Para sempre dessa vez
MEAK
C17

Para sempre dessa vez

Etos está olhando para o horizonte, na mureta do telhado. Rust sobe as escadas. Olha para Etos. Respira fundo. Dá um passo. Baixa a cabeça.
Eu já sei. (Etos)
Rust franze a sobrancelha e olha para Etos.
Te contaram por mensagem? (Rust)
Não. (Etos)
Etos se vira para Rust.
Não que devamos receber alguma piedade, mas aquelas pessoas lá embaixo não fariam isso. (Etos)
Rust cerra os punhos.
Não, amor, também não foi Padoi. (Etos)
Etos se aproxima de Rust. Passa a mão no rosto. Rust solta as mãos. Fecha os olhos.
Acha que eu estaria aqui se fosse Padoi? (Etos)
Rust abre os olhos.
Provavelmente não. (Rust)
Trinity foi capaz de me abrir os olhos quando foi Valesca. Eu não tenho mais Trinity também. (Etos)
Etos abraça Rust. Rust abraça de volta.
Na época, Trinity me disse que eu ainda tinha a si, e Murilo. E você. (Etos)
Eu ainda estou aqui. (Rust)
Mas você nunca achou que você poderia ser motivo pra eu ficar. Ou teria me impedido da última vez. (Etos)
Quem foi? (Rust)
Foi alguém mais forte que você. (Etos)
Rust afasta Etos, olha em seus olhos.
Bem mais forte. Mas você tem sorte dessa pessoa existir. (Etos)
Etos beija Rust. Passa-lhe a mão no rosto.
Eu já chorei o suficiente, e, em algum momento, você vai saber disso. (Etos)
Etos desvia de Rust e vai para as escadas. Rust olha para o horizonte. O sol está nascendo. Rust segue na mesma direção de Etos.
Kat está na sala. Seus cabelos não são mais vermelhos, ou os olhos roxos. Derik está no sofá, de olhos fechados, mãos sobre os joelhos. Etos entra. Rust entra depois.
Edmont dorme? (Rust)
Sim. (Kat)
Vou ficar de olho, de qualquer forma. (Etos)
Etos entra no quarto. Fábio entra na sala, com sacolas. Pousa na mesa. Derik abre os olhos. Vai até a cozinha. Volta com uma bacia pequena, pousa na mesa de centro. Pega uma das sacolas e despeja a areia de dentro na sacola. Pega a outra, tira um vidro com água. Despeja na areia. Mistura com a mão.
Por que tinha que ser de Hera? (Kat)
Talvez eu saiba quem construiu as ilhas. (Derik)
Derik senta de novo no sofá, fecha os olhos, mãos no joelho. Abre os olhos, olha para Fábio.
Tava esquecendo, tinha mais uma coisa. (Derik)
Fábio franze a sobrancelha. Desfranze.
Esqueci. O pedaço do quadro de Pandora. (Fábio)
Algo que fosse de Leonardo. (Kat)
Isso. (Derik)
Eu vou lá... (Fábio)
Você tem ficha criminal pra sujar. (Rust)
Acha que nunca arrombei nada? (Fábio)
Se te pegarem, te internam. Você não mente. (Kat)
Nunca pegaram. (Fábio)
Não precisa ser a primeira vez. (Kat)
Fábio suspira. Rust sai.
Quem acha que construiu? (Kat)
Atlantes. (Derik)
Derik olha para Kat.
Acho que é um pedaço de Atlântida. (Derik)
Rust está em um museu. Olha um quadro de Pandora. O museu tem várias pessoas, está aberto. Maira se aproxima de Rust.
É um quadro doado, foi achado há pouco tempo... (Maira)
Eu conheço quem doou. (Rust)
Então sabe a história? (Maira)
Sim. Eu preciso de um pedaço de uma obra. (Rust)
Rust olha para Maira, que franze a sobrancelha.
Não sei se você costuma visitar museus, mas as pessoas não levam pedaços das obras de souvenir quando saem. (Maira)
Tem uma que não está aqui. (Rust)
Maira franze novamente a sobrancelha. Desfranze.
Você realmente conhece quem doou. (Maira)
Maira entra em uma sala. Abre uma persiana. Pega um canudo grande. Abre. Tira uma tela enrolada. Abre a tela. Rust se aproxima.
É a falta de roupa? (Rust)
A mão na altura da virilha. (Maira)
Rust franze a sobrancelha. Fecha os olhos, balança a cabeça para os lados, abre.
Mas não posso te dar um pedaço disso. Ainda é uma obra de arte. (Maira)
Nem se eu te apresentar a pessoa que pintou? (Rust)
Ia ser difícil, já que os quadros são tão antigos, a pessoa deve ter morrido. (Maira)
Rust coloca a mão no sol. Assovia. Maira tira os olhos do quadro e olha para Rust. Então para a mão. Dá passos para trás. Rust tira a mão no sol. Abre e fecha a mão duas vezes.
Não é como eu. Morreu de fato. Voltou a vida recentemente. (Rust)
Normal? (Maira)
Sim. (Rust)
Rust franze a sobrancelha.
Acho. (Rust)
Rust coloca a mão na boca.
É uma pessoa legal? (Maira)
Rust tira a mão da boca.
Não sei dizer. Queremos o quadro para encontrar. (Rust)
Perderam a pessoa? (Maira)
Saiu dizendo que ia ajudar em uma coisa. Nunca mais voltou. (Rust)
Pode ter morrido de novo. (Maira)
Possível. (Rust)
Aí a obra vai ser jogada fora a toa. (Maira)
Também possível. (Rust)
Maira enrola a tela. Coloca no canudo. Mexe os olhos. Olha para Rust.
Quantos anos você tem? (Maira)
Vai querer uma lista de fatos históricos errados? (Rust)
Maira abre mais os olhos.
É tanto assim? (Maira)
Você não ficou com medo de eu fazer alguma coisa contra você? (Rust)
Você é um homem, alto, a gente tá aqui sozinho. Se você tivesse intenção de fazer alguma coisa, sobrenatural ou não, já teria feito. (Maira)
Maira sai.
Aliás, sendo sobrenatural, nem teria ligado para as câmeras. Ah, e são falsas. (Maira)
Rust olha para um canto.
Uma é verdadeira. (Rust)
Você não vem? (Maira)
Espero que não tenha feito nada que não devia aqui dentro... (Rust)
MEAK. Rust e Maira chegam. Derik olha para Maira, então para Rust.
O preço foi conhecer Leonardo. (Rust)
Não ia arrombar? (Derik)
Mudei de ideia. (Rust)
E diz isso assim, na minha frente? (Maira)
Eu te mostrei que queimo no sol, falar em arrombar um lugar não parece ruim. Aliás, você roubou isso aí. (Rust)
Tecnicamente isso aqui não existe. Mandaram destruir. (Maira)
Talvez a gente faça exatamente isso agora. (Rust)
Pra salvar o artista é válido. (Maira)
Um miado. Derik vai a cozinha. Volta com Deo na mão. Maira dá um passo. Olha para o canudo. Entrega o canudo a Rust, se aproxima de Derik.
Filhotes também são mais importantes que arte, imagino. (Derik)
Tá seguro na mão dele, posso pegar?! (Maira)
Derik entrega Deo a Maira. Vai até Rust e pega o canudo. Abre, tira a tela, olha. Pousa o canudo no sofá, vai para trás do balcão, abre uma gaveta, pega uma tesoura. Olha para Maira, que está com a respiração suspensa, olhando.
Deo é uma fofura, né? (Derik)
Quem? (Maira)
Derik olha para Deo e para Maira. Maira olha para Deo. Levanta Deo na altura de seus olhos.
Você é muito bebê pra ver uma atrocidade dessas. (Maira)
Deo mia. Maira vai com Deo para a cozinha. Derik corta um pedaço de menos de um centímetro do canto. Pousa o pedaço no balcão. Guarda a tesoura, fecha a gaveta. Enrola a tela, volta ao sofá, pega o canudo, coloca a tela dentro, tampa e pousa no sofá de novo. Vai até o balcão e pega o pedaço. Vai a cozinha. Abre a geladeira, pega a bacia com areia e água dentro. Volta a sala. Pousa na mesa de centro.
Por que... (Rust)
Deo não sabe abrir a geladeira. Não nessa forma. (Derik)
Derik coloca o pedaço da tela dentro, sobre a água. O pedaço boia um tempo. Afunda, pousando na areia, que endurece. A água endurece. Derik levanta a bacia. Baixa um pouco um dos lados.
Já fez? (Rust)
Só faltava o objeto. (Derik)
Como funciona? (Rust)
O lado mais pesado é para onde Leo está. (Derik)
Já terminaram a coisa horrenda? (Maira)
Só precisou de um pedaço pequeno. Pode levar o resto. (Derik)
Maira vem da cozinha, entrega Deo a Rust, e cruza os braços, olhando para Derik.
É um pedaço de história. (Maira)
Agora tem mais história ainda. Vai ajudar a achar Leo. E o tempo deve ter tirado mais da tela do que... (Derik)
Kat entra. Todo mundo olha. Kat olha para Maira. Olha para Derik.
Foi Rust. (Derik)
Kat olha para Rust.
Temos a bússola. (Rust)
Mas você prometeu que... (Derik)
Derik olha para Maira.
Maira. (Maira)
Maira. (Derik)
Derik olha para Kat.
Ia conhecer Leo. (Derik)
Bom, Leo não é propriedade nossa. (Kat)
Pois é. (Derik)
Quis dizer que não tem problema Maira conhecer Leo. (Kat)
A gente não sabe nem... (Derik)
Rust olha para a bacia na mão de Derik e olha para Derik.
Acho que não pesa tanto, consigo carregar. (Derik)
Bom é exatamente o que tá fazendo no momento... (Maira)
Na forma de pássaro, quer dizer. (Rust)
Kat e Derik olham para Rust.
Achei que Fábio que ia causar problemas por falar demais. (Kat)
Rust revira os olhos.
Tá. Eu conheci Maira. (Rust)
Como assim?! (Maira)
Sou de outra Realidade, uma que está mais a frente dessa. (Rust)
Rust olha para Maira.
Você não se assusta com essas coisas. E não sai espalhando. Nem somos seu primeiro contato com coisas sobrenaturais. (Rust)
Bom... (Maira)
Quando te vi no museu, sabia que não precisava tentar nada absurdo. Você roubou diversas obras do museu. (Rust)
Não foram tantas. (Maira)
Coisas que foram consideradas "profanas" principalmente. (Rust)
Rust, cozinha. (Kat)
Kat entra na cozinha. Rust segue.
Virgine transformou? (Kat)
Gerente do lugar descobriu e quis que transasse pra esconder. Maira se recusou, então gerente estuprou. Com mais gente. Virgine ajudou a botar fogo no museu depois, com as pessoas amarradas a peças metálicas, porque o incêndio esquenta tudo. Tiveram trabalho pra tirar as peças dos corpos. (Rust)
Maira precisa saber da parte que sabem dos roubos. (Kat)
Acho que descobriu porque Maira acha que todas as câmeras internas do museu são falsas. Nem todas. (Rust)
A gente dá um jeito nessas pessoas depois. (Kat)
Kat volta a sala. Rust segue. Fábio está na sala.
Derik, não acho seguro ir sem ninguém. Nem se aproximar de Hera para pedir ajuda de Beleno, Padoi caiu por lá. (Kat)
Não acho uma boa ideia tirar Beleno de lá. Ou qualquer pégasus. (Derik)
Talvez fênixs protegessem melhor. (Kat)
Acho que nem fênix deveriam sair de lá. (Fábio)
Padoi não quer as crianças. (Kat)
Não é só pelas crianças. (Fábio)
Kat olha para Fábio.
Padoi parece ter uma fixação em você e Mel. (Fábio)
E você a gente conseguiu resgatar. (Rust)
Por que a gente não mergulha no maldito lago e bota essa merda em Mel logo de uma vez?! (Kat)
Não sei. (Derik)
Kat olha para Derik.
Eu só sei que sei. (Derik)
Kat fecha os olhos e solta o ar. Abre os olhos.
Rust, pode acompanhar Derik, por terra? (Kat)
Rust entrega Deo a Maira. Derik tira a pedra de dentro da bacia, pousa na mesa. Vira Aurium, com asas. Maira abraça Deo e dá um passo atrás. Aurium sobe na mesa e tenta pegar a pedra com as patas. Escorrega. Kat vai atrás do balcão, abre uma porta, tira um novelo de barbante. Amarra em volta da pedra na vertical, vira, amarra na horizontal. Aurium sobe na pedra, agarra no barbante com as patas, bate asas, levantando. Sai pela janela. Rust veste o capuz e sai pela porta.
Era... Depois... Virou... (Maira)
Isso. (Fábio)
Vocês são demais... (Maira)
Noite. Aurium desce em um prédio. Rust sobe correndo pela lateral. Aurium volta a ser Derik. Rust tira o capuz e entrega, Derik veste.
Tá aqui embaixo? (Rust)
A pedra só pesava para baixo. (Derik)
É um hotel meio grande, e não vão dar informação sobre quem está aqui e quem não está. (Rust)
A gente pede um quarto e bate de porta em porta até achar? (Derik)
Vão ligar na recepção e reclamar. (Rust)
Já fez isso? (Derik)
Já fiz muita coisa... (Rust)
Mas quem diabos você iria procurar? (Derik)
Nada tão idiota. O alarme de incêndio, vai fazer evacuarem o prédio. (Rust)
Ótima ideia! (Derik)
Rust e Derik chegam a recepção.
A gente quer um quarto. (Rust)
Adamastor pousa um livro, olha para Derik, depois para Rust.
Já vi sem roupa, não é meu tipo. (Rust)
Olha, normalmente eu te diria que não precisa esconder nada, meu irmão mais velho é gay, mas não fica pegando criança assim... (Adamastor)
Rust revira os olhos. Derik pega a carteira, pega um documento, entrega a Adamastor. Adamastor ri.
Falsificação qualquer pessoa faz. (Adamastor)
Tá. Um quarto pra mim. (Rust)
Adamastor franze a sobrancelha.
Eu disse que não era isso, você quem não quer acreditar. (Rust)
Derik tira uma nota de 100 da carteira e coloca no balcão.
Pode me impedir de entrar, mas não pode me impedir de pagar o quarto. (Derik)
Adamastor pega a nota, abre o caixa e guarda. Pega uma chave e entrega a Rust. Rust sai e Derik segue.
É melhor mesmo ficar aqui, assim pega Leonardo saindo. (Rust)
Faz sentido. (Derik)
Rust entra, a passos rápidos. Vai para o elevador. Derik senta na recepção.
Vai ficar aí? (Adamastor)
Não me deixou dormir lá em cima, vou ter que ficar por aqui mesmo. (Derik)
Não devia fazer essas coisas por outra pessoa. O que ele te disse lá fora? (Adamastor)
Pra eu pegar outra pessoa. (Derik)
Adamastor franze a sobrancelha. Balança a cabeça para os lados. Pega o livro e volta a ler.
Leo está em um quarto, sentou-se na cama.
Eu já disse que não sei que boa ação precisa fazer. (Leo)
Alguns segundos. Leo respira fundo.
Eu salvei algumas pessoas naquele dia... Tá, talvez tenha sido uma pessoa só... (Leo)
Toca o alarme de incêndio. Leo levanta.
Não acho que vai adiantar se colocar fogo no prédio pra salvar as pessoas... (Leo)
Alguns segundos.
Tá, se não foi você, pode ver se é incêndio de verdade? (Leo)
Mais alguns segundos.
Beleza, procura ver se alguém tá dentro de quarto, manda o pessoal tocar o terror se alguém tentar não sair... (Leo)
Derik levanta na recepção, Adamastor também. Adamastor larga o livro.
Não se preocupa, eu sou da brigada, vou fazer todo mundo sair. (Adamastor)
Adamastor vai em direção ao elevador. Aperta os botões. Tira uma chave do bolso, vai até Derik e entrega.
Essas merda é velha, dá uns segundos, devem aparecer, usa essa chave, pára os dois, ninguém pode tentar usar os elevadores. (Adamastor)
Adamastor corre para a escada.
Que dó, nem é incêndio de... (Derik)
Derik para. Fareja o ar.
Isso é cheiro de fumaça? (Derik)
Rust sai do quarto, a cama está em chamas. Pega na cortina. Seu corpo é atirado contra a parede. Leonardo de aproxima.
Porque tá tentando matar as pessoas queimadas?! Vocês vampiros são uns sádicos mesmo, mas não dá pra beber sangue de corpo carbonizado! (Leo)
Rust levanta.
Não foi você quem me jogou. (Rust)
Quem disse que não?... (Leo)
Rust segura alguma coisa no ar, mas invisível.
Katerine tá precisando de ajuda. (Rust)
Você... Conhece... (Leo)
Não dá tempo de explicar, o prédio tá pegando fogo. (Rust)
A gente pode apagar... (Leo)
É o terceiro quarto, e o prédio não tem extintor pra eletrônico. (Rust)
Rust pega Leonardo, coloca no ombro e vai para as escadas. Pessoas estão descendo. Rust revira os olhos. Corre até a janela do corredor, levanta a parte de baixo. Olha para Leonardo. Arranca a parte que tinha levantado e a de cima. Pula. Desce Leonardo no chão. Leonardo cambaleia, Rust ajuda a sentar no chão. Derik vem correndo.
Não sabia que ia botar fogo de verdade! (Derik)
Se não fosse de verdade, iam desligar os alarmes. (Rust)
E isso você já fez?! (Derik)
Não. (Rust)
Rust olha para o prédio.
Ao menos não pras pessoas saírem. (Rust)
Madrugada. MEAK. Derik entra. Rust entra. Senta no sofá de três lugares. Derik olha para Leo, que parou na porta.
Pode entrar. (Derik)
Ele não vai botar fogo aí também? (Leo)
Só se for necessário. (Rust)
Derik encara Rust. Olha para Leo. Leo entra.
Tem alguém aqui além da gente? (Derik)
Cinco. (Leo)
É um nome ou... (Derik)
Cinco espíritos. (Leo)
Nossa, conseguiu encontrar bastante. (Derik)
São 47 no total. Mas só tem 5 aqui. (Leo)
Kat vem até a sala.
Você tá diferente. (Leo)
Cresci. (Kat)
Não é só... (Leo)
Não tava falando da altura. (Kat)
Me contaram as coisas que andaram acontecendo. Desculpa, achei que devia juntar o máximo que conseguisse... (Leo)
47 deve dar. Agradeço que vá ajudar. (Kat)
Perguntaram o que é, posso contar? (Leo)
Bom, se vão precisar nos ajudar... (Derik)
Leo senta no sofá de três lugares. Olha para Rust, levanta e senta no sofá de dois lugares.
Gente, é o seguinte... (Leo)
Não era bom estar todo mundo, assim explica pra todo mundo? (Derik)
Faz sentido, ceis podem ir buscar o resto do pessoal? (Leo)
Leo suspira. Joga o corpo para trás, olhando para o teto.
Não querem? (Derik)
Ah, não, foram, tô só me recuperando do susto. (Leo)
Que susto? (Kat)
"Ah, tá tendo um incêndio...", "Ah, foi causado por um vampiro...", "Ah, o vampiro sabe segurar sua única defesa...", "Ah, o vampiro te conhece...", "Ah, o vampiro te pegou no colo, como se fosse uma boneca de pano, botou no ombro, quebrou a janela e pulou..." (Leo)
Rust levanta e vai para a cozinha. Kat senta no lugar de Rust.
A gente não tá com muito tempo pra delicadeza no momento. (Kat)
Posso dormir no quarto enquanto não voltam? (Leo)
Edmont tá lá dentro. (Kat)
Leo olha para Kat. Deita no sofá, virando para o canto.
Manhã. Leo senta no sofá. Kat e Derik estão em um colchão no chão. Há mais um colchão, vazio. Fábio vem da cozinha.
Fiz café. (Fábio)
Tá todo mundo aqui. (Leo)
Kat senta no colchão. Derik cobre o rosto. Kat coloca a mão no ombro de Derik. Derik descobre o rosto e olha para Kat, com os olhos quase fechados.
Leo disse que estão aqui. (Kat)
Derik fareja o ar. Levanta. Vai para a cozinha.
Essa coisa com o faro, é por ser cachorro? (Leo)
Talvez. (Kat)
Achei que ia levantar pulando quando soube que a sala tava cheia de fantasmas. (Leo)
As coisas mudaram bastante recentemente. (Kat)
Kat boceja.
Derik quem tem os poderes. (Kat)
Mas já não... (Leo)
Os que eram meus. (Kat)
Leo arregala os olhos.
Estela não quis, não? (Leo)
Murilo. E não tá mais entre nós. (Kat)
Leo solta os ombros.
Como assim?... Mas... Me ajudou tanto... (Leo)
Acho que não é esse o motivo pelo qual as pessoas ficam vivas, no final das contas. (Kat)
Fábio baixa a cabeça e volta para a cozinha. Derik volta, com uma bandeja com pães, geleia, uma faca, a garrafa de café e alguns copo. Pousa no sofá. Volta a cozinha, sai com uma garrafa e três copos, e entra no quarto. Kat enrola os colchões e coloca atrás do balcão. Coloca a mesa de centro de volta no lugar. Derik sai do quarto, pega a bandeja e pousa na mesa. Kat se senta em um lado, Derik do outro. Derik olha para Leo.
Imagino que agora você come. (Derik)
Leo sorri e se senta em um lado que sobrou. Fábio vem e senta do outro. Começam a comer.
Rust está no chão do quarto, encostou-se na parede, com um copo vazio na mão. Etos está na outra parede, em pé, com o copo pela metade na mão.
Será que espíritos conseguem achar Padoi? (Rust)
Pelo que entendi, são 47. Imagino que sim. (Etos)
Seria bom que isso parasse. (Rust)
Tem esperança que Mel volte? (Etos)
Acho que vai voltar. Mas eu só quero voltar a ficar perto de Virgine e ir pra longe dessas pessoas que morrem assim. (Rust)
Por que Virgine você consegue proteger. (Etos)
Rust olha para a janela. Etos bebe o resto do copo, pega o copo da mão de Rust e dá a volta na cama. Franze a sobrancelha. Pega um papel ao lado do copo que está no móvel do lado da cama.
Achei que Angely que desenhava. (Etos)
Edmont abre os olhos e olha para Etos. Fecha os olhos e acomoda a cabeça no travesseiro.
Foi Angely. (Edmont)
Etos mostra a folha para Rust. Rust levanta, vem até Etos e pega a folha. Sai do quarto. Etos pega o último copo e vai também.
Anoitecer. Leo está na sala. Anda de um lado a outro. Derik, Fábio e Kat estão em um sofá. Etos e Rust em outro.
O resto do pessoal não vem? (Leo)
Fábio baixa a cabeça. Derik engole seco.
Soraia tá com uma criança na ventre, Dionísio tá cuidando de Soraia. Beleno e Inês estão cuidando das outras crianças. (Kat)
Est... Murilo vocês me falaram, mas... E Alan? (Leo)
Zenon matou. (Kat)
Zenon... Mas... (Leo)
Já matamos. Era possessão que tava do nosso lado, achamos que era a alma de Murilo da outra Realidade. (Kat)
Janaína? (Leo)
Zenon ou Padoi. (Kat)
Trinity? (Leo)
Padoi. (Rust)
Aléxis e Lish? (Leo)
Zenon ou Padoi também. (Derik)
E aquela pessoa... Que tava com Beleno e Inês... (Leo)
Padoi. (Fábio)
Será que demoram muito? (Etos)
Leo suspira.
Acho que não... Só se Padoi tiver ido para outro continente ou algo assim... (Leo)
Rust levanta rápido e puxa Leo. Padoi entra pela janela, quebrando vidro, madeira e lascas do muro, e quebrando as pernas da mesinha de centro. Se levanta. Chia para os lados, mostrando os dentes.
A gente tinha dito pra trazerem aqui?! Eu não lembro dessa parte, gente (Leo)
Leo solta os ombros.
Eu sei que não são surdos, mas isso aqui no meio da sala me... (Leo)
Padoi dá um passo em direção a Leo, Kat se coloca na frente.
Você devia ter morrido. (Kat)
Talvez a premonição estivesse errada. (Padoi)
Padoi corre e pula pela janela, mas jogam de novo no meio da sala. Padoi levanta de novo.
É isso?! Vão botar mortos pra me segurar pela eternidade?! (Padoi)
Não, a gente vai dar um fim em você. (Kat)
Padoi sorri. Inclina o pescoço.
Por vocês, tudo. Vamos lá. Beba de novo do meu sangue. Prazer maior só provei quando foi ela. Mas vai ser lindo acordar de novo. E mais do meu sangue correndo nas suas veias. (Padoi)
Kat cerra os punhos.
Não vou mais te dar esse prazer. Nem que eu tenha que criar um moedor de carne que dure para sempre. Nem que eu tenha que te jogar no sol. Você vai morrer. (Kat)
Mas, por enquanto, você não pode fazer nada. (Padoi)
Kat olha para a pulseira e olha para Padoi. Padoi se ajoelha, olhando para o chão.
Não estou duvidando do seu poder, minha deusa. (Padoi)
Padoi olha para Kat.
Me deixa te servir! (Padoi)
Kat balança a cabeça para os lados, com a boca um tanto retorcida.
Eu não preciso de uma pilha de corpos e não quero o mundo perdendo a racionalidade, pra que diabos você serviria?! (Kat)
Derik franze a sobrancelha e olha para Kat. Padoi baixa os olhos de novo.
Eu faço o que quiser... Te ajudo a treinar pra lutar, pode bater em mim o quanto quiser... (Padoi)
Kat ri.
É por que você não faz ideia do quanto eu quero. (Kat)
Eu nunca mais mato! (Padoi)
Kat franze a sobrancelha, Derik volta a olhar para Padoi, com os olhos arregalados.
Você não vai acreditar... (Derik)
Padoi levanta bruscamente, dando um passo em direção a Kat.
Eu juro! (Padoi)
Rust rosna. Padoi dá um passo para trás e baixa a cabeça.
Se é sua vontade agora... Se agora não quer que eu mate... (Padoi)
O que te faz achar que Kat vai mudar de ideia?! (Derik)
Por que é o que quer. (Kat)
Padoi levanta a cabeça e sorri, com os olhos um tanto saltados.
Eu vi. Eu vi sua alma, sua fúria, eu vi nos seus olhos! Você é cria dela... Você é o caos como ela! A coisa mais linda que existe nesse mundo! Eu nunca conseguiria fazer o que vocês podem... (Padoi)
O corpo de Derik cai no chão, Padoi voa contra a parede, destruindo a parede e caindo fora do prédio. Kat vai em direção. Dá passos para trás. Padoi, sem consciência, pousa no meio da sala. Derik se senta no chão. Kat olha para Derik.
Por que fez isso?! (Kat)
Não foi consciente, desculpa. Quando vi, já tinha feito. (Derik)
Kat olha para Leo.
Será que conseguem segurar Padoi, até a gente saber como destruir? (Kat)
Acho que sim. (Leo)
Kat olha para Fábio.
A parede que quebrou não foi estrutural, não vai cair o prédio. Mas a gente vai ter que sair daqui agora. (Kat)
Vou ver contatos, deve ter gente saindo de algum lugar porque terminou alguma coisa. (Fábio)
Manda alguma coisa pra avisar Soraia. (Kat)
Kat olha para Rust.
Precisam tirar Edmont e Angely daqui. Pode ser que a gente só saia amanhã. (Kat)
Você vai cuidar de Padoi? (Rust)
Espero que as novas amizades de Leo cuidem. (Kat)
Vou arranjar alguma coisa pra cobrir o buraco por fora, pra ninguém bater aqui amanhã. (Derik)
Cadê Deo? (Etos)
Tá na casa de Maira. (Kat)
Etos cruza os braços.
Não é permanente, a gente só não queria que virasse aperitivo de Padoi. (Derik)
Etos descruza os braços.
Faz todo sentido. (Etos)
Etos e Rust entram no quarto. Etos volta, apoiando Edmont, Rust carrega Angely no colo. Saem. Fábio e Derik seguem.
É impressão minha ou a gente vai ficar aqui só eu, você e essa coisa? (Leo)
Cinquenta certinho. (Kat)
Kat vai para a cozinha.
Tem uma série legal que eu tava assistindo, acho que vocês vão gostar. (Kat)
Leo olha para Padoi.
Espero que esteja falando de mim e dos espíritos. (Leo)
Fábio entra em uma casa, olhando ao redor. Está na sala. Na parede de frente para a porta de entrada, há outra porta e uma escada, que vira. Abigail entra em seguida.
É grande. (Fábio)
Não chama muita atenção. Exceto de vampiros, por causa do tempo que ficou sem alugar que comentei. De vez em quando eu chegava em casa de manhã e tinha que tacar um no sol. O telhado da garagem é resistente. (Abigail)
Não temos mais muita gente. (Fábio)
Fiquei sabendo. (Abigail)
Fábio olha para Abigail.
Eu sei que tem gente dizendo que vocês tão inventando, que não é tanto assim... Mas, se precisar de alguma coisa, eu confio em você. Só chamar. (Abigail)
Acho que, considerando que a coisa ficou obcecada com Katerine, parece melhor não ter o grupo envolvido. (Fábio)
Nossa... (Abigail)
Pois é. (Fábio)
Vou indo. Tenho passagem pra um país que nem sei pronunciar o nome. (Abigail)
Abigail estende a mão. Fábio aperta a mão de Abigail. Abigail sai.
Noite. Nova MEAK. Katerine chega com uma mochila. Pousa no chão. Fábio vem do outro cômodo.
Tem três quartos. (Fábio)
Falei pra levarem Padoi pro fundo lá em cima. (Kat)
É uma boa, é uma área de serviço. Tem um quarto na frente, aí corredor e banheiro, depois dois quarto e a área. (Fábio)
E aqui embaixo? (Kat)
Vim da copa, depois tem a cozinha, um banheiro sem chuveiro e um quintalzinho na lateral. (Fábio)
Quintal não é muito útil... (Kat)
Pensei em telar pra Deo. (Fábio)
Bota grade. Pra ninguém poder cortar ou entrar. (Kat)
Kat pega a mochila do chão e coloca nas costas. Vai para a escada e começa a subir.
Então vamos ficar? (Fábio)
Quem sobreviver a Padoi, sim. (Kat)
Kat termina de subir a escada. Fábio olha para a porta de entrada da casa. Derik está olhando para a escada.
A gente vai conseguir. (Fábio)
Espero que sim. (Derik)
Manhã. Área de serviço. Padoi está no chão, ainda inconsciente. Kat está olhando. Derik entra na área de serviço.
A gente podia comprar uma máquina de lavar. (Derik)
Pode ser. Quando voltarmos ao normal, se conseguirmos juntar dos restos mortais. (Kat)
Já pensou alguma vez em como seria bom a gente ter uma vida normal? Tipo de isso aqui fosse uma república de gente trabalhando em coisas normais e enchendo a cara de vez em quando? (Derik)
Poderia até ser uma casa de uma família com quatro crianças e pet no quintal. Um carro na garagem. (Kat)
Kat olha para Derik.
Mas, no momento, é a MEAK. Então a gente vai botar umas grades, mais ou menos na metade da área de serviço, não um video-game. (Kat)
Se pegarmos dois terços, dá pra dividir no meio e fazer duas. Caberia uma cama em cada, de cimento, caso a gente tenha que prender alguém que não estamos pouco nos fodendo. (Derik)
A gente ainda pode beber de vez em quando. Leo tá lá embaixo? (Kat)
Tá. Fábio foi buscar coisas. Rust e Etos não deram notícia ainda. (Derik)
Kat sai. Para. Vira. Padoi está segurando Derik.
Solta. Agora. (Kat)
Padoi joga Derik contra a parede. Derik desacorda. Kat vai em direção a Padoi e tenta um soco, mas Padoi segura sua mão. Toma uma joelhada na lateral do corpo, vai para trás. Pega Kat e empurra até a parede do quarto, acertando Kat contra a parede. Bate mais duas vezes. Kat empurra e chuta Padoi. Vai para o outro quarto, pega uma estaca na mochila, Padoi chuta sua mão. Padoi levanta Kat, sai do segundo quarto e joga Kat contra a parede da escada. Kat cai na dobra da escada. Padoi desce, Kat se arrasta para a sala. Olha para Leo, na porta da copa, olhando para a frente. Tenta levantar, mas algo joga Kat no chão. Padoi se aproxima de Kat. Coloca a mão na pulseira, Kat desvia a mão de Padoi, com um tapa.
Tem certeza disso? (Padoi)
Você não vai vencer. (Kat)
Padoi sorri, com os olhos injetados. Levanta. Vai até Leo. Kat arregala os olhos.
Derik!!! (Kat)
Foi meio forte pra ele, ser jogado na parede daquele jeito. (Padoi)
Derik!!! (Kat)
Padoi fica atrás de Leo.
Derik!!! Sai do corpo!!! (Kat)
Não devia pedir isso, minha deusa. Estou controlando tudo que é espírito e, aparentemente, seu amigo aqui ainda tem alguma coisa de espírito. (Padoi)
Padoi morde Leo. Kat tenta levantar. Não consegue. Padoi bebe o sangue de Leo. Leo fecha os olhos. Padoi solta, Leo cai no chão. Kat consegue se levantar. Pega a estaca no chão. Leo abre os olhos, Kat crava a estaca em Leo. Leo fecha os olhos novamente. Kat levanta. Olha para Padoi. Coloca a mão na pulseira. Uma mão pousa na sua. Kat olha. Derik se sustenta na parede. Kat tira a mão da pulseira. Padoi ri. Sai correndo pela porta. Kat vai atrás. Abre o portão da garagem. Olha ao redor na rua. Entra de volta. Tranca o portão. Respira fundo. Olha para Derik, que está na porta de saída.
Eu tentei... Quando eu ouvi você gritar... Acho que quebrei alguma coisa... (Derik)
A gente precisa chamar Beleno. Vamos levar Leo de volta às ilhas. (Kat)
Vamos enterrar na MEAK? Vamos falar para Maira? (Derik)
Noite. Museu. Maira sai de uma sala. Flávio está esperando no corredor.
A gente precisa conversar. (Flávio)
Sobre o que? Tá tarde, eu tô indo pra casa... (Maira)
Você sabe o que é. (Flávio)
Flávio anda. Maira bufa. Segue. Chegam a uma sala com computador. O computador está ligado. Flávio aponta a cadeira. Maira senta. Flávio dá play em um vídeo. No vídeo, Maira entra em uma sala e Rust entra depois. Maira engole seco.
Vocês tinham mandado eu destruir a obra, não acho que nesse caso seja crime. (Maira)
Não foi a única vez. (Flávio)
Vai me demitir? (Maira)
Eu poderia mandar te prender. (Flávio)
Flávio fica atrás e coloca as mãos nos ombros de Maira.
Mas a gente pode tornar as coisas mais fáceis. (Flávio)
Maira franze a sobrancelha e levanta.
Vamos lá, não é tão ruim assim. Você não é sapatão, né? (Flávio)
Maira sai correndo. Chega no galpão, quatro seguranças estão conversando. Olham para Maira. Flávio chega atrás.
Ele tá tentando me agarrar! (Maira)
Mentira... Vocês conhecem mulher, provoca, depois quer deixar a gente na mão. (Flávio)
Os seguranças se entreolham.
É mentira! E, mesmo que fosse, eu poderia desistir a hora que quisesse! (Maira)
Tá vendo? Vocês vêm, ela vem todo dia, todo dia arrumada, fica aqui até mais tarde, o que vocês acham que ela tá querendo? (Flávio)
Os seguranças levantam e andam em direção a Maira. Maira olha para Flávio, que sorri. Olha para os seguranças... O primeiro cai, os outros olham em volta. Cai o segundo. Um terceiro corre para a porta atrás de Flávio, mas cai. O quarto toma um soco de Kat e cai também.
Não tinha tranquilizante suficiente. (Kat)
Rust puxa e morde Flávio, tampando-lhe a boca. Maira coloca a mão na boca. Kat vira Maira para si.
Desculpa não ter agido antes de você se apavorar. A gente precisava ter certeza que fariam isso, Rust não lembrava se eram as mesmas pessoas. (Kat)
Eu... Eu... (Maira)
Rust larga o corpo de Flávio. Vai até o que caiu perto da porta e pega. Morde. Etos entra, olha para Rust, vai até um dos outros três. Pega e morde.
Falamos com Fábio, pelo que Rust disse sobre seus conhecimentos, vamos te indicar para trabalhar com pesquisas no grupo. (Kat)
Vocês... Também... Salvam de... Gente normal? (Maira)
O que iam fazer com você não é coisa de gente, e não devia ser normal. (Kat)
Kat vira Maira para a porta de saída do galpão. Maira respira fundo. Anda em direção a saída. Kat olha. Rust havia terminado o que caíra perto da porta e pegara mais um. Etos solta o que pegara e pega o último.
A gente limpa depois. (Etos)
Kat vira e segue Maira. Etos morde o último. Kat encontra Maira do lado de fora.
Mas... Vocês... (Maira)
Vai ver que é mais fácil acostumar com a morte do que parece. (Kat)
Kat estende a mão a Maira.
E é a única garantia de que nunca mais farão isso. (Kat)
Maira pega a mão de Kat. Seguem pela rua. A porta do galpão se fecha.

Dara Keon