Estela)
Estela sorri. Olha para Helena. Desfaz o sorriso.
Alan já saiu da Ilha. (Estela)
Nós sabemos, Estela. (Branca)
Aconteceu alguma coisa com ele??? (Estela)
Achamos que ele tivesse voltado pra cá. (Helena)
Por quê? Ele pegou você com outro? (Estela)
Quase isso. (Branca)
Estela franze a sobrancelha. Arregala os olhos.
Clítia vai aproveitar que Alan tá mal pra se aproximar. (Ang)
Peraí, não fez o que eu tô pensando, fez, tia?! (Estela)
Estela... (Helena)
Cala boca, não te dei o direito de falar! (Estela)
Não fala assim com ela, Estela! (Branca)
Deu essa ordem pro Alan também??? (Estela)
Alan tá correndo perigo, não é hora pra discussões. (Mel)
Correndo perigo por quê? (Branca)
Não ouviu o que Ang disse? Clítia, que transformou Zenon, vai atrás de Alan. (Mel)
Como assim? (Helena)
Desculpe, nós não sabemos mugir. (Estela)
Estela! (Branca)
Que diabos tá acontecendo aqui? (Kat)
Eu vou tentar salvar Alan, quem quiser me ajudar... (Ang)
Angely sai. Melody segue.
Bom, é nosso trabalho! (Kat)
Vai dormir? (Derik)
Melhor você ir com Ang e Mel. (Kat)
Kat sobe a escada. Derik sai.
Derik, eu vou com você! (Estela)
Ótimo. (Derik)
Derik e Estela saem. Branca olha ao redor. Sai. Helena segue.
20:00. Angely está andando pela cidade. Alguém coloca a mão no ombro de Ang, que se vira.
Não tem medo de ficar andando nesse lugar? (Rust)
Rust... (Ang)
Te contaram que Zenon andou me carregando. (Rust)
Por que veio falar comigo? (Ang)
Aqui não é um bom lugar pra passear. (Rust)
Tô procurando alguém. (Ang)
Se veio pra cá, já era. (Rust)
É vampir também. (Ang)
Então não seria amizade de Edmont? (Rust)
Não... Conhece Zenon? (Ang)
Rust solta ar forte.
A única amizade que aquilo ali tem é a própria sombra... Acho que você tá me enrolando, mas, se tiver caçando Zenon, não precisa. Até te ajudo se quiser. (Rust)
Falando de mim? (Zenon*)
Angely olha pra Zenon* e franze a sobrancelha.
A gente tava planejando como te matar. Não trouxe Clítia pra te proteger? (Rust)
Não, eu trouxe isso... (Zenon*)
Zenon* mostra uma estaca.
Como se você soubesse como usar... (Rust)
Olha só quem fala, o minhoca... Ah, desculpa, era isca, né? (Zenon*)
Rust desarma Zenon*. Zenon* dá um soco no rosto de Rust. Rust desvia um segundo soco e acerta o estômago de Zenon*, depois um chute na cara. Zenon* levanta. Voa contra a parede. Rust contra outra. Angely está entre Zenon* e Rust.
Quem é esse, seu namorado? (Zenon*)
A réplica... (Ang)
Rust levanta e olha pra Ang.
Bem que podia ao menos ser um preconceito diferente, não acha? Mas é só igual. (Rust)
Rust olha pra Zenon*.
Tirou a coleira ou... (Rust)
Virgine pediu emprestado pra amarrar você, ela te deixou sair por quê tava no cio? (Zenon*)
A pior parte é a coleção de resposta pronta... (Rust)
Rust joga Angely em um canto. Zenon* joga Rust contra uma parede.
Eu entendo você arranjar um namorado... Deve ser a frustração de estar de quatro por uma lésbica há mais de oitocentos anos! (Zenon*)
Zenon* toma uma estaca no estômago. Cai. Mel vai até Angely.
Você tem o que na cabeça?! Vim pra isso aqui sem arma é, no mínimo... (Mel)
Idiotice? Eu também acho. (Rust)
Mel vai chutar Rust, mas Rust pega o pé. Mel chuta com o outro pé. Ang joga Rust no chão e segura Mel. Tira uma injeção do bolso.
Mas o que caralhos você tá fazendo?! (Mel)
Ang aplica em Melody. Clítia chega.
Pronto, agora a festa tá completa! (Rust)
Nós prendemos você... (Clítia)
Me prenderam?! Vocês quem?! (Zenon*)
Agora vai ficar engraçado. (Rust)
Desculpa. (Ang)
Clítia olha pra Angely.
Foi você quem soltou ele? (Clítia)
Não, desculpa por isso... (Ang)
Ang atira em Clítia um dardo venenoso. Depois em Zenon* e Rust.
Dia seguinte. 8:00. Mel acorda.
Acordou a bela adormecida... (Zenon*)
Pode convencer seu irmão a nos tirar daqui? (Clítia)
Como sabe que somos família? (Mel)
Não me parecia ser um antigo namorado. (Clítia)
Não temos o mesmo sangue. (Mel)
Silêncio.
Que foi?! (Mel)
É gay? (Clítia)
Não pode ser só amizade? (Mel)
Já se olhou no espelho? (Zenon*)
Por que você não vai pro inferno? (Mel)
Por você até iria, mas seu amigo gay me amarrou... (Zenon*)
Salva que ele tem um irmão gêmeo. (Clítia)
Você que é Clítia? (Mel)
Por que, Edmont falou de mim? (Clítia)
Angely e Edmont têm uma ligação bem forte. (Mel)
Ah, já sei, você é a tal que Beatrice reclamou de ouvir o nome! (Clítia)
Azar se não gosta do meu nome. (Mel)
Nenhuma mulher gosta de ouvir o nome de outra em certas horas... (Clítia)
Angely chega. Atrás dele vêm Acácia, Haroldo e Gusmão.
Quem diria, três numa só. (Gusmão)
Nunca pensou em ser caça-vampiros? (Haroldo)
Não consigo matar. (Ang)
E a humana, quem é? (Acácia)
Não tenho nada a ver com ninguém aqui. (Mel)
Então por quê ele te amarrou? (Acácia)
Ela tava tentando nos matar. (Zenon*)
Por que não derruba? Derrubou nós quatro... (Rust)
Tem mais dez lá embaixo. (Ang)
Fora os sete que você derrubou. (Acácia)
Precisaram vir em vinte? Não se fazem mais caçadores como antigamente. (Zenon*)
Então, vão nos matar ou não? (Clítia)
Não, nós sabemos que vocês sabem onde tá o olhos de prata. (Haroldo)
Edmont?! Dois meses e já fez fama?! (Mel)
Então conhece ele? (Haroldo)
Jura que olharam pra Angely e não notaram nada? (Rust)
Eu não disse?! (Gusmão)
Me tira daqui que eu arranco rapidinho de Angely onde tá Edmont. (Mel)
E se você estiver com os vampiros? (Haroldo)
Mel revira os olhos.
Kat acorda no hotel.
Derik! (Kat)
Derik cai da cama. Se levanta.
Se machucou? (Kat)
Não, eu já tô até me acostumando... Fala... (Derik)
Amarram Mel... Ang tá lá também... (Kat)
Então não tem problema. (Derik)
Não, tem um monte de gente daquele grupo que Alan falou! (Kat)
Kat, não são alvo pro Grupo... (Derik)
Mas Ang amarrou Mel e três que são, tem por volta de trinta pessoas lá! (Kat)
Peraí, tem certeza que era Ang? Isso mais parece coisa de Edmont. (Derik)
Será que era? Com aquela coisa de troca de corpo, posso ter me confundido... (Kat)
Tá, operação salvar Melody. (Derik)
Eu posso sair do meu corpo e... (Kat)
De jeito nenhum! Pra encontrar mais fantasma?! (Derik)
Mas então o que vamos fazer? Não temos mira, não sabemos lutar... (Kat)
Batidas na porta. Derik abre. Alan e Estela entram.
Angely e Melody não voltaram ainda. (Estela)
A gente sabe. Melhor irmos atrás... (Derik)
Tive um sonho, temos problemas. (Kat)
A gente encontra vocês lá embaixo. (Alan)
Alan sai do quarto.
Vou deixar você se arrumar. (Derik)
Derik sai do quarto. Estela vai atrás e fecha a porta.
Kat desce ao hall do hotel.
Cadê Alan? (Kat)
Ele recebeu uma ligação, duns amigos caçadores dele. Ele falou pra gente encontrar ele num certo bar, disse que vai confirmar uma suspeita... (Estela)
É Mel! Só pode ser! (Kat)
O mundo não gira em torno da sua mãe! (Estela)
Eu sonhei com isso, um monte de gente do Grupo! (Kat)
Tá, então a gente vai numa lanchonete e depois... (Derik)
Lanchonete o escambal! Vamos direito pra esse bar! (Kat)
Kat vai na direção da porta.
Bar geralmente não tem nada que preste pra comer, eu não tomei café da manhã... (Derik)
Bar. Kat, Estela e Derik chegam. Diversas pessoas ficam olhando. Kat vai até uma mesa e senta-se. Derik e Estela seguem e sentam-se a redor de Kat.
Tá, agora temos que esperar o Alan aparecer. (Estela)
Se demorar, eu torço o pescoço. (Kat)
Prédio alto, centro da cidade. Mel, Ang e Alan saem.
Mas e se, matando Zenon aqui, matarem quem veio com a gente? (Ang)
De repente Edmont já matou. (Mel)
Gente, ele é um vampiro, vocês não deviam se preocupar com ele desse jeito... (Alan)
Vão até um carro. Alan entra no banco de motorista, Mel na carona, Ang atrás. Alan olha para uma van. Saem três pessoas de trás, com sobretudos com tocas. Alan coloca a mão na porta, Mel segura-lhe o braço.
Não tá cheio de gente do Grupo lá dentro? (Mel)
Eu vou ligar pra avisar. (Alan)
Alan pega o telefone. Disca. Coloca no ouvido.
Alô? (Gusmão)
Três suspeitos acabaram de entrar no prédio, acho que vão reconhecer se procurarem. (Alan)
Valeu, acho que eu sei quem são. (Gusmão)
Alan desliga o telefone.
Devem ter chegado na recepção. (Alan)
Então, vamos? (Mel)
Vou esperar pra ver se nada acontece. (Alan)
Ang, convence Alan... (Mel)
Mel vira para trás. Ang desmaiou.
Fodeu. (Mel)
Recepção. Virgine, Edmont e Argo chegam.
Podemos ver os presos? (Virgine)
Só com licença. (Gusmão)
Burocracia. No meu tempo, entrávamos e pegávamos o que queríamos. (Argo)
Virgine puxa Gusmão pelo balcão. No carro, Mel abre a porta, sai, abre a porta de trás e pega o pulso de Ang.
Edmont deve ter usado isso pra Ang não acordar e não poder enfrentar. (Mel)
Então ele deve estar dentro do carro, certo? (Alan)
Edmont? Provavelmente. Poderíamos pegar a van. (Mel)
Acha mesmo que eles vão se importar? (Alan)
Bom, vieram até aqui. (Mel)
Virgine não deixaria a melhor isca dela ser morta desse jeito, levado assim pelo Grupo, ele faz tudo que ela quer. (Alan)
Ué, mas Rust... (Mel)
Como eu não saberia?! É um dos cinco filhos de Aléxis... (Alan)
Mel franze a sobrancelha. Balança a cabeça para os lados.
Ok, deixa isso pra depois. Edmont serve para segurar Ang, por quê não iriam querer Edmont de volta? (Mel)
Virgine jamais trocaria Rust por Edmont. E Zenon vai morrer. (Alan)
Como assim?! (Mel)
Morrer, virar pó! (Alan)
Por quê?! (Mel)
Virgine não gosta dele, ele vive brigando com Rust. (Alan)
Virgine não faria isso por Rust, não fez antes. (Mel)
Rust ama ela, se mataria por ela. Ele é apenas uma peça preciosa para ela. Já brigaram diversas vezes, não sei porque nunca mataram Zenon, mas tá fácil demais. (Alan)
Ainda podemos pegar o carro. Não teriam como voltar. (Mel)
Isso sim é uma idéia interessante. (Alan)
Bom, quem tá no volante é ser humano, o carro tá no sol. (Mel)
E o que sugere? (Alan)
Que você vá embora e deixe eu levar a van. E se fizer qualquer menção ao que tenho no meio das pernas, vou te precisar te mostrar como isso não faz a menor diferença. (Mel)
Alan encara Mel. Mel sai do carro, fecha a porta, e fecha também a de carona. Alan bufa. Arranca com o carro. Mel atravessa a rua. Bate no vidro da van. Gomes tira os fones de ouvido, se ajeita no banco e abre o vidro.
Sim? (Gomes)
O que tá levando aí atrás? Porque tô achando estranho e tô pensando em chamar a polícia. (Mel)
Ah, é... É... É... (Gomes)
Não tem nenhum emblema... (Mel)
É minha. Eu transporto todo tipo de mortos, quer dizer, materiais. (Gomes)
Mortos? Você tem um cadáver aí dentro? (Mel)
Pode ser. Na verdade, eles apenas me entregam e eu levo. Ganho bem por isso, sabia? (Gomes)
Gomes apoia o cotovelo na porta e o queixo na mão.
Ah... (Mel)
Mel abre a porta e se afasta, Gomes cai no chão. Se levanta.
Não foi nada. (Gomes)
Não se machucou? (Mel)
Não, eu sou resistente. (Gomes)
Que bom. Não queria machucar alguém que nem sabe o que tá fazendo, mas, se você é resistente... (Mel)
Mel dá um soco em Gomes, que cai. Pessoas olham. Mel pega Gomes no colo e coloca na calçada. Volta para caminhão e senta-se no banco de motorista. Liga e arranca. Zenon#, na parte de trás, franze a sobrancelha.
Argo, Virgine e Edmont estão descendo escadas.
Não dói aquele negócio de virar pó, quer dizer, se faz a outra pessoa desmaiar, então... (Argo)
Só um pouco. (Edmont)
Clítia, Zenon* e Rust estão no subterrâneo. Rust está com as mãos em um placa que tem na parede, junto ao teto.
Já disse que não era eu! (Zenon*)
Claro, tem outro Zenon andando por aí... (Clítia)
Vocês querem calar a boca e me ajudar a sair daqui? (Rust)
Não tem saída daqui, estamos no subterrâneo e tudo tá revestido de aço. (Clítia)
Pois eu tô conseguindo desprender isso aqui... (Rust)
Rust consegue arranca a placa, caindo para trás. Entra sol e queima Zenon*, Zenon* se afasta.
Quanta inteligência! (Zenon*)
Podemos sair por aqui. (Rust)
Pode ir, a gente já te segue. (Clítia)
Não estou falando de sair agora. (Rust)
Até a noite já vão ter executado a gente. (Zenon*)
Pelo menos eu tô tentando, não tô esperando a estaca. (Rust)
"Oh, ele morreu lutando!". Quer um troféu? Talvez você ganhe admiradores por isso daqui há cem anos... (Clítia)
Zenon* coloca a mão queimada na boca. Rust vai até a porta.
Me executem! É melhor do que ficar aqui! Esse é meu castigo por quase oitocentos e quarenta anos?! Nem lúcifer merece isso! Não tenho direito a um último pedido?! (Rust)
Eles não vão te escutar. (Clítia)
Acho que eu vou sair pelo sol mesmo... (Rust)
Barulho de um corpo acertando uma parede. Um gemido, outro corpo caindo no chão.
Se não for o anjinho, não digo nada. (Clítia)
Isso foi uma promessa? (Rust)
A porta se abre. Virgine entra, depois Edmont.
Até que enfim. (Clítia)
Você não disse que ia calar a boca? (Rust)
E você acreditou. (Clítia)
Seu novo amigo? (Zenon*)
Você soltou ele? (Clítia)
Quem? (Edmont)
Clítia aponta Zenon* com a cabeça.
Não, é daquí. (Edmont)
Como assim? (Clítia)
Não disse que ela não ia entender? Ela é loira. (Virgine)
Como descobriram a gente aqui? (Rust)
Lembra de quem pegou vocês? (Edmont)
Zenon* olha para Virgine.
Transformou em vampiro? (Zenon*)
Não, são gêmeos. (Virgine)
Muito engraçado. (Zenon*)
Não é ironia. (Argo)
Bom, vamos sair daqui... (Zenon*)
Não antes de me explicarem o que quis dizer com "o daquí". (Clítia)
Rust, Argo, vambora. Se eles querem ficar aí, dando sopa, que se fritem. (Virgine)
Virgine sai. Argo e Rust seguem.
Edmont olha para Clítia e Zenon*. Cruza os braços.
Vamos ficar aqui? (Edmont)
Vamos embora, só que vão ter que me explicar que história é essa de... (Clítia)
Roubaram a van. (Virgine)
Edmont descruza os braços e ri.
Eu disse que era melhor não deixar lá. (Edmont)
Deixar o que? (Clítia)
Zenon e o motorista. (Virgine)
Eu tô aqui. (Zenon*)
Não você, anta. (Edmont)
Ah, o outro? (Zenon*)
Edmont encara Zenon*. Rust e Argo entram.
Tem certeza que não prefere quem veio da minha realidade? Acho que é mais fácil consertar falta de maldade que de cérebro. (Edmont)
Como vamos sair? (Rust)
Pelo esgoto. (Edmont)
Não precisam de saída para o esgoto aqui. (Argo)
Então nós vamos ter que nos vestir com capas bem compridas e sair correndo pela rua. (Virgine)
Claro, você carrega o cartaz "somos vampiros", tá? (Clítia)
Sua idéia é esperar virem e nos jogarem no sol sem as capas mesmo? Bem melhor, não vamos ter o trabalho de correr! (Rust)
Ah, o príncipe encantado da noite não ia deixar a donzela ser insultada desse jeito, não é? (Clítia)
Não preciso que me protejam. (Virgine)
Eu só prefiro fazer algo ao invés de sentar minha bunda e esperar. (Rust)
Sei que adoram discutir, mas precisamos arranjar um meio de sair daqui. (Argo)
Não tem jeito, estamos mortos. (Clítia)
Não queria incomodar a disputa de quem tem a idéia mais imbecil, mas tô ouvindo barulho do lado de fora. (Zenon*)
Simples. (Edmont)
Edmont vai até a porta e bate, fechando o lugar.
Segurem a porta. (Edmont)
Desde quando você é o líder? (Zenon*)
Desde quando eu sou a única criatura por aqui que sabe o que é um celular. Vão ficar esperando começarem a tentar abrir? (Edmont)
Todo mundo, exceto Clítia, vai até a porta.
Tá com medo de quebrar a unha? (Virgine)
Já tem quatro aí, pra que mais um? (Clítia)
Edmont pega o celular. Digita. Em outro lugar, Beatrice pega o celular do bolso e olha. Arregala os olhos. Digita. Coloca o celular na orelha. Espera.
E vou levar quem, essas duas coisas sem cérebro? Provavelmente vão dar mil desculpas. ### Conheço outras pessoas. ### Vai mesmo fingir que não sabe? Talvez suas amizades novas possam ajudar, será que não? ### Dilan, Kassandra, o clã de Argo... ### Claro, é mais fácil morrer que arriscar seu exército. É pior que Virgine. ### E daí que esteja ouvindo? Dane-se o que pensa, te meteu aí... ### Não precisava se jogar na boca do leão pra mostrar que resiste à dentada! ### Tá legal, eu vou atrás de Dilan, Kassandra, ver mais gente e levar essas coisas, quem sabe viram pó e me livro desse peso morto? ### Tá legal, eu vou. ### Eu sei, vou rápido! ### Alô? ### Alô? ### Quanta educação... (Bea)
Íris e Henrique chegam.
Não conseguiram nada, né? (Bea)
A garota fugiu pro sol. (Henrique)
Não tinha quinze anos? (Bea)
E uma cruz! (Íris)
Olha o que você me arranjou... A gente não podia só ter deixado irem pro mundo? (Bea)
Van. Mel dirige. Batidas na parte de trás. Abre uma pequena janela. Zenon# está com amarras. Carro de Alan. Alan dirige. Estela na carona, Kat e Derik atrás.
Mas e se pegarem Mel??? (Kat)
Alan olha para trás.
Nós vamos encontrar, já disse. Nós combinamos que... (Alan)
Cuidado! (Estela)
Alan olha para a frente. Enfia o pé no freio. Acerta o meio da van, arrastando alguns metros. A frente do carro é destruída.
Droga, o Grupo vai querer descontar isso do meu salário... (Alan)
Era essa a sua idéia de encontro?! Escolheu bem o cruzamento, é algum lugar especial pra você?! (Derik)
Que?! (Alan)
Derik aponta a van.
O bar era naquela esquina... (Alan)
Alan aponta um bar. Kat sai correndo, abre a porta. Mel desce. Aperta o braço esquerdo com a mão direita.
Não sabe pra que serve cinto de segurança?! (Kat)
E você, tá bem? (Mel)
Tô. Parece que alguém ficou sem meio de transporte. (Kat)
Nós seis, não fui só eu! (Mel)
Seis? Somos em cinco, tem certeza que você está bem? (Kat)
Mel aponta a van com os olhos. Kat franze a testa. Desfranze. Vira a cabeça para o carro, Mel segura seu braço. Derik chega perto da van.
Dá pra sairmos daqui com a van. (Derik)
Alan sai do carro.
Então vamos todos... (Alan)
Derik, você não tava com fome? (Kat)
Ah, eu... (Derik)
Kat abre mais os olhos. Derik olha para Alan.
Tava morrendo. Não me deixaram parar em nenhum lugar decente! (Derik)
Alan deve conhecer! (Kat)
Eu? (Alan)
Mas eu queria ir pra casa... (Estela)
Eu te levo. Vamos, Kat? (Mel)
Claro. (Kat)
Mel, Kat e Estela entram na van.
Apartamento do hotel.
Mas Alan vai entender, ele... (Estela)
Vai querer levar Zenon! (Kat)
Mel chega.
Alguém aí tem notícia de Angely? (Mel)
Como assim??? (Kat)
Tava no carro com Alan, mas a besta acabou de se tocar disso. (Mel)
Ei! (Estela)
Perder alguém do tamanho de Ang, só sendo muito besta mesmo! (Kat)
Olha aqui... (Estela)
Besta não é uma ofensa muito ruim, eu realmente não devia ter feito... (Alan)
Alan vê Zenon# e tira uma estaca da cintura.
Não é quem vocês prenderam. (Mel)
Quem te garante??? (Alan)
Tava na van, com amarras lá atrás. Trouxeram desse jeito, se não fosse para... (Mel)
Edmont está em uma cadeira, a frente de uma mesa. Clítia sentou-se a sua frente.
...trocar. A idéia parecia divertida, só que deixar na van foi a maior estupidez que já vi. (Edmont)
Mas concordou. (Clítia)
Por que vocês não vão embora? (Bea)
Qual o problema? (Zenon*)
Zenon* se aproxima de Beatrice.
Não gosta de nós? (Zenon*)
Zenon* coloca a mão esquerda na cintura de Beatrice. Beatrice segura a mão com a sua mão direita, puxando mais, enquanto baixa o ombro esquerdo com a mão esquerda, virando seu corpo de costas e chutando Zenon* com a perna esquerda, soltando então o braço. Zenon* cai no chão. Clítia se levanta.
Não ouviu? Vocês vão sair daqui. (Edmont)
Pensei que ela te obedecesse, não o contrário. (Clítia)
Não me interessa muito o que você pensa. (Edmont)
Zenon* se levanta.
Eles devem se revezar: um dia um usa o chicote, noutro dia o outro. (Zenon*)
Rust tem razão. Você acha que tem muito mais graça e inteligência do que realmente tem. (Edmont)
Hotel.
Tá, vocês me convenceram. (Alan)
Que bom. Vou sair pra procurar o da auréola. (Zenon#)
Eu vou também. (Alan)
Melhor nos separarmos, pra procurar melhor. (Zenon#)
Quem disse que eu ia com você? (Alan)
Alan e Zenon# saem. Derik entra, com sacolas.
Vocês vem? (Mel)
Pra onde? Eu trouxe bolachas... (Derik)
Podíamos pedir o serviço de quarto, temos dinheiro pra isso. (Estela)
Eu... Não tenho costume... Com... Vocês sabem, luxo... Eu... (Derik)
Muito fofo o que você fez, não liga. Vou ficar, comer bolachas e tentar dormir, caso aconteça algo. (Kat)
Eu cuido de você... (Derik)
Derik sorri. Vão para um quarto.
Eles já dormem juntos? (Estela)
Dormem. (Mel)
Mas... Já... (Estela)
Transam? Acho que não é pra mim que tem que perguntar, se quiser mesmo saber. (Mel)
Dia seguinte. Ang e Zenon# estão dentro de um prédio. Está sol ainda.
Kat perdeu Lisa antes mesmo de conhecer e viu Halen morrer. Aliás, acho que é por isso que tem raiva de Beatrice, Elian foi quem transformou. Mel quem mais cuidou depois. No final, acho que o que tiveram foi suficiente pra unir. (Ang)
Também trata você como família. (Zenon#)
A gente é família. (Ang)
Engraçado, Mel sempre diz que a primeira vez dela foi com vinte e dois. (Zenon#)
Foi a primeira que consentiu. (Ang)
Zenon# baixa a cabeça.
Não tinha pensado nisso. (Zenon#)
Devia. Ensinam por aqui que é a mesma coisa, mas não é. Nem mesmo o motivo é o mesmo. (Ang)
Acho que entendo porque ela queria tanto proteger o filho dela e do Dancan. (Zenon#)
Mel se esterelizou depois daquilo. Disse que nunca mais quer que aconteça. (Ang)
Eu percebi que Mel não trata só Kat como filha, ela tem um grande instinto maternal com todos vocês. (Zenon#)
Angely sorri. Invasão armada de diversos tipos de bestas.
Isso acontece sempre com você? Tô começando a achar que ficar sozinho com você é uma péssima ideia... (Zenon#)
Você vem conosco. (Fábio)
Zenon... (Ang)
Já sabemos da história, Alan nos adiantou. Mas nós precisamos ver se não está enganando vocês. (Fábio)
Hotel.
Mas por quê isso?! Já não tinha aceitado, acreditado?! (Mel)
Não podia trair o Grupo, eu... (Alan)
Claro, o seu maldito emprego! Sempre isso! Será que não dá pra pensar um pouco em justo ao invés de certo?! (Mel)
Não tem diferença. (Alan)
Tem sim! O que você fez é certo, mas não é justo! (Mel)
Como se tivesse defendendo um anjo! (Alan)
Não é Zenon que defendo, são as pessoas que poderia salvar e não vai pela sua estupidez! (Mel)
Alan se cala. Mel senta-se.
Vou voltar pra Ilha de Hera, levar Kat, Derik, Estela e Angely. Não quero que você apareça lá. (Mel)
Que?! (Alan)
Fique aqui cuidando da sua vida e descontando em quem não tem nada a ver, mas merece morrer. Vou tentar libertar Zenon. Não quero que você e sua idéia de justiça apareçam lá. Isso é uma ordem. (Mel)
Mel sai do quarto.
Mel entra no quarto de Derik e Kat. Kat está dormindo, Estela e Derik vigiam. O celular de Kat toca.
Alô? ### É, eu já sei. ### Voltar a Ilha e tentar salvar. ### Não, eu acredito em Zenon. Estela volta também. ### Alan não pode exigir nada, Estela já disse que quer ficar com a gente. ### Até. (Mel)
Mel desliga o telefone.
Com quem tava falando? (Estela)
Alan ajudou a prender Zenon. Vamos voltar para a Ilha e depois pensar em um jeito de ajudar. (Mel)
E Alan? (Derik)
Se Estela quiser visitar de vez em quando aqui em São Paulo, não vou impedir. Mas se for para lá, eu mesmo expulso e vai ter que sair, mesmo que seja a nado. (Mel)
Dia seguinte, MEAK. Está todo mundo na sala.
Bom, precisamos de provas para tirar Zenon de lá. Provas de que não é ruim. (Mel)
Não temos nenhuma. (Derik)
Poderíamos pedir ajuda a Kash, Yads e Wige... (Kat)
Eles só interferem em algo quando o mundo está para acabar. (Estela)
Ang, você tá aqui ou em Marte? (Mel)
Falaram a verdade. (Ang)
Quem? (Estela)
As duas realidades são diferentes. Lá, a consciência de que outrem também importa veio de algo que não aconteceu aqui. Com duas linhagens de vampirs, a superpopulação não chegou ao nível de lá, não foi tão necessário e até crítico se controlar as coisas, só houveram duas guerras que muitos lugares consideram como mundiais. Depois do absurdo que foi a terceira lá, tiveram que parar com muitos absurdos. (Ang)
Que você andou usando? (Derik)
Não é hora de analisar o comportamento da humanidade com relação a existência, temos que tirar Zenon de lá. (Mel)
Quando Kash foi embora, falou comigo antes. Me contou algumas coisas. Uma delas vai salvar Zenon. (Ang)
Em São Paulo, Alan chega ao prédio do Grupo.
Tem certeza que quer fazer isso? (Soraia)
É claro que tenho. (Alan)
Mas a tal da Melody... (Soraia)
Já disse, se ele for condenado, quero ser o executor, vou ter que assinar alguma coisa pra mostrar que não fui forçado? (Alan)
Você está ciente que o executor é o acusador também, não é? (Soraia)
Soraia, eu sei que eles vão comparecer, que serão chamados. Sei que tentarão provar que aquele vampiro deve continuar vivo e que vão ficar com raiva de mim. Mas mais do que já estão é impossível. (Alan)
Tá, se quer assim, não vou impedir. Ninguém quis mesmo esse encargo. (Soraia)
Estão todos com medo da Clítia e do novo amiguinho dela. (Alan)
Ela não vai vir, deve preferir o outro. (Soraia)
Vai explicar isso pra eles... (Alan)
Os que tem coragem já estão atrás do olhos de prata. (Soraia)
Sabe que vamos ter que prendê-lo... (Alan)
Porque ele não morre se o irmão não morrer junto e ninguém consegue matar o anjinho. Sim, eu sei. (Soraia)
Vou ir atrás dele também quando terminar com Zenon. (Alan)
Tome cuidado com Clítia. Ela já matou muitos dos bons. (Soraia)
Posso pegar Zenon, ela e Edmont. (Alan)
Você não é de aço. Na verdade tenho uma outra missão pra você depois que terminar o julgamento de Zenon. (Soraia)
Se for o que estou pensando, nada feito. (Alan)
Consegue dominar vampiros e não consegue dominar Michele? (Soraia)
É esse o nome dela nessa encarnação? (Alan)
Não desvia do assunto. (Soraia)
Ela é muito arisca. (Alan)
Não sabemos, ela nasce cada vez mais diferente... (Soraia)
E sempre arisca. Não vai querer me forçar a isso, vai? Além do que, não nasci para ensinar, nasci para fazer. (Alan)
Posso te forçar, sou comandante da parte paulista do Grupo. (Soraia)
E eu me mudo para o Rio. (Alan)
Vai fazer qualquer coisa, o julgamento é só daqui à três dias. Sobre Michele a gente discute depois. (Soraia)
Alan sai.
Pelo menos agora não preciso me preocupar com olharem feio pra mim, não vai mais se casar. (Soraia)
Toca o telefone.
Alô? ### Sim, pode passar. ### Melody Lorrage? Vocês serão chamados quando for hora do julgamento. ### Sim. ### Prova? ### Tragam no julgamento. ### Uma testemunha do lado de vocês não... ### Pior ainda, ele pode estar mentindo pra... ### Como não mente? ### Extremos? ### Vai ter que me explicar isso direito... (Soraia)
Barulho de impressão. Soraia olha para o lado. Um papel na mesa:
O réu será julgado pelo caçador ouro da região em que nasceu.
Aliás, não vai ser pra mim que vai ter que explicar. (Soraia)
Noite. Alan crava uma estaca em alguém que vira pó.
Mais um que te entreguei. (Clítia)
Foi você de novo? (Alan)
Por que mentiria? (Clítia)
Não sei, você pode estar se aproveitando de alguém que quer me ajudar anonimamente, assumindo os atos dessa pessoa. (Alan)
Se acredita nisso, por quê ainda não me matou? (Clítia)
Posso fazer isso agora mesmo. (Alan)
Clítia se aproxima de Alan.
Vai mesmo? (Clítia)
Alan se afasta e aponta a arma.
Sabe há quantos dias eu não mato ninguém? (Clítia)
0,05? (Alan)
Estou falando sério. (Clítia)
Faz menos, né? (Alan)
Não sou mais a mesma. (Clítia)
Vai usar o mesmo discurso do Zenon? Prendi ele, por quê acreditaria em você? (Alan)
Clítia baixa a arma de Alan. Se aproxima. Passa a mão no rosto de Alan. Beija. Alan corresponde.
Manhã seguinte. A porta do quarto de Alan vai ao chão. Alan se senta na cama, puxando o lençol para se cobrir. Olha para os lados. Soraia entra.
Mas o que raios está fazendo aqui??? (Alan)
Investigando uma denúncia. (Soraia)
Soraia pega a blusa de Alan no chão. Cheira. Joga em Alan.
Algum problema em eu passar a noite acompanhado? (Alan)
Acompanhado de alguém que tem um perfume do meio do século XVII? Herança de família? (Soraia)
E agora século tem cheiro? (Alan)
Vampiras têm. (Soraia)
Tá vendo alguém aqui dentro? (Alan)
Soraia pega um bilhete que estava sobre a mesa de frente da cama.
"Mercy"? (Soraia)
Ela era francesa. (Alan)
Clítia também é francesa. (Soraia)
Não é a única no mundo. (Alan)
A caligrafia é dela, o perfume também. (Soraia)
Por que eu iria pra cama com ela? (Alan)
Bem que estranhei pedir para ser o acusador e possível executor de Zenon. (Soraia)
Ah, ele quem inventou isso? Me surpreende logo você acreditar nisso... (Alan)
Soraia balança a cabeça para os lados.
Porco... O zelador do prédio confirmou que te viu entrando aqui com aquela vadia, aos beijos. E o que disse... "Eles já estão bravos comigo", "Pior do que está não poderia"... Acreditei que estivesse fazendo isso por vingança contra Zenon e, se não fosse vingança, talvez fosse arrependimento, pensasse agora que ele era bom e ia ajudar ele a fugir. Mas por causa dela? Justo dela? Nunca esperaria isso de você. Você em quem eu sempre acreditei, sempre foi pra mim o mais honesto lá dentro! Não tem sangue de caçador, fazia isso porque queria... Pelo menos era o que eu pensava... (Soraia)
E quem é você pra dizer??? Tem isso no sangue, mas e daí?! Quem me garante que isso não é ciúmes? Eu passei a noite com uma mulher sim, era isso que queria ouvir?! Está no alto porque sua mãe foi uma grande caçadora! Vai usar essas mentiras para me tirar do Grupo por ciúmes? (Alan)
Ciúmes??? (Soraia)
Acha que eu não sei que você não pára de pensar em mim??? Todo mundo lá sabe! (Alan)
Soraia arregala os olhos. Coloca a mão em frente a boca. Tira a mão. Olha para o teto. Olha de novo para Alan. Uma lágrima cai de seus olhos.
Está tentando jogar com a minha mente? Aprendeu isso com ela? (Soraia)
Soraia limpa o rosto.
Eu nunca pensei que você pudesse ser tão dissimulado... (Soraia)
Aponta a besta para Alan.
Preferia que já tivesse virado vampiro, assim era só usar isso. (Soraia)
Por que não usa? Tem tanta certeza que dormi com ela e que o próximo passo é virar vampiro, não é? Usa! (Alan)
Pra que, pra eu ser expulsa por ter agido por impulso? Não, eu vou deixar isso pra você. (Soraia)
Soraia amassa o bilhete de Clítia e joga em Alan. Sai. Desce as escadas. Sai do prédio.
Se transformou? (Fábio)
Alan aparece na janela.
Soraia! (Alan)
Soraia olha pra cima com lágrimas nos olhos, Fábio também olha. Soraia entra no carro, no banco de motorista. Fábio entra no de carona. O carro parte. Alan sai da janela. Pega o bilhete no chão. Desamassa.
Clítia está em uma cama, deitou-se.
Tá com cara de quem fez um sacrifício. Ele é tão ruim assim? (Zenon*)
Nem. Tô lembrando de ter que fingir que sou boazinha. (Clítia)
Zenon* sobe em cima de Clítia.
Pra mim você não precisa fingir. (Zenon*)
Zenon* beija Clítia.
Helena passa em frente do prédio de Alan. Freia bruscamente.
Não olha por onde anda??? (Helena)
Alan olha para Helena.
Tá tentando se matar por acaso?! (Helena)
E se eu tiver? O problema é meu, não é? (Alan)
Eu... (Helena)
Pode ficar sossegada, se eu for me matar, será por problemas mais importantes. (Alan)
Alan termina de atravessar a rua. Toca o telefone. Alan atende.
Alô? (Alan)
Você vai ser julgado daqui a pouco, se quiser vir, venha, se não, dane-se. (Soraia)
Soraia desliga. Alan respira fundo e guarda o telefone.
Como se minha presença fosse fazer alguma diferença. Vão decidir contra mim de qualquer jeito. A diferença é que, se eu não for, vão ter que ir buscar minha licença na minha casa... Casa, hã... Perdi minha casa, minha noiva e meu emprego. Talvez fosse disso que aquele cara estivesse falando. Ele devia estar certo. Mas acho que minha palavra não vai valer muito agora. (Alan)
Alan puxa a blusa e olha uma tatuagem no braço.
Acho que seus dias chegaram ao fim. (Alan)
Alan chega ao prédio do Grupo de tarde. Segue andando de cabeça baixa. Passa direto a recepção.
Ei, tá se achando o homem invisível?! (Cristina)
Desculpe. É que estão me esperando no vigésimo primeiro. (Alan)
Mas o prédio não tem... pára Claro. Pode subir. (Cristina)
Alan segue. Vai até o elevador, a porta se abre, entra, a porta se fecha. Último andar. A porta abre. Alan vai até um quarto. Encosta no alto do batente da porta. Uma parte da lateral abre e há um vidro preto. Alan coloca a tatuagem na frente. Abre a porta. Entra. Vai até o banheiro do apartamento. Sobe na privada, puxa uma portinhola do teto e puxa uma escada. Sobe a escada. Soraia está atrás de uma mesa, em uma cadeira. Fábio está em outra cadeira.
Está atrasado. (Soraia)
Vou ser penalizado por isso? (Alan)
Ironia. Também é uma forma de mentira. (Fábio)
Por que não simplesmente queimam meu passe e eu vou embora? Poupa trabalho a todos. Aliás, meu caso é tão desimportante que será julgado pela bronze, nem pelo prata. Engraçado, envolvimento com o réu não inviabiliza o julgamento? (Alan)
Se você quiser, podemos levar isso aos meus superiores. Mas, como você mesmo disse, não é mais fácil simplesmente queimar seu passe? (Soraia)
Uma pessoa entra na sala, com um notebook.
Não sem avaliação do caso. (Prata)
E você é... (Alan)
Só precisam saber que eu controlo vinte e sete bronzes. Vim aqui para fiscalizar a chegada de Ouro. (Prata)
É sobre o caso do vampiro que se diz bonzinho? (Soraia)
Sim. Mas parece que está havendo outro julgamento aqui, um julgamento que não nos informaram, eu creio. (Prata)
Este é o homem que solicitou ser o acusador de Zenon. (Soraia)
Sim, até aí não há crime. (Prata)
Como acusador ele seria também o executor, se condenado o réu. (Soraia)
Prossiga. (Prata)
Soraia se levanta e sai de trás da mesa.
Não sou eu quem estou julgando agora, certo? (Soraia)
Prata senta-se atrás da mesa.
Recebemos uma denúncia de que ele estaria querendo libertar Zenon quando fosse a hora da execução, a mando de Clítia. (Soraia)
Eu jamais faria isso... (Alan)
Não mandei você abrir a boca, mandei? (Prata)
Alan baixa a cabeça.
Melhor gravarmos isso, não acham? (Prata)
Soraia olha para Fábio. Fábio sai e volta com uma câmera com tripé. Monta. Soraia monta uma cadeira, coloca atrás de Alan, que se senta.
Noite. Há ao lado da pessoa Prata um computador, a câmera está conectada. Há também um papel sobre a mesa. Alan assina, depois Soraia, Prata e Fábio. Fábio pega uma peça de ferro que tem um X na frente, que está quente. Fábio baixa a cabeça e entrega a Prata. Alan estende o braço na mesa. Respira fundo. Meneia a cabeça para baixo, olhando para Prata. Prata coloca a peça, com o X virado para baixo, sobre a tatuagem de Alan. Alan grita. Zenon# está no subterrâneo do prédio. Se levanta em sua cela.
Eu sabia que tinha alguma coisa no dia quatorze... Se ele não tivesse mandado me prender, talvez Clítia já estivesse morta. Tomara que eu consiga impedir pelo menos a morte de Estela. (Zenon#)
Noite seguinte, 20h. Zenon# está dentro de uma jaula enterrada no chão até a metade, gradeada também no teto. Há bancos para um lado e, de outro, uma bancada com três níveis, com o mais alto no centro. Há um grande cercado de metal vazado ao redor do espaço, alto, mas não um teto. As pessoas usam roupas comuns. Há uma porta além dos bancos no cercado. Melody e Angely entram. Zenon# olha. Senta-se no chão.
Diferente esse tribunal, né? (Mel)
Bem diferente. (Ang)
Angely se aproxima de Pedro.
Se condenarem Zenon, o que acontece? (Ang)
É deixado aqui até amanhecer. Eu vou ficar aqui pra ver, e você? (Pedro)
Ang olha para Zenon#.
Ang vai até Mel. Mel e Ang se sentam em um banco. Ang olha para Zenon#. Mel olha para a bancada.
Aquilo mais parece um pódium. (Mel)
Bronze dirige estado, Prata país e Ouro continente. Da região de Zenon é que vão julgar. (Ang)
Como sabe disso? (Mel)
Eu te falo tudo em casa, o julgamento tá começando. (Ang)
Ouro, Prata e Bronze chegam. Todo mundo olha.
Acusador? Acusação? (Ouro)
Soraia levanta na platéia.
Defensa? Defesa? (Ouro)
Silêncio. Pessoas olham ao redor.
Defensa? Defesa? (Ouro)
Mel e Ang olham para os lados. Se entreolham. Mel se levanta. Ouro aponta sua frente com as mãos.
Ela não pode ser a defesa, ela é amiga dele. (Soraia)
Então você não pode ser acusação, quer demais que Zenon morra. (Mel)
Extiende los brazos derechos. Estiquem os braços direitos. (Ouro)
Mel e Soraia esticam os braços. Ouro coloca uma pulseira grossa em cada braço. A pulseira espeta o braço entre os tendões, se prendendo.
Pra que isso? (Mel)
Impide que un ser humano puede mentir. Impede que um humano possa mentir. (Ouro)
Ouro, Prata e Bronze vão até a bancada. Sentam-se Ouro no meio, Prata a sua esquerda e Bronze a direita.
Cada una de ustedes tendrá derecho a hablar una vez y sólo una vez, un máximo de cuatro horas. No se debe interrumpir la otra con una hora de penalización por la interrupción. La acusación comienza después de la defensa. Las objeciones deben ser registrados y luego ser leídos por nosotros. Vamos a dar el veredicto y que no puede ser eliminado. ¿Entendido? Cada uma de vocês terá direito a falar uma vez e apenas uma, com duração máxima de quatro horas. Uma não deve interromper a outra, com penalidade de uma hora por interrupção. A acusação começa, depois a defesa. As objeções devem ser anotadas para depois serem lidas por nós. Daremos o veredicto e esse não poderá ser retirado. Entenderam? (Ouro)
Sim. (Soraia)
Ouro olha para Mel.
Ok. (Mel)
¿Nombre? Nome? (Ouro)
Melody. (Mel)
Duas horas se passam.
Então agora ele vem aqui, dizendo-se arrependido. Como já disse, ele usou esse artifício duas vezes para tirar caçadores de seus caminhos. Por que agora ele estaria falando a verdade? Por que acham que um vampiro teria se arrependido do que fez? Ele escolheu isso, ninguém forçou ele a virar o que é. Por que trazer essa cobra para dentro da nossa casa? (Soraia)
A plateia aplaude. Angely coloca a mão na cabeça, na frente da testa. Começa a levantar, acaba caindo no chão. Pessoas se levantam. Mel vai até Angely e se abaixa ao seu lado.
Ang, fala comigo! Edmont fez alguma coisa?! (Mel)
Não... Eu só... Tontura... (Ang)
Preciso te tirar daqui! (Mel)
Não, você tem que defender Zenon... (Ang)
Mas... (Mel)
Tá passando... Posso sair, você fica... (Ang)
Mel ajuda Ang a se levantar. Fábio se aproxima. Mel ajuda Ang a levantar. Ajuda a se apoiar em Fábio, e seguem para a porta. As pessoas voltam a se sentar.
Posso falar com Zenon? (Mel)
Sólo tienes hasta las cuatro de la mañana para defenderlo. Só tem até as quatro da manhã para defender ele. (Ouro)
Mel vai até Zenon#.
Foi o Edmont? (Zenon#)
Não entendi, mas tá bem. Eu não sei como fazer isso... (Mel)
Se for pra eu sair daqui, você vai conseguir. (Zenon#)
Fez mesmo tudo aquilo? (Mel)
Eles disseram a verdade quando disseram que a pulseira impede mentira. (Zenon#)
Mel se afasta de Zenon#, ficando mais perto da bancada, de cabeça baixa.
Agora tá nas minhas mãos... Como eu vou fazer isso? Quatro horas é o que eu vou levar para pensar no que dizer. (Mel)
Zenon# olha para Mel e se senta na cela.
Será que morrer no sol dói muito? (Zenon#)
Mel levanta a cabeça e olha para as pessoas na bancada. Vira-se para a plateia.
Estão aqui só para ver Zenon morrer. (Mel)
Zenon# olha pra Mel.
É, acho que vou descobrir hoje. (Zenon#)
É isso, não é? Não importa o que eu vou dizer aqui, vão matar Zenon de qualquer jeito. É só isso que vocês querem, uma criatura dessas a menos na terra. Não importa se se arrependeu ou não. Não importa se pode ajudar vocês. Nunca aceitariam ajuda de alguém que escolheu o lado errado. (Mel)
Daqui a pouco vai querer que peçamos ajuda a um hamster para impedir uma infestação de camundongos! (Pedro)
Não estou falando de seres irracionais aqui. Estou falando de alguém que pode ter treino para fazer bem mais que um hamster. (Mel)
Mel olha para a bancada.
Devem achar que eu tô mentindo. Atuando. Ah, não, eu não posso mentir, não é? E atuação é uma forma de mentira. Afinal, eu tô com essa bosta no meu pulso. Pra que? Pra vocês deixarem Zenon aqui para fritar? Posso falar oito horas e não vai entrar na cabeça de vocês o que é arrependimento. Então vocês vão para suas casas, deitar as cabeças em seus travesseiros, em paz. É claro, matou mais de mil pessoas, ou sei lá, mais de dez mil! Mas será que não pode salvar ninguém? Pode ser que vá pro inferno quando morrer, mas será que não pode mandar algumas das coisas que fazem o que fazia pra lá antes? Há vidas perdidas por aí. vira para a platéia Vocês poderiam estar salvando pessoas, se não estivessem aqui vendo essa merda de julgamento e esperando para ver alguém fritar! Que droga, por que essa plateia tão grande pra ver isso?! Parece mesmo que o mundo está livre, que vocês não têm mais o que fazer! (Mel)
Mel se vira de volta para a bancada.
Se forem matar Zenon, ótimo. Me expliquem antes porque não deixar tentar ajudar. Eu até me responsabilizo. Se sair da linha, eu vou e coloco numa posição amarrado com uma cobertura em cima, que comece a fritar de manhã e só termine ao meio dia. Tudo que quero é uma chance. (Mel)
Mel se vira para a platéia e algumas pessoas estão indo embora, outras se levantando. Sai pela porta, andando rápido.
Melody! (Fábio)
Mel olha para Fábio.
Angely sumiu... (Fábio)
Como sumiu?! (Mel)
Foi embora. (Fábio)
Droga... Mais essa agora. (Mel)
Disse que ia salvar alguém. (Fábio)
Salvar? (Mel)
Sobre Zenon... Melhor não se enganar... (Fábio)
Eu sei que vocês... (Mel)
Fábio baixa a cabeça.
Já vi fazer isso uma vez. (Fábio)
Isso o que? (Mel)
Fábio olha para Mel.
Soraia disse a verdade quando falou que Zenon já desviou duas pessoas enganando desse jeito. Só que nunca tinham pego, nem tinha quem defendesse. (Fábio)
Dessa vez é verdade, eu sei... (Mel)
Viu das outras vezes? (Fábio)
Mel baixa a cabeça.
Não. (Mel)
Não vou tentar te dissuadir agora. Sei que não tem como. Se, por muita sorte de Zenon, houver absolvição, não vai te enganar por muito mais tempo. Se cansa rápido. Mantenha longe de sua família. (Fábio)
Fábio sai. Mel volta para dentro. Sobraram Ouro, Prata, Bronze, Soraia e Zenon#.
Vão deixar Zenon? (Mel)
No hemos decidido todavía. Tenemos seis horas más a la misma. Ainda não decidimos. Temos mais seis horas pra isso. (Prata)
Pode tirar isso do meu braço? (Mel)
No se abre, sólo destruye el sol. Não abre, só se destrói no sol. (Ouro)
Mel olha pra Zenon#. Zenon# está olhando para o teto. Olha para Mel.
Acho que estou ficando idiota. Só pode... Deve ser a morte chegando. Essa espera, parece que querem me torturar. (Zenon#)
Zenon# olha para o teto.
Como se não merecesse! Pelo menos eu tô indo antes de acontecer algo entre eu e ela. Não vai sofrer... (Zenon#)
Zenon# olha para Melody, que se virou para as outras pessoas.
É, eu continuo prepotente. (Zenon#)
Ainda acho que temos que chamar outros caçadores, podem querer tirar ele daqui... (Soraia)
Ni siquiera sabemos si condenamos Zenon. Nós ainda nem sabemos se vamos condenar Zenon. (Bronze)
Estás aquí asumiendo el control, nos juntamos y decidimos que. Vocês ficam aqui tomando conta, nós vamos nos reunir e decidir isso. (Prata)
Esqueceu que ela tá do lado dele?! (Soraia)
Llama Fabio. Y sin peleas. Chama Fábio. E sem brigas. (Ouro)
Ouro, Prata e Bronze saem. Soraia encara Mel.
Parece que vamos ter que ficar aqui. (Soraia)
Quem é Fábio? (Mel)
É o cara que carregou seu amigo. pega o celular Ele deve estar por perto. E seu amigo? (Soraia)
Acho que foi pra casa. (Mel)
Soraia digita e coloca o celular no ouvido.
Alô, Fábio? ### Vem pra cá. ### Adivinha. ### Se eu gritar, faz eco. ### É claro que precisa. Traga quem puder. ### Vai querer que os amigos dele venham buscá-lo, matem a gente e ainda livrem a cara desse...? olha pra Mel Tô te esperando aqui. (Soraia)
Soraia desliga.
Como será isso? (Mel)
Isso o que? (Soraia)
Saber que vai morrer daqui a algumas horas... Sei lá, nós sabemos que vamos morrer um dia, mas não sabemos a hora. (Mel)
E daí? (Soraia)
Bom, as pessoas às vezes descobrem que estão com uma doença fatal, mas não tem uma hora marcada assim. Você não olha no relógio e diz "ah, eu tenho três dias, quatro horas, vinte minutos e treze segundos de vida ainda!". (Mel)
Talvez seja melhor que correr, sabendo que não tem chance de sobreviver, mas correr mesmo assim, porque é seu instinto e no fundo você ainda tem alguma esperança. (Soraia)
Esperanças que sabemos que não deveríamos ter são as piores. (Mel)
Tenho impressão de que já passou por merda bem grande também. (Soraia)
Acho que fui quem mais passou, mas não é como se as pessoas ao meu redor tivessem uma história de vida bonitinha e feliz. (Mel)
Como vieram para nisso? (Soraia)
Uma pessoa matou as pessoas que criaram Kat, e quem criou Edmont e Angely. Sumiu por quatro anos e reapareceu. Edmont transformou em pó. (Mel)
Não teve coragem? (Soraia)
Não tive mira. (Mel)
Como caça então? (Soraia)
Atinjo de perto. É o único jeito. (Mel)
E aí, algum sinal de decisão? (Fábio)
Acho que eles simplesmente vão nos deixar aqui, plantados como idiotas, até o sol nascer. Isso se a vagaba francesa não aparecer por aqui. (Soraia)
Alan entra no espaço.
Falando nela... Que veio fazer aqui? Foi expulso. (Soraia)
Vim ver ele ser condenado. Me deixaram ver pelo menos isso. Cadê os outros caçadores? (Alan)
Foram embora, tinham mais o que fazer. (Fábio)
E vocês não têm? (Alan)
Temos que cuidar de Zenon. (Fábio)
Você é que parece que não tem mais o que fazer, por quê não vai procurar Clítia? Uma noite a mais não vai fazer diferença. (Soraia)
Era por isso que queria tanto prender Zenon?! Clítia quem mandou?! (Mel)
Não, ela deve ter trepado com ele em troca da liberdade de Zenon. (Soraia)
Como poderia libertar Zenon? (Mel)
Quem acusa executa o acusado em caso de culpa. Eu escolhi assistir o nascer do sol junto com ele. (Soraia)
Não estou a serviço da Clítia, foi uma fraqueza, eu sou homem! (Alan)
Fábio dá um soco em Alan.
Que merda foi essa agora?! (Alan)
Tomou um soco por todo mundo que trepou comigo achando que ter pinto e sentimentos não acontece no mesmo corpo. (Fábio)
Alan se levanta.
Olha aqui... (Alan)
Se reclamar muito, vamos decidir que Clítia veio aqui, conseguiu fugir, mas teve tempo de te oferecer como última refeição pra Zenon. (Fábio)
E quem vai me jogar lá dentro? (Alan)
Quer mesmo descobrir? (Mel)
Ei, eu não vou matar ninguém! (Zenon#)
Soraia senta em um banco, olhando para a saída. Fábio fica perto de Soraia. Mel se senta no chão, do outro lado do cercado. Alan se senta também no chão, perto e de frente para a gaiola.
Dormiu com Clítia? (Zenon#)
Não sabia que vampiros tinham ciúmes. (Alan)
Não é ciúmes. Apenas não deixe que te engane. (Zenon#)
É a única coisa que vocês sabem fazer. (Alan)
Que bom que você sabe. (Zenon#)
Acha que eu cairia na lábia de uma vampira??? Não sou você que... (Alan)
Não, só estou avisando que ela foi prostituta e um caso com ela nunca é de graça. (Zenon#)
Agora está me avisando? (Alan)
Tome cuidado pra não perder alguém que realmente ama por causa de paixão. (Zenon#)
Não estou apaixonado por ela! Foi uma noite! Que merda, ninguém entende isso??? (Alan)
Fábio olha para Alan. Balança a cabeça para os lados. Volta a olhar para além da porta. Alan se levanta.
Peraí, por quê tô me explicando com você??? (Alan)
Porque vou morrer e talvez esteja enxergando as coisas mais claramente? (Zenon#)
Então aproveite os seus últimos momentos de vida pra refletir, de preferência calado. (Alan)
3h da manhã. Ouro, Prata e Bronze entram na sala. Soraia e Fábio se levantam do banco. Mel se levanta também. Anda até o banco em que Alan dormia, chuta o banco e continua na direção da porta, se aproximando das outras pessoas. Alan levanta bruscamente.
Olha, me permitiram... (Alan)
Lo sabemos. (Bronze)
E o que decidiram? (Soraia)
Culpa. Todavía quiere el sol? Otros cazadores prefieren estaca o... Culpa. Ainda quer o sol? Outros caçadores preferem estaca ou... (Prata)
Sol. (Soraia)
Não podem fazer isso... Zenon... (Mel)
Mel, esquece. (Zenon#)
Mel olha pra Zenon#.
Esquecer?! (Mel)
Eles não vão me liberar, eu mereço isso. (Zenon#)
Você podia ajudar. (Mel)
Não, Melody. Estou tendo toda a confiança que pedi, você sabe disso. (Zenon#)
Ang encontra uma criança.
É você, não é? (Ang)
Eu o que? (Diamante)
A criança de Lish com Aléxis. (Ang)
Concepção quando Lish achou que Aléxis também tivesse se arrependido de criar o que criou. O Grupo me chama de Diamante. (Diamante)
Sabe do caso de Zenon? (Ang)
Sei de tudo que se passa entre o grupo e sanguessugas no mundo. Falando nisso, você não é um ser humano. (Diamante)
Conhece Kash, Yads e Wige? (Ang)
Sabem muitas coisas que não dizem a ninguém. (Diamante)
Não exatamente. (Ang)
Então sabe algo sobre Zenon. (Diamante)
Sei porque Mel sente que Zenon pode ajudar. Se tirarmos de lá antes do sol aparecer. (Ang)
Diga. (Diamante)
5h da manhã. Mel sentou-se junto a gaiola. Ang chega com Diamante.
No tiene por qué haber sido, tenemos... Não precisava ter vindo, nós já... (Ouro)
Julgaram o que viam e iam fritar Zenon por isso. (Diamante)
Mel se levanta. Zenon# olha pra Angely.
No consideramos mal, es uno de los peores... Não julgamos errado, ele é um dos piores... (Prata)
Foi. Kyw têm informação sobre Zenon, e não deve fritar aqui. Melhor tirarmos para um lugar coberto. (Diamante)
Todo mundo olham para Diamante por um momento. Ouro pega a chave e Mel pega de suas mãos. Abre o cadeado. Diamante sai, Ouro, Prata e Bronze seguem. Fábio olha para Zenon#, então para Angely e sai. Alan meneia a cabeça para os lados e sai também. Zenon# sai. Ang sai também.
Se não quiser esperar até amanhã, melhor ficarmos até o sol nascer e quebrar as pulseiras. Só quebram no nascer. (Soraia)
Mel olha para o horizonte.
Pode me responder uma coisa antes dessa pulseira quebrar, pra eu ter certeza que tá falando a verdade? (Soraia)
Fala. (Mel)
Você ama ele, não é? (Soraia)
Ang volta até perto da porta. Mel olha para o chão. Olha para a pulseira. Olha para o horizonte.
Não. (Mel)
O sol, aos poucos, aparece no horizonte. Com os primeiros raios, as pulseiras se desfazem nos braços. Soraia e Mel vão até onde estão as outras pessoas.
Por qué no podemos matarlo? Por que não podemos matá-lo? (Prata)
No inferno vai ser apenas mais uma criatura. Se quer tentar seu perdão aqui, deixe apenas tentar. (Diamante)
Ouro, Prata e Bronze saem.
Já usou esse truque... (Fábio)
Sei que ver Zenon em vida e livre não é exatamente agradável pra você, Fábio, mas dessa vez não é mentira. Você vai saber, no momento certo, o porquê. E não vai se arrepender do que fez. (Diamante)
Diamante olha para Mel.
Vai ficar de olho em Zenon? (Diamante)
Se matar alguém, venho entregar pessoalmente. (Mel)
Pelo que soube sobre Edmont, de fato não duvido. (Diamante)
Diamante sai. Fábio olha para Mel. Sai. Soraia encara Zenon#. Olha para Mel. Para Ang. Segue Fábio.
Agora está sob minha custódia. (Mel)
Vou ter que ir pelos esgotos. (Zenon#)
Ang sai. Volta com um sobretudo, entrega a Zenon#. Zenon# veste e sai da sala.
Não respondeu sinceramente para Soraia. (Ang)
Tava com a pulseira, como poderia... (Mel)
Deve ter lembrado de dizerem que evita que qualquer criatura humana minta. Você é criatura atlante, não humana, apesar das grandes semelhanças. (Ang)
Mel baixa a cabeça.
Eu sei que isso foi desonestidade, mas só lembrei quando Soraia me perguntou aquilo... (Mel)
Mel olha para Angely.
Eu não sabia a resposta, se dissesse isso, Soraia deduziria um sim. (Mel)
Tudo bem. Era só pra saber. (Ang)
Vocês não vêm, não?! (Zenon#)
Ang e Mel saem.
Algum tempo, algum lugar
Então eu sabia de algo que salvou Zenon de virar churrasco? (Xien)
Aparentemente sim. Ao menos a cria de Lish e Aléxis concordou que sim. (Uehfo)
E Alan? Zenon disse que algo ia acontecer, mas, se tudo que aconteceu foi por interferência de termos mudado de Realidade... (Xien)
Não exatamente. Zenon estava tentando impedir que a história se repetisse. (Uehfo)
E o que eu sabia? (Xien)
Eu tô tentando te mostrar, mas fica interrompendo... (Uehfo)
Eu fico com nervoso... (Xien)
Você é daquele tipo de pessoa que fica fazendo comentários durante o filme, né? (Uehfo)
Xien baixa a cabeça e olha para Uehfo, com olhos para cima.
Isso é uma merda. (Uehfo)
Uehfo estende a mão para Xien.
Todo mundo me xinga por isso. (Uehfo)
Xien sorri. Pega a mão de Uehfo.

Resumo do Capítulo

Mel e Ang falam sobre o controle. Ang diz que o feitiço enfraquece a si e a Edmont. Zenon# luta com Clítia, está tentando manter Clítia longe de Alan. Alan descobre que Helena, com quem tem noivado, trai a si com Branca, sua mãe, e iria terminar. Alan encontra Diógenes, amizade, em um bar e pede abrigo. Diógenes está seguindo Rust e Clítia avisa Alan, diz que Rust é a nova isca de Virgine. Zenon# encontra Diógenes, mata quem mordera. Diógenes agradece. Alan chega. Diógenes tenta explicar, mas não resiste. Clítia chega. Zenon# pede que Alan atire primeiro em Clítia. Derruba Alan. Clítia foge. Zenon# xinga Alan e vai sair, mas Alan atravessa Zenon# com um pedaço de madeira no estômago. Edmont e Clítia salvam Zenon# de morrer no sol. Angely sonha sobre Zenon#, vê o que Edmont via, e conta a Mel. Fala que Zenon# estava tentando proteger Alan. Branca e Helena aparecem, procurando Alan. Vão Mel, Ang, Estela, Derik, Branca e Helena para São Paulo. Ang encontra Rust e Zenon* na cidade. Mel aparece. Ang dá uma injeção em Mel. Depois desmaia todo mundo com dardos. Pessoas do Grupo que caça-vampirs (que Alan pertence) cercam o espaço. Ang tem que entregar. Kat sonha com o que aconteceu. Alan recebe uma ligação e vai ao Grupo, soltar Ang e Mel. Lá, vêem pessoas encapuzadas entrando. Ang desmaiou no banco de trás do carro. Alan leva Ang e Mel leva a van das pessoas embora, deduzindo que Edmont está atrás. Virgine, Argo e Edmont descem ao porão do Grupo para resgatar Rust. Virgine, Rust e Argo sobem. Voltam após descobrirem que roubaram a van. Edmont manda segurarem a porta e liga para Beatrice, pedindo que traga quem resgate. Íris e Henrique chegam e dizem que a pessoa que caçavam fugiu para o sol. Mel descobre Zenon# na parte de trás da van. Alan dirigindo olha para trás e acaba acertando a van em que Mel está. Mel, Kat e Estela vão na van. Derik vai comer com Alan, para distrair Alan. No apartamento, Estela tenta convencer de que poderiam falar com Alan. Mel diz que Alan perdeu Ang. Alan chega no apartamento depois, sem Angely. Mel explica que não é Zenon*, é Zenon#. Em outro lugar, Edmont explica a Clítia e Zenon* que pretendiam trocar, e que fez por diversão. Beatrice quer que vão embora. Zenon* tenta se aproximar a Beatrice derruba. Edmont manda irem embora. No hotel, Alan entende. Alan e Zenon# saem para procurar Ang. No dia seguinte, Ang e Zenon# estão conversando em um prédio, quando pessoas armadas cercam. Fábio diz que levará Zenon#, que Alan falou com o Grupo sobre tudo. Mel e Alan brigam. Mel diz a Alan que vai levar as pessoas pra Hera, e tentar defender Zenon#, e que não é para Alan botar os pés em Hera. Já em Hera, Ang diz que KYW contaram algo que pode salvar Zenon#. No Grupo, Alan se voluntaria a ser acusação e carrasco de Zenon#. Alan diz que irá atrás de Edmont também depois do julgamento. Soraia diz que quer que Alan cuide de Michele, Alan diz que prefere se mudar que ter que fazer isso. Mel fala com Soraia por telefone. Soraia recebe um faz dizendo que Zenon# será julgado pelo comandante (ouro) da Europa. A noite, Alan transforma alguém em pó. Clítia diz que entregou. Alan diz que Clítia está fingindo como Zenon#. Clítia beija Alan. No dia seguinte, Soraia invade o apartamento de Alan. Brigam por Alan ter estado com Clítia, Alan nega e diz que Soraia está com ciúmes. Soraia fica com raiva e chega a apontar a besta para Alan, mas diz que irá expulsar Alan. Alan se dá conta de que Zenon# acertara sobre acontecer coisas erradas. A noite, Prata do Brasil julga Alan. A acusação é de que Alan estivesse com Clítia para libertar Zenon#. Condenam Alan e queimam a tatuagem que é o passe do Grupo. A noite, no tribunal, Zenon# está em uma jaula. O tribunal é um grande cercado de metal vazado, há um espaço para Bronze, que coordena um estado, Prata, para país, e Ouro, para continente. Ang e Mel chegam. Perguntam, e descobrem que, se houver condenação, Zenon# fica para ver o sol nascer. Soraia é acusação. Mel se levanta para ser defesa. Após o discurso de Soraia, as pessoas batem palmas. Ang passa mal, mas pede que Mel fique. Fábio ajuda a sair. Mel diz a todo mundo que estão ali para ver Zenon# morrer, e que condenaram, não importa o que diga, não importa se Zenon# poderia ajudar. Que inclusive poderiam estar salvando pessoas, ao invés de estar ali pra ver Zenon# morrer. Diz que se responsabiliza se soltarem Zenon#. As pessoas se levantam e saem. Fábio diz a Mel que Ang desapareceu, que disse ter ido salvar alguém. Ouro, Prata e Bronze saem para decidir, deixam Mel, Soraia e Fábio cuidando de Zenon#. Alan aparece. Diz que deixaram que visse. Soraia diz que acha que Alan queria libertar Zenon# a mando de Clítia, Mel acha que Alan pretendia matar Zenon# também a mando de Clítia, e Fábio dá um soco em Alan quando Alan diz que foi só uma noite, e cita o fato de ser homem. Alan se aproxima de Zenon# e Zenon# pede que tome cuidado com Clítia. Ouro, Prata e Bronze decidem pela morte de Zenon#. Ang encontra Diamante, criança de Lish e Aléxis. Diamante intervém e diz que libertem Zenon#. Diz a Fábio que saberá uma hora porque disso, e não se arrependerá. Soraia e Mel esperam o sol para quebrar as pulseiras anti-mentiras. Soraia pergunta se Mel ama Zenon#, Mel diz que não. Quando Ang pergunta a Mel se mentiu, lembrando que a pulseira funciona apenas com criaturas humanas, Mel responde que não sabe, mas, se dissesse isso, Soraia deduziria um sim. Mel, Ang e Zenon# vão pra casa.

Dara Keon