Não é qualquer pessoa
MEAK
C11

Não é qualquer pessoa ler resumo

MEAK. Beleno sentou-se na janela. Trinity e Fábio estão em um sofá, Aqua, Murilo e Alan em outro. Kat está em pé.
Vamos ao primeiro lugar onde foi encontrado algum resquício de Padoi. (Kat)
Não consegui ver se tinha mesmo alguém lá. (Beleno)
Vamos a noite, assim Trinity pode ir também. (Kat)
Eu só conseguiria fazer algo se Michele estivesse em risco. (Aqua)
Não sabe lutar? (Murilo)
Treinei alguma coisa. (Aqua)
Talvez já sirva. (Alan)
Vamos eu, Trinity, Fábio, Beleno e Alan. Derik fica dormindo. Aqua, você fica pra proteger Derik. (Kat)
Tem razão, podemos ir atrás de Padoi e Clítia vir aqui. (Alan)
Se for Clítia. (Trinity)
Vou aproveitar e procurar um feitiço pra arrancar o espírito a mais que tá em Zenon. (Murilo)
Mas pra isso precisaria ir pra biblioteca. (Alan)
Posso ir e Aqua protege Derik. (Murilo)
E você? (Aqua)
Melhor Derik ir dormir lá. (Kat)
Murilo levanta e entra no quarto.
Etos não vem? (Alan)
Tá sentindo falta de mais sanguessuga pra proteger seu rabo? (Trinity)
Beleno, vai na frente. Trinity, pode me dar carona? (Kat)
Não tenho nada contra você, mas nem precisa perguntar, considerando a outra pessoa que vai de carona. (Trinity)
Trinity sai. Beleno coloca as asas para fora, começa a bater, tira o corpo de dentro e voa.
Que aconteceu com Etos? (Alan)
Porque a preocupação? (Fábio)
Achei que ia ajudar a gente. E Rust. (Alan)
Mataram Valesca. (Aqua)
Algum caçador de vampiros? (Alan)
Não sabemos. Valesca aparentemente estava tentando tirar Edmont. (Fábio)
Quem tentou acordar Padoi não vai querer acordar Edmont, sabe que Edmont ou Angely podem impedir, mesmo que não consigam matar. Talvez Padoi tenha acordado, talvez tenham quebrado alguma coisa do feitiço. (Kat)
Vou comprar alguma coisa pra gente comer antes de ir. (Fábio)
Fábio sai. Kat vai para o quarto.
Também me odeia? (Alan)
As pessoas não te odeiam. Você fez merda e não quer assumir. (Aqua)
Era uma vampira. (Alan)
Que estava vivendo em paz bem longe daqui. (Aqua)
E poderia mudar de ideia a qualquer hora. (Alan)
Você também pode. Atacou Murilo. A gente devia te matar por isso? (Aqua)
Não é a mesma coisa. (Alan)
Tem razão, você não precisa matar Murilo pra se alimentar. Foi só ódio mesmo. (Aqua)
Não dá pra se acostumar assim. O jeito que eu fui criado, é que essas coisas são erradas... (Alan)
Isso é um problema seu. Você vai num consultório e resolve. (Aqua)
Consultório? (Alan)
Psicologia. Psiquiatria talvez. (Aqua)
Acha que sou louco? (Alan)
Tentar matar seu primo sem ele ter tentado te fazer algo não me parece uma coisa saudável. (Aqua)
Alan cruza os braços e baixa a cabeça. Suspira.
Não sou só eu que penso assim. (Alan)
Pois é. Essa é a maior parte do problema. (Aqua)
Aqua levanta e vai para o quarto.
Etos está em uma cama. Abre os olhos. Vê Virgine. Senta-se.
Rust me disse que você matou Valesca do outro lado. (Etos)
Que outro lado? (Virgine)
Etos franze a sobrancelha. Desfranze.
A outra Realidade, que Mel e as outras pessoas vieram. (Etos)
Rust anda conversando demais com aquelas pessoas. (Virgine)
Kassandra te pediu pra não chegar perto de Mel. (Etos)
E não explicou até hoje porque. (Virgine)
Por que Rust tem tanto valor pra você? (Etos)
Não tem. Só não tem o direito de ir embora assim. (Virgine)
Você poderia fazer qualquer coisa da sua vida. (Etos)
E deixar as pessoas como eu continuarem morrendo? (Virgine)
Porque não transforma uma pessoa por noite então? Parece meio lento seu projeto, inclusive quando estamos no país que mais mata essas pessoas. (Etos)
Você é uma dessas pessoas. (Virgine)
Ninguém vai me matar tão facilmente assim. (Etos)
Não parece. Ao que me consta, quase conseguiram. Porque Valesca tem tanto valor pra você? (Virgine)
Valesca me salvou de ser simples monstro. Isso quando a gente tinha acabado de trair a confiança da pessoa que Valesca mais amava no mundo. (Etos)
Você e Lish? (Virgine)
Não tem muita gente que sabe a história completa. (Etos)
Por que eu teria matado Valesca? Uma das mulheres mais fortes que conheço. (Virgine)
Rust queria ir embora comigo. Você tentou atirar em mim, Rust ficou na minha frente, você matou Valesca. (Etos)
Virgine franze a sobrancelha. Desfranze.
Não duvido que eu faria isso antigamente. Ainda acreditava que Rust poderia ir e não voltar. (Virgine)
Pra que quer tanto Rust? (Etos)
Das poucas vezes que precisei de ajuda, foi Rust quem conseguiu me salvar. (Virgine)
Com todo esse exército que tá montando? (Etos)
Quando estivermos prontos, vamos resolver essa merda de uma vez. Por enquanto, só estou recrutando minhas crianças. Não estamos prontos ainda. (Virgine)
E o que vai fazer depois que tiver resolvido? (Etos)
Então eu poderei viver em paz até a morte. (Virgine)
Virgine vai em direção a porta.
Aí você vai libertar Rust? (Etos)
É o que você quer? (Virgine)
E se for? (Etos)
Então se junta a mim. Tenho certeza que as coisas ficarão mais rápidas. (Virgine)
Virgine sai. Etos deita novamente. Rust entra.
Da outra vez, você perdeu Valesca por minha causa. (Rust)
Dessa vez não foi. (Etos)
Etos se senta.
Virgine não sabe da outra Realidade. (Etos)
Era meu acordo com Kassandra. Provavelmente te disse porque te conta tudo. (Rust)
Nem tudo. Isso quem me contou foi você. (Etos)
Trinity pediu que ficasse aqui. (Rust)
Tá mais pra mandou. (Etos)
Rust franze a sobrancelha.
Que foi? (Etos)
Lish era uma coisa, você outra, e Valesca uma terceira, não? (Rust)
Sim. (Etos)
Valesca não morreu porque tava tentando trazer Edmont. (Rust)
Noite. Trinity para a moto em frente a um prédio. Kat desce e tira o capacete. Trinity desliga a moto e coloca o pezinho.
A gente devia fazer um bolão pra sabermos o que vamos encontrar. (Trinity)
Só Alan e Murilo iam apostar que Clítia quem está com Padoi. (Kat)
Quem encontrarmos aqui vai estar com Padoi? (Trinity)
A gente pode pedir pra Kassandra dizer se é quem tem sangue de Padoi. (Kat)
Tem coisas que seriam meio impossíveis. Não querendo defender, mas Zenon realmente estava no carro quando mataram Aléxis. (Trinity)
Tava pensando que, se Zenon não tem acesso às memórias do outro espírito, então não estaria mentindo se dissesse algo que é mentira. (Kat)
Mas se tivesse assumido, aí diria que não lembra, não? (Trinity)
Provável. (Kat)
Fábio chega e para a moto. Alan tira o capacete e desce. Trinity sai da moto e tira o capacete. Fábio coloca o pezinho, desce da moto e tira o capacete.
Sabem onde procurar? (Fábio)
As coordenadas são meio grandes. (Kat)
Teria sido útil Kassandra aqui. (Alan)
Ia apontar vários lugares. Ia saber que tava indo na direção errada, porque ia começar a rir. (Trinity)
Kat, você sendo atlante não consegue farejar alguma coisa? (Alan)
Consigo sentir um monte de cheiros. Isso não quer dizer que já tenho treino pra saber o que significam. (Kat)
Beleno desce no chão. Tem uma corda de metal em volta do tronco e fogos de artifício nas mãos. Entrega um fogo de artifício para cada pessoa.
Eu vou sobrevoar, quem achar, sinaliza. (Beleno)
Não corre o risco da gente te acertar com isso? (Trinity)
Não custa olhar pra cima antes de atirar. Comprei dos que fazem menos barulho, então fiquem de ouvidos abertos. (Beleno)
Derik agradeceria. (Kat)
Beleno voa.
Estamos bem no meio do ponto. Cada pessoa pra um lado. (Kat)
Alan prende o capacete na moto de Fábio e sai andando em uma direção. Trinity coloca o fogo de artifício no capacete, coloca o capacete no braço e vai na direção contrária.
Quanto tempo será que Trinity leva pra tentar matar Alan? (Fábio)
Não sei. Mas tenho coisa mais importante pra pensar no momento. (Kat)
Kat prende o capacete na moto, coloca o fogo de artifício na cintura, tirando uma estaca e sai. Fábio olha por um segundo para Kat. Baixa a cabeça. Prende o capacete na moto. Sai na direção contrária de Kat.
Mesmo ponto. Uma moto chega, com duas pessoas. Para. A pessoa de trás desce. Tira o capacete.
Norte, Sul, Leste, Oeste. (Etos)
Rust tira o capacete.
Sabe quem foi pra que lado? (Rust)
Aí a gente ia precisar de Kassandra. (Etos)
Beleno desce.
Alguma coisa? (Rust)
Nada ainda. Já faz duas horas. (Beleno)
Como vão fazer? (Etos)
Arranjei fogos de artifício. Devia ter arranjado uns pra mostrar que tá tudo bem também. (Beleno)
Pode usar celular. (Rust)
Ninguém responde. (Beleno)
Etos e Rust se entreolham. Voltam a olhar para Beleno.
Você procura Alan; eu, Fábio; Etos, Trinity. (Rust)
Etos engole seco. Rust olha.
Você procura Fábio; eu, Trinity. (Rust)
E Kat? Posso procurar Kat ao invés de Alan. (Beleno)
Se Katerine encontrou Padoi, é bom a gente se juntar pra encontrar Katerine. E os restos de Padoi. (Rust)
Etos, pra lá... aponta na direção que Fábio fora Rust pra lá. aponta a direção que Trinity fora (Beleno)
Beleno voa na direção que Alan fora. Rust desce da moto. Etos beija Rust, que não se mexe. Afasta, entrega o capacete a Rust.
Só pra dar boa sorte. (Etos)
Etos segue na direção que Fábio fora. Rust prende na moto os dois capacetes. Vai na direção de Trinity.
Etos está andando, farejando o ar. Para. Fecha os olhos. Abre. Continua andando. Vira em um beco. Corre. Se abaixa perto de uma pessoa. Vira. Fábio tosse.
Que houve? (Etos)
A gente lutou... (Fábio)
Quem? (Etos)
Não sei. Não consegui saber pelo cheiro. (Fábio)
Você precisa de um hospital. (Etos)
Fábio se senta. Tenta se levantar. Etos segura.
Eu preciso achar. Se eu tivesse conseguido arrancar o capuz... (Fábio)
Nem pela altura? (Etos)
Zenon e Clítia têm a mesma altura. (Fábio)
Mas Padoi não. (Etos)
Não era Padoi. (Fábio)
Bom, então ainda não sabemos se vive de novo. (Etos)
Etos senta Fábio no chão. Pega o celular. Digita algo por um tempo. Depois disca um número de telefone.
Boa noite. Preciso de uma ambulância. (Etos)
Rust está correndo. Para. Vira uma esquina. Continua correndo. Vira mais duas esquinas. Chega a uma praça. Se aproxima de Trinity, que está no chão, com uma estaca enfiada no estômago, se arrastando. Rust abaixa.
Não foi no coração, cê vai sobreviver. (Rust)
Vou sim, pra pegar a desgraça que fez isso! (Trinity)
Quer que eu tire? (Rust)
Eu tentei, mas a dor não deixa ter força no braço. (Trinity)
Rust arranca a estaca. Trinity grita. Estende o braço trêmulo. Rust entrega a estaca.
É de estimação agora. Vai transformar em pó. (Trinity)
Viu quem era? (Rust)
Não sei nem dizer se era sequer Clítia ou Zenon. Foi muito rápido, eu até consegui derrubar, mas me derrubou de volta. E podia ter só ido embora, mas eu no chão, essa desgraça enfiou a estaca! E deu uma risadinha, mas só aquela bufadinha pelo nariz, sabe? Que não sai voz... (Trinity)
Não vai conseguir dirigir. Acho que nem de garupa em moto cê consegue. (Rust)
Merda... (Trinity)
Eu levo sua moto depois. Vamos chamar um carro. (Rust)
E como a gente explica o sangue? (Trinity)
Rust tira o casaco. Ajuda Trinity a vestir e fechar.
Pronto. Agora você finge que bebeu demais. (Rust)
Rust pega o celular e começa a digitar.
Se a pessoa tentar se aproveitar, você já tem a janta. (Rust)
Beleno desce no alto de um prédio. Duas pessoas jogadas no chão. Cheira. Se aproxima de uma pessoa. Vira. É Alan. Vai até a outra pessoa. Vira. Zenon.
Imaginei que era você aqui, cheirava a comida. (Beleno)
Beleno tira a corda que traz em torno do tronco, abaixa. Coloca Zenon de lado, dobra os joelhos em direção ao peito, puxa os braços para frente e amarra os pulsos. Depois para em volta das canelas. Dá voltas em torno do corpo. Na boca. Volta para o corpo. Amarra. Faz outra amarra, mas longe da primeira. Fica em pé. Levanta Zenon pela amarra e larga. Vai até Alan. Empurra com o pé. Alan abre os olhos. Se senta.
Lutou com Zenon? (Beleno)
Não sei quem foi. (Alan)
Bom, o embrulho tá pronto pra levar de volta. E dessa vez quem fica de guarda sou eu. (Beleno)
Alan olha para Zenon. Engole seco.
Kat dá um chute. Clítia cai para trás. Levanta. Pula em cima de Kat. Kat inverte. Dá um soco em Clítia. Levanta o braço pra dar outro, Clítia dobra os joelhos e levanta, jogando Kat longe. Kat levanta, coloca a mão no bolso. Olha ao redor. O tranquilizante de Angely está a passos dali. Kat vai na direção, Clítia encosta Kat contra a parede. Morde Kat. Kat grita. Empurra, mas Clítia não larga. Empurra de novo. Clítia cai no chão, sem reação. Kat olha para a frente. Rust está com o tranquilizante.
Que houve? (Rust)
Achei que tava com raiva por causa de Juliana, mas tava muito mais forte. (Kat)
Sangue de Padoi. (Rust)
Casa que era de Soraia. Kat desce as escadas, com Clítia no ombro. Beleno desce atrás, com Zenon em amarras. Etos vem atrás, com um molho de chaves. Passa Beleno e Kat. Abre a cela. Kat entra. Desce Clítia. Puxa correntes que estão presas nas paredes e prende os pulsos de Clítia. Depois os tornozelos. Sai. Beleno entra e coloca Zenon na parte oposta da cela. Sai. Etos fecha. Beleno senta no chão em frente a cela. Kat e Etos sobem. Alan está na sala, assim como Trinity e Rust.
Quem de vocês vai fazer turno com Beleno? (Kat)
Vou levar comida pra Murilo. (Etos)
Rust, entende algo disso? (Kat)
Vocês têm alguém que foi espírito já. (Rust)
Consegue encontrar? Porque a gente não acha de jeito nenhum. (Kat)
Nem Beleno? (Rust)
Desce lá. Vou ver como tá Murilo, de repente até já encontrou. (Etos)
Vou junto, melhor enfiar a cara em livros ou vou fazer merda. (Trinity)
Rust vai para a porta e desce a escada. Etos coloca o capuz na cabeça e sai. Trinity também.
Não vai ver Derik? (Alan)
Alguém tem que ficar de olho em você. (Kat)
Ninguém vai me machucar, eu sei me defender! (Alan)
Não é pra te proteger. (Kat)
Alan engole seco.
Aqua está olhando um livro. Murilo olha pra Aqua.
Não precisa tentar se não quiser. (Murilo)
Eu quero ajudar. (Aqua)
Trinity e Etos entram. Vêm até Aqua e Murilo. Etos coloca um pacote pardo em cima da mesa.
Não comprou de frango, né? Fiquei com peso na consciência desde que Derik disse que seria canibalismo, não comeria Derik. (Murilo)
Não. E também não tem ovo. (Etos)
A gente vai fazer alguma outra coisa? (Aqua)
Tá olhando pra mesma página faz bastante tempo. (Murilo)
Murilo pega o livro de Aqua. Franze a sobrancelha.
Porque pegou esse livro? (Murilo)
Não tem a ver com o que precisa? (Aqua)
Tem. (Murilo)
Aqua franze a sobrancelha.
Esbarrei na estante e ele caiu. (Aqua)
Com essas estantes desse tamanho, cê tinha que ter dado uma bela duma esbarrada... (Trinity)
Murilo entra em uma sala. Coloca a mão em Derik, que está sobre uma mesa e tem a pele pálida. Tira rápido. Etos entra. Tira um vidro pequeno do bolso. Abre. Coloca nos lábios de Derik. Derik abre os olhos e respira fundo.
Como fez isso? (Murilo)
Daxlidan. Serve pra bem mais coisa do que as pessoas imaginam. (Etos)
Derik se senta. Olha para Murilo.
Foi você quem jogou o livro no chão? (Murilo)
Eu vi o lugar onde o livro tava e acordei. Tentei pegar o livro, aí percebi que, na pressa, ao invés de sair andando... (Derik)
Saiu do corpo. (Murilo)
Aqua entra.
Derik só foi correndo buscar o livro e esqueceu o corpo aqui. (Etos)
Não tava conseguindo voltar, aí esperei alguém chegar perto e joguei o livro no chão. (Derik)
Derik sai de cima da mesa.
Acharam Zenon? (Derik)
Trinity entra.
E Clítia. (Trinity)
Ótimo. Porque já decorei o feitiço. (Derik)
Por isso eu não conseguia mudar de página. (Aqua)
Como assim? (Murilo)
Você consegue controlar as pessoas nesse estado? (Etos)
Derik franze a sobrancelha.
Que eu saiba, não... (Derik)
Tinha uma voz me dizendo que tinha alguma coisa naquela página que eu precisava entender. (Aqua)
Você não sabe línguas antigas? (Murilo)
Não é uma das habilidades. (Aqua)
Eu tava rezando pra você conseguir entender, mas disso até... (Derik)
A gente descobre isso depois. Quero arrancar logo a coisa. E ir pra bem longe do que ficar. (Trinity)
Trinity sai da sala.
"Outro" é Alan? (Murilo)
Espero que sim. (Derik)
Zenon abre os olhos. Tenta se soltar. Não consegue. Olha para Clítia. Clítia olha fixamente para Zenon. Olha para Beleno.
Que aconteceu? (Zenon)
Pegamos vocês. Agora a gente vai fazer o feitiço pra tirar o espírito. (Beleno)
Ótimo. (Zenon)
Silêncio.
Me prender com correntes também não dá, né? (Zenon)
Daria. (Beleno)
Silêncio.
Não vai fazer, né? (Zenon)
Pra te deixar confortável? (Rust)
Zenon vira a cabeça. Força o corpo para virar. Olha para Rust.
Que tá fazendo aqui? (Zenon)
Faz ideia de porque Clítia está assim? (Beleno)
Acho que Padoi fez algum feitiço. (Zenon)
Rust franze a sobrancelha.
Achei que ia dizer que era o sangue de Padoi. (Rust)
Pode ser também. (Zenon)
Zenon dá um impulso, se senta.
A gente tava lutando, de repente Clítia ficou assim. Nunca vi isso. (Zenon)
Como foi parar com Alan? (Beleno)
Zenon franze a sobrancelha.
Alan tá bem? Não me diz que eu também... (Zenon)
Não. (Beleno)
Zenon solta o ar devagar. Olha para Clítia. Se arrastando, encosta na parte contrária a Clítia na cela. Clítia rosna.
Murilo está em um campo aberto. Está com uma roupa que cobre todo o corpo, com amarra na cintura e um capuz, toda preta. Derik também. Derik está com um pacote de velas nas mãos. No chão, Zenon ainda está com as amarras. Beleno sobrevoa a área. Alan está em uma árvore, amarraram. Perto, Clítia, também com amarras. Kat está ao lado de Clítia. Clítia olha para Zenon ali perto, fixamente. Rust está do outro lado do cerco em volta de Murilo, Derik e Zenon, também um tanto longe. Etos em outra ponta, Trinity em uma quarta. Fábio se aproxima de Murilo e Derik, com duas garrafas com cordas nas bocas.
Não precisava de duas. (Murilo)
Eu que pedi. Se Clítia tiver com algo de Padoi, talvez sirva pra isso também. (Derik)
Então Argo não precisava ter matado Zorana inteira? (Murilo)
Se for algo de Padoi, não transformação. Aí não resolve. (Derik)
Rust! (Kat)
Derik, Murilo e Fábio olham. Rust franze a sobrancelha, atravessa perto de Derik e Murilo e vai até Kat. Dilan parou e está olhando pra Clítia.
O que vocês fizeram com ela? (Dilan)
Porque se importa? (Rust)
É minha cria. (Dilan)
A pergunta ainda é a mesma, você nunca se importou com cria sua. (Rust)
Elas nunca me pediram ajuda desse jeito! (Dilan)
Dilan olha para Rust.
O que tá acontecendo? (Dilan)
Rust dá um soco em Dilan, que desacorda.
É cria direta? (Kat)
Sim. E agora eu duvido mesmo que tenha sido sangue de Padoi. (Rust)
Rust olha na direção de Zenon.
E que seja Clítia mesmo quem fez tudo. (Rust)
Rust pega Dilan e coloca no ombro.
Já te matei uma vez, não me faz fazer de novo, criança. (Rust)
Rust volta para seu lugar. Kat pega o celular. Franze a sobrancelha. Guarda o celular. Pega o dardo e atira tranquilizante em Clítia, que desacorda. Solta as correntes, pega Clítia no colo, vai até o centro e coloca perto de Zenon. Zenon se afasta um palmo. Derik abaixa, abre um buraco na terra e coloca a vela. Faz isso dezesseis vezes, fazendo um círculo em torno de Zenon e Clítia. Murilo pega uma das garrafas com Fábio, anda em torno do círculo e despeja, inclusive sobre as velas. Leva a garrafa e amarra no pescoço de Zenon. Pega a segunda garrafa, repete o processo, mas amarra a Clítia. Sai do círculo. Senta de um lado do círculo, em frente a uma vela. Derik senta de outro.
Duplicado não vai faltar gente? Não vai dar errado? (Murilo)
Não. (Derik)
Murilo fecha os olhos.
Eu acho. (Derik)
Murilo abre os olhos. Balança a cabeça para os lados. Fecha os olhos. Derik fecha os olhos. Murilo bate uma palma. Na segunda, Derik também. Quando dá a terceira, Murilo e Derik abaixam e sopram as velas a sua frente. Se ergue uma grande parede de fogo a partir de onde sopraram, fechando o círculo. As velas se acendem. Derik abre os olhos. Murilo também.
As palmas foram a parte mais estranha. (Etos)
Foram só pra sincronizar o sopro. (Murilo)
Ah. (Etos)
E agora? (Kat)
A gente espera as velas acabarem. (Derik)
Derik e Murilo se levantam. O corpo de Murilo cede, Kat corre e segura.
O feitiço... (Murilo)
Os olhos de Zenon começam a brilhar. Por baixo das pálpebras, os de Clítia brilham também. As roupas e amarras de Clítia e Zenon se desfazem, assim como a garrafa. Clítia continua no chão, mas Zenon levanta e começa a gritar algo. Abana os braços. O som não sai do círculo. Zenon tenta passar a barreira do círculo, mas bate, como se fosse sólida. Zenon bate com as mãos fechadas na barreira, continua gritando. As velas começam a se consumir rapidamente. Os olhos de Murilo começam a brilhar. Derik vem até Murilo. Etos vem também.
A culpa foi minha, você tinha razão, a gente devia ter usado mais gente... (Derik)
Não foi você, fui eu... (Murilo)
Murilo olha para Etos, Etos se abaixa.
Eu te amo. (Murilo)
Vai em paz, meu anjo. (Etos)
Etos beija a testa de Murilo. Os olhos de Murilo se fecham, o brilho se apaga. Zenon não para de bater. Derik vai até uma mochila, pega uma garrafa, tenta jogar água em uma das velas, mas parece bater na parede sólida de fogo e escorrer, e Zenon voa contra a parede oposta e cai, sem se mexer mais. As velas acabam. O brilho dos olhos de Zenon e Clítia se apagam. Uma luz sai do meio de seus corpos, assim como de Murilo. Sobem, iluminando a noite por alguns instantes e sumindo no infinito do céu. Etos levanta e olha para Trinity. Trinity vai até Alan. Os olhos de Alan estão cheios de lágrimas. Trinity solta Alan. Etos se afasta de Murilo, com lágrimas nos olhos. Trinity vem e abraça Etos. Alan se aproxima de Kat. Se abaixa e deita sobre o corpo que Kat ainda segura.
Dilan abre os olhos. Coloca a mão no peito.
Passou a agonia? (Rust)
Sim. O que era? Clítia tá bem agora? (Dilan)
Levaram pra cela. Vão ver como acorda. (Rust)
Você gostou mesmo desse pessoal. (Dilan)
Não interessa se gosto ou não, é questão de sobrevivência. (Rust)
Dilan levanta. Franze os olhos e bota na mão na cabeça.
Precisava ser tão forte? (Dilan)
Não. (Rust)
Dilan balança a cabeça para os lados. Sai em uma direção. Rust vai em outra.
Hera. Casa antiga de Murilo. Etos está a beira da cama. O sol está se ponto no horizonte. Olha para o corpo de Murilo. Suspira. Kat entra no quarto.
Que bom que conseguimos enterrar aqui. (Etos)
Alan que vá a merda. (Kat)
Não dá pra acreditar que queria aproveitar que Murilo não tinha mudado o registro ainda. (Etos)
Tem certeza? (Kat)
Não tinha, eu... (Etos)
Não. Que não dê pra acreditar. (Kat)
Etos suspira.
Como que pode alguém ser tão ruim? (Etos)
Você não é exatamente... (Kat)
Matei algumas pessoas. Mas nunca desrespeitei ninguém nesse nível. (Etos)
Não duvido inclusive que vá fazer uma lápide com o nome errado. (Kat)
Branca entra no quarto. Seus olhos estão vermelhos.
Isso não vai acontecer. (Branca)
Branca se senta a cama. Abre a bolsa. Tira um papel. Abre. É uma certidão de nascimento.
Olha, meu anjo. Eu dei um jeito. Arrumei pra você. Ninguém vai te enterrar com o nome errado, não, tá bom, meu amorzinho? (Branca)
Os olhos de Etos enchem de lágrimas. Etos vai até Branca e abraça. Branca chora. Kat sai do quarto. Vai até a escada. Desce. Na sala, Derik está no sofá. Limpa os olhos.
Eu não podia ter sonhado tudo? Não podia ter outro feitiço? Porque eu tô aqui ainda? (Derik)
Kat senta no sofá. Puxa Derik para seu colo. Derik chora. Trinity entra, com um capuz. Baixa o capuz.
Aqua, Beleno e Fábio estão quase terminando. (Trinity)
Vamos esperar escurecer. Murilo não ia querer deixar Etos de lado. (Kat)
Trinity abaixa e passa a mão na cabeça de Derik.
Murilo disse que não foi culpa sua. (Trinity)
Tava tentando me fazer me sentir melhor. (Derik)
Não. Disse que tinha alguma coisa em si. Etos disse que acha que Murilo tava querendo avisar de alguma coisa. (Trinity)
Ia querer que eu descobrisse o que foi. (Derik)
Nem que eu tenha que sentar minha bunda naquela biblioteca e ficar dias, a gente vai descobrir o que foi. (Trinity)
Derik limpa os olhos. Senta de novo. Respira fundo.
A gente precisa pegar Padoi. Se não fosse Padoi, nada disso tinha acontecido. Nem Mel. Nem a possessão de Zenon, que veio logo depois. Mel teria criado a criança sem problemas lá. E Murilo estaria bem aqui, a gente não teria vindo. (Derik)
Se a gente não tivesse vindo, Murilo teria morrido há tempos atrás, nas mãos de Zenon. (Kat)
Com o nome errado. (Trinity)
Como que a gente faz pras coisas boas acontecerem e as ruins não? (Derik)
Se esse poder funcionasse tão bem assim, a gente já teria salvo o mundo. (Kat)
Rust está na sala da casa de Alan. Está jogando video-game. Franze a sobrancelha. Uma música. Levanta e abre mais os olhos. A melodia segue. Olha ao redor. Tampa os ouvidos. Fecha os olhos com força. Cai de joelhos. Seus olhos ficam brancos. Tira as mãos dos ouvidos e seus braços caem soltos ao lado do corpo. Alan entra, tocando uma flauta. Tira a flauta da boca. Se aproxima de Rust. Passa a mão em frente ao rosto de Rust. Rust continua imóvel. Alan entra pela porta e desce as escadas. Abre a cela. Se aproxima de Zenon. Toca seu ombro. Zenon abre os olhos e se senta.
A gente precisa sair daqui. (Alan)
Eu tava realmente possuído, Alan. (Zenon)
Então não lembra mesmo de nada? (Alan)
Lembro de algumas coisas. Outras não sei o que fez. (Zenon)
Deve ter sido o outro espírito. (Alan)
Mas eu sei que as coisas aqui precisam de que a gente dê um jeito. (Zenon)
Era isso que eu precisava saber. (Alan)
Sua prima, como ela tá? (Zenon)
Alan baixa a cabeça. Zenon levanta e coloca a mão no ombro de Alan.
Não fica assim, acho que ela foi purificada, junto comigo. (Zenon)
Alan olha para Zenon.
Acha mesmo? (Alan)
Ela foi perdoada. Deve estar no céu agora. (Zenon)
A gente devia matar Clítia agora? (Alan)
Zenon olha para Clítia. Clítia dorme em correntes.
Primeiro temos que saber se ela não foi purificada também. (Zenon)
Um estrondo de madeira sendo quebrada na sala. Zenon e Alan olham. Zenon sai da cela, levanta uma madeira no chão. Uma saída subterrânea. Alan franze a sobrancelha. Zenon sai por ali.
Zenon? (Beleno)
Alan segue Zenon. Fecham a madeira. Beleno desce as escadas. Fareja o ar.
Tavam aqui... (Beleno)
Rust desce as escadas, devagar, se apoiando.
Onde diabos Alan conseguiu aquela merda?! (Rust)
Era minha. Só que ele não ia conseguir mexer nela sem eu saber que tava fazendo isso. (Beleno)
Então, se usar de novo... (Rust)
Eu consigo localizar. (Beleno)
Rust senta na escada.
Fecha a cela. (Rust)
Beleno olha nos olhos de Rust. Se vira e fecha a cela. Olha de novo para Rust.
É mais educado perguntar. Sim, Clítia ainda tá dormindo. (Rust)
Desculpa. (Beleno)
Rust se levanta.
Eu duvido que vão usar de novo. (Rust)
Tira o espírito... (Clítia)
Rust e Beleno olham para Clítia.
É algum dos que conheço?... (Clítia)
Por que diabos fugiram? (Beleno)
Enfiamos Clítia no feitiço. Talvez não tenha funcionado direito. (Rust)
Noite. O corpo de Murilo está no caixão. A certidão de nascimento está embaixo das mãos cruzadas no peito. Fábio coloca a tampa em cima. Etos e Kat levantam com tecidos, que passam embaixo do caixão, levantando o caixão. Vão até a cova aberta. Descem o caixão devagar. Derik se transforma em cachorro. Deita no chão. Fábio e Aqua pegam as pás. Começam a jogar a terra. Kat pega uma pá e entrega a Etos. Etos ajuda a jogar a terra. Kat vai até Aurium. Passa a mão nas costas. Aurium senta. Começa a uivar. Branca se senta ao lado de abraça Aurium. Aurium continua uivando, até que a cova fique inteira coberta. Então Aurium vai até a cova e deita sobre. Kat vai até Aurium. Passa a mão na cabeça. Etos entra, junto com Branca. Trinity e Fábio seguem, assim como Aqua. Kat dá um beijo na cabeça de Aurium. Levanta e entra.
Zeiro disse que a gente pode dormir aqui hoje. (Etos)
Vamos precisar descansar. (Kat)
Onde foi aquele menino com asas? (Branca)
Saiu voando do nada. (Fábio)
Mandou mensagem. Disse que pegaram uma flauta que ganhou de Angely, que percebeu que tinham pego, depois achou quem tinha usado porque tocaram. (Kat)
Falou alguma coisa de Zenon? (Trinity)
Não. Rust não falou nada também... (Kat)
Kat pega o celular. Digita. Coloca na orelha.
Rust, alguma coisa de... (Kat)
São Paulo.
Clítia ainda está aqui. Zenon fugiu. (Rust)
Por que diabos fugiria? (Kat)
Eu não sei. O que eu sei é que era Alan, senti o cheiro. (Rust)
Hera.
Merda. (Kat)
Já fizeram? (Rust)
Kat olha pela janela. Vê Aurium sobre o túmulo.
A gente vai dormir aqui por hoje. Alan e Zenon não vão sair por aí matando pessoas. (Kat)
Clítia é alvo. Mas Beleno está a postos. Se Alan se aproximar com a flauta... (Rust)
Já tinham usado essa flauta em você? (Kat)
Não. (Rust)
Então finge que tá funcionando quando tentarem de novo. Você é atlante. Não vai funcionar de novo. (Kat)
Kat desliga o telefone.
Acho que tem colchonete pra todo mundo. (Branca)
Bom descanso pra vocês. (Kat)
Kat sai. As pessoas se entreolham. Kat vai até Aurium. Se deita ao lado. Etos se aproxima da janela. Baixa a cabeça. Fecha a cortina.

Resumo do Capítulo

Kat planeja irem onde existe um resquício de Padoi: Kat, Trinity, Fábio, Beleno e Alan. Derik fica com dormir para ver se sonha algo, Murilo com pesquisar um feitiço para tirar o espírito a mais de Zenon, Aqua com proteger Murilo e Derik. Alan pergunta porque lhe odeiam, Aqua responde que ninguém odeia, que fez merda e não quer assumir. Etos fala para Virgine que foi quem matou Valesca na outra Realidade. Virgine diz a Etos que Rust é quem lhe protege quando ninguém mais pode e que, se conseguir finalizar o que precisa fazer, Rust está livre. Rust, falando com Etos, diz que acha que Valesca não morreu porque estava tentando trazer Edmont. Vão até onde é a coordenada que Kassandra dera. Beleno dá fogos de artifício para Kat, Trinity, Fábio e Alan, para sinalizarem se acharem. Cada pessoa vai em direção a um ponto cardeal. Um tempo depois, chegam Rust e Etos. Beleno diz que não consegue falar com ninguém. Beleno vai na direção de Alan, Etos de Fábio e Rust de Trinity. Etos encontra Fábio. Fábio diz que lutou com alguém, que não sabia quem era, que não era Padoi, mas não sabe se era Zenon ou Clítia, pois têm a mesma altura. Etos chama uma ambulância para Fábio. Rust encontra Trinity, que também não conseguiu identificar quem lhe atacou. Chama um carro para Trinity ir para casa. Beleno encontra Alan, inconsciente, próximo a Zenon. Amarra Zenon e acorda Alan. Alan não sabe com quem lutou. Kat e Clítia lutam. Clítia não está racional. Clítia chega a morder Kat, mas Rust derruba, com o tranquilizante de Angely. Colocam Clítia, com correntes, e Zenon, ainda com amarras, na cela. Rust e Beleno ficam de guarda. Etos e Trinity vão encontrar Murilo, Kat fica, para ficar de olho em Alan. Na biblioteca, Aqua está olhando para um livro, na mesma página, há muito tempo. Murilo percebe que tem a ver com o que precisavam. Etos acorda Derik. Derik sonhou com o livro, foi até a estante, mas apenas de espírito. Como não conseguia voltar, de alguma forma fez Aqua se manter na página do feitiço. Zenon acorda. Diz que não sabe como Clítia ficou do jeito que ficou, que acha que Padoi fez algum feitiço. Rust estranha e diz que achava que Zenon diria que era o sangue de Padoi. Vão a um campo aberto. Clítia consegue chamar Dilan para lhe ajudar, de alguma forma. Rust derruba Dilan. Derik e Murilo fazem um cerco de velas e fazem o feitiço para tirar o espírito de Zenon. Colocam Clítia dentro também, Derik diz que pode ajudar no caso de Clítia, se houver algum feitiço. Os olhos de Zenon e Clítia brilham, mesmo Clítia inconsciente. Zenon tenta berrar e sair, mas nem o som sequer sai. Os olhos de Murilo brilham, como os de Zenon e Clítia. Murilo diz que é a culpa é sua, desacorda, o brilho some. Derik tenta parar o feitiço, Zenon voa contra a outra parede do círculo e fica inconsciente. Os olhos de Zenon e Clítia, por baixo das pálpebras, se apaga. Uma luz sai dos corpos de Murilo, Clítia e Zenon. Rust diz a Dilan que está perto das pessoas por sobrevivência. Branca, mãe de Alan, consegue mudar o nome de registro de Murilo, para o enterro. Trinity fala que Etos acha que Murilo tentava avisar de algo. Alan enfeitiça Rust para tirar Zenon da cela. Beleno chega e diz que Alan lhe roubou a flauta, mas que consegue perceber quando usam. Clítia balbucia coisas. Enterram Murilo ao lado da MEAK nas ilhas. Rust avisa que levaram Zenon.

Dara Keon