Primeiros Casos
MEAK
B04

Primeiros Casos ler resumo

15h. Prédio abandonado em Ilha de Ares. Johnatan levanta. Olha para Amanda, que olha pela janela.
Que tá fazendo? Não dormiu? (Johnatan)
Não. (Amanda)
Então o que ficou fazendo o dia inteiro? (Johnatan)
Pensando... (Amanda)
No que? (Johnatan)
Na minha vida, se é que pode se chamar isso de vida... (Amanda)
Que aconteceu ontem? (Johnatan)
A mesma coisa de sempre. (Amanda)
Então por quê tá assim? (Johnatan)
Tô cansada... (Amanda)
Passou um dia sem dormir, queria o que? (Johnatan)
Não tô falando disso. (Amanda)
Então do que? (Johnatan)
Do tempo que passei viva e já era pra tá morta. (Amanda)
Johnatan balança a cabeça para os lados.
Vai ficar aí? (Johnatan)
Até alguém aparecer com uma estaca. (Amanda)
Acho que esse tempo sem dormir te fez realmente mal... (Johnatan)
Johnatan sai.
MEAK. Estela chega. Mel está atrás da recepção, de braços cruzados. Derik deitou-se no sofá, de ponta cabeça.
Gente, vocês não imaginam o que aconteceu... (Estela)
Estela olha para Derik. Então para Mel.
E eu também não imagino o que aconteceu aqui. (Estela)
Bom, lembra que anunciamos no jornal? (Mel)
Lembro. (Estela)
Não foi uma boa idéia. Recebemos três trotes... (Derik)
Toca o telefone.
Quatro. (Derik)
Você atende? (Mel)
Atendi a última... (Derik)
Alô? ### Sim... ### Não... ### Sim... ### Rapto? Por que não liga pra a polícia? ### Claro. (Mel)
Mel pega um papel e uma caneta. Escreve.
Sim. ### Ok. (Mel)
Mel desliga.
Será que é outro trote? (Derik)
Não dessa vez. (Mel)
E o que era, então? (Estela)
Uma pessoa falando de um rapto. Diz que viu quem levou e por isso achou melhor não ligar para polícia. (Mel)
Ilha de Ares.
Eu consegui ver o rosto, mas não consegui alcançar o cara. (Perseu)
Por que? (Estela)
Perseu sai de trás da mesa, com cadeira de rodas.
Ah, sinto muito... (Estela)
Quero que achem ela o mais rápido possível. Eu pago bem. (Perseu)
Pode dizer como era? (Zenon#)
Mais ou menos. Eu olhei naquele espelho e... (Perseu)
Perseu olha para o espelho por um instante. Franze a testa e volta a olhar.
Peraí, você também não tem reflexo... (Perseu)
Isso é só um detalhe... (Zenon#)
Também é um vampiro? (Perseu)
Ele não é ruim. (Renata)
Como... (Estela)
Isso é verdade? (Perseu)
Não confia mais em mim? (Renata)
Essa é minha filha mais nova, Renata. (Perseu)
Não adianta mais procurar ela. (Renata)
Como sabe? (Zenon#)
Só sei. (Renata)
Ilha de Hera.
Tá, estamos aqui. Onde procuramos agora? (Zenon#)
Que tal praia? (Derik)
Não precisa ficar com ciúmes, Kat nunca te largaria por mim. (Zenon#)
Ah? (Derik)
Eu pareço do tipo que gosta de praia a essa hora da tarde? (Zenon#)
Ah, desculpa, eu esqueci. (Derik)
Daqui a pouco vai me dizer que estranhou eu estar todo coberto. (Zenon#)
É mesmo, pode ir assim! (Derik)
Claro, assim fica mais fácil me matarem! (Zenon#)
Ninguém vai querer te matar! Quanto egocentrismo, o mundo não gira em torno de você, não! As pessoas vão pra praia pra se divertir! (Derik)
Pode até ser, mas alguma criancinha birrenta com certeza vai querer puxar meu capuz pra ver o que tem embaixo! (Zenon#)
Crianças não fazem isso, eu gosto de crianças, não fale assim delas! (Derik)
É? Mas eu detesto crianças, elas me detestam e garotos principalmente adoram azucrinar qualquer um! (Zenon#)
Tá, eu vou a praia. Você vai pra outro lugar. (Derik)
Derik sai andando.
Se você for atacado no sol, eu não vou poder te defender. (Zenon#)
E quem vai me atacar no sol? (Derik)
Os vampiros não são os únicos seres que se alimentam de alguma coisa humana. (Zenon#)
Derik pára. Olha para Zenon#.
Então, aonde vamos? (Derik)
Parte urbana de Ares.
Bom, primeiro temos que verificar em bares, ver se alguém viu a pessoa. (Mel)
Depois delegacias e hospitais? (Kat)
Não podemos esquecer necrotérios. (Mel)
Posso ficar do lado de fora? Não tenho uma lembrança muito boa de última vez que estive num necrotério... (Kat)
Tudo bem. Bom, precisamos de ajuda. (Mel)
Alguém que parece já ter bebido em todos os lugares daqui serve? (Kat)
Kat aponta uma pessoa andando. Mel se aproxima.
Com licença, será que pode ajudar? (Mel)
Frank olha Mel de cima a baixo.
Eu me perdi na Ilha, tudo que tá no meu corpo eu sei exatamente onde tá. (Mel)
Você é estranha. (Frank)
Também não era sua opinião sobre mim que eu precisava. (Mel)
Estranha não quer dizer feia. Na verdade, nunca vi nenhuma garota tão... (Frank)
Mel se vira. Frank segura-lhe o braço.
Me disseram que é educado avisar primeiro, então, não vai querer perder essa mão, vai? (Mel)
Veio pedir ajuda. (Frank)
Preciso saber de bares. (Mel)
Conheço. Os bares e motéis. (Frank)
Mel puxa o braço.
Melhor passar num laboratório. Devo ter pego alguma coisa só de você encostar em mim. (Mel)
Frank tenta pegar o braço de novo. Mel desvia, Frank cai no chão. Kat se aproxima.
Sua idéia não foi boa. Acho que vamos ter que procurar a pessoa sem ajuda. (Mel)
Frank se levanta.
Que pessoa? (Frank)
Kat tira uma foto do bolso e mostra.
Não, não conheço. Mas, se quiserem ver os bares, sei onde ficam todos. Só que, infelizmente, nada nesse mundo é de graça. (Frank)
Kat devolve a foto no bolso e tira uma nota de cinquenta da carteira e entrega.
É tudo que pode tirar de nós. (Kat)
Frank pega a nota.
Ô, velho, nem achei que ceis tinham grana... Ia pedir pra beber comigo, mas ia tomar um não mesmo... (Frank)
Frank anda.
Como eu ia adivinhar? (Kat)
Podia ter começado com menos, mas a gente definitivamente não ia beber com essa pessoa. (Mel)
Floresta de Hera.
Tem certeza que não tem nenhum animal selvagem por aqui? (Estela)
Tenho. Eu acho. (Ang)
Que animador! Acha que o defunto já deve tá fedendo a essa hora? (Estela)
Como sabe se morreu? (Ang)
A irmã dela disse que não adianta mais procurar. (Estela)
A gente tem que prestar atenção a barulhos... (Ang)
Não disse que não tinha animais aqui??? (Estela)
Tô falando da pessoa. (Ang)
Dia seguinte. Mel, Kat e Estela estão dormindo na sala. Zenon# e Derik chegam.
Mulheres... (Zenon#)
Da próxima finge que sou mulher então... Quem sabe você teria boceja me deixado voltar pra cá e dormir... (Derik)
Angely entra na sala.
Coloquei sonífero na água, Mel e Kat não queriam dormir. Vocês demoraram pra voltar. (Ang)
É que Zenon é de ferro e acha que todo mundo boceja tem que ser igual. (Derik)
Zenon, você é mais resistente. (Ang)
Você também tá acordado. (Zenon#)
Eu sou... Diferente. Tem toda a coisa com Edmont... (Ang)
Ele vira animais! (Zenon#)
Derik... Esquece. Me ajuda a levar? (Ang)
Eu levo Mel e você leva Kat. (Zenon#)
E Estela? (Ang)
Eu carrego ela. Daí você dá um jeito de arrastar o Derik. (Zenon#)
Eu não preciso! boceja Sei o caminho da minha cama! (Derik)
Zenon# pega Mel e Ang pega Kat. Zenon# sai.
Vem comigo, posso te guiar até... (Ang)
Não bebi... boceja Só com um pouco de sono... (Derik)
Tá. (Ang)
Ang sai. Derik cutuca Estela. Estela acorda.
Nossa, que cara é essa? (Estela)
Cara de quem preferia ter boceja saído com Angely. (Derik)
Por quê?! Acha que por acaso procurar nessa cidade pacata é mais difícil que no meio do mato?! (Estela)
Se você estiver com um alguém que não boceja pára pra comer ou descansar... (Derik)
Angely ficava o tempo inteiro perguntando se eu tava com fome, se tava cansada... Teve uma ora que até dei bronca nele! (Estela)
Dá próxima vez boceja nós trocamos isso, boceja tá? (Derik)
Fechado. (Estela)
Estela levanta.
Acho melhor irmos descansar no quarto. Quer que eu te ajude a ir...? (Estela)
Eu já disse que tô bem... (Derik)
Derik vai para a cozinha.
Derik! (Estela)
Que?! (Derik)
Porta errada! (Estela)
Derik volta.
Bem que eu não tava encontrando a escada. (Derik)
19:00. Ang chega. Derik, Estela e Zenon# estão na sala.
Pra que o jornal? (Derik)
Ang entrega o jornal a Derik. Vai para a escada e sobe. Derik abre o jornal. Vira páginas. Para.
Não precisamos mais tentar encontrar a pessoa. (Derik)
Por quê? (Estela)
A polícia já encontrou... (Derik)
Que bom pra ela e pra família... (Estela)
O corpo em um beco. (Derik)
Nem tão bom. (Estela)
Zenon, ouviu o que eu disse? (Derik)
Zenon# abaixa a cabeça.
É, ouvi... (Zenon#)
Ang não parecia triste. (Estela)
Talvez saiba que foi pro céu, ou sei lá o que... (Derik)
Saber como? (Estela)
Bom, é quase anjo, não é? (Derik)
Mel entra.
Não vão acreditar, vou ter que ir pra Rio de Janeiro! (Mel)
Não é meio longe? (Estela)
É, mas a pessoa vai pagar a passagem. Disse que acha que a pessoa com quem tá se meteu com alguma coisa demoníaca ou o que valha. Vou levar Ang. (Mel)
Tá. Quando vão? (Derik)
Agora, de preferência. (Mel)
Mel sai. Derik fecha o jornal. Cai um papel dobrado. Derik pega. Franze a sobrancelha.
É pra você... (Derik)
Derik entrega o bilhete a Zenon#. Zenon# abre.
Não fique assim, não se pode salvar a todos. (Zenon#)
Estranho... Quem será que escreveu isso? (Derik)
Será que foi Angely? (Estela)
Não é a caligrafia. (Derik)
Renata... (Zenon#)
Que? (Derik)
Nada. (Zenon#)
Meia-noite. Cemitério. Renata está em frente ao túmulo, olhando para o túmulo. Zenon# se aproxima. Olha para o túmulo também.
Eu sinto muito. (Zenon#)
Eu não. (Renata)
Zenon# olha para Renata.
Ela teve uma boa vida. Além do que, nunca fez nada de tão ruim. Não deve tá sofrendo agora... (Renata)
Zenon# olha para o túmulo.
Não tem medo? (Zenon#)
Do que, de você? (Renata)
De vir ao cemitério a essa hora... (Zenon#)
Devia? (Renata)
A maioria das garotas da sua idade tem. (Zenon#)
Não tenho medo de nenhuma das duas coisas. (Renata)
Seu pai deve tá preocupado. (Zenon#)
Acho que não liga muito pra mim. Vivia pela Roberta. Não deve nem ter notado que saí. (Renata)
Renata pega um papel no bolso. Estende a Zenon#, que vira novamente para Renata.
Ele pediu que entregasse isso. Não sabia onde estavam. (Renata)
Zenon# pega e abre. Um cheque.
Não posso aceitar, não ajudamos sua irmã... (Zenon#)
Mas tentaram. (Renata)
Silêncio.
Qual seu... (Renata)
Renata vira para o lado. Olha ao redor.
Nome. (Renata)
20h. Bar em Ares. Johnatan senta em uma cadeira na mesa de Renata.
Tem horas, senhorita? (Johnatan)
Dá pra ver que não tô usando relógio. (Renata)
Johnatan dá um sorriso.
Acho que essa não colou... (Johnatan)
Tem razão. (Renata)
Deixe-me tentar de novo... Quer que eu pague uma bebida? (Johnatan)
Eu não bebo. (Renata)
É, parece que eu não tô me dando muito bem... Qual seu nome? (Johnatan)
Renata. (Renata)
Quantos anos você tem? (Johnatan)
18. (Renata)
Seu nome é bonito... (Johnatan)
Obrigado, mas não fui eu que escolhi. (Renata)
Me dei mal de novo... (Johnatan)
Até que não. Normalmente eu sairia da mesa assim outra pessoa sentasse. (Renata)
Droga, uma lésbica... (Johnatan)
Não sou lésbica. (Renata)
Que alívio. Seria a terceira que eu encontraria hoje. (Johnatan)
Eu disse pessoa, não homem. (Renata)
Ah, então vocês é aqueles negócios de assexuada? (Johnatan)
O termo certo é assexual, mas não. Eu só não sou muito sociável. Acho que estou um pouco mais hoje. Qual seu nome? (Renata)
Pode me chamar de Johnatan. É assim que me chamam ultimamente. (Johnatan)
Zenon# entra no bar e vê Renata e Johnatan. Zenon# senta em uma cadeira no balcão, olhando para Renata e Johnatan.
Tenho que ir. Meu pai já deve tá preocupado... (Renata)
Posso te levar em casa? (Johnatan)
Renata olha para Zenon#. Johnatan olha na mesma direção, Renata levanta a mão. Rosa sai de trás do balcão, com uma máquina na mão.
Pode ser. (Renata)
Renata e Johnatan estão andando. Chegam a mureta virada para o mar.
Onde estamos? (Renata)
Johnatan segura Renata contra a parede.
Na sua última parada. (Johnatan)
Johnatan mostra os caninos. Crava em Renata. Para e afasta a boca, franzindo a sobrancelha.
Se eu fosse você não faria isso. (Zenon#)
Ah, é? (Johnatan)
Johnatan olha para Zenon#.
Não vai querer me irritar. (Zenon#)
Johnatan joga Renata no chão.
Achei primeiro. (Johnatan)
Zenon# tenta cravar uma estaca em Johnatan, mas Johnatan segura. Torce o braço de Zenon#, fazendo derrubar a estaca e joga Zenon# no chão. Zenon# levanta e olha ao redor. Arregala os olhos. Johnatan puxa de volta a estaca, que enfiou pelas costas, na altura do estômago. Johnatan olha para Renata. Corre. Renata se aproxima de Zenon#.
Você tá bem? (Renata)
Só um ferimento leve... (Zenon#)
Zenon# cai no chão.
Deixa que eu te ajudo... (Renata)
Sai daqui... (Zenon#)
Não vou te deixar aqui jogado, salvou minha vida! (Renata)
Tem mais alguém... (Zenon#)
Não se preocupe, não vou machucar a garota. (Amanda)
Quem é você? (Zenon#)
Parece que Johnatan perdeu a janta. (Amanda)
Ajuda ele, tá ferido... (Renata)
Não se preocupe com ele. Preocupe-se com você. Johnatan não vai te deixar escapar assim tão fácil. (Amanda)
MEAK. Zenon# entra, com apoio de Renata.
Zenon! (Kat)
Kat olha pra Renata.
Por que fez isso? (Kat)
Derik olha para o pescoço de Renata.
Kat, não chega muito perto... (Derik)
Não foi ele. Ele me salvou. O vampiro que me mordeu que enfiou a estaca nele. Aliás, achei que aquela conversa prévia era coisa de seriado barato! (Renata)
Ajuda a distrair o cara pra te largar. Se eu chegasse atacando, ele quebraria seu pescoço antes de vir pra cima de mim. (Zenon#)
Por um pouco não acertou... (Derik)
Bom, tenho que ir... (Renata)
Renata ajuda Zenon# a chegar ao sofá. Sai. Derik e Kat se entreolham.
Rio. Mel e Ang estão em um carro.
Viu? Mais fácil do que pensávamos. (Mel)
Tem certeza que temos que entrar? (Ang)
Ang, ninguém vai te atacar lá dentro. (Mel)
Eu sei... (Ang)
Vamos pedir a informação que queremos, pagar e pronto. (Mel)
Ang baixa a cabeça.
Eu sei, eu também não queria que estivessem aqui. Ao menos vamos dar o dinheiro sem pedir o que geralmente as pessoas pedem de volta. (Mel)
Saem do carro. Entram no lugar. Não existe muita claridade, há música. Pessoas dançando sobre o balcão. Iara se aproxima.
Oi, o casalzinho veio procurar alguma coisa diferente? (Iara)
Viemos atrás de uma informação. Uma pessoa que talvez tenha vindo aqui. (Mel)
Como eu poderia saber de quem está falando? Sou péssima fisionomista... (Iara)
E qual a cor do papel que poderia melhorar essa sua capacidade? (Mel)
Mel... (Ang)
Ang, eu sei que... (Mel)
Não é isso... (Ang)
Angely se apoia em Mel. Cai.
Quarto. Ângelo sentou-se na cama. Sônia recostou-se na penteadeira.
Nossa, realmente não achei que viria me visitar aqui! Sempre marca em outro lugar... (Sônia)
Não queria, mas tinha que te entregar isso. (Ângelo)
Ângelo entrega um pacote para Sônia. Sônia abre: dinheiro.
Já disse que não precisa... (Sônia)
Não precisa como? Não vou te deixar na mão. Não queria que estivesse aqui. (Ângelo)
Eu tenho um emprego. (Sônia)
Um emprego?! Isso aqui não é... (Ângelo)
Acha mesmo que quero ser sustentada por você? Nem se ficasse paraplégica. (Sônia)
Hotel. Angely acorda. Senta na cama. Mel sentou-se ao seu lado.
Onde...? (Ang)
Tivemos que sair de lá. Você desmaiou. (Mel)
Desculpe. (Ang)
Primeiro no tribunal, agora aqui. Quero saber a verdade. Você tá doente ou algo assim? (Mel)
Não, eu só... (Ang)
Tudo bem. Não quer me contar, ótimo. Amanhã eu vou só até lá, com disfarce. (Mel)
A pessoa vai te reconhecer. (Ang)
Não. Amanhã é o dia de folga de Iara. Vi Ângelo descer com uma pessoa. (Mel)
Mel levanta.
Quando chegarmos a Hera, vamos descobrir o que tem com você, seja com medicina ou com magia. (Mel)
Beco onde Johnatan tentou matar Renata. Renata olha para os lados. Baixa a cabeça.
Por que voltou aqui? (Amanda)
Renata olha para Amanda.
Por que não me matou? (Renata)
Acha que ele deixaria? (Amanda)
Ele tava ferido, se quisesse me matar poderia ter feito isso. (Renata)
Se eu fosse você, não voltaria aqui. (Amanda)
Sei por que ele não mata. E você? (Renata)
Curiosidade mata... (Amanda)
Já percebi que não vai responder. Queria pelo menos saber seu nome. (Renata)
Amanda. Melhor você ir, antes que eu mude de idéia. (Amanda)
Por que se transformou em vampira? Não age como uma... (Renata)
Não sabe nada de vampiros. (Amanda)
Sei que não têm consciência... Por que não me matou? (Renata)
Saia daqui agora! (Amanda)
Amanda mostra os dentes e joga Renata no chão. Renata se encolhe, colocando os braços na frente do rosto. Tira os braços. Olha ao redor. Levanta e corre.
Dia seguinte. Tarde. MEAK.
Zenon, eu preciso mesmo falar com alguém! (Kat)
Que foi? (Zenon#)
A pessoa que você salvou outro dia, acho que tá com problemas. (Kat)
Renata está na cozinha de casa. Termina de comer, pega o prato, vai até a pia. Ensaboa o prato, enxágua, coloca no escorredor. Passa pela sala, sobe escadas, passa um corredor. Entra em seu quarto. Olha para a janela fechada e franze a sobrancelha. Renata se aproxima da janela. Há um cadeado fechando. A porta se fecha atrás de Renata, Renata se vira.
Lembra de mim? (Johnatan)
Johnatan?! O que quer?! (Renata)
Tem certeza que não sabe? (Johnatan)
Como entrou? (Renata)
A empregada. (Johnatan)
Ela foi pro céu, você vai pro inferno! (Renata)
Amanda me pediu que não te machucasse. Acho que ela tá precisando de ajuda. De repente passou a ter sentimentos humanos. Deixa pra lá, não tô afim de conversar, nem vendo nenhum diploma de psicologia por aqui, então vamos logo ao que interessa... (Johnatan)
Renata dá um passo para trás.
Por que tá atrás de mim? (Renata)
Digamos que seja orgulho ferido. (Johnatan)
Johnatan dá um passo em direção a Renata.
Vou chamar o... (Renata)
Johnatan sorri e levanta um celular estilhaçado. Joga aos pés de Renata.
Fica a vontade. (Johnatan)
Por que eu? (Renata)
Johnatan contorce o rosto.
"Por que eu?" (Johnatan)
Johnatan volta ao normal. Continua se aproximando de Renata.
Sabe, você e sua irmã se parecem tanto... (Johnatan)
Johnatan coloca Renata contra a janela.
Foi você quem matou Roberta? (Renata)
Não só Roberta... Me diga, já viu alguma foto da sua mãe? Daquelas que seu pai tem escondidas no quarto dele? (Johnatan)
Eu avisei pra não fazer isso... (Zenon#)
Johnatan vira e puxa Renata para sua frente.
Essa sua doença, mania de defender as pessoas, acho que é contagiosa... (Johnatan)
Aquele seu lance de conversar antes... Não ajudou dessa vez... (Renata)
Deixa a garota ir... (Zenon#)
Por que se preocupa tanto com ela? É só mais uma humana. (Johnatan)
Johnatan, deixe ela ir! (Amanda)
Sabe, Amanda, não esperava isso de você. Não que eu achasse impossível que tivesse uma família. Mas eles são comida agora. Siga o exemplo do nosso querido amiguinho Zenon. Matou a dele inteira. (Johnatan)
Zenon! (Kat)
Que tá acontecendo aqui? (Derik)
Fiz uma pergunta e não respondeu, Renata... Já viu alguma foto da sua mãe? (Johnatan)
Johnatan... (Amanda)
Amanda, Amanda, Amanda... Tem tido muitos sentimentos humanos ultimamente. Antes de morrer, acho que Renata quer saber quem era sua mãe... (Johnatan)
Não faz isso, Johnatan, vamos embora daqui, tá?! É só soltar ela!!! Por favor, solta minha filha, você já matou uma!!! (Amanda)
Então foi isso que te deixou assim? Não sei, mas acho seria melhor se levássemos essa junto então. Uma família feliz. (Johnatan)
Zenon# corre e dá um chute na janela, que estilhaça. Johnatan larga Renata, foge do sol. Zenon# se afasta do sol. Amanda chuta na direção de Johnatan, mas Johnatan segura seu pé. Amanda faz soltar. Johnatan pega Amanda pelos braços. Amanda gira os braços para fora, fazendo Johnatan soltar. Abraça Johnatan, levantando, corre e se joga pela janela, com Johnatan. Renata levanta. Sai do quarto. Corre pelo corredor, pelas escadas, sai pela porta da sala e vai para a lateral da casa. Se aproxima de Amanda, que está no chão, com cinzas em si e ao redor.
Amanda... (Renata)
Amanda sorri.
Sou humana de novo... (Amanda)
Vamos levar você pro hospital... (Renata)
Amanda fecha os olhos.
Amanda... Mãe... (Renata)
Derik toca o ombro de Renata. Renata levanta e abraça Derik. Kat chega. Baixa a cabeça.
Rio. Melody entra no prostíbulo. Se aproxima de Sônia.
Nova por aqui? (Sônia)
Mais ou menos. Eu tava mesmo é procurando uma pessoa, esteve comigo outro dia... (Mel)
Você é mesmo...? (Sônia)
A pessoa tá me devendo. (Mel)
Não entram caloteiros aqui. (Sônia)
Pode entrar e... (Mel)
Tá mentindo. (Sônia)
Mel baixa a cabeça. Olha novamente para Sônia.
Na verdade eu gostei da noite. (Mel)
Pra você estar caçando ele assim, deve ter sido realmente bom. (Sônia)
Se quer saber, eu nem cobrei. (Mel)
Cuidado, vai acabar se apaixonando. Seria uma grande perda. (Sônia)
Acho que esteve com você ontem. (Mel)
Só se tomou droga com você, por que comigo o único que esteve era um velho... (Sônia)
Mel franze a sobrancelha.
Vi você falando com alguém... (Mel)
Ah, não! ri É meu irmão. Deve ter confundido ele com alguém, aquele ali não trairia a mulher nem por uma mulher tão... Bonita quanto você. (Sônia)
Você não é hétero. (Mel)
Sônia ri.
Nem bi eu sou. Mas é a vida, né? (Sônia)
Sônia olha Mel.
Vê-se que você é mesmo nova nisso. Se quiser, eu posso te ensinar algumas coisas... (Sônia)
Aprendo rápido. Por exemplo, aquela pessoa não deveria estar só... (Mel)
Mel desvia de Sônia e vai até uma mesa e senta-se.
Lembra de mim? (Mel)
Tem amizade com a coisa que me carregou pra cá. (Rust)
Vai ter que me fazer um favor. (Mel)
Qual? (Rust)
Você viu a pessoa com quem eu tava falando? (Mel)
Rust olha na direção de Sônia. Mel suspira e fecha os olhos. Abre novamente.
Não era pra olhar. Agora faz um sinal de negativo com a cabeça. (Mel)
Rust olha para Mel e balança a cabeça para os lados.
Tá, agora vamos sair daqui. (Mel)
Qual o problema? (Rust)
Tá me cantando. (Mel)
Tenta. De repente você gosta. (Rust)
Vim aqui a trabalho. E eu já sei que gosto, não que isso seja da sua conta. (Mel)
E o que eu ganho com isso? (Rust)
Não te mato. (Mel)
Estão tentando isso há mais de oitocentos anos e não conseguiram ainda. (Rust)
Não é por isso que eu não posso. (Mel)
Rust vira o drink que segurava.
Não estou aqui para buscar jantar pra mim. Virgine não quer caçar, mas está com sede. Tô aqui pra arrastar a coisa mais odiosa que achar. Não é tão difícil entre clientes desse lugar. (Rust)
Não pode fazer isso depois? (Mel)
Não gosta de esperar. (Rust)
Posso te ajudar a achar fora daqui. (Mel)
Nossa. Deve ser sério. (Rust)
Rust levanta. Deixa uma nota de cem na mesa. Sai. Mel segue. Chegam a rua.
Alan não sabia de você, porque agora sabe? (Mel)
Kassandra. (Rust)
Mas ninguém... (Mel)
Kassandra sabe de tudo. Quase tudo. Fez um feitiço. Agora todo mundo acha que eu nasci aqui. (Rust)
Noite seguinte, cemitério. Renata está em frente a lápide de Amanda, abaixou-se.
Por que vem ao cemitério só de noite? (Zenon#)
Sinto falta dela. (Renata)
Ela salvou sua vida... (Zenon#)
É, eu sei. Você salvou minha vida também. Queria te agradecer. (Renata)
É o que eu faço. (Zenon#)
Você já foi igual ao Johnatan? (Renata)
Talvez fosse melhor se eu tivesse simplesmente morrido na noite em que fui transformado. (Zenon#)
Se você não tivesse sido transformado, muitas pessoas não teriam morrido. (Renata)
Renata se levanta e vira para Zenon#.
Mas daí muitos vampiros ainda estariam vivos, matando gente. Matando um vampiro pra evitar que ele matasse alguém, você já impediu muitas mortes. (Renata)
Eu só queria poder esquecer... (Zenon#)
Um dia vai ter o que tanto procura. (Renata)
Renata vai andando pelo meio dos túmulos. Zenon# perde Renata de vista. Olha para o túmulo.
É. Talvez. (Zenon#)
Rio. Mel e Ang andam.
O que diabos essa pessoa tá escondendo? (Mel)
A gente acabou de concordar em parar a vigia um pouco pra comer, deixamos a pessoa lá... (Ang)
Não dá. Eu quero voltar logo pra casa. (Mel)
Ainda vai ter uma indigestão. (Ang)
Mel olha para os lados, então atravessa a rua. Ang fica esperando. Mel olha para trás.
Vai ficar aí? (Mel)
Até o farol fechar pra carros. (Ang)
Só você mesmo... (Mel)
Mel cruza os braços. O farol fica amarelo. Então vermelho. Ang começa a atravessar. Um carro vem, freia, mas acerta Ang antes. Mel corre até Ang. Abaixa perto. Olha para o carro.
A porra do farol tava vermelho, caralho! (Mel)
Ângelo sai do carro.
Desculpe, eu tava... (Ângelo)
Me ajuda, cacete! (Mel)
Ang apoia em Mel. Ângelo apoia do outro lado. Mel coloca a mão pela janela da direção e abre o pino de trás. Abre a porta. Ajudam Ang a entrar no banco de trás. Mel abre a porta da direção e senta-se. Abre o pino lado do banco de carona. Ângelo baixa a cabeça e entra no banco de carona. Mel sai com o carro.
MEAK. Toca o telefone. Kat atende.
Alô? (Kat)
Kat? (Mel)
Tudo bem aí? (Kat)
Atropelaram Angely. (Mel)
Que??? (Kat)
Não se preocupa, tava em baixa velocidade. (Mel)
Me mata, me ressuscita... (Kat)
E aí, algum problema? (Mel)
Nada. Isso aqui tá um tédio só. (Kat)
Derik franze a sobrancelha.
Ang deve sair do hospital amanhã mesmo. (Mel)
Já resolveu o caso? (Kat)
Ainda não. Mas eu vou! (Mel)
Boa sorte. (Kat)
Valeu. Pra vocês também. (Mel)
Pra nós? Por quê? (Kat)
Pra não morrerem de tédio. (Mel)
Ah, tá... (Kat)
Mel desliga. Kat desliga também.
Por que não contou sobre Zenon? (Derik)
Pra que preocupar Mel? Já resolveu. (Kat)
Tem certeza? Não sei, Renata... (Estela)
Eu não sonhei nada, não vai acontecer nada. (Kat)
Madrugada. MEAK. Kat acorda. Senta na cama de baixo da beliche.
Derik! (Kat)
Derik senta no colchão no chão.
Que foi? (Derik)
Cadê Zenon?! (Kat)
Derik levanta da cama.
Por que não fala pra mim? Por que quer falar com Zenon? (Derik)
Tava no sonho... (Kat)
Mas o que era? (Derik)
Temos que achar Zenon. (Kat)
Deve tá no quarto... (Derik)
Kat desce da cama, vai até o quarto de Zenon#. Zenon# dorme.
Ah, tá aqui... Eu devo ter confundido alguma coisa. Não pode ser, é impossível, Zenon não faria isso... (Kat)
Vai ou não vai me contar o que viu?! (Derik)
Esquece, Derik, deve ter sido algum engano... (Kat)
Kat, deixa eu te explicar uma coisa: você se engana de endereço, se engana com telefone, pode até se enganar com o nome de uma pessoa, mas não dá pra se enganar com uma premonição... (Derik)
Não, Zenon não faria isso. Definitivamente, isso não pode acontecer. (Kat)
Ei, quer responder o que eu perguntei? (Derik)
Já disse que não era nada. (Kat)
Kat sai. Derik olha para a porta.
Volta aqui, não sai assim, não! Premonições nunca querem dizer nada! Vai me deixar falando?! (Derik)
Você tá com muita chatice, fica aí no seu quarto hoje! (Kat)
Ei! (Derik)
Derik olha para Zenon#. Abre um baú, pega uma estaca, sobe na cama de cima da beliche, coloca a estaca embaixo do travesseiro e deita.
6h. Estela abre os olhos. Está na cama de cima da beliche. Fica com a parte de cima do corpo de ponta cabeça, pendurando na cama, e olha para Kat.
Não, não seria capaz... (Kat)
Que aconteceu? (Estela)
Nada... (Kat)
Estela desce da beliche.
Pode falar, sou sua amiga, lembra? (Estela)
Eu tive um sonho impossível de se concretizar. (Kat)
Os sonhos que você tem são do futuro, não são simples estorinhas. Devia contar pra Mel. (Estela)
Não posso, tô com medo. (Kat)
Então me conta. (Estela)
Não contei pra Derik, porque Derik nunca perdeu a cisma com Zenon. (Kat)
Pode contar pra mim. (Estela)
Podemos ir pra outro lugar? (Kat)
Quarto de Derik e Zenon#. Derik anda de um lado a outro. Zenon# se senta na cama. Derik olha para Zenon#.
Ah, até que enfim você acordou. (Derik)
Aconteceu alguma coisa? (Zenon#)
Kat teve um sonho, foi correndo até você. A preocupação, ficava dizendo que era impossível... Disse que o sonho era com você e, quando perguntei o que tinha sido, disse que não era nada. Agora quem tá com preocupação sou eu! (Derik)
Você é namorado dela, por que não ficaria? (Zenon#)
Derik cruza os braços e encara Zenon#. Zenon# revira os olhos.
Tá legal, vamos ver o que é isso. (Zenon#)
Rio. Hospital. Melody está dormindo nos bancos de espera. Angely se aproxima. Agacha e passa a mão na cabeça de Mel. Mel levanta bruscamente.
Calma, sou eu. (Ang)
Cadê Ângelo?! (Mel)
Ah? (Ang)
Você tá bem? (Mel)
Tô. (Ang)
Te deram alta? (Mel)
Sim. Mas me pediram o telefone de quem me trata. (Ang)
Pra que? (Mel)
Ouvi falando qualquer coisa sobre uma recuperação anormal... (Ang)
Não tem nada a ver com os desmaios? (Mel)
Acho que não. (Ang)
E que telefone você deu? (Mel)
Disse que não tinha ninguém. Me deu isso. (Ang)
Mel pega o papel. Nomes de vários exames. Rasga o papel e joga na lixeira ao lado.
Típico. Nunca viu nada que não fosse igual a si. Bora. (Mel)
Hotel. Ang está na cama. Mel se troca.
Não precisa... (Ang)
Não precisa é você ficar fazendo esforço... Tá até desmaiando! (Mel)
É sério, eu tô bem. (Ang)
Bem mal, só se for! Sem discussão, você fica. Posso muito bem seguir só. (Mel)
Lago. 19h. Estela e Kat sentaram-se no gramado.
Entende agora meu medo? (Kat)
Kat? (Derik)
Kat e Estela se levantam. Zenon# está com Derik. Estela tira uma estaca da cintura.
Mas o que há com você?! (Zenon#)
Kat olha para Estela.
Baixa isso! (Kat)
Kat olha para Zenon#.
Você tá se sentindo normal? (Kat)
Zenon# franze a sobrancelha.
Tô, por que, algum problema? (Zenon#)
Nada... (Kat)
Se é nada tem a ver com o sonho! (Derik)
Kat, o que foi que você viu? (Zenon#)
Não foi nada. (Kat)
Ele pode tá fingindo... (Estela)
Kat, do que ela tá falando? (Zenon#)
Nada. (Kat)
Até onde sei, Estela não bebe! (Derik)
É melhor saírem daqui. (Kat)
Por que? (Zenon#)
Não posso dizer... (Kat)
Zenon# bufa.
Quando resolver contar o que tá acontecendo, sabe onde achar a gente. (Zenon#)
Zenon# sai. Derik olha para Kat. Olha para Estela. Para Kat de novo. Baixa a cabeça. Segue Zenon#.
Viu o que fez?! (Kat)
Tava tentando te proteger... (Estela)
Não devia ter te contado nada. (Kat)
MEAK. 19h30.
Por que será que Kat não quer contar o sonho? (Derik)
Estela parecia preocupada. Tem alguma coisa estranha em tudo isso. (Zenon#)
Kat deve ter contado o sonho pra Estela. (Derik)
Kat entra, com uma estaca na mão.
Kat, o que tá acontecendo? (Zenon#)
Olha, não é nada pessoal, mas vou ter que te matar. (Kat)
Não foi você quem... (Derik)
Não se mete nisso, Derik, eu tive o sonho, eu tenho que fazer isso... (Kat)
Mas o que você viu? (Zenon#)
Renata entra. Olha para Kat e franze a sobrancelha. Zenon# olha para Renata. Fecha forte os olhos e abre novamente.
O que tá acontecendo aqui? Tão fazendo algum tipo de treinamento? (Renata)
Kat teve um sonho e agora tá aqui, com essa estaca, sem falar coisa com coisa... (Derik)
Renata puxa a estaca da mão de Kat. Kat vai pegar, Renata joga a estaca longe, puxa Kat e trava em frente a si.
Não sabia que sabia fazer isso... (Derik)
Renata solta Kat e vira para si.
Agora vai dizer o que tá acontecendo? (Renata)
Kat começa a chorar. Renata se afasta. Derik abraça Kat.
Calma, estamos aqui... O que aconteceu? (Derik)
Kat se afasta de Derik.
São esses malditos sonhos... Por que eu?! (Kat)
Calma, o que foi dessa vez? (Zenon#)
Alguma coisa muito ruim com certeza... (Derik)
Nada que a gente já não tenha visto antes. (Kat)
Kat olha para Zenon#. Zenon# baixa a cabeça. Olha de novo para Kat.
Era eu?... (Zenon#)
Kat balança a cabeça para cima e para baixo.
Quando isso vai acabar? (Zenon#)
Pode ser que fosse de antes... (Derik)
Não, não era, Renata também tava no sonho... (Kat)
Kat enxuga as lágrimas. Zenon# senta no sofá.
Conta logo. (Zenon#)
Não sei se vão querer ouvir... (Kat)
Antes que comece, quero falar com Derik. (Renata)
Pode falar... (Derik)
A sós. (Renata)
Por quê? (Kat)
É que eu acho que não vou conseguir explicar pra vocês. (Renata)
Renata e Derik vão para a copa.
Então, o que é? (Derik)
Lembra do Johnatan, o vampiro que tentou me matar? (Renata)
Lembro. (Derik)
Além da minha mãe ele também transformou uma outra garota. Ela ficou furiosa quando soube da morte dele e veio atrás de mim. (Renata)
Então por que não falou na sala? (Derik)
Kat já tá muito assustada, acho que o sonho dela tem a ver com isso. (Renata)
Mas e quanto a Zenon? Pode te ajudar a se livrar disso. (Derik)
Não, ela já tá morta, eu matei... É que ela não era uma simples vampira. O que realmente me preocupa é o que ela disse quando enfiei a estaca nela. As palavras não saem da minha cabeça. (Renata)
Mel não tá aqui pra ajudar, acho que vou ter que servir. (Derik)
Não sabe o quanto isso me anima. (Renata)
Olha, eu não sou a melhor opção no mundo todo, mas aprendi bastante coisa quando tinha menos idade. Posso te ajudar. (Derik)
Sala.
Não é possível, não há como! (Zenon#)
Entendeu por que eu fiquei desse jeito? (Kat)
Mas eu não faria isso... (Zenon#)
Ainda não disse porque deixou de ser ruim, talvez isso ajude. (Kat)
Kat, conte seu sonho, por favor. (Derik)
Zenon tava atrás de Renata... Queria transformar. (Kat)
Não tem mais nada, ninguém, nisso? (Derik)
Não que eu me lembre... (Kat)
Fala pra eles o que você viu. (Zenon#)
Bom, Renata tava com medo, Zenon pegava, mordia e fazia beber seu sangue... (Kat)
Zenon# fecha forte os olhos e abre novamente.
Temos que desfazer o feitiço... (Renata)
Que feitiço? (Zenon#)
Ontem Lorena veio atrás de Renata. Johnatan quem transformou Lorena. Renata matou, mas não era simplesmente vampir. (Derik)
Que houve? (Kat)
Disse que quando Zenon encostasse em mim viraria mau e só quando eu morresse ele voltaria a ser bom. (Renata)
Então é verdade... (Zenon#)
Não é tão ruim, é só não chegar perto de Renata. (Kat)
Se ela tinha mesmo poder pra fazer isso, então a outra parte também vai se concretizar. (Renata)
Zenon# olha pra Renata. Zenon# vai para a escada.
Vou atrás. (Derik)
Derik segue na mesma direção de Zenon#.
E o que é essa outra parte? (Kat)
Esse feitiço faz também com que ele queira meu sangue. (Renata)
Que vamos fazer? (Kat)
É melhor eu ir embora... (Renata)
Renata baixa a cabeça e vai na direção da porta. Kat segura seu braço.
Nós temos que resolver isso. Se você ficar longe vai ser pior. Podemos perder Zenon de vista. (Kat)
Então o que eu faço? (Renata)
Vamos ter que te levar pra algum lugar onde Zenon não possa entrar. (Derik)
Ele tá bem? (Renata)
Só um pouco de perturbação. (Derik)
Ângelo está em casa. Olha pela janela. Mel está em um carro do lado de fora. Ângelo balança a cabeça para os lados. Senta-se na cama.
Droga... Eu sabia que não devia atender celular dirigindo. Agora essa mulher vai ficar aqui. Será que o cara ficou tão mal assim? Louca... (Ângelo)
Artemis entra no quarto. Deita na cama e vira-se para o lado da porta.
Tem uma mulher do lado de fora... (Ângelo)
Tô com sono. (Artemis)
Tá. Desculpa. (Ângelo)
Artemis vira-se para Ângelo.
Não quis ser estúpida. É que tô com um pouco de dor de cabeça. (Artemis)
Atropelei alguém. (Ângelo)
Artemis senta-se na cama.
Que??? (Artemis)
Ele não ficou tão mal, mas a amiga dele tá aí na porta. (Ângelo)
Se ela quisesse alguma coisa de você, tocava a campainha. (Artemis)
É, melhor esperar, ver se ela faz isso. (Ângelo)
Artemis deita de novo, virando-se para a porta. Ângelo levanta e olha pela janela. Mel deitou-se sobre o volante.
Que lugar mais confortável pra passar a noite. (Ângelo)
Dia seguinte. MEAK.
Kat, Derik, vocês tão aí? (Renata)
Zenon# encara Renata.
Não. (Zenon#)
Por que falou assim? (Renata)
Queria que eu falasse como? (Zenon#)
Devem ter fugido do seu mau humor. (Renata)
Desculpa, deve ser o feitiço... (Zenon#)
Eu... (Renata)
Por favor, vai embora! (Zenon#)
Renata sai.
Rio. Mel e Ang estão na casa de Artemis e Ângelo.
Seis dias e não descobrimos nada! (Mel)
Sinal de que Ângelo não se envolveu em nada. Isso não é bom? (Ang)
Ou sabe esconder. Ou Artemis se envolveu também. (Mel)
Poderia mandar o dinheiro depois, não precisava buscar um talão de cheques no banco. Aliás, não descobrimos nada... (Ang)
Fizemos nosso trabalho. Se não tiver nada, o problema não é nosso. Gastamos tempo. (Mel)
Voltaríamos mais rápido. (Ang)
E sem nada. Por que tá com tanta pressa? (Mel)
Um mau pressentimento. E você tá com obcessão em achar algo. Nem sempre tem alguma coisa. (Ang)
Toca o telefone.
Atendemos? (Ang)
Não estamos na nossa casa. (Mel)
Toca mais três vezes. "Deixe um recado após o sinal". Um bipe.
Você não pode passar a noite comigo e fugir assim... Quando vai aprender que esse seu casamento nunca foi nada? Você sabe que é de mim que você gosta, que sempre volta. Não adianta continuar fingindo que isso não existe. Bom, quando você se decidir, sabe onde me encontrar. Você sempre me encontra. (Silvia)
Desliga do outro lado.
Tá de sacanagem que nos chamaram pra pegar uma traição. (Mel)
Você me disse que Ângelo não saiu ontem... (Ang)
Deve ter saído sem eu ver. (Mel)
Mel, calma. (Ang)
Calma?! (Mel)
Como vocês entraram aqui? (Ângelo)
Conhecemos Artemis, contratou a gente porque... (Ang)
Achou que tava tomando chifre. E que não tínhamos nada de mais útil pra fazer. (Mel)
Achei que era por causa do atropelamento... Do que tão falando? (Ângelo)
Mel... (Ang)
Pode me explicar o que tá acontecendo? (Ângelo)
Mel olha para Angely.
Tá no inferno, abraça o capeta. (Mel)
Mel olha para Ângelo.
Onde passou a noite ontem? (Mel)
Em casa, na minha cama e sozinho, porque minha mulher teve que sair. (Ângelo)
Mel franze a sobrancelha.
Aconteceu alguma coisa? (Ângelo)
Alguém ligou e deixou uma mensagem romântica. (Mel)
Quem atendeu? (Ângelo)
Secretária eletrônica. (Ang)
Ângelo vai até o telefone. Olha o número. Senta-se no sofá, ao lado do telefone. Apoia os cotovelos nos joelhos e o rosto nas mãos. Ang franze a testa. Mel se encosta em uma parede e cruza os braços. Artemis entra. Olha para Ângelo. Trava.
Que tá acontecendo? (Artemis)
Ângelo olha para Artemis. Aperta um botão na secretária eletrônica.
Você não pode passar a noite comigo e fugir assim... Quando vai aprender que esse seu casamento nunca foi nada? Você sabe que é de mim que você gosta, que sempre volta. Não adianta continuar fingindo que isso não existe. Bom, quando você se decidir, sabe onde me encontrar. Você sempre me encontra. (Silvia)
Eu... (Artemis)
Ângelo levanta.
Quantas vezes isso já aconteceu? (Ângelo)
Artemis baixa a cabeça.
Que foi? Perdeu a conta? (Ângelo)
Artemis olha para Ângelo.
Foi uma fraqueza, só uma noite, você sabe que eu... (Artemis)
Sempre uma fraqueza, uma noite. É sempre mais uma noite. (Ângelo)
Ang olha para Mel. Mel revira os olhos e se deixa cair no sofá. Fica olhando para o teto.
Eu juro que nunca mais... (Artemis)
Jura toda vez que acontece! Será que não dá pra mudar o disco, não?! (Ângelo)
Não é de propósito. (Artemis)
E contratou detetives pra me seguir. Mas não precisava gastar seu dinheiro, nem todo mundo é igual a você. (Ângelo)
Não tem o direito de falar assim comigo! (Artemis)
Tenho! Tenho sim! (Ângelo)
Ang coloca a mão na cabeça e senta-se no chão. Ângelo olha para Angely. Depois para Mel. Volta a olhar pra Artemis.
Eu vou embora. Não vou ficar aqui ocupando o lugar de outra pessoa, só por que não consegue assumir quem ama. (Ângelo)
Acha por acaso que eu finjo quando tô com você??? Não sou lésbica! (Artemis)
Foda-se. Não faz diferença a sua sexualidade, tô falando de quem você queria de verdade aqui, mas é muito covarde pra admitir! E daí se você gostar de trepar comigo?! (Ângelo)
Ângelo olha pra baixo.
Quanto a você ser capaz ou não de fingir, eu não sei mais do que você é capaz. (Ângelo)
Foi um deslize! (Artemis)
Ângelo olha para Artemis.
Um?! Vários deslizes! Se fosse com pessoas diferentes eu até tentaria pensar que é algum problema comigo, tentaria te ajudar, mas não! É sempre ela. Ela quem devia tá aqui, morando na sua casa, convivendo com você todo dia. Não quero mais ser usado por você pra fazer imagem pros seus amigos de garota normal. Ser diferente não te faz ruim, mas ficar escondendo isso desse modo é, no mínimo, hipocrisia sua. É injustiça comigo, com ela e até com você. (Ângelo)
Ângelo sai da sala. Ang se levanta. Artemis anda de um lado pra outro. Olha para Angely. Então para Mel.
Desculpa, acho que vocês não queriam presenciar algo tão desagradável... (Artemis)
Porque mandou a gente atrás de Ângelo? (Mel)
Sei lá, talvez eu achasse que seria mais fácil mandar ele embora se ele tivesse outra pessoa... Não queria deixar ele desse jeito, eu queria mesmo acreditar que ele não me amava, que tava comigo por causa de dinheiro... Agora não importa mais. (Artemis)
Artemis tira um cheque do bolso. Mel pega o cheque.
Você não tem obrigação de sair do armário, mas devia parar de agir como se os sentimentos dos outros não importassem. (Mel)
Mel guarda o cheque e sai. Angely segue.
Hera. Renata chega em casa. Se deixa cair na cama.
Devia ter deixado que Johnatan me matasse... (Renata)
Barulho de metal caindo na madeira. Renata se senta na cama.
Pai? (Renata)
Renata levanta e sai do quarto. Passa duas portas. Entra na terceira. Perseu está no chão. Renata se aproxima e abaixa. Passa a mão no rosto de Perseu.
Você deve ser a Renata... (voz)
Renata levanta.
Quem é você? (Renata)
Não importa quem eu sou, mas o que eu sou... (voz)
Zenon* sai de um canto escuro.
Zenon... Mas... Não é... Eu sinto... (Renata)
Isso. Versão errada. Impressionante ter descoberto. (Zenon*)
O que quer de mim? (Renata)
Tem certeza que não sabe? (Zenon*)
Renata engole seco. Olha para Perseu. Olha de novo para Zenon*.
Não vai dizer nada? (Zenon*)
Zenon* dá um passo em direção a Renata. Renata não se move.
Sem graça. (Zenon*)
Zenon* se aproxima, passa o braço direito por baixo do esquerdo de Renata, abraçando, inclina a cabeça de Renata para a sua esquerda com a mão esquerda e morde. Renata não se mexe.
Solta ela! (Zenon#)
Zenon* tira seus dentes do pescoço de Renata, olha para trás, sorri, joga Renata em Zenon# e pula pela janela. Zenon# segura e deita Renata no chão. Pula a janela. Não encontra Zenon*. Coloca as mãos na cabeça e franze os olhos. Derik, Kat e Estela chegam no quarto.
Não chegamos a tempo... (Estela)
Derik abaixa perto de Renata.
Ainda tá respirando. (Derik)
Vamos levar daqui, não sabemos se Zenon vai voltar. (Kat)
Kat e Derik carregam Renata. Clítia observa de longe.
Alan está na praia.
Achei que ela tinha te proibido de vir até a ilha. (Clítia)
Alan olha para Clítia.
Melody não manda em mim. (Alan)
Posso ver a tatuagem? (Clítia)
Quer ver o resultado do seu trabalho? (Alan)
Eles não entendem. Nunca entenderiam que alguém que fez uma escolha errada possa... (Clítia)
Absolveram Zenon. (Alan)
Ele sabe enganar. (Clítia)
Clítia desvia o olhar para o mar.
Eu quem ensinei. (Clítia)
Vai querer me convencer que... (Alan)
É, pelo jeito a vida me pregou outra peça. Primeiro Dilan, depois Zenon, agora você... Deve ser pra compensar as vítimas. (Clítia)
Clítia olha para Alan.
Mas, se isso tem alguma intenção, por que aconteceu com você? (Clítia)
Tava demorando... (Alan)
Não é isso! É que eu fico triste de ver você assim. Sei que tem dormido nos piores lugares, de banco de praça à porta de bar... Por que não fica comigo? (Clítia)
Roubou alguma casa de uma vítima? (Alan)
Uma antiga vítima. Não precisa jogar na minha cara. (Clítia)
Então pára de me seguir. (Alan)
Será que não dá pra acreditar um pouquinho em mim? (Clítia)
Acreditar em você?! Fez aquilo pra eu ser expulso! (Alan)
Saí do apartamento porque Edmont apareceu! Ele ameaçou te matar! Mas acho que isso não importa pra você, né??? (Clítia)
Quer saber? Não. Algum dia eu vou ter que morrer. Preferia que isso acontecesse antes de ter esse desgosto. (Alan)
Clítia anda até perto do mar. Alan bufa. Vai até Clítia.
Por que não me mata? (Alan)
Eu seria incapaz disso. (Clítia)
Já matou tantos... (Alan)
É, eu matei. O verbo tá no passado, se não reparou. (Clítia)
Não vai estar fazendo nada de errado. (Alan)
Clítia segue andando pela orla. Alan se coloca na frente de Clítia, Clítia para.
Vai embora. (Clítia)
Vai fazer o que? Se matar? (Alan)
Como se você estivesse realmente preocupado... (Clítia)
Me ofereceu um lugar pra ficar. (Alan)
Ares. Clítia abre a porta de um apartamento. Alan entra. Clítia entra atrás.
Era de um assassino. (Clítia)
Quem sabe o ditado do ladrão que rouba ladrão também não funciona pra assassinos? (Alan)
Pode ficar aqui se quiser, ninguém vai te incomodar. (Clítia)
Clítia vira para a porta, Alan segura-lhe o braço. Clítia olha nos olhos de Alan.
Fica aqui comigo. (Alan)
MEAK. Renata está no sofá. Derik sentou-se ao seu lado. Kat e Estela estão em pé.
Tá muito mal... (Derik)
Como queria que ela estivesse?! (Estela)
Mas por que Zenon não matou? Tem alguma coisa errada... Meu sonho não era na casa de Renata. (Kat)
Isso quer dizer que ainda vai tentar. Lembra do tal feitiço? Depois que encostasse que ia virar ruim. (Derik)
Não foi ele... (Renata)
Deve tá delirando. (Estela)
Dia seguinte. Meio-dia.
Será que ela já acordou? (Estela)
Quem? (Mel)
Ah, vocês já chegaram?! (Derik)
Não, sou o holograma que veio avisar da volta. (Mel)
Estávamos falando da Kat. (Estela)
Kat entra na sala.
Mel? Tão rápido?! (Kat)
É, me parece mesmo ter acabado de acordar. (Mel)
Ah? (Kat)
Acho que vamos ter que contar. (Derik)
Tá. Conta, Derik. (Estela)
Eu??? Por que eu??? (Derik)
Por que você deu a idéia. (Estela)
Derik respira fundo e olha para Mel.
Lembra daquela pessoa, da história que a outra pessoa foi encontrada no beco? (Derik)
Renata? (Mel)
Sim. (Derik)
Que tem? (Mel)
Bom, Amanda, que Johnatan... (Derik)
Estela franze a testa.
Só impressão minha ou ele tá mesmo começando do meio? (Estela)
Deixa que eu falo do começo. (Kat)
Tá, então... (Mel)
Renata acabou descobrindo que Johnatan, que matou Roberta, transformou Amanda, mãe de Renata. Amanda se jogou pela janela com Johnatan, pra salvar Renata. Depois Lorena, que Johnatan também transformou, e que entendia de feitiços, veio atrás de Renata e, antes de virar pó, fez um feitiço. (Kat)
Feitiço? (Mel)
Explica você essa parte. (Kat)
Se Zenon encostasse em Renata, viraria mau e só depois que ela fosse dessa pra melhor ele ia voltar ao normal. (Estela)
E ninguém nem me avisa?! Cadê Zenon?! (Mel)
Achamos que já virou ruim. (Derik)
Tem alguma sugestão do que fazer agora? (Kat)
Eu avisei... (Estela)
Não foi ele. (Renata)
Todo mundo olha para Renata.
Devia tá descansando. (Derik)
Tô bem, temos que achar Zenon. (Renata)
Pelo jeito ainda tá delirando. (Kat)
Não, foi outro vampiro. (Renata)
Quem? (Mel)
Não tá tentando proteger Zenon, tá? (Derik)
Por que ela faria isso? Se alguém tentasse me matar, com certeza não ia tentar proteger. A menos que... (Estela)
Estela arregala os olhos.
Peraí, você se recuperou rápido demais! (Estela)
Estela pega uma estaca embaixo da almofada do sofá.
Tá treinando pra ficar que nem Alan? (Mel)
Ah?! (Estela)
Renata vai até a frente da janela.
Tem outros motivos para proteger Zenon. (Derik)
Que outros motivos? (Mel)
Bem... (Derik)
Renata encara Derik.
Nada. (Derik)
Kat encara Derik.
Ah, nem vem! Se Mel me encarar também, juro que saio voando e só volto no próximo milênio! (Derik)
Kat balança a cabeça para os lados.
Bom... Falando em nadas... Sonhei hoje de novo. (Kat)
Alguma diferença? (Derik)
Parecia mais real. (Kat)
Será que isso significa que está mais perto? (Estela)
Angely entra na sala, com duas pequenas malas.
Espero que não fiquemos mais tão longe de casa... (Ang)
Ang olha ao redor.
Que foi? (Ang)
Ares. Dan entra em um prédio abandonado.
Tem alguém aqui? (Dan)
Posso ajudar? (voz)
Eu cheguei na ilha faz pouco tempo, me perdi... (Dan)
Zenon# sai do escuro. Sorri.
Não vai mais ter esse problema. (Zenon#)
MEAK.
Temos que achar Zenon, antes que faça alguma vítima. (Kat)
Que vão fazer? (Renata)
Bom, deve ter encostado em você... (Derik)
Não apareceu até agora. Isso é um mau sinal. (Estela)
Que vão fazer?! (Renata)
Mel cruza os braços.
Sabe o que vamos ter que fazer. (Mel)
Não vou deixar que matem ele! (Renata)
Renata, Zenon é ruim agora. (Kat)
Dane-se! (Renata)
É pior do que eu pensava... (Derik)
Eu me responsabilizei por Zenon, não posso deixar andando por aí... (Mel)
Não é culpa dele, não vou deixar que pague por isso! (Renata)
Renata sai. Mel revira os olhos. Derik segue Renata.
Que vai fazer? (Derik)
Vou encontrar ele! (Renata)
Kat sai. Renata corre e pula do penhasco. Cai na água. Mel sai, Estela segue.
Caralho!!! Que merda de absurdo foi esse?! (Kat)
Não morreu na queda. Bizarro. (Mel)
Eu sei... (Kat)
Kat franze a sobrancelha.
Pera... Como você... Como eu... Ah, esquece! (Kat)
Calculou direitinho. (Derik)
É melhor acharmos Zenon antes que seja tarde. (Mel)
Que acham que ele vai fazer? (Estela)
Não quer voltar a ser do bem... Se Renata viver eternamente, tá livre. (Derik)
Kat olha para Derik.
Pra sempre. (Kat)
Acham que ele vai transformar ela? (Estela)
Eu pelo menos tenho certeza. (Kat)
Era a noite? (Mel)
Sim... (Kat)
Então ainda temos algum tempo. (Derik)
Zenon* está em uma cama, com lençol sobre o corpo, deitou-se. Clítia está na penteadeira, penteando o cabelo. Há um corpo ao lado de Zenon*.
Não acredito que ele caiu! (Zenon*)
Logo logo eu trago ele pro nosso lado. (Clítia)
Não sei pra que você quer ele. (Zenon*)
Também não sei porque foi atrás de Astride. (Clítia)
Tá querendo alguma coisa diferente? (Zenon*)
É. Ele é bom de cama. (Clítia)
Não precisa ficar repetindo. (Zenon*)
Zenon* senta-se na cama.
Já sei, você tá com inveja da Virgine e tá querendo um capacho pra você também! (Zenon*)
Talvez. (Clítia)
22h. Ares. Zenon# segura alguém, com os dentes cravados no pescoço.
Desistiu do perdão? (Zenon*)
Zenon# solta, a pessoa cai no chão, sem vida. Zenon# sorri.
Que te fez voltar? (Zenon*)
Sei tanto quanto sei sobre a primeira mudança. (Zenon#)
Parece que Soraia e Clítia tinham razão. E eu aqui com medo de virar do avesso também... A gente pode até se divertir em dois assim! Tem um bar aqui perto, se ainda estiver com sede. (Zenon*)
Minha sede nunca acaba. (Zenon#)
Zenon* sorri.
É assim que se fala! Bora brincar de gêmeos! (Zenon*)
Isso vai ser divertido. (Zenon#)
Kat e Derik entram em um bar. Derik olha para Zenon#. E Zenon*. Estão com cervejas. Kat olha também. Sentam-se em uma mesa. Kat fica de costas para a mesa de Zenon# e Zenon*.
Agora fodeu de verdade. Quem é quem? (Derik)
Se Renata encontrar Zenon aqui, podemos impedir que o pior aconteça... (Kat)
Mas e se não encontrar aqui? Droga... (Derik)
Kat se vira. Penélope e Pamela sentam-se a mesa de Zenon# e Zenon*. Kat desvira.
Não olha, vão perceber que estamos aqui. (Kat)
Derik olha para baixo. Olha de novo na mesa. Zenon# olha Derik direto nos olhos. Derik olha para Kat.
Tarde demais, já perceberam... Ao menos agora sabemos quem é quem. De social a gente tenta salvar, de jeans a gente só corre mesmo. (Derik)
O único jeito é ficar aqui e esperar Renata aparecer. (Kat)
Realmente. Se sairmos, nos pegam. (Derik)
Kat olha para a porta. Zenon* sai do bar, com Pamela.
Fizeram isso de propósito... (Kat)
Como assim? (Derik)
A réplica saiu, mas Zenon ficou... Sabem que se saíssem junto, a gente seguia. (Kat)
Não acho que conseguiríamos lidar com Zenon. franze a testa E Zenon. desfranze Ok, isso tá ficando bizarro. Não devíamos ter ligado pra Mel e Angely já? (Derik)
Renata! (Kat)
Derik olha para a entrada. Kat se levanta, vai até Renata, traz até a mesa.
Pra que a estaca? (Derik)
Decidi que devo fazer isso. (Renata)
E vai atrás sem ninguém? Que acha que vai conseguir? (Kat)
Se me matar, pelo menos acaba tudo isso... (Renata)
Zenon não vai te... (Kat)
Renata sai andando e vai até a mesa de Zenon#.
Preciso falar com você. (Renata)
Se não o que? Vai usar isso aqui, no meio do bar? (Zenon#)
Renata olha para a arma. Volta a olhar para Zenon#. Penélope olha para a estaca e franze a testa.
Que diabos é isso, algum tipo de dildo?! (Penélope)
Tenho certeza que não quer voltar a ser como era antes. (Renata)
Essa conversa de vocês tá estranha demais pra mim, vou procurar a Pamela. (Penélope)
Penélope pega a bolsa e sai da mesa. Zenon# acompanha Penélope com os olhos. Penélope sai do bar.
Daria dó, se eu não tivesse pouco me fodendo. (Zenon#)
Zenon# suspira. Vira a cerveja. Olha para Renata.
Vai se atirar do alto de um prédio? (Zenon#)
Algum problema? (Zenon*)
Zenon* olha para Renata.
Olha, a garota sensitiva. Ela sabia que eu não era você, sabia? (Zenon*)
Mas você é... Sou... Eu... Enfim... (Zenon#)
Pois é, mas ela sabe a diferença. Quer ajuda? (Zenon*)
Não, posso resolver isso. (Zenon#)
Bom, a encrenca é sua mesmo... (Zenon*)
Renata e Zenon# saem do bar.
Peraí, no seu sonho Renata não corria?! (Derik)
Talvez só o fato de saber disso tenha feito a diferença. (Kat)
Derik e Kat vão na direção da porta. Zenon* se coloca na frente.
Briga de marido e mulher não se mete a colher. Quanto mais a estaca. (Zenon*)
Não vai voltar a ser... (Kat)
Correção: ele já voltou a ser mau. Só que parece que vocês ainda não perceberam isso. (Zenon*)
Você não precisa de... (Derik)
Zenon* empurra Derik em uma cadeira.
Fica. (Edmont)
Beco. Zenon# e Renata chegam. Zenon# olha pra uma pessoa no chão e sorri.
Conhece ela? (Renata)
Foi janta da minha réplica agora pouco. E meu estômago estaria cheio e haveria mais uma aqui se você não tivesse aparecido. (Zenon#)
Então já fiz algo de bom. (Renata)
Não me trouxe aqui pra me matar... (Zenon#)
Zenon# dá um passo em direção a Renata.
Acha que não posso? (Renata)
Renata estica o braço em direção a Zenon#, com a estaca na mão.
Não acho, tenho certeza... (Zenon#)
Zenon# dá mais um passo.
Acha que não sei matar um vampiro? (Renata)
Não vai me matar... (Zenon#)
Zenon# dá mais um passo e Renata dá um para trás.
E como tem tanta certeza? (Renata)
Por que você me ama... (Zenon#)
Zenon# continua em direção a Renata, encostando Renata na parede. Renata engole seco.
Que foi, achou que eu nunca fosse descobrir? (Zenon#)
Bar. Zenon* bate em uma bola. Encaçapa a branca. Larga o taco.
Acho que vocês deviam jogar e eu olhar. (Zenon*)
Isso não faz diferença pra você. Por que não me deixa ir? (Kat)
Claro. Só me diz onde quer que eu deixe o corpo do seu namorado. (Zenon*)
Zenon* olha para a porta.
Cansei. Tá muito fácil. (Zenon*)
Zenon* vai para os banheiros. Entra no feminino. Um grito. Nadia sai correndo. Kat segura Nadia.
Os dentes... Ele... (Nadia)
É um truque. Tipo fazer aparecer carta, sabe? (Kat)
Nadia relaxa o rosto e sorri. Se afasta. Angely vai até Kat e Derik.
Cansou? Sei... (Kat)
Ceis tão bem? (Ang)
Sim. Foi só terror psicológico mesmo. (Derik)
Já perdemos muito tempo aqui. (Kat)
Beco. Zenon# sentou-se no chão. Renata está no chão também, de lado. Kat e Derik chegam.
Zenon? (Kat)
Zenon# olha pra Kat, com os olhos cheios de lágrimas.
Transformou Renata? (Derik)
Zenon# baixa a cabeça.
Que vai fazer agora? (Kat)
Eu devia saber que isso não ia durar muito tempo... (Zenon*)
Renata abre os olhos. Se senta.
Vai ficar aí se lamentando? O que fez, transformou ela? A gente é vampiro, Zenon, não adianta lutar contra isso. Mais cedo ou mais tarde vai perceber que não pode continuar fingindo ser bonzinho... A gente sempre volta. (Zenon*)
Você já fez estrago demais. (Ang)
Zenon* contrai e solta o corpo. Olha para Angely. Engole seco. Sai. Renata se levanta. Zenon# continua no chão. Derik pega a estaca ao lado de Zenon#.
Vai me matar? (Renata)
Não duvide! (Derik)
Não tô duvidando. Se vai fazer isso, faça logo. (Renata)
Deixa Renata ir. (Ang)
Mas... (Derik)
Zenon# levanta a cabeça e olha para Derik.
Por favor... (Zenon#)
Derik solta a estaca.
Zenon, não se culpe, lembre-se do que te disse. (Renata)
Renata some na noite.
Zenon, você tá bem? (Derik)
Não. (Zenon#)
A vida continua. (Derik)
Não para aquela garota. Ele tá certo, sou um monstro. (Zenon#)
Não, Zenon. Foi um feitiço. Você não tem culpa. (Kat)
Zenon# se levanta. Olha para Kat.
Até onde não tenho? (Zenon#)
Silêncio. Zenon# baixa a cabeça. Segue andando. Sai do beco. Kat e Derik se entreolham.
Algum tempo, algum lugar
Se um simples feitiço podia trazer de volta a maldade, porque deixaram Zenon viver? (Xien)
Já disse que... (Uehfo)
Tá! Entendi! É resposta futura! Não some! (Xien)
Quê?! (Uehfo)
Por favor? (Xien)
Ok. (Uehfo)
Acho que Mel passou a verificar melhor o que passavam, né? (Xien)
Com certeza Renata não teria se transformado se Mel estivesse na ilha. (Uehfo)
E Angely! (Xien)
Pode ser. Vamos? (Uehfo)
Xien pega a mão de Uehfo.

Resumo do Capítulo

Amanda diz a Johnatan que se cansou de ser vampir. MEAK, liga uma pessoa pedindo ajuda por causa de um rapto. Vão até a casa. Perseu diz que era vampiro, nota que Zenon# também é, Renata, cria de Perseu, diz que Zenon# não é ruim. Diz também que não adianta mais procurar Roberta. Se separam para procurar em grupos: Zenon# e Derik na parte habitada de Hera, Mel e Kat em Ares, Angely e Estela na floresta de Hera. Não encontram nada. No dia seguinte, encontram um corpo em um beco. Mel recebe mais caso, para ir ao Rio de Janeiro, porque alguém estaria se metendo em com demônios. Diz que vai levar Ang e sai. Derik acha um bilhete para Zenon#, para que não fique mal, porque não pode salvar todo mundo. A noite, Zenon# encontra Renata no cemitério. Renata fala que Roberta deve estar melhor agora. Dá um cheque a Zenon#, diz que ao menos tentaram. No dia seguinte, Renata está em um bar. Johnatan senta-se em sua mesa e puxa conversa. Zenon# chega. Renata diz que tem que ir pra casa. Johnatan se oferece pra levar, Renata, notando Zenon#, aceita. Johnatan tenta matar Renata, Zenon# aparece, lutam. Johnatan crava a estaca no estômago de Zenon#. Foge. Amanda aparece e diz a Renata que precisa se cuidar, que Johnatan não vai desistir. Renata deixa Zenon# na MEAK e sai. Mel e Ang vão até um prostíbulo, tentar conseguir informação. Ang desmaia. Em um quarto, Ângelo fala com Sônia. Dá dinheiro. Sônia diz a Ângelo que não precisa, pois tem emprego. No hotel, Mel diz que irá voltar no dia seguinte, e que, quando voltarem a Hera, irão descobri o que Ang tem. Renata fala com Amanda no beco. Amanda espanta Renata. No dia seguinte, Kat tem um sonho e fala com Zenon#. Johnatan cerca Renata em casa. Zenon# chega. Amanda chega e pede que Johnatan solte Renata, diz que já matou Roberta, que gerou também. Zenon# quebra a janela, Johnatan solta Renata, Amanda se joga pela janela com Johnatan. Apenas Johnatan vira pó, Amanda, antes de morrer, volta a humanidade. No Rio, Mel fala com Sônia. Diz estar procurando Ângelo, que transou com Ângelo e quer ver de novo. Sônia diz que deve ter confundido, pois é parente, e Ângelo não trai Artemis. Sônia tenta cantar Mel. Mel desvia indo até Rust. Conta a Rust que está ali a trabalho. Quando saem, pergunta sobre como Alan de repente sabe sobre Rust. Rust diz que foi Kassandra que fez um feitiço pra "trazer" sua história para ali. Renata e Zenon# conversa, Renata diz a Zenon# que pense em quem salvou, não em quem matou. No Rio, Ângelo atropela Ang. Mel, Ang e Ângelo vão ao hospital. Mel liga para casa avisando, Kat diz que não aconteceu nada. Derik pergunta porque disse isso, Kat diz que tudo já foi resolvido. A noite, tem um sonho, diz que foi com Zenon#, mas não conta o sonho a Derik. Quando Estela acorda, conta a Estela. Derik fala com Zenon#. Ang e Mel saem do hospital. Mel diz que vai seguir só a investigação. Kat e Estela conversam perto do lado de Hera. Zenon# e Derik aparece. Estela tira uma estaca da cintura. Kat pergunta a Zenon# se está normal. Não conta ainda o sonho. Zenon# e Derik saem. Kat aparece na MEAK com a estaca. Renata aparece e desarma Kat. Kat chora. Renata pede pra falar com Derik a sós. Conta a Derik que Johnatan transformou mais uma pessoa, que veio atrás de si. Que já matou, mas que a pessoa lançou um feitiço para que Zenon# se tornasse ruim quando tocasse Renata, e voltasse a ser bom só quando Renata morresse. O feitiço também faz com quem Zenon# queira o sangue de Renata. Renata resolve ir embora, mas Kat diz que tem que ficar por perto, porque podem perder Zenon# de vista. Derik fala em levar Renata a um lugar onde Zenon# não possa entrar. Mel está de vigia na frente da casa de Ângelo. Ângelo acha que é pelo atropelamento. No dia seguinte, na MEAK, Zenon# grita com Renata pra que vá embora. Mel e Ang estão na casa de Ângelo e Artemis. Ang diz que está com pressentimento ruim e queria voltar logo. Toca o telefone. Cai em secretária eletrônica. Um recado, sobre passar a noite e fugir, dizendo que o casamento é uma farsa. Mel fica com raiva por terem aceito o caso e ser apenas traição. Ângelo chega. Falam que Artemis contratou pra saber se estava traindo e sobre a mensagem. Ângelo fica mal. Artemis chega. Ângelo toca a mensagem. Discutem. Ângelo vai embora. Artemis paga Mel e Ang, que saem. Na casa de Renata, Zenon* mata Perseu. Morde Renata. Zenon# chega. Zenon* joga Renata em Zenon# e foge. Zenon# vai atrás. Sente algo errado. Kat, Derik e Estela chegam e levam Renata, que ainda vive. Clítia observa. Vai até Alan. Repete que se arrependeu. Oferece um lugar para Alan ficar. Quando vai sair, Alan pede que fique. No dia seguinte, Mel chega a MEAK, explicam tudo. Renata diz que não foi Zenon#. Kat diz que sonhou de novo, e que parecia mais real. Falam em matar Zenon#. Renata foge, pulando do penhasco, dizendo que vai atrás de Zenon#. Clítia e Zenon* conversam. A noite, Zenon* encontra Zenon#. Vão a um bar. Kat e Derik encontram. Ficam sem saber o que fazer. Zenon* sai. Renata chega, com estaca, diz que tem que resolver isso. Kat e Derik tentam impedir, mas Renata vai até Zenon#. Ameaça. Zenon* chega, lembra de Renata saber reconhecer que não era Zenon#. Zenon# e Renata saem. Zenon* segura Derik e Kat no bar. Zenon# encurrala Renata no beco, sabendo que Renata não lhe mataria. No bar, Ang chega e Zenon* foge. Kat, Derik e Ang vão até o beco. Encontram Zenon#, de volta ao que estava antes. Zenon# transformara Renata. Zenon* aparece, provoca, mas vai embora, com medo de Ang. Renata acorda. Derik pega a estaca, mas Ang e Zenon# pedem que deixe Renata ir. Renata diz a Zenon# para não se culpar e vai embora. Derik e Kat tentam dizer o mesmo. Zenon# diz que tem alguma culpa. Some na noite.

Dara Keon