Zorana
MEAK
B19

Zorana ler resumo

Escritório. Zenon olha pela janela. Derik desliga o telefone. Olha para Zenon.
Conseguimos. MEAK se expandiu. (Derik)
Meio a força. Bem de supetão. (Zenon)
Alguma coisa por aqui acontece de outro jeito? (Derik)
Sei lá... (Zenon)
A vinda de Saturno para a Terra, minha ida pra outra Realidade... (Derik)
Zenon vira para Derik.
Sua ida pra outra Realidade? (Zenon)
... a banda, a vinda pra cá, a ida de Melody... (Derik)
Essa história da sua... (Zenon)
Que que tem? (Derik)
Tá falando da história que você nunca contou pra ninguém? (Zenon)
Outra hora. Quer saber como ficou? (Derik)
Fala. (Zenon)
Eu, você, Kat e Bea ficamos aqui. (Derik)
E Etos. (Zenon)
Não é da MEAK. (Derik)
Seguiu Beatrice. (Zenon)
Tanto faz. Alan, Soraia e Dionísio, Rio. Com Ísis. (Derik)
Achei que Dionísio fosse ficar nas Ilhas... Alan ainda tá com a gente? (Zenon)
Enquanto não obrigarmos a ficar perto de Estela. E falando em Estela, com Leonardo, Aléxis e Michele, nas ilhas. (Derik)
De Michele quem não quer ficar perto sou eu. Janaína continua lá? (Zenon)
Provavelmente. Quando quiser, viaja. Todo o dinheiro é de Janaína afinal. Inês, Beleno e Vivian, Europa, em algum lugar, meio nômades. Aparentemente, Andrea continuou junto. (Derik)
Zenon vira de novo para a janela.
Queria poder devolver o que tirei. (Zenon)
Acho que adotou todo mundo. (Derik)
Zenon vira de volta.
Katerine teve algum sonho, recentemente? (Zenon)
Derik suspira.
Agora que temos contatos mais distantes, tem sonhos de outros lugares. Não gosto disso. (Derik)
Por que? (Zenon)
Mais lugares, mais sonhos. Mais dor. (Derik)
Kat é forte. (Zenon)
Mas não precisava sentir isso. (Derik)
Rio de Janeiro. Alan chega a um prédio de CVs. Entra. Entra em uma sala. Uma mesa no centro. Michele sentou-se em uma cadeira. Bruno anda de um lado para outro.
Vai fazer um buraco no chão. (Alan)
Bruno puxa uma arma e aponta pra Alan.
Posso fazer em você, se preferir assim. (Bruno)
Bruno, melhor ficar mais calmo. (Ulisses)
É o novo bronze do Rio? (Bruno)
Promoção do outro para prata. Saudade do anterior? (Ulisses)
Nem um pouco. (Bruno)
Que tinha ele? (Alan)
Era um cara legal, só tinha um problema de saliva. (Ulisses)
Saliva não é problema, é o que fica dentro da boca. Quando vaza é baba, quando voa é cuspe. No caso dele, cuspes, bem no plural. (Bruno)
Vai ficar com dor no braço. (Ulisses)
Bruno coloca a arma de volta na cintura. Se encosta na parede.
Por que nos chamou aqui? (Bruno)
Vou ser breve. Vocês são os três únicos que conheço que têm alguma ligação com vampiros caçadores de outros vampiros e que vocês julgam confiáveis. (Ulisses)
Você também "julga confiáveis", não nos chamaria aqui caso contrário. (Bruno)
E por que precisa de vampiros? (Alan)
Tudo bem, eu sei que vocês dois tiveram problemas com a gente, mas podem deixar isso de lado um instante e deixar eu falar? (Ulisses)
Alan puxa a manga da blusa, expondo a tatuagem queimada.
Vocês não deixaram de lado. (Alan)
Ulisses respira fundo. Se senta.
Estamos atrás de uma vampira há muito tempo. Agora ela entrou em uma cidade subterrânea e não conseguimos tirar ela de lá. (Ulisses)
E por que alguém não entra lá disfarçado e mata ela? (Michele)
Uma pessoa que fizesse isso estaria assinando a sentença de morte. Nessa cidade ninguém mata um vampiro, a menos que seja um. (Ulisses)
Como assim??? (Michele)
São regras. (Ulisses)
E por que não se revoltam? (Alan)
Por que são conformados. (Ulisses)
É mais que isso. Eles têm admiração por vampiros. (Bruno)
Michele e Alan olham para Bruno.
Existem mais regras absurdas lá do que vocês imaginam. (Bruno)
Como sabe? (Ulisses)
Tá falando de Zorana? (Bruno)
Sim, é o nome da cidade... (Ulisses)
Eu percebi. (Bruno)
Você é de lá por acaso? (Michele)
Não, ele é de Apolônia. (Ulisses)
Outro lugar que, provavelmente, vocês não conhecem. (Bruno)
Bruno olha para as pessoas. Olha para Ulisses.
Sou eu quem sou o problema aqui ou a tal vampira? (Bruno)
Clítia é o nome dela. (Ulisses)
Renegada pelo sol. (Bruno)
Que? (Michele)
Lenda grega, esquece. (Bruno)
Conheço Clítia. É quem criou Zenon. (Michele)
Também a conheço. Quando vamos matar ela? (Alan)
Preciso que cada um de vocês fale com os que conhecem. (Ulisses)
Selina não precisa de ajuda pra acabar com uma vampira. (Bruno)
Quero uma vampira morta, não uma cidade explodida. (Ulisses)
Bruno encara Ulisses. Sai.
Uma cidade explodida? (Alan)
Tivemos que prender Selina por causa de Etos, ela iria mandar a Ilha de Hera pelos ares. (Ulisses)
Não faz diferença, ele morava em Ares... (Alan)
Morava? (Ulisses)
Foi pra São Paulo. (Alan)
Mas porque tudo isso? (Michele)
Gosta de explosivos. Principalmente em toneladas. Mandamos Bruno atrás dela, pra controlar, mas ele também não é muito bom nesse assunto de controle. Por isso foi expulso. (Ulisses)
Nunca soube dessa... Essa... (Alan)
Selina. Muito poucos sabem. Eu não sabia. Zenon só é conhecido porque foi julgado. (Ulisses)
Silêncio. Ulisses se levanta.
Bom, acho melhor não ficarmos sentados aqui. (Ulisses)
Alan sai.
Por que não chamou só eu aqui? Poderia falar com os dois. (Michele)
Não poderia, Michele. (Ulisses)
Como sabe? (Michele)
Vocês foram namorados. O grupo desaprovou. De repente Aléxis aparece, Zenon se muda... (Ulisses)
E porque não Beatrice? (Michele)
Sabe o que é aquela pedra na tornozeleira dela? (Ulisses)
Que tem ela? (Michele)
Não sei se já ouviu os relatos sobre Virgine e Rust... (Ulisses)
Que eles têm a ver com isso? (Michele)
Rust tem uma também. (Ulisses)
Noite. Michele, Aléxis, Zenon e Alan estão na sala. Selina entra, Bruno entra atrás, com o braço engessado.
Estão uma hora atrasados. E o que foi isso? (Ulisses)
Não gosto de surpresas. (Selina)
Tudo bem, acho que o recado foi transmitido pra vocês e não preciso repetir tudo de novo. (Ulisses)
Por que afinal viemos aqui? (Selina)
Selina, você não vai sozinha. (Ulisses)
Só por curiosidade, o que tem ela ir sozinha? (Aléxis)
Pensa em alguém matando mosca com bala de canhão e aumenta as proporções pra um vampiro. (Alan)
Selina ri. Vai até a mesa e se debruça na frente de Ulisses.
Me impeça. (Selina)
Não sabe onde é. (Ulisses)
Bruno sabe. (Selina)
Vai precisar ver uma foto ou desenho da vampira. (Alan)
Se eu matar a vampira errada, acho que ninguém reclama. Posso entrar lá e matar todas as vampiras. (Selina)
Vai explodir a cidade? (Michele)
Conheço muito de explosivos. Posso fazer uma demonstração, se quiser. (Selina)
Selina se endireita e vai em direção a porta. Bruno segura o braço de Selina.
Tá querendo que eu quebre o outro? (Selina)
Não quero que vá sozinha. (Bruno)
Desde quando manda em mim? (Selina)
Tu sais qu'ils ne t'aimes pas là. Sabe que não gostam de você por lá. (Bruno)
Aléxis franze a sobrancelha. Olha para Zenon. Zenon está olhando para Michele. Michele olha para Aléxis, por reflexo para Zenon. Desvia o olhar. Levanta.
Acho que eu não tenho o que fazer aqui. (Michele)
Engraçado, eu tenho a mesma impressão. (Selina)
Michele olha para Selina.
Eu poderia derrubar você facilmente. (Michele)
Tenta, Lish. (Selina)
Michele encara Selina. Sai.
Vamos hoje pra tal cidade? (Zenon)
Que bom, você fala. (Selina)
Selina, como eu já disse... (Ulisses)
Tá, quem vai comigo? (Selina)
Não pode ir com humanos. (Ulisses)
Vou com vocês até a porta da cidade. (Bruno)
Eu vou junto, espero lá até voltarem. (Alan)
Não entendo, nunca ouvi falar disso. Onde fica essa cidade? É grande? (Zenon)
Não sabemos exatamente o tamanho dela, mas a porta está em São Paulo. (Ulisses)
Porta? (Aléxis)
Michele não deveria ter te falado tudo? (Zenon)
Eu... (Aléxis)
Melhor eu não querer saber com que gastaram o tempo durante a viagem. (Zenon)
Vim sozinho. Não foi até lá me buscar. Que história é essa de porta? (Aléxis)
A cidade é subterrânea. Um abrigo quase perfeito pra vampiros. (Bruno)
Por que quase? (Aléxis)
Há certos lugares na cidade que são perigosos pra vampiros. Podem deixar doentes, loucos. (Bruno)
Por isso não queria que ela fosse sozinha. (Alan)
Sei onde são esses lugares e posso evitar. (Selina)
Selina vai até a porta. Olha para trás.
O que estamos esperando? O sol nascer? (Selina)
Ah, esqueci uma coisa. É um detalhe, mas eu vou dizer pra não estranharem, porque estranhar faria vocês serem mais facilmente notados. O povo de Zorana é albino. Todos eles. (Ulisses)
Madrugada. São Paulo. Alan dirige. Bruno está na carona.
Por que Selina caça vampiros? (Alan)
Encontrei em Zorana. Estava encolhida, em um buraco, chamando pela mãe. (Bruno)
Louca? (Alan)
Foi o grupo dela que descobriu Zorana. Foram pra lá em meados do século XVIII. Eram tratados como reis. Mas Selina quis sair de lá. Queria ser livre de novo. Eles não quiseram. (Bruno)
Por que, se Selina saísse, pessoas descobririam e viriam atrás. Imagino que toda a informação que o Grupo tem... (Alan)
Nós demos. Esses lugares que falei causam alucinações num vampiro. São espécies de crateras. Eles ficam presos lá até que alguém resolva carregar eles de lá. Não conseguem sair sozinhos, por causa das alucinações. O pior é que ficam histéricos quando alguém tenta levar. (Bruno)
Ulisses parecia não saber que você tinha ido lá. (Alan)
E não sabia. Essas coisas não podem ir pra ficha. De onde eu sou não é problema, mas isso sim. (Bruno)
Claro. De caçador, viraria caçado. Conheço as regras. Como tirou Selina do buraco? (Alan)
Tive que cortar o pulso dela e esperar até ficar fraca o bastante pra poder carregar ela. (Bruno)
Você parece contrário a idéia deles de considerar vampiro superior... Então por que tirou ela de lá? (Alan)
Primeiro foi por interesse. Ela era minha única esperança de sair de Zorana. Os vampiros não deixavam ninguém sair da cidade e lá a ordem de um vampiro é lei. As pessoas estranhariam se eu sumisse por muito tempo. Mas, se me encontrassem com uma vampira, mesmo que a caminho da saída, não seria um problema. Com o tempo ela ficou melhor. Mas ficou com raiva dos outros vampiros. (Bruno)
E sobrou alguma coisa da loucura dela? (Alan)
Até hoje tem ataques quando vê certos objetos que lembrem a ela sua vida de humana. (Bruno)
Por que? (Alan)
As alucinações são todas ligadas à vida antes do vampirismo. (Bruno)
Ah... Disseram que te mandaram atrás dela... (Alan)
Nos afastamos quando ela saiu. Depois que fui atrás dela, acabamos nos tornando amigos. (Bruno)
E como foi parar lá? (Alan)
Um dia eu tava dormindo em casa. No outro, tava em Zorana. Não faço idéia do porque meus pais saíram de Apolônia, nem como ou porque escolheram Zorana. (Bruno)
E eles? (Alan)
Que acha? Não eram de lá. Não cresceram aceitando. Jamais aceitariam. (Bruno)
Bruno olha para o lado.
Me fizeram assistir tudo, aqueles desgraçados... (Bruno)
Alan coloca a mão do ombro de Bruno.
Sinto muito. (Alan)
Quer morrer?! (Bruno)
Bruno aponta pra frente.
Calma, não tô te cantando... (Alan)
Olha pra frente, porra! (Bruno)
Alan enfia o pé no freio. A van para. Aléxis, Selina e Zenon se seguram atrás. O sol aponta no horizonte. Alan desce e vai até uma pessoa de capuz, que parou em frente a van.
Podia ter morrido. (Alan)
Beatrice tira o capuz.
Ou não. Porque não me chamaram? (Bea)
Não sei. Chamaram só Zenon e Aléxis... (Alan)
E Selina. (Bea)
Como sabe disso? (Alan)
Soraia. (Bea)
Virou sua amiga? (Alan)
Não. Quer que eu morra. (Bea)
Não é tão ruim quanto pintam. (Alan)
Primeira coisa: Soraia me disse que era isso. Segunda: você confiou até em Clítia. Abre a porta. (Bea)
Vão até a parte de trás da van. Alan abre a porta. Beatrice entra. Alan fecha a porta.
Quatro é melhor que três... (Zenon)
Quem é você? (Selina)
Caço gente que nem a gente também. Beatrice. Tudo que precisa saber. (Bea)
Podíamos levar Juliana. (Aléxis)
Beatrice franze a sobrancelha.
Por que Clítia não levou Juliana? (Bea)
Talvez tenha levado. (Zenon)
Juliana aceitaria? (Aléxis)
A gente acaba virando marionete, faz o que mandam sem perceber. (Bea)
Já matou muita gente? (Selina)
Suficiente pra ter pesadelos. (Bea)
Etos talvez ajudasse... (Aléxis)
Como? Trepando? Foi isso que pensou? (Bea)
Etos?! (Selina)
Zenon olha para Selina.
Primeira ou segunda linhagem? (Zenon)
Não te interessa. (Selina)
Primeira. (Aléxis)
Quem é você? (Selina)
Não te interessa também. (Aléxis)
Com certeza primeira. Reconheceu Lish. (Zenon)
Beatrice, Selina, Zenon e Aléxis estão descendo uma escada circular de pedras. Chegam a um deserto. Não há como ver o teto, como se estivessem na superfície. Beatrice joga a mochila. Deita no chão. Selina olha pra Beatrice e deita longe. Aléxis vai para perto de Selina, sentando-se ao lado. Zenon deita ao lado de Beatrice.
Ela é realmente linda. (Aléxis)
Quem disse que reparei? (Selina)
Primeira linhagem. É óbvio que vai reparar. (Aléxis)
Já transou com ela? (Selina)
Já. É bom. É como se estivesse no céu. Até você perceber que ela se sente a pior pessoa do mundo cada vez que dorme com alguém. (Aléxis)
Por que? (Selina)
Não sei bem. Eu gosto dela. (Aléxis)
Mas está com Lish. (Selina)
Mas... (Aléxis)
Não tem mas. Se está com Lish, não gosta dela. Gosta de Lish, não gosta? (Selina)
Não sei. (Aléxis)
Esse é o problema. Precisa de alguém que queira ela de verdade. (Selina)
Experiência própria? (Aléxis)
Não. Ouvi isso antes de vir pra cá a primeira vez. (Selina)
Quem? (Aléxis)
Rust. (Selina)
Rust? Da Virgine? (Aléxis)
Sim. (Selina)
Ele não te falou de mim? (Aléxis)
Nunca perguntei dos casos dele. (Selina)
Não sou um caso dele... Sou o primeiro vampiro, eu criei Rust... (Aléxis)
Beatrice segura o braço de Selina, com uma estaca. Aléxis se afasta. Selina empurra Beatrice.
Sabe o que esse desgraçado fez?! (Selina)
Do que tá falando?! (Bea)
Não contou seu passado pra ela? (Selina)
Aléxis franze a sobrancelha. Desfranze.
Virgine. Não fui eu quem matou a namorada dela. (Aléxis)
Não é o que dizem. (Selina)
Qual foi a última vez que viu Rust? (Aléxis)
Conhece Rust? (Bea)
E você, conhece? (Selina)
Têm uma história parecida. (Zenon)
Viemos aqui caçar vampiros. Nos entendemos ou nos matamos quando sairmos, agora não. Vamos descansar. (Aléxis)
Zenon pega a mochila de Beatrice e traz pra perto. Todo mundo deita.
Selina abre os olhos. Fareja o ar. Senta. Vê Aléxis com uma garrafa nas mãos. Levanta, pega, se afasta, despeja na areia. Aléxis se levanta.
Que tá fazendo?! (Aléxis)
Beatrice e Zenon acordam e se sentam.
Primeiro: quanto tempo acha que ficaremos aqui? (Selina)
Achei que isso dava... (Aléxis)
Segundo: acha que pode andar com isso aqui? Acha que não vão, no mínimo, desconfiar de você? Vai ter que beber sangue aqui. (Selina)
Zenon e Beatrice se entreolham. Beatrice deita, Zenon deita junto, abraça Beatrice. Aléxis baixa a cabeça. Deita. Selina balança a cabeça para os lados. Deita novamente.
Dia seguinte. Aléxis se senta. Beatrice e Zenon levantam. Selina já está em pé, olhando para o horizonte. Iana, criança, se aproxima de Selina. Samo chega também, olhando para Selina. Estende o braço.
Pode pegar o meu, se quiser. (Samo)
É sua criança? (Aléxis)
Sim. (Samo)
Selina ajoelha e morde a criança. Samo trava a respiração. Selina para.
Calma. Não seco minhas fontes, principalmente tão novas. (Selina)
Aléxis se aproxima de Samo e morde. Bebe pouco. Pega um pano na cintura. Coloca no pescoço de Samo. Samo pega o pano e vai até Iana, colocando em seu pescoço.
Leve a gente até a cidade. (Zenon)
Samo coloca as mãos em Iana, mas Beatrice pega Iana em seu colo.
Não sei se aguenta andar até lá carregando peso extra. E não quero ter que descobrir onde é. (Bea)
Cidade. Uma grande muralha. Entram. Casas cercando um castelo. Samo vai até o castelo, com as outras pessoas seguindo. Na porta, olha para Beatrice. Beatrice entrega Iana. Samo beija a testa de Iana e sai. Beatrice, Selina, Zenon e Aléxis passam o muro do castelo.
Que fazem aqui? (Juliana)
Olham para Juliana.
Adivinha. (Zenon)
Ela só raptou ele porque não queriam deixar a gente em paz. (Juliana)
Aléxis franze a sobrancelha.
Raptou quem? (Aléxis)
Não contaram a vocês? (Clítia)
Conte então. (Selina)
Raptei o prata do Rio. Sinto muito, tentou matar vampiros aqui e tive que matar ele. Sabe como é, são mais velhos que eu. (Clítia)
Primeira linhagem? (Bea)
Sim. Podem ir agora, se quiserem levar o corpo... (Clítia)
Zenon e Aléxis levam. (Bea)
Que?! (Zenon)
Vou ficar. Dá tchau pra Etos por mim. (Bea)
Beatrice segue em frente.
Vamos. (Aléxis)
Como assim?! (Zenon)
Quer que eu diga ao povo que sou mais velho que você e está querendo me desobedecer? (Aléxis)
Zenon encara Aléxis. Aléxis sai. Zenon bufa. Segue.
Dois dias depois. Alan e Bruno se levantam. Aléxis coloca no chão um saco grande que trazia no ombro. Bruno vai em direção, Aléxis segura.
Se fosse ela, não precisava de um saco. (Aléxis)
Que aconteceu com ela? (Bruno)
As duas resolveram ficar. (Zenon)
Aléxis olha para Zenon.
Não entendeu, né? (Aléxis)
Entender o que? (Zenon)
"Dá tchau pra Etos por mim." (Aléxis)
E daí que ficou lá pra se livrar de Etos? (Zenon)
Não. Clítia citou que teve que matar o cara porque queria matar vampiros mais velhos que ela. (Aléxis)
Zenon olha para o alto.
Como eu sou burro. Etos é o vampiro mais velho vivo. (Zenon)
Zenon olha para Aléxis.
Mas talvez você fosse mais velho que eles. (Zenon)
Além disso ser um "talvez", não uma certeza, ensinei humanos como matar vampiros. Talvez não demorasse pra Zorana inteira saber isso. (Aléxis)
Clítia matou quem? (Alan)
Não contaram pra vocês também? Nos mandaram atrás dela porque ela raptou o prata do Rio. (Aléxis)
É, Ulisses não explicou a promoção. (Bruno)
Peraí, o cara nem morreu e já substituíram? (Zenon)
Você é promovido porque é mais capacitado. Se conseguiram te raptar... (Alan)
Bom, agora ele morreu. (Aléxis)
Alan pega o celular.
MEAK - São Paulo. Zenon chega. Derik está com amarras e mordaça. Olha para Zenon. Pisca. Zenon tira a mordaça.
Que aconteceu? (Zenon)
Etos, pra variar. Tá começando a me entediar. (Derik)
Cadê Beatrice? (Etos)
Vem comigo. (Zenon)
Zorana. Beatrice e Selina estão em uma sala. Augusto entra.
Você por aqui... (Augusto)
Augusto. (Selina)
Mudou de idéia? Me disseram que alguém tinha te levado embora... (Augusto)
É. Meu novo namorado. (Selina)
Um humano? Sério? (Augusto)
Não me largou pra ficar louca. Já é um ótimo partido. (Selina)
Foi necessário. E eu tinha razão, saiu e já espalhou a notícia... (Augusto)
Transamos e Selina me contou sobre. Quis ver. (Bea)
Mentira. Clítia já falou. Mas você é bem interessante. (Augusto)
Sou? (Bea)
Primeiro, veio até aqui com caçadores. Depois, mandou eles embora e ficou. Agora, tentou defender Selina. Parece parte dos mocinhos. Mas falei com a mãe da criança. Pelo que ela disse, conseguiu parecer cruel. O que pode significar que talvez possa ser assim. (Augusto)
Selina revira os olhos.
Fala a verdade. Tá louco pra trepar com ela. (Selina)
Ciúmes, meu amor? (Augusto)
Dela? (Selina)
Ela é bonita, e qualquer homem olharia. (Augusto)
Ah, tá falando se tô com ciúmes de você querer ela? Ah, isso não, por que teria? Realmente, não vejo motivos... (Selina)
Augusto trava a boca. Sai.
Não devia provocar. (Bea)
Foda-se. (Selina)
Não quero enlouquecer. Tem bastante piração pra lembrar da minha vida antes. (Bea)
Vamos explodir essa merda toda e que se dane. (Selina)
Vou dar meu jeito. Enquanto isso, devia se reconciliar. (Bea)
Por que? (Selina)
Pra não te jogar num buraco de novo. (Bea)
Prefiro isso do que voltar com ele. (Selina)
De aparência é legal. (Bea)
É. E bom de cama. O problema não é o que faz comigo, é o que faz com as outras. (Selina)
E acha que ir parar num buraco ajuda? Só deixa mais tempo livre pra fazer seja lá o que faz. (Bea)
Não sabe o que é isso. (Selina)
Imagina que um casal se separa, já tinham uma criança. Aí uma das pessoas casa de novo e tem outra criança. Essa segunda criança, depois que crescem, tem obceção pela primeira. Estupra, esse estupro dá origem a bebê, e depois a pessoa obcecada persegue essa pessoa nova até a fase adulta, mas não consegue pegar. Aí essa úlitma pessoa, gerada no estupro, tem uma criança também, com outra pessoa. Aquela pessoa obcecada seqüestra essa criança nova, cria, transa, transforma nessa bosta e fica pelo mundo matando e torturando gente junto. (Bea)
Você é a neta? (Selina)
Beatrice suspira fundo.
Por isso conseguiu assustar a mulher? Já andou pelo caminho errado então? (Selina)
Todo mundo tem algo ruim em si. O que eu puder usar pra ajudar, uso. Se isso vai me mandar pro inferno depois, eu vou deixar pra descobrir o dia que conseguirem me derrubar. (Bea)
Me perguntou se conheci Rust. Conheceu ele? (Selina)
Já disse que sim. (Bea)
Ele tem uma pedra que nem a sua, só que no braço. (Selina)
Ainda vou descobrir o que é. (Bea)
Tô com fome. (Selina)
Selina sai. Beatrice segue. Saem do castelo. Olham em volta.
Que fazemos agora? (Bea)
Pra que? (Selina)
Também tô com fome. (Bea)
Quer sangue? (Selina)
Chamamos alguém? Tipo a vaca do restaurante no fim do mundo? (Bea)
Kandar se aproxima e se ajoelha na frente de Selina e Beatrice. Beatrice franze a sobrancelha.
Ah... (Bea)
Levanta. E dá o pulso. (Selina)
Kandar levanta e estende o pulso esquerdo. Selina morde. Kandar sorri. Dá o outro pulso para Beatrice. Beatrice morde. Bebem. Kandar cai de joelhos. Beatrice e Selina levantam, de cada lado, e colocam Kandar em um banco. Kandar baixa e levanta a cabeça, ainda sorrindo. Beatrice olha para Selina.
Tá sujo. (Bea)
Selina passa a mão de um lado da boca.
Não, do outro... (Bea)
Beatrice passa a mão do outro lado da boca de Selina. Selina puxa Beatrice e beija. Beatrice se afasta.
Que foi? (Selina)
Isso não vai dar certo. (Bea)
Por que? (Selina)
Por que nunca dá. (Bea)
Beatrice entra. Selina balança a cabeça para os lados. Segue para a cidade.
Beatrice anda dentro do castelo. Vê Juliana. Se aproxima.
Por que veio com Clítia? (Bea)
Ajuda a gente a sair daqui. (Juliana)
Quê? (Bea)
Clítia achou que a gente ia ficar melhor aqui... Mas sei que ela não tá bem... (Juliana)
Beatrice franze a sobrancelha.
Agora se importa? (Bea)
Ela não faz nada porque ameaçaram me jogar num desses buracos. (Juliana)
Talvez mereça seja lá o que estão fazendo. (Bea)
Sobre seus amigos que saíram... Acho que vão querer trazer outros. (Augusto)
Faz diferença? O grupo já sabe de vocês. (Bea)
Por causa de Selina. E eu já dei um jeito nisso. (Augusto)
No que? (Bea)
Selina vai voltar pra onde não devia ter saído. E agora não tem ninguém para tirar ela de lá. Vamos fechar a entrada. (Augusto)
Beatrice cruza os braços.
Acha que vai me prender aqui? (Bea)
Na verdade, tenho certeza. Ou pode achar outra saída. (Augusto)
Augusto ri. Sai.
Sempre tem outra saída. (Bea)
Não quero ficar aqui. (Juliana)
Deve ter ouvido a gente conversando. (Bea)
E daí? (Juliana)
Não é só Selina que teremos que tirar de um buraco. (Bea)
Como assim? (Juliana)
Ficam no deserto? (Bea)
Acha que levaram Clítia? (Juliana)
Tenho certeza. Você obedece. Clítia não. (Bea)
Um barulho muito forte, o chão estremece. Superfície. Alan e Bruno puxam a porta. Não abre. Alan para. Bruno também. Alan olha para o céu.
Vamos chamar o Derik. (Alan)
Quem é Derik? (Bruno)
Derik está no chão, com um livro no colo.
Tem certeza que não vai implodir? (Alan)
Derik olha para Alan.
Isso foi há mais de três anos atrás. (Derik)
Derik se levanta.
E, se implodir, melhor ainda. Abre um buraco e passamos. (Derik)
Clítia está em um quarto, penteando os cabelos. Um homem entra.
Já vou descer. (Clítia)
Não sou de frescura. Não precisa se lavar. Não lembro mesmo qual a última vez que tomei banho! (homem)
Já trepei com uns cinco, me dá um tempo. (Clítia)
O homem pega Clítia pelos braços, joga na cama. Joga o dinheiro em cima de Clítia.
Eu tô pagando. Agora cala a boca e vamos logo que eu tenho que voltar pra casa ainda hoje. (homem)
O homem sobe em cima de Clítia. Clítia respira fundo e olha para o teto. O homem levanta o vestido de Clítia. Dá um grito.
Nossa, essa foi rápida... (Clítia)
O homem cai para trás. Clítia se senta. O homem está com uma espada atravessada no corpo. Selina empurra no chão e puxa a espada das costas.
Obrigada... (Clítia)
Tente se lembrar de quem é. (Selina)
Eu sei quem sou. Mas vamos ter que sair daqui. Se virem isso, seremos queimadas. (Clítia)
Você é uma vampira. Estamos num deserto e está tendo alucinações. (Selina)
Estou tendo alucinações e uma delas veio me contar isso? Parece bem difícil. (Clítia)
Selina revira os olhos.
Não sou só uma alucinação... (Selina)
É meu "eu interior"? Falou que estamos ... (Clítia)
É sério. (Selina)
Vou comer alho e te provar que não sou uma vampira. Agora vamos sair daqui, antes que nos peguem. (Clítia)
Noite. Zenon e Etos estão entrando em um motel. Etos toca a campainha do balcão. Nada. Toca de novo. Liana aparece.
Viemos encontrar alguém. (Zenon)
Não temos mais quartos. (Liana)
Já foi reservado. (Zenon)
As reservas foram canceladas. (Liana)
Não, já está aí dentro... (Zenon)
Não é possível. Todos os quartos estão vazios... (Liana)
Liana arregala os olhos. Pega uma chave e coloca no balcão. Zenon olha para Etos. Etos está com os dentes a mostra.
Esqueci de dizer que tinha senha. (Etos)
Etos pega a chave. Sobe. Zenon segue. Em um quarto, uma pessoa está em cima de Valesca. Se beijam. A pessoa voa pela janela. Valesca se senta e encara Etos.
Podia ter tido mais delicadeza. (Valesca)
Coloca a mão no lábio inferior.
Cortou minha boca. (Valesca)
Etos beija Valesca. Zenon entra no quarto. Cruza os braços. Etos se afasta de Valesca.
Disse que só falava pessoalmente. (Zenon)
Quero bons motivos para ajudar. (Valesca)
Podia ter falado isso pelo telefone. (Zenon)
Mas o motivo é minha recompensa. Pelo telefone não tem graça. Nem no vibracall. (Valesca)
Zenon revira os olhos.
Tá, eu volto quando terminarem. (Zenon)
Zenon sai.
Quem disse que só Etos tem que me recompensar? (Valesca)
Zenon volta. Respira fundo.
Como você não sacaneia pela metade, imagino que esteja querendo me ver com Etos. Etos é um cuzão e meio, então já devia saber. Eu não tenho tempo a perder, então podem ficar aí se divertindo o quanto quiserem. (Zenon)
Você é como nós. Não faz sacrifício por outras pessoas. (Valesca)
Uma trepada não deve valer mais que a vida dessa pessoa. (Etos)
Esse é exatamente o ponto. Pergunte a si mesmo. Parece que achou que valia. Posso me virar sem vocês. (Zenon)
Valesca franze a sobrancelha.
Que pessoa? (Valesca)
Beatrice. (Etos)
Valesca levanta.
Depois você me dá minha recompensa. (Valesca)
Chega perto do ouvido de Zenon.
Vou cobrar com juros. (Valesca)
Beatrice é mais flexível que Zenon. (Etos)
Zenon joga Valesca na cama, encosta Etos contra a parede e fica a centímetros do rosto.
Que tal deixar Bea em paz? (Zenon)
Zenon solta Etos. Encara Valesca. Sai. Valesca levanta as palmas para cima.
Como se forçássemos alguma coisa! (Valesca)
Selina e Clítia andam por uma vila.
Claro, e porque você tá aqui mesmo? (Clítia)
Preciso de ajuda pra sair. (Selina)
Papai pode ajudar você. (homem)
Selina olha para um homem. Está apenas de calça.
Que tá fazendo fora do inferno? (Selina)
Vim te buscar. Vou ser sua tortura lá. (homem)
Selina corre. Clítia corre também.
Manhã. Alan está dormindo em um banco. Encosta em Bruno. Bruno empurra. Alan volta. Bruno empurra de novo. Alan vem a terceira vez. Bruno abre os olhos e empurra Alan para o chão. Derik olha pra trás.
Isso é pra parar de babar em mim. (Bruno)
Bruno coloca a cabeça para trás e fecha os olhos.
Acha mesmo que acordou? (Derik)
Bruno abre os olhos e vai para a beirada do banco. Alan está no chão. Apalpa o chão, puxa um livro para baixo da cabeça e continua dormindo.
Aí é esculhambação! (Derik)
Derik levanta e pega o livro de Alan. Alan resmunga. Derik lê a capa.
Era isso... (Derik)
Bruno endireita o corpo.
Horas depois. Bruno está com os ombros caídos, braços cruzados, olhando fixamente para Derik. Alan ainda dorme no chão.
É isso... (Derik)
Quantas vezes vai falar algo do gênero antes de resolver o problema?! (Bruno)
Já que pode fazer melhor, porque não vem aqui e resolve? (Derik)
Bruno bufa. Derik se levanta.
Preciso de Léo. (Derik)
Derik pega o celular. Disca. Aguarda.
Derik? (Estela)
Oi... (Derik)
Ligou de novo pra saber como tá Kat? (Estela)
Não. Mas, se disser... (Derik)
Bem. (Estela)
Queria saber se Léo... (Derik)
Aqui. (Leo)
Derik derruba o telefone. Encara Léo. Pega o telefone do chão.
Obrigado, já achei. (Derik)
Tá. Boa sorte aí. (Estela)
Estela desliga o telefone. Vai até Kat. Está dormindo. A mão está fechada no lençol, mas Kat está em silêncio.
Derik de novo? (Michele)
Falou com Aléxis? (Estela)
Tá perto. (Michele)
Perto quanto? (Estela)
Suficiente. (Aléxis)
Estela e Michele olham para Aléxis. Aléxis se aproxima de Kat e encosta a mão na testa.
Sabe se o que tá tendo é de agora? Se tá acontecendo agora? (Aléxis)
Acho que sim. (Michele)
Quando uma pessoa tem alucinações, não tem tantas reações corporais quanto quando está acontecendo de verdade, não é? (Estela)
Sim. (Aléxis)
Alguém pode estar sedado, talvez tenham injetado alucinógenos... (Estela)
Ou talvez esteja num buraco que dá alucinações em vampiros, numa cidade subterrânea. (Aléxis)
Ou na terra de Oz? (Estela)
Esse lugar existe. Kat já teve sonhos para salvar alguém ruim? (Aléxis)
Íris. (Estela)
Então não podemos descartar nem Clítia, nem Juliana. (Aléxis)
Explica isso direito. (Michele)
Selina está contra a parede, o homem que perseguia segura. Clítia em um canto, de olhos fechados.
Não achou mesmo que sua amiga fosse te salvar, achou? Trepou com ela? Por que eu adoraria ver isso... (homem)
Então pode soltar ela. Posso fazer isso pra você. (Juliana)
O homem olha Juliana, de cima a baixo.
Onde arranjou tantas amigas bonitas? (homem)
Não sou amiga dela. Tô precisando de uma grana. (Juliana)
Não tenho grana pra puta. (homem)
O homem solta Selina, vai até Juliana e encosta contra a parede. Selina corre.
Mas vocês gostam. Se não gostassem, não fariam isso. (homem)
Se não tem grana, vai ter que me soltar. (Juliana)
Juliana empurra o homem. O homem dá um tapa em Juliana. Sobe em Juliana e amarra. Vai até Selina, puxa pelo pé de volta. Amarra junto com Juliana.
Mamãe? (Ísis)
Sai daqui! (Juliana)
Ísis corre até Juliana, o homem pega Ísis pelos braços. Segura. Olha para Selina.
Lembra de quando você era desse tamanhinho e papai brincava com você? (homem)
Solta ela! Solta ela agora! (Juliana)
Beatrice pula nas costas do homem e morde seu pescoço. O homem solta Ísis. Bate Beatrice contra a parede, mas Beatrice não solta. Tenta mais duas vezes. Perde as forças. Cai de joelhos. Beatrice segura o corpo para que não caia, sem soltar do pescoço. Para. Nem uma gota de sangue sai pelo corte. Beatrice solta o homem no chão, faz barulho. Clítia abre os olhos. Olha para Beatrice.
Uma vampira... (Clítia)
A propósito, alho não adianta. (Selina)
Temos que sair daqui. (Bea)
Vai nos matar? (Juliana)
Beatrice olha para Selina.
Porque só eu e você lembramos? (Bea)
Já caiu num buraco desses? (Selina)
Não. Mas já vivi coisa pior. (Bea)
Só você ainda não encontrou... (Selina)
Algo pra enlouquecer? Talvez não possam usar porque ainda vive. (Bea)
Está ligado a quando éramos humanas. (Selina)
Talvez não possam mais usar isso contra mim. (Bea)
Beatrice desamarra Juliana e Selina.
Como saímos? (Bea)
Bruno me tirou fisicamente de dentro do buraco. (Selina)
Merda. (Bea)
A porta explode. Derik, Alan e Bruno se levantam atrás do carro.
Pronto. (Leo)
Por isso precisava de um fantasma? (Bruno)
Sim. Agora podemos passar. (Derik)
Você fica e guarda a porta. (Alan)
Derik olha para Alan.
Se as coisas ruins tentarem passar, sirvo de aperitivo pra atrasar? (Derik)
Vamos todos. (Bruno)
Noite. Zenon e Aléxis chegam a porta. Se entreolham. Descem. Horas se passam. Zenon tromba com Bruno. Caem. Aléxis chega também. Zenon e Bruno se levantam.
Foi mal. (Zenon)
Bom, somos em seis. (Alan)
Cinco e meio. (Derik)
E daí? (Bruno)
São tantos vampiros assim? (Alan)
Os vampiros são os seres mais fracos aqui. Se o povo se revoltasse, não teriam chance. (Bruno)
Bruno continua andando. Aléxis e Zenon se entreolham. Todo mundo segue.
Castelo. Quarto de Augusto. Aurium (forma canina), Aléxis, Bruno, Leo, Alan e Zenon chegam. Augusto está na cama, com Samo.
Que foi? Não achou o buraco onde coloquei Selina dessa vez? (Augusto)
Sou o primeiro vampiro. Eu dou as ordens agora. (Aléxis)
Augusto olha para Samo.
Docinho, enfie uma estaca nele. (Augusto)
Não. (Aléxis)
Samo levanta, pega uma estaca na cabeceira. Vai até Aléxis. Cheira. Enfia a estaca. Tira de Aléxis e aponta no próprio tórax. Aléxis cai de joelhos. Samo franze a sobrancelha. Olha para Augusto.
Não precisa se matar, não o matou. A pergunta é: porque? (Augusto)
Já disse... (Aléxis)
Aléxis respira fundo. A ferida fecha. Aléxis se levanta.
Sou o primeiro. (Aléxis)
Não pode ser. A primeira vampira era Lish. E conheci Etos. Abaixo dele, tem Valesca. Criaram todos os outros. (Augusto)
Segunda linhagem. (Aléxis)
Ah, sim... Também não importa. Ela me obedeceu porque sentiu no seu cheiro que era mais novo que eu. (Augusto)
Bruno olha para Samo, encarando.
Ia se matar por matar um vampiro. (Bruno)
Cala a boca. Aqui, você é comida. Como seus pais foram. (Augusto)
Bruno dá um passo em direção a Augusto, Zenon segura.
Viemos apenas buscar Beatrice, Selina, Clítia e Juliana. Deixe irem. (Zenon)
Augusto encolhe e volta os ombros.
Se encontrarem... Aliás, como abriram a porta de novo? E refizeram a escada... (Augusto)
Feitiçaria. Tem muitas. (Alan)
Usaram cabelo de uma fênix criança? (Augusto)
Não. (Bruno)
Augusto levanta da cama.
A porta explodiu? (Augusto)
Zenon olha para Alan. Alan olha para baixo.
É melhor voltarem logo. O feitiço é instável. (Augusto)
Augusto pega Samo pela mão e sai.
Ah, melhor correrem mesmo. Dependendo da alucinação, elas podem morrer. (Augusto)
Beatrice, Selina, Clítia e Juliana andam em uma floresta.
Tá dizendo que minha filha tá com o pai dela? (Juliana)
Sim. (Bea)
Reparou que estamos numa época que não é a nossa? (Selina)
Claro que é! (Juliana)
Não, não reparou em nossas roupas, e a sua volta? (Selina)
Tá vendo como se estivéssemos no passado? (Bea)
Selina franze a testa.
Sim. (Selina)
Beatrice olha ao redor.
Eu não. Nossas alucinações estão diferentes. (Bea)
Acho que é porque remete a quando éramos humanas. (Selina)
Qual a cor da minha roupa? (Bea)
Vermelha. (Selina)
Juliana olha para Selina.
Não, é azul. Ela tá de jeans. (Juliana)
Ah? (Clítia)
Pra mim, eu tô de preto. Será que é só isso que é diferente? (Bea)
Selina para. Beatrice, Juliana e Clítia param também.
Zorana sempre existiu. Se formos para para lá na alucinação... (Selina)
Talvez consigamos sair do buraco. (Bea)
Beatrice olha para a floresta ao redor.
Mas e se não bastar estarmos no mesmo espaço? E se tivermos que estar no mesmo tempo? (Bea)
Mas estamos. Estamos em 1676. (Clítia)
Não, Clítia, não estamos. (Selina)
Clítia? (Clítia)
Ela ainda tá na época do Rei-sol. (Selina)
Vamos ao novo mundo. (Bea)
Mas estamos no "Novo Mundo". (Juliana)
Não, estamos na Europa. (Clítia)
Selina olha para Beatrice. Olha para Clítia.
Não, é uma floresta. Por magia, estamos na Amazônia. (Selina)
Amazônia? (Clítia)
Uma lugar com muito mato no novo mundo. (Bea)
Juliana olha ao redor. Floresta.
E como sairemos daqui? (Juliana)
Beatrice olha para cima. Olha para Selina.
Selina, acho que estamos na Serra da Cantareira. (Bea)
Selina abre mais os olhos. Olha para Clítia e Juliana.
Sim, estamos. Me enganei. (Selina)
Estou com sono. Andamos muito. (Juliana)
Beatrice e Selina se entreolham. Sentam-se no chão. Clítia e Juliana se sentam também.
Eu tô com fome. (Clítia)
Acho que é uma mangueira. (Bea)
Beatrice vai até uma árvore. Pega uma manga. Tira uma faca, descasca e entrega a Clítia. Juliana fica olhando pra Beatrice. Beatrice busca outra. Clítia e Juliana comem.
Clítia e Juliana estão dormindo.
Como percebeu que estaríamos onde pensássemos? (Bea)
Foi o que aconteceu até agora. Foi uma ótima idéia a de nos tirar da Amazônia e jogar na Serra da Cantareira. (Selina)
Mais perto. Existiam puteiros em França em 1676? (Bea)
Sei lá. Eu tava na América já. Mas acho que puta é uma coisa que sempre teve em tudo quanto é lugar. (Selina)
Pensei numa coisa que podemos fazer, pra trazer Juliana pra perto de nós. (Bea)
Juliana acorda. Está com uma faixa nos olhos. Coloca a mão, Beatrice segura suas mãos.
Acho que vai se assustar. Melhor contarmos o que aconteceu antes. (Bea)
Como assim? (Juliana)
Você era prostituta, certo? (Selina)
Pra sustentar minha filha. (Juliana)
Aléxis te encontrou. (Bea)
Quem é Aléxis? (Juliana)
Vampir. Criou a segunda linhagem. Te encontrou e te ajudou. Mas alguém do seu passado veio pedir e você acabou saindo. Davi. (Bea)
Acho que lembro disso... (Juliana)
Mas Davi era vampir. E foi quando conheceu Clítia. E aí Davi ficou com ciúmes e te mordeu. Você acordou. Tentou sair, pra procurar Ísis. Era dia, estava sol... (Bea)
Juliana arranca a faixa. Olha para Clítia. Levanta e vai em direção, Beatrice levanta e segura. Tampa a boca de Juliana.
Calma. Fecha os olhos e continua lembrando. (Bea)
Juliana fecha os olhos. Amolece o corpo. Abre os olhos. Beatrice solta. Juliana olha para Beatrice e Selina.
Disseram que temos que ir até Zorana em nossa ilusão? (Juliana)
E temos que trazer Clítia para o nosso tempo. (Bea)
Por que ainda estou humana? (Juliana)
Não sabemos. (Selina)
Clítia acorda. Se espreguiça.
Podemos continuar? (Clítia)
Agora acredita em nós? (Selina)
Não. Mas qualquer lugar pra onde forem deve ser melhor do que o lugar de onde eu saí. (Clítia)
Clítia se levanta. Seguem caminhando. Chegam a uma porta. Beatrice tenta abrir. Não consegue.
Clítia, está vendo uma porta? (Bea)
Não, estou vendo uma árvore. (Clítia)
Selina dá um soco em Clítia, Clítia cai. Juliana segura. Encara Selina.
Convencemos você quando acordou. Duvido que consigamos diferente com ela. E não tô afim de esperar. (Selina)
Valesca e Etos caminham. Entram em um bar. Sentam-se. Rodrigo se aproxima, com um bloco e a caneta sobre este.
Chá de Daxlidan? (Rodrigo)
Servem outra coisa? (Etos)
Bolo de Daxlidan, torta de... (Rodrigo)
Daxlidan? (Etos)
Rodrigo solta os braços.
Sim. Temos de vários jeitos. (Rodrigo)
Não quebram esse regime nunca? (Valesca)
Podem falar com a gerência, se quiserem. (Rodrigo)
Tem a vida eterna e vira garçom? (Valesca)
Deixa eu adivinhar, quem tá na gerência é parente? (Etos)
Meu namorado. A dona é minha cunhada. (Rodrigo)
Não disse? Bar familiar. (Etos)
Queremos falar com Argo. (Valesca)
Não tá aqui. (Rodrigo)
Então mataremos todo mundo. Como fizemos nos três bares anteriores. (Valesca)
Não, vocês não vão. (Argo)
Finalmente. (Valesca)
Porque estão matando minhas crianças? (Argo)
Porque é divertido. (Valesca)
Achamos um lugar para onde podem ir e não vai ter mais julgamento. Tem interesse? (Etos)
Clítia acorda. Com uma venda.
Toque o seu pescoço. (Bea)
Clítia toca o pescoço. Tira a mão.
Você me mordeu... (Clítia)
Não, foi alguém que te contratou. Mas, na verdade, faz muito tempo. Tanto que você nem sente mais. (Bea)
Clítia toca o pescoço de novo.
Vocês transformou alguém. Deu o nome de Zenon. (Bea)
Recebe espíritos às vezes. (Clítia)
Beatrice franze a sobrancelha.
Que espíritos? (Bea)
Beatrice? (Clítia)
Clítia sorri e tira a venda.
Não resistiu? (Clítia)
Você tá em Zorana. (Selina)
Espera. Que espíritos? (Bea)
Pergunta pra ele. (Clítia)
Vê a porta? (Juliana)
Clítia vai até a porta. Abre. Passa. Juliana passa também. Selina olha para a porta.
Te vejo do outro lado. (Selina)
Selina beija Beatrice. Sai. Beatrice vai até a porta, mas uma mão fecha. Beatrice se vira e vê Elian. Olha em volta e vê a casa onde cresceu.
O que eu tô fazendo aqui? (Bea)
Vieste me ver, meu amor. (Elian)
Selina, Clítia e Juliana sobem, saindo da cratera. Beatrice continua dentro, no chão. Selina franze a sobrancelha e dá um passo em direção a cratera, Juliana e Clítia a seguram.
Vai voltar às alucinações! (Clítia)
Ela entrou por nossa causa! (Selina)
Ela consegue sair, é mais forte que todo mundo aqui junto! (Juliana)
Beatrice dá um passo para trás.
Não encosta em mim. (Bea)
Porque? Por que agora descobriu que sou parente seu? (Elian)
Não bastou o que já fez em vida? (Bea)
Sua avó era linda. Até você teria... (Elian)
Não, não teria. (Bea)
Elian encosta Beatrice na parede. Tenta beijar, Beatrice empurra Elian. Dá um soco, jogando no chão. Do lado de fora, Aurium pousa ao lado de Selina. Aléxis e Zenon chegam. Aléxis dá um passo em direção ao buraco, Zenon segura Aléxis pelo braço.
Vai ter alucinações. (Zenon)
Por que não, amor? (Clítia)
Alan chega, ofegante. Bruno também. Param.
Como conseguiram sair? (Bruno)
Achamos a porta de Zorana dentro da ilusão. (Selina)
E porque Bea não sai? (Zenon)
Não sabemos. (Juliana)
Aurium vira Derik. Pula no buraco. Faz Beatrice levantar, Beatrice começa a bater em Derik. Derik arrasta Beatrice. Cai para fora do buraco, Beatrice cai em cima. Beatrice arma um soco. Derik protege o rosto. Beatrice para. Abraça Derik.
Melhor eu me vestir. (Derik)
Ah, tá... (Bea)
Beatrice se levanta. Derik também. Zenon entrega as roupas. Derik se veste.
E agora? (Juliana)
Temos que sair, antes que a porta seja fechada de novo. (Bruno)
Escadaria. Diversas pedras amontoadas.
E agora? (Juliana)
Dessa vez, eu não tenho a resposta. (Bruno)
As pessoas olham para Derik.
Que é? Eu sabia como fazer o feitiço lá, não aqui. (Derik)
Podemos tentar a mesma coisa. (Aléxis)
E caímos junto com a escada no meio do caminho? Não sabemos quanto tempo pode durar. (Derik)
E não farão de novo. (Augusto)
Olham para trás. Augusto. E diversas pessoas. A perder de vista.
Dias depois. Masmorra. Augusto desce escadas. Chega a celas onde estão as pessoas.
Bom dia, crianças. (Augusto)
O que vai fazer com a gente? (Derik)
Três de vocês são comida. Seis não posso mais jogar em buracos, mas posso deixar empedrarem de fome. O que vamos fazer com um fantasma? (Augusto)
Eu sei pintar quadros. (Leo)
Interessante. Gosto de pinturas. (Augusto)
E de magia? (Derik)
Os dois vêm comigo. (Augusto)
Leo passa pela grade. Abrem a cela e Derik sai.
Kat acorda. Estela e Michele estão no quarto.
Precisamos de Beleno. Temos que abrir a porta de novo. (Kat)
Que porta? (Estela)
De Zorana. (Kat)
São Paulo. Kat vai até um carro. Pega a maçaneta. Puxa, não vem. Coloca as mãos na parte de cima e quebra o vidro com o pé. Pega um livro no banco. Começa a folhear. Abre em uma página com uma pena dourada. Guarda a pena no bolso. Entrega a Estela o livro.
Consegue fazer isso? (Kat)
Alguém aí quer cortar o cabelo? (Estela)
Tem que ser de fênix criança. (Kat)
Por isso queria encontrar Beleno. (Michele)
Vou tentar de novo. (Estela)
Estela pega o celular. Disca. Espera. Tira o celular do ouvido.
É, não atendem mesmo... (Estela)
Alô? (Inês)
Estela coloca o celular de volta no ouvido.
Inês? (Estela)
Sim... (Inês)
Qual foi a última vez que Vivian cortou o cabelo? (Estela)
Beleno chega. Entrega uma sacolinha a Estela. Estela franze a sobrancelha. Abre a sacola. Olha para Beleno.
Deixou Vivian careca? (Estela)
Beleno coça a cabeça.
Ela achou engraçado o cabelo caindo... (Beleno)
Bom... Valeu... (Estela)
Beleno voa.
Ele nem perguntou pro que era. (Estela)
Bom, deve saber que ninguém aqui tem intenção de enfeitiçar Vivian. (Kat)
Estela senta no chão com o livro. Chega um carro de polícia. Serena sai e aponta uma arma.
Paradas e mãos pra cima! (Serena)
Beleza. Era o que precisávamos. (Kat)
Podemos bater neles. (Michele)
São policiais. (Estela)
Serena olha para Stevan no banco de carona.
Chama reforço! (Serena)
Kat, Estela, Michele, Soraia e Dionísio saem da delegacia.
Adoro falsificações! (Dionísio)
Fala mais alto, não ouviram lá dentro ainda! (Estela)
Acabei de salvar vocês. (Dionísio)
Bom, eu vou junto para Zorana. (Soraia)
CV numa cidade onde matar vampir é sacrilégio. Parece bom. (Kat)
Vocês também... (Soraia)
Não temos isso no sangue. (Michele)
Kat cruza os braços.
E você acha que vai, Lish? (Kat)
Pensei que... (Michele)
Eu e, no máximo, Dionísio, vamos. (Kat)
Kat sai andando.
Kat e Dionísio chegam ao castelo.
Isso aqui tá virando casa da mãe Joana. (Augusto)
Viemos levar as pessoas embora. (Kat)
Você não é humana. (Augusto)
Atlante. Sou de uma raça muito antiga, que evoluiu de vampirs naturais, muito anteriores a você. Levaremos as pessoas e queimaremos o livro, para garantir que ninguém mais entre na cidade de vocês. (Kat)
E como posso acreditar nisso? (Augusto)
Trouxemos o livro. (Kat)
Dionísio tira um livro da bolsa. Entrega a Augusto.
Claro. Uma das impressões tá aqui. E o resto? Podem até ter feito uma cópia do feitiço. (Augusto)
Sugiro uma luta entre nós. (Kat)
Augusto ri.
Posso te pagar por eles de outro jeito. (Dionísio)
Augusto olha Dionísio de cima a baixo. Se aproxima. Beija Dionísio. Beija o pescoço. Morde. Empurra Dionísio em um canto. Kat vai até Dionísio.
Tô bem, o que mais tá doendo agora é o ego... (Dionísio)
Sabia que o sangue de humanos de antigamente tinha gosto melhor que o desses... Seres daqui? Que andaram fazendo no mundo lá em cima? (Augusto)
Kat se levanta.
Não sei que gosto tem sangue. (Kat)
Augusto vai em direção a Kat. Tenta beijar. Kat franze a sobrancelha e se afasta. Augusto fareja o ar.
O feiticeiro é seu namorado? (Augusto)
E se for? (Kat)
Tentou me hipnotizar. Joguei de volta na cela. (Augusto)
Augusto puxa Kat para si.
Transe comigo. Liberto todos. (Augusto)
Feito. (Kat)
Augusto tenta beijar Kat, Kat abre os braços de Augusto e se afasta.
Depois que cumprir sua parte. (Kat)
E se eu quiser antes? (Augusto)
Vou saber que não pretende cumprir sua parte. (Kat)
Quem me garante que pretende cumprir a sua? (Augusto)
Vai ter que confiar. (Kat)
Queria lutar, vamos lutar. Se você ganhar, liberto todos sem nada em troca. Se eu ganhar, vai ter que ser na frente do seu namoradinho. (Augusto)
Olha Kat de cima a baixo.
E vai fazer tudo que eu quiser que faça. (Augusto)
Não vai me derrubar. (Kat)
Jogam Dionísio na cela.
Não veio sozinho. (Zenon)
Katerine também veio. (Dionísio)
Derik levanta.
E onde tá?! (Derik)
Se preparando pra lutar com Augusto. (Dionísio)
A luta vai ser em público? (Bea)
Sim. (Dionísio)
Os nativos vão matar Kat se matar Augusto. (Zenon)
Derik sacode a grade.
Kat!!! Kat!!! (Derik)
Kat desce correndo. Beija Derik pela grade.
Não mata Augusto! Vão te matar se fizer isso! (Derik)
Sem ganhar, não consigo salvar vocês! (Kat)
Mas eu prefiro morrer do que uma multidão te matar! (Derik)
E como faz, que eu prefiro eu morrer que você também? (Kat)
Por favor... Eu te amo... Não luta... (Derik)
Não tem outro jeito. Vai matar todo mundo. Vai te matar. (Kat)
Kat beija Derik. Sai.
Kat!!! Kat!!! Kat, não!!! (Derik)
Arena. Augusto passa uma espada perto do pescoço de Kat. Kat desvia. Corre. Pega uma estaca no chão. Augusto chuta sua mão, fazendo a estaca voar. Kat passa uma rasteira em Augusto. A espada cai no chão, Augusto se ajoelha. A espada é colocada em seu pescoço. Toda a arquibancada se levanta. Derik vira pássaro, soltando-se de correntes. Voa até o meio da arena. Volta a forma humana.
Que há com vocês?! Augusto quis lutar! Deu permissão para que matasse! Augusto permitiu! (Derik)
Augusto derruba Kat. Pega Derik e puxa para frente de si.
Mas eu venci a luta. (Augusto)
Derik vira pássaro e voa.
Vai ter que cumprir sua parte. (Augusto)
Aurium cai do céu. Samo pega do chão. Kat corre em direção a Samo. Augusto segura Kat pelo pescoço.
É só tranquilizante. Não queria que ele perdesse nossa brincadeira. (Augusto)
Vai ter que soltar o resto do pessoal antes. (Kat)
Só se me beijar. (Augusto)
Augusto joga Kat no chão. Kat olha para Aurium, nas mãos de Samo. Levanta. Beija Augusto.
Beatrice, Selina, Clítia, Juliana, Zenon, Aléxis, Bruno, Alan, Dionísio e Leonardo saem pela porta. Estela, Michele e Soraia estavam do lado de fora.
Que faremos agora? (Zenon)
Não sei... (Aléxis)
Cadê Kat e Derik?! (Estela)
Desculpe. Não conseguimos trazer o seu amor. (Alan)
Alan, eu... (Estela)
Somos em 13, não é possível que... (Soraia)
Onze. (Selina)
Selina aponta o carro. Clítia acena. Arranca. As pessoas ficam olhando o carro sumir no horizonte. Michele olha para o grupo.
Estavam em dez, porque não conseguiram? (Michele)
São uma cidade inteira. (Aléxis)
Não pode ter tantos vampiros. (Soraia)
Os habitantes também são hostis. (Leo)
Você é um fantasma! (Estela)
Magia. (Zenon)
Castelo de Zorana. Derik acorda. Kat abraça.
Graças a Deus, você tá bem! (Kat)
Augusto puxa a corrente de Kat, tirando Kat de dentro da gaiola. Tranca a gaiola. Derik olha os explosivos ao redor da gaiola.
Ele acordou e está bem. Vou explodir tudo se não cumprir sua parte. (Augusto)
Vai se explodir também se fizer isso. (Kat)
Augusto estrala os dedos. Samo aperta um botão. O corpo de Derik trava, seus olhos arregalam. Kat vai em direção, sua corrente segura. Samo solta o botão, Derik respira fundo algumas vezes.
Não entendeu ainda? Só em filme os mocinhos vencem. Aqui você vai ter que fazer o que eu quiser. Se não, mato ele. (Augusto)
Augusto joga Kat na cama. Franze a sobrancelha.
Amor não vale tanto. E ele não pode ser tão bom de cama assim. (Augusto)
Olha para Derik.
Ou será que pode? (Augusto)
Augusto abre a gaiola. Joga Derik na cama. Kat passa a mão no rosto de Derik. Derik ainda ofega.
Estou pensando em transformar vocês dois. Sabe que, nesse caso, você e ele virariam bissexuais? Mas isso vai depender de vocês dois. (Augusto)
Acabou de eletrocutar Derik, que espera que faça?! (Kat)
Augusto franze a sobrancelha.
Pior que você tem razão. (Augusto)
Augusto olha para Samo.
Traz comida pros dois. (Augusto)
Augusto sai do quarto. Samo sai e fecha a porta. Kat abaixa perto do ouvido de Derik.
Vou tirar a gente daqui. (Kat)
As pessoas estão ao redor da porta. Estela está com o livro. Abrem a porta. Beatrice, Selina, Zenon e Aléxis entram. Michele fecha a porta. Bufa. Senta no chão. A porta se abre. Beatrice, Selina, Zenon e Aléxis saem. Beatrice olha ao redor. Balança a cabeça para os lados.
Por que voltaram? (Michele)
Não voltamos... (Zenon)
Ele fez algum feitiço nessa merda de novo. (Selina)
Estela, olha o livro. (Bea)
Estela abre o livro. Folheia. Cai uma folha no chão, que estava solta. Estela pega a folha do chão. Abre. Lê. Franze a sobrancelha. Olha para as pessoas.
Não é subterrâneo. É outro planeta. E ele reverteu a saída da dimensão pra cá. (Estela)
Por que colocaria isso no livro? (Michele)
Deboche. (Selina)
Acha que não podemos resolver. (Bea)
E não podem. Teríamos que ter sangue de alguém de lá pra isso. (Estela)
Beatrice morde o próprio pulso.
Com alguma sorte, ainda tem correndo nas minhas veias. (Bea)
Abrem a porta. Beatrice, Selina, Zenon e Aléxis entram. Michele fecha. Espera. Abre. Olha. Vê as pessoas descendo a escada. Fecha de novo. Abre. Não vê mais ninguém. Abre e fecha de novo. Nada. Michele sorri.
Agora acho que deu certo. (Michele)
Se você chama isso de dar certo... (Estela)
Michele olha ao redor. Diversas pessoas, com armas. E dentes a mostra.
Quando as coisas derem errado, podem me dar um toque? Quero tá longe. (Dionísio)
Derik está comendo. Limpa o prato.
Ainda tô com fome. (Derik)
Augusto encara Derik.
Tem um namorado ou um saco sem fundo? (Augusto)
Não tenho culpa, realmente come tanto assim. Toda a coisa de se transformar, voar... (Kat)
Augusto bufa. Olha para Samo. Samo sai. Volta com outro prato de comida. Derik pega o prato. Começa a comer. Kat olha para Augusto. Augusto cruza os braços. Derik continua comendo. Derik termina de comer. Entrega o prato a Samo. Samo pega o prato. Sai.
Agora tô de estômago cheio. Não dá pra fazer nada. (Derik)
Augusto olha para o teto. Ri.
Vou deixar vocês descansarem. (Augusto)
Augusto olha para Kat. Joga Kat dentro da gaiola.
Mas mudei de idéia. (Augusto)
Augusto fecha a gaiola. Se aproxima de Derik na cama.
Vou testar você primeiro. (Augusto)
Augusto beija Derik. Derik não tenta impedir. Sai do quarto, Derik e Kat acompanham, com os olhos.
Você não tá passando mal de verdade, tá? (Kat)
Achei que tinha mesmo percebido que sou um verdadeiro saco sem fundo. (Derik)
Beijo esquisito. (Kat)
Derik baixa a cabeça. Kat olha para Derik.
Se a gente sair com vida daqui, acho que teremos bastante o que conversar. (Kat)
Hall de entrada. Beatrice e Selina chegam.
Vocês não se cansam? (Augusto)
Volto pra você, se deixar eles irem. (Selina)
Pra que? Pra ficar reclamando toda vez que eu quiser brincar? Posso ter quem eu quiser, por que ficaria me ajoelhando pra você? (Augusto)
Selina se aproxima de Augusto, ficando a centímetros de distância.
Por que adora se ajoelhar pra mim. (Selina)
E se eu estiver cansado? (Augusto)
Beatrice se aproxima, ficando atrás de Augusto.
Posso ficar também. (Bea)
Augusto olha para trás. Selina puxa o rosto de Augusto, e dá um beijo de língua. Continuam se beijando. Beatrice coloca as mãos nos ombros, beija o pescoço de Augusto. Beatrice se abaixa, Aléxis crava uma estaca no coração de Augusto. Augusto desfaz em pó. Beatrice e Selina gritam. Aléxis corre. Pessoas entram.
Mataram ele! Mataram ele! (Selina)
As pessoas entram nas portas e corredores, exceto alguém. Samo fica olhando para Beatrice e Selina.
Beatrice e Selina estão em uma cela. Iolanda e César chegam, do lado de fora.
Finalmente conseguiu, não é, Selina? (Iolanda)
Selina se levanta e se aproxima da grade.
Eu queria fazer um acordo, por isso vim. Porque eu estragaria tudo? E, se fosse isso, porque faria algo pra vir parar aqui ao invés de matar todos vocês? (Selina)
Que tal provar o que tá dizendo? Mate os seus amigos humanos. (César)
Traz Katerine. Derik não deve morrer. (Bea)
Por que? (Iolanda)
Viemos buscar porque vale muito pra nós. Vira animais e entende de feitiçaria. (Bea)
Ok. Traz a garota. (Iolanda)
Samo vem, trazendo Derik. César traz Kat. César joga Kat dentro da cela. Ajuda Samo a segurar Derik. Kat se levanta. Olha para Beatrice.
Morde. À vontade. (Bea)
Não! (Derik)
Selina franze a sobrancelha. Vai até Kat. Morde. Kat fecha os olhos. Solta o corpo. Selina solta Kat no chão. Iolanda se aproxima. Olha para César.
Não tem mais pulso. (Iolanda)
César e Samo jogam Derik no chão. Derik vai até Kat. Passa a mão no rosto. Beatrice sai da cela. Derik vai em direção a Selina, Beatrice puxa Selina, tranca Derik. Derik volta a Kat. Abraça Kat. Beatrice tira uma arma de sedativo da mão de uma das pessoas da guarda e atira em Derik. Derik desmaia. Beatrice abre a cela. Pega Derik no colo.
Selina e Beatrice saem do castelo, Beatrice com Derik no colo.
Por que me mandou matar ela? Tava falando sério? (Selina)
Porque mordeu? (Bea)
Achei que tinha alguma carta na manga! Tava contando com alguma outra reação minha?! (Selina)
Reparou por acaso que Kat não reagiu? (Bea)
Tava com medo que matassem o namorado. Vi a cara que olhou pra ele. (Selina)
E mais nada de estranho? (Bea)
Selina franze a sobrancelha.
Pareceu que tirei menos sangue do que o normal pra matar, mas... (Selina)
Exatamente. Katerine consegue sair do próprio corpo e voltar depois, e ainda parecer que morreu. Mesmo para alguém como nós. Se salvou de quem me criou assim. Temos que voltar lá logo. Vão estranhar não começar a feder. (Bea)
Eles não gostam de cadáveres. Mandam tirar logo do castelo. (Selina)
E onde levam? (Bea)
Enterram. Pra virar adubo. Com que desculpa vamos pegar de volta? (Selina)
Derik quer pelo menos o corpo pra enterrar. Se não, se mata. (Bea)
Aléxis e Zenon chegam.
Cadê a Katerine? (Zenon)
Beatrice coloca Derik no colo de Aléxis.
Vocês sobem. Ficamos e pegamos Kat. (Bea)
Aléxis coloca Derik no colo de Zenon.
Eu vou com Beatrice. (Aléxis)
Zenon coloca Derik no colo de Selina.
Já ficou muito tempo aqui. Podem querer te colocar no buraco de volta. (Zenon)
Selina coloca Derik no colo de Beatrice.
Eu fico. Não vou perder minha vingança. (Selina)
Beatrice coloca Derik no colo de Zenon.
Você sobe com Aléxis e explica que Kat não morreu. (Bea)
Zenon arregala os olhos.
Derik acha que Kat morreu?! (Zenon)
E não vai ser Aléxis ou Selina que vão segurar. (Bea)
E porque não você? (Zenon)
Me aproveitei de uma crise de Kat e Derik pra trepar com Derik. Vai logo. (Bea)
Zenon sai andando.
Eu fico. (Aléxis)
Você vai. (Bea)
Você tem menos ódio de mim que Zenon. (Aléxis)
Selina olha para Zenon, que olha para trás. Zenon vira para frente e continua andando. Beatrice olha para Selina.
Vai pra casa, Selina. Seu troféu já morreu e você ainda deve ter o gosto das cinzas na boca. Bruno deve estar te esperando. Espera do lado de fora, caso alguém ache que fugiu, feliz da vida. (Bea)
Beatrice segue em frente. Aléxis segue. Selina toca a própria boca. Sorri. Segue Zenon.
Dia seguinte. Beatrice e Aléxis chegam a cidade. Iolanda, César e mais vampirs estão em reunião.
Viemos buscar o corpo de Katerine. Derik disse que vai se matar, se não puder ao menos enterrar "o corpo de seu amor". (Bea)
Samo aponta Aléxis.
Foi ele que você viu? (César)
Samo baixa e levanta a cabeça. César atira com uma besta em Aléxis. Beatrice arranca a estaca do peito de Aléxis. Aléxis grita. Coloca a mão no tórax. Encara César.
Não podem matar Aléxis assim. (Bea)
Por que não? (César)
Por que gerou uma linhagem. (Bea)
Samo cheira Aléxis. Pega a estaca da mão de Beatrice, crava em César. César se desfaz. Samo aponta a estaca para seu tórax. Aléxis segura a mão de Samo.
Ordeno que não faça isso. (Aléxis)
E se eu ordenar que faça? (Iolanda)
É mais velha que eu? (Aléxis)
Ele era nosso caçula. Quantos mais aqui você ainda pretende matar? (Iolanda)
Nenhum. Se deixarem levar o corpo de Katerine. (Aléxis)
Parece mais importante que um corpo. (Iolanda)
Fora do castelo. Gente nativa, vampirs, Beatrice e Aléxis. Puxam Kat do buraco. Iolanda baixa perto do corpo de Kat.
Porque parece que acabou de morrer? (Iolanda)
Bea tenta cravar uma estaca em Iolanda, Iolanda segura e joga Bea longe. Aléxis vai em direção a Iolanda, mas Caim segura Aléxis. Kat abre os olhos e se senta.
Eu sabia. Tem algo errado com vocês. (Iolanda)
Caim vira pó. Aléxis corre em direção a Iolanda, Beatrice crava a estaca em Iolanda. Aléxis e Beatrice atacam outras pessoas. Vampirs que chegaram derrubam vampirs e deixam gente nativa desacordada. Começa a surgir cada vez mais gente do lugar. Não há mais vampirs, apenas gente nativa, cercando. Quem chegou faz um círculo para proteger Beatrice, Kat e Aléxis, virando contra a multidão.
Esperem! (Argo)
As pessoas param e olham para Argo.
Vão fazer o que? Nos matar e se matar depois? Pra que? (Argo)
Somos vampirs de direito. (Shy)
Shy chega com um grupo. As pessoas olham.
Podemos ficar aqui e não mataremos suas crianças. Não torturaremos ninguém. (Shy)
Mataram os mais velhos! (Samo)
Não. (Etos)
Etos passa por entre o grupo de Shy, as pessoas vão saindo de sua frente. Olha para quem é do lugar.
Eu ordenei. Portanto eu matei. Sou quem tem mais idade entre todo mundo. Posso matar quem eu quiser. (Etos)
Samo se aproxima. Cheira Etos.
É verdade! (Samo)
Muita gente se aproxima. Cheiram Etos. Se afastam. Todo mundo começa a se ajoelhar. Vampirs que chegaram baixam as armas e dispersam.
Sabe que nem dá vontade de ir embora? (Etos)
Etos olha ao redor.
Não, isso ia acabar virando um porre. (Etos)
Etos se aproxima de Beatrice.
Tá me devendo uma. (Etos)
Não é como se isso não tivesse feito seu ego bater no céu. (Bea)
Etos sorri. Sai andando. Vampirs de Argos vão para a direção da escada também. Beatrice vai até Argo.
Por que não fica? (Bea)
Argo olha para a cidade. Olha para as pessoas. Baixa a cabeça. Olha para Beatrice.
E quem vai segurar Virgine? (Argo)
Aléxis baixa a cabeça. Shy vai até Argo. Abraça Argo. Aléxis olha para Shy, franzindo a sobrancelha.
Agradeço por tudo. (Shy)
Estão em segurança aqui. (Argo)
Shy beija Argo. Argo segue suas crias.
Não sabia que eles... (Aléxis)
Deve ter protegido Shy e o resto das pessoas. (Bea)
Aléxis baixa a cabeça novamente.
É. Isso seria de se esperar dele. (Aléxis)
Não adianta lamentar a merda que já tá feita. Agora é seguir em frente. (Bea)
Do lado de fora, perto de uma rodovia, Zenon segura Derik. Derik se debate. Zenon fareja o ar, franze a sobrancelha. Vira para trás, virando Derik.
Olha, droga! (Zenon)
Derik para. Sorri. Zenon solta Derik. Derik corre e cai de joelhos, abraçando as pernas de Kat.
Não morreu... Não morreu... (Derik)
E graças a mim tá abraçando Kat! Por pouco Kat não tava recolhendo seus pedaços na pista e na frente do Scannia! (Zenon)
Kat pega nos braços de Derik, puxando para cima, Derik levanta.
Desculpa. Não podia fazer qualquer sinal pra você. Desconfiariam e matariam nós quatro. (Kat)
Derik abraça Kat.
Ainda bem que Derik tem o coração forte. (Bea)
Também ficaria assim se visse meu amor morrer. (Aléxis)
Que bom que Michele tá a salvo. (Bea)
Beatrice continua andando. Aléxis para. Zenon segue.
Pra casa? (Bruno)
Por favor! (Selina)
Bruno e Selina saem. Aléxis olha para Beatrice, que vai embora com Zenon.
A propósito, Alan voltou pro Rio, e já falou com Soraia que não precisava de reforço. Michele e Estela estão a caminho das Ilhas, talvez ainda alcance. E acho melhor alcançar Michele mesmo, por que isso aí foi um passa-fora e dos bons. (Leo)
Agora conhece gírias? (Aléxis)
Não adianta, não vai fazer melhor que Bea. Mas, se quiser ir sozinho... (Leo)
Vamos logo. Mas você vai calado. (Aléxis)
Algum tempo, algum lugar
Foram mesmo. (Xien)
Sim. (Uehfo)
Aléxis perdeu a chance com Beatrice. (Xien)
Aléxis nunca teve chance com Beatrice. (Uehfo)
Como pode ter certeza? (Xien)
Beatrice não conseguia mais acreditar que estar com alguém poderia não ser um erro. (Uehfo)
Ao menos Shy e o resto conseguiram encontrar um lugar seguro para viver. (Xien)
E Selina se vingou. (Uehfo)
Vamos ver Selina de novo? (Xien)
Você ainda vive? (Uehfo)
Xien franze a sobrancelha. Olha para o chão e para Uehfo novamente.
Não sei. (Xien)
Então ainda tenho mais coisa para te contar. (Uehfo)
Uehfo estende a mão a Xien. Xien pega a mão de Uehfo.

Resumo do Capítulo

Derik e Zenon conversam, em São Paulo. Kat, Beatrice, Derik e Zenon estão em São Paulo, e Etos seguiu. Soraia, Ísis, Dionísio e Alan estão no Rio. Estela, Michele, Aléxis e Leo ficaram nas Ilhas. Inês, Vivian, Beleno e Andrea na Europa. Alan, Michele e Bruno vão a uma cede de CVs. Chamam para pedir que peçam a vampirs para encontrar Clítia, que entrou em Zorana, uma cidade subterrânea onde a população adora vampirs como deuses. Selina, a quem Bruno conhece, já quase explodiu Hera por causa de Etos. Selina, Aléxis e Zenon se reunem para ir. Bruno e Alan resolvem levar até a porta. Bruno conta que o grupo de Selina descobriu o lugar, Selina quir sair, não quiseram que fosse, jogaram em um buraco que enlouquece vampirs. Que tirou Selina para conseguir sair da cidade. Depois se afastaram, o grupo pediu que controlasse Selina, criaram amizade. Beatrice para a van a caminho de Zorana. Entra. Descem as escadas. Chegam ao deserto subterrâneo que rodeia Zorana. Aléxis diz que é quem criou a segunda linhagem, Selina quase mata Aléxis. Dormem. Selina acorda com Aléxis pegando uma garrafa de Daxlidan. Joga fora, fala que irão desconfiar se beber aquilo. Alguém da cidade guia o grupo até lá. Encontram Clítia e Juliana. Clítia diz que raptou a pessoa que era Prata do Rio porque não queriam lhe deixar em paz, mas, chegando em Zorana, teve que matar. Fala que pode entregar o corpo, Beatrice manda Aléxis e Zenon levarem, diz para dar tchau a Etos por si. Chegando a superfície, Aléxis diz a Zenon que foi um jeito indireto de mandar chamar Etos, pois, pela regra da cidade, vampirs de mais idade mandam. Zenon encontra Etos e fala para ir consigo. Em Zorana, Augusto fala com Beatrice e Selina. Selina debocha de Augusto. Saem e Selina e Beatrice se alimentam de alguém que vive no lugar. Selina beija Beatrice, Beatrice se afasta e se separam. Juliana pede ajuda a Beatrice para sair, e diz que Clítia não está bem, que só obedece porque ameaçaram a si. Augusto diz que jogarão Selina em um buraco e fecharão a entrada. Alan vê fecharem a entrada e decide chamar Derik. Clítia tem alucinações no buraco, com sua vida antes da transformação. Selina aparece e tenta fazer Clítia perceber que é alucinação. Zenon vai com Etos ao encontro de Valesca, para que lhe ajudem. A alucinação no buraco vai para o pesadelo de Selina. Derik liga para a MEAK para pedir ajudar de Leo. Leo aparece ao lado de Derik. Na MEAK, Kat dorme, com o punho serrado. Aléxis aparece. Explica que Kat pode estar vendo alguém que está em um dos buracos que dá alucinações a vampirs. Na alucinação, Clítia desacordou, Selina está contra a parede. Juliana chega, se oferece para o homem. Ele derrubar Juliana, depois Selina. Ísis vem, Juliana se desespera. Beatrice aparece e derruba ele. Beatrice pergunta como sair, Selina fala que tem que tirar a pessoa do buraco fisicamente, fora da alucinação. Derik consegue explodir a porta, com ajuda de Leo. Desce com Alan e Bruno. Zenon e Aléxis encontram a porta explodida, descem também. Vão ao quarto de Augusto. Augusto manda alguém matar Aléxis, mas a estaca não adianta. Augusto diz que o feitiço que abriu a porta e criou a escada nova é instável. Dizem que querem levar de volta Beatrice, Selina, Juliana e Clítia. Augusto diz que podem morrer dependendo da alucinação. Selina percebe que estarão onde acharem que estão. Com ajuda de Beatrice, vão parar na Serra da Cantareira na alucinação. Conseguem fazer Juliana lembrar de tudo. Chegam a porta de Zorana na alucinação, mas não conseguem abrir, por Clítia não ver a porta. Selina nocateia Clítia. Etos e Valesca procuram Argo. Falam sobre um lugar que seria seguro para suas crias. Conseguem fazer Clítia lembrar. Abrem a porta. Clítia, Juliana e Selina passam. Mas Elian, na alucinação, fecha a porta. Elian tenta forçar, Beatrice se defende. Aléxis, Zenon, Alan, Bruno e Derik chegam. Derik tira Beatrice. Vão a escadaria, mas desabou. Augusto chega e leva todo mundo. Leo se oferece para pintar quadros, Derik diz que sabe fazer magias. Kat acorda e fala para chamarem Beleno, para abrir a porta. Beleno traz cabelo de Vivian. A polícia prende Kat, Estela e Michele. Soraia e Dionísio soltam. Kat e Dionísio descem a Zorana. Kat fala em lutar, Augusto quer sexo em troca das pessoas. Augusto sugere lutarem, se Kat ganhar, liberta. Se não, sexo. Jogam Dionísio na cela. Kat aparece. Derik diz que irão lhe matar se matar Augusto. Kat vence a luta, a plateia se levanta. Derik tenta impedir que mate, com medo do que irá acontecer a Kat. Augusto derruba Kat. Kat aceita o que Augusto exige. Todo mundo, exceto Derik e Kat, sai de Zorana. Clítia foge com Juliana. Derik e Kat estão no quarto de Augusto. Augusto dá choque em Derik. Kat usa isso de desculpa para dizer que não têm como fazer nada no momento. Augusto ordena que alimentem Derik e Kat. A parte vampir do grupo tenta entrar em Zorana de novo, mas saem pela porta que entraram, por magia. Estela olha o livro, acha um recado dentro: Zorana fica em outro planeta, e a porta de saída da passagem foi revertida para ali também. Estela diz que precisa de sangue de lá, Beatrice oferece o seu, que deve ter sangue de lá misturado ainda. Conseguem. Mas vampirs cercam Dionísio, Michele e Estela, que ficaram. Derik enrola Augusto, comendo. Depois que não consegue fazer nada porque está de estômago cheio. Augusto deixa descansarem, mas prende Kat e diz que quer Derik primeiro, beija Derik. Beatrice e Selina fingem seduzir Augusto, Aléxis enfia a estaca. Aléxis foge. Beatrice e Selina fingem não fazerem parte do que houve. Mas Samo, habitante local, ainda desconfia. Prendem Beatrice e Selina. Iolanda fala que traíram, Selina diz que não, Iolanda sugere que mate "os humanos". Beatrice diz que mata Kat, mas que Derik vale muito. Fala para Selina morder Kat. Selina morde e depois deixa, sem pulso. Derik se desespera. Beatrice ceda e leva. Zenon e Selina levam Derik para fora. Aléxis e Beatrice chegam, Samo reconhece Aléxis. César tenta matar. Samo mata César, por ter menos idade que Aléxis. Iolanda desconfia que não tenham ido buscar apenas o corpo de Kat. Kat acorda. Começa a luta. Vampirs de fora chegam. Matam quem era vampir dali, mas a população nativa ataca. Argo tenta argumentar sobre não machucarem quem estava ali, Shy fala que seu povo nasceu vampir, mas o que faz a população parar é Etos, dizendo que foi quem ordenou o ataque e que tem mais idade que todo mundo. Argo com suas crias saem da cidade. Beatrice pergunta porque não ficam, Argo diz que tem que segurar Virgine. As pessoas seguem de volta para suas casas.

Dara Keon