Portas do Inferno
MEAK
B20

Portas do Inferno ler resumo

Casa de Kat e Derik. Sala. Derik está com um livro. Toca a campainha. Derik franze a sobrancelha. Deixa o livro na mesa. Vai até a porta e abre. Fábio e Trinity, com seis crianças. Derik olha para as crianças e arregala os olhos. Olha para Trinity.
Isso me lembra... (Derik)
As crianças de Dancan. Disseram pra trazer pra cá, que você cuidaria. (Trinity)
Derik sorri.
Meus bebês! (Derik)
Derik ajoelha.
Eu cuidei de vocês quando nasceram. (Derik)
E nossas mães? (Dubh)
Derik desfaz o sorriso.
Quando vocês tiverem mais idade eu conto. Por enquanto, vamos na cozinha que vocês devem estar com fome. (Derik)
Derik levanta e sai, as crianças seguem. Kat vem para a sala. Acompanha com os olhos Derik saindo com as crianças. Suspira fundo. Arregala os olhos. Olha para a porta.
Vocês voltaram? Cadê Mel? (Kat)
Noite. MEAK SP. Mel entra. Beatrice estava em um sofá com um cubo mágico. Olha para a porta. Larga o cubo mágico, levanta, vai até Mel e abraça. Mel franze a sobrancelha. Abraça de volta.
Saudades? (Mel)
Beatrice se afasta.
Achei que não iam voltar nunca. E Fábio? (Bea)
Achei que seria mais fácil. Mas tive que lembrar o que era ser atlante para ensinar. Não encontrei quem precisava. Sinto até que eu não sou mais, não estou a altura. (Mel)
Só você se salvou de lá. Se você não tá a altura, quem tá? (Bea)
Mel franze a sobrancelha.
Caralho, a gente nunca se deu conta disso... Aqui o satélite ainda existe. (Mel)
Vai tentar algo? (Bea)
Talvez. (Mel)
Mel olha para a janela. Olha para Beatrice.
Ninguém me explicou direito essa coisa da MEAK se separar. (Mel)
Temos um problema. Não queria ter notícias ruins, você acabou de voltar... (Bea)
Fala. (Mel)
Zenon sumiu. (Bea)
Pistas? (Mel)
Derik estava procurando sobre. Eu tava tentando pensar... (Bea)
Beatrice aponta o cubo no sofá.
Tava caçando uma pessoa que veio aqui por causa de uma cria de Zenon. (Bea)
Cria vampir ou Zenon teve cria biológica? (Mel)
Biológica. Duas pessoas, na verdade. (Bea)
Beatrice distorce o rosto.
E viraram um casal. (Bea)
Beatrice volta o rosto ao normal.
Bom, se eu contar minha história as pessoas ficarão mais enojadas. (Bea)
Não entendi essa... (Mel)
Tá falando casal no sentido daqui, Mel. Sexo. (Fábio)
Ah. (Mel)
Tem outro? (Bea)
Casamento para atlantes significa se unir a alguém, pode ser que você nem faça sexo com a pessoa. (Fábio)
É, você não esqueceu completamente. (Bea)
E Zenon? Que tipo de pistas seguiu? (Mel)
Quando encontrou essa cria, Louise, pegou um anel que carregava. Esse anel sumiu há uma semana. O quarto tava todo revirado, descobrimos que era a única coisa faltando. (Bea)
Já pegaram Clítia aqui? (Mel)
Não. Pensei em Clítia, mas tá com Juliana. (Bea)
Mais coisa pra me explicar outra hora. Depois da história do quarto...? (Mel)
Zenon sumiu. (Bea)
Nenhuma das crias tinha mais alguém junto? (Fábio)
Tinha Andrea, que pariu Hugo. Também transformou. (Bea)
E sabem de Andrea? (Mel)
Tá vivendo com Beleno, Inês e Vivian. (Bea)
Que Vivian? (Mel)
Cria de Beleno... Tô começando a achar que os cadernos de Zenon vão ajudar. (Bea)
Beatrice franze a sobrancelha.
Pensando bem, devia ter mandado Zenon fazer uma animação explicando. (Bea)
Falou pra escrever o que acontecia? (Fábio)
Não, fez isso por decisão própria. (Bea)
Melhor voltar pro principal. Onde encontramos Andrea? (Mel)
Dia seguinte. Torre Eiffel. Melody olha ao redor. Vê Inês. Inês sorri, vem até Mel e abraça. Afasta.
Quando voltaram? Deveríamos fazer uma festa na MEAK. (Inês)
Quase não te reconheci. Aliás, me disseram que você é... (Mel)
Pois é. Um pouco confuso pra mim. (Inês)
Ainda lembro de Angely pulando na cachoeira. (Mel)
Prefiro não pensar nisso. Eu queria era não lembrar, pra falar a verdade. Porque é bizarro pensar que eu já... Angely é meu pai! (Inês)
Andrea? (Mel)
Não tava afim de pegar sol hoje. (Inês)
Mel fecha os olhos. Abre.
Eu devia ter marcado a noite. (Mel)
Mandou te dizer que tinha alguém que Louise transformou, alguém que passou pelas Ilhas antes. E foi quem mandou Louise lá. (Inês)
E o que queria? (Mel)
Andrea não soube dizer. Pediu pra não tocarem mais nesse assunto. Não quer mais falar sobre isso. (Inês)
Ok. Vamos combinar a festa quando acabar seja lá o que causou essa... Divisão da MEAK. (Mel)
Tá. Te vejo em outra vida. (Inês)
Inês sai. Mel franze a sobrancelha.
Noite. Aeroporto. Melody em uma mesa, com um copo vazio. Rust se senta a frente de Mel.
Porque não perguntaram a mim ainda? (Rust)
Até onde eu sei, vocês se odeiam. (Mel)
Por isso mesmo eu sei muito da vida de Zenon. (Rust)
Disse a pessoa onde Zenon estava? (Mel)
Como se precisasse. Vampir caçando vampirs é que nem passear usando a bandeira de Inglaterra por aqui. (Rust)
E sabe onde tá? (Mel)
Talvez. (Rust)
Porque me diria? (Mel)
Beatrice acredita em Zenon. (Rust)
Dia seguinte. Lian está penteando os cabelos em frente a uma penteadeira.
Às vezes sinto falta do meu reflexo. Sabe, é difícil saber se meu cabelo está ajeitado, se estou com olheiras, se minha boca está suja de sangue... (Lian)
Lian para.
Do que falávamos mesmo? Ah, certo, minha amiga. (Lian)
Lian volta a pentear os cabelos.
Ela só falava de você! Já tava ficando chato. No começo aguentei, achei que devia isso a ela, por ter me feito o favor que fez. Mas chegou uma hora que encheu. Sabe o que é ouvir alguém falar de outra pessoa todos os dias, vinte e quatro horas por dia? Não tava mais dando. Então, como sou melhor que ela nisso, fui descobrir seu paradeiro. Não imagina o quanto eu tinha vontade de rir dela depois que descobri sua atual... Profissão. Ainda tinha que me livrar dela. Falei para me esperar lá, enquanto eu ia visitar uns parentes meus. Sabia o que ia acontecer, você agora era um caça-vampiros e não ia deixar barato. (Lian)
Lian para novamente.
A propósito, já sabe de quem estou falando? (Lian)
Lian se vira para Zenon. Zenon está com amarras e mordaça. Lian vai até Zenon e tira a mordaça.
Duvido que falasse de mim tanto assim. Não fui eu quem transformou. E Clítia era muito melhor que eu nisso. (Zenon)
Mas você era o pai dela. Você rejeitou ela, Clítia quis. Ela era daquele tipo que, é só ser rejeitada, que a vontade aumenta. Ela disse que queria muito saber como você era de cama. Que até viu, mas... (Lian)
Zenon franze a sobrancelha.
Viu?! (Zenon)
Clítia a escondeu e deixou ver. (Lian)
Lian se aproxima da boca de Zenon. Zenon desfranze a sobrancelha. Lian vira pó. Zenon franze a sobrancelha. Desfranze e sorri.
Você se mete na enrascada e eu tenho que te salvar. E foi na sua mão que deixei a MEAK. (Mel)
Vocês voltaram! (Zenon)
Longa história. (Mel)
1ª RLDD
Um prédio abandonado. Um espaço grande. Há um sofá velho em um canto. Fábio derruba Melody. Melody levanta.
Tá ficando melhor nisso. (Mel)
Assim que eu conseguir derrubar Edmont. (Fábio)
Falando de mim? (Edmont)
Onde tá Trinity? (Mel)
Errou de cópia. Tá estudando, com Angely. (Edmont)
E Rob? (Fábio)
Dormindo. Dei uma canseira, mas não fique com ciúmes. (Edmont)
Por que eu estaria? (Fábio)
Vim falar com Melody. (Edmont)
Algo errado? (Mel)
Edmont olha para Mel.
É só com você. (Edmont)
Fábio. (Mel)
Derrubo você e não derrubo Edmont. Por lógica, você não derruba Edmont. (Fábio)
Derrubo sim. Não posso pegar pesado com você ainda. Mas é para ser mais racional, Fábio. (Mel)
Desculpa. Difícil esquecer minha criação às vezes, principalmente quando lido com o que me ensinaram a matar. (Fábio)
Fábio sai. Edmont tira a capa, joga no sofá e se senta. Aponta o sofá para Melody, com a cabeça. Mel revira os olhos e senta.
Fábio! (Edmont)
Do lado de fora, Fábio revira os olhos. Sai andando.
Lembra de Dione? (Edmont)
É claro que lembro. E se me lembrar disso de novo, dou um jeito de te separar de Angely e te matar. (Mel)
Diz isso porque matei sua criança. (Edmont)
Mel fica com os olhos mais injetados.
Não importa quão bem você lute, tá arriscando sua vida tocando nesse assunto. (Mel)
Mel se levanta. Edmont segura o braço de Mel. Mel joga Edmont do chão. Senta sobre Edmont, tira uma estaca da cintura e levanta no alto.
E se não tivesse morrido? (Edmont)
Do que tá falando? (Mel)
Não sou a influência ruim que Dione previu, pois conheci desde sempre. Na verdade, não sei se previu alguma coisa. Se previu, talvez não tenha sido o que disse. (Edmont)
Não respondeu. (Mel)
Glória vive. (Edmont)
Melody sorri.
Temos que achar. Raptaram. Acho que foi Dione. (Edmont)
Melody crava a estaca no estômago de Edmont, que grita.
Por que não me contou antes?! Eu teria protegido! (Mel)
Fábio entra na sala. Puxa Mel. Arranca a estaca.
Esqueceu que fere Angely também?! (Fábio)
Dane-se! Não protegeu Glória! (Mel)
Quem?! (Fábio)
Mel se senta. Respiração descompassada. Fábio olha para Edmont. Edmont se senta.
Por que não fez nada?! Queria ferir Angely?! (Fábio)
Não previ... Tá doendo, sabia? (Edmont)
Fábio franze a sobrancelha.
Você enfraqueceu? (Fábio)
Quer testar? Com outra estaca talvez? (Edmont)
Vai pro inferno. (Fábio)
Fábio abaixa perto de Mel.
Que foi, Mel? (Fábio)
Meu bebê... (Mel)
Mel levanta e sai. Fábio olha para Edmont.
Que diabos disse pra Mel?! (Fábio)
Pergunta pra criaturinha angelical! (Edmont)
Edmont pega a capa no sofá, veste e sai.
Fábio entra na antiga mansão de Mel, que pegou fogo. Está reformada. Rob levanta do sofá.
Mel tá bem? (Rob)
Dormiu com Edmont de novo? (Fábio)
Que posso fazer? O bofe é bom nisso... (Rob)
Precisa mesmo desmanchar desse jeito? (Trinity)
Se você pode bancar o macho... (Rob)
Cadê Mel? Angely saiu correndo daqui... (Trinity)
Falou algo sobre um bebê e correu. (Fábio)
Será que tava falando de Katerine? (Trinity)
Ah, não! Daqui eu não saio! Não vou ficar fingindo de HT de novo! (Rob)
Nem que você quisesse, do jeito que tá agora... (Trinity)
Melhor ir ver o templo. (Fábio)
Vou com você. (Trinity)
Fábio olha para Trinity.
Você fica. (Fábio)
Fábio sai. Volta.
Seja lá o que aconteceu, Edmont disse que você tava estudando com Angely, e depois mandou eu perguntar pra Angely o que era. (Fábio)
A gente tava procurando uma criança desaparecida. A família disse que foi alguém de nome Dione. (Trinity)
Fábio franze a sobrancelha.
Como chegaram nesse caso? (Fábio)
Edmont recebeu uma ligação. (Trinity)
Confirmou isso com Angely? (Fábio)
Por quê? (Trinity)
Fábio olha para baixo. Olha para Trinity.
Por que Angely não consegue mentir. (Fábio)
Angely puxa o braço de Melody. Melody joga Angely contra a parede. Angely se levanta.
Melhor você se controlar. (Ang)
Por quê?! (Mel)
Sabe o que é isso. Tá forte demais. (Ang)
Preciso disso pra achar. (Mel)
Não, precisa estar racional. Se você for, pode não voltar. Foi sorte conseguir das outras vezes. Sabe disso. (Ang)
E daí? (Mel)
Angely olha para o céu.
Porque não me contou? (Mel)
Angely olha para Mel.
Primeiro foi para te proteger. Depois, descobrimos que não tinha a ver com Dancan. Era com você. Dione quem direcionou para que se aproximasse de você. (Ang)
Por que faria isso e depois tentaria matar minha criança? (Mel)
Talvez porque acontecer já ia, achou melhor que estivesse perto. (Ang)
Sabe mais que Edmont ou tá contando mais? (Mel)
Edmont não se importa se tem alguma seita ou o que seja. Quer matar Dione. Eu não. (Ang)
É exatamente o que vou fazer quando encontrar. Cadê Edmont? (Mel)
Noite. Fábio chega ao templo. Edmont está arrumando coisas em círculo no chão.
Pensando em voltar? (Fábio)
Ir de novo, você quer dizer. Quem veio de lá foi você. (Edmont)
Até onde sei, você também não é daqui. (Fábio)
Minha casa explodiu. Chamo de casa o que quiser. (Edmont)
Temos que achar Dione antes de Melody. (Fábio)
Eu ouvi Angely te ligar, não precisa me dizer. (Edmont)
Mel quer matar Dione. (Fábio)
Eu também. E vai ser pior. (Edmont)
Edmont olha para Fábio.
Pensando bem, acho que Mel consegue fazer pior. Mas ainda posso tentar achar. (Edmont)
E o que tá fazendo agora? (Fábio)
Não é da sua conta. (Edmont)
Edmont termina de fazer. Um círculo. Edmont entra no círculo. Respira fundo. Desmaia. Fábio olha Edmont cair. Olha pro teto, impaciente. Olha para Edmont bruscamente.
Edmont acorda. Está em uma gaiola, no prédio abandonado. Trinity está olhando, de fora da gaiola.
Que tá fazendo? (Edmont)
Olhando você. (Trinity)
Podia me falar se tinha esse tipo de fantasia. (Edmont)
Consegue virar mulher? Acho que não. (Trinity)
Posso fazer uma cirurgia. Como a que Rob está juntando dinheiro pra fazer. (Edmont)
Sério? (Trinity)
Que eu faria? (Edmont)
Trinity revira os olhos.
Que Rob tá juntando dinheiro pra isso. Por que eu perguntaria de você? (Trinity)
Não sei. Mas existe cirurgia pra transformar o corpo para quem nasce com seu tipo de corpo também. (Edmont)
Você se regeneraria. Se transformou, lembra? (Trinity)
Edmont sorri.
Por isso você não quer se transformar! (Edmont)
Cala a boca. Você não tem como entender seres humanos. (Trinity)
Tem razão, nunca fui. Ah, e na minha espécie a gente não precisa de cirurgia. (Edmont)
Trinity franze a sobrancelha.
Não?! (Trinity)
Edmont se aproxima da grade.
Quer ver? (Edmont)
Seu problema maior não é por fora. E não é por fora que a gente é alguma coisa. (Trinity)
Edmont olha ao redor.
Por que acham que me prender dentro de uma jaula resolve alguma coisa? Aliás, o que querem resolver com isso? (Edmont)
Tá vendo isso aqui? (Trinity)
Trinity estende o braço.
Se houver qualquer alteração nos meus batimentos, Fábio fica sabendo. (Trinity)
Edmont se vira de costas.
Certo. E o que Fábio vai fazer? (Edmont)
Trinity abre a boca, Edmont vira e dá um grito. Trinity dá passos para trás. Edmont senta no chão e ri. Trinity bufa. Aperta um botão na pulseira.
Tá tudo bem, Fábio. (Trinity)
Trinity solta o botão.
Então, tem um jeito? (Edmont)
Que bom que sua preocupação com toda essa situação te dá tempo pra gracinhas. (Trinity)
Quão perto daqui Fábio tá? (Edmont)
Trinity coloca a mão na cintura.
Suficiente. (Trinity)
Pra isto? (Edmont)
Edmont encosta Trinity na parede pelo pescoço. Trinity olha para a gaiola, quatro das barras foram arrancadas. Tenta puxar a mão de Edmont. Não consegue.
Que tal dar o seu jeitinho? (Edmont)
Trinity aperta o botão na pulseira.
Fábio, Edmont tá livre. (Trinity)
E Trinity já era. (Edmont)
Fábio e Rob estão em casa. Fábio pega uma bolsa em um sofá e abre rápido. Pega um aparelho com luzes. As luzes estão apagadas.
Vamos, apita... Apita... (Fábio)
Que aconteceu?! (Rob)
Se apitar, quer dizer que Edmont tirou do braço de Trinity. Se não... (Fábio)
Se não o quê??? (Rob)
Fábio respira fundo. Espera. Rob olha para o aparelho. Olha para Fábio.
Droga! (Fábio)
Fábio joga o aparelho no chão. Respira fundo.
Não devia ter deixado Trinity lá... Vive dizendo que já tem treino suficiente, eu não... (Fábio)
Rob balança a cabeça para os lados.
Edmont não iria matar... Angely não deixaria... (Rob)
Fábio olha para Rob.
Teve vezes em que Angely não conseguiu parar Edmont. (Fábio)
Angely te contou? (Rob)
Quem teria dito? Edmont? (Fábio)
Fábio se senta.
Será que Edmont... Transformou Trinity? (Fábio)
Não faria isso. Não transforma ninguém. (Rob)
Rob senta ao lado de Fábio. Fábio encara Rob.
Pediu pra te transformar?! (Fábio)
Ei, não me culpe por querer ser jovem pra sempre! (Rob)
Pra sempre ou pra Edmont? (Fábio)
Que tem demais?! Não mata ninguém... Tudo bem que não vou poder me bronzear mais, mas... (Rob)
Fábio se levanta.
Não entende? Será que não consegue enxergar quem é Edmont?! (Fábio)
Não pode ser assim tão mal. (Rob)
Acabou de matar Trinity! (Fábio)
Não! É obvio que usou algum truque... (Rob)
Fábio balança a cabeça para os lado. Sai.
Tarde. Loja de armas. Melody espera no balcão. Douglas traz uma espada.
Não, não é essa ainda. (Mel)
Mas é o que me descreveu... (Douglas)
E esta? (Edmont)
Melody olha para trás. Edmont segura uma espada. Mel vai até Edmont, pega a espada, desembainha. Faz movimentos. Olha para Edmont.
Quem te garante que não vou enfiar em você? (Mel)
Porque é pra Dione. (Edmont)
Edmont vai até o balcão. Tira o celular da mão de Douglas. Joga no chão, pisa, pega os restos do chão e coloca no balcão.
Obrigado, mas não vamos levar nada hoje. (Edmont)
Mel sai da loja. Edmont segue.
Fábio está no chão, perto da gaiola.
Trinity não conseguiria impedir Edmont. (Ang)
Fábio olha para Angely.
Por que não impediu? (Fábio)
Não se preocupe com Trinity. (Ang)
Fábio olha para o chão.
Deve estar no céu agora. (Fábio)
Temos que achar Dione. E Glória. (Ang)
Fábio olha para Angely.
Glória? (Fábio)
Lembra quando te disse que, uma vez, Edmont bebeu o sangue de Melody até quase matar, para tirar uma criança? (Ang)
Sim. (Fábio)
Melody me perguntou por que não contamos. Disse que tinha a ver consigo, e não com Dancan, mas não disse o que. (Ang)
Então... (Fábio)
Achamos que Dione manipulou até o dom de Kat, para parecer que Zenon seria uma influência ruim. Mas não queríamos que Mel e Glória se encontrassem por causa do que Dione disse a Edmont. (Ang)
E o que seria? (Fábio)
Que a criança mataria Melody. (Ang)
Não acreditaram no resto, por que acreditariam nisso? (Fábio)
Não sabemos o que é verdade. Só que, de alguma forma, essa criança atrapalharia os planos de Dione. (Ang)
Edmont estava fazendo um ritual ontem de noite... (Fábio)
Falamos com KYW. Sabem onde está Dione. (Ang)
Então Edmont sabe. O que estamos fazendo aqui? (Fábio)
É um enigma. E Melody já desvendou. (Ang)
Fábio se levanta.
Enigma?! Que têm na cabeça? Vão querer brincar de Código da Vinci agora??? (Fábio)
Mexem em um monte de Realidades, uma pessoa morrer em uma delas não vai fazer grande diferença pra KYW. Ou foi o que disseram. (Ang)
Qual o enigma? (Fábio)
O trenó do Papai Noel. (Ang)
Ótimo. Pólo Norte? (Fábio)
Óbvio demais. (Ang)
Onde nasceu a lenda? (Fábio)
Tem várias origens. Mas porque diria trenó e não Papai Noel direto? Pesquisei e achei que a idéia do trenó vem de 1822, uma pessoa que escreveu um poema para as crianças. Eram seis. (Ang)
Como Dancan teve... (Fábio)
E como era pra ter tido. Mas, até aí, também pode cruzar 1822 com a declaração de independência brasileira. (Ang)
É, mas a independência brasileira não tem nada a ver com a história toda. (Fábio)
O ano anterior a gravidez de Melody era bicentenário. (Ang)
Será que a referência é realmente a um lugar? Talvez seja a data... Talvez Dione vá tentar fazer seja lá o que quer fazer na véspera do Natal. (Fábio)
Talvez. Mas Edmont perguntou de lugar. (Ang)
É uma referência muito vaga. Poderia ser quase qualquer lugar. (Fábio)
Angely franze a sobrancelha.
Espera. (Ang)
Sim? (Fábio)
Edmont e Melody estão em uma moto. Melody dirige. Edmont está com venda.
Temos que nos apressar. (Edmont)
Não te disse aonde íamos. (Mel)
É, mas Angely já deduziu. (Edmont)
No máximo deduziu que eu sei, não o quê. (Mel)
Quando te contou que matei Dancan, enquanto se lamentava pela criança, você abriu a boca. (Edmont)
Droga! (Mel)
Mel acelera mais a moto.
Noite. São Paulo. Ruínas de um shopping. Fábio e Angely entram.
A mãe de Dancan trazia junto com Dione aqui em natais. (Ang)
E agora? (Fábio)
Vamos vasculhar as lojas. As de baixo já viram. (Ang)
Fábio franze a sobrancelha.
Já estão aqui?! (Fábio)
Angely sobe as escadas. Fábio espera. Angely some do campo de visão de Fábio. Fábio desce escadas. Chega a garagem. Se aproxima de Heitor, que está em frente a uma porta.
Ei, eu tava procurando... (Fábio)
Não pode ficar aqui. Vá embora. (Heitor)
Por quê? (Fábio)
Não te interessa. (Heitor)
Estou procurando Dione. (Fábio)
A profetiza está ocupada. (Heitor)
Já conseguiu a criança? (Fábio)
Sim. (Heitor)
Quantos anos tem agora? (Fábio)
10 anos. (Heitor)
É menino? (Fábio)
Sim. (Heitor)
O sacrifício é hoje? Vão fazer por causa da lua cheia? (Fábio)
Sim. (Heitor)
A criança tem quase cinco anos, vocês leriam como menina e estamos na lua minguante. (Fábio)
Heitor olha Fábio de cima a baixo.
Já estava desconfiando de você... (Heitor)
Preciso falar. (Fábio)
Heitor sai do caminho a porta. Fábio passa. Desce mais uma escada. Encontra Dione com uma criança.
Glória? (Fábio)
Glória e Dione olham para Fábio.
Oi. (Glória)
Quem é você? (Dione)
Vim te avisar que tem gente no prédio te procurando. (Fábio)
Que venham. (Dione)
Pretende trocar Glória por Melody, porque Melody vai se entregar, caso não consiga salvar Glória. E quer convencer Edmont a transformar Glória. Sabe que ameaçar matar Melody convenceria Edmont. Só não sei por que. (Fábio)
É vidente? (Dione)
Heitor me contou. Involuntariamente. (Fábio)
Não parece um ótimo plano? (Dione)
Seria. Se eu não soubesse que não terá tempo de falar, antes que Melody e Edmont te façam em pedaços. (Fábio)
E o feitiço que fiz? Se eu morrer, Glória morre. (Dione)
Tá blefando? (Edmont)
Não. (Fábio)
Edmont vai até Dione. Dione dá um passo para trás. Edmont dá um soco em Dione, Dione cai no chão. Melody entra. Olha para Glória. Se aproxima e ajoelha.
Oi... (Mel)
Você é minha mãe? (Glória)
Acho que sim. (Mel)
Disse que é... (Glória)
Glória aponta Edmont. Mel olha para Edmont. Volta a olhar para Glória.
Então devo ser. (Mel)
Mas disse que nunca ia te conhecer. (Glória)
Acho que se enganou. (Mel)
Dione não tinha uma seita inteira? Onde estão, que não estão aqui de guarda? (Fábio)
Foram procurar o tio. (Glória)
Pra que? (Edmont)
Dione acha que Glória reencarnou, não sabe que nunca morreu. Quer transformar. Imagino que queira enterrar Glória. (Fábio)
Como fizeram com Andrews. (Mel)
A gente precisa descobrir como desfazer o feitiço. (Edmont)
Dia seguinte. Angely e Melody estão na frente da casa.
Não é a melhor solução. (Ang)
Você não precisa sujar as mãos. Eu vou fazer isso. Não vai nem precisar sentir culpa por Edmont. (Mel)
Mas, Mel... (Ang)
Que quer que eu faça? Entregue pra polícia? Acorda, Angely. Pára de assistir desenho. Dione não ficaria na cadeia. (Mel)
Não é a única pessoa da seita. (Ang)
Mato todo mundo. (Mel)
Anteontem tava me falando sobre agir racionalmente. (Fábio)
Mel olha para Fábio.
E porque isso é irracional? (Mel)
Temos que eliminar quem lidera. Cortamos a cabeça da cobra. (Fábio)
E como vai fazer isso? Tá por aqui já? (Mel)
Dione irá invocar. (Fábio)
E porque faria isso? (Mel)
Tem que fazer, só pode fazer de 1000 em 1000 anos. (Fábio)
Como sabe? (Mel)
Agora pouco Dione me disse que já tinha acordado e que viria buscar aqui. (Fábio)
É bom que não fique sabendo dessa sua habilidade. (Mel)
Angely entra. Edmont sai da casa, dá um soco em Fábio, que cai no chão. Mel pega um machado, tenta cortar Edmont, mas Edmont desvia, pega a mão do machado, faz Mel virar, enrosca seu braço no pescoço de Mel, travando. Dione sai, senta em uma moto, arranca. Edmont larga Mel. Mel olha para os lados. Não vê mais Dione ou Edmont. Angely volta.
Que merda foi essa??? (Mel)
Edmont ouviu o que Fábio falou. Disse a Dione que levará Glória embora, e que cuidará para que se torne imortal. (Ang)
Será que não é exatamente isso que Dione quer? Porque essa era a "profecia" original. (Mel)
Não conseguiria enganar Fábio. (Ang)
Fábio disse que acha isso, não leu que Dione ia enterrar Glória. (Mel)
Fábio levanta.
Edmont provavelmente não pretende cumprir a promessa. (Fábio)
Não de transformar Glória. (Ang)
Não vai levar minha criança de novo. E não vai transformar. (Mel)
Você não se importa se transformarem, nem se enterrarem. Acha que pode reverter qualquer das duas coisas. Se importa se virar ruim. (Fábio)
Não precisa ler minha mente pra deduzir isso! (Mel)
Disse que Edmont me ouviu... (Fábio)
Sobre matar o mestre de Dione, e sobre invocar. (Ang)
Como pretende matar o mestre? (Fábio)
Não sei. (Ang)
Edmont bloqueou essa parte dos pensamentos? (Fábio)
Edmont não sabe. Temos que pesquisar. (Ang)
Tarde. Biblioteca. Mel, Angely e Fábio estão em uma mesa, com diversos livros. Fábio estende um livro a Angely.
Esse era o símbolo? (Fábio)
Mel para. Angely pega.
Sim. Estava no braço esquerdo. (Ang)
Também havia isso no braço da criança que tava de guarda. (Fábio)
Mel pega o livro da mão de Angely. Lê.
Vai morrer invocando o mestre. (Mel)
Acho que gente com esse tipo de fanatismo adora isso. Posso até apostar que estaria menos feliz se fosse viver depois do ritual. (Fábio)
Quanto tempo temos? (Ang)
É hoje. Diz que é quando a tatuagem tá completa. (Mel)
Onde? (Fábio)
Não diz. (Mel)
Edmont vai ver, é só irmos pro mesmo lugar. (Ang)
Noite. Uma mansão.
Como Dione... (Mel)
O dinheiro do filme, entrevistas, a custódia das crianças... (Ang)
Mel olha para Angely.
Ficou de olho? (Mel)
Contou pra Edmont. Temos outro problema. As crianças também estão aí. (Ang)
Mel olha para a mansão.
Só seis meses mais que Glória, né? (Mel)
Dione vestiu pro ritual. Buí, Dearg, Dubh, Groc, Vermell, Negre. (Ang)
Mel franze a sobrancelha.
Isso é algum encantamento? (Mel)
São os nomes. Metade é a cor do cabelo em Irlandês. Outra metade em catalão. (Ang)
Você tira as crianças, eu me entendo com Dione. (Mel)
Angely entra. Mel vai até o carro. Pega um machado. Vira. Angely está com seis crianças. Mel franze a sobrancelha.
Como...? (Mel)
Não pergunta. Só leva daqui. (Ang)
Chamamos Fábio. (Mel)
Dione mandou gente atrás de Glória. (Ang)
Não dá pra tirar Fábio de perto de Glória. Chamamos Rob. (Mel)
Mel... (Ang)
Angely, Dione não quer as crianças. Olha os nomes que colocou, só pra ficar mais fácil saber quem é quem! Você não vai me tirar daqui! (Mel)
Já são nove horas. Vamos ficar esperando Rob vir buscar? (Ang)
Mel cruza os braços.
Melhor chamar logo então. (Mel)
Rob chega com um carro. Desce. Olha para as crianças.
Peraí, gente, mas não cabe essa criançada toda no carro! (Rob)
Claro que cabe. (Mel)
Mas na minha paciência, não! (Rob)
Faz caber. (Mel)
Rob olha para Melody. Melody vai para mais perto da mansão.
Que deu em Mel? (Rob)
Tá deixando a raiva tomar conta. (Ang)
Rob olha para as crianças. Olha para o carro.
Olha, acho que cabem no porta-malas. (Rob)
Rob! (Ang)
É sério, olha... (Rob)
Rob vai para trás do carro. Abre o porta-malas.
Moita ocupada... (Rob)
Angely se aproxima. Fábio está com machucados. Angely toca em Fábio. Fábio abre os olhos.
Que aconteceu? (Ang)
Levaram Glória... (Fábio)
Angely ajuda Fábio a sair do carro.
Cadê Mel? (Fábio)
Angely olha em volta.
Droga... (Ang)
Vai lá, eu tô bem. (Fábio)
Angely vai em direção a mansão.
Lado de dentro da mansão. Raios. Edmont joga um objeto contra a janela aberta, o objeto atinge algo e volta, fazendo raios saírem do ponto em que bateu.
Que tá fazendo? (Edmont)
Me precavendo, amor. Acha que não percebi que é apaixonado por ela e que faz tudo que ela manda? (Dione)
Tá aqui? (Edmont)
Melody? (Dione)
Glória. (Edmont)
Dione encolhe os ombros e volta.
Levou minhas crianças, não levou? (Dione)
Sabe o que posso fazer com você, não sabe? (Edmont)
Sei que, se fizer algo muito brusco, pode causar um grave acidente. Algo até universal. (Dione)
Mas sabe que Melody não é tão racional assim. Vai te deixar em pedaços. (Edmont)
Ela não vai entrar. (Dione)
Então tá seguindo o plano original? (Edmont)
Dione se senta em um sofá.
Acalme-se. Está quase na hora. Vou trazê-lo. Mas preciso que cumpra sua promessa. (Dione)
Transformar Glória? (Edmont)
Meu mestre não está citado em tantos lugares quanto Lúcifer, mas também não são tão poucos. Existe outro jeito de trazer meu mestre. Ou o sacrifício é voluntário, ou daquele que está profetizado como quem vai matar meu mestre. (Dione)
Porque não pegou alguém da seita? Iam ficar felizes. (Edmont)
Meu mestre só virá forte o suficiente se for ela. (Dione)
E por que não simplesmente matar Glória? (Edmont)
Porque não quero que me mate depois. (Dione)
Ou porque fez o feitiço que liga a vida de Glória a sua. (Edmont)
Dione franze a sobrancelha. Sorri.
Será que eu viro vampira também depois? (Dione)
Realmente tava com medo de eu te matar? (Edmont)
Meu destino é me casar com meu mestre. (Dione)
É mais forte que eu? (Edmont)
Dione ri.
Quem você acha que é? (Dione)
Edmont encosta Dione na parede.
Acho que sabe o que eu sou. E você tá tentando me enrolar. Não cansou de mentir, não? "A mãe mata a filha", "tenho que matar Glória"... (Edmont)
Não disse isso. Disse que queria que transformasse aquela pirralha. (Dione)
Quer que eu tire seu intestino pela boca? Porque eu já cansei da merda que tá saindo daí. (Edmont)
Lado de fora. Melody acerta o escudo mágico da mansão com o machado. Rob chega correndo.
Ang desmaiou. (Rob)
Melody para.
Será que Dione enfiou uma estaca em Edmont? (Mel)
Mas a bruxa não queria transformar a fofinha? (Rob)
Poderia usar qualquer vampir pra isso. (Mel)
Melhor procurarmos como quebrar isso. (Trinity)
Rob olha para Trinity.
Ai, criatura, não me mata do coração! (Rob)
Rob arregala os olhos.
Você tá viva! (Rob)
Rob abraça Trinity.
Não exatamente. (Trinity)
Rob desmancha o sorriso, se afasta de Trinity e vai pra trás de Melody.
Edmont te transformou? (Mel)
Não autorizei isso. (Trinity)
Ele não é um vampiro comum. Talvez você... (Rob)
Pode sair de trás de Melody, eu não vou te matar! (Trinity)
Existe alguma conexão entre você e ele? (Rob)
Primeiro, o mais importante: alguma idéia pra quebrar essa merda? (Mel)
Edmont deve saber, e, se Nit tem uma conexão... (Rob)
A conexão é tipo aquela coisa de "intuição materna", não ligação de celular. (Trinity)
Melody sai andando. Rob e Trinity seguem. Se aproximam do carro. Mel abaixa perto de Angely. Chacoalha Angely.
Vamos, acorda, tem que acordar mais rápido dessa vez. Você tem força pra isso! (Mel)
Trinity olha para Rob.
Angely botou a mão no peito quando desmaiou? (Trinity)
Um grito. Mel se levanta.
Dione. (Mel)
Edmont se vingando? (Trinity)
Foda-se! (Mel)
Mel abaixa. Chacoalha Angely.
Angely, acorda! (Mel)
Rob, responde minha pergunta. (Trinity)
Ele não colocou a mão no peito, só desmaiou. (Rob)
Dione não enfiou nenhuma estaca em Edmont. (Trinity)
Sabe isso pela sua conexão? (Rob)
Trinity encara Rob.
Dentro da casa. Edmont olha para Dione. Dione está no chão. Tem uma marca de queimado em forma de uma mão nas costas.
Vai me contar agora? (Edmont)
Dione tenta tocar as próprias costas.
Que fez? (Dione)
Isso que sentiu foi o fogo do inferno. Imagina pelo corpo todo. (Edmont)
Não acredito em você. (Dione)
Olha no espelho. (Edmont)
Dione levanta. Vai até um espelho, se vira.
Mal está marcado. (Dione)
É isso que se faz no inferno. É pra sentir muita dor, mas ainda continuar existindo algo de você para continuar sofrendo. (Edmont)
Dione olha para Edmont.
Não pode buscar algo no inferno e ficar impune. (Dione)
Eu vou ao inferno e volto sem um arranhão. Agora vai me dizer o que quer. (Edmont)
Existe uma premonição... (Dione)
Edmont pega Dione pelo pescoço, encosta no espelho e aproxima a outra mão do rosto de Dione.
Os olhos são uma parte bem sensível do corpo, sabia? Eu já senti. (Edmont)
Eu falo com meu mestre. Ele quem me diz tudo, o que fazer, o que dizer... (Dione)
Você acredita no que diz. Fábio poderia ler sua mente o quanto quisesse. (Edmont)
Que? (Dione)
Edmont solta Dione no chão.
Chama isso que chama de mestre. Vamos bater um papo. (Edmont)
Dione vai até o meio da sala e abaixa. Empurra o tapete. Tira alguns pisos: há um espelho embaixo. Olha em volta.
Que foi? (Edmont)
Preciso de algo pra me cortar, pra derramar sangue no espelho. (Dione)
Posso arrancar seu braço. Sairia bastante sangue. (Edmont)
Dione se levanta. Olha pro chão. Respira fundo. Olha para Edmont.
Não posso chamar ele com uma mão só, então me mate se quiser. (Dione)
Criou coragem de repente? (Edmont)
Edmont vai em direção a Dione. Dione fecha os olhos. Edmont puxa para si e morde seu pescoço. Puxa parte do sangue. Para. Empurra Dione. Dione abre os olhos. Edmont cospe o sangue no espelho.
Manda encarar como um beijinho. (Edmont)
Dione coloca a mão no pescoço. Edmont encosta na parede. Dione se abaixa perto do espelho. Molha as mãos no sangue, coloca uma do lado da outra. Sobe com cada uma indo para um lado, desce e volta subindo, formando dois círculos. Se senta.
Mestre? Padoi? (Dione)
Uma imagem aparece no espelho.
Já matou a garota? (Padoi)
Ele está aqui. (Dione)
Edmont pega Dione, com as mãos nos braços, e coloca de pé na sua frente.
Agora posso arrancar seus braços? (Edmont)
Que quer? (Padoi)
Liberdade. Pra Glória. (Edmont)
Então solte Dione. (Padoi)
Edmont joga Dione no chão e segura um pedaço de madeira que Heitor segurava, em sua direção. Dione levanta começa a andar devagar para a saída.
Já não bati em você? (Edmont)
Edmont joga Heitor em Dione, que atravessava a porta. Dione e Heitor caem em outra sala. Edmont fecha a porta. Volta para perto do espelho.
Agora é entre nós. O que exatamente tá acontecendo? (Edmont)
Porque interferir nisso? Por que não simplesmente leva sua família embora e... (Padoi)
Qual a garantia que tenho que não vai voltar atrás de nós de novo? (Edmont)
A mesma que tenho de que não deixará a garota me matar. (Padoi)
E o que eu poderia fazer contra uma profecia? (Edmont)
Você mesmo disse. Não é qualquer um. (Dione)
Edmont olha para a porta.
Você parece joão-bobo, a gente bate, você volta. (Edmont)
Você pode impedir Glória. (Dione)
Tá mentindo. De novo. Que tal vermos se gosta do gosto do seu intestino? (Edmont)
Barulho de vidro estilhaçando. Toda a casa treme, Dione cai no chão. Edmont olha ao redor. Dione tira uma capa que está usando e volta para a sala onde estava. Edmont segue. Heitor está no chão, sem vida. Dione cobre Padoi com a capa.
Não tinha que ser voluntário? (Edmont)
E foi. (Dione)
Padoi e Dione somem. Edmont balança a cabeça para os lados. Vai até um quarto. Melody entra.
Cadê Dione? (Mel)
Não sei. (Edmont)
Angely abre os olhos. Rob se aproxima.
Que aconteceu? (Rob)
Nada que importe agora. (Edmont)
Rob se encolhe e dá passos para trás.
Vamos embora. (Edmont)
Tarde. Subterrâneo. Luiz pula em cima de Edmont, Edmont joga Luiz contra a parede. Levanta Luiz pela roupa e encosta na parede.
Lembro desse uniforme. (Edmont)
Vamos ressuscitá-la e não podem fazer nada pra impedir! (Luiz)
Tá, só pára de cuspir. Que cheiro é... (Edmont)
Edmont franze o rosto, solta Luiz, se afasta, limpa as mãos uma na outra, depois na roupa. Olha para Luiz.
Ok. Preciso de informações sobre uma seita. Devem ter se esbarrado, queriam ressuscitar alguém também. E já matei alguém com seu uniforme e a tatuagem da outra seita. (Edmont)
Estamos nos ajudando. (Luiz)
Pois já conseguiram. (Edmont)
Sério?! Nos traíram! (Luiz)
Onde é o esconderijo? (Edmont)
Existe um par de ilhas que quase ninguém conhece. Dá pra viajar no tempo num templo que existe nelas... (Luiz)
Uma curiosidade: por quê? (Edmont)
Faremos o Apocalipse! (Luiz)
Edmont fecha os olhos. Abre.
Isso é o nome de algum bolo que você pegou a receita na internet? (Edmont)
Luiz franze a sobrancelha.
Quê? (Luiz)
Edmont enfia uma estaca em Luiz.
Cansei de brincar. (Edmont)
Casa. Fábio fecha um livro e coloca em uma pilha de livros.
Queria Derik por aqui. Não me canso de dizer isso. (Fábio)
Edmont achou. (Ang)
Melody levanta. Angely traz um livro nas mãos.
Derik? (Fábio)
Não. Padoi e Dione. Estão nas ilhas. (Ang)
Tá vendo? É melhor que celular! (Rob)
Rob cruza os braços e olha para Trinity. Trinity encara Rob.
Preciso falar com Mel. (Ang)
Trinity joga um livro que segurava em um canto e sai. Volta, pega Rob pelo braço, saem. Fábio sai também. Angely abre o livro e mostra a Mel. Mel olha para o livro. Então para Angely.
Não podemos matar Padoi. E não podemos mais prender. (Ang)
E a profecia? (Mel)
Quer arriscar a espera? (Ang)
Se minha criança pode matar, eu também posso. (Mel)
Não pode. (Ang)
Então o que faremos? Teve alguma idéia. Tá escrito na sua testa que quer dizer algo. (Mel)
É uma idéia arriscada. (Ang)
Pode não dar certo ou pode trazer danos? (Mel)
Segunda opção. (Ang)
Não me importo de morrer. Não importa se vocês morrerem. Não podiam ter escondido isso. Agora temos que resolver. E salvar Glória. (Mel)
Ok. Mas vai ter que fazer o que mandarmos, na hora que mandarmos. (Ang)
Fala. (Mel)
Só posso dizer que Glória estará livre de Padoi. (Ang)
Não vai me contar o que... (Mel)
Você quer Glória fora de perigo? (Ang)
Sim. (Mel)
Isso nós podemos garantir. (Ang)
Angely se levanta e sai.
Porto. Barco. Mel e Angely entram na cabine. Edmont sentou-se, está com os pés no timão.
Vai junto? (Mel)
Óbvio. (Edmont)
Não pensa que vai dirigindo, né? (Mel)
Não, eu vou. (Natan)
Faz bastante tempo. (Mel)
Me lembro como se fosse ontem. Parece até um déjà vu. (Natan)
Conseguiu comprar o barco novo com as entrevistas que deu falando sobre nós, por causa do que você e Kat inventaram. Não é lindo? (Edmont)
O barco de Natan foi destruído por nossa causa. (Mel)
Aquele que te vendeu? (Edmont)
Eu não faço mais do que minha obrigação levando vocês de graça. Só espero que o mar não esteja tão bravo dessa vez. (Natan)
Bom, vamos embora? Glória não tá numa passeio ao museu. (Mel)
Angely baixa a cabeça. Melody sai. Natan liga o barco. Trinity entra na cabine. Encara Edmont. Edmont sai. Trinity olha para Angely.
Porque não impediu? (Trinity)
Angely olha para baixo.
Ia te matar. Eu quem fiz te transformar. (Ang)
Como assim?! Eu preferia ter morrido!!! (Trinity)
Não. Você preferia não ter que matar ninguém. (Ang)
Angely olha para Trinity.
Desde que veio, só consegue pensar em voltar. Em ver Janaína. (Ang)
Trinity olha para o lado.
Mas não tem coragem. (Ang)
Os olhos de Trinity ficam marejados.
É Angely mesmo quem tá aí? (Trinity)
Não digo para te machucar. É que acho que teremos que voltar. (Ang)
Trinity olha para Angely.
Por quê? (Trinity)
Se foram para o templo, querem ir para algum lugar. (Ang)
Mas existem muitas realidades, porque acha que seria justo aquela? (Trinity)
Katerine é cria de Melody. Se for isso, a tal profecia pode não ser sobre Glória. (Ang)
Como eu vou viver assim? (Trinity)
Anime-se. Talvez assim você consiga ficar com ela. (Rob)
Rob sorri. Trinity encara Rob. Sai, esbarra em Fábio no caminho. Fábio entra. Angely baixa a cabeça. Sai.
Que aconteceu? (Fábio)
Gente, eu só quis dizer que, como Janaína tava com o Etos, talvez goste de vampiros! (Rob)
Fábio encara Rob.
Que foi? (Rob)
Xingar a mãe teria sido... (Fábio)
Fábio fecha os olhos.
Que merda. (Fábio)
O que? (Rob)
Fábio abre os olhos.
Não é por causa de Etos. (Fábio)
Madrugada. Trinity está no chão, com as pernas pra fora da grade do barco. Fábio se aproxima.
É engraçado como vai tudo se afastando, né? (Trinity)
Sei que a visão de vampir é boa, mas te dou um doce se me disser que tá vendo terra firme ainda. (Fábio)
Vai comer um doce e me deixar beber seu sangue? Até onde sei... (Trinity)
Ainda tem paladar, só que doces não te alimentam. (Fábio)
Como sabe? (Trinity)
Perguntando. Uma das minhas conversas com Zenon. (Fábio)
Pra onde vai a comida? (Trinity)
Isso eu não pensei em perguntar. Acho que não queria saber nesse nível de detalhes. (Fábio)
Não sabia que ficavam conversando sobre esse tipo de coisa. (Trinity)
Foi a outra versão. O que matou minha irmã. (Fábio)
Trinity se enclina para a grade. Fábio se senta ao lado de Trinity.
Não é por causa Etos, é sua mãe, não é? (Fábio)
Ia me matar, não ia? (Trinity)
Não dá pra saber. (Fábio)
Era primeira linhagem. Eu pesquisei. Ia sim. (Trinity)
E Etos? (Fábio)
Tem quase dois mil anos, sabe quantas vidas cabem nisso? Deve mudar de personalidade sempre que se cansa. (Trinity)
Mas ainda era sua mãe. (Fábio)
Não existem registros de primeira linhagem de boa índole. (Trinity)
E existem de segunda? (Fábio)
Pouco. Mas qualquer número é maior que zero. (Trinity)
Angely está em uma beliche, cama de cima. Edmont na de baixo.
Se preparou para o sacrifício? (Edmont)
Não enche. (Ang)
Por quê? Que vai fazer se eu encher? Sair correndo? Não pode me tirar daqui. (Edmont)
Pelo menos vou ter um descanso de você. (Ang)
Não sabemos disso ainda. (Edmont)
Manhã. Descem no porto. Fábio, Mel, Angely e Edmont descem no templo embaixo da floresta. César está olhando para as estátuas. Alguém vem na direção de César. Fábio franze a sobrancelha. Segura a pessoa.
Não! (César)
Fábio olha para César.
Deixa. (César)
Fábio solta. A pessoa vai até César. Abre a boca, os caninos são grandes. Morde César. Bebe todo o sangue. César vai empalidecendo. As estátuas ganhando vida. Solta o corpo de César no chão, sem vida.
Legal, era o que precisávamos, outra seita... (Fábio)
Shy olha para Melody. Vai até Melody, pega a mão esquerda. Solta. Olha para Fábio. Fábio tira os chinelos.
Não veio nos matar. (Shy)
Não. Só procurando abrigo. Não tínhamos dinheiro suficiente para o hotel. Não pra todo mundo. (Fábio)
Shy olha Fábio nos olhos.
Não bebo sangue. (Shy)
Fábio coloca mão na cabeça. Olha nos olhos de Shy. Shy sorri.
Tioure. (Shy)
Descem pessoas pela entrada. As pessoas que eram estátuas se juntam, Shy se enfia no grupo. Mel olha para Edmont. Edmont revira os olhos. Vira para as pessoas que entraram e mostra os dentes. Atiram em Edmont, que se desfaz em pó. Angely cai no chão. Uma das pessoas olha para tatuagem de Fábio. Dá um tapa no braço de outra e aponta. Mel olha para Fábio.
Que bom que sua turma finalmente chegou!!! Estavam esperando a coisa beber todo mundo de canudinho?! (Mel)
Podem levar essas pessoas? Prenderam aqui. (Fábio)
CVs se aproximam do grupo de Shy. Sai todo mundo. Perséfone volta.
Não vem? (Perséfone)
A gente vai dormir aqui. Nossa missão por aqui não terminou. (Fábio)
Perséfone sai.
Tarde. Templo subterrâneo. Fábio abre os olhos. Mel está olhando para Fábio. Sentou-se ao seu lado.
Que foi? (Fábio)
Do que tava falando ontem? (Mel)
Fábio se senta.
Foi há séculos. César prendeu todo mundo aqui, achando que eram monstros. São parte da espécie de vocês que nunca sequer foi para atlântida. Li isso quando Shy disse "não bebo sangue", acho que mentiu pra confirmar o que sou. (Fábio)
Tioures existem há muito tempo. (Mel)
Bota tempo nisso. (Fábio)
Melody levanta. Olha para fora. Edmont volta. Olha para Fábio. Fábio levanta, pega a roupa do chão e entrega a Edmont.
Já? (Edmont)
Se conforma. Não vai ter mais. (Fábio)
Edmont pega a roupa.
Noite. Templo das Realidades. Glória no chão, brincando. Velas cercam. Padoi está misturando algo nas mãos. Sopra por cima de Glória. As velas apagam. Glória distorce o rosto e tosse. Limpa o rosto. Continua brincando. Dione franze a sobrancelha.
Não deveríamos matar ela? Foi outro disfarce? (Dione)
Pegou a garota errada. (Padoi)
Mas ela só teve essa criança... (Dione)
Não pode ser só essa. (Padoi)
Dione olha para Padoi.
Será que é alguma que ela ainda vai ter? (Dione)
Não sei. Mas sei de uma coisa. (Padoi)
Padoi abaixa perto de Glória. Dá um beijo na cabeça. Glória levanta e faz biquinho. Padoi franze a sobrancelha. Glória se aproxima do rosto de Padoi, dá um beijo na bochecha. Senta de novo e volta a brincar. Padoi passa a mão na cabeça de Glória.
Sei que não preciso mais de você. (Padoi)
Tirou o feitiço... Vai matar ela? (Dione)
Eu não estava falando dela. (Padoi)
Padoi levanta. Mostra os dentes. Dione corre. Padoi alcança, puxa, joga no chão. Glória para. Levanta. Padoi sobe em Dione, puxa sua cabeça, morde. Glória sai correndo, chorando, do templo. Edmont pega Glória no colo. Glória abraça Edmont.
Calma. Não te pega mais. (Edmont)
Mel passa por Edmont, entra no templo. Edmont segue. Glória se segura mais forte em Edmont. Se aproxima de Dione.
Não tá parecendo o felizes para sempre que você imaginava. (Edmont)
Melody se aproxima de Edmont e pega Glória dos braços de Edmont. Fábio se aproxima. Melody olha para Dione.
É só uma droga de vampir?! (Mel)
Fábio se abaixa perto do corpo de Dione. Vira. A pele do pescoço foi dilacerada.
Não, não é só vampir. (Fábio)
Padoi. (Edmont)
Fábio abre mais os olhos e olha para Edmont.
Quê?! (Fábio)
Dias depois. Manhã. Parte das Ilhas onde fica a primeira sede da MEAK na segunda Realidade. A casa está ali, sem reformas. Angely entra. Shy se aproxima.
Que faz aqui? (Shy)
Sabe que Fábio leu sua mente, não sabe? (Ang)
Tioure? (Shy)
Sim. (Ang)
Não tem nada de errado na minha mente. E sei que Fábio não disse que tem porque não pode mentir. (Shy)
Você tinha algo a ver com Padoi. Quem é? (Ang)
Shy respira fundo. Olha para o teto. Olha para Angely.
Existiram outras raças que bebiam sangue. Nada que tenha se reproduzido como é hoje, como são as crias de Andrews, mas existiram. Por isso tantas lendas em tantos lugares. Padoi foi uma. Levou César a fazer o que fez. (Shy)
E como prenderam? (Ang)
César juntou todas as versões de Padoi e aprisionou. (Shy)
Versões? (Ang)
Das Realidades. (Shy)
Como sabe disso? (Ang)
Fábio sentiu tontura porque leu coisa demais. Não leu isso? (Shy)
Sentiu tontura porque leu sua morte. Da primeira vida. (Ang)
Foi Padoi. Só isso que leu sobre a desgraça? (Shy)
Sim. (Ang)
Foi em outra vida minha que eu soube o que tinha acontecido, o que César tinha feito. Vão matar Padoi? (Shy)
Talvez um caminho mais direto. (Edmont)
Shy olha para Edmont.
Padoi precisa matar quem diz na profecia que irá lhe matar. (Shy)
Nos contaram. (Ang)
Como se mata Padoi? Só caso nosso plano não funcione. (Edmont)
Fora a pessoa da profecia, só alguém que originou uma linhagem sanguessuga. Até onde sei, todo mundo morreu. (Shy)
Reencarnação não serve? (Ang)
Não. (Shy)
Caso seja a pessoa que está destinada, o que tem que fazer? (Edmont)
Em qualquer dos casos, tem que beber todo o sangue de Padoi. (Shy)
E pra isso teria que derrubar Padoi. (Ang)
É, não. Bora? (Edmont)
Edmont sai. Angely baixa a cabeça.
Angely chega ao hotel. Entra no quarto. Melody está olhando pela janela.
Preciso falar com você. (Ang)
Fale. (Mel)
Talvez vá atrás de Kat. (Ang)
Mel olha para Angely.
Como assim? (Mel)
Padoi largou Glória para trás. Não tentou impedir que corresse. (Ang)
E eu tive outra criança. (Mel)
Mas não sabemos se Padoi sabe disso. (Ang)
Mel olha pela janela. Vira para Angely.
Vamos voltar? (Mel)
Podemos tentar pegar aqui... (Ang)
Um barulho agudo. Mel tampa os ouvidos. Uma luz intensa entra pela janela. Passa. Mel olha para a janela. Olha para a porta. Edmont entra.
Já era. (Edmont)
Templo. Mel, Angely, Edmont, Fábio, Trinity, Rob, Glória, Buí, Dearg, Dubh, Groc, Vermell e Negre. Mel olha ao redor.
A gente vai ter que passar por um monte de Realidades de novo? (Fábio)
Padoi forçou a ligação dessa Realidade com a sua. (Edmont)
Droga. (Mel)
Que foi? (Trinity)
A conta não bate. (Mel)
Bate sim. (Rob)
As pessoas olham para Rob. Trinity se aproxima de Rob.
Vai se ver livre das minhas "bichices". (Rob)
Não achei que tava falando a sério. (Trinity)
Trinity engole seco. Fecha as mãos. Abraça Rob. Mel pega Buí e coloca dentro de uma caixa. Fábio pega Buí e tira.
Calma, Mel, vamos organizar. (Fábio)
Eu vou com Edmont, Buí, Dubh, Vermell e Glória. (Ang)
E vamos depois, com o resto? Acho que funciona. (Fábio)
Não vou deixar Edmont com minha criança. (Mel)
Então você vai com Edmont e... Etc. (Trinity)
Não, Edmont vai no segundo grupo. Angely, pra caixa. (Mel)
Angely vai até as crianças. Se abaixa.
Vamos fazer uma viagem agora, mas não tenham medo. Vai ficar tudo bem. Assim que chegarem do outro lado, esperem a gente. (Ang)
Angely pega Buí, coloca em uma caixa. Dubh na caixa de um lado, Vermell na caixa de outro. As caixas fecham. Angely pega Glória. Coloca em uma quarta caixa.
Vou tomar conta de todo mundo. (Glória)
Angely beija a testa de Glória. Glória deita. A caixa fecha. Angely olha para Melody. Melody cruza os braços. Angely entra em uma caixa. Deita. A caixa fecha. Mel entra em outra caixa. Fecha também. Som, luz. As pessoas fecham os olhos, tapam os ouvidos, exceto Edmont. Para. Todo mundo destapa. Edmont entra em uma caixa.
Bora, criançada. (Edmont)
Edmont deita. A caixa se fecha. Fábio balança a cabeça para os lados. Pega Dearg no colo, coloca em uma caixa. Trinity pega Groc, faz o mesmo. Rob ajuda Negre a subir. As crianças se olham.
Vai ficar tudo bem, gente! Vamos lá! É um passeio divertido! (Rob)
E porque você não vai? (Negre)
Porque... Ai, tá vendo? Criança só faz pergunta complicada. Todo mundo deitando aí, vai, comportadinhos... (Rob)
Dearg, Groc, Negre deitam-se. As caixas fecham. Fábio vai até Rob.
Não era por te julgar. Edmont é o problema. (Fábio)
Eu sei. Cê não queria que eu me ferisse também, né? Já caiu ali, não caiu? Confessa! (Rob)
Fábio sorri e balança a cabeça para os lados. Abraça Rob. Dá um beijo na testa. Vai até uma caixa. Entra.
Vai ficar bem aqui? (Trinity)
Não posso voltar. Sinto muito. Te adoro, moça, mesmo com toda a sua machesa. Aliás, dava até pra me apaixonar, se eu gostasse de mulher. Juro que foi minha melhor amiga até hoje... (Rob)
Trinity cruza os braços.
Pára de frescura. (Trinity)
Rob sorri.
Isso. Essa é a mulher forte que eu... (Rob)
Trinity descruza os braços, abraça Rob forte. Rob solta os ombros. Abraça Trinity. Solta.
Ai, pára, se não desabo também! (Rob)
Rob afasta. Trinity passa a mão no rosto de Rob.
Se cuida. E pára de dar pra vampir. (Trinity)
Podexá. Sem guarda-costas eu vou andar só na luz do Sol. Imagina que bronzeado lindo que vou ficar?! (Rob)
Trinity sorri. Vai até a última caixa aberta. Entra. Deita. A caixa fecha.
2ª RLDD
MEAK SP. Melody e Zenon entram.
Como me acharam? (Zenon)
Andrea sabia de todos os casos de Hugo, o que incluía Louise, e Lian, por incluir Louise. (Mel)
Mas não saberia onde estava... (Zenon)
Rust. Mandou lembranças a Beatrice e disse pra você não confundir isso com amizade, que ainda te odeia. (Mel)
Botei dois filhos no mundo, abandonei os dois, deixei que tivessem um caso. Como se não bastasse, mato os dois. Sabe o pior? A garota cismou que queria... Comigo. (Zenon)
Zenon respira fundo.
Isso é nojento. Acho que vou pro inferno. (Zenon)
É. Você vai. (Mel)
Zenon olha para Melody.
Obrigado. (Zenon)
Foi mal, o confeti acabou, e o próximo carnaval tá longe. (Mel)
Beatrice está no chuveiro. Edmont abraça Beatrice pela cintura, que está de costas. Beatrice fecha os olhos.
Sentiu falta? (Edmont)
Beatrice engole seco. Abre os olhos.
Mel? Sim. Fábio? Também. Você? Não. (Bea)
Aléxis está com Michele agora. Beleno fugiu. (Edmont)
Como sabe com quem estive? (Bea)
Achei umas anotações interessantes. Ah, tem Zenon. Mas não estão mais junto. (Edmont)
E daí? (Bea)
Não seja tão cruel. Sonhei com você algumas vezes lá. (Edmont)
Cadê Angely? (Bea)
Por que quer saber de Angely? (Edmont)
Quero mesmo é saber por que eu sei que Trinity tá na cidade. (Bea)
Edmont vira Beatrice para si. Passa a mão no rosto de Beatrice.
Não vamos falar disso agora. (Edmont)
Beatrice beija Edmont. Edmont coloca as mãos nas costas de Beatrice.
Noite. Casa de Zenon. Zenon entra. Mel entra atrás. Zenon vai até o quarto. Volta com uma caixa de papelão sem tampa, com cadernos dentro, entrega a Mel. Mel franze a sobrancelha.
Escrevi enquanto não estava. (Zenon)
Legal. (Mel)
Mel pousa a caixa no sofá. Vai para a cozinha. Zenon franze a testa.
Sabe o quanto isso é frustrante? (Zenon)
Zenon vai até a cozinha. Melody pega um copo de água.
Escrevi com todo o cuidado tudo que... (Zenon)
Computador? (Mel)
Você não ia ler direito, ia ler fora de ordem, se desse problema algum arquivo poderia ser deletado... (Zenon)
Papel pode queimar. (Mel)
Zenon vai até a sala, pega a caixa, volta para a cozinha, coloca na mesa, pega um fósforo, acende e joga dentro da caixa. Os cadernos não pegam fogo.
Viu? (Zenon)
O canto da caixa onde caiu o fósforo começa a pegar fogo. Zenon arregala os olhos. Melody joga o copo de água no fogo. Apaga. Zenon olha para o chão.
Contra água também. (Zenon)
Computadores tem backups. (Mel)
Zenon olha para Mel. Cruza os braços.
Nunca funcionam direito. (Zenon)
Tem a nuvem. Poderia armazenar onde quisesse. Quantos anos você tem mesmo? (Mel)
Angely tá por aí? Acho que vai entender melhor... (Zenon)
Angely e Edmont estão preparando o pedido de desculpas. (Mel)
Do que? (Zenon)
Zenon olha para a mão de Mel. Uma aliança. Aponta.
Peraí, isso é novo! (Zenon)
Ainda não desistiu? (Mel)
Zenon baixa a mão. Cruza os braços.
Não precisa ser rude. Já namorei Beatrice e Michele enquanto estava fora. Eu já superei isso. (Zenon)
Papa-anjo. (Mel)
Você também tem menos idade que eu! (Zenon)
Mel balança a cabeça para os lados e ri.
Isso deveria contar a seu favor? (Mel)
Tá fugindo do assunto! (Zenon)
Casei com Fábio. (Mel)
E casamento para atlantes não envolve sexo necessariamente. Cara, será que vou ter que repetir muito isso? (Fábio)
Provavelmente. (Mel)
Fábio olha para Zenon.
Não, Zenon, ninguém desvira gay. (Fábio)
Como sabia que eu... (Zenon)
Tava processando uma mentira pra justificar seu espanto. (Fábio)
Zenon fecha os olhos.
Tá, volta pro tal pedido de desculpas... (Zenon)
Zenon abre os olhos.
Mamãe, mamãe... (Glória)
Glória vem e abraça as pernas de Mel. Zenon olha para Glória.
Ok, vai me dizer que foi artificial? (Zenon)
Lembra de Dancan? (Mel)
É um dos seis?! Trouxeram seis crianças pra cá??? (Zenon)
Não. (Fábio)
Ah, bom... (Zenon)
Foram sete. (Fábio)
Zenon joga as mãos pra cima.
Ah! (Zenon)
Zenon sai. Kat entra na cozinha. Abraça Mel. Se afasta.
Preciso conversar com você. (Mel)
Mas eu tô com fome... (Glória)
Vem, precisam falar. (Fábio)
Fábio pega Glória pela mão. Saem.
Kat e Mel se sentam.
A criança, é... (Kat)
Minha criança com Dancan. Não morreu de verdade. (Mel)
Então Angely impediu Edmont? (Kat)
Não parece que foi bem assim. Mas, lembrando disso, não sei porque, mas Angely não conseguiu impedir Edmont de transformar Trinity. (Mel)
Mas impedi de matar. (Ang)
Porque não conseguiu? Tem alguma coisa errada? (Mel)
Não sei. (Ang)
Porque Edmont protegeu Glória? (Mel)
Porque você faria qualquer coisa por Glória e Kat. Edmont não odeia Lisa por ter deixado Modret, odeia Lisa por ter deixado a gente. (Ang)
Edmont está na cama, na beira, sentou-se. Está com um cigarro na mão. Uma lágrima cai de seus olhos. Beatrice se aproxima. Passa a mão em seu rosto. Edmont olha nos olhos de Beatrice. Vira para o lado, apaga o cigarro no cinzeiro na cabeceira da cama. Olha para Beatrice.
Vai pra MEAK, se despedir de seu amor. (Edmont)
Edmont vai até a janela, pula e some na noite.
MEAK SP. Kat, Derik, Zenon, Mel, Angely, Fábio, Trinity e as crianças – estão na sala. Beatrice entra.
Que tá acontecendo? (Bea)
Trinity se aproxima de Beatrice. Fareja.
Transou com Edmont? (Trinity)
Oi, também tava com saudades! (Bea)
É, arranjou quem substituísse Rob. (Trinity)
Trinity. (Fábio)
Ok, o que tá acontecendo? Tenho certeza que é mais importante que o que eu faço ou deixo de fazer com a minha... (Bea)
Angely e Edmont disseram que tem um jeito de matar alguém que é imortal e que pode estar atrás de Glória ou Kat. (Mel)
Depois me conta quem é Glória. Que temos que fazer? Precisa do resto do pessoal? (Bea)
Vão precisar segurar Edmont. (Ang)
Mel olha para Angely.
Ah? (Bea)
Angely baixa a cabeça.
É que... (Ang)
Angely olha para as pessoas.
O plano é fazer algo que talvez eu não sobreviva. (Ang)
Peraí, isso muda tudo, não tem como inverter?! (Mel)
Melody, você pode segurar Edmont. (Ang)
O único jeito de Mel segurar Edmont... (Fábio)
Não tava falando de força. (Ang)
Mel baixa a cabeça. Tira a aliança do dedo. Vai até Fábio. Abre a mão de Fábio que está com aliança e coloca a sua na palma, fechando.
Não precisa fazer isso para... (Fábio)
Não posso te enfiar nisso. (Mel)
Fábio baixa a cabeça. Tira uma corrente do pescoço. Tira sua aliança. Coloca as duas alianças na corrente. Coloca de volta no pescoço.
Não queria ter que te pedir isso. Eu juro. (Ang)
Mel olha para Angely.
Eu acredito. Você disse que haveria sacrifícios. O meu ainda é menor que o seu. (Mel)
Pior é que não é. Mas não posso trocar de lugar com você. (Ang)
Mel vai até Angely. Abraça. Afasta. Angely abraça cada uma das crianças. Abraça Zenon. Fábio. Se aproxima de Trinity e abraça também.
Edmont não tem como te mudar. (Ang)
Angely se afasta de Trinity. Vai até Derik. Abraça Derik. Então Katerine. Sai. Beatrice olha para as pessoas. Sai também. Angely lhe estende a mão. Beatrice segura a mão de Angely. Seguem andando. Mel sai. Zenon sai também.
Fui muito cruel. (Mel)
Fábio? (Zenon)
Angely. (Mel)
Que acha que vão fazer? (Zenon)
Quando a gente tava tentando pegar Dione, salvar Glória, Edmont ficou na casa só com Dione e Glória, e Padoi. Angely desmaiou e eu achei que Dione tinha cravado uma estaca em Edmont. Em seguida, ouvimos Dione gritar. Trinity sugeriu que Edmont estava se vingando, mas pensou e perguntou a Rob se Angely tinha botado a mão no peito. E não tinha. (Mel)
Então não podia ser estaca. (Zenon)
Quando íamos para o templo, teve uma hora que falei pra Edmont que tava com raiva de Dione, que queria ter torturado. Edmont disse que pagou um pouco em terra. Que queimou Dione com fogo direto do inferno. (Mel)
Acha que é isso? (Zenon)
Acho que sim. Angely desmaiou tempo demais. (Mel)
Mas acordou, certo? Se for isso, precisamos de algo, sei lá... Algo do céu? (Zenon)
Mel olha para Zenon.
E quem vai trazer? (Mel)
Zenon baixa a cabeça. Mel olha para Angely e Beatrice se afastando.
Queria pelo menos poder dizer a Angely que perdoo. Mas não consigo. (Mel)
Apartamento de Beatrice. Angely e Beatrice entram. Beatrice se senta na cama. Angely senta na frente, de costas para Beatrice. Entrelaçam as mãos.
Edmont não quer que eu diga. Não concorda com isso. Mas não consigo tirar da minha cabeça que seja verdade. (Ang)
Do que tá falando? (Bea)
Angely pisca longo.
Edmont nunca te perdoou por... trazer de volta... A mordida... A sensação de que estaria livre... Quando acordou... O problema é que... Passou o tempo... Não foi por vontade própria... Mas não tinha... como... (Ang)
Beatrice passa a mão nos cabelos de Angely. Uma lágrima cai dos olhos de Beatrice.
A verda... de... é que... te am... (Ang)
Angely fecha os olhos. Beatrice dá um beijo nos cabelos de Angely. Passa a mão no rosto. Abre mais os olhos. Olha para a frente. Olha para Angely. Sai de baixo de Angely, empurrando para a cama. Olha para Angely. Balança a cabeça para os lados. Dá passos para trás. Passa pela porta. Vai embora.

Resumo do Capítulo

Trinity e Fábio levam as crianças de Dancan para Derik. Mel chega a MEAK, fala com Beatrice. Zenon sumira, depois de tentar investigar o roubo do anel que tinha pego das cinzas de Louise. Mel fala com Inês, Andrea manda avisar que existe alguém que Louise transformou, que passou pelas ilhas antes. Mel salva Zenon, matando Lian. Um tempo antes, outra Realidade. Edmont conta a Mel que não matou Glória, e que sequestraram. Mel acerta Edmont. Sai. Fábio fala com Trinity, Trinity diz que estavam procurando o desaparecimento de uma criança. Angely acha Mel e tenta acalmar. Diz que Edmont quer matar Dione, Mel diz que fará o mesmo e pergunta de Edmont. Fábio encontra Edmont fazendo um feitiço. Prende Edmont em uma gaiola, coloca Trinity para cuidar. Edmont derruba Trinity. Melody procura uma espada nova. Ganha uma de Edmont. Angely conta sobre Glória a Fábio. O feitiço que Edmont fez era para falar com KYW. Deram uma pista de onde está Dione. Angely desvenda, mas Mel já havia feito. Edmont diz a Melody que Angely descobrira. Chegam a ruinas de um shopping. Fábio acha. Dione fez um feitiço para prender a vida de Glória a sua. Edmont derruba Dione. Levam Dione e Glória. Fábio diz que Dione tem uma janela em 1000 anos apenas para acordar quem é mestre da seita. Edmont liberta Dione, dizendo que transformará Glória e levará para longe. Melody e Angely vão para a mansão onde Dione fará o feitiço. As seis crianças estão dentro da casa. Angely sai com as crianças. Pede que Mel leve. Mel chama Rob. Descobrem Fábio, que devia estar protegendo Glória, no porta-malas do carro. Dentro da casa, Edmont percebe o escudo protetor que Dione colocou. Dione fala que o sacrifício tem que ser de Glória, que Edmont tem que transformar, ou quem é mestre não virá com força suficiente. Do lado de fora, Mel não consegue entrar. Rob diz que Angely desmaiou. Trinity aparece. Diz que Edmont transformou a revelia. Dione grita dentro da casa. Trinity pergunta se Angely colocou a mão no peito. Rob diz que não. Trinity diz que Dione não enfiou estaca em Edmont. Dentro da casa, Dione tem uma queimadura em forma de mão. Edmont fala para Dione que quer falar com mestre. Dione chama Padoi. Edmont ameaça Dione, pedindo liberdade a Glória. Heitor tentar atacar, Edmont joga Dione em Heitor, em outra sala, e fecha a porta. Diz para Padoi não vir atrás, Padoi diz para Edmont impedir Glória. Dione consegue fazer o feitiço e trazer Padoi de volta. Somem. Edmont fala com alguém de Virgine. Diz que estão se ajudando, de Virgine e de Padoi. Edmont diz que de Padoi já conseguiram, a pessoa entrega que Dione e Padoi foram para Hera e Ares. Angely conta a Mel que teve uma ideia, que pode trazer danos, mas que irá salvar Glória. Mel aceita. Pegam um barco para as Ilhas. Trinity pergunta porque Angely não impediu Edmont. Angely diz que Edmont iria matar, que fez transformar. Que talvez tenham que voltar, e que sabe que Trinity quer rever Janaína. Nas Ilhas, o grupo vai se esconder abaixo da floresta de Ares. Encontra César, que deixa Shy lhe matar, voltando vampirs de nascimento a vida. Shy mente propositalmente para Fábio ler sua mente. CVs aparecem, Edmont faz teatro, lhe atiram, Angely desmaia. Vêem a tatuagem de Fábio. Mel inventa que Edmont estava atacando todo mundo. CVs levam vampirs de nascimento dali. Padoi faz um feitiço e descobre que não é Glória. Mata Dione. Some. Chegam e pegam Glória. Edmont cita o nome Padoi. Fábio se espanta. Angely vai atrás de Shy, para saber o que sabe de Padoi. Shy conta que César juntou todas as versões de realidades de Padoi e aprisionou. Diz que, além da pessoa da profecia, apenas quem iniciou alguma linhagem de vampirs consegue matar. Precisaria beber todo o sangue para isso. Padoi viaja para outra Realidade. Vão para o templo. Padoi forçara a ligação entre a realidade que estão e a que estão o resto das pessoas. Rob fica. As outras pessoas viajam. Na outra realidade, Mel e Zenon chegam a MEAK. Edmont vai atrás de Beatrice. Diz que leu anotações de Zenon. Beatrice cede e Edmont. Zenon entrega as anotações a Mel. Se frustra quando Mel pergunta se não podia ter anotado no computador. Fábio chega, contam que se casaram, e que isso não necessariamente envolve sexo para atlantes. Glória chega, dizem que é de Dancan, e que trouxeram todo mundo de Dancan. Mel conta sobre Glória para Kat. Conta sobre Trinity. Todo mundo de São Paulo se reune na MEAK. Angely diz que Mel vai precisar segurar Edmont, porque talvez não sobreviva. Sai com Beatrice. Zenon pergunta o que Mel acha que Edmont vai fazer. Mel conta sobre Edmont ter usado fogo do inferno e Angely ter desmaiado. Angely tenta contar algo a Beatrice, mas desmaia no final. Beatrice percebe algo. Vai embora.

Dara Keon