Desequilíbrio
MEAK
B05

Desequilíbrio ler resumo

Ang entra no quarto. Abre o armário. Mel acorda. Ang coloca um casaco. Abaixa e olha embaixo da cama. Mel senta-se na cama. Ang levanta.
Aonde você vai? (Mel)
Esqueceu? Primeiro dia... (Ang)
Tem alguma idéia do que fazer? (Mel)
Andei treinando com Kat, Derik e Estela. (Ang)
E o que disseram? (Mel)
Que tô pegando o jeito. (Ang)
Bom, vergonha você não vai ter, tocou pra um monte de gente... Mas ensinar é uma profissão séria, é arriscado você fazer isso sem ter freqüentado realmente uma faculdade, ainda mais dar aula pra pessoas dessa faixa etária... Dar aulas pra pessoas que você conhece é diferente. Tem que ter uma preparação a mais. (Mel)
Daqui a pouco me atraso... Viu um caderno que eu deixei por aqui? Tinha escrito o que passar... (Ang)
Vai passar lição no primeiro dia??? (Mel)
Que que tem? (Ang)
O comum é se apresentar... Pelo menos foi o que disseram... (Mel)
Eu não gostava disso... Queria lição logo... (Ang)
Pergunta pra outras pessoas. (Mel)
Mel olha no relógio. 5h da manhã. Revira os olhos, deita e cobre a cabeça.
Por que você faz isso comigo?! (Mel)
Estou arrumando tudo pra chegar lá às seis. (Ang)
Derik entra no quarto.
Será que dá pra deixar eu aproveitar minhas últimas horas fora da escola? (Derik)
Quem ensina tem que chegar antes na escola. (Ang)
Antes do sol nascer? (Mel)
Não, eu vou chegar uma hora antes de pra quem darei aula. (Ang)
Pra ficar fazendo o que? (Derik)
Vai dar de cara na porta. (Mel)
Se isso acontecer, eu vou dar uma volta pra acordar direito. (Ang)
Ang pega uma bolsa de lado no cabideiro, coloca e sai.
Será que terei aula com Angely? (Derik)
Vai dormir, vai. (Mel)
Com prazer. (Derik)
Derik sai. Vai a seu quarto. Ang está olhando embaixo da cama.
Ah, não, eu devo tá tendo um pesadelo... (Derik)
Ang levanta.
Eu vim aqui com aquele caderno... (Ang)
Zenon# chega.
Tá fazendo o que aqui? (Zenon#)
Procurando meu caderno. (Ang)
Tem um na mesa da sala... (Zenon#)
Matemática? (Ang)
É. (Zenon#)
Valeu! (Ang)
Angely sai.
Até que enfim, vou dormir! (Derik)
Só tem mais uma hora. (Zenon#)
Se eu tiver com sono quando acordar, não vou pra aula hoje. E ainda boto a culpa em Angely amanhã. (Derik)
5:30. Angely está olhando o mar.
Não precisa chegar tão cedo. Já fez sua boa ação de hoje. (Edmont)
Não foi uma boa ação, é minha obrigação. (Ang)
É assim que pretende me matar? De fome? (Edmont)
Quem sabe? (Ang)
Mas agora você tá indo pra forca. (Edmont)
Não deve ser tão ruim assim dar aula. (Ang)
Vai precisar de no mínimo um canhão pra enfrentar isso. (Edmont)
Não precisa tanto. (Ang)
Não lembra de nosso tempo de escola? (Edmont)
Não me importo com piadas. (Ang)
De qualquer forma, leva isso... (Edmont)
Edmont crava uma espada na areia. Ang franze a sobrancelha. Toca o cabo da espada. Suas pupilas encolhem.
De repente pode aparecer alguma monstruosidade na escola. Literalmente ou não. (Edmont)
6:50. Derik, Estela e Kat entram na escola.
Tô com alergia já. (Derik)
Você vai sobreviver. (Estela)
Porque eu tinha que fazer aula? (Derik)
Porque precisa fazer faculdade. Não tirou nota suficiente... (Kat)
Mas pra que perguntam tanta coisa inútil?! Não podiam perguntar algo sobre feitiços?! (Derik)
Kat encara Derik.
Derik pode entrar pro Grupo. (Estela)
Ei! Eu fico! (Derik)
Sabe como encontrar as salas, Estela? (Kat)
Eu? Também tô aqui pela primeira vez. (Estela)
Derik vai até um grupo de pessoas.
Sabe onde... (Derik)
A sexta série fica no segundo andar. (Alice)
Não, eu não tô na sexta série, tô no colegial! E com atraso! Tenho vinte e um anos! (Derik)
Tá, e eu sou a Madre Tereza de Calcutá! (Alice)
Alice e o resto das pessoas sai andando. Kat e Estela se aproximam.
Eu tenho cara de sexta série? (Derik)
Não tanto... (Kat)
Cuidado, Kat, ainda vão querer te processar. (Estela)
Melhor eu começar a andar com documentos. (Derik)
Bom, você era assim quando te conheci. (Kat)
Legal, eu não envelheço... (Derik)
Talvez te deixem andar de ônibus sem pagar. (Estela)
Estela sai.
Ei, aí tá esculhambando! (Derik)
Não liga, não. (Kat)
Ae, a garotinha precisa que a irmã mais velha traga na escola? (Roger)
As pessoas ao redor riem. Kat puxa Derik e beija. As pessoas se calam. Kat pega Derik pela mão e segue Estela. Chegam ao terceiro andar da escola.
Tá entendendo alguma coisa do que tá escrito nas portas? (Derik)
Bom, se formos pela lógica, A é primário, B ginásio e C colegial. (Kat)
Ah, então nós seríamos C2? (Derik)
É. Agora temos que descobrir a sala. (Kat)
Até que enfim encontrei vocês! (Estela)
Que foi? (Kat)
A lista... Eu e Kat estamos na mesma sala, mas você, Derik, tá em outra... (Estela)
Não é possível! (Derik)
Bom, você atrasou, lembra? (Kat)
Não tem a ver, isso é planejado pelas médias nas matérias, maior e menor dificuldade. As matérias são divididas em tipos. (Estela)
Não é justo... (Derik)
Vamos nos ver no intervalo... (Kat)
Não tem intervalo. (Estela)
Como não??? (Kat)
São cinco aulas de uma hora cada uma. Direto. (Estela)
Mas será que ninguém come nem usa o banheiro nessa escola??? (Derik)
Sei lá. São sete salas por andar, nossa sala é a 7, a sua é a 2. (Estela)
A gente vai aceitar isso assim?! (Kat)
Estela encolhe e volta os ombros.
A escola inteira aceita, não deve ter nenhum problema. (Estela)
Estela sai andando. Kat e Derik se entreolham.
Lavine e Natanael entram em uma sala, Natanael empurrando a cadeira de rodas de Lavine. Todo mundo olha para frente, exceto Derik, que está desenhando. Natanael pega o desenho. Derik vai pegar de volta e cai no chão. Natanael leva o desenho para Lavine. Lavine encara Natanael. Derik volta para sua cadeira.
Não precisava fazer isso. (Lavine)
Você não dá aula de Artes, não, né? Que, se for, já tô com zero pelo resto do ano... (Derik)
Não. Literatura. (Lavine)
É, podia ser pior... (Derik)
Em outra sala, Alete entra, coloca o material sobre a mesa e fecha as cortinas pretas. Kat franze a sobracelha. Estela, na frente de Kat, olha para fora. Xisto entra, tira os óculos escuros.
Kat... (Estela)
Estela olha pra trás. Kat está com olhar fixo em Xisto. Estela volta a olhar para Xisto.
Duas alunas novas. Pode soar estranho, mas meu nome é Xisto. (Xisto)
Parece nome de cavalo de corrida. (Kat)
Já ouvi comentários piores. (Xisto)
Xisto olha para Estela e franze a sobrancelha.
E você, é sempre assim, muda e pálida? (Xisto)
Posso ir tomar ar? (Estela)
Claro. (Xisto)
Estela sai da sala.
Bom, a maioria me conhece, mas seria falta de educação não me explicar com o resto do pessoal. (Xisto)
Se referir a mim diretamente seria mais educado que me chamar de resto. (Kat)
Xisto coloca os óculos sobre a mesa, pega a cadeira de Estela, vira para a mesa de Kat e se senta.
Sou seu novo professor de história, mas não passo matéria na lousa nem distribuo as provas, quem faz isso é a minha assistente. (Xisto)
Além de alergia a luz tem também alergia a giz? (Kat)
Fico planejando a matéria, corrigindo provas e prestando atenção em vocês enquanto ela passa a lição. (Xisto)
E qual a punição pra bagunça? (Kat)
Não parece bagunceira, mas, se for, melhor se comportar. Aqui professor não pune badernas, reclama com a direção. É uma escola liberal, mas não tente ultrapassar os limites impostos. Vou ser seu professor até o quarto ano da terceira fase, talvez te dê aula até na quarta fase, então é melhor se acostumar. (Xisto)
Xisto se levanta e volta a cadeira para o lugar.
Si je reçois un faible score sur l'essai, puis-je vous corrompre avec du sang? Se eu tirar nota baixa, posso te subornar com sangue? (Kat)
Não dou aula de línguas. Poderia, mas escolhi história. (Xisto)
Angely chega a sala. Se atrasou. Estão três grupos reunidos na sala. Uma ou outra pessoa está na carteira.
Podem fazer silêncio? (Ang)
As pessoas seguem conversando.
Eu realmente preciso de silêncio. (Ang)
Estela olha para dentro da sala. Para. Angely tira uma espada da bolsa. As pessoas olham para Angely.
Que aconteceu com o professor de história? (Clauber)
Nada, dou aula de matemática. (Ang)
Ainda bem que aquele songa-monga foi embora... (Clauber)
Faz mal falar mal de quem já morreu. (Ang)
Todo mundo se senta, exceto Clauber.
Se não é professor de história, devo entender que trouxe a espada pra controlar a sala? (Clauber)
Gosto de praticar tiro-ao-alvo. (Ang)
Angely atira a espada na direção de Clauber. Estela encolhe os braços e coloca as mãos na frente da boca.
Ok... O barulho não foi de gente, foi de madeira... Se acalma... (Estela)
Mas essa arma não costuma se usar assim. (Ang)
Angely vai na direção de Clauber e tira a espada do lado de sua cabeça. Puxa a cadeira vaga ao lado de Clauber, Clauber se senta. Angely vai para sua mesa. Olha para a porta. Estela se afasta e segue andando.
Agora que gentilmente fizeram silêncio, que tal começarmos? Alguém pode me dizer a última matéria que se lembra? (Ang)
Silêncio.
Ninguém mesmo? (Ang)
Clauber levanta a mão bruscamente. Angely sorri.
Estela bate a porta da diretoria.
Entra. (Dínamis)
Estela entra e fecha a porta.
Meu nome é Dínamis, sou a diretora, veio reclamar do professor de história? (Dínamis)
Ãh? (Estela)
É, até onde lembro era pra estar na aula de história. Você é a prima do caçador. (Dínamis)
Ex-caçador. (Estela)
Ah... Não fiquei sabendo. Se ficasse, com certeza lembraria. Qual a reclamação, ele ser vampiro? (Dínamis)
Então é mesmo... (Estela)
Inofensivo. Pode voltar pra... franze a testa Você não saiu correndo de lá, saiu? (Dínamis)
Não, pedi licença. Mas eu vim falar sobre outro professor. (Estela)
Dínamis volta a olhar para os papéis em sua mesa.
Não é caso de assédio, é? Você parece assustada, mas não parece isso. (Dínamis)
Não, não... É alguém que eu conheço... (Estela)
Kallend? (Dínamis)
Ãh? (Estela)
Dínamis olha para Estela.
Angely? (Dínamis)
Ah, tá, é ele mesmo. É que eu não sabia o sobrenome. (Estela)
Dínamis volta aos papéis.
E qual a reclamação, tem problemas pessoais com ele? (Dínamis)
Não, é que vi ele atirando uma espada pra assustar um aluno. (Estela)
Dínamis para de escrever. Baixa a caneta. Tira os óculos e olha para Estela.
Tem certeza que falamos da mesma pessoa? (Dínamis)
Estela pára e pensa.
Talvez não... (Estela)
Dínamis cruza os braços.
Decida-se. (Dínamis)
Posso ir pra casa? (Estela)
Xisto entra na sala.
Desconfiei que tivesse vindo pra cá. (Xisto)
Dínamis encara Xisto. Xisto sai, fecha a porta e bate.
Entra. (Dínamis)
Xisto entra novamente.
Ela é prima do caça-vampiros que esteve na Ilha por conta de infestação, mas não foi de você que veio reclamar. (Dínamis)
E foi do que? (Xisto)
Kallend... Não está se achando muito curioso, não? (Dínamis)
Estava estranho essa manhã... A filha dele está na minha sala e não gostou de mim. (Xisto)
Não é difícil. (Dínamis)
Xisto encara Dínamis.
Pedirei pra ele conversar com ela. Agora que resolvemos os problemas, pode ir com ela para a sala. (Dínamis)
Então não posso mesmo ir pra casa? (Estela)
Isso é uma escola, não um clube. Vão pra sala, eu tenho mais o que fazer aqui. (Dínamis)
Xisto abre a porta. Estela sai. Xisto vai sair, mas Estela volta.
E se ele ferir algum aluno? (Estela)
Xisto encara Estela.
Tô falando do Angely. (Estela)
Será demitido por justa causa. (Dínamis)
Estela sai. Dínamis volta a seus papéis.
Devia largar mão de ser tão egocêntrico. (Dínamis)
Xisto baixa a cabeça, sai da sala e fecha a porta. Segue pelo corredor. Estela começa a andar junto com Xisto.
Nossa, como ela é fria, nem se preocupa com uma vida... (Estela)
Estela olha para Xisto.
Falando de frieza pra um vampiro, deve estar no mínimo querendo rir de mim. (Estela)
Até que não. Por favor, não cite isso na escola. A última que descobriu isso e tentou falar pra todo mundo foi encaminhada a um manicômio três meses depois. Foi uma cena horrível, não quero ver aquilo se repetir. (Xisto)
A escola fez isso? (Estela)
Os pais dela fizeram. Ela não freqüentava minhas aulas e, quando me encontrava, me chamava de Lúcifer e outros nomes bem mais feios. (Xisto)
12h. Angely bate a porta de diretoria.
Entra. (Dínamis)
Angely abre a porta, entra, fecha a porta e senta-se na cadeira. Dínamis está olhando seus papéis.
Sim? (Ang)
Não me disse que ia atirar isso num aluno. (Dínamis)
Também não me disse que tinha gente engraçadinha disposta a ganhar fama a custa de pessoas novas na escola. (Ang)
Isso é óbvio, você é autoridade na sala, o jeito que tem de brigar pelo lugar de alfa é passando por cima de você. (Dínamis)
Bom, acho que ninguém tenta mais comigo. (Ang)
Vai ter que pagar o conserto da parede. (Dínamis)
Com o dinheiro que tenho, poderia construir uma escola nova. (Ang)
Dínamis para e olha para Angely.
Por que estou sentindo um ar diferente em você? (Dínamis)
Talvez eu esteja de humor diferente hoje. (Ang)
Se todo dia que eu estivesse de humor diferente quisesse assustar um aluno, metade da escola já teria morrido do coração. (Dínamis)
Talvez por que você não tem ninguém. (Ang)
Está sugerindo que eu precise de um homem? (Dínamis)
Eu não falei em gênero ou número em momento nenhum. (Ang)
E eu que achei que ter um professor vampiro é que me daria trabalho... (Dínamis)
Angely sai da cadeira, fecha a persiana da porta e vai para trás da cadeira de Dínamis, abaixando-se. Chega perto do ouvido de Dínamis.
Vai me punir? Só queria brincar um pouco com a espada nova que ganhei de presente... (Ang)
Não vou punir, é só não trazer mais seus brinquedinhos pro local de trabalho. (Dínamis)
Se quiser posso te mostrar outro brinquedo. (Ang)
Dínamis levanta, vai até a porta e abre. Angely sorri e sai. Dínamis fecha a porta. Vai até uma pia pequena no canto da sala. Abre a torneira e passa água no rosto.
Será que tá tão visível assim? (Dínamis)
Kat e Derik sobem a escada. Estela chega, vai na direção da porta, Angely segura seu braço.
Eu te vi espiando minha aula. (Ang)
Por que jogou a espada naquele aluno? (Estela)
Espada? Ah! (Ang)
Angely tira a espada da bainha nas suas costas.
Essa? (Ang)
Estela encara Ang.
Tava fazendo gracinha, se não freasse isso agora... Por que, interessou na pessoa? (Ang)
É claro que não! (Estela)
Ah, esqueci, você é de quatro pela criatura rejeitada. (Ang)
Solta meu braço. (Estela)
Você sabe que eu luto melhor que Alan. E que essa casa tá no meu nome e de Mel. (Ang)
Angely solta o braço de Estela, se afasta e guarda a espada. Vai até uma estante de livros. Mel chega a sala. Estela está olhando para Angely. Mel olha para Estela, então para Angely. Volta a olhar para Estela.
Aconteceu alguma coisa? (Mel)
Não. É que essa escola é tão diferente de todas as outras... Bom, vou subir. (Estela)
Estela sobe.
Angely... (Mel)
Talvez tenha recebido alguma notícia ruim de Alan. (Ang)
Então seria melhor falar com Estela. (Mel)
Acho que não. Talvez deixar Estela a sós fosse melhor. (Ang)
Bom, se você quem diz. (Mel)
Beatrice está na cama, deitou-se. Edmont chega. Beatrice olha para Edmont. Senta. Franze a testa.
Tá, te jogaram no chão, você bateu a cabeça, mas não vai me dizer que perdeu a memória, né? (Edmont)
Não é isso. (Bea)
Então deixe-me chutar outra... Esperou que eu fosse atrás de Melody e passasse o dia lá? (Edmont)
Também não. (Bea)
Estranhou eu voltar aqui? Bom, não é só você que gosta de luxo. O único problema aqui é o cheiro de... (Edmont)
Cadê a espada? (Bea)
Espada? (Edmont)
Edmont franze a sobrancelha.
Ah, aquela espada! (Edmont)
Edmont tira a jaqueta, vai até um gancho na parede. Pendura a jaqueta.
Dei pra Angely. (Edmont)
Quê??? (Bea)
Edmont olha para Beatrice.
Foi presente, né? Eu pego de volta depois. (Edmont)
Por que deu aquilo a Angely?! (Bea)
Não precisa ficar com raiva, já disse que vou pegar de volta. Só achei que ia ser bom levar, as pessoas não costumam respeitar muito no primeiro dia. (Edmont)
Edmont sorri. Beatrice cruza os braços. Edmont se senta ao lado de Beatrice.
Vou pegar o presente de volta. (Edmont)
Vai mesmo? (Bea)
Edmont beija Beatrice. Sorri. Beatrice beija Edmont. Senta em seu colo.
Angely está mexendo nas gavetas do sótão. Sorri. Mel franze a sobrancelha.
Que foi? (Mel)
Angely olha pra Melody.
Tive uma boa idéia. Podíamos leiloar os quadros. (Ang)
Você quem pediu pra que ficassem... (Mel)
Não acho que tragam boas lembranças pra Kat e Derik. (Ang)
É, nisso você tem razão. (Mel)
Mel olha para Angely.
Ainda não me contou como foi primeiro dia de aula. (Mel)
Bom, eu disse meu nome, ensinei algumas coisas, passei lição e ninguém reclamou. (Ang)
Tá, você venceu. (Mel)
Mas você ainda não respondeu minha pergunta. (Ang)
Leiloar pra que? Não estamos precisando de dinheiro. (Mel)
Tenho certeza que tem gente que adoraria ter quadros tão antigos. (Ang)
Você nem sabe de que época são... (Mel)
Da mesma época que essa casa velha. Pensa bem, aqui não tem nem banheiro nos quartos, ou uma lavanderia! (Ang)
Mel franze a sobrancelha.
Estranho você reclamar disso. (Mel)
Estamos falando da época dos quadros. (Ang)
Então podemos procurar na internet, ver se tem algum quadro de Leo, famoso, em algum museu. Se tiver, a gente leiloa. Se não, então deixamos aqui. Pode ser? (Mel)
Tá. (Ang)
Angely sai.
Que diabos tá acontecendo? (Mel)
Estela sai do quarto. Assusta.
Vai aparecer que nem assombração agora? (Estela)
Alan também te deixava só em casa, sem ter o que fazer? (Ang)
Não. Ele sempre arrumava algum outro lugar pra eu ficar. Aqui não é uma casa mesmo, não tem um dono, então vampiros podem entrar e sair quando quiserem. (Estela)
Sério? (Ang)
Não sabia? (Estela)
Não. (Ang)
Alan me disse que é assim. (Estela)
Bom, não vou contrariar alguém do grupo... Ops, acho que não é mais do grupo! (Ang)
Eu tenho coisas mais interessantes pra fazer do que ficar te escutando. (Estela)
Duvido. (Ang)
Por que não vai lustrar sua espada? (Estela)
Estela sai andando.
Quando se der conta do tamanho do trocadilho que fez... (Ang)
Ares. Alan esconde uma estaca em cada tornozelo. Coloca uma na cintura. Clítia está na cama.
Mas como vai fazer isso sem o apoio do grupo? (Clítia)
Não imagina quantos caçadores solitários tem no mundo. (Alan)
Eles já começaram assim, você não! Sempre foi acostumado a... (Clítia)
Tá achando que eu sou incapaz?! (Alan)
Não era isso que eu tava dizendo! Não distorça o que eu digo! (Clítia)
Alan sai. Clítia vai até a janela. Olha Alan sair do prédio.
Gostei da parte que gritou. Nunca te vi fingir tão bem. (Zenon*)
Clítia acompanha com os olhos Alan sumir na rua.
Talvez por que eu realmente tenha ficado com raiva. (Clítia)
Não vai me dizer que... (Zenon*)
É claro que não. Só que ele tá dando trabalho demais. (Clítia)
Clítia se vira.
E esse drama?! Vou socar a próxima pessoa que me disser que mulher é que é dramática! Juro, vou descontar ter que aguentar isso. Quem faz tanto drama?! (Clítia)
Tem certeza que não quer ajuda? (Zenon*)
Tenho. Vou fazer isso sozinha. (Clítia)
Já sei por que ficou com raiva, essa era a parte em que você ia dizer "Eu te amo, preciso te ajudar a ficar mais forte, você precisa de mais força". (Zenon*)
Claro, então ele ia me convidar pra fazermos um piquenique no parque, juraríamos amor eterno e viveríamos felizes para sempre. (Clítia)
Zenon* distorce a boca.
Se continuar falando vai descobrir o que eu comi ontem. (Zenon*)
Pior eu, que nem peguei nada. (Clítia)
Nossa, tá realmente empenhada em convencer ele, né? (Zenon*)
Daqui a pouco eu simplesmente quebro o pescoço dele e acabo com isso. (Clítia)
Prefere desistir do que pedir ajuda? (Zenon*)
Você me conhece. Agora sai daqui antes que ele resolva voltar, não tô afim de fingir que você veio me matar e te entregar pra ele. (Clítia)
Boa sorte. (Zenon*)
Zenon* sai. Clítia se joga na cama.
Que tédio! (Clítia)
Noite. Derik e Kat estão na varanda. Angely passa.
Atrasou? (Kat)
Ang se vira.
Não, tenho segunda em diante só. (Ang)
Ah, tá... (Kat)
Ang franze a testa, olhando para cima.
Mas acho que isso não é da sua conta. (Ang)
Lustrou as ferraduras? (Derik)
Ang olha para Derik.
Eu sei que queria, não tive tempo de fazer isso pra você, vai ter que usar suja mesmo. (Ang)
Ang sai andando.
Que isso?! (Derik)
Será que não era... (Kat)
Troca de lugar de novo? (Derik)
Não sei... arregala os olhos Foi pra escola! (Kat)
Estela coloca uma blusa em uma mala, que já tem outras roupas.
Que tá fazendo? (Mel)
Vou embora. (Estela)
Mas disse que nunca iria morar com... (Mel)
Vou atrás de Alan. (Estela)
Dormir num banco de praça? (Mel)
Você viu ele na ilha? (Estela)
Vai correndo dormir no chão junto? (Mel)
Não me importo. (Estela)
Não pode fazer isso. (Mel)
Por quê? (Estela)
Primeiro, você é menor e tenho a sua guarda. Alan me passou, no começo do ano. (Mel)
Vai colocar a polícia atrás de mim? (Estela)
Mel cruza os braços.
Agora diz olhando pra mim que acha que eu preciso de polícia pra te achar. (Mel)
Estela olha para Mel.
Não precisa fazer esforço! Eu não tenho família, e daí?! Não precisam fazer caridade por isso! (Estela)
Você tem família do jeito que vocês chamam, só não gosta da metade dela e a outra metade não tem onde ficar. Fora isso, nós somos sua família agora também. (Mel)
Não, vocês estão comigo há menos de quatro meses! (Estela)
Estela pega um vestido. Mel fecha a mala. Estela olha para Mel.
Qual o problema? Que besteira te disseram? (Mel)
Nada. Eu só tô afim de ir atrás do Alan e pronto. (Estela)
E acha que vai ajudar indo atrás assim? Ou ganhou algum prêmio de loteria? (Mel)
Não te interessa o que vou fazer. (Estela)
Sou responsável por você. (Mel)
Isso significa que vou ter que assinar alguma coisa pra ir embora? (Estela)
Mel tira a mão de cima da mala. Sai do quarto. Estela abre a mala. Coloca o vestido. Um barulho de metal. Estela franze a sobrancelha. Vai até a porta, gira a maçaneta e puxa. Não vem.
Mel, pára com isso! Abre essa porta! (Estela)
Estela bate diversas vezes. Do lado de fora, Zenon# passa.
Eu vou embora nem que tenha que pular a janela, tá me ouvindo??? (Estela)
Ai, caralho... (Zenon#)
Zenon# continua pelo corredor, desce a escada, atravessa o hall de entrada e entra na copa.
Por que Estela tá presa no quarto? (Zenon#)
Porque eu decidi que não vai atrás de Alan. (Mel)
E como ela pretende ir?! A nado?! (Zenon#)
Alan tá do lado. (Mel)
Zenon# franze a testa. Desfranze.
Ares? (Zenon#)
É. (Mel)
Então Clítia também deve estar... (Zenon#)
Eu lembro desse nome... (Mel)
Não é... (Zenon#)
Peraí, eu vou lembrar... (Mel)
Mel olha para baixo. Olha pra Zenon#.
Clítia foi quem te matou. (Mel)
Eu não tô morto! (Zenon#)
Isso não quer dizer que não tenha morrido. (Mel)
Não foi exatamente... (Zenon#)
Tá atrás de Alan? Talvez contrário? (Mel)
Não queria te decepcionar, mas eles estão juntos. (Zenon#)
Ah?! (Mel)
É que ela... (Zenon#)
Caralho... Não sabia que ia chegar a isso... (Mel)
Mel... (Zenon#)
Se bem que também não conheço Clítia, poderia ser que não fosse ruim. (Mel)
Ele tá... (Zenon#)
Ou talvez acredite que Clítia pode mudar porque... (Mel)
Zenon# vira a mesa. Mel cruza os braços e encara. Zenon# volta a mesa e as coisas em cima.
Clítia está enganando Alan. (Zenon#)
Clítia disse a mesma coisa de você. (Mel)
Você acredita nela?! (Zenon#)
Não. Na verdade, nem em Clítia, nem em Alan. (Mel)
Clítia já fez isso antes. baixa a cabeça E eu também. (Zenon#)
Então pode estar mentindo pra mim? Vamos voltar a isso? (Mel)
Zenon# olha para Mel.
Nunca tive paciência pra enrolar por muito tempo. E, se estivesse tentando te enrolar, Kat já estaria morta e você já estaria na minha cama. (Zenon#)
E, pra quem estiver presente e quiser saber, o nome disso é prepotência. (Mel)
Não foi isso que eu quis dizer. (Zenon#)
Por que mataria Kat? (Mel)
Porque ela é seu bem mais valioso. Até um asno percebe isso. (Zenon#)
Zenon# arregala os olhos.
Pera, Estela tava querendo ir atrás dele?! (Zenon#)
Eu disse isso no começo da conversa. (Mel)
Então tem perigo de eu não ter evitado. (Zenon#)
Tá, chegou, desembucha. (Mel)
Eu... (Zenon#)
Você, Alan, Clítia e Estela. (Mel)
Zenon# suspira.
Lembro de Clítia enganar ele. Mas ele se livrava disso sozinho. (Zenon#)
E o que quer evitar? (Mel)
Estela. Alan só vai descobrir que Clítia é má quando ela fizer uma coisa muita trágica. (Zenon#)
E o que Estela pode fazer de trágico? Vai querer que transformem quando descobrir que Alan está com Clítia? (Mel)
Não, quem vai fazer é Clítia. Ela quer transformar Alan em vampiro, quando descobrir que ele nunca vai aceitar isso... (Zenon#)
Por isso pediu pra segurar Estela aqui. (Mel)
Achei que podia impedir isso, mas... (Zenon#)
Temos Estela aí, podemos segurar. (Mel)
Melhor eu ir atrás da Clítia. (Zenon#)
Estela chuta a porta. Baixa a cabeça e balança para os lados. Se joga na cama.
Escola.
Por que não podemos entrar??? (Kat)
É contra o regulamento. (Zoé)
E um professor entrar com uma espada não é?! (Derik)
Vem Derik. (Kat)
Vai desistir?! (Derik)
Tô mandando vir! (Kat)
Kat sai andando. Derik segue.
Kat, Edmont pode resolver matar todo mundo... Ou transformar todo mundo... Ou transformar metade e deixar a outra metade morrer nas mãos da primeira metade... (Derik)
Kat continua andando. Derik seguindo. Chegam atrás da escola.
Você vai lá olhar. (Kat)
Quê?! (Derik)
Kat cruza os braços.
Ah, tá! (Derik)
Derik se transforma em pássaro e voa. Na sala, Angely está escrevendo na lousa. Para. Olha para a sala.
Sou só eu ou tem mais alguém com calor aqui? (Ang)
Angely solta o giz, tira a camisa. Derik arregala os olhos, abre o bico e faz um barulho. Angely pousa a camisa na mesa, pega o giz e volta a escrever. Derik voa de volta a Kat. Se transforma de volta. Se veste.
E aí? (Kat)
Bom, vai ter gente que nunca mais vai faltar a aula de matemática. (Derik)
Como assim? (Kat)
Angely... Edmont... Sei lá... Tirou a camisa. (Derik)
Droga... O que tá faltando agora? (Kat)
A calça e a roupa de baixo? (Derik)
Kat encara Derik.
Ares. Alan chega ao apartamento. Clítia está na cama, de lado. Alan senta-se do outro lado da cama. Clítia abre os olhos e se vira. Senta-se na cama, sorri e abraça Alan.
Que bom que está vivo... (Clítia)
Ainda não me acostumei com seu corpo frio desse jeito. (Alan)
Os olhos de Clítia se abrem mais e os dentes travam. Clítia se afasta e levanta. Vai para a frente da penteadeira.
Se eu matar alguém na rua ele fica quente. (Clítia)
Não quis te ofender. (Alan)
Engraçado, na cama você não reclamou. (Clítia)
Já disse que... (Alan)
Pode procurar a sua noiva. O corpo dela deve estar bem quente agora, na cama da sua mãe. (Clítia)
Alan vai até Clítia e vira pra si.
Não precisa cutucar minha ferida. (Alan)
Você cutucou a minha. (Clítia)
Clítia faz Alan soltar seu braço.
E não se esqueça que eu também tenho força. (Clítia)
Vai até perto da porta, pega uma jaqueta pendurada, veste.
Mais força do que você. (Clítia)
Clítia sai. Alan segue. Clítia vai pelas ruas, passa três quadras e chega a um bar. Senta-se no balcão. Alan para perto da porta. Zenon* se senta ao lado de Clítia.
E aí, já conseguiu? (Zenon*)
Vai pro inferno. (Clítia)
É por que ele tá olhando? (Zenon*)
Não reconhece uma mulher de mal-humor? (Clítia)
Nossa, o que ele fez? (Zenon*)
Por que não vai caçar alguma virgenzinha e pára de me encher o saco? (Clítia)
Zenon* se levanta e vai a outra mesa. Cleber se aproxima de Clítia, de trás do balcão.
E o que minha diva vai querer hoje? (Cleber)
Clítia sorri.
Não é como se já não soubesse, meu anjo. (Clítia)
Cleber sorri. Pega um copo, coloca refrigerante, tequila, vodka, rum, cointreau e whisky. Entrega a Clítia. Clítia pega. Cleber olha para o outro lado do balcão e vai. Alan se senta ao lado de Clítia.
Por que não vai atrás dele? Acaba com a sua angústia de chegar perto da Melody. Ah, você não trouxe máquina fotográfica, né? (Clítia)
E você, vai ficar fazendo o que aqui? (Alan)
Enchendo a cara, o que acha que adultos fazem num bar? (Clítia)
Clítia vira metade do copo.
Só não sei como vou pagar. Talvez o barman não ache que meu corpo é frio demais pra ele. (Clítia)
Alan olha para Cleber. Suspira brusco.
Não precisa fazer essas coisas, ficar com qualquer um assim. Eu pago. (Alan)
Isso quer dizer que vai ficar aqui? (Clítia)
A gente pode ficar, se quiser. (Alan)
Clítia vira o resto do copo.
Com seu dinheiro e a sua frescura pra trepar, melhor eu parar nesse. (Clítia)
Clítia se levanta e sai. Zenon* sai atrás. Alan deixa uma nota de vinte no balcão e sai. Cleber franze a sobrancelha, vem e pega. Leva para o caixa.
Um dia eu ainda aprendo a fazer os bofes me pagarem a bebida... (Cleber)
Clítia chega ao apartamento. Encosta-se na janela. Zenon* chega. Se aproxima de Clítia. Clítia joga Zenon* pela janela. Zenon* cai em cima de Alan. Clítia sorri. Olha para a porta. Vê Zenon#. Franze a sobrancelha. Olha pela janela. Alan está se levantando, Zenon* sumiu.
Que anda bebendo pra estar tão rápido? Também quero. (Clítia)
Talvez eu tenha virado dois. (Zenon#)
Clítia olha para Zenon#.
Podia ter trazido minha versão também. (Clítia)
Não tava mais disponível. (Zenon#)
Nossa. Devia ser mais delicado pra contar pras pessoas que elas morreram... (Clítia)
Mas... Eu até usei eufemismo... (Zenon#)
A sua versão aqui é bem covarde. Apenas uma queda e já desistiu. (Clítia)
Acho que ele entendeu que não tava querendo falar com ele. (Zenon#)
E aí, já desistiu da Melody? (Clítia)
Dia seguinte, 5h. MEAK. Zenon chega, mancando da perna direita, segurando o braço esquerdo, com um olho inchado e a boca com sangue. Mel vai até Zenon e ajuda a sentar no sofá.
Que aconteceu? (Mel)
Clítia. (Zenon)
Não devia ter ido sem ninguém. (Mel)
E seu amigo? (Zenon)
Quem? (Mel)
Angely... (Zenon)
Não voltou ainda. (Mel)
Derik e Kat chegam.
Onde estiveram a noite toda?! (Mel)
Fomos a um motel... (Derik)
Zenon sorri.
A noite foi boa então... (Zenon)
Kat encara Zenon.
A gente tava seguindo "Olhos de Prata". (Kat)
Por que diabos?! (Mel)
Angely saiu dando patada. Então seguimos. Derik foi até a janela da sala e viu tirar a camisa. (Kat)
Como?! (Mel)
Ah, tirou por cima... (Derik)
Mel cruza os braços e encara Derik.
É, acho que só tirou a camisa mesmo. Antes disso soltou um cínico "sou só eu ou tem mais alguém com calor aqui?". (Derik)
E aí pensaram "é Edmont" e "vamos seguir sem ajuda!". (Mel)
O cabelo ainda era loiro. (Derik)
Mel franze a sobrancelha.
Talvez fosse Angely mesmo então. (Mel)
Pelo jeito... Acho que vamos precisar de ajuda pra parar. (Kat)
Kat olha pra Zenon.
Vai falar alguma coisa ou ficar aí só assim? (Kat)
Zenon encolhe e volta os ombros.
Não tenho culpa se seu amigo pirou. (Zenon)
Que?! (Derik)
Mel vai até o armário pega uma besta e aponta para Zenon.
E aí, tava passando e resolveu entrar ou veio aqui porque não tinha mais o que fazer? (Mel)
Do que tá falando? Tá achando que eu sou o daqui? (Zenon)
Prova que não. (Mel)
Você usa lente. (Zenon)
Dá pra perceber. (Mel)
Mas não é por problema de vista nem por não gostar da cor dos seus olhos. (Zenon)
Mel baixa a arma.
Se é quem veio com a gente, por que tá chamando Angely de "seu amigo"? (Derik)
Tô meio confuso... Acho que ela acertou minha cabeça... (Zenon)
Zenon começa a levantar. Senta de novo. Dali a pouco, Zenon está no quarto, na cama.
Tem certeza que não quer nada? (Mel)
Tenho. (Zenon)
Então vou lá ver se Estela já acalmou. (Mel)
Estela? (Zenon)
Queria ir atrás de Alan, não lembra? (Mel)
Não... (Zenon)
Melhor eu te arranjar alguma coisa... (Mel)
Eu arranjo alguma coisa depois. Vai ver a Estela. (Zenon)
Mel sai. Vai ao quarto onde estava Estela. A porta está aberta. Estela está na cama de cima, Kat na cama de baixo e Derik ao lado, no chão, com os braços e a cabeça na cama de Kat. Mel encosta em Derik.
Melhor você ir pro seu quarto. (Mel)
Ah? (Derik)
Você só tem mais meia hora pra dormir. Não vai conseguir fazer isso direito aí. (Mel)
Ahã... (Derik)
Mel levanta Derik. Vai empurrando Derik, que anda com os olhos fechados. Chega ao quarto em que está Zenon.
Derik, vai, não tô afim de te colocar ali em cima. (Mel)
Ah? (Derik)
Deixa que eu ajudo. (Zenon)
Zenon se levanta, pega Derik no colo e coloca na cama. Mel sai. Zenon se deita de novo.
Espero que ele não ronque. (Zenon)
Angely acorda em uma cama. Toca o ombro de Brenda, que está ao seu lado. Brenda acorda.
Cadê Arthur? (Ang)
Deve ter ido tomar banho. Não sirvo eu? (Brenda)
Só queria saber. Tenho que ir pra casa. (Ang)
Sua ex tá esperando? (Brenda)
Deve estar uma pilha. Mas sabe que não tô nem aí pra isso? É que minhas roupas estão todas lá e eu ainda não arranjei outro modo de ganhar dinheiro sem ser dar aulas. (Ang)
Você não gosta? (Brenda)
Se todo mundo que trabalha na escola gostar de fazer festas a noite, talvez não seja a pior das ideias. (Ang)
Ang se levanta. Se veste. Sai. Brenda deita de novo. Ang sai na rua. Começa a andar.
A noite foi boa? (Edmont)
Ang olha para trás. Edmont está com capuz. Baixa a toca.
Por que, não sabe? Quando tá com Beatrice eu sempre descubro. (Ang)
Ang segue andando. Edmont acompanha.
Andou se drogando, Angely? (Edmont)
Parece que usei algo? (Ang)
Tenho tido sensações estranhas. (Edmont)
Quem sabe não é Beatrice te drogando? (Ang)
Beatrice não ia querer atingir o anjo da guarda. (Edmont)
Por mim pode fazer o que quiser com Beatrice. (Ang)
Sério? (Edmont)
Pensando bem, te transformou. Seria ingratidão, não acha? (Ang)
Quer que eu te conte de quando me transformou? (Edmont)
Pra quê? Eu lembro... (Ang)
Ang para de andar. Edmont para também.
Ou não. (Ang)
É desse tipo de coisa estranha que estou falando. Talvez eu contar te refresque a memória. (Edmont)
Tenho mais o que fazer. (Ang)
Angely continua andando. Edmont segue.
Eu tava andando pela rua, olhando pra todo mundo. A rua só tinha puteiro. Comecei a perceber que ninguém mais me chamava a atenção. Achei que minha obcessão com Handhara tava tão grande que ninguém mais teria graça enquanto não tivesse Handhara. Continuei andando. Foi aí que Beatrice apareceu na minha frente. Olhei para os lados e percebi que tava num beco, estávamos sós. Eu perguntei o que queria. Então mostrou os dentes. Apesar do tempo sem lutar, eu ainda tava com treino. Derrubei Beatrice. Parei por cima. Beatrice... Que expressão posso usar? Não tava mais com os dentes grandes, sabe, escondeu. O corpo tava quente, tinha matado alguém há pouco tempo. Mas não tava ofegante. Eu tava. "Vai ser aqui?" foi a última frase que disse com sentido antes de me "matar". Claro, fez mais algumas coisas, mas não acho que precise te contar. É dedutível. (Edmont)
Valeu a aula. (Ang)
Não, quem vai dar aula agora é você. (Edmont)
Ang para. Edmont para mais na frente e vira para Ang.
Vai dar aula o dia inteiro, chegar em casa e descobrir que terá que dar aula amanhã de novo. De novo e sempre. Sabe por que a parte do sempre? Somos atlantes. Não vamos envelhecer, não vamos morrer. É pra sempre. A menos que veja que tudo perdeu a graça ao seu redor. (Edmont)
Edmont cobre a cabeça de volta.
7h10. Angely chega a escola. Bate na porta da diretoria.
Entra. (Dínamis)
Angely entra.
Muito bonito... (Dínamis)
Valeu. (Ang)
Dínamis encara Ang.
Sabe do que estou falando. (Dínamis)
Não me importo se explicar. (Ang)
Chegou atrasado já no segundo dia. (Dínamis)
Vai ter protesto na porta se me demitir. (Ang)
Dínamis franze a sobrancelha. Desfranze e encara Ang novamente.
Era de você que tavam falando? (Dínamis)
Eu assustei algumas pessoas, quis agradar outras... (Ang)
Tá passando dos limites. (Dínamis)
Ele e a filha dele. (Xisto)
Não te vi bater à porta. (Dínamis)
Ele nem sequer fechou a porta... (Xisto)
Ah, que beleza, parece que vão abrir duas vagas no colégio! (Dínamis)
Katerine trouxe uma cruz. (Xisto)
Talvez esteja adotando a religião. (Ang)
Ocupa uma carteira inteira, será que dá pra alguém tomar uma providência? (Xisto)
Por que, não quer aceitar Jesus na sua vida? (Ang)
Tá me provocando? (Xisto)
Não, é só impressão sua. (Ang)
Xisto vai na direção de Angely. Dínamis se coloca no meio.
Volta pra sala e manda a aluna vir aqui. (Dínamis)
Xisto sai.
Não precisava, amor, eu sei me defender. (Ang)
Dínamis se vira para Angely.
E você... (Dínamis)
Angely puxa Dínamis e beija. Dínamis corresponde. Ang puxa as pernas de Dínamis para volta de si e coloca Dínamis em cima da mesa. Kat entra na sala. Sai.
É aula de educação sexual?! (Kat)
Dínamis empurra Angely. Dá um tapa.
Você acha que é assim??? Isso aqui é uma escola, não um bordel e eu não sou uma prostituta! (Dínamis)
Angely dá um passo para trás. Coloca a mão na cabeça. Cai no chão. Kat entra. Baixa perto de Ang.
Isso foi o tapa ou foi a bronca? (Dínamis)
Droga, eu sabia! Tem feitiçaria nisso! (Kat)
Feitiçaria? (Dínamis)
Não é dessas coisas... Fica com vergonha só de olharem! Não sabe como era na outra... No outro lugar que a gente vivia... (Kat)
Devia ter desconfiado... Ele tem algum inimigo? (Dínamis)
Talvez tenha sido Edmont. Nasceram da mesma gestação. (Kat)
Vocês falam esquisito. Quem é o irmão dele? (Dínamis)
Se transformou faz um tempo. No que Alan veio caçar. (Kat)
Dínamis olha para Kat.
Agora entendi sua implicância com Xisto. (Dínamis)
Derik está na sala. Diana entra.
Meu nome é Diana, eu sou nova aqui, portando... (Diana)
Você é mulher macho? (Mariano)
Pessoas riem.
Apesar do termo vulgar e de não ter nada com a minha vida pessoal, vou te responder, sim, sou lésbica. Algum problema? (Diana)
Desde que não olhe pra minha namorada... (Mariano)
Pedofilia é crime previsto na lei. E preconceito também. (Diana)
Sociologia? (Derik)
Artes. (Diana)
Liga não, eu só erro! Ainda bem que eu não tava desenhando agora. (Derik)
Você não tá na sala errada, não? (Diana)
Não era nem pra estar na escola mais. (Derik)
Eu pensei que tava adiantado... (Diana)
Tenho cara de inteligente? (Derik)
Não, de criança mesmo. (Diana)
Derik abre a boca, fecha suspira fundo.
Acho que vou ter que me conformar com isso. (Derik)
Bom, já sabem meu nome, então quero conhecer vocês. Mas não vou sair perguntando nome e idade, ou pedir uma redação sobre as férias. Quero que peguem uma folha e desenhem o que vier a cabeça. (Diana)
Se eu fizer isso, vou pra diretoria... (Mariano)
Derik encara Mariano.
Prometo que não. Pode ser qualquer coisa. (Diana)
Tá, mas não vale se arrepender depois. (Mariano)
MEAK. Dínamis e Mel estão na copa.
Por que não me contaram isso? (Dínamis)
Bom, eu não podia adivinhar que Edmont ia jogar um feitiço. Acho que vou ter que resolver, passou dos limites. (Mel)
Levaram Angely pro quarto? (Kat)
Não, deixamos na sala... (Mel)
Ah, não deixaram, não! (Kat)
12h. Angely chega a escola. As pessoas estão saindo. Sala de vídeo.
Acho que talvez tenha tido algum problema. (Diana)
Provavelmente com Kallend. (Xisto)
Como? Me pareceu um anjo quando vi na... (Lavine)
Nem tudo que parece é. (Xisto)
Então acha que ele fingiu de bonzinho? (Diana)
Não duvido. (Xisto)
Falando de mim? (Ang)
Não é sempre que um professor falta no segundo dia. (Lavine)
Eu vim. Mas me enrolei na diretoria. Xisto não contou pra vocês? (Ang)
Ele chegou atrasado e, aparentemente, sumiu depois. (Xisto)
Não, depois de chegar com atraso, eu briguei com você, Dínamis te pediu pra chamar Kat, que por sua vez me pegou numa situação complicada com Dínamis e tive que fingir que desmaiei. Então me levaram pra casa e agora Melody deve estar chutando tudo por lá. (Ang)
Xisto olha para a mão de Angely.
Que foi? Algum problema com minha água? (Ang)
Natanael entra na sala de vídeo, junto com Alete, que trazia um notebook e um celular.
Olha só, a festa tá completa! (Ang)
Não, das pessoas que você enganou, falta a diretora. (Lavine)
Já disse, tá com Mel. (Ang)
É a que é mãe de Katerine? (Xisto)
Eu gerei Kat também. Nós terminamos porque descobrimos que éramos do mesmo sangue, fraternalmente, sabe? (Ang)
Alete sai.
Tá mentindo... (Diana)
Que foi, gente? Tem coisas bem piores ocultas na minha vida. (Ang)
Xisto olha para Lavine.
Ainda acha que ele parece um anjo? (Xisto)
Sério? Que lisonjeiro da sua parte... (Ang)
Ang olha para Lavine de cima a baixo.
Meu elogio pra você seria bem diferente disso... (Ang)
Natanael vai na direção de Angely, Xisto segura Natanael.
Como você se controla! Ou não? (Ang)
Angely sai. Natanael vai na direção da porta. Xisto segura.
Fica aqui com elas, eu vou lá. (Xisto)
Ei, eu sei me defender! (Diana)
Caso não lembre, devo ser mais forte que você. (Xisto)
Xisto sai. No pátio, no sol, Alete está escrevendo. Angely chega a pega o computador.
Problemas na Escola, venha rápido. Tem amizade com batman por acaso? (Ang)
Alete se afasta de Angely. Xisto olha de longe.
Acho que não vai me responder... Não fala, não é mesmo? (Ang)
Pessoas na escola olham. Diana para perto de Xisto.
"Fica aqui com elas, eu vou lá"! Parece que vou ter que resolver isso, né? (Diana)
Diana vai até Angely e pega o computador.
Defendendo? Cuidado, Xisto vai ficar com ciúmes... Aliás, falando nisso, cadê? (Ang)
Angely olha para Xisto.
Por que não vem aqui um pouquinho? O dia tá lindo, vem ver o céu! (Ang)
Angely vai até perto de Xisto.
Qual o problema, o sol faz mal pra sua pele? Tá certo, faz a gente suar, mas você não precisa desidratar, é só beber água! (Ang)
Angely abre a garrafa, bebe um pouco e joga em Xisto. Xisto coloca a mão na frente. Natanael vira Angely e dá um soco. Xisto sai, com Alete.
É tudo que tem? Poxa, quando percebi armar o bote, achei que fosse fazer melhor que isso. Mas tudo bem, você tem realmente bastante coragem pra ter feito o que fez. (Ang)
Lavine chega. Angely joga Natanael no chão com um chute. Diana vai em direção a Angely, Angely pega pelo pescoço e joga do outro lado do pátio. Vai até Lavine. Se agacha.
Também vai tentar me bater? (Ang)
Lavine empalidece. Angely coloca a mão atrás do pescoço. Cai no colo de Lavine.
Bom, agora não é fingimento. (Mel)
Mel tira um dardo tranqüilizante do pescoço de Angely. Tira do colo de Lavine.
Desculpe. (Mel)
"Desculpe"? Eu tenho que te agradecer. (Lavine)
Não tem, é responsabilidade minha. Mas o pedido de desculpa era sobre o que Angely fez, quem atirou o dardo foi Dínamis, não sou eu que tem que agradecer. (Mel)
Dínamis olha para as pessoas.
Que ainda estão fazendo aqui dentro?! Sabia que essa escola não ficava no lugar sem mim! Todo mundo pra casa, será que não têm o que fazer??? (Dínamis)
Começam a sair. Diana e Natanael se levantam e vem.
Acho que devo desculpas a vocês pelo showzinho... (Mel)
Angely disse uma coisa... Sobre... Vocês... (Diana)
Mel franze a sobrancelha.
Disse? (Mel)
Sobre Kat e você... (Lavine)
O que caralhos Angely falou?! (Mel)
MEAK. Mel entra. Diana e Dínamis logo atrás, carregam Angely. Derik, Estela e Kat estão na sala.
Dessa vez tá dormindo mesmo? (Kat)
Melody sobe.
Que aconteceu? Parece que vai pegar alguém... (Kat)
E vai. (Diana)
Como assim? (Kat)
Acho que você vai ficar sem tio. (Dínamis)
Kat franze a sobrancelha. Desfranze e arregala os olhos. Sobe correndo.
Tão falando de Edmont? (Derik)
Sim, ela tem mais algum? (Diana)
É que não considera, sabe, se afastou da família. (Derik)
Ah, sei... (Diana)
Que aconteceu pra ela querer fazer isso? (Estela)
Quarto de Mel. Mel pega uma espada.
Melody, não pode simplesmente ir lá e matar Edmont! (Kat)
Edmont fez algo pra Angely ficar ruim. (Mel)
Isso é feitiçaria. No mínimo. (Kat)
Então eu bato em Edmont até dizer como desfazer. (Mel)
E vai fazer aquilo tudo de novo? E vamos ficar viajando e caçando Edmont de novo?! (Kat)
E o que sugere?! Que eu telefone e diga "Oi, Edmont, como vai a vida, tem matado muito? Pois é, vim pedir pra tirar o feitiço de Angely, pode ser?"?! (Mel)
Aí que tá, você não faz a menor idéia de onde Edmont esteja! (Kat)
Eu descubro. (Mel)
Tem que ter alguém aqui para controlar Angely. (Kat)
Podemos acorrentar Angely. (Mel)
Sempre foi do tipo que pensa, não simplesmente sai batendo! (Kat)
Engano seu, eu sempre preferi sair batendo. Angely era quem não batia. Agora acho que mudou de ideia. Bateu em duas pessoas na escola e jogou água benta em Xisto. (Mel)
Não parece tão ruim. (Kat)
Mel encara Kat.
Não me pede pra ter simpatia. (Kat)
Tudo bem. Mandaremos Derik procurar Edmont e eu irei conversar. (Mel)
Kat cruza os braços.
Eu e Zenon. Deve ter algo que Edmont queira com a gente. (Mel)
Eu tenho outra idéia. (Kat)
Tarde. Zenon# está em uma cadeira, com correntes.
Ele não vai enganar ela muito tempo. (Zenon#)
Não se considera esperto pra isso? (Clítia)
Ela é mais esperta que eu. (Zenon#)
Deveria saber de algo por experiência própria: o amor cega. (Clítia)
Ela vai matá-lo. (Zenon#)
Sem problemas. Eu tenho você. (Clítia)
Não, não tem. (Zenon#)
Assim que Edmont pegar ela, você vai se desencantar. Aí te terei de novo. (Clítia)
E o que te garante? (Zenon#)
Já vivi isso. É quase como um déjà vois. (Clítia)
Quase? (Zenon#)
A outra era bruxa. Essa é caça-vampiros. A diferença fundamental é que Melody não cobra. (Clítia)
Zenon# se chacoalha na cadeira.
Olha só, tá mesmo apaixonado... Consegui te irritar. (Clítia)
Vou te matar quando sair daqui. (Zenon#)
Não, você vai voltar. Você sempre volta. (Clítia)
Clítia sai. Zenon# olha para fora.
Pior é que ela pode estar certa. (Zenon#)
Angely acorda. Está na cama, com correntes. Estela está comendo uma maça, com uma faca.
Vão me exorcizar? (Ang)
Tudo que tem feito parece mais coisa do diabo que da sua índole natural. (Estela)
Ironizando? (Ang)
Não, dizendo a verdade. (Estela)
Isso até doeria. Mas, por outro lado, até que parece um elogio... (Ang)
Estou tão preocupada. (Estela)
Que pena que me sedaram. Estava na parte mais legal... Será que Lavine sente alguma coisa da cintura pra baixo? (Ang)
Não sei e não estou interessada. (Estela)
Deve sentir, ninguém aceitaria casar com alguém que não sente nada. (Ang)
Meu ouvido não é pinico, sabia? (Estela)
Se quiser, posso parar de falar e começar a agir. Só que fica meio difícil assim. (Ang)
Duvido. (Estela)
Que eu queira agir? (Ang)
Estela encara Angely.
Ah, que fique difícil fazer alguma coisa assim, com amarras? É uma sugestão? Não imaginei que curtia bondage. (Ang)
Vou pegar uma meia usada do Derik se não calar a boca. (Estela)
Derik não usa meia. (Ang)
Desde que joguei o tênis dele no lixo. (Estela)
Kat e Mel entram no quarto.
E aí, o que vai ser? Vão me bater até Edmont resolver aparecer? (Ang)
Pelo que sei deve estar, de alguma forma, vendo o que você vê e ouvindo o que você ouve, certo? (Mel)
É... (Ang)
Então tenho um recado. (Mel)
Mel se senta ao lado de Ang.
Se você continuar assim, vou atrás de Edmont. E Edmont sabe o que isso significa. (Mel)
Tá se referindo a sua vingança pela criança que perdeu? (Ang)
Mel pega a faca de Estela e sai.
Mas o que...? (Estela)
Mel volta com a faca lavada e enfia no estômago de Angely. Angely grita.
Diz mais alguma coisa e vai ficar irreconhecível. (Mel)
Quanta consideração, lavou a faca para infeccionar? (Ang)
Vou atrás de Edmont. (Mel)
Derik ainda não chegou. (Kat)
Falando de mim? (Derik)
Pronto, agora posso ir. (Mel)
Na verdade foi outro alguém que encontrei. (Derik)
Como assim? (Kat)
Noite. Clítia está no apartamento. Alan chega.
Sabe que não consigo ficar longe, não é? (Clítia)
Toca o celular de Alan. Alan pega. Franze a testa. Atende.
Preciso de ajuda. (Mel)
Pra quê? (Alan)
Vou passar o endereço por mensagem. Só vem. (Mel)
Mas... Mel? Mel?! (Alan)
Alan desliga.
Melody tá pedindo minha ajuda. (Alan)
Ela se rendeu? Isso é estranho... (Clítia)
Praça. Mel termina de digitar, envia e coloca o celular no bolso.
Ele vai? (Estela)
Vai. Mas só Derik vai comigo. (Mel)
Por quê??? (Estela)
Se Alan vai, Clítia vai. Tá com Alan agora. (Mel)
Derik não sabe lutar! (Kat)
Sabe voar. (Mel)
Mel atravessa a rua. Entra em uma van. Kat pega um vidrinho no bolso.
Que vai fazer?! (Estela)
Dormir. Sabe o telefone da pessoa que era chefe de Alan? (Kat)
Soraia? Sei, mas... (Estela)
Se eu começar a gritar, liga. (Kat)
Vai dormir aqui no banco??? (Estela)
Kat abre o vidro, coloca um comprimido na boca, engole e deita em um banco. Estela se senta no chão, ao lado do banco.
3h da manhã. Alguém coloca a mão no ombro de Estela, que abre os olhos e olha para trás. Se vira bruscamente e se levanta.
Parece que você tá sozinha aqui. (Clítia)
Estela olha ao redor. Vazio. Olha para Kat.
Ah, ela não conta, tá dormindo! (Clítia)
Eu sabia, você tava mentindo pro Alan... (Estela)
É, mas acho que não vai poder contar. (Clítia)
Clítia passa a língua nos lábios.
Qual seu tipo sangüíneo? (Clítia)
Estela vira para outra direção. Clítia se coloca a frente.
Que isso, vai deixar sua amiga pra morrer sozinha? (Clítia)
Por que não alguém do seu tamanho? (Zenon#)
Clítia se vira para Zenon#.
Como vou explicar...? Você não tem calor suficiente pra mim. (Clítia)
Você também fica fria de vez em quando. (Zenon#)
Clítia corre e chuta Zenon# no rosto, Zenon# cai no chão. Estela abaixa e chacoalha Kat, mas Kat não acorda. Zenon# levanta e tenta cravar uma estaca em Clítia, mas Clítia desvia seu braço com uma mão e dá um soco com a outra. Contrai e solta o corpo. Coloca a mão nas costas e arranca uma estaca. Joga no chão e corre. Alan se aproxima de Zenon# e estende-lhe a mão. Zenon# pega e Alan puxa, levantando Zenon#.
Agora acredita em mim? (Zenon#)
Mais ou menos. Mas é melhor que acreditar nela. (Alan)
Você errou. (Estela)
Alan olha para Estela.
Que quer que eu diga? Sua mira é boa. (Estela)
Que tal um obrigado? (Alan)
Obrigada por não deixar ela me matar, mas por que errou? Achei que... (Estela)
Tá escuro, eu tava longe para ela não me perceber e o vestido dela me confundiu. A propósito, de nada. (Alan)
MEAK. Edmont entra no quarto de Angely.
Veio me soltar? (Ang)
Vim buscar a espada. Bea quem me deu, ficou com raiva. (Edmont)
Desde quando você liga? (Ang)
Desde quando eu não sinto o que você sente? (Edmont)
Edmont arranca a faca. Angely grita. Respira fundo.
Tá com inveja? Querendo ficar tão ruim quanto eu? (Edmont)
Considera isso uma ameaça? (Ang)
Não. O meu apelido você nunca vai tomar e será sempre quem veio depois de mim. (Edmont)
As cordas estão machucando meus pulsos. (Ang)
Edmont se aproxima. Desamarra Angely. Angely se senta na cama.
Como vai Beatrice? (Ang)
Sentindo falta da espada. (Edmont)
Acho que talvez a gente pudesse sair ganhando, tanto eu quanto você, se fizéssemos uma troca. Aliás, você em dobro. (Ang)
Mel entra em uma casa abandonada. Beatrice desce a escada.
Achei que só andasse com Edmont. (Mel)
A espada eu dei pra Edmont, Edmont quem entregou pra Angely. (Bea)
Então foi você... (Mel)
Mel dá um passo para frente, Zenon# segura seu braço.
Zenon? (Mel)
É, é ele. Por que, o outro fugiu? (Alan)
Fugiu. Bateu em Derik e fugiu. (Mel)
Colocou Derik pra cuidar dele??? (Zenon#)
Amarrei. Não imaginei que fosse fugir. (Mel)
É, parece que eu já sabia esse truque nessa época. (Zenon#)
Que truque? (Mel)
Já que o interesse é tão grande e estão insistindo muito, vou dizer: a espada carrega um feitiço de inversão de personalidade. Era para Edmont, mas Edmont passou a Angely. Para desfazer, tem que destruir a espada. (Bea)
Beatrice sai. Mel franze a sobrancelha. Abaixa. Pega algo no chão.
Manhã. Templo. Mel entra. Edmont está em um canto.
Parece que você gosta daqui. (Mel)
É, gosto. Me dá nostalgia. Penso na nossa casa. (Edmont)
Isso quer dizer que a espada afetou você? (Mel)
Não. Não peguei no cabo. (Edmont)
Então você sabia. (Mel)
Beatrice me mandou pegar pelo cabo porque supostamente não queria que eu cortasse a mão. Desconfiei. Por isso entreguei pra Angely. (Edmont)
Tem que pegar de volta. (Mel)
Por quê? (Edmont)
Porque só vai confiar em você. (Mel)
E se eu já tiver pego? (Edmont)
Então é melhor me entregar. (Mel)
Mel, Mel, Mel. Sempre dando ordens. (Edmont)
Tem que fazer isso, não sabe o que... (Mel)
Transformou alguém bom em ruim. Beatrice não quer mais que eu fique ruim, então provavelmente era pra inverter as coisas. (Edmont)
Edmont se levanta.
Eu penso. (Edmont)
É? E por quê virou isso? (Mel)
Não tinha mais o que fazer. Mas sabe no que mais penso? (Edmont)
Em matar? (Mel)
Em você. (Edmont)
Vim aqui para falar da espada. (Mel)
Podemos fazer uma troca. (Edmont)
E por quê pensa que eu faria? (Mel)
Angely me propôs uma troca. Me entregou a espada para virar "isso". (Edmont)
Você não... (Mel)
Disse que ia. (Edmont)
Vai fazer? (Mel)
Não sei. (Edmont)
Será que já não basta você?! (Mel)
Praia. Angely está na mureta, olhando para o mar. Edmont se aproxima, com capuz.
E aí, pensou no que eu disse? (Ang)
Em te trazer pra cá? Não sei se vai gostar de não poder mais sair no sol. (Edmont)
Ia ser mais fácil pra chegar perto de outras espécies, não ia ter que bater primeiro. (Ang)
A maioria na verdade nem batendo você chegaria. (Edmont)
Edmont olha para Angely.
Promete que não vai voltar correndo? (Edmont)
Sabe que isso só acontece se destruírem a espada. (Ang)
E isso não vai acontecer, porque tá comigo. Mas acho que não quero te transformar. (Edmont)
Como assim? (Ang)
Acho que ia preferir o sangue de Beatrice. Podemos ir até lá. (Edmont)
Não tá tentando me enrolar, tá? (Ang)
Por que, acha que meu sangue é melhor? (Edmont)
Seria como beber meu próprio sangue. Duvido que tenha graça. Não me enrolaria, não, né? Sabe que agora posso te matar sem... (Ang)
Melhor não falar isso muito alto. Alguém pode ouvir. (Edmont)
É verdade. Vamos? (Ang)
Casa abandonada.
Parece que fez uma limpeza na casa, Beatrice... (Edmont)
A polícia fez isso. Quase me pegaram aqui. Você tinha dito que ia arranjar... (Bea)
Beatrice aparece na escada. Olha para Angely.
...outro lugar. (Bea)
Podemos ficar com o casarão quando matarmos todo mundo. Deixamos o lugar impecável, cobramos pouco e teremos refeição de graça. Ah, não, com o tempo as pessoas iriam parar de vir... (Ang)
Matar todo mundo? (Bea)
É. Katerine, Derik, Estela... (Ang)
Melody a gente transforma. (Edmont)
Beatrice baixa a cabeça.
Não precisa fazer essa cara. Você sempre quis Angely mesmo. Agora taquí, pode fazer o que quiser. (Edmont)
Beatrice olha para Angely. Angely sobe a escada. Se aproxima de Beatrice. Beatrice sai.
Vai fazer doce agora?! (Ang)
Vai atrás. Vai fazer drama, mas é só acalmar que vem pra cima. (Edmont)
Angely dá um sorriso. Dá um passo a frente e para. Suas pupilas dilatam. Angely vira e olha para Edmont.
Sinto muito, prefiro exclusividade. Tem mais graça. (Edmont)
Edmont sai da casa. Angely acompanha Edmont com os olhos.
Acho que tenho que te agradecer, na verdade. (Ang)
Nem vem. (Edmont)
Angely olha para o corredor. Vai até o quarto de Beatrice. Entra. Beatrice está para a janela.
Vocês acham que sou o que??? "Olha, eu enjoei, agora fica com Angely um pouco enquanto vou atrás de alguém mais interessante"! Não sou um objeto pra me dar assim pra você! (Bea)
Angely vai até Beatrice. Vira Beatrice e abraça.
Não fica assim... Edmont não vai mais fazer isso com você. Nem Edmont, nem eu. (Ang)
Beatrice afasta Angely e olha em seus olhos.
Passou? (Bea)
Por que fez aquilo? (Ang)
Não era pra você... Era pra inverter a personalidade de Edmont... (Bea)
Angely abraça Beatrice novamente.
Dia seguinte. 7h. Pátio da escola. Dínamis sobe no pequeno palco e pega um microfone.
Podem me dar um pouco da sua atenção? (Dínamis)
As pessoas olham para o palco.
Bom, pessoal, quando fazemos algo errado, o certo é nos desculparmos e não fazermos mais isso. Às vezes não repetimos o erro, mas a parte mais difícil e a que quase todos esquecem é de se desculpar. Tem alguém aqui que não esqueceu dessa parte. (Dínamis)
Angely sobe ao palco. Dínamis lhe entrega o microfone.
Tô com vergonha. Mas não de estar aqui, estou com vergonha do que tenho feito. Vim aqui pra dizer pra vocês que eu estava meio fora de mim... (Ang)
Angely baixa a cabeça. Volta a olhar para frente.
Espero que vocês aceitem minhas desculpas. Todo mundo aliás. Bom, é só. Provavelmente não darei mais aula aqui, mas o que importa é que me perdoem. (Ang)
Silêncio geral. Angely desce do palco. Xisto vai até Angely.
Deve estar com raiva de mim. (Ang)
Já fiz besteiras demais pra querer crucificar alguém. Paz? (Xisto)
Claro. Vou segurar Kat. (Ang)
Isso sim seria um grande favor. (Xisto)
Noite. MEAK. Zenon# do lado de fora.
Zenon? Que cara é essa? (Ang)
Tô com medo de uma coisa. Você sabe que eu sinto algo por Mel, não é? (Zenon#)
Acho que é difícil alguém não perceber. (Ang)
Clítia me disse algo. (Zenon#)
Por que algo que Clítia diria te deixaria assim? (Ang)
Quando eu gostei de Astride também fiquei bom. Será que minha personalidade é tão fácil de mudar assim? Será que, se algum dia eu deixar de gostar da Mel, vou voltar a matar? (Zenon#)
Tem motivos pra pensar assim? (Ang)
Logo que Astride morreu, voltei para a Clítia. (Zenon#)
Como morreu? (Ang)
Fogueira. Inquisição. (Zenon#)
Inquisição extinguiu faz tempo... (Ang)
Não para uma parte de fanáticos religiosos. (Zenon#)
Quando pegou Kat ainda não conhecia Mel. (Ang)
Clítia foi morta por Alan naquela realidade. Então fiquei por aí, sem ninguém. Até descobrir que Astride tinha reencarnado. Ela tomou o raio e Alan me encontrou. Ele estava paraplégico. Então me disse que dessa vez eu não tinha para onde voltar. Tinha duas filhas, aliás, uma era até filha dessa que expulsou ele. (Zenon#)
Soraia? (Ang)
Sim. Quando ele me encontrou, depois de dizer que eu não poderia voltar para Clítia, ele disse que ia me ajudar a continuar bom. Foi pouco tempo, mas ficamos amigos. (Zenon#)
Tem medo de perder o apoio e voltar a ser ruim? (Ang)
Acho que é. (Zenon#)
Não acho que faria isso. Mas, se serve de consolo, você nunca vai descobrir, pois nunca mais vai estar só. (Ang)
Obrigado. (Zenon#)
Angely entra na casa.
Eu acho. (Zenon#)
Dentro da MEAK.
Mas não quero saber de preconceito e julgamentos apressados. (Mel)
Tudo bem. (Alan)
E nem quero agressões contra Zenon. (Mel)
Tá. (Alan)
Nem pense em ir atrás de Edmont! (Mel)
Não irei. (Alan)
E também... (Mel)
Calma, Mel. Vai acabar se demitindo assim. (Ang)
Mel olha para Angely, depois para Alan.
Sunariom. (Mel)
Mel vai para a escada e sobe.
Do que ela me xingou? (Alan)
Também não entendi quando disse pra mim. Significa "bem-vindo". (Zenon#)
Alan olha para a escada. Sorri.
Algum tempo, algum lugar
Ninguém tem personalidade forte o suficiente pra resistir a um feitiço, não?! (Xien)
Talvez não seja questão de personalidade. (Uehfo)
Ué, batem a varinha, pum, cê vira do mal! (Xien)
Talvez as coisas sejam mais complicadas do que imagina. (Uehfo)
Não é tão complicado assim. (Xien)
Ah, é? (Uehfo)
Sim. (Xien)
Então já sabe quem você é, é isso? (Uehfo)
Xien abre a boca. Fecha.
Golpe sujo. (Xien)
Adoro bater em ego. (Uehfo)

Resumo do Capítulo

Angely acorda Mel e Derik cinco da manhã, arrumando as coisas para ir para a escola dar aula. Dali a algum tempo, está na praia, olhando para o mar. Edmont reclama de ter tirado sua presa. Dá a Angely uma espada. Derik está no segundo colegial, como Kat e Estela, mas em outra sala. Derik conhece quem dá aula de Literatura, Lavine, que é cadeirante e tem ajuda de Natanael. Kat e Estela conhecem Xisto, de história, que tem assistência de Alete, e é vampir. Estela pede e sai da sala, Kat fala Xisto, deixando claro que entendeu o que é. Estela chega a sala de Ang, mas vê Ang atirar a espada na direção de alguém, e vai a diretoria. Fala com Dínamis, que dirige a escola. Dínamis pergunta se falam da mesma pessoa, Estela se dá conta que pode ser que não. Xisto vem a diretoria. Fala sobre Kat. Dínamis diz que irá resolver e manda de volta para a sala Xisto e Estela. Na hora da saída, Dínamis chama Angely a diretoria. Angely tenta seduzir Dínamis. Dínamis manda Angely sair. Em casa, Angely ameaça Estela, inclusive usando Alan. Mel chega e Angely disfarça. Edmont conta a Beatrice que deu a espada a Angely. Beatrice diz que não podia ter feito isso. Edmont diz que pegará de volta. Na MEAK, Ang fala em leiloar os quadros de Leonardo. Mel estranha. Alan e Clítia conversam, Clítia se irrita. Alan sai. Zenon* chega. Clítia diz que está com raiva porque está dando mais trabalho do que imaginava. Angely passa por Kat e Derik e dá patada. Kat e Derik seguem Angely, desconfiando de nova troca de lugar. Mel encontra Estela arrumando malas. Estela diz que vai atrás de Alan. Mel diz ter visto Alan pelas ilhas, dormindo na rua. Estela insiste em ir atrás. Mel tranca Estela. Zenon# passa pelo quarto e pergunta para Mel. Mel fala e diz que Alan está em Ares. Zenon# conta que Alan está com Clítia. E conta que, na outra Realidade, Clítia matou Estela depois de perceber que Alan não aceitaria a transformação. Kat e Derik vão até a escola. Derik, como Aurium, vê Angely tirar a camisa na sala de aula. No apartamento, Alan chega e Clítia abraça. Alan fala do corpo frio. Clítia se enraivece e sai. Vai a um bar. Alan segue. Zenon* aparece. Clítia briga, Zenon* sai. Alan se aproxima. Clítia sai. Alan segue. Clítia volta ao apartamento. Zenon* aparece. Clítia joga Zenon* em Alan, na rua. Zenon# aparece. No dia seguinte, Zenon* vai a MEAK com machucados, fingindo ser Zenon#. Kat e Derik chegam e contam a Mel sobre Ang. Mel quase percebe sobre Zenon*, mas Zenon* dá uma informação que não deveria ter. Finge passar mal. De madrugada, Ang acorda com pessoas da escola, com quem transara. Diz que tem que ir por causa de Mel, que diz ser ex. Encontra Edmont. Edmont lhe chama a atenção por não saber sobre o que Ang estava fazendo, que tem tido sensações estranhas e sobre Ang não ter mais acesso a suas memórias. Na escola, Dínamis dá bronca em Ang por se atrasar. Xisto aparece reclamando que Kat trouxe uma cruz do tamanho da carteira. Xisto e Angely discutem. Dínamis manda Xisto buscar Kat. Xisto sai, Angely beija Dínamis, Dínamis corresponde e Angely coloca Dínamis em cima da mesa. Kat chega no meio da cena. Dínamis briga e dá um tapa em Angely. Angely cai no chão. Kat entra de novo. Suspeitam de feitiçaria, Kat fala sobre Edmont. Dínamis e Kat levam Angely para a MEAK. Enquanto Dínamis e Mel conversam, Angely foge de volta a escola. Chega a sala de vídeo, onde quem dá aula na escola está falando sobre Angely. Provoca as pessoas. Mente que é pai de Kat, que tinha um caso com Mel e terminaram pois descobriram que eram irmãos. Alete sai. Angely canta Lavine, Natanael se irrita, Xisto segura. Angely sai. Xisto segue, mas para onde é coberto. Angely pega o computador de Alete, que tentava pedir ajuda. Diana pega o computador de volta. Angely joga água benta em Xisto, toma um soco de Natanael. Derruba Natanael e Diana. Se aproxima de Lavine. Cai com um dardo tranquilizante que Dínamis atirou. Contam a Mel sobre o que Angely disse. Chegam a MEAK. Mel pega uma espada, Kat pede a Mel que se acalme, que tem uma ideia. Zenon# está com correntes. Diz a Clítia que Zenon* não vai enganar Mel. Clítia diz que, caso Mel mate Zenon*, ainda tem a Zenon#, que sempre volta. Angely acorda com correntes. Estela está de vigia. Mel fala para Angely, esperando que Edmont ouça, que vai atrás de Edmont caso não seja desfeito. Derik chega e diz que achou alguém. A noite, Mel liga para Alan pedindo ajuda. Diz a Kat que apenas Derik vai consigo, porque Clítia irá seguir Alan. Estela e Kat ficam em uma praça. Clítia encontra. Zenon# chega e Clítia derruba. Alan acerta Clítia com uma estaca no estômago, Clítia foge. Alan ajuda Zenon# a levantar. Edmont vai até o quarto de Angely e solta Angely. Angely faz uma proposta a Edmont. Beatrice conta a Mel sobre a espada. Zenon# e Alan chegam. Mel diz que Zenon* bateu em Derik e fugiu. Mel vai atrás de Edmont e pede que desfaça o feitiço. Edmont diz que já imaginava o que era o feitiço, e que Angely pediu a transformação em troca a espada. Edmont encontra Angely e diz que prefere levar Angely a Beatrice, para que Beatrice transforme. Leva Angely até Beatrice. Beatrice se surpreende. Angely comenta sobre matar todo mundo. Edmont diz que ficará com Mel e diz a Beatrice que era Angely que Beatrice queria, agora tinha. Beatrice sai. Angely faz um movimento para seguir, mas para. O feitiço perde o efeito. Angely vai até Beatrice. Beatrice diz que não é objeto, está mal. Angely diz que não vai mais fazer isso, nem Edmont. Beatrice perceb que o feitiço passou. Explica que era para inverter a personalidade de Edmont. No dia seguinte, Angely pede desculpas a todo mundo. Xisto diz que não tem ressentimento. Zenon# conta a Angely que, quando Astride morreu, voltou a Clítia. E, quando morreu de novo, Alan lhe encontrou, e ajudou. Angely diz para Zenon# que nunca mais estará só, então não irá descobrir se voltaria a ser ruim. Mel aceita Alan na MEAK.

Dara Keon