Tertium
MEAK
C10

Tertium ler resumo

Dias atuais
Noite. Valesca chega ao lago de Hera. Respira fundo. Pousa uma mochila no chão. OIha ao redor. Abaixa. Abre a mochila.
Há realmente muito tempo atrás
Valesca entra em uma sala com grandes janelas. Há estantes com potes e vidros com líquidos verdes, amarelos, alguns vermelhos. Uma estante com livros. Três mesas, uma delas vazia, com amarras. Uma com diversos instrumentos. A última tem alguns livros, e Loz escrevendo em um deles.
Entregue. (Valesca)
Loz se vira e olha para Valesca. Sorri.
Devemos sempre dar presentes a quem soubermos que poderá ter grande poder. (Loz)
Você derrotou quem me deu a você. (Valesca)
Só fiz porque foi necessário. Não gosto de fazer nada contra ninguém. (Loz)
Aprendiz que você tinha dado de presente estava do seu lado. (Valesca)
Loz larga a pena e levanta. Coloca os braços para trás, juntando as mãos.
Devo temer você, minha criança? (Loz)
Valesca franze a sobrancelha.
Nunca. (Valesca)
Loz sorri.
As pessoas podem não entender o presente. (Valesca)
Por isso enviei alguém que poderia explicar. (Loz)
Eu tentei explicar... (Valesca)
Não é de você que falava. (Loz)
Então a pessoa deve explicar? (Valesca)
Loz se senta novamente e volta a escrever. Valesca pega uma cadeira e coloca ao lado. Loz sorri.
Lish está andando em um pátio, com bebê no colo, e barriga de gravidez. Senta em um banco. Olha para o céu azul. Fecha os olhos e respira fundo. A criança começa a chorar. Lish levanta e balança a criança. A criança para. Lish sorri.
Valesca voltou. (Yuweo)
Lish olha paea Yuweo.
Estava com Auiy? (Lish)
Não. (Yuweo)
Lish baixa a cabeça.
Sabe que ninguém fica aqui para sempre. (Yuweo)
E que Auiy aceitou ir. (Lish)
Auiy é das pessoas mais inteligentes que conheci. (Yuweo)
Silêncio. Yuweo olha para a criança. Lish sorri.
Pode pegar. (Lish)
Yuweo se aproxima. Pega a criança dos braços de Lish. Levanta a criança. A criança sorri.
Sabe que pode passar quanto tempo quiser com Argen e que poderá também com Adaman, não sabe? (Lish)
Acho bonito dividirmos a criação de crianças assim. (Yuweo)
O que houve com você no mundo foi cruel. (Lish)
Nunca teria acontecido aqui. Me arrependo do que fiz. (Yuweo)
Você não tem do que se arrepender. A culpa é do mundo. Você tá aqui agora, e aqui é tudo diferente. (Lish)
Yuweo sorri.
Etos está olhando para o teto. Paredes de pedra, não há luz, exceto de uma tocha do lado de fora das grades. Chegam Deoclides, Gregório e Onofre, do lado de fora. Onofre abre o portão das grades. Vai até Etos. Faz levantar.
Vão me matar? (Etos)
Ainda não decidiu. (Gregório)
Então porque vieram aqui? (Etos)
Deoclides entra na cela. Entrega um pano enrolado a Etos. Etos abre. Cheira. Come. Deoclides sorri.
Vamos, que sua desobediência pode fazer essa cela ter quatro ao invés de um. (Onofre)
Deoclides baixa a cabeça e sai.
Agradeço. (Etos)
Deoclides olha para Etos e sorri. Onofre revira os olhos.
Meu irmão, tem alguém com quem você não tenha feito nada? (Onofre)
Não tentaria nada com você. (Etos)
Onofre balança a cabeça para os lados. Sai e fecha a cela. Onofre, Gregório e Deoclides se afastam.
Antônia anda de um lado a outro. Anael entra no quarto. Antônia para.
Está preocupada com seu amante? (Anael)
Eu já disse, não fiz nada com ele! (Antônia)
Anael balança a cabeça para os lados.
Pelo menos não minta pra mim. (Anael)
Não minto. Eu nunca ia te trair. (Antônia)
Antônia se senta na cama. Anael cruza os braços.
Senta aqui. (Antônia)
Não vou me sentar no que era para ser a nossa cama e você dormiu com ele. (Anael)
Antônia baixa a cabeça.
Pelo menos assume pra mim. É só o que eu estou pedindo. (Anael)
Eu não posso assumir uma coisa que não fiz. (Antônia)
Anael sai do quarto. Fecha a porta. Gregório se aproxima.
Então? (Gregório)
Continua dizendo que Deoclides mentiu. (Anael)
Está com medo. (Gregório)
Por que? (Anael)
De você matar? (Gregório)
Mas eu... Eu não... (Anael)
Vai me dizer que não faria isso normalmente? Se não fosse Etos e sua situação atual? Por que não fala logo? (Gregório)
Anael olha para o teto. Olha para Gregório.
Não posso. Não sem antes Antônia admitir. (Anael)
Gregório fecha os olhos e respira fundo. Sai. Anael se senta no chão, ao lado da porta. Gregório volta, com um papel. Anael levanta e franze a sobrancelha. Pega o papel.
O que é isso? (Anael)
Antônia sabe ler, não? (Gregório)
Sim... (Anael)
É um perdão por ter dormido com Etos. (Gregório)
Acha que isso vai fazer Antônia falar? (Anael)
Sim. (Gregório)
Anael entra no quarto novamente. Antônia deitou-se de costas para a porta. Anael dá a volta na cama, se aproxima e estende o papel a Antônia. Antônia se senta.
Que isso? (Antônia)
Um perdão pelo que fez. Assim pode me dizer a verdade. Gregório quem escreveu. (Anael)
Antônia pega o papel. Está escrito:
Conte, também tem um segredo a lhe contar.
Antônia suspira.
Eu me deitei com Etos. (Antônia)
Anael solta os ombros. Olha para a cama.
Aqui não. Aqui nunca. (Antônia)
Anael se senta na cama.
Acho que Etos faz algum tipo de encantamento com as pessoas. (Anael)
Por quê? (Antônia)
Anael baixa a cabeça.
Espera... Você... Você também... (Antônia)
Aqui, não. (Anael)
Antônia suspira.
Precisamos tirar Etos daqui. (Anael)
A gente... Poderia... Já que eu e você... Bom... (Antônia)
Anael olha para Antônia.
Não podemos desagradar a Deus. (Anael)
Também não podemos falar que acreditamos nele lá fora. Tem certeza que ele existe? (Antônia)
Anael levanta.
Vamos rezar pra que sejamos perdoados do que fizemos. E enviar Etos para outro lugar. Talvez até de volta pra de onde Gregório veio. A pessoa que mandou ele deve estar esperando um "presente" também. (Anael)
Não é pra gente ter mais segredos, certo? (Antônia)
Tem mais algo pra contar? (Anael)
O que está escrito aqui é que você também tinha um segredo pra me contar. (Antônia)
Anael cruza os braços.
Não fica bravo. Acho que ele só queria ajudar. (Antônia)
Anael solta os braços.
Tudo bem. Mas só porque conseguiu. (Anael)
Dias atuais
Valesca tira dois potes da mochila. Abre um, tem uma pasta azul clara. Passa nas costas da mão direita. Abre outro. A pasta é verde. Passa nas costas da mão esquerda. Levanta. Olha para o lago. Levanta as mãos, olhando as costas. Suspira. Olha para o lago. Sopra as mãos. Suspira. Senta no chão. Continua soprando as mãos. Pega um dos potes.
Seria legal se secasse instantaneamente. (Valesca)
Há realmente muito tempo atrás
Gregório está levando uma carroça. Etos está atrás, com amarras nas mãos e nos pés, ambos com corda prendendo à carroça.
Fico triste que nem quiseram se despedir de mim. (Etos)
Vai ser mais feliz no lugar para onde vai. (Gregório)
E porque você não ficou por lá? (Etos)
Porque eu já aprendi o que deveria aprender. Preciso ensinar agora. (Gregório)
Pode me ensinar o que quiser. (Etos)
Gregório ri e balança a cabeça para os lados.
Que foi? (Etos)
Eu não faço essas coisas, pessoa. (Gregório)
Etos se senta, olhando para a estrada atrás da carroça.
Que sem graça. (Etos)
Talvez você devesse fazer outras coisas da sua vida. (Gregório)
Eu faço. Durmo. Como. Me lavo. Com frequência inclusive. (Etos)
Se lavar? (Gregório)
O cheiro das pessoas fica melhor quando fazem isso. (Etos)
Tem gente que acha o oposto. (Gregório)
Tem gente que acha que se deitar com as pessoas é ruim. (Etos)
Não disse que é ruim. Apenas que não faço. (Gregório)
Por quê? (Etos)
Porque não tenho vontades. (Gregório)
Ah. Aí a história é outra. (Etos)
Etos levanta, virando para Gregório de novo.
Não sabia que isso existia. (Etos)
Pois existe. (Gregório)
Fez alguma coisa pra isso acontecer? (Etos)
Por que, tem interesse? (Gregório)
Se for em fazer pra mim, não, mas tenho interesse em saber o que é. (Etos)
Não fiz. Nasci assim. Nunca tive vontade. (Gregório)
Interessante. Tem umas pessoas que têm vontades diferentes... (Etos)
Não. De nada mesmo. (Gregório)
Etos se senta.
Você é legal. (Etos)
Tem mais gente assim. Uma pessoa, na terra que nasci. Valesca. (Gregório)
Vou gostar de conhecer. (Etos)
Madrugada. A carroça para em frente a um grande muro. Valesca sai.
Rejeitaram você? (Valesca)
Gregório ri.
Não. Acho que não entenderam muito bem a ideia. Estou tentando ajudar. Por agora, trouxe alguém. (Gregório)
Gregório se vira e toca o ombro de Etos. Etos abre os olhos e se senta na carroça.
Deu sorte. Quem você queria conhecer veio te receber. (Gregório)
Falou de mim? (Valesca)
Gregório olha para Valesca. Olha para Etos. Começa a desamarrar as cordas. Valesca sobe na carroça e ajuda. Etos fica com as mãos e pés livres. Beija Valesca. Valesca não impede, retribui. Para.
Isso é o máximo que vai conseguir. (Valesca)
Então só beija? (Etos)
Gosto disso. Mas só disso. No máximo é divertido ver. (Valesca)
Etos olha para Gregório.
Não, nem isso. (Gregório)
Etos olha para Valesca.
Bom, se disse que é divertido ver, deve ter gente aí dentro que faz. (Etos)
Valesca olha para Gregório. Gregório ri.
Também come, dorme e se lava. (Gregório)
Sei cozinhar. (Etos)
Valesca desce da carroça. Etos desce também. Gregório em seguida. Gregório abre os braços. Valesca abraça.
Está feliz lá? (Valesca)
Tenho bastante o que ajudar. (Gregório)
Se afastam.
Me deram outro nome. Gregório. (Gregório)
Prefere o novo nome? (Valesca)
São duas terras. Os dois nomes sou eu. (Gregório)
Se precisar voltar, sempre haverá lugar para Auiy aqui. (Valesca)
Se eu sair de lá, devo ir a outro lugar. Minha missão não acabará tão fácil. Mas penso em voltar aqui no fim da vida. (Gregório)
Gregório sobe no cavalo. Sai com o cavalo. Valesca entra. Etos segue.
Tarde. Gregório desce do cavalo dentro dos muros. Prende o cavalo. Acaricia o focinho. Anda um tempo. Entra em uma porta de uma grande construção de pedras. Deoclides se aproxima.
O que aconteceu? (Deoclides)
Etos está na outra cidade já. (Gregório)
Que outra cidade? (Deoclides)
De onde vim. Sua pele, essa palidez, o que houve? (Gregório)
Não era para Etos ter ido! (Deoclides)
Gregório franze a sobrancelha.
Era para ter ficado! Se a traição foi dos dois lados, era pra ter perdão! E aí Etos ficaria comigo e tudo estaria resolvido! (Deoclides)
Gregório desfranze a sobrancelha.
Sabe que Etos não é assim. (Gregório)
Mas ia ter que ser! Fiz um feitiço pra ser! (Deoclides)
Gregório arregala os olhos.
Como assim, um feitiço?! (Gregório)
A primeira pessoa que Etos se deitar, depois disso, só pode se deitar com essa pessoa! (Deoclides)
Gregório segura Deoclides pelos ombros e olha nos olhos.
Tem como desfazer? (Gregório)
Não... (Deoclides)
A gente precisa ir até lá e avisar... O que acontece se Etos...? (Gregório)
A pessoa mata Etos. (Deoclides)
Gregório solta Deoclides e sai. Deoclides segue.
Etos está em uma banheira. Encosta para trás. Fecha os olhos. Loz entra no quarto.
Me disseram que você gosta bastante disso. (Loz)
Etos abre os olhos.
Sim. Deixa um cheiro bom no corpo. (Etos)
Loz sorri.
Você também não faz nada? (Etos)
Loz franze a sobrancelha.
Eu escrevo, faço experimentos. Quem não faz nada? (Loz)
Estava falando com outras pessoas. (Etos)
Ensino Valesca e outras pessoas. (Loz)
Etos se levanta. Vai até Loz. Passa-lhe a mão no rosto. Loz fecha os olhos. Etos beija Loz. Loz não faz nada contra. Etos se afasta, Loz segue. Etos coloca a mão nos lábios de Loz. Loz abre os olhos. Etos olha para baixo. Olha para o rosto novamente, sorrindo.
Dias atuais
Madrugada. Valesca levanta. Esfrega as costas da mão esquerda. Não sai a cor. Valesca sorri. Abaixa, pega uma corda na mochila. Vai até uma árvore, amarra uma das pontas. Corre até o lago. Quando a água está pela cintura, pula e mergulha. Nada até o fundo do lago. Se aproxima de Angely. Continua. Chega perto de Edmont. Amarra a corda na cintura de Edmont. Volta nadando. Sai do lago. Vai até a árvore. Começa a puxar a corda. Tira Edmont da água, traz até perto de si. Abaixa. Passa a mão no rosto de Edmont. Vai até a mochila. Pega uma adaga de prata de dentro. Vai até Edmont. Passa a faca no próprio pulso.
Há realmente muito tempo atrás
Loz e Etos dormem, Loz abraçando Etos. Valesca entra no quarto.
Loz? (Valesca)
Loz abre os olhos e se senta. Brilham amarelos. Valesca dá um passo para trás. Os olhos voltam ao normal.
Que houve? (Loz)
Seus olhos... (Valesca)
Valesca fecha os olhos e balança a cabeça para os lados. Abre os olhos.
Deve ter sido só impressão minha. (Valesca)
Loz se deita de novo, e abraça Etos.
Auiy está aí, com uma pessoa da outra cidade. Disseram que precisam falar com Etos. (Valesca)
Loz se levanta da cama. Se veste. Abre uma gaveta, pega uma adaga, coloca na cintura.
Ninguém vai levar Etos. (Loz)
Valesca franze a sobrancelha.
Eu não disse... (Valesca)
Loz sai. Valesca segue. Loz para. Valesca continua. Loz segue. Chegam a entrada, do lado de dentro dos muros. Gregório olha para Loz. Sorri. Dá um passo. Deoclides segura o braço. Gregório desmancha o sorriso e olha para Deoclides.
Já foi. (Deoclides)
O que querem com Etos? (Loz)
Gregório olha para Loz.
Precisamos falar com Etos apenas. (Gregório)
Não podem. (Loz)
Loz, eu... (Gregório)
Eu disse que não. Etos fica. (Loz)
Mas eu não... (Gregório)
Gregório se aproxima de Loz. Loz tira a adaga da cintura e crava no peito de Gregório. Valesca arregala os olhos e coloca a mão na boca. Deoclides arregala os olhos também. Corre para fora.
É bom avisar para não voltarem aqui! (Loz)
Loz arranca a adaga. Gregório cai no chão. Loz entra de volta. Valesca se aproxima de Gregório, passa o braço embaixo de suas costas e segura-lhe a mão.
Não achei que o fim da minha vida ia chegar tão rápido... (Gregório)
O que aconteceu aqui?! (Valesca)
Loz tá com magia... Manda Etos não... (Gregório)
Gregório fecha os olhos. Valesca beija-lhe a testa e levanta no colo. Segue para dentro.
Etos está andando pelo pátio. Uma criança vem correndo. Olha para Etos e para. Vira a cabeça de lado.
Oi. (Etos)
Nunca te vi por aqui. (Argen)
É que estou sempre no quarto. Eu não devia estar aqui, mas não vai contar pra ninguém, vai? (Etos)
Lish se aproxima.
Argen... (Lish)
É sua criança? (Etos)
Sim. Minha e de Loz. (Lish)
Já entrou no quarto algumas vezes, é a outra pessoa com quem Loz se deita, não é? (Etos)
Argen, porque não vai... (Lish)
Argen revira os olhos e vai para a direção de onde viera. Lish suspira.
Não sei o que tem que não gosta de mim. (Lish)
Deve ser só por agora. (Etos)
Lish olha para Etos.
Eu já vou... (Lish)
Espera. Nunca consigo sair do quarto, dá um passeio comigo. (Etos)
Loz mudou depois que você apareceu. Me trata como se eu lhe pertencesse. (Lish)
É, essa coisa toda de não querer que a gente encoste em mais ninguém... (Etos)
Lish cruza os braços.
Com você também? (Lish)
Já perguntei pra Valesca. Disse que não era assim antes mesmo. Mas Valesca também acha que a culpa é minha e não fala muito comigo. (Etos)
Bom, foi logo que você chegou. (Lish)
Eu acho que isso pode passar uma hora. (Etos)
Etos olha ao redor.
Pode me mostrar as coisas, por enquanto? (Etos)
Lish revira os olhos. Vai de volta pelo caminho que viera. Etos segue.
Lish e Etos passam um portão. Há diversas árvores. Lish e Etos caminham entre elas.
Então enterram as pessoas que morrem aqui? (Etos)
E plantamos uma árvore. (Lish)
E como sabem quem está onde? (Etos)
Não importaria. Mas deixamos um pedaço de madeira com um nome junto, como lembrança de que a pessoa esteve conosco. (Lish)
Etos abaixa perto de uma árvore. Pega a placa no chão. Lê. Coloca de volta. Faz isso algumas vezes, Lish seguindo. Para em uma das placas.
Auiy não era Gregório? (Etos)
Lish franze a sobrancelha. Etos entrega a placa. Lish passa a mão na placa. Coloca de volta.
Não soube que tinha ido. (Lish)
Etos se levanta. Abraça Lish. Lish franze a sobrancelha.
A gente não lamenta a ida das pessoas. (Lish)
Não vai sentir saudade? (Etos)
Lish olha para a árvore. Retribue o abraço de Etos. Se afasta. Olha nos olhos de Etos. Beija Etos. Passa os braços por baixo dos braços de Etos e encosta Etos na árvore.
Lish está na frente de uma penteadeira. Olha seu reflexo. Etos joga Lish na cama e sobe em cima.
Suas crias estão longe desta vez? (Etos)
Acha que coloco dentro do móvel para verem como se faz?! (Lish)
Seria bom. Você ensinaria bem. (Etos)
Lish empurra Etos de cima.
Não devia ter visto. Se ainda fosse a outra criança, que é mais doce... Mas tinha que ser quem não gosta de mim! (Lish)
Impressão. É sua cria. (Etos)
Etos sobe novamente em cima de Lish.
Te ama. Te amaria mesmo que não quisesse. (Etos)
Começam a se beijar. Lish cheira o pescoço de Etos. Etos beija Lish novamente. Lish volta a cheirar o pescoço. Inverte, ficando em cima. Etos olha nos olhos de Lish: estão brancos, sem íris ou pupila. Lish morde Etos. Etos tenta afastar, mas Lish coloca seus pulsos contra a cama. Bebe todo o sangue. Afasta. Seus olhos estão normais. Arregala os olhos e poe a mão na boca. Afasta a mão e olha. Vai a penteadeira. Pega uma tesoura. Corta o pulso. Coloca na boca de Etos, abrindo a boca. Passa a mão no rosto de Etos. Chacoalha Etos. Levanta da cama. Balança a cabeça para os lados. Sai do quarto. Corre. Passa por pessoas, as pessoas olham. Sai da cidade. Corre pela floresta. Para de correr. Olha ao redor. Senta-se no chão. Adormece. Alguém toca-lhe o ombro. Etos.
Dias atuais
Valesca aproxima o pulso da boca de Edmont. Seu pulso é segurado. Valesca olha para a pessoa. Puxa o braço. Levanta. Mostra os dentes. Toma um chute no meio do peito. Cai para trás. Levanta. Olha ao redor. Não acha. Arregala os olhos. Olha para baixo. Uma estaca, cravada pouco abaixo do coração. Valesca arranca. Vira. Arregala os olhos novamente. No mesmo lugar, uma lança é enfiada. Valesca grita. A pessoa arranca a lança. Valesca cai no chão. Olha para Edmont. Sai sangue de sua boca. A pessoa abaixa e beija Valesca. Morde seu pescoço. Impede o braço de Valesca com uma estaca. Crava a estaca na ferida de Valesca, que abre a boca, mas não solta som. Volta a morder Valesca.
Etos... (Valesca)
Valesca fecha os olhos.
Há realmente muito tempo atrás
Fim da madrugada. Etos está em um canto escuro, em uma casa de madeira. Lish está do lado de fora. Valesca chega.
O que Etos fez?! (Valesca)
Não foi Etos! Fui eu! Eu fiz isso com Etos! (Lish)
Você... (Valesca)
A gente... Tá tudo estranho. Não sei a quem mais recorrer, mas pedi para falarem com você porque sei... Acho... Que Etos não te faria mal... Mandei a única pessoa que conseguiu se aproximar daqui e sair com vida... (Lish)
Como assim, sair com vida? (Valesca)
Lish abre a porta. Valesca entra. Um grunhido.
Etos, não! (Lish)
Etos pula em cima de Valesca. Valesca tenta empurrar. Lish tenta puxar, Etos joga Lish contra a parede. Valesca chuta Etos. Volta para fora. Etos urra. Lish vai em direção a Valesca. Olha para o horizonte e volta.
O sol? (Valesca)
A gente não consegue ficar aí. Por isso Etos não foi aí. (Lish)
Eu vi Loz escrevendo sobre isso. Essa maldição. Você tomou o sangue de Etos? (Valesca)
Sim. (Lish)
E como Etos acordou? (Valesca)
Dei meu sangue. Achei que conseguia trazer de volta. Não sabia que ia voltar... (Lish)
Lish olha para Etos.
... assim... (Lish)
Lish olha ao redor. Cinco corpos jogados no chão.
Por isso não tentei com mais ninguém. (Lish)
Valesca olha para os corpos jogados no chão. Arregala os olhos. Pega um vidro da cintura.
Eu vou tomar isso, vai deixar Etos beber meu sangue. E aí você me dá o seu. (Valesca)
Como... (Lish)
Eu disse, vi Loz fazendo. Achei cruel demais. Fiz isso para desfazer. Não sei se vai resolver. Mas deve ajudar. (Valesca)
Etos acorda. Olha ao redor. Levanta bruscamente. Olha para Lish. Se aproxima. Para. Olha para Valesca. Vai em direção. Valesca abre os olhos e mostra os dentes. Etos dá passos para trás e cai. Valesca esconde os dentes. Levanta. Vai até Etos e estende a mão. Etos pega a mão de Valesca e levanta.
O que houve? (Etos)
Loz descobriu o que estavam fazendo. Puniu vocês por isso. Mas exagerou na dose. (Valesca)
Lish... (Etos)
Não morreu. Se der pra dizer isso. Está como a gente. (Valesca)
Eu... (Etos)
Dormiu por alguns dias, depois que bebeu meu sangue. (Valesca)
As outras pessoas... (Etos)
Não acordaram. Provavelmente precisa dar o sangue imediatamente de volta. (Valesca)
Lish te salvou então? (Etos)
Sim. Achou que não tinha adiantado e me enterrou, assim como as outras pessoas. Mas eu saí. (Valesca)
O que a gente é? (Etos)
Não sei. Mas, se quisermos continuar sendo algo, é bom a gente sair daqui, antes que Loz descubra que consegui resolver parte do que fez. (Valesca)
Agradeço. Vou te dever isso pela eternidade. (Etos)
Há muito tempo atrás, mas nem tanto
Etos está em uma cama. Levanta. Sai do cômodo. Sai da casa. Olha para a Lua. Olha para um lago próximo a casa. Vai até o lago. Entra. Nada devagar. Fica na vertical. Olha para a lua novamente. Olha para a borda. Rust sentou-se a beira do lago.
Entra. Onde você nasceu aposto que a água era muito mais fria. (Etos)
Você nem sabe onde eu nasci. (Rust)
É claro que sei. Onde nasceu e pra onde foi depois. (Etos)
Pra que quis saber da minha vida? (Rust)
Por que você é interessante. (Etos)
Kassandra fala demais. (Rust)
É verdade. (Etos)
Nem sempre. (Rust)
Verdade que Kassandra fala demais, não o que fala. (Etos)
Etos sai do lago. Se aproxima de Rust. Senta-se a sua frente.
Você tá com cara besta, eu devia me preocupar? (Rust)
Sim. Mas nem tanto. Ainda consigo pensar em alguém que me importa mais que você. (Etos)
Espero que você. (Rust)
Ah, isso, sim. Então são duas pessoas. (Etos)
Quem é a outra pessoa? (Rust)
Valesca. (Etos)
É sua cria. (Rust)
Minha única cria. (Etos)
Por isso te importa mais que a si? (Rust)
Eu não tinha dito essa parte. (Etos)
Não precisa dizer. (Rust)
Rust passa a mão no rosto de Etos.
Dá pra ler nos seus olhos. (Rust)
Etos sorri.
Valesca entregou a vida pra conseguir me salvar de ser um monstro irracional. (Etos)
Pena que só conseguiu salvar a parte de ser irracional. (Rust)
Nem tanto. (Etos)
Você ainda é vampir. (Rust)
Mas eu não preciso matar ninguém. (Etos)
Rust franze a sobrancelha.
Qual foi a última vez que você me viu me alimentar? (Etos)
Rust mexe os olhos, sem mexer o rosto. Olha novamente para Etos. Etos beija Rust. Se aproxima do ouvido.
Você não viu. (Etos)
Etos levanta. Estende a mão. Rust segura. Levanta. Vão de mãos dadas de volta a casa.
Virgine anda de um lado a outro. Rust chega.
Onde você tava?! Estou te procurando há dias!!! (Virgine)
Eu não quero mais ficar aqui. (Rust)
Virgine baixa os ombros.
De novo isso. Quem é a humana ou humano que você se apaixonou e vai querer fingir que não é o que é? (Virgine)
Não é... Dessa vez... (Rust)
Vampir? Finalmente... Mas pode trazer pra cá então, ficar... (Virgine)
Eu não quero. Não traria aqui, eu quero viver sem machucar mais ninguém. (Rust)
Virgine cruza os braços.
E vocês vão viver do que? Vão se juntar a Argo pra tentar descobrir alguma coisa pra comer? Porque nem Argo, enquanto não descobre, deixou de se alimentar... (Virgine)
Virgine olha para trás de Rust. Rust se vira. Etos e Valesca.
Kassandra não está aqui. (Virgine)
Não vim por causa de Kassandra dessa vez. (Etos)
Eu não vou fazer nada com você e Rust tá numa fase "me apaixonei e vou ser santo" de novo. (Virgine)
Rust olha para baixo. Virgine olha para Rust e franze a sobrancelha. Arregala os olhos e olha para Etos.
Não me diz que é isso. (Virgine)
Virgine ri. Rust vira para Virgine de volta.
Você não vai ser santo do lado de Etos. Não sei nem porque tá falando em sair. (Virgine)
Etos não mata pessoas. (Rust)
Nem precisa, com o que Valesca faz. (Virgine)
Se eu soubesse que gostava de mim, tinha vindo antes. (Valesca)
Não sabia? Você é quase melhor que meu exército inteiro. (Virgine)
Valesca inclina a cabeça e o corpo para frente e volta.
Podem ficar aqui. Seria bom fazerem parte da minha família. (Virgine)
Eu não quero mais. (Rust)
Não vai sair daqui, Rust. Você me trouxe para essa luta, não pode agora sair correndo pros braços de seja lá quem for. (Virgine)
Virgine vai até uma prateleira e pega uma besta. Rust se coloca na frente de Etos.
Não vai fazer isso. Não dessa vez. (Rust)
Perdão, meu anjo. Juro que o elogio foi sincero. (Virgine)
Virgine vira a besta para Valesca e atira. Rust arregala os olhos e estremece. Etos coloca a mão na boca. Se aproxima de Valesca e segura, mas apenas roupas e a estaca, que ficou presa, enquanto as cinzas caem no chão. Etos puxa a estaca da roupa. Olha para Rust. Seus olhos marejam. Rust se aproxima de Etos. Beija Etos. Passa a mão no rosto. Que vira cinzas em suas mãos. Roupas, cinzas, e a estaca caem no chão. Rust ajoelha. Senta sobre as pernas. Virgine se aproxima. Senta a sua frente. Puxa a cabeça de Rust e deita em seu ombro. Lágrimas caem dos olhos de Rust.
Dias atuais
Etos abre os olhos na cama. Senta. Rust abre os olhos.
Tem alguma coisa errada. (Etos)
Com o que? (Rust)
Valesca. (Etos)
Não tinha prendido com correntes em algum lugar? (Rust)
A gente pode...? (Etos)
Rust levanta. Cai no chão. Etos se aproxima e abaixa perto de Rust.
Que foi? (Etos)
Fraqueza... (Rust)
Rust aperta os olhos e coloca a mão na nuca. Etos pega Rust no colo e coloca de volta na cama.
Não foi aí que fizeram o corte pra... (Etos)
Vai pra Hera... (Rust)
Rust solta o corpo. Etos pega o celular. Digita.
Preciso da sua ajuda. (Etos)
Etos desembarca em uma praia. Trinity desembarca atrás. Zeiro pousa na praia.
Que houve? (Etos)
Devolvemos Edmont dentro do lago já. (Zeiro)
Conseguiram pegar quem estava tentando tirar? (Etos)
Não sabemos. Achamos que quem tentou fazer isso estava no lago, mas pode ter sido outra pessoa. (Zeiro)
Como assim? (Trinity)
Tinha alguém perto de Edmont. Quem se ofereceu para transformar Edmont em Hades? (Zeiro)
Valesca. (Etos)
Zeiro engole seco. Olha nos olhos de Etos. Baixa a cabeça.
Era Valesca perto do lago? (Etos)
Sim. (Zeiro)
Mas vocês... Vocês não... (Etos)
Não. (Zeiro)
Etos suspira.
Machucaram Valesca? Não tem problema, às vezes acho que Valesca se recupera melhor que eu... (Etos)
Zeiro engole seco novamente. Trinity franze a sobrancelha. Desfranze. Olha para Etos, que continua olhando para Zeiro. Olha para Zeiro.
A gente pode ir até o lago? (Trinity)
Acho melhor irmos ao teatro. (Zeiro)
Valesca está lá? (Etos)
Zeiro suspira e levanta voo. Trinity segue por terra. Etos olha em direção ao lago. Segue também.
Etos entra no teatro. Atravessam e chegam a uma sala de apresentações. No palco, um caixão com flores. Etos arregala os olhos. Aperta o passo. Corre. Chega ao caixão. Valesca. Etos cerra o punho. Trinity chega perto. Zeiro também.
Não se desfez... Será que não... (Trinity)
A gente já tentou enterrar. Limpamos depois. A gente sabia que Etos ia... Precisar... (Zeiro)
Não pode ser... (Etos)
Não sabemos quem fez isso. Mas achamos que foi quem está com Padoi. (Zeiro)
Não interessa... Não faz diferença quem fez... (Etos)
Etos se aproxima de uma cadeira que estava perto. Quebra a cadeira contra o chão. Trinity se aproxima e joga a parte grande da cadeira longe. Pega os restos no chão e joga também.
O que caralhos você pensa que ia fazer? (Trinity)
Eu não posso... (Etos)
Ah, pode, sim! Se vingar de quem fez isso? Pode, deve! (Trinity)
Você... Você não... (Etos)
Entendo? Mataram minha mãe na minha frente, Janaína morreu pela mesma coisa que matou Valesca, quer morrer também, pra eu talvez entender, é isso?! (Trinity)
Etos senta no chão. Lágrimas saem de seus olhos.
Eu não tenho do que me vingar. Valesca não era um anjo. Não foi injustiça. (Etos)
Mas com Janaína foi. (Trinity)
Etos baixa a cabeça. Trinity pega Etos pelos ombros, coloca de pé e dá um tapa na cara.
Eu tô aqui! (Trinity)
Etos toca o rosto de Trinity.
Pra quem você quer que eu corra quando você enfiar a merda duma estaca no peito, pra pessoa de quem me deram sangue, que morreu, ou pra quem me transformou de pirraça e tá dormindo no fundo do lago aí do lado?! (Trinity)
Eu não... Não quero te deixar... (Etos)
Então não deixa, porra! (Trinity)
Tá doendo. (Etos)
Vai ter que conviver com isso. (Trinity)
Etos abraça Trinity. Trinity abraça de volta. Saem lágrimas dos olhos de Trinity.
Eu tô aqui. Rust também. E Murilo. Cê vai conseguir seguir em frente. Ainda não trepou com o planeta todo. (Trinity)
Tem gente que não gosta. (Etos)
É. Eu sei. Então vai ter que viver eternamente. (Trinity)
E se vocês forem embora? (Etos)
Se até Rust tiver ido, aí você pode ir atrás da gente. (Trinity)
Trinity afasta Etos.
Combinado? (Trinity)
Etos balança a cabeça para baixo e para cima. Trinity abraça Etos novamente. Se afasta. Etos se aproxima do caixão. Se debruça. Chora.

Resumo do Capítulo

Passado. Valesca entra no laboratório de Loz. Falam sobre dar aprendizes de presente a pessoas. Lish está com uma criança e gravidez. Yuweo fala sobre Valesca ter voltado, e Lish pergunta de Auiy. Yuweo diz que Auiy não voltou, mas que foi de livre e espontânea vontade. Etos está em uma prisão. Deoclides, amante, Gregório e Onofre, cria de mesma família, levam algo para comer. Anael pede a Antônia que confesse sua traição. Deoclides quem entregara. Gregório fala com Anael, diz que Antônio vai confessar se Anael confessar. Entrega um papel a Anael, dizendo que é um perdão para Antônia sentir segurança, mas na verdade diz que Anael também tem um segredo. Antônia confessa, Anael diz que fez o mesmo. Falam em mandar Etos embora, dizem que enviarão ao lugar de onde Gregório veio. Gregório leva Etos. Etos tenta seduzir, mas Gregório é assexual. Fala sobre Valesca ser também. Valesca recebe Etos na cidade. Gregório é Auiy. Deoclides diz a Gregório que fez um feitiço para que Etos só pudesse transar com uma pessoa pelo resto da vida, a primeira pessoa que transasse, ou essa pessoa mataria Etos. Etos conhece Loz e vão pra cama em seguida. Quando Valesca acorda Loz, os olhos brilham amarelos, mas Valesca acha que foi apenas impressão. Gregório e Deoclides vão falar com Etos, mas Loz fica com ciúmes. Deoclides avisa Gregório que o feitiço já fez efeito. Gregório ainda tenta falar, Loz mata Gregório, Deoclides foge. Argen, criança de mais idade de Lish, conhece Etos, que passara a ficar apenas no quarto de Loz. Etos sabe que Lish existe apenas. Depois do feitiço, Loz passou a se comportar como se Etos e Lish lhe pertencessem. Valesca culpa Etos. Lish e Etos acabam se beijando. Tempos depois, tendo já um relacionamento, Lish sofre a maldição de Loz e transforma Etos. Lish pede ajuda para Valesca, pois Etos age como um bicho e mata pessoas. Valesca diz que viu Loz criar a maldição. Trazia um líquido, diz que irá beber e manda que Lish deixe Etos beber seu sangue e lhe dê de seu próprio sangue depois, como fez com Etos. Quando Etos acorda, Valesca explica o que houve. Tempos depois, Etos está com Rust. Confessa a Rust que não precisa matar pessoas para viver. Rust vai a Virgine, falar que vai embora. Virgine pergunta quem é a criatura humana, Rust diz que é vampir. Etos e Valesca chegam. Virgine diz que podem ficar, que admira muito Valesca. Pega uma besta, Rust protege Etos com o corpo. Virgine pede desculpas e atira em Valesca. Etos crava a estaca em si logo em seguida. Rust apenas se deixa cair. Dias atuais. Valesca, na Realidade atual, vai ao lago. Faz um feitiço. Tira Edmont de dentro da água e corta o próprio pulso. Uma pessoa impede que Valesca dê sangue a Edmont, derruba Valesca, bebe-lhe o sangue. Etos percebe algo. Rust sofre novamente efeito de mexerem com Edmont. Manda Etos ir para Hera. Etos vai, com Trinity. Zeiro fala que devolveram Edmont ao lago já. Fala que alguém no lago, que não sabe se foi quem tentou tirar Edmont. Lendo a mente de Etos, percebe que é Valesca. Vão ao teatro. Valesca está em um caixão. Zeiro diz que já tentaram enterrar. Que acham que quem fez foi quem está com Padoi. Etos quebra uma cadeira, para tentar se matar, Trinity impede. Fala que ainda tem a si, Rust e Murilo.

Dara Keon